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Mestre Guerreiro e a Capoeira em uma vida inteira em “guerra” pela paz

Mestre Guerreiro podia muito bem ilustrar um daqueles quadros de Rugendas, mas há mais de cinco décadas tem a Capoeira como religião, como profissão e como missão de vida.

Ele nasceu Mário Alves dos Santos em 18 de junho de 1950 na sergipana Simão Dias. A infância vivida em Salvador fez conhecer a Capoeira. Foi paixão ao primeiro olhar. Na adolescência por obrigação do pai foi parar na construção civil. Na fuga do cimento, Mário, o “guerreiro” ganhou o mundo.

Passou a viajar por vários estados brasileiros até chegar em Mato Grosso do Sul. Como Mestre Guerreiro, Mário passou a ensinar Capoeira para as crianças e adolescentes. Depois de ficar por dois anos em Ivinhema, Guerreiro aportou em Dourados onde está há quase trinta anos onde fincou raízes.

Reconhecido por sua trabalho social na Associação de Capoeira Bahiana, Mestre Guerreiro já ensinou capoeira para quase dez mil alunos. Atualmente está orientando crianças de projetos sociais no Ubiratan, na Ação Familiar Cristã e também nos municípios de Caracol e Bela Bista. Guerreiro diariamente atende crianças que moram nas regiões mais pobres da cidade onde a violência, os crimes e a falta de esperança imperam.

“A minha guerra é pela paz”, disse o mestre que antes de conhecer a capoeira era um sujeito nervoso, briguento e intolerante. “Hoje ensino para as crianças através da capoeira que existe uma maneira melhor para encarar os problemas, viver com dignidade e de bem com tudo e com todos”, ensina Guerreiro.

Mário sentiu que a capoeira era o caminho que devia seguir. Deixou as brigas de lado, centrou seus pensamentos e colocou sua vida a caminhar por estradas calçadas pela compreensão, pelo amor e pelo respeito mutuo.

“Acredito que Deus é a força maior para quem quer fazer o que é certo”, exorta Guerreiro que passou a ensinar as crianças uma cultura de paz.

Ao chegar em Dourados o “Deus” da Capoeira era o Pedrão. Nao se sabe onde foi parar Pedrão. Mestre Guerreiro comprou várias brigas até que conseguiu fundar a Associação de Capoeira Baiana, uma organização não-governamental que há mais de duas décadas leva a capoeira para as crianças pobres. As ricas também participam.

Guerreiro, um homem de paz. Popular e querido tentou a vida pública. Foi candidato a vereador. Na primeira disputa obteve 480 votos. Na segunda tentativa apenas 379 pessoas queriam que ele fosse para a Câmara Municipal. Guerreiro não é político. Ficou no seu lugar. Com o berimbau nas mãos e com a garganta afiada canta para o jogo da capoeira continuar.
Nicanor Coelho

O reconhecimento: Recebeu o título de Cidadão Douradense, a mais importante honraria dada pelo Poder Legislativo àqueles que mesmo não tendo nascido na terra de Marcelino Pires, deram o sangue por ela. Para o Mestre, o reconhecimento mesmo vem das ruas, dos pais de família, das crianças e de todos aqueles que amam a capoeira e vê beleza nas roupas brancas e nos cordões coloridos e nos pés descalçados dos afrodescendentes e todos os afros possíveis e impossíveis.

A roda está formada. Entre que o Mestre Guerreiro está sorrindo. A vida continua no lamento dos negros que miscigenados estão espalhados por todo o Brasil enquanto a Capoeira continua negra. Tão negra quando a pele de Mestre Guerreiro.

Fonte: http://www.midiamax.com

Haiti em uma palavra? Esperança

Os tremores hoje são como acontecimentos quase que naturais. Agora há pouco foram dois; o primeiro aparentemente forte. Estava em minha mesa imprimindo alguns documentos, e por um momento pensei que fosse a impressora. Mas, ao olhar para a mesa ao lado e ver um monitor balançando, compreendi que não era a impressora e sai rapidamente. Por fim, não sei se a terra realmente está tremendo ou se o meu corpo é que não parou de tremer desde o primeiro.

