Blog

patrimônio

Vendo Artigos etiquetados em: patrimônio

Patrimônio cultural imaterial: o que comemorar?

Patrimônio cultural imaterial: o que comemorar?

O Decreto nº 3.551, que regulamenta em âmbito federal o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial, completa neste mês de agosto duas décadas de existência, o que torna inevitável questionarmos: há razões para comemorarmos? A resposta é sim. E podemos pontuar alguns desses motivos.

‘Defender o patrimônio histórico é garantir nosso direito à memória e contribuir para o futuro’

O primeiro é que num país cuja legislação é feita para não ser aplicada, essa é uma norma cuja prática administrativa rapidamente lhe deu efetividade, de tal forma que o seu status jurídico, situado abaixo das leis, não foi obstáculo para a implementação de uma mudança de rumo na política de proteção do patrimônio cultural.

O referido decreto rompe a hegemonia do tombamento (Decreto-Lei nº 25, de 1937) dos bens culturais ligados a fatos memoráveis da História ou dotados de valor excepcional, dando espaço a um novo conjunto de bens culturais, cuja dimensão imaterial é predominante. O bem a ser protegido pelo Registro não é o patrimônio de “pedra e cal” de natureza estática e que anseia a imutabilidade, mas os saberes, as formas de expressão, as celebrações e os lugares aonde se reproduzem práticas culturais coletivas.

Essa mudança cria um importante espaço para o desenvolvimento de uma democracia cultural que pode ser considerada um outro motivo para festejar o respectivo decreto, pois mesmo em construção e precisando ser aperfeiçoada, ela viabiliza o reconhecimento do valor cultural dos bens pertencentes a grupos não hegemônicos, que reivindicam o seu espaço legítimo na construção da identidade cultural brasileira, a partir da diversidade.

papoeira  Portal Capoeira

A capoeira é exemplo dessa mudança. O Código Penal de 1890 considerava crime “fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação de capoeiragem”. A pena: “prisão cellular por dous a seis mezes” (Art. 402). Atualmente, a capoeira (Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira) é patrimônio cultural brasileiro registrado pelo Iphan (2008) nos Livros dos Saberes e das Formas de Expressão e a UNESCO (2014) lhe conferiu o título de patrimônio da humanidade.

O Brasil possui 48 bens culturais imateriais registrados pelo Iphan com fundamento na referida norma. A dimensão territorial do país e a diversidade cultural existente pode induzir alguns a pensarem que não seja um número expressivo. Contudo, mais importante que a quantidade é a continuidade dos registros, sendo este um terceiro motivo para celebrar as conquistas desta norma, pois desde 2002, ano dos primeiros Registros (Ofício das Paneleiras de Goiabeiras e Arte Kusiwa), mantém-se uma regularidade, de forma que a norma nunca caiu em desuso, mas, ao contrário, está em processo de consolidação de uma política cultural que tem o desafio de se redesenhar a cada ação de salvaguarda e se adequar às peculiaridades de cada bem cultural imaterial, pois são dinâmicos e mutáveis.

Mas, além de dar visibilidade às comunidades não hegemônicas, o Registro dos bens imateriais evidencia a importância dos detentores desse patrimônio (mestres de capoeira, paneleiras, rendeiras, artesãs, entre outros) e das comunidades a que pertencem, tornando-os sujeitos essenciais na construção da política de salvaguarda, como intérpretes do seu próprio patrimônio.

Assim, o quarto motivo para saudar as conquistas da política de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial é a mudança, mesmo tímida, mas que tende a consolidar a participação comunitária na construção da política cultural de salvaguarda dos bens culturais intangíveis conjuntamente com o poder público.

Esses motivos de celebração do Decreto nº 3.551, de 2000 (efetividade, democracia cultural, continuidade e participação comunitária) não estão consolidados, mas apontam um importante caminho a ser trilhado para a efetivação dos direitos culturais. Para tanto, é preciso dar continuidade às atividades de instrução dos processos que se encontram em curso perante o Iphan, para permanecer priorizando o saber construído e não o saber dado.

