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Aconteceu: Clínica de Movimentos Acrobáticos de Capoeira e Ginástica Olímpica

Aconteceu nos dias 10 e 11 de maio a Clínica de Movimentos Acrobáticos de Capoeira e Ginástica Olímpica. Realizado pelo CEPEUSP (Centro de Práticas esportivas da Universidade de São Paulo) em parceria com a Projete Liberdade Capoeira, sob a coordenação do Mestre Gladson e dos Professores Vinicius Heine e Leandro Romualdo. O evento contou com a participação de 80 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, todos capoeiristas, provenientes de diferentes grupos de São Paulo.

O Mestre Geraldinho e o professor Andrezinho, do Grupo Cordão de Ouro – Associação Santa Maria, estiveram presentes com um grupo de alunos.

Mestre Nelson do Grupo Ginga Paulista também marcou presença com seus alunos.

O curso aconteceu em clima de descontração e amizade. Foram trabalhadas diversas técnicas acrobáticas da Capoeira, tais como Parada de mãos, a Parada de cabeça, Flic, flac, Salto Mortal de frente e de costas, Reversões, Quipes de cabeça e de nuca, entre muitos outros.

Clínica de Movimentos Acrobáticos de Capoeira e Ginástica OlímpicaClínica de Movimentos Acrobáticos de Capoeira e Ginástica Olímpica
Na Fotos da esquerda para a direita: Professores Ivan, Renato, Mestre Nelson, Mestre Gladson,
Professores Vinicius Heine e Roberto MacFadeen da Projete Liberdade Capoeira.
Professor Leandro Romualdo demonstrando a importância do alongamento.

 

Além da parte técnica, aconteceram duas palestras que engrandeceram a programação do curso. Uma sobre Aspectos Nutricionais aplicados ao Treinamento da Capoeira, proferida pela nutricionista Patrícia Peres e outra sobre Aspectos Psicológicos do Treinamento da Capoeira, proferida pelo professor e psicólogo Roberto MacFadden.

O Curso de Movimentos Acrobáticos acontece uma vez por ano, sempre no mês de maio e está na sua quinta edição. Em geral a aceitação do curso tem sido bastante grande, já que os conteúdos trabalhados possibilitam aos praticantes vivenciarem as técnicas acrobáticas da Capoeira dentro de uma proposta pedagógica e didática. O objetivo é incentivar os alunos a inserirem as acrobacias no jogo de Capoeira de forma equilibrada e responsável, de maneira a não ferir a essência do jogo da Capoeira e, principalmente, não ferir a si mesmos, já que sabemos que a execução dos movimentos acrobáticos apresentam um alto índice de incidência de lesões musculares e articulares. Para que isso não aconteça é preciso treinar gradativamente, adaptando-se ao movimento.

Para os professores e Mestres de Capoeira este curso é uma excelente oportunidade de aumentar o seu conhecimento acerca da didática par o ensino dos movimentos acrobáticos da Capoeira.

Foi reafirmada e idéia de que as acrobacias são uma parte da Capoeira, que tem como movimentos principais os ataques, as defesas, os contra ataques, os movimentos ritualísticos (como as chamadas de Angola) e os movimentos de chão. Os movimentos acrobáticos contribuem com a beleza e a plasticidade do jogo da Capoeira. Quando pensamos em acrobacias não devemos pensar em eficiência do jogo e sim em arte e expressão. O importante é executar as acrobacias em harmonia com os demais movimentos. Um jogo com ataques, defesas e contra-ataques, onde são realizados alguns movimentos acrobáticos torna-se um jogo bonito de admirável.

Agradecemos a todos que participaram do evento e esperamos contar com a presença de outros capoeiristas no próximo ano.

Maiores informações e fotos do evento podem ser acessadas no site www.projeteliberdadecapoeira.com.br ou no blog www.projeteliberdadecapoeira.blogspot.com ou ainda através do e-mail [email protected] com o Mestre Gladson ou [email protected] com o professor Vinicius Heine.