No momento do tremor, a sensação é de que o cérebro automaticamente acessa as informações do primeiro, as lembranças chegam em uma fração de segundo. E com elas, o medo de que este seja tão forte quanto o primeiro, que alcançou 7.2 graus na escala Richter. E a diferença de força entre um e outro é bem grande; o de 7.2 chega a ser 22 vezes mais forte. Aparentemente, teremos de conviver por algum tempo com os tremores. Espero em Deus que não sejam tão fortes quanto o primeiro, pois isso iria ampliar os problemas para um grau que não podemos prever, como ainda não podemos prever a extensão das consequência do primeiro.

Aos poucos, notamos que algumas pessoas estão deixando a capital, indo para as províncias, para as áreas rurais. O que abre precedente para tornar a ajuda mais rápida. Talvez seja possível, ao invéis de centralizar toda ajuda em Porto-Principe, criar campos de apoio nestas cidades, com toda estrutura possível, e remover as famílas que hoje ocupam as praças. Isso ampliaria também o campo de trabalho para a remoção dos escombros e resgate das vítimas, bem como diminuiria as possibilidades de uma epidemia, um risco grande aqui.

Quanto a nós, seguimos com o trabalho, dentro das nossas limitações. Com o risco eminente, continuamos dormindo no quintal da casa; brasileiros, haitianos, noruegueses. Onde temos uma visão fantástica do céu, das estrelas. O sentimento em mim é de que não estamos sozinhos, nem desprotegidos. E parece que ouço uma voz dizer que tudo ficará bem…

Haiti, 21 de janeiro, 11:30 am

Aos poucos, a situação parece apresentar sinais de melhoria, apesar de muitos escombros estarem ainda por serem removidos. O volume de trabalho é grande, bem maior do que a infra-estrutura disponível no momento. Mas, já podemos ver que a situação é bem diferente de alguns dias atrás. Não tenho dúvida de que as equipes de resgate estão empenhando ao máximo as suas forças para tornar o trabalho mais ágil, e minimizar ao máximo o sofrimento dos que ainda ainda esperam por ajuda sob os escombros.

E ainda que existam aqueles que se valem da necessidade e da fome para promover a violência e o desespero, ferindo ainda mais a sua própria gente.

Ainda que existam aqueles que poderiam ajudar (fazer a diferença), mas que preferem assistir tudo de longe, entre as quatro paredes da sua sala refrigerada, cujo a proximidade maior do problema não vai além do alcance do seu controle remoto ou do cursor do seu computador.

Ainda que existam aqueles cruéis o bastante para de dizer que a raça ou o credo é o causador de tanto sofrimento…

Existem aqueles que movem todos os seus recursos e esforços para garantir o mínimo de segurança e dignidade para aqueles que sobreviveram, para minimizar o sofrimento das pessoas e cuidar de suas feridas.

Existem aqueles que deixaram seu país, o conforto e a segurança do seu lar, o carinho da família para estar ao lado de pessoas que sequer conheciam.

Existem aqueles que são humanizados o suficiente para exergar no próximo o laço incontestável da família terrena.

Existem aqueles “loucos” que acreditam, seguem em frente, e com a sua loucura contagiante arrebanha multidões para o bem.

E é por esses e outros que a confiança aumenta a cada dia, que a nossa força cresce. É através de exemplos como esses que seguimos acreditando que a  vida é ainda mais forte do que qualquer coisa e que a esperança sobrevive às piores provações.

Fonte: http://flaviosaudade.files.wordpress.com

 

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Haiti: Berimbau já fez chamada, já é hora de lutar

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

Domingo, 17 de janeiro, 18:30

Hoje a alegria voltou a fazer morada no meu coração. Hoje, graças a Deus, pude ver o sorriso dos meu alunos, das minhas crianças. Pude abraça-las, beijá-las, olhá-las nos olhos. Após dias de ansiedade, fui até Kay-nou. E que felicidade foi reencontrá-las, ver aqueles olhinhos brilhando de felicidade.

Ao passar pelas ruas de Bel-Air já ouvi o chamado de um deles: Iê capoeira!”. Era o Canário, que acenava, feliz, em meio a multidão. E mal cheguei a Kay-nou, logo fui rodeado de crianças. Elas surgiam em meio às tendas, inúmeras delas. Vinham gritando o meu nome, perguntando pelos outros, pela Aíla, Linheiro, Beija-Flor, Paollo (Nó Cego). Eufóricas seguravam em minhas mãos, abraçavam-me, beijavam-me o rosto. Por mais que escrevesse aqui, por mais que virasse a noite esmerando-me em frente ao computador, não conseguiria descrever o meu sentimento naquela hora. E nem tenho essa pretenção.

