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Capoeira muda a vida de crianças, jovens e adultos na periferia de Petrolina

Foi a necessidade de ajudar a comunidade onde vive que incentivou Frank Torres a desenvolver um projeto social; a iniciativa tem dois meses e já atraiu mais de 20 alunos.

No Sertão pernambucano, um mestre dedica parte de seu tempo para ensinar crianças, jovens e adultos, da periferia de Petrolina, os segredos e as lições da capoeira. Foi a necessidade de ajudar a comunidade onde vive que incentivou Frank Torres a desenvolver um projeto social.

“A capoeira não é muito valorizada aqui em Petrolina e eu quero mudar isso. Ajudando o próximo, acho que todos nós nos sentimos realizados pessoalmente”, conta o mestre de capoeira. A iniciativa tem apenas dois meses e já atraiu mais de 20 alunos.

O trabalho é voluntário, mas traz um lucro imenso para quem ensina e para quem aprende.

“A capoeira é uma dança muito bonita. Ela transformou muito a minha vida. Me tirou das brigas nas ruas, de fazer maldades.

Hoje estou aqui na capoeira, fazendo muitas coisas”, conta o aluno Álvaro, de apenas 10 anos.

 

Fonte: pe360graus.com

Cobrinha Verde: o discípulo de Besouro

Muito se diz sobre Besouro Mangangá. Muitas histórias, feitos, crendices. Pouco se sabe sobre sua vida de capoeirista, se procurava transmitir seus conhecimentos na capoeiragem, se tinha alunos. Muitos mestres antigos reivindicam inclusive parentesco com Besouro. Porém, do que se tem conhecimento, somente um reivindica ter sido seu aluno. Estamos falando do famoso Cobrinha Verde.

 

Em Santo Amaro, onde nasceu e cresceu, muitas outras pessoas o ensinaram capoeira, entre eles também os famosos Espinho Remoso, Canário Pardo e Siri de Mangue, mas segundo ele, foi com Besouro que aprendeu o principal. Nascido Rafael Alves França, Cobrinha Verde recebeu esse apelido de Besouro pela sua agilidade e destreza com as pernas, que era tanta que, em certa feita, ele enfrentou sozinho oito policiais com um facão de 18 polegadas, segundo conta o próprio.

 

Cobrinha Verde sai de Santo Amaro e ganha o mundo, mudando de cidade em cidade, procurando pouso em casas de parentes e em bandos de cangaceiros do sertão, como o de Horácio de Matos. Muitas aventuras, muitas cidades e amores até voltar para a Bahia

 

E, como todo mundo sabe, capoeira é boa pra se defender, mas não livra ninguém de bala, nem de morte, por isso fortalecer suas defesas com fé e orações foi o caminho escolhido por Cobrinha Verde. Conta Cobrinha que ele possuía um breve, também conhecido como patuá, que o livrava de muitos problemas. Como da vez que dispararam contra ele uma enorme quantidade de balas, e ele desviou todas na ponta de seu facão. Essas mandingas ele aprendeu em Santo Amaro com o velho Pascoal, um africano que era vizinho da sua avó, e segundo contava Cobrinha, esse breve que possuía era vivo e ficava pulando, quando era deixado num prato virgem, depois de utilizado por ele. Mas certo dia, conta Cobrinha, que o breve foi embora e o deixou, depois de um erro que ele havia cometido

Ter sido aluno de Besouro Mangangá é um privilégio para poucos, e assim ensinar se tornava um chamado da arte. Em 1937 começa a ensinar de graça, como gostava de enfatizar, na Fazenda Garcia, depois de ter saído do exército. Nessa época convivia com Bimba e outros capoeiras famosos como Aberrê. Mas com o passar dos anos e morte de muitos dos seus contemporâneos, ele foi o mais velho capoeirista em atividade no Brasil, e um dos únicos a conhecer a técnica de jogar com navalhas entre os dedos do pé.

Na sua vida de professor, muitos capoeiras famosos beberam na fonte desse mestre; João Grande é um deles, que diz ter treinado com ele no Chame-Chame nos domingos pela manhã. Como dividia trabalhos com Pastinha, outros capoeiras como João Pequeno também beberam da fonte desse mestre. Como conta mestre João Grande, freqüentavam esses treinos também Gato Preto, Didi, Bom Cabrito, Rege de Santo Amaro, entre outros.