Escrito por: Allan Carlos Moreira Magalhães, doutor em Direito, articulista do Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult), professor e pesquisador com estudos no campo dos Direitos Culturais

Fonte: https://politica.estadao.com.br/

Enquadramento da Profissão da Capoeira na Legislação Desportiva de Portugal

Estimada Comunidade da Capoeira em Portugal,

No passado dia 21 de Julho de 2014, foi feita uma convocação por parte do Instituto Português da Juventude e Desporto (IPDJ) de Portugal (Instituição Governamental) para uma sessão de esclarecimento sobre o processo de regulamentação da Capoeira em Portugal. Estiveram presentes as seguintes instituições/grupos de capoeira:

Read More

Maranhão: Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: Nosso Patrimônio

Maranhão será o primeiro estado a receber a Conferência Culturas Negras, afrodescendentes e afro-brasileiras – Perspectivas para políticas públicas

Reunir pesquisadores, gestores públicos e agentes culturais para um diálogo sobre ações afirmativas para as políticas públicas de fomento às culturas negras. Dentro dessa perspectiva, São Luis no Maranhão recebe, nesta terça-feira, 23/7, o Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: Nosso Patrimônio. O evento realizado pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra(CNIRC) da Fundação Cultural Palmares, oferece a oportunidade de conhecer mais sobre as práticas, costumes, conhecimentos e tradições das manifestações culturais afro-brasileiras.

Nelson Inocêncio, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade de Brasília, ministrará a Conferência Culturas Negras, afrodescendentes e afro-brasileiras – Perspectivas para políticas pública. Esta é a primeira de uma série de conversas que serão realizados pelo país, no âmbito das comemorações dos 25 anos da Fundação Cultural Palmares, comemorados em agosto próximo

Novas perspectivas para as culturas negras

De acordo com Inocêncio, um dos objetivos do debate está na necessidade de romper com noções históricas que dão às produções artísticas e culturais de matrizes africanas um caráter exótico. “Precisamos buscar o amadurecimento acerca dos conceitos de culturas negras, afrodescendentes e afro-brasileiras”, ressalta.

Sobre o fomento às produções culturais negras, Inocêncio acredita que “enquanto perdurar o senso comum em torno das culturas negra, afrodescendente e afro-brasileira como um bloco homogêneo, haverá distorções e dificuldades nas priorizações referentes ao uso do dinheiro público”, pontua.

Coleção Conheça Mais

As palestras ministradas no Ciclo de Palestras resultarão na publicação de livros da Coleção Conheça Mais, com o objetivo de atender à demanda de material didático na área de cultura afro-brasileira, de acordo com a Lei nº 10.639/2003. Segundo Nelson Inocêncio ainda há muito para se aprender sobre África. “Hoje devemos ir da celebração à ‘Mama África’ ao aprofundamento de nossos conhecimentos acerca daquele continente, percebendo suas tensões, suas contradições, mas também seus êxitos. Esta África real é também um conjunto de possibilidades que transcende as abordagens fatalistas da grande imprensa internacional”, pontua.

Eixos Temáticos – Ações afirmativas, Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Capoeira, Gastronomia afro-brasileira, Lei nº 10.639, O negro nos meios de comunicação, o Estatuto da Igualdade Racial e Quilombos, são alguns dos temas já retratados na Coleção. Rosane Borges, coordenadora do CNIRC destaca que, em 2014, as publicações vão trazer novos temas e serão distribuídas nas escolas e bibliotecas brasileiras, a fim de oferecer aos estudantes conteúdos sobre patrimônio cultural afro-brasileiro.

 

Serviço:

O que: Culturas Negras, Culturas Afrodescendentes e Culturas Afro-Brasileiras: Perspectivas Para as Políticas Públicas – Participação: Professores Dr. Carlos Benedito Rodrigues (UFMA), Marluze Pastor Santos (UEMA) e Nelson Inocêncio (UnB).

  • Quando: 23 de julho à partir das 14 horas
  • Onde: Auditório da Faculdade de Arquitetura da Universidade Estadual do Maranhão

 

www.palmares.gov.br

A Roda de Capoeira como patrimônio imaterial da humanidade

A Roda de Capoeira como patrimônio imaterial da humanidade: o Brasil expandindo seu prestígio por intermédio da capoeira

Há tempos, as artes marciais agiram e continuam agindo como um importante vetor de disseminação da imagem e prestígio dos países nos quais estas se originaram, sendo consideradas parte fundamental dos seus patrimônios culturais*. Dentre alguns exemplos mais conhecidos temos: Krav Maga, oriundo de Israel; Taekwondo, oriundo da Coreia do Sul; Kung Fu, oriundo da China; Muay Thai, oriundo da Tailândia; Judô, Karatê e Aikido, oriundos do Japão; e Capoeira, oriunda predominantemente do Brasil e reconhecida no mundo como a arte marcial autenticamente brasileira. E sendo parte do patrimônio cultural dos países supracitados, estas artes marciais possuem acentuada importância na construção de uma imagem positiva e favorável aos interesses destes países no cenário internacional, haja vista que o prestígio cultural de um país é um componente básico deSoft Power**.

