Blog

cena

Vendo Artigos etiquetados em: cena

Lázaro Ramos grava cena de luta: capoeira x jiu-jítsu

Trama retoma episódio histórico que marcou a popularização da capoeira

Lázaro Ramos ensaia coreografia de luta com Walter, Cocoroca (boné) e o dublê Rodrigo Oyie (de costas)

Um combate emocionante entre a capoeira e o jiu-jítsu, em Lado a Lado. De um lado do ringue, Zé Maria (Lázaro Ramos), do outro, o grande campeão de artes marciais Jun Murakami, professor de luta contratado pela Marinha. A gravação dessa cena exigiu espírito guerreiro de todos: Lázaro Ramos ensaiou exaustivamente todas as coreografias, foram recrutados 150 figurantes e montado um cenário que reproduz um pavilhão de lutas em 1910. Seriam os primórdios do MMA (sigla para Artes Marciais Mistas, em inglês)?

“A gente sempre se pergunta: o que acontece se uma pessoa de um estilo de luta enfrentar outra, de outro estilo? Inclusive eu fiquei sem entender como é que ia funcionar a cena, mas acabou indo bem”, conta Lázaro Ramos. A mistura de estilo de lutas está presente até no texto da cena, como lembra o ator: “Tem uma frase do texto que é boa, que o Jonas fala: ‘Imagina se alguém um dia junta jiu-jítsu com capoeira? Vai ser imbatível!’. No ensaio a gente falava de brincadeira: ‘Pô, Anderson Silva!’. De qualquer forma, quem for fã de MMA, vai se inspirar.”

 

Fonte: http://tvg.globo.com

Homenagem: Mestre Canjiquinha: “A Alegria da Capoeira”

Homenagem Portal Capoeira

"A Capoeira é alegria, é encanto, é segredo"

Em homenagem à Washington Bruno da Silva (Mestre Canjiquinha), o Portal Capoeira exalta o Mestre, propondo a toda comunidade capoeirística "A ALEGRIA NA CAPOEIRA"

Um mês dedicado a Vida e Obra deste Grande Homem e Mestre de Capoeira.

Dia 25 de Setembro, Canjiquinha iria completar 82 anos, se estivesse "fisicamente vivo"…

Washington Bruno da Silva, nasceu em Salvador (BA), em 25 de Setembro de 1925, filho de D. Amália Maria da Conceição. Aprendeu Capoeira com Antônio Raimundo – o legendário Mestre Aberrê. Iniciou-se na Capoeira em 1935, na Baixa do Tubo, no Matatu Pequeno. "No banheiro do finado Otaviano" (um banheiro público). Filho de lavadeira, Mestre Canjiquinha foi sapateiro, entregador de marmita, mecanógrafo. Dentre outras atividades foi também jogador de futebol (goleiro) do Ypiranga Esporte Clube, além de cantor de boleros nas noites soteropolitanas.

 

Leia mais sobre o Mestre Canjiquinha…

Outras Referências Importantes:

Documento Histórico: Canjiquinha a Alegria da Capoeira

Videos: Aula de Mestre Canjiquinha – 1ª Parte e 2ª Parte

Galeria de Videos:

Mestre Canjiquinha: Circo Voador, Rio de Janeiro, 1984

Entrevista curta com o Mestre Canjiquinha

Capoeira em cena – Mestre Canjiquinha

Na semana de 25 de Setembro, vamos todos formar uma grande roda… Vadiar em homenagem ao Mestre e celebrar os 82 anos de sua "Vida e Alegria para a Capoeira"

É assim que devemos ver… apesar de não estar neste plano, ele continua vivo, na essência da própria Capoeira!!!

Sugestão do Portal Capoeira: Na caixa de Pesquisa do site (localizada na parte superior esquerda) digite: Mestre Canjiquinha e na próxima tela selecione o campo "todas as palavras"

Teatro & Homenagem a Mestre Pastinha: Quando as Pernas Fazem Miserê

“Quando as Pernas Fazem Miserê”, montagem elaborada pelo diretor teatral Luís Carlos Nem, conta a história da capoeira pela visão do mestre Pastinha, um dos maiores mestres do país. A proposta é mostrar ao público a história de uma das mais respeitadas expressões artísticas da cultura nacional.

O espetáculo tem o patrocínio da Petrobrás e é uma homenagem a Vicente Ferreira Pastinha, grande mestre da Capoeira Angola, que dedicou toda a vida na atitude de manter acesa a chama da autêntica capoeira. O espetáculo é resultado da pesquisa feita em parceria com os atores/capoeiristas Angoleiros de Campinas, integrantes do Grupo de Capoeira Sementes do Jogo de Angola, liderados pelo Mestre “Jogo de Dentro”, formado pelo Mestre João Pequeno, hoje com 87 anos, ainda em atividade em Salvador.

Quinta 21h e Sexta ás 21:30

13 e 14 de setembro
Únicas apresentações

 

 

Um espetáculo visual

A concepção do espetáculo é baseada na malícia do jogo e na dança da capoeira. Juntos, esses elementos contribuem para construção de uma cena poética perfeita. Um ”espetáculoroda”, que oscila entre o universo lúdico teatral, com os elementos que compõe o espetáculo, e uma roda de capoeira angola, onde o jogo e a relação entre os protagonistas torna-se vivo e autêntico a cada instante. Tem na mistura de linguagens e na improvisação o alicerce que faz do espetáculo uma surpresa a cada encenação, Cada centímetro do espaço é utilizado pelos intérpretes. O chão parece ganhar vida a cada passagem. E o público é levado a entrar na arena, senão fisicamente, certamente toda a sua emoção. A utilização de recurso audiovisual é outro ingrediente do espetáculo. Imagens da Bahia, das ladeiras do Pelourinho, das Festas de Largo e de outros capoeiristas serão projetadas em um telão branco durante cada bloco enquanto os intérpretes estão em cena.

 
 
 

Mestre Pastinha

Nascido em 1889, dizia não ter aprendido capoeira na escola, mas sim com a sorte. Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha, ainda garoto, no jogo. Em depoimento prestado no ano de 1967, no Museu da Imagem e do Som, mestre Pastinha relatou a história da sua vida: “Quando eu tinha uns 10 anos – eu era franzininho – um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para rua – ir na venda fazer compra, por exemplo – e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar de vergonha e de tristeza”. A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.

 

Foi através do preto Benedito, um escravo alforriado, que o mestre começou a descobrir a malícia e o poder de enfrentar um adversário bem mais forte do que lhe parecia. Pastinha começou a freqüentar o cazuá de Benedito, e pouco tempo depois sairia considerado pronto pelo mestre e seguiria fortalecendo a fama de imbatível pelas ruas e ladeiras da capital baiana.

Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo país. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade.

Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981. Mesmo completamente cego, não deixava seus discípulos. E continua vivo nas rodas de capoeiras, nas cantigas, no jogo. “Tudo o que penso da capoeira, um dia escrevi num quadro que está na porta da minha Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, Capoeira, Mãe. E embaixo, o pensamento: Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista”.