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Ricky Martín lança clipe com Capoeira, Samba e Futebol

Ricky Martín lança clipe para bombar na Copa

O clipe adotou um cenário brasileiro e mostrou algumas tradições daqui, como o samba, a “capoeira” e o futebol

Há poucos dias da copa, o cantor porto-riquenho Ricky Martín lançou o videoclipe de sua nova canção, “Vida”. A produção, gravada no Rio de Janeiro, pretende aproveitar o clima de festa da competição mundial para se destacar como mais uma ‘música da copa’. 

Além do cenário brasileiro, o vídeo mostra jovens jogando futebol, sambando e jogando capoeira ao redor do cantor. 
“Aqui está #VIDA minha gente!” – escreveu Martin no Twitter. 

“Me diverti muito viajando e gravando no Brasil. Estou emocionado de finalmente poder interpretar ‘Vida’ e compartilhar esta canção tão especial com o mundo”, afirmou Martin recentemente. 

Vale lembrar que em 1998, o cantor teve destaque na copa com a canção “A Copa da Vida”. (Com informações UOL)

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“Fica a chamada de atenção para o Momento oportuno do lançamento do Video… O Tempero vem repleto de malandragem… quem pode dizer que o Cantor também não é capoeira…”
O Editor

Frevo: 105 anos de resistência popular

O ritmo frenético com influências do maxixe e elementos da capoeira completa nesta quinta-feira (9) 105 anos de sua autenticidade.

O termo de origem frevo era a gíria que designava algo que estava fervendo ou na linguagem popular “frevendo”, o que lembrava milhares de pessoas com gingado inconfundível de passos soltos fervendo nas ladeiras de Olinda.

O frevo é a essência do carnaval pernambucano cantado em uníssono pelas troças carnavalescas e está presente na musicalidade de vários compositores e intérpretes da música Brasileira. Canções como “Não Puxa Maroca” pela orquestra Vitor brasileira comandada por Pixinguinha, “Frevo Mulher” de Zé ramalho, “Frevo rasgado” por Gilberto Gil e Bruno Ferreira e “Frevo Diabo” por Chico Buarque e Edu Lobo entre outros clássicos.

Apesar da comercialização do carnaval, o frevo permanece com suas raízes evidenciando um verdadeiro fenômeno de resistência popular que vem conquistando adeptos em todo mundo. Dessa forma a paixão dos brasileiros pelo ritmo que mais representa a maior festa popular está declarada nas canções de Alceu Valença.

Os 105 anos de Frevo-de-Rua, Frevo-Canção e Frevo-de-Bloco será comemorado em todo país com blocos, troças e bailes traduzidos numa manifestação musicalmente e coreograficamente pela legitimidade do nosso patrimônio cultural. A comemoração vai para além da quarta-feira de cinzas, a quarta-feira ingrata que nos deixa saudade “Quem tem saudade, não está sozinho. Tem o carinho, da recordação”, dizia os mestres do frevo, Nelson Ferreira e Aldemar Paiva no canção “Frevo da Saudade”.

Supervisão: Thayanne Magalhães

Fonte: http://primeiraedicao.com.br

Bahia: Ginga Mundo & Língua da Capoeira

Mestre Suassuna, em seu último CD, oportunamente canta uma música que vem contextualizar esta matéria, e contrapor um de seus mais antigos sucessos: "Capoeira pra estrengeiro… é mato…"

Língua da capoeira: Mesmo sem saber uma palavra de português, estrangeiros cantam ladainhas e participam do Ginga Mundo

O idioma pouco importa. Seja inglês, francês, italiano, alemão ou até japonês, o essencial é saber as regras da capoeira e se portar de forma adequada durante as rodas. Os movimentos substituem a comunicação oral. As ladainhas, a maioria tira de letra, mesmo sem saber português ou o significado das palavras.