Cabe destacar o fato de que, neste ano de 2013, o “Comitê do Patrimônio Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura” (UNESCO) vai avaliar a inclusão da “Roda de Capoeira” na lista representativa do “Patrimônio Imaterial da Humanidade”, candidatura que está sendo levada a cabo pelo “Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e tem como base um dossiê redigido a partir de pesquisas já realizadas no registro da “Roda de Capoeira e do Ofício de Mestre de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil”.

A se destacar, neste dossiê, as seguintes metas: a importância dos mestres de capoeira como divulgadores da cultura brasileira no cenário internacional, o que torna necessário pensar alternativas para facilitar o trânsito destes por outros países; o reconhecimento do ofício e do saber do mestre de capoeira, para que ele possa ensinar em escolas e universidades; a necessidade de criar mecanismos que facilitem o ensino da capoeira em espaços públicos; e um plano de manejo da biriba, madeira usada para confecção do berimbau e que pode ser extinta no correr dos anos.

Em adição, no intuito de incentivar sobremaneira a candidatura da “Roda de Capoeira”, o IPHAN vem empreendendo esforços e encaminhando aos grupos de “Capoeira do Brasil” uma lista de adesão a esta candidatura.

Torna-se necessário compreender o significam “Bens Culturais de Natureza Imaterial e Patrimônio Cultural Imaterial”. A “Carta Magna” brasileira de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial. Segundo esta, os “Bens Culturais de Natureza Imaterial” dizem respeito às práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, em celebrações, em formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas, e em lugares que abrigam práticas culturais coletivas. Quanto ao “Patrimônio Cultural Imaterial”, a UNESCO o define como as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, definição esta que se encontra de acordo com a “Convenção da UNESCO para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial”, ratificada, em março de 2006, pelo Brasil.

Neste sentido, a preservação da Capoeira segundo este novo entendimento de patrimônio cultural despertou a atenção do governo brasileiro a partir de 2004, tendo se tornado uma política pública efetiva quando o então “Ministro da Cultura”, Gilberto Gil, esteve em Genebra (Suíça), na sede da “Organização das Nações Unidas” (ONU), acompanhado de inúmeros capoeiristas brasileiros, para um show em homenagem ao ex-embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Nesta ocasião, o ex-ministro discursou sobre a expansão da Capoeira no mundo, destacando sua utilização como um instrumento de paz, e lançou o “Programa Brasileiro e Internacional para a Capoeira”, ações estas que podem ser vislumbradas no documentário “Capoeira – Paz no Mundo”, que foi realizado em Genebra, no dia 9 de Agosto de 2004, e contou com o financiamento do “Ministério da Cultura”.

Por outro lado, a Capoeira também é percebida como uma prática corporal e atividade de lazer hodierna, inserida no cenário e no contexto da modernidade, que oferece uma práxis única e peculiar que, mesclada com a herança histórica e sociocultural que traz em seu bojo, proporciona ricas oportunidades de utilização, podendo ser vista como uma proposta cultural de prática esportiva social. Desta maneira, dado seu aspecto multifacetado e polivalente, a Capoeira é compreendida como arte, dança, cultura, luta, arte marcial, jogo, esporte, música, folclore e filosofia, o que a capacita, plenamente, a ser encarada como um esporte que propicia uma elevada integração social[1]. No tocante a este aspecto, o “Estatuto da Igualdade Racial”, instituído pela “Lei nº 12.288, de 20 de Julho de 2010”, em seu título “Dos Direitos Fundamentaiscapítulo IIDo Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazerseção IVDo Esporte e Lazer”, em seu Art. 22 assevera que a Capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional, nos termos do Art. 217 da Constituição Federal.