 

Clínica de Movimentos Acrobáticos de Capoeira e Ginástica Olímpica

 

Local: CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo)
Data: 10 e 11 de Maio de 2008
Programação: Sábado das 8:00 as 18:00hs e domingo das 9:00 as 13:00hs
Objetivos: promover a aprendizado e o aperfeiçoamento das técnicas acrobáticas da Capoeira.
Inscrição: 50,00 (Cinqüenta Reais)
Informações: 11-3091-3304
Maiores informações nos telefones 3091-3304 ou 3091-3361.

Coordenação Mestre Gladson, Professor Vinicius, Professor Leandro Romualdo.
As vagas são limitadas e as inscrições já estão abertas!

A Clínica é uma excelente oportunidade para ampliar conhecimentos e habilidades na execução dos principais movimentos acrobáticos da Capoeira, especialmente aqueles relacionados com a Ginástica Olímpica, tais como saltos mortais, flic, Quipe, Roldante, Reversão, Macaco, S Dobrado, entre outros.

Dentre os professores que ministrarão o curso, estará o Professor Leandro Romualdo, professor de Ginástica Olímpica do CEPEUSP, com ampla experiência na modalidade.

Serão utilizadas seqüências pedagógicas e educativas para a execução dos movimentos, respeitando os limites de cada aluno e oferecendo o máximo de segurança.

A Clínica é aberta para alunos avançados e iniciantes, com ou sem experiência prévia em Capoeira e Ginástica.

As inscrições poderão ser encaminhada via fax (11) 3091.3304 com comprovante de depósito bancário Nossa Caixa Nosso Banco Ag.08648 c/c 13000294-8. (Centro De Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo). O comprovante deverá ser trazido e apresentado no dia do curso.

Por que participar?

A Capoeira é uma arte marcial que tem como característica a presença dos movimentos acrobáticos. As acrobacias como são conhecidas, na verdade, são uma parte desse jogo que tem como movimentos principais os ataques, as defesas, os contra ataques, os movimentos ritualísticos (como as chamadas de Angola) e os movimentos de chão.

Dentre os movimentos acrobáticos podemos destacar a Parada de mãos, a Parada de cabeça, o Bico de papagaio, o Flic, flac, o macaco, o S-dobrado, o Aú giratório, o Salto Mortal, o Quipe de cabeça e de nuca, o Pião de cabeça, o Relógio, a Queda de rins, entre muitos outros.

Os movimentos acrobáticos contribuem com a beleza e a plasticidade do jogo da Capoeira. Quando pensamos em acrobacias não devemos pensar em eficiência do jogo e sim em arte e expressão. O importante é executar as acrobacias em harmonia com os demais movimentos. Um jogo, onde o capoeirista executa apenas movimentos acrobáticos não pode ser chamado de jogo de Capoeira. Mas um jogo com ataques, defesas e contra-ataques, onde são realizados alguns movimentos acrobáticos torna-se um jogo bonito de admirável.

Os movimentos acrobáticos possuem diferentes graus de dificuldades. Alguns são mais fáceis de executar, outros mais difíceis. A execução destes movimentos exige do praticante uma boa dose de força, potência, flexibilidade, resistência cardio-respiratória, técnica e coordenação motora. Com certeza a técnica é o elemento mais importante, pois ela diminui em muito o esforço para a execução da acrobacia.

Os movimentos acrobáticos de maior complexidade devem ser aprendidos dentro de uma seqüência pedagógica, que vai do simples para o complexo e do parcial para o total. É como um caminho a ser percorrido e que dá maior segurança ao aluno. Querer fazer um salto mortal completo já na primeira tentativa pode ser muito arriscado e pode levar ao acometimento de lesões musculares e articulares. Por isso, existem os educativos que levam o aluno a entender gradativamente a dinâmica do movimento, sentindo-se aos poucos mais seguro para realizá-lo.

 

Vinicius Heine[email protected]

O OLHAR DO CAPOEIRISTA

"No acto da lucta, toda a atenção se concentrava no olhar dos contendores; pois que, um golpe imprevisto, um avanço em falso, uma retirada negativa, poderiam dar ganho de causa a um dos dois."

Querino, Manoel – "A Capoeira" in "Costumes Africanos no Brasil", Biblioteca de Divulgação Scientifica, vol. xv, pág. 272. Civilização Brasileira, S.A. – Editora. Rio de Janeiro,1928.