Vida e obra de um capoeira nesse mundo não são reconhecidas, então o maior medo de um capoeira como Cobrinha Verde, era morrer a míngua como Pastinha e Bimba. Sua profissão de pedreiro tinha rendido uma mísera aposentadoria, que não dava pra nada, mas que pelo menos não o deixava na mão. Sua fé também ajudava a não adoecer. O capoeira pra ter uma boa velhice, tem que trabalhar com outras coisas e não só viver da arte… Ô mundo injusto!

Jundiaí: História de vida em roda de capoeira

Um dos capoeiristas mais respeitados da cidade, que fez história nos EUA, mestre Rã demonstra paixão e envolvimento com o esporte

A correria da rua do Retiro esconde um recanto de paz e espiritualidade. O ritmo agitado de pessoas pela rua é bem marcado pelo berimbau e pandeiro da Academia de Capoeira do Mestre Rã, um dos maiores nomes do esporte na cidade.

O jundiaiense  é referência na capoeira nacional e internacional, sendo professor nos Estados Unidos.

A história de Cássio Martinho, o nome de batismo do mestre, com a capoeira começou logo cedo. Aos 14 anos, quando ele e mais dois amigos, um deles capoeirista, resolveram fugir de casa.

“O objetivo era ir para o Acre para virar índio. Nós éramos contra o sistema”, conta o mestre, que não chegou ao estado do Norte – o seu máximo foi morar na Bahia.

A ‘loucura’ durou poucos meses, depois voltou para Jundiaí, mas o amor pela capoeira já tinha tomado conta do jovem. “Gostava muito de assistir as rodas de capoeira.”

De volta à terrinha jundiaiense, mestre Rã conheceu o seu mentor e um dos ícones do esporte na cidade, o mestre Galo, fundador da primeira academia de capoeira de Jundiaí.

“Ele me atraiu pelas suas atitudes”, afirma.

Entretanto, mestre Rã não apreciava a prática da capoeria dentro das academias. “Eu achava que era coisa de homens frouxos”, lembra.

Com o passar dos anos, mestre Rã foi crescendo no esporte e foi dar aulas junto com o seu mentor. “Ele era um cara das ruas, como eu. Me ensinou várias coisas”, recorda.

APELIDO/ Se falarmos Cássio Martinho, pouca gente deve conhecer, no entanto mestre Rã tem muita história para contar. Esse apelido ele ganhou de mestre Galo no dia em foi batizado em uma cerimônia no Grêmio. Ele lembra que naquela noite estava muito nervoso e ansioso para sua luta.

“Minha estreia foi bem marcante. Eu entrei na roda pulando e dando piruetas. E o pessoal na hora começou a tirar sarro falando que eu parecia uma rã. Aí o apelido pegou”, brinca.

Saltando de lá para cá, Mestre Rã chegou até aos Estados Unidos, onde coordena cursos e participa de eventos de batismo de outros capoeiristas. A princípio ele iria ficar só três semanas no exterior, mas fez seu nome em 17 anos lá fora.

Quem é e o que faz:
Nome_ Cássio Martinho
Idade_ 51 anos
Profissão_ mestre de capoeira
Clubes_ Academia de Capoeira do Mestre Rã

Capoeira toma conta  dos Estados Unidos
A vida do mestre Rã começou a tomar rumos diferentes em 1988, quando o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro o chamou para ministrar um curso sobre o esporte nos Estados Unidos.

A princípio, Mestre Rã iria ficar fora do país somente por três semanas. “Esse era o meu pensamento. Dar as aulas e voltar”, lembra.

Mas não foi bem assim que aconteceu. “No final fiquei mais de 17 anos.”

Nos Estados Unidos, Mestre Rã – antes de se tornar um famoso capoeirista -, fez de tudo um pouco. Trabalhou em diversos setores muito diferentes do esporte. “Fiz trabalhos de turista mesmo”, lembra.

Como em uma roda de capoeira em que se cai e levanta, mestre Rã conheceu um outro capoeirista, o mestre Arcodeon, com quem fez grande parceria e difundiu o esporte em solo americano.

“Nós fazíamos um espetáculo legal, com danças tipicamente brasileiras”, diz.