Cumpre registrar que o “Ministério das Relações Exteriores” (MRE), por intermédio da “Divisão de Operações de Difusão Cultural (DODC) é responsável pela difusão e promoção da Capoeira nos postos do Brasil no exterior, segundo os preceitos e agenda da política externa brasileira. À guisa de ilustração, nos campos de refugiados deShuafat, em Jerusalém Oriental, e em Jalazoun, na Cisjordânia, próximo a Ramallah, o governo brasileiro financia um projeto da “Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina” (UNRWA) que visa impulsionar a prática da Capoeira nestes territórios, iniciativa que partiu da ONG Bidna Capoeira, que implementou o ensino da Capoeira com sucesso nos campos de refugiados na Síria. Segundo à ex-representante do Itamaraty em Ramallah (Palestina) e atual Embaixadora do Brasil em Maputo, Ligia Maria Sherer, projetos de desenvolvimento cultural e de educação como estes devem ser consolidados[2].

Outrossim, a Embaixada do Brasil em Nairóbi (capital do Quênia) promoveu, em fevereiro do corrente ano, eventos culturais de apoio à Capoeira tanto em Campala (capital de Uganda) quanto em Nairóbi. Em Nairóbi, no “Museu Nacional do Quênia”, durante o festival “A Day of Cultural Expressions”, a Capoeira foi o chamariz para o festival, que contou com estandes brasileiros sobre a “2ª Expo Brasil na África Oriental”, que será realizada entre os dias 24 e 26 de Julho de 2013, em Nairóbi, e sobre a preparação dos megaeventos esportivos que o Brasil sediará. Já em Campala, integrantes do grupo “Senzala Uganda”, que é apoiado pela embaixada brasileira, promoveram inúmeras rodas de capoeira e oficinas abertas, as quais contaram com a presença de vários capoeiristas convidados, culminando com o primeiro batizado do grupo.

No entender dos segmentos envolvidos na inclusão da Roda de Capoeira como parte do Patrimônio Imaterial da Humanidade – IPHAN e governo brasileiro –, esta representa mais um passo na consolidação da Capoeira como expressão original do povo brasileiro que se oferece aos povos do mundo como prática, atitude de vida, pensamento, técnica, esporte, prazer, arte e cultura. Ademais, esta inclusão seria um pacto entre o Brasil e o mundo para aumentar as bases de expansão das raízes brasileiras, ou seja, um passaporte a mais para abrir fronteiras e dar o tom brasileiro no cenário internacional.

Deve-se ressaltar, contudo, que, embora essa inclusão venha a ocorrer, tal seria um ato de fortalecimento que não interferiria na autoria da Capoeira nem na autoridade dos mestres, pois a Capoeira continuaria fiel à sabedoria dos que a criaram, sem perder direitos nem sofrer intervenções em seu conceito ou prática.

 

Cabe salientar que, figurando, também, como esporte olímpico, o Judô e o Taekwondo têm propiciado aos países medalhistas olímpicos um acentuado prestígio e visibilidade no cenário internacional.

** Conceito cunhado por Joseph Nye, presente no livro Bound to Lead, publicado, inicialmente, em 1990.

 

Fonte: http://www.ceiri.net

Aconteceu: Ciclo de debates Pró-Capoeira

Ciclo de debates Pró-Capoeira

Em uma parceira da SEMIRA, através da Superintendência da Igualdade Racial, com a Fundação Palmares e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aconteceu no Centro de Referência da Igualdade (CREI) o ciclo de debates Pró-Capoeira. O intuito do evento foi debater o reconhecimento da profissão do Mestre de Capoeira, sua importância na cultura e economia do país, bem como a salvaguarda e o incentivo a prática da capoeira.

Estiveram presentes o Sr. Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares; a Sra. Salma Saddi, Superintendente do IPHAN em Goiás; a Sra. Teresa Maria Cotrim de Paiva Chaves, Coordenadora Geral de Salvaguarda do IPHAN, além de diversos Mestres e Contra-Mestres de Capoeira de todo estado.

O eventou contou, ainda, com a apresentação da Banda Visual Ylê e do Afoxé Onilewá do terreiro Onilewa Azanadô.

 

FONTE

Comunicação Setorial – SEMIRA

Fotos: Valdir Araújo

Rio de Janeiro: Capoeira, Jongo e Samba são tema de debate em São Gonçalo

A Capoeira está participando do processo eleitoral do Conselho Nacional de política Cultural, através de Mestre Paulão, um dos candidatos do RJ. Por isso, um Fórum será realizado.