Caminhamos para ver como estavam as coisas, para ver as pessoas. Eles acompanhavam-me, agarrando minhas mãos, meus braços. Enquanto caminhávamos mais apareciam e juntavam-se ao grupo. Quando percebi éramos uma pequena malta caminhando entre as barracas. Mães e pais vinham falar conosco, nos abraçar, saber dos outros. E chegavam mais e mais. E meu coração desejando que mais chegassem…

Nos dirigimos ao espaço da capoeira. Paredes no chão e boa parte do telhado caído. Até pouco tempo aquele espaço estava colorido, florido de pessoas… Uma grande festa para o nosso primeiro batizado e entrega de cordas e para comemorar o nosso primeiro aniverário. Um ano juntos, de muita luta e suor. Porém, o sentimento foi de esperança, apesar dos inúmeros tijolos pelo chão. E apesar das paredes caídas, pude ver um grande horizonte pela frente. E isso me encheu de força e esperança. Esperança que se fortaleceu com as palavras de um Rubem emocionado: vamos construir um espaço ainda melhor! E eu tenho certeza que sim.

Reunimos as crianças em uma roda. Bem, tentamos, pois haviam muitas crianças que não faziam [não faziam] parte do projeto. Conversamos bastante, elas muito atentas e cobrando atenção dos mais novos. Logo eles perguntaram se podiam vestir seus uniformes. E bastou ouvir um sim e saíram correndo para as barracas. Voltaram com uniforme. Claro, aqueles cuja a casa não havia desmoronado…

Nos reunimos sob uma árvore. O berimbau rompeu o silêncio. A Inúna pediu licença e chorou as vítimas, aquelas que deixaram o jogo desta existência para habitar uma nova morada. Pediu luz para os que se foram, proteção e força para os que aqui ficaram. E em cântico celebramos o ontem, o hoje e o amanhã. Celebramos a dádiva de estarmos vivos e saudáveis. Naquele momento, éramos um. A dor de um era a dor de todos, assim como a alegria, a esperança e a fé. Cantamos, enquanto eles desejam jogar o jogo, dar pernada e ficar de pernas para o ar. Faltou-nos espaço, mas não para o nosso cantar, que percorreu todo espaço. Faltou-nos comida, mas não a força para as nossas palmas. Cantamos, jogamos bola, conversamos…

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Presidente Lula: O Capoeirista

Lula diz ser capoeirista e desafia rivais eleitorais

Em seu primeiro discurso de 2010, em evento que anunciou recursos para programas de moradia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado para os adversários das eleições de outubro. Lula pediu para se “evitar o jogo rasteiro na campanha” e disse que é “capoeirista” e está preparado “para não deixar o pé chegar no meu peito”.

 

Folha Online

O Capoeirista

Ao advertir que neste ano não encarnará o “Lulinha paz e amor” e que está pronto para revidar o “jogo rasteiro” da oposição e os chutes “do peito para cima”, o presidente Lula propositadamente elevou o tom, antecipando a escala e os instrumentos que pretende usar para tentar eleger a sua sucessora.

Mesmo sem intimidade alguma com essa dança-jogo-luta e seus maravilhosos e criativos golpes – rabo-de-arraia, meia-lua, queixada, bênção, martelo e tantos outros –, há tempos Lula pratica o que há de mais precioso na capoeira: a ginga.

Com maestria, ginga entre falar uma coisa e fazer outra – embalado não pela cadência do berimbau, mas pelo som de sua própria voz.

Esconde-se na hora certa, sabe tudo e, quando lhe convém, nada sabe. Acusa outros por delitos que lhe estão por demais próximos e move-se habilmente entre ofensores e ofendidos, entre seus ricos hábitos e os daqueles que vivem na miséria.