E nos arcordes do berimbau a capoeira se espalhava pelos Estados Unidos e mestre Rã, acostumado a formar professores, estava jogando a capoeira com um pouco mais de sotaque, mas sem perder a ginga de um bom brasileiro.

“Os americanos têm ginga, isso é mito. Só falta um pouco da malandragem”, afirma.

O sucesso do esporte africano foi enorme. Mestre Rã ajudou a fundar várias academias de capoeira pelo país, em diversos estados e  cidades importantes.

“Eu vou umas cinco vezes por ano para os Estados Unidos, para os batizados”, diz o mestre que já tem passagem comprada para dezembro deste ano.

“Vou ver o pessoal de Miami, eles têm uma academia linda”, diz o professor, que também promoveu o intercâmbio entre as culturas. “Uma vez eu trouxe para cá 78 capoeiristas americanos”, conta.

 

Projeto Social

De volta ao Brasil em 2005, mestre Rã também usa a sua academia na rua do Retiro para promover ações sociais com crianças carentes de Jundiaí.

“Eu uso a capoeira como formação do caráter da pessoa. Esse é um dos objetivos do esporte”, afirma.

Ao todo, ele auxilia mais de 60 crianças de vários bairros da periferia  e percebe o desenvolvimento dos jovens.

“Dá para ver que a criança se esforça e consegue fazer os movimentos. Isso é muito legal”, afirma. Para o trabalho, o mestre conta com a ajuda de voluntários.

Mestre Rã aproveita também para cobrar uma ajuda da prefeitura nesse projeto social. “A prefeitura poderia ao menos dar o transporte. Isso já ajudaria muito”, afirma.

Mestre Rã está dividido entre os seus alunos e sua filha Joana Idalina, de seis meses. Segundo ele, a filha já tem a capoeira no sangue. “Trago ela em todas as aulas, ela gosta muito do clima”, afirma. A pequena Joana, desde cedo, está se acostumando com os instrumentos típicos da capoeira, como o berimbau e o pandeiro.

“Quando o berimbau para de tocar ela chora”, comemora o pai.

Aconteceu: Seminário Regional de Capoeira na Casa da Cultura da Baixada

Também foi lançada uma revista que conta a história da capoeira na Baixada

A organização não-governamental Casa da Cultura da Baixada promove nos dias 11 e 12 de setembro, das 9h às 14h, o primeiro Seminário Regional de Capoeira da Baixada Fluminense.

O evento que conta com o apoio da ActionAid Brasil e da Fundação Cultural Palmares, pretende resgatar e fortalecer a prática da capoeira, e fomentar o debate sobre a importância de investimentos do poder público no setor, além da utilização da luta nas políticas públicas de cultura e educação.

Na ocasião, estarão presentes mestres de capoeira, representantes do Ministério da Cultura, da Fundação Cultural Palmares, da Secretaria Estadual de Cultura, das Secretarias Municipais de Cultura da Baixada, e da Federação de Capoeira do Estado do Rio.

Publicação relembra trajetória da capoeira

No sábado, além do seminário, a ong vai lançar a “Revista Capoeira – Resistência da Cultura Afro-Brasileira na Baixada Fluminense”, que conta a história social da capoeira na região da Baixada Fluminense. A intenção é dar voz aos mestres, relembrando histórias, cantigas, mitos, lendas e verdades sobre essa importante manifestação cultural do povo negro. A capoeira tem uma história riquíssima, passando por várias fases: resistência, perseguições, manifestação cultural, celebrações, esporte, dança e luta.

A Casa da Cultura fica na Rua Machado de Assis, 12 – Praça da Bandeira, São João de Meriti. Informações podem ser obtidas através dos telefones 2751-8112 / 2751-5825.

Serviço:

Seminário Regional de Capoeira Angola

Dias: 11 e 12 de setembro

Horário: Das 9h às 14h

Local: Rua Machado de Assis, 12 – Praça da Bandeira, São João de Meriti

Informações: 2751-8112 / 2751-5825

Programação:

Sábado, 11 de setembro.

