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A capoeira e os apelidos

Tenho acompanhado há a alguns meses algumas discussões sobre o uso de apelidos na capoeira. Acho a discussão válida, mas há alguns pontos que gostaria de comentar:

 

1) apelidos não são obrigatoriedade. Não é todo mundo que tem – o que para mim, indica que a coisa não é tão universal assim.

2) eu acredito no apelido que surge espontaneamente, decorrendo de uma situação específica. O que me incomoda é o apelido forçado. No dia do batizado, chega o mestre e diz “agora você é o Blablabla”. Aí falta contexto mesmo – é a imposição que vai de encontro à liberdade pregada pela capoeira. O apelido é Blablabla “porquê o meu mestre falou que é” é uma baita escrotice, se me perguntarem…

3) a questão do que é que denigre – não é todo apelido que rebaixa, independente da raça. Creio que todo capoeirista conhece casos de apelidos “bacanas” e “ruins”, aplicados a negros, amarelos e brancos.

Nem todo apelido é Macaco, Gambá, Minhoca, Magrelo, Cheiroso ou Urubu. Tem Velocidade, tem Coração, tem nomes de bairros, cidades natais, etc. E ainda assim, nem todo Macaco é negro, nem todo Gambá é mal-cheiroso. A variação de motivações é tão grande quanto, ou maior que a variação de nomes…

O bullying preocupa sim, especialmente nos apelidos que surgem naturalmente do grupo (e não do mestre): será que o Tripa Seca está mesmo feliz com o apelido dado pelos colegas de treino ? Isso precisa ser avaliado com cuidado pelo responsável, mas não necessariamente inibido – afinal de contas, vivemos em grupo, e o grupo age sobre nós assim como nós sobre ele.

A pessoa em cheque pelo apelido pode ter sofrimento sim, mas também pode usar disso para sair mais forte – é uma questão de maturidade (e por isso o olho do responsável é tão importante). Chamar um menino gordinho, de 12 anos, de “Baleia Encalhada” é uma coisa se ele sabe lidar com isso, e outra coisa muito diferente, se ele não sabe. A palavra-chave para mim, nesse caso, é “atenção”.

Ser mestre não é só ensinar a se posicionar na roda, mas também a se posicionar no mundo. Ele deve intervir quando perceber ser necessário, ou quando os envolvidos solicitarem. E principalmente, ele deve ter autocrítica – para não se tornar ele mesmo o causador do sofrimento.

Resumindo, não acho que a questão de ser contra os apelidos é “muito barulho por nada”, como muita gente grita por aí. Mas também não é o absurdo que tem sido pintado.

 

Tem muitos casos no mundo, e cada um deles é um.

 

Axé,

Teimosia (feliz com o apelido)

 

Fonte: http://campodemandinga.blogspot.com

A capoeira é o que a boca come, o olho vê, a mão pega, o pé pisa, o coração sente.

Livro Macaco Beleza e o massacre do Tabuão

Frederico José de Abreu, um dos mais conceituados e importante pesquisador/historiador da Cultura Afro Brasileira em especial da nossa capoeiragem, autor de “O Barracão do mestre Waldemar” e “Capoeiras: Bahia, século XIX”, duas das obras mais conhecidas da literatura sobre a Capoeira, acaba de lançar um novo livro intitulado: Macaco Beleza e o massacre do Tabuão. Com certeza uma ótima dica de leitura e presença obrigatória nas prateleiras das bibliotecas e acervos de todo capoeirista. Segue o release enviado pelo autor

 

Manuel Benício dos Passos, vulgo Macaco Beleza, foi um capoeirista baiano que se destacou no final do século XIX, tornando-se uma figura importante, principalmente por ter se intrometido e provocado vários conflitos de rua, que se deram em Salvador, entre monarquistas e republicanos, às vesperas da Proclamação da República.

Tipo de rua, abolicionista militante, monarquista convicto, Macaco Beleza teve contatos com Rui Barbosa, Conde d’Eu e outros personagens importantes da História do Brasil da época. Ele defendeu de corpo e alma a monarquia e tornou-se um dedicado admirador da princesa Isabel. E, por isso, foi um dos principais membros da Guarda Negra baiana e líder dessa instituição para os conflitos de rua.