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Haiti: Cenário é de guerra após terremoto

Haiti: Capoeira e Solidariedade

Segue narrativa do amigo e parceiro Flávio Saudade que desenvolve no Haiti um fantástico projeto social e cultural denominado GINGANDO PELA PAZ:

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Prezados,

Continuamos aqui na expectativa. Penso que eu, assim como milhares de pessoas daqui, estão com medo de entrar em suas casas; mesmo de ir ao banheiro. O corpo parece que ainda treme, aumentando ainda mais a preocupação. Dormimos fora da casa, no quintal. As pessoas com quem trabalho e um grupo de pesquisadores da Unicamp. Eles estavam no centro da cidade no momento do tremor e viram o Palácio do Governo destruído. É realmente inacreditável a situação aqui, inúmeras casas, prédios desabaram. igrejas, hospitais, supermercados, hoteis, lojas…

É impressionante que um povo que já sofre por tantas coisas, ainda tenha de sofrer mais este desastre. O número de vítimas deve ser grande, mortos, feridos; pessoas de todas as esferas sociais e diversas nacionalidades. Até agora ouvimos pessoas desesperadas, chorando pela rua…

Permaneço ansioso, pois a maior parte de nossos alunos e amigos são moradores de Bel Air, um dos bairros mais afetados. A grande maioria moram em pequenos barracos; em alguns deles famílias inteiras dividem um pequeno espaço… Em Porto Príncipe temos favelas nos morros. A maior parte das construções é feita com material de baixa qualidade, o que aumenta as chances de desabamentos.

Agora o momento é de trabalho. Da melhor maneira tentar minimizar o sofrimento dessas pessoas. O Haiti não tem estrutura para uma catástrofe dessas, e necessita de toda ajuda possível, com urgência. E mais ainda, precisa de coragem para reconstruir as suas vidas e renovar as suas esperanças, ainda que esta seja uma tarefa difícil.

Fraternal Abraço a todos.

Flávio Saudade

Brasileiro diz que cenário no Haiti é de guerra após terremoto

Ele e mais 15 pessoas estão abrigados em uma casa da ONG Viva Rio sem poder sair

O cenário na capital do Haiti, Porto Príncipe, é de guerra, de acordo com o ativista da organização não governamental (ONG) Viva Rio, Flávio Soares. Em entrevista à agência portuguesa Lusa, Soares disse que a cidade “está devastada, um caos”.

>>Detalhes da tragédia no Especial Haiti – http://www.abril.com.br/noticias/haiti-terremoto-desastre-tragedia/haiti-terremoto-desastre-tragedia.shtml

Ele e mais 15 pessoas, entre integrantes da ONG e pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estão abrigados em uma casa do Viva Rio sem poder sair.

“Está um caos. Muitos prédios desmoronaram, tem muita gente disputando comida, os mercados fecharam, muitas pessoas estão nas ruas, feridas, pessoas mortas sendo carregadas. A população precisa de ajuda urgente, há pessoas ainda vivas sob escombros, uma tristeza só”, descreveu.

O brasileiro relatou ainda que o risco de saques é iminente. “O clima é de insegurança. Temos luz e conseguimos comprar água, mas estamos sem telefone e tentando comprar comida. Não temos uma grande quantidade de mantimentos”, afirmou.

Soares disse que ainda não conseguiu contato com a embaixada brasileira que também foi atingida no terremoto. “Estamos tentando entrar em contato com alguém da embaixada para avisar que estamos aqui e para ter alguma orientação. Pelo que parece, as tropas ainda não estão nas ruas”, relatou.

O brasileiro coordena um projeto de capoeira com jovens haitianos e disse não ter tido notícias de nenhum de seus alunos. Mesmo com a tragédia, Flávio Soares disse que vai ficar no Haiti e não pretende voltar ao Brasil.

“Não podemos abandonar as pessoas no momento em que elas mais precisam. Mais que comida e água, elas necessitam de solidariedade, que olhemos nos olhos delas e demonstremos que estamos juntos, que lutamos juntos”, declarou.

Desde 2007, o Viva Rio atua no Haiti em projetos integrados de segurança e desenvolvimento para a redução da violência e de desmobilização de grupos armados na capital, Porto Príncipe.

 

Flávio Saudade
Contramestre em Capoeira
Coordonnateur Sport et Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br
Mobile: (509) 38540202
http://flaviosaudade.wordpress.com

I Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz no Haiti

Após um ano de labuta realizamos o I Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz no Haiti. Sem dúvida um momento que irá permanecer em nossas lembranças. Dentre os momentos mais emocionantes, a caminhada pelo bairro de Bel-Air, considerado zona vermelha pela ONU, e o batizado dos nossos alunos, que teve início com o batizado do pequeno Bimba. filho de haitiano e francesa, o pequeno foi registrado com o nome do grande mestre após seus pais assistirem ao documentário, exibido no Centro Cultural do Brascil no Haiti. Um momento marcante.