"No ato da luta, a atenção se concentrava no olhar dos contendores pois que, um golpe imprevisto, um avanço em falso, uma retirada negativa poderiam dar ganho de causa a um dos dois."

Querino, Manoel – A Capoeira"in "A Bahia de Outrora", "editorado por Frederico Edelweiss". Livraria Progresso – Editora, Praça da Sé, 26,l955, Salvador, Bahia, pág.73.

Introdução

Quando iniciei a prática da regional fui advertido pelo Mestre Bimba para manter o "adversário" sob o controle visual, procurando evitar encarar diretamente os seus olhos ou alguma outra região em particular, observando sempre disfarçadamente, de soslaio, evitando deste modo que o objetivo do movimento de ataque fosse denunciado pela direção do olhar.
Em linguagem acadêmica, fui aconselhado a usar a visão periférica, única capaz de abranger o parceiro como um todo e o ambiente imediatamente vizinho.
A compreensão e a aplicação dos princípios acima enunciados exige noções básicas sobre visão e seus mecanismos.

Campo visual

Campo visual é todo o espaço visível pelo olho em um dado momento.
Determinamos o limite horizontal do campo visual por meio de manobra simples:

  • fixando o olhar diretamente para a frente, focalizando um ponto imaginário no infinito;
  • colocando um dedo diretamente ante o olho, com o braço estendido, deslocamos o dedo lateralmente na horizontal até o desaparecimento do mesmo no limite exterior do campo visual;
  • a repetição da manobra do lado oposto determina o ângulo abrangido pelos dois olhos.

Visão central e periférica

A atenção do observador pode ser focalizada na área central do campo visual ou procurar abranger o campo em sua totalidade.
A fixação da visão numa determinada área acarreta aumento da nitidez da mesma e redução evidente da percepção do espaço restante.
Controlando a tendência natural de fixação do olhar em algum objeto, principalmente luminoso, é possível manter a percepção de todo o campo visual periférico e deixar operar os reflexos de acompanhamento dos objetos em movimento selecionados inconscientemente por um ordem da vontade (a postura mental do jogador ou lutador), apesar da redução aparente da nitidez dos objetos.
Esta seleção, inconsciente, dos objetos em movimento no campo visual periférico é fruto da atitude mental do capoeirista, que deve ser defensiva ou de esquiva para usar as oportunidades de contra-ataque durante os ataques frustados do adversário.
A visão periférica é usada pelos espiritualistas e parapsicólogos no treinamento para visualização da aura energética que envolve todos os seres, vivos e inanimados.
A possibilidade de antever a intenção do adversário é uma vantagem adicional do uso da visão periférica, uma vez que os fenômenos mentais acarretam modificações da aura, que podem deste modo serem percebidos inconscientemente pelo capoeirista, desencadeando instantaneamente os movimentos de esquiva, defesa ou contra-ataques.
A concentração voluntária da visão no campo central dificulta os reflexos de acompanhamento dos objetos que se deslocam no campo visual periférico.
O olhar manhoso do capoeirista, esguelhado, de soslaio, de través, de lado, oblíquo, que evita olhar diretamente para o objeto interessado (visão central) é a aplicação prática da visão periférica na capoeira.

Movimentos oculares

Pelo interesse para os capoeiristas, destacamos entre os movimentos oculares aqueles que permitem a fixação do olhar, voluntária ou involuntariamente, em determinada área do campo visual.
Os pontos luminosos atraem involuntariamente a visão focal (central), o que dificulta bastante a visão da estrada no cruzamento de veículos à noite.
O objetos em movimento no campo visual, sobretudo os luminosos, provocam "movimentos de perseguição" que acompanham automaticamente o trajeto dos mesmos.
Estes movimentos de perseguição inconsciente de objetos em movimento no campo visual periférico permitem o verdadeiro olhar do capoeirista… desconfiado… manhoso… suspeitoso… oblíquo… de través… de soslaio… porém alerta, pronto para esquiva ou contra-ataque!
A expectativa de esquiva, predominanteno comportamento dos capoeiristas, predispõe à instalação de reflexos defensivos, de esquiva ou fuga, ante movimentos capazes de ameaçar sua estabilidade ou integridade física, complementados por contra-ataques, adequados à abertura na defesa do adversário.
Daí a importância fundamental da esquiva no jogo de capoeira, contrariamente à predisposição belicosa que atribui relevância aos movimentos e golpes de ataque.
No jogo em atitude de esquiva o contra-ataque é natural, inconsciente e instantâneo, sem que necessitemos escolher o alvo, infalível.

