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Bahia: Revolta dos Búzios é inspiração de CD de capoeira

Na ocasião, o cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria, presidente da Associação Sociocultural, agradeceu a possibilidade de mostrar ao povo baiano e brasileiro como a Capoeira foi fundamental na luta pela igualdade racial e pela independência do Brasil. O evento contou ainda com uma peça de teatro encenada por crianças sobre a Revolta dos Búzios, apresentações de dança e o afoxé dos Filhos do Congo.

Com o intuito de fortalecer a memória da Revolta dos Búzios, que completou 215 anos no último dia 12 de agosto, a Associação Sociocultural de Capoeira Mangangá lançou o CD Capoeira das Antigas no Eco da Revolta dos Búzios, durante um evento na semana passada no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. O produto é fruto do edital Agosto da Igualdade, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia.

O lançamento do CD integrou a programação do XIII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá, do Projeto Artes em Movimento, desenvolvido pela Associação. O encontro busca promover a socialização e o intercâmbio entre adeptos, estudantes e praticantes de capoeira, através de atividades socioculturais, educacionais, musicais, esportivas e de cunho turístico.

O projeto conta com a presença de renomados capoeiristas do cenário local, nacional e internacional, além de profissionais de diversos segmentos, e recebe em torno de 1.500 participantes.

Estiveram presentes no lançamento do CD a chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Olívia Santana, o secretário de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio, o representante da Fundação Cultural Palmares na Bahia, Fábio Santana, entre outros.

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A Associação Sociocultural de Capoeira Mangangá lançou, na sexta-feira (16), o CD “Capoeira das Antigas no Eco da Revolta dos Búzios”, durante evento no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo.

O produto é fruto do edital Agosto da Igualdade, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial com o objetivo de fortalecer a memória da Revolta dos Búzios, que completou 215 anos no dia 12 de agosto deste ano.
O cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria, presidente da Associação Sociocultural, abriu o evento agradecendo a possibilidade de mostrar ao povo baiano e brasileiro como a Capoeira foi fundamental na luta pela igualdade racial e pela independência do Brasil.

Estiveram presentes no lançamento do cd o secretário de Promoção da Igualdade Racial Elias Sampaio; Fábio Santana, representante da Fundação Cultural Palmares na Bahia; a secretária municipal da Reparação, Ivete Sacramento; Olívia Santana, chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), além do presidente da Comissão da Igualdade Racial da Assembleia Legislativa, deputado estadual Bira Coroa (PT), de mestres, representantes de rodas de capoeira e convidados.

A festa teve peça de teatro encenada por crianças sobre a Revolta dos Búzios, apresentações de dança e o afoxé dos Filhos do Congo. O secretário Elias Sampaio ressaltou a importância do Agosto da Igualdade e convocou os presentes a participarem da III Conferência De Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (COnepir), que acontece de 28 a 30 de agosto.
Com o CD em mãos, Sampaio lembrou que parte da população não leva em conta a importância da Revolta dos Búzios. “Além do nosso compromisso institucional para lembrar a Revolta, temos agora, com esse CD, também um registro histórico. Nossos heróis ficarão agora na Bahia, registrados”.

Projeto Artes em Movimento – O lançamento do CD integrou a programação do XIII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá, do Projeto Artes em Movimento, desenvolvido pela Associação.
O III encontro busca promover a socialização e o intercâmbio entre adeptos, estudantes e praticantes de capoeira, através de atividades socioculturais, educacionais, musicais, esportivas e de cunho turístico.

O projeto conta com a presença de renomados capoeiristas do cenário local, nacional e internacional, além de profissionais de diversos segmentos, e recebe em torno de 1.500 participantes

Clube Nacional de Gymnastica: Uma grande Promessa

Diário de Notícias, RIO, 1º de setembro de 1931

Realizámos um verdadeiro “tour de force”, arrancando de Agenor Sampaio alguns dados sobre a sua longa e proficua actividade sportiva. Muito tempo gastámos em convence-lo, em arranjar argumentos capazes de remover a sua resistencia passiva, porém, diffícil de ser vencida. Triumphámos, finalmente. Assim, podemos offerecer aos nossos leitores algo sobre a vida de Agenor Sampaio.

UM ATHLETA QUE SURGE

Comecei a minha vida sportiva – disse o Sinhôzinho, preliminarmente – em 1904, no Club Esperia de S. Paulo; como socio-alumno. Ahi me mantive até 1905, quando fui para o Club Athletico Paulistano, que foi o primeiro club do Brasil que teve piscina.

Houve um movimento dissidente no football de então, de modo que me transferi para a Associação Athletica das Palmeiras, que havia feito fusão com o Club de Regatas São Paulo. Ahi, em companhia de Itaborahy Lima, José Rubião, Hugo de Moraes e mais alguns amigos, comecei a praticar com enthusiasmo a gymnastica, tendo por exemplo Cícero Marques e Albino Barbosa, que eram, naquelle tempo, os maiores athletas do Brasil.