Como membro da Guarda Negra organizou o Massacre do Tabuão, quando sua turma surpreendeu os republicanos em passeata, com emboscadas, tendo na ocasião tentado assassinar Silva Jardim, famoso tribuno republicano em campanha política na Bahia, contra a Monarquia.
Os acontecimentos relacionados com esse episódio – O Massacre do Tabuão – revelam muitos aspectos que envolviam a vida dos capoeiras de então, como as arruaças por eles provocados, a lábia e a formas orais de provocação dos conflitos; ligações com o poder e outros aspectos importantes para se compreender a cultura da capoeira da época e dos nossos dias.
Este livro dá continuidade à série Capoeiras, Bahia, século XIX, sendo dessa o segundo volume publicado. O autor, Frederico José de Abreu, é autor de outros livros como Bimba é bamba, o Barracão do Mestre Waldemar, Capoeiras, Bahia, século XIX.

Serviço

Livro: Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão
Escritor: Frederico José de Abreu
Editora: Barabô
ISBN: 978-85-62542-02-2
Tamanho: 12,7cm x 20cm
Páginas: 84 páginas
Ilustrações: Sante Scaldaferri
Fotos: Dadá Jaques
Valor: R$ 20,00 mais despesas postais
Emails: [email protected] / [email protected]
Tel: (71) 3266-6092 (pela tarde e noite) / (71) 3136-6709 (pela manhã)

Grupo Coquinho Baiano lança CD

Foi lançado nesta quinta-feira o CD Produção de Saberes – Cantigas de Capoeira, do Grupo de Capoeira Coquinho Baiano.

O grupo de Campinas, interior paulista, produziu o CD com apoio do Fundo de Investimentos Culturais da cidade e da Prefeitura de Municipal.

A partir da segunda-feira, dia 12 os interessados poderão adquiri o CD por R$ 7 pelos telefones (19) 9227-2948, 9212-4824 e 3521-7147, pelos e-mails [email protected], [email protected] ou pessoalmente no STU.

Fonte: http://capoeiradevenus.blogspot.com

 

Grupo de Capoeira Coquinho Baiano – Historia

Ao longo da década de 60 vieram para São Paulo muitos capoeiristas baianos, que chegando aqui, na dura batalha pela sobrevivência estabeleceram-se nos mais diversos ofícios. Por volta de 1967, os mestres Suassuna e Brasília abriram juntos uma academia de capoeira, a Cordão de Ouro. Na medida em que foram conseguindo alguma estabilidade, os migrantes baianos incentivaram parentes e amigos a fazerem o mesmo.
Suassuna, baiano de Itabuna, pretendendo, no início dos anos 70, abrir uma frente de expansão do ensino da capoeira em Campinas, enviou para essa cidade o capoeirista Tarzan que tinha acabado de migrar da Bahia para São Paulo.

Era 1974 quando os mestres Godoy e Maya iniciaram o aprendizado de capoeira. Ambos treinaram durante um tempo relativamente curto com o mestre Tarzan, pois este se desentendeu com a proprietária da academia e resolveu desenvolver trabalho autônomo com o nome de “Academia Beira-Mar”. O Jurema, que era professor formado pelo mestre Suassuna, ficou no lugar, com o nome de “Academia Senhor do Bonfim”. Quando o Professor Jurema parou com a prática de capoeira, em 1975, Godoy, Maya e Wilton assumiram a função de professores no mesmo espaço físico, ainda sob o nome de “Academia Senhor do Bonfim”. O trabalho cresceu e, em 1976, Godoy e Maya decidiram fundar a “Academia de Capoeira Coquinho Baiano”.

Desde então, passaram inúmeros capoeiristas, dentre os quais muitos se formaram a mestres, contramestre e instrutores. A Academia de Capoeira Coquinho Baiano tornou-se referência de capoeira e palco para encontros e discussões das mais variadas manifestações culturais brasileiras.
Desde 2005, o Grupo de Capoeira Coquinho Baiano passou a ser representado pelos Mestres Paulão, Tozinho e os contramestres Dito, Tuim, Macaco, Marcelo, preservando sua própria história como uma das poucas Associações formadas na década de 70 que resistiram ao tempo.

Atualmente a Coquinho Baiano mantém vários núcleos principalmente no Estado de São Paulo e em alguns paises da Europa, contribuindo para a valorização e o reconhecimento social, cultural e educacional da Capoeira, cultivando a relação Mestre-discípulo, vivenciando a complexidade da Capoeira luta, jogo, dança, música, esporte, expressão corporal, filosofia de vida.