9h – Mesa de abertura

Apresentação do Balé Afro Contemporâneo

Sandro Matos – Prefeito de São João de Meriti

Antônio Carlos Titinho – Presidente da Câmara de Vereadores de São João de Meriti

Adair Rocha – Representante do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro

Zulu Araújo – Presidente da Fundação Cultural Palmares

Mestre Ninguém – Federação de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro

Lançamento da Revista Capoeira – Resistência da Cultura Afro-Brasileira na Baixada Fluminense

10h – Mesa: A capoeira nas políticas públicas de cultura e educação

Ecio Salles – Secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu

Jonathas Bragança Quintanilha – Secretário de Cultura de Queimados

Alcemir Tebaldi Junior – Secretário de Cultura, Esporte e Lazer de São João de Meriti

Augusto Vargas – Secretário de Cultura e Turismo de Nilópolis

Adair Rocha – Representante do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro

Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Mestre Magal – Capoeirista

12h30 – Almoço

14h – Exibição do filme Besouro, de João Daniel Tikhomiroff

Domingo, 12 de setembro.

9h – Mesa: A difusão da capoeira na Baixada Fluminense

Ligas de capoeira

Federação de Capoeira da Baixada

10h30 – Homenagem da Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Direitos Humanos

Homenagem aos mestres e contra-mestres de capoeira

11h30 – Roda de capoeira

Fonte: http://noticias.sitedabaixada.com.br/

Niterói: Capoeira atravessa a fronteira e ganha adeptos no restante do mundo

Em Niterói, a ginga afro-brasileira vem se misturando com sotaques estrangeiros desde 1995, quando foi fundado o Instituto Zezeu de Capoeira Livre, idealizado por Mestre Zezeu.

Séculos atrás, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal, os negros foram trazidos da África para trabalharem como escravos à serviço do homem branco europeu. Além do trabalho forçado, os africanos também trouxeram seus costumes e cultura, que se manifesta até os dias atuais através de uma arte marcial que mistura música e ritmo a golpes mortais. Mais que isso, hoje a capoeira tornou-se patrimônio nacional, e é a grande responsável por difundir uma ideia que vem sendo cada vez mais explorada ao redor do mundo: a do intercambio cultural.

Em Niterói, a cantoria e ginga afro-brasileira vem se misturando com sotaques estrangeiros desde 1995, ano em que foi fundado o Instituto Zezeu de Capoeira Livre, iniciativa que conta hoje com cerca de dez a 15 estrangeiros aprendendo a luta. Idealizado por Mestre Zezeu, o capoeirista conta que o interesse de pessoas oriundas de outros países em entrar em contato direto com o mundo da Capoeira não é recente, porém sofreu um grande incentivo nos últimos anos.

“Isso sempre aconteceu, mas agora realmente aumentou muito. E é bom para todos, para Niterói, para o Brasil de modo geral e também para eles, que são muito bem recebidos pelos alunos. A recepção é excelente e o melhor é que é algo recíproco”, conta o professor, que vai além e diz que o principal objetivo do intercambio é o de promover uma integração entre culturas diferentes.

“Trabalhamos com todos os tipos de pessoas, com crianças, adultos, pessoas com necessidades especiais, sempre com todos participando da mesma roda de capoeira. O mais importante é acontecer essa integração entre todos”, completou.

Ginga europeia – O pensamento de Mestre Zezeu se traduz no ânimo que as tchecas Kristina Slezáková, de 32 anos, e Alice Brunova, 27, colocam em gingar ao som do berimbau. Mesmo separadas por um oceano de distância do Brasil, as duas conheceram a capoeira ainda na República Tcheca e se apaixonaram pela manifestação brasileira.

“Conheci através de um amigo que praticava capoeira na França. Como sou bailarina me interessei e quando ele começou a ensinar no meu país me juntei a ele”, diz Kristina, que fala português fluentemente. Alice, por sua vez, ainda não está familiarizada com o idioma, mas relata, em inglês, como foi seu primeiro contato.

“Um ex-namorado meu já praticava e foi natural o meu interesse em conhecer”, revelou. Apesar da adoração pela luta, elas contam que a capoeira ainda é algo pouco difundido em sua terra natal.

“A grande maioria das pessoas não tem opinião formada, elas encaram como apenas uma dança. Só quem está por dentro que conhece o que é de verdade”, diz Kristina.