Com apoio da Universidade Estácio de Sá – Campus São Gonçalo, a Liga Gonçalense de Capoeira promove, no dia 20/10, das 14h às 17h, o Fórum de Debates sobre o Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

Na programação do Fórum, estão discussões sobre a Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro e a votação pela UNESCO, em 2013, da Capoeira como Patrimônio Cultural da Humanidade; o Jongo do Sudeste; o Plano de Salvaguarda do Samba do Rio de Janeiro, a Carta Compromisso com a Cultura e Religiões de Matrizes Africanas.

Promovido pelo Departamento Pedagógico, de Programas e Projetos da Liga Gonçalense de Capoeira, o encontro tem como objetivo divulgar nossas propostas, já que pleiteamos uma vaga no Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.

Este será um importante momento não somente para a Cultura Nacional como, em especial, para a Liga Gonçalense de Capoeira, que acata a decisão da Comissão Organizadora Nacional do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.

A presidência da Liga Gonçalense de Capoeira teve seu nome aprovado pelo Ministério da Cultura para concorrer a uma das vagas no Setorial de Patrimônio Imaterial do Conselho Nacional de Política Cultural.

Esperamos, no dia 20/10, poder contar com a presença de todos e de todas.

Saudações capoeirísticas.

 

Fonte: Cultura.RJ

Nova Ministra da Cultura & Ciclos de Debates Pró-Capoeira

Prezados Camaradas…!

Depois de um longo e tenebroso inverno, é retomada causa da capoeira pelo Governo da Presidente Dilma, desta feita com uma nova Ministra da Cultura, a Sra. Marta Suplicy…

Esperamos que, depois desse longo tempo de abandono de nossas questões pela Sra. Ana de Hollanda (grande decepção para toda a classa de pessoas envolvidas com a cultura popular, já que essa ministra nos pareceu muito preocupada apenas com a Cultura de elite, teatro, ballet, cinema, etc…) possam os novos atores da política governamental fazer diferença para com a questão de nossa Capoeira, dita eleita como Patrimônio Cultural do Brasil… mas na prática totalmente desprezada até aqui pelos agentes da cultura do governo federal, tanto quanto do Governo do DF…

A intenção nesta mensagem é levantar a informação para o maior número de pessoas que se interessam pela capoeira, mormente, logicamente, os mestres dessa arte…

 

Meu abraço e a esperança de que a gente tenha voz nesse debate…

 

axé!!!

 

Mestre Squisito

Brasilia – DF

61 9514 0459 – claro
61 8225 5578 – TIM

Carta da Capoeira de MT é lançada hoje

Acontece neste domingo o lançamento da Carta da Capoeira de Mato Grosso, a partir das 15 horas, na sede do Iphan, no Centro Histórico de Cuiabá.

Documento é resultante da mobilização de mais de cinco mil pessoas envolvidas diretamente com as rodas de capoeira em dezenas de cidades de Mato Grosso

A Carta da Capoeira de Mato Grosso é o resultado da mobilização de mais de 5000 pessoas envolvidas diretamente com as rodas de capoeira na Baixada Cuiabana e mais 29 municípios do Estado.

A Carta foi construída a partir das discussões do Fórum da Capoeira de Mato Grosso, fomentado pelo Iphan, e mediado pelo antropólogo Stênio Soares (Unesco/DPI-Iphan), responsável pelo Patrimônio Cultural Imaterial.

Ao longo de sete meses, foram fomentadas reuniões de formação no campo das políticas públicas de preservação do patrimônio cultural imaterial (tradições, danças, jogos, festas, oralidades). E em março de 2012 foi criado o Fórum da Capoeira de Mato Grosso, coordenado pela Comissão Prol Capoeira de Mato Grosso, organização da sociedade civil que reúne representantes de mais de 50 entidades que lidam diretamente com a roda de capoeira.

A Comissão Prol Capoeira de Mato Grosso se organizou em seis grupos de trabalho que refletem as demandas do segmento: “Capoeira, identidade e diversidade cultural”, “Capoeira e Educação”, “Capoeira e Fomento das Políticas Públicas”, “Capoeira, Esporte e Lazer”, “Capoeira, Profissionalização e Internacionalização” e “Capoeira e desenvolvimento sustentável”. Além disso, a Carta apresenta o apoio das lideranças capoeiristas às questões tangentes aos direitos igualitários, compreendendo a capoeira como um espaço de respeito às mulheres e à diversidade sexual.

A Comissão já teve avanços importantes com o Ministério da Cultura. Em maio de 2012 realizaram uma reunião com a Coordenadora-Geral de Salvaguarda do Iphan, Teresa Paiva, e com o diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da Fundação Cultural Palmares, Martvs das Chagas.