Mais infomações sobre o evento

Este primeiro ano foi repleto de lutas, muito trabalho, muitas dificuldades, foi sim. Porém, cheio de alegrias e realizações. As dificuldades serviram para testar nossa capacidade de seguir acreditando em nossos sonhos; nossas quedas, para nos ensinar a levantar, sacudir a poeira e seguir caminhando e nossas vitórias para nos mostrar que estamos no caminho certo e que nunca, “nunca-em-tempo-algum”, devemos desistir dos nossos sonhos (recordando Augusto Cury). Devemos seguir reinventando, recriando. Pois cada dia é novo, cada luta é nova e nos renova; cada sede é nova ( inspirado em belo, belíssimo poema de Elisa Lucinda). Devemos seguir nos apaixonando pela vida, pelo bem, pelo desejo de fazer o bem, renovando a nossa fé a cada instante, essa deve ser a nossa oração, sempre, estejamos caídos ou de pé.

Que este ano seja repleto de lutas, pois sem elas não há vitórias, realizações… E que o Grande Arquiteto do Universo nos permita ter sabedoria para elas; que saibamos a hora de pegar em armas e de esperar. E que nossas armas sejam:

C oragem: para arriscar

A stúcia: para enfrentar os obstáculos sem ir de encontro a eles.

P aciência: qualidade essencial para quem deseja ser um vencedor.

O uvir: pois a palavra é prata, mas o silêncio é ouro.

E sperança: sem ela não existe sonhos.

I nteligência: para transformar os momentos difícies em oportunidades de aprendizado.

R esponsabilidade: consigo e com os outros.

A mor: esta Energia maravilhosa capaz de realizar os maiores milagres, de mover a maior de todas as montanhas: a nossa própria vontade.

E, claro, muita Ginga pela Paz, pela Harmonia, pelas coisas bonitas (inspirado em música da Fernandinha Abreu)

Fraternal Abraço a todos em nome da família Gingando pela Paz!

Saudade
Contramestre em Capoeira
Coordonnateur Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br
Mobile: (509) 38540202
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ALDEIA KILOMBO Século 21 lança os PRODUTOS CULTURAIS: PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG

Curta metragem, revista, site e exposição fotográfica sobre a cultura popular de BH  têm lançamento no Palácio das Artes com a presença dos Mestres da Cultura Popular da cidade


AMANHÃ, SÁBADO, dia 05 de dezembro, a partir das 14h, no Palácio das Artes (Livraria Usina das Letras e sala Humberto Mauro), a ALDEIA KILOMBO Século 21, a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – ACESA e a ATOS Central de Imagens, realizam o lançamento dos produtos culturais “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- MG”.

O evento integra as atividades em comemoração à CONSCIÊNCIA NEGRA e está sendo realizado com o coletivo ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21, composto por oito segmentos da cultura popular de BH: Capoeira Angola, Dança Afro, Reggae, Hip Hop, Samba e Religiosidades (Candombe, Candomblé, e Congado).

Essas manifestações da cultura popular de BH foram abordadas como tema/PERSONAGENS do projeto “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG” para a realização dos PRODUTOS CULTURAIS que serão lançados oficialmente no evento:

1- curta metragem “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG” (realizado pelos alunos da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”),
2- site www.eusouangoleiro. org.br
3- edição nº 3, da Revista “Angoleiro é o que Eu Sou!” (mais de 40 reportagens com mestres da cultura popular de MG).
4- Exposição fotográfica “Documentos de Si” (Still: fotos de cenas da gravação do curta)

ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21 – ATRAÇÕES CULTURAIS
* RODA DE CAPOEIRA ANGOLA do grupo Eu Sou Angoleiro, com a participação especial de representantes de outros grupos de capoeira angola de BH.
* RODA DE CONVERSA: tema “Cultura de Raiz é resistência ancestral”
Com a presença de mestres da cultura popular de BH

D. Isabel (Rainha Conga de MG – Guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio)

Mestre Dunga ( precursor da Capoeira Regional em MG),

Tatetu Arabomi (Movimento Nação Bantu),

Mestre Conga (velha guarda do Samba de BH),

Carlinhos de Oxossi (Grupo Fala Tambor)

Mediador: M. João Angoleiro

* MINI APRESENTAÇÕES de Dança Afro: Companhia Primitiva de Arte Negra

“PAZ NO MUNDO” EM NÚMEROS
Entre janeiro e março de 2009 realizamos as gravações do documentário em cinco estados: Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA), Recife e  Olinda (PE) e Quilombo dos Palmares (Serra da Barriga- AL). Ao todo entrevistamos 25 mestres de capoeira angola (os mais expressivos/ importantes de cada estado);  18 mestres da cultura popular e ou agentes culturais; gravamos em 65 locações (12 BA, 25 RJ, 15 MG; 1 AL; 12 PE); Nossa equipe técnica contou com 30 profissionais e instruimos 23 alunos em nossas oficinas.