Há ainda o caso da boliviana, descendente de palestinos, Yessica Abularach, que sempre viu a capoeira a seu alcance, mas, nunca havia encontrado a oportunidade de praticar. Seis meses após ter incorporado a arte marcial em sua rotina, ela destaca seus aspectos positivos. “Além dos benefícios físicos, como você melhorar o alongamento e trabalhar toda a musculatura, se sente muito mais confortável. É um desafio prazeroso. É um momento onde você quebra o ritmo, desestressa, relaxa”, destaca a economista de 25 anos.

Festival de Estilo Livre
A oportunidade de apresentar para estrangeiros um mundo completamente novo através da capoeira não limita-se apenas as aulas do Instituto Zezeu de Capoeira Livre. Em função da intensificação do interesse de pessoas do exterior pela arte marcial afro-brasileira, Mestre Zezeu promove, anualmente, um festival onde os amantes da luta podem aprender sobre as mais variadas manifestações dentro do universo do jogo. Batizado de Festival Interbairros de Capoeira Estilo Livre, o evento teve sua segunda edição no último sábado, e contou com a participação de capoeiristas de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Saquarema, Cabo Frio, entre outros locais, juntamente com estrangeiros.

A iniciativa, inclusive, premiou alguns mestres com o troféu Amigos da Capoeira, honraria concedida àqueles que ajudaram a promover o nome do esporte ao redor do mundo. Além disso, Mestre Zezeu revelou que em junho de 2011 Niterói irá receber a primeira Feira Internacional de Capoeira, realizado no Sesc e no Teatro Popular. O objetivo é tornar ainda mais forte o vínculo estrangeiro com todas as manifestações que envolvem a capoeira, a exemplo do maculelê e samba de roda.

O Fluminense – http://jornal.ofluminense.com.br/

Ceará: 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores

Este ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade, além de palestras, espetáculos e oficinas

A tradicional roda de capoeira cedeu espaço para palestras, espetáculos e oficinas, na 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores, que acontece de 12 à 18 de julho, no Centro Cultural Água de Beber (Cecab). Numa mistura de culturas e ritmos, o evento está promovendo um verdadeiro intercâmbio cultural em Fortaleza. São mais de 300 participantes de países como Venezuela, Holanda, Hungria, Espanha, Irlanda, Itália e Alemanha, além da presença de alguns estados brasileiros.

Sexta-feira, na oficina de danças populares, a presença de pessoas da melhor idade, da Capoeira Mundi, de Sobral, chamou atenção. Alegremente eles dançavam e cantavam, abrilhantando a roda e dando uma verdadeira lição de vida aos mais novos. “Eu vim para brincar, para me divertir. Antes eu era uma mulher muito doente, vivia internada, depois que entrei na capoeira nunca mais senti nada. Me sinto feliz, com saúde”, contou Lucimar Sousa, 54 anos, que veio à Fortaleza para o evento acompanhada da mãe, de 74 anos, também capoeirista.

Esse ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade. Mestre Ratto, organizador do evento, conta que depois de alguns estudos os capoeiristas perceberam que a capoeira é uma atividade verdadeiramente de inclusão. “O próprio círculo, a roda, já é um momento de inclusão”, disse.

A 3ª edição do Festival conta com um convidado especial, o mestre Itapuã, de Salvador.

Hoje, todo os participantes vão se reunir para fazer uma grande confraternização na barraca Marulho, na Praia do Futuro, para festejar e encerrar o evento com um grande aulão de capoeira.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

Permangolinha 2010

Permangolinha , uma pequena intervenção Agropercologica , capoeira Angola , construção natural ,pintura e técnica de adobe , taipa telada além de construção de um pequeno tanque de captação para agua de chuva com Terra cimento e a casa ecológica . Permacultura: Criada na Austrália na década de 70 e atualmente difundida pelo mundo, Permacultura reúne conhecimento tradicional e novas técnicas no intuito de criar soluções permanentes

Permangolinha: De 5 a 8 agosto de 2010

Presenças Confirmadas:

  • Mestre Lua santana (Oca da minhoca)
  • Serelepe (Ipoema)
  • Isabel Modecri (abelhas)
  • Cabelo e Tizza (fazenda ouro verde )
  • Leandro (energia renovável)

 

Contribuição:

Brasileiros $ 150 reais ate o dia 30 de junho com direito a 3 refeicoes e local para acampamento (depois do dia 30,de junho será R$ 200 reais

Estrangeiros – Europa e USA : 150 dolares As inscrições devem ser realizadas por e-mail e com o depósito de R$ 50,00 em conta corrente com comprovante de pagamento scaneado.