Os adeptos da capoeira em Mato Grosso acreditam que o movimento no Estado está passando por um processo interessante de construção de maturidade política. As capoeiristas e os capoeiristas compreendem que existe uma política pública federal que protege a roda de capoeira enquanto Patrimônio Cultural do Brasil. Por outro lado, eles percebem que é necessário articulação com o governo do Estado de Mato Grosso e com os municípios onde se fazem presentes. E a Carta da Capoeira de Mato Grosso não se resumirá a um documento de reivindicações, ela será fundamental para se compreender como uma base do movimento cultural no Estado está se articulando diante das políticas públicas nacionais e locais.

Para marcar esse momento de discussão das políticas culturais, a Carta da Capoeira de Mato Grosso será apresentada em meio a rodas de capoeira, danças afro e samba de roda. Como manda o enredo.

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br

Debate na Rio +20 relembra trabalho escravo que recuperou a Floresta da Tijuca

A Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, começou oficialmente na quarta-feira (13) e todas as atenções já estão voltadas para os debates e propostas que devem definir a agenda do desenvolvimento sustentável e da proteção ao meio ambiente para as próximas décadas.

Há 151 anos, muito antes de se pensar em uma conferência dessa abrangência, o Brasil já dava exemplo com um dos casos mais bem sucedidos de ecologia e recuperação: o reflorestamento da Floresta da Tijuca, que após anos de desmatamento, principalmente devido ao plantio de café, foi reflorestada graças ao trabalho iniciado por apenas seis escravos.

Comandados pelo Major Gomes Archer, primeiro administrador da Floresta, esses homens plantaram, entre 1861 e 1872, mais de 100 mil mudas no que depois viria a se tornar o Parque Nacional da Tijuca, um território com mais de 3953 hectares – área que corresponde à cerca de 3,5% da área do município do Rio de Janeiro.

Restauração da natureza – Pensando em relembrar ao mundo esse momento da história, o Ministério da Cultura (Minc) apresentará, no próximo domingo (17), às 16h, a mesa de debate “O Reflorestamento da Floresta da Tijuca: modelo de restauração da natureza”. O evento acontece no Galpão da Cidadania, um espaço voltado para debates sobre a importância da cultura como eixo estratégico do desenvolvimento sustentável.

Segundo Carlos Fernando Delphim, coordenador do Patrimônio Natural – IPHAN, o objetivo do evento é homenagear e relembrar os escravos que trabalharam para que a cidade do Rio de Janeiro não ficasse sem água. “Mais do que recordar a recuperação realizada na Floresta da Tijuca, nós pretendemos mostrar que seis escravos fizeram o mais lindo, mais raro e mais bem sucedido trabalho que nós já tivemos nesse segmento. A Tijuca só é lembrada pela parte bonita, da floresta artificial, mas e quem plantou todas aquelas árvores? E o valor do trabalho dessas pessoas?”, questiona o arquiteto.

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, que também participará do debate, destaca que a recuperação da Floresta da Tijuca “foi uma iniciativa no século XIX que exemplificou a necessidade de se agir rápido para a sustentabilidade do planeta e no combate aos danos ao meio ambiente. Os negros escravos tiveram uma contribuição especial para a preservação ambiental da Floresta da Tijuca, o que demonstra a intensa participação do negro na história do Brasil e que ainda é pouco conhecida”.

Para Carlos Alberto Xavier, do Ministério da Educação, não se pode permitir que a participação da população negra na construção do Brasil fique para trás e se perca no tempo. “Quando falamos de escravidão, temos que lembrar que as grandes obras que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural nasceram das mãos de negros, como o Parque Nacional da Tijuca, que nasceu de uma paisagem natural reconstruída pelo homem negro”, afirma.

Maior floresta urbana do mundo – Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a área onde hoje fica o Parque Nacional da Tijuca foi, em sua maior parte, devastada através da extração de madeiras e da utilização em monoculturas, especialmente o café, gerando sérios problemas ambientais à cidade.

Em 1861, após uma iniciativa de conservação ordenada por D. Pedro II, comandada pelo Major Gomes Archer e executada por apenas seis escravos, um processo de reflorestamento que plantou cerca de 100 mil mudas ao longo de uma década propiciou a regeneração natural da vegetação.