CAPOEIRA PARA ALÉM DO BESOURO
Mais do que a valorização dos golpes, da ênfase à luta, enfocada no filme “Besouro” o documentário “PAZ NO MUNDO CAMARÁ” propõe uma reflexão da capoeira para além do movimento corporal. O movimento da capoeira angola é um movimento de revolução pessoal e social. É uma luta, mas pela valorização de nossa ancestralidade, de nossas raízes e pela liberdade, realizadas nos terreiros da cultura popular em todo o Brasil.
O QUE É “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”
Nosso projeto consiste principalmente na produção de um documentário televisivo de 55 minutos sobre os 400 anos da Capoeira Angola no Brasil. Através de uma ampla pesquisa realizada nos estados do Rio de Janeiro, Bahia (Salvador e Recôncavo Baiano), Pernambuco (Recife e Olinda), Alagoas (Parque Nacional Quilombo dos Palmares – Serra da Barriga) e Minas Gerais, buscamos compreender como a Capoeira Angola conseguiu em menos de um século, transformar- se de uma luta praticada pela “escória social”, o primeiro crime terror dos republicanos oitocentistas, em um “instrumento de inclusão social e paz no mundo” – palavras do Ministro da Cultura Gilberto Gil, proferidas em conferência na ONU/Genebra em 2004.
O documentário televisivo “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, foi idealizado pela ATOS Central de Imagens, em 2005 e desde 2007 vem sendo realizado em parceira com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro. Ele ficará pronto em 2010 e será veiculado no Canal Brasil, na TV América Latina (TAL), além de TVs abertas e fechadas exibidoras desse gênero, e em mais de 60 festivais e mostras de cinema no Brasil e no mundo. Serão produzidas 200 cópias desse produto cultural que poderá ser utilizado como um novo material didático, criado para subsidiar a implantação da Lei nº 10.639/03 em escolas de Minas Gerais, e também distribuído para imprensa, formadores de opinião, embaixadas e patrocinadores. 

TODOS OS PRODUTOS CULTURAIS do projeto PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”:
1- Revista “Angoleiro É o que Eu Sou!” – Edição 3;
2- reformulação do site www.eusounagoleiro. org.br/portal200 9;
3- Oficinas de Produção Audiovisual “Documentos de Si” e de “Animação e Contação de Histórias”;
4- Exposição fotográfica;
5- curta metragem 15 min: “ PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá- MG”;
6- documentário televiso, 55 min, “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá”.

SERVIÇO
ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21

faz o LANÇAMENTO dos produtos Culturais

“PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- MG”

Data: 05/12/2009 – sábado
Local: Livraria Usina das Letras (Palácio das Artes) – Av. Afonso Pena, 1537, Funcionários.
Horário: 14h

ASCOM: Carem Abreu (9105-4369) 
Informações: (031) 4063-9822
www.atosimagens.com.br ou www.eusouangoleiro.org.br

VIII Encontro de Capoeira Angola– Roda da Paz 2009

A Associação de Capoeira Angola Mucumbo –A.C.A.M – convida a todos para o 8º Encontro de Capoeira Angola– Roda da Paz 2009.

A Roda da Paz é um evento organizado pelo Mestre Virgílio de Ilhéus e que já virou tradição como forma maior de expressão da capoeira angola na cidade de Ilhéus.

Este ano durante os dias 05 e 06/12/2009 o evento contará com oficinas de capoeira angola com os Mestres: Jogo de Dentro (Grupo Semente do Jogo de Angola – BA), Plínio (Angoleiro Sim Sinhô – SP) e Bel ( Malungo Centro de Capoeira Angola – BA), e rodas abertas na praça  de Olivença e na praça da Catedral de Ilhéus.

Para o Mestre Virgílio, a Roda da Paz é um símbolo de união, reflexão e agradecimento: “Será um grande momento de confraternização para a capoeira angola de Ilhéus.”