O pagamento da inscrição garante a vaga no curso.

As vagas são limitadas

 

E-mail: [email protected]

deposito em Nome de Cinezio Feliciano Pecanha

Banco -Bradesco
Agencia 03666-8
Conta corrente n. 0523008-0

cpf 3571278335-68

por favor me avisar assim que for depositado obrigado

Norte-americano escreve livro sobre o berimbau

Em “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, Eric Galm explora a fundo a cultura e música brasileiras.

Uma obra que introduz o berimbau como muito mais do que o símbolo da capoeira. É o livro “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, de autoria do americano Eric Galm. Nas páginas, o professor conta a relação do instrumento baiano com vários ritmos brasileiros, incluído a bossa nova.

A publicação é da editora University Press of Mississipi e foi escrita em inglês. Nela, Galm conta como o berimbau ganhou destaque como símbolo nacional e explora a fundo a história do instrumento de origem africana.

Falando português com sotaque e muita simpatia, o professor explicou que quer mostrar o berimbau como integrante da cultura nacional brasileira. “Através da bossa nova, MPB, música erudita e artes visuais”, disse ele, complementando que o berimbau está mais global. “É um símbolo no exterior, que está mantendo a identidade brasileira”.

Além de retratar o berimbau como este símbolo, a obra expõe o instrumento como herança africana no Brasil inteiro. “Não somente a capoeira”. Os livros para crianças, esculturas e jornais, segundo o professor, também ajudam a mostrar esta herança.

O interesse em escrever sobre o berimbau nasceu em casa. Na década de 70, Eric morou no Brasil por conta do trabalho do pai, o qual foi lecionar percussão de técnica erudita. “Cresci conhecendo o berimbau e a batucada”. Os conhecimentos foram aprofundados na escola, em 1977, e também através do trabalho do pai, que leciona na Universidade do Colorado. Na instituição, criou um programa de percussão e musicologia.

O livro promete surpreender aos músicos e ao público em geral. Mas as boas reações já começaram no ano de 2000, durante a pesquisa de campo, quando o trabalho foi mostrado para um musicólogo de uma universidade brasileira. “Ele ficou surpreso. Naquele momento apoiou muito meu trabalho”. Eric credita grande importância para o músico Naná Vasconcellos. “Foi ele quem trouxe o berimbau para a área do jazz global”.

Segundo o professor, Vasconcellos influenciou também o percussionista argentino Ramiro Musotto, um dos entrevistados de Eric. Apaixonado pelo berimbau, Musotto mudou para a Bahia, onde faleceu aos 45 anos, vítima de câncer no pâncreas.

Música que enche corações

Americano de alma brasileira, Galm está realizado com a publicação. “Me sinto ótimo. É uma coisa muito forte para mim.”. O livro ajudará os próprios alunos dele, muitos dos quais não conhecem nada do Brasil e da música brasileira. “Mas através do aprendizado do ritmo de percussão brasileira e as músicas, estão aprendendo o ritmo da cultura brasileira, tocando o ritmo da vida da cultura brasileira”.

Professor Assistente de Música e Etnomusicologia do Trinity College em Hartford, Connecticut, Galm foi convidado para dar uma palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro, para a série “Música em Debate”. Segundo o professor, a percussão nas universidades brasileiras é mostrada somente dentro do contexto do folclore. “Acho que uma parte do meu trabalho, que é muito forte, é o uso da percussão brasileira como referência ao valor das comunidades que criaram estas músicas e ritmos”.

Eric enfatizou que todas coisas que ensina e gosta estão fazendo a diferença na vida dos alunos. “Está abrindo os olhos e os corações deles para pensar sobre o sentido da letra de uma música”. Como exemplo, citou a famosa “Carinhoso”, do saudoso Pixinguinha.

O professor aproveitou para falar sobre a poesia que vem das favelas, contando as histórias da vida. “Acho que dá muito mais crédito para o próprio povo brasileiro, do que aquilo que sai na imprensa”.
Ainda não houve lançamento oficial do livro, mas ele já está disponível no site amazon.com.