Graças ao trabalho de restauração realizado no século XIX, a Floresta tornou-se, posteriormente, um Parque Nacional tombado pelo IPHAN, foi declarada Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO como Reserva da Biosfera e hoje é conhecida como a maior floresta urbana do mundo.

http://www.palmares.gov.br

Olinda: Terceira Mostra Municipal de Turismo Sustentável

Olinda discute turismo, cultura e economia durante mostra sustentável

De hoje (26) até o próximo sábado (29), Olinda vai sediar a Terceira Mostra Municipal de Turismo Sustentável, que vai contar com representantes da cadeia produtiva turística local, nacional e internacional. O encontro vai discutir temas como diversidade cultural, economia solidária, criatividade e participação por meio de seminários, palestras, oficinas, feiras e apresentações culturais. 

A abertura oficial acontece no Mercado da Ribeira, com o lançamento do Mapa de Turismo Sustentável e do portal web “Turismo da Gente”, onde os turistas e interessados nesse segmento poderão encontrar informações sobre as diversas manifestações da cultura local, sejam elas nos formato artístico-culturais, empreendimentos comunitários e/ou serviços turísticos. O primeiro dia de atividades será encerrado por diversos artistas da rede, apresentando a dança do frevo, capoeira, maracatu e coco, estilos representativos da cultura local.

No segundo dia do evento, o tema será  “Turismo, patrimônio e desenvolvimento sustentável em 2011”, que será detalhado pelo presidente do Instituto Cooperação Econômica Internacional, Alfredo Somoza; Aneide Santana, do Arquivo Público de Olinda e Marcel Levi, Fundação Getúlio Vargas. Rodas de diálogos também serão abertas debatendo sobre as “Experiências e boas práticas de turismo sustentável”, composta por membros da Rede de Turismos Sustentável de Olinda e Buenos Aires, Associação Italiana de Turismo Responsável, Associação Europeia para o Turismo Responsável e Hospitalidade (EARTH), Central de Turismo Comunitário do Amazonas e Rede de Turismo Criativo (Pontão de Cultura ITEIA).

Exploração sexual e trabalho infantil no turismo farão parte do seminário apresentado pela ONG Childhood e Coletivo Mulher Vida. O turismo como meio de inclusão social também fará parte dos debates, onde representantes do trade turístico e Associação dos Condutores Nativos de Olinda irão expor suas experiências.

Ainda no segundo dia de programação, as oficinas de confecção de livros com materiais reciclados (scrapbook), pintura contemporânea, capoeira e de gastronomia de terreiros serão ministradas pelos próprios protagonistas da cultura local aos alunos da Oficina Água Viva e das escolas da rede pública de ensino. Além disso, feiras de economia solidária e de gastronomia de terreiros estarão abertas a visitação na Praça Laura Nigro.

No terceiro dia (28), serão debatidos a valorização da cultura popular, turismo sustentável e economia solidária. Para comandar o evento neste dia estão Fabiano Santos (Afoxé Alafin Oyó), Fábio Lima (Representante regional NE do MINC), Adrianna Figueiredo (FUNDARPE) e o professor Antenor Vieira de Melo.

Adiantando o debate sobre a celebração de três décadas da declaração de Patrimônio Histórico da Humanidade que será comemorado pela cidade em 2012, a diversidade cultural e identidade popular também serão pautas acrescidas ao tema e discutidas por Márcia Souto (SEPAC), Maria Nazaré Reis (FUNDARPE), Fábio Cavalcanti (IPHAN), Bernardo José (Maracatu Nação PE) e Diego Di Niglio (ICEI). Ainda fará parte desse dia o Encontro Mensal de Economia Solidária.

A parte cultural vai contar com apresentações dos Integrantes da Associação de Teatro de Olinda e exibição de filmes sobre a cultura popular estarão em sessões abertas ao público para serem apreciados ao ar livre, no Anfiteatro do MAC (Museu de Arte Contemporânea). Finalizando a Mostra, convidados, estudantes de turismo e interessados poderão participar dos roteiros experimentais de turismo de base comunitária que serão realizados nos bairros do Varadouro, Guadalupe, Bonsucesso e Amaro Branco, onde nesse último acontece a festa de encerramento do evento com a intervenção urbana no beco do coco da “Turma do Pneu”, quando fotografias, intervenções urbanas e arte de rua farão uma grande homenagem aos coquistas locais.

 

Fonte: http://www.pernambuco.com/