PROGRAMAÇÃO: (ATENÇÃO VAGAS LIMITADAS!!)

Sábado 05/12:
08:00 as 10:00h –  Inscrições e credenciamento
10:00 as 12:00h – Oficina de Movimentos
12:00 as 15:00h – Intervalo
15:00 as 17:00h– Oficina de Movimentos
19:00 – Roda na Praça de Olivença

Domingo 06/12:
10:00 as 12:00 – Oficina de Movimentos
19:00 – Roda da Paz 2009 – Praça da Catedral

Valores:
Uma Oficina = R$20,00
Duas Oficinas = R$30,00
Três Oficinas = R$45,00 + Camisa do Evento

Para mais informações e inscrições:

www.mucumbo.blogspot.com

[email protected]

I Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz no Haiti

Entre os dias 30 de novembro a 4 de dezembro de 2009 será realizado o I Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz no Haiti. Ocasião em que também será celebrado o primeiro ano do projeto no país.

A programação prevê  apresentações em locais públicos, como a Praça Champ Mars, no centro da Capital Porto Príncipe, onde é grande a concentração de pessoas. O Batizado está marcado para o dia 4 de dezembro e contará com a participação dos 150 alunos do projeto, alunos da classe do Centro Cultural do Brasil Celso Ortega Terra, mestres e capoeiristas do Brasil, da República Dominicana, do contigente do Batalhão Brasileiro – BRABATT, autoridades, pais e responsáveis dos alunos e demais amigos.

As atividades do projeto tiveram início em outubro de 2008, inicialmente atendendo crianças e jovens provenientes das bases (guangues) que se auto-denominavam “soldados”, moradoras em sua maioria do bairro de Bel Air, que ficou conhecido pelos conflitos em meados do ano de 2004 e ainda é considerada Zona Vermelha pela ONU. Hoje o projeto conta com cerca de 150 alunos de diversas comunidades que, além de aprender o jogo da capoeira, recebem apoio para frequentar a escola através de uma parceria com outros projetos do Viva Rio.

Capoeira: Mais um fenômeno no Haiti.

Após atuar na mobilização de educadores no Rio de Janeiro, que culminou com a caminhada de cerca de 800 capoeiristas na Orla de Copacabana pela proibição do comércio de armas de fogo no Brasil, no ano de 2005, o projeto Gingando pela Paz leva a capoeira para o Haiti.

Com exeção das tropas do Batalhão Brasileiro – BRABATT, que sempre conta com algum capoeirista em seus contigentes, para a maior parte da população haitiana este é o primeiro contato com esta singular expressão da cultura brasileira. No primeiro momento a capoeira desperta estranhamento e fascínio. Mas, logo as pessoas se envolvem pela beleza do seu jogo e musicalidade. E não demora para ela cair no gosto do povo haitiano, e assim como o futebol brasileiro tornar-se um fenômeno neste país caribenho. Prova disso são as palavas de um pai de aluno em um dos encontros de responsáveis do projeto. Segundo ele, hoje as crianças de Bel-Air não sabem fazer outra coisa senão ficar com as pernas para o ar brincando de capoeira.

Com um grupo bastante coeso e diversas apresentações realizadas, o projeto caminha, ou ginga, embalados ao contagiante som do berimbau em direção à um futuro melhor.

 

Mais informações no blog: http://flaviosaudade.wordpress.com

Para vídeos no youtube basta pesquisar por: Gingando pela Paz no Haiti.

Flávio Saudade 
Coordonnateur Sport  
Coordonnateur Projet Gingando pela Paz 
www.vivario.org.br
Blog: http://flaviosaudade.wordpress.com

Oportunidade de sonhar, um caminho para paz

Resumo: Capoeira, desenvolvimento e oportunidade.

O projeto visa o desenvolvimento de uma cultura de paz, através dos fundamentos básicos do jogo da capoeira, promove a inclusão social e minimiza a violência na comunidade. Numa parceria publico/privado busca dar oportunidade de uma perspectiva diferente de vida.