“Não diga o que a Coquinho Baiano pode fazer por você e sim o que você pode fazer por ela”

Sucesso
Mestre Carlos Macaco
Fone: 19 92124824 – 92272948

http://www.coquinhobaiano.org.br/

Clínica de Movimentos Acrobáticos de Capoeira e Ginástica Olímpica

 

Local: CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo)
Data: 10 e 11 de Maio de 2008
Programação: Sábado das 8:00 as 18:00hs e domingo das 9:00 as 13:00hs
Objetivos: promover a aprendizado e o aperfeiçoamento das técnicas acrobáticas da Capoeira.
Inscrição: 50,00 (Cinqüenta Reais)
Informações: 11-3091-3304
Maiores informações nos telefones 3091-3304 ou 3091-3361.

Coordenação Mestre Gladson, Professor Vinicius, Professor Leandro Romualdo.
As vagas são limitadas e as inscrições já estão abertas!

A Clínica é uma excelente oportunidade para ampliar conhecimentos e habilidades na execução dos principais movimentos acrobáticos da Capoeira, especialmente aqueles relacionados com a Ginástica Olímpica, tais como saltos mortais, flic, Quipe, Roldante, Reversão, Macaco, S Dobrado, entre outros.

Dentre os professores que ministrarão o curso, estará o Professor Leandro Romualdo, professor de Ginástica Olímpica do CEPEUSP, com ampla experiência na modalidade.

Serão utilizadas seqüências pedagógicas e educativas para a execução dos movimentos, respeitando os limites de cada aluno e oferecendo o máximo de segurança.

A Clínica é aberta para alunos avançados e iniciantes, com ou sem experiência prévia em Capoeira e Ginástica.

As inscrições poderão ser encaminhada via fax (11) 3091.3304 com comprovante de depósito bancário Nossa Caixa Nosso Banco Ag.08648 c/c 13000294-8. (Centro De Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo). O comprovante deverá ser trazido e apresentado no dia do curso.

Por que participar?

A Capoeira é uma arte marcial que tem como característica a presença dos movimentos acrobáticos. As acrobacias como são conhecidas, na verdade, são uma parte desse jogo que tem como movimentos principais os ataques, as defesas, os contra ataques, os movimentos ritualísticos (como as chamadas de Angola) e os movimentos de chão.

Dentre os movimentos acrobáticos podemos destacar a Parada de mãos, a Parada de cabeça, o Bico de papagaio, o Flic, flac, o macaco, o S-dobrado, o Aú giratório, o Salto Mortal, o Quipe de cabeça e de nuca, o Pião de cabeça, o Relógio, a Queda de rins, entre muitos outros.

Os movimentos acrobáticos contribuem com a beleza e a plasticidade do jogo da Capoeira. Quando pensamos em acrobacias não devemos pensar em eficiência do jogo e sim em arte e expressão. O importante é executar as acrobacias em harmonia com os demais movimentos. Um jogo, onde o capoeirista executa apenas movimentos acrobáticos não pode ser chamado de jogo de Capoeira. Mas um jogo com ataques, defesas e contra-ataques, onde são realizados alguns movimentos acrobáticos torna-se um jogo bonito de admirável.

Os movimentos acrobáticos possuem diferentes graus de dificuldades. Alguns são mais fáceis de executar, outros mais difíceis. A execução destes movimentos exige do praticante uma boa dose de força, potência, flexibilidade, resistência cardio-respiratória, técnica e coordenação motora. Com certeza a técnica é o elemento mais importante, pois ela diminui em muito o esforço para a execução da acrobacia.

Os movimentos acrobáticos de maior complexidade devem ser aprendidos dentro de uma seqüência pedagógica, que vai do simples para o complexo e do parcial para o total. É como um caminho a ser percorrido e que dá maior segurança ao aluno. Querer fazer um salto mortal completo já na primeira tentativa pode ser muito arriscado e pode levar ao acometimento de lesões musculares e articulares. Por isso, existem os educativos que levam o aluno a entender gradativamente a dinâmica do movimento, sentindo-se aos poucos mais seguro para realizá-lo.

 

Vinicius Heine[email protected]

Video: Roda com o Mestre Leopoldina, durante a 1a. Jornada Cultural de Capoeira – 1987

Roda com o Mestre Leopoldina, durante a 1a. Jornada Cultural de Capoeira, promovida pelo Mestre Macaco e o Grupo Ginga em 1987 (Ouro Preto)
 
Roda with Mestre Leopoldina, during the 1st. Capoeira Cultural Journey, promoted by Mestre Macaco and Grupo Ginga in 1987 (Ouro Preto)


 

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Cortesia: Bruno Souza