Os ensinamentos são dos mestres, que deixaram o Brasil para ganhar o mundo com a disseminação da cultura afro-brasileira. Essa vasta experiência foi tema de palestra no segundo dia de programação do IV Encontro Internacional de Capoeira – Ginga Mundo.

A sala do Projeto Mandinga, na manhã de ontem, tornou-se compacta diante da quantidade de interessados que adentravam no ambiente. As cadeiras não foram suficientes. Quem não agüentou ficar em pé, escolheu o chão como amparo. Na mesa central, diversos mestres de capoeira compartilhavam suas experiências mundanas. O debate tinha como enfoque os meios de preservação da capoeira no mundo contemporâneo. A dificuldade da maioria deles é fazer os estrangeiros compreenderem a luta como algo além dos movimentos corporais sob o som do berimbau.

Exportação – Mestre Preguiça, Vandenkolk Oliveira, tem 61 anos e há 25 ensina capoeira angola em uma universidade na cidade de São Francisco, Califórnia. Discípulo do saudoso mestre Pastinha, ele conta que a aceitação da cultura brasileira no país americano é grande, mas difícil mesmo foi o preconceito racial. “Tive dificuldade em me apresentar enquanto professor, porque eu não sou negro”, relembra.

O mineiro mestre Miltinho, Evanildo Alves, 37 anos, não sofreu discriminação. Há 29 ensina capoeira regional. Na década de 90, ele deixou o Brasil para desenvolver trabalhos na Bélgica, Alemanha e Polônia. A primeira dificuldade foi falar o idioma. Atualmente, ele tenta preservar a cultura através da conscientização. “O desafio é aplicar e ensinar a capoeira como é praticada no Brasil. Mantendo a tradição sem sofrer influência da cultura do exterior”, explica.

A disseminação da capoeira teve início na década de 60, com os grupos folclóricos. O pioneiro foi o de Emília Biancard, levado principalmente para a Europa. Nesse período, segundo mestre Cobrinha, o Cinézio Peçanha, 48, as pessoas não conheciam a capoeira. Atualmente, essa realidade mudou. “Hollywood desenvolveu películas sobre a capoeira e levou ao conhecimento geral”, informa. Com isso, o apoio à luta tornou-se mais intenso em países estrangeiros, em alguns até mais que no próprio Brasil.

Ainda assim, mestre Cobrinha admite a dificuldade em fazer o público estrangeiro entender a essência da capoeira. “Eles querem definir a capoeira dentro dos padrões culturais de seus países e não como uma cultura afro-brasileira”, lamenta. Os itens mais trabalhosos de ensinar são as gírias e o próprio modo de ser malandro, a malícia que precisa ser expressa com o corpo. “Quando esses alunos vão ao Brasil conseguem compreender. É como se desse um estalo”, garante.


Memória corporal

O IV Encontro Internacional de Capoeira – Ginga Mundo, reúne capoeiristas de todo o mundo. Mas não precisa falar português para entrar numa roda. A memória corporal e a linguagem própria da capoeira dispensam a oralidade. “Todos os mestres ensinam quase da mesma forma e, por isso, quando um estrangeiro chega na roda já sabe como realizar os movimentos”, explica mestre Cobrinha.

O berimbau dá início à luta. O mestre ou professor, que conduz a roda, aponta o instrumento para os dois primeiros lutadores. Começa então a capoeira. As ladainhas ficam gravadas na memória. Apesar de muitos não saberem sequer o português, ou até mesmo o significado da canção, os capoeiristas estrangeiros sabem cantá-las muito bem.

É importante também conhecer a tendência das músicas. Segundo mestre Cobrinha, algumas ladainhas podem ser provocativas, desafiadoras ou até de brincadeira, e em alguns casos podem ofender o próximo ou provocar conflitos. “O contexto do momento é que vai dizer a melhor ladainha. Normalmente quem está com o berimbau é quem inicia a canção ou o mestre mais antigo”, esclarece.

Fonte: Correio da Bahia – http://www.correiodabahia.com.br