Começamos o Projeto que se intitula Parceria Solidária, em junho de 2005. Uma parceria do Instituto Maria Auxiliadora com a Escola Municipal Migrantes. Os principais objetivos são oportunizar o desenvolvimento de uma cultura de paz dentro da comunidade escolar, desenvolver os fundamentos básicos do jogo da capoeira e promover a inclusão social através da arte da capoeira. Em 2006 incorporou-se a este projeto, numa parceria do governo federal através da UNESCO e da prefeitura municipal de Porto Alegre o “PROJETO ESCOLA ABERTA”. Que fez com que as nossas aulas de uma, fosse para duas vezes por semana. O PROJETO ESCOLA ABERTA, viabilizou apoio de recursos financeiros, para eventos, saídas de campo e para compra de materiais para prática da capoeira; como: roupas (uniformes), instrumentos, etc. Este ano de 2009, no mês de junho completamos quatro anos de atividades.

As principais dificuldades no início do trabalho eram atenção e concentração da grande maioria dos alunos, questões de coordenação motora devido à falta de estímulos, questões de higiene pessoal e respeito ao próximo. Alguns valores psicomotores e de ordem ética, com os quais teríamos que nos deparar e iniciar uma discussão e reconstrução. Estreitar laços relacionais era uma estratégia de fundamental importância naquele momento.

A partir disso pude criar e alimentar sonhos de crescimento pessoal e profissional nos alunos. Enfim, criar uma nova perspectiva de futuro, uma nova visão de mundo, na qual a capoeira seja um caminho, que nos possibilite sonhar e construir uma cultura de paz.

Quem está preparado para enfrentar um cotidiano de luta e resistência, pode pensar em construir uma cultura de paz, e não violência. Para mim a violência é a falta de uma Educação transformadora, onde de objetos as crianças possam tornar-se sujeitos na construção das suas próprias histórias.

A falta de condições dignas de saúde pública e a desigualdade social são fatores complementam este quadro, e fazem parte deste contexto. Estes quesitos fazem com que nossas crianças cresçam com falta de perspectivas num futuro melhor.

A oficina de capoeira na “Escola Aberta” atua num contexto, e forma um elo de ligação entre a comunidade e a escola, abrindo as portas da mesma, para a população local. Oportuniza desta forma, a pratica de vivências da arte da capoeira, que por se tratar de uma arte-luta brasileira é desenvolvida num processo sócio-histórico-cultural de libertação. A capoeira é capaz de transformar a realidade severa em que vivem as crianças, num sonho ricamente promissor, através de valores tribais da essência africana, deixadas de herança da cultura afro-brasileira. Como os atos de cantar, dançar e tocar.

A musica instrumento de comunicação carrega um conteúdo histórico-cultural, em suas melodias, geralmente alegres e radiantes, faz com que as crianças transcendam e vibrem com suas possibilidades imaginarias e corporais, e assim, ocupem o seu tempo de forma construtiva e cheia de significados.

Os movimentos são gestos desafiadores que constroem a linguagem do corpo numa atividade cotidiana. Enriquecem esta linguagem multiplicando os seus recursos corporais. Dando-lhes força para descobrirem que são capazes de irem muito além. A inversão corporal é algo que fascina o capoeirista. Faz com que ele descubra uma nova forma de ver o mundo. E uma nova possibilidade de resolver seus problemas. E se podem fazer coisas tão desafiadoras com os seus corpos, podem fazer muito mais pelas suas vidas.

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Os toques, batidas e ritmos mostram suas capacidades de aprenderem uma outra linguagem, que é a linguagem musical. Esta linguagem permite a transcendência dos limites corporais. Já dizia o ditado popular: “Quem canta os males espanta”. E aprendendo a cantar eles descobrem outras possibilidades, e consequentemente, eles descobrem que são capazes de construírem seus sonhos e seus destinos.

E nós professores comprometidos com a transformação da sociedade, temos obrigação e compromisso em oportunizar aos nossos alunos, oportunidade de sonhar com um futuro melhor. Para a construção de uma sociedade onde a paz, seja a nossa maior meta. E a violência de espaço gradativamente a uma nova cultura.

Desta forma, acontece a colaboração dos projetos desenvolvidos na escola Migrantes. Na perspectiva de oportunizar a possibilidade de sonhar um caminho para a paz. Um caminho onde nossa escola e comunidade possam construir juntos, caminho este, que seja meio e não fim. Um novo caminho, uma nova visão de mundo e possibilidades para nossas crianças.

 

 

Nome: Paulo Lara Perkov ( Mestrando Paulo Grande)

Especialista em Educação Infantil pela UNISINOS.Professor de Educação Física Graduado pela UNISINOS.
Acadêmico de Administração na Faculdade Dom Bosco.
Mestrando em Capoeira na Associação de Capoeira Nação.