Por: Angela Schreiber – Comunidade News – http://www.comunidadenews.com

FECABA: Campanha Capoeira Solidária o Haiti é Aqui

A Federação de Capoeira da Bahia dar um salto e sai na ginga solidaria a favor do povo do Haiti.

Capoeira solidária o Haiti é Aqui!

A campanha capoeira solidária o Haiti é Aqui! desenvolvida pela Federação de Capoeira da Bahia – Fecaba, tem como objetivo ajudar os sobreviventes do terremoto no Haiti. Esta campanha será de âmbito internacional e conta com o apoio de todos os seguimentos, seja artísticos, capoeirísticos, empresarial, governamental ou militar. O importante é a nossa contribuição com recurso financeiro depositado numa conta corrente, alimentos e agasalhos para o povo haitiano.

A federação de Capoeira da Bahia É uma entidade civil de direito privado, representativa dos interesses e desenvolvimento do desporto e da cultura da capoeira afro-brasileira em todo território do Estado da Bahia, que tem como objetivo apoiar, desenvolver, organizar, representar a capoeira da Bahia e tendo como missão disseminar a capoeira como instrumento de contribuição e construção cultural na Bahia e no mundo. Tornando-a conhecida do grande publico como os capoeiristas e turistas nacionais e internacionais, admiradores, investidores, empresários, empresas, etc. Tendo como visão ser vista como uma entidade que preserva a capoeira com sinceridade, respeito e acima de tudo valorização cultural e histórica. E como princípios e valores, a deferência aos grandes mestres tendo como sustentáculo um bom procedimento, para garantir a salvaguarda das tradições: Angola e Regional.

Seja você também um solidário

Faça a sua doação.

 

PROGRAMAÇÃO

Abertura com grupo de dança afro

Apresentação da nova diretoria da FECABA

Apresentação dos objetivos, missão, metas, visão e valores da FECABA

Debate com a plenaria

Apresentação da campanha Capoeira Solidária o Haiti é Aqui!

Roda de capoeira (só mulheres) em homenagem ao dia internacional das mulheres

Roda de capoeira mista

Samba de roda

 

TONHO MATÉRIA

DIRETOR DE MARKETING

3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

A cultura está em festa: Festival no CDM marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

O toque dos berimbaus, as palmas e os cantos darão o ritmo da programação de hoje à noite, no Centro Desportivo Municipal (CDM). A partir das 20h30min, a capoeira tomará conta do local em um festival que marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria. O evento é uma promoção da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, e faz parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Desde sábado, estão sendo realizadas oficinas gratuitas de capoeira em diversas escolas e centros comunitários de Santa Maria. Nas aulas, voltadas principalmente para crianças da periferia da cidade, foram ensinados, além das técnicas da capoeira regional e de angola, toques de berimbau e danças típicas da cultura afro-brasileira, como maculelê e jongo. A iniciativa, explica um dos coordenadores da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, Luiz Antônio Loreto, o mestre Militar, ajudou a difundir a capoeira em todos os cantos de Santa Maria.

– As oficinas foram bem-aceitas nas comunidades, até porque tivemos a preocupação de descentralizar as atividades. Nossa intenção é levar a capoeira às comunidades mais marginalizadas, porque ela tem uma linguagem mais próxima daquelas pessoas. Cada vez mais percebemos que a capoeira funciona como um bom instrumento de educação – avalia o mestre Militar, com a experiência de quem pratica a capoeira há 20 anos.

De graça – Para quem quiser conferir o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria, a entrada no CDM é de graça. E as atrações serão muitas. Além da participação de 10 grupos de capoeira do Rio Grande do Sul, o evento definirá os campeões do 1º Festival de Toques de Berimbau, concurso realizado durante as oficinas. Também haverá um grande batizado, iniciação de quem pratica a capoeira. A previsão é que 70 alunos sejam graduados esta noite.

– Será uma grande festa. Vamos reunir novos e velhos capoeiristas de Santa Maria – ressalta Militar, que é discípulo do mestre Biriba.

A Associação Capoeira de Rua Berimbau conta com cinco núcleos de atuação na cidade – CDM, Centro Comunitário Perina Morosini, em Camobi, ocupação da gare, Vila Maringá e Escola Municipal Darcy Vargas. A ideia é ampliar as atividades para 10 núcleos em 2010.