Considerações técnicas e táticas finais

Durante o jogo de capoeira devemos obedecer à recomendação de Pantajali aos praticantes de Ioga: manter os olhos desfocado e dirigidos diretamente para o infinito.
Os corredores também adotam olhar semelhante para manter a passada larga, desde que o olhar focalizado no solo em ponto muito próxima acarreta um passo muito curto. O ideal é mirar o infinito com o olhar paralelo ao horizonte.
Fitar um ponto imediatamente adiante do capô ao dirigir um veículo prejudica os reflexos de adaptação ao rumo.
O capoeirista precisa ter noção do adversário como um todo, desde que os ataques poderão partir de qualquer segmento corpóreo, em qualquer movimento ou atitude e qualquer momento.
A focalização da visão em um determinada região, mesmo que seja nos olhos do oponente, impede a visão global (periférica), única capaz de perceber simultaneamente o corpo inteiro do adversário, seu deslocamento, os movimentos dos seus vários segmentos e o espaço circunvizinho.
A concentração da atenção num ponto fixo desencadeia um reflexo de imobilização do pescoço na direção do objeto mirado, incompatível com a mobilidade permanente do capoeirista, retardando o desenvolvimento dos movimentos de esquiva e contra-ataque, além de prejudicar a espontaneidade dos movimentos e manobras inconscientes que ocorrem e embelezam o jogo de capoeira.
Um capoeirista mais experiente pode enganar um parceiro simulando, com o olhar, interesse num determinado ponto (alvo falso) para desviar a atenção do verdadeiro objetivo (alvo verdadeiro) em mente.
A área central da retina é responsável pela "visão tubular" e a permanência no seu emprego acarreta o bloqueio dos reflexos de perseguição dos objetos em movimento no campo visual do observador.
A prática quotidiana, contínua, em ritmo lento, dos movimentos de capoeira desenvolve complexas manobras reflexas de esquiva, defesa, contra-ataque, iniciadas pela captação inconsciente dos deslocamentos de membros ou do corpo do adversário no campo visual do atleta. Manobras que formam a estrutura fundamental, o esqueleto digamos, da defesa pessoal do capoeirista e só ocorrem em ausência da fixação permanente e voluntária da atenção em ponto fixo.
O exercício da capoeira evidentemente aumenta o trânsito de influxos pelas vias de conexões intraencefálicas e logicamente melhora as funções do cérebro como um todo, vez quefacilitando a transmissão de informações como efeito do treinamento a capoeira melhora obviamente o rendimento cerebral.
A observação dos treinamentos nos ensina que a repetição freqüente dos gestos facilita da execução dos movimentos, tornando-os ágeis, leves e elegantes, aumentando a velocidade da resposta reflexa e da execução do movimento propriamente dito.
Um fenômeno corriqueiro e que freqüentemente passa desapercebido, de modo semelhante ao amaciamento dos motores, que no inicio é meio emperrado e subitamente alcança o rendimento pleno.
A capoeira transforma-se assim num instrumento de aperfeiçoamento das funções cerebrais que fazem do Homem a mais bela criação de Deus em nosso mundo animal!

"Num mundo que Deus queria que fosse belo !"
diria nosso Mestre Pastinha…

As considerações acima comprovam sobejamente as vantagens do uso do jogo de capoeira no tratamento dos excepcionais, podendo se estender ao preparo físico dos pilotos para melhor acompanhamento dos enormes e complexos painéis de controle dos modernos aviões, como preconiza o Ten. Esdra Magalhães , "Mestre Damião", aeronauta por conveniência e capoeirista por vocação…
Aliás, durante a segunda grande guerra mundial, os pilotos dos aviões "North America" sediados na Base Aérea de Salvador usaram a prática da regional como terapia contra o estresse e recuperação física.
Nesta ocasião auxiliei, como contra-mestre do nosso Mestre Bimba, o treinamento dos aviadores brasileiros que patrulhavam o nosso litoral, no terraço do Edífício Oceania, onde se hospedavam.