A CONTRIBUIÇÃO DO CELEBRE AVIADOR EDÚ CHAVES

– Mais tarde ” prosseguiu o nosso entrevistado ” com a vinda de Edú Chaves da Europa, novos ensinamentos nos foram ministrados, dos quaes a luta greco-romana, box francez (savata) e a gymnastica em apparelhos foram os mais importantes.
Em 1907, ingressei no Club Força e Coragem, que obedecia à direcção do professor Pedro Pucceti. Continuei os exercícios que sabia e outros mais, que aprendera com o referido mestre.

OS PRIMEIROS TRIUMPHOS EM LUTA ROMANA

– E praticou desde logo a luta romana?
– Sim, em 1907, obtive os meus primeiros sucessos nesta luta e tive occasião de vencer o torneio da minha categoria.

RIO, CIDADE AMIGA E HOSPITALEIRA

– Em 1908, mudei-me para esta capital, de onde jamais me afastei. O Rio é uma cidade encantadora pelos seus recursos naturaes e captivante pela lhaneza dos cariocas, que são extremamente hospitaleiros.
Fui um dos fundadores do Centro de Cultura Physica Enéas Campello, que teve o seu período de fastigio no sport carioca. Ali, ao lado de João Baldi, Heraclito Max, Jayme Ferreira e o saudoso Zenha, distingui-me em diversas provas em que tomei parte.

Nota complementar:
Para saber mais sobre Mestre Sinhozinho, recomendamos o livro “Capoeiragem do Rio Antigo – Rudolf Hermanny e Mestre Sinhozinho” – 2002, de André Luiz Lace Lopes.

Fonte: www.jornalexpress.com.br

Da Marginalidade ao Sucesso Internacional – Capoeira: Infância, Atividade & Saude

Da Marginalidade ao Sucesso Internacional a Capoeira vem cada vez mais se expandindo e ganhando adeptos pelos 4 cantos do mundo…
 
Há menos de um século a capoeira era considerada prática marginal e hoje esta mesma "forma de expressão", esta "arma da cidadania", este nossa "arte malandra", ganhou relevância, se expandiu… Conquistou os sete mares… é claro que todo este processo foi sendo desenhado, forjado e articulado em "nossa" história recente… Através de figuras importantes dentro do universo capoeiristico e por que não dizer dentro do universo sóciol cultural brasileiro… Apenas com carater ilustrativo irei fazer menção a alguns nomes (sem desmerecer os que aqui não figurarem), são eles: Waldemar da Paixão, Daniel Coutinho, Vicente Ferreira Pastinha, Manuel dos Reis Machado, José Ramos Do Nascimento, Washington Bruno da Silva, Rafael Alves França, Annibal Burlamaqui, Agenor Sampaio, entre outros…
 
Fica como sugestão de leitura e pesquisa a importancia da globalização no processo de dissiminação da capoeira pelo mundo e a introdução no ambiente acadêmico (escolas e universidades), vale ainda ressaltar dentro deste contexto as palavras do grande Mestre Decanio: "A Capoeira é um ESCOLA de CIDADANIA"
 
Segue matéria recolhida do Jornal O Dia Online, do Rio de Janeiro, onde a CAPOEIRA é citada de forma muito positiva no processo de desenvolvimento infantil.
Luciano Milani
Criança ativa e com mais saúde
 
A prática de esportes não serve só para perder peso: é boa para a auto-estima e favorece a convivência social
 
Rio – Em tempos de Orkut e videogame, a garotada parece não querer mais saber de bola e bicicleta. Mas, apesar de toda a tecnologia, ainda não inventaram uma pílula que substitua os benefícios da prática esportiva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 50% dos meninos e 25% das meninas em idade escolar fazem atividades físicas.
 
“Estudos revelam que crianças e adolescentes ativos transformam-se em adultos não-sedentários. Com isso, eles ficam menos sujeitos a doenças, como obesidade, hipertensão e diabetes”, afirma o diretor do Grupo de Trabalho em Pediatria e Medicina Desportiva da SBP, Ricardo Barros.
 
Segundo especialistas, a prática de atividades esportivas é recomendada para crianças de todas as idades. Algumas modalidades, como natação, chegam a ser indicadas inclusive para bebês, a partir dos seis meses.
 
“A natação ajuda a desenvolver a musculatura, a melhorar a coordenação motora e a aumentar a capacidade pulmonar do indivíduo”, enumera o pediatra Antonio Carlos Turner, do Hospital Balbino, em Olaria. Para ele, a atividade deve ser escolhida de acordo com a aptidão da criança e ser praticada por 40 minutos, duas ou três vezes por semana.
 
APRENDENDO A PERDER
 
Tão importante quanto praticar uma atividade física, ressalta Ricardo Barros, é gostar da modalidade escolhida. Principalmente no caso dos mais novos. “Toda atividade física deve ser divertida e relaxante. Por isso, a escolha deve ser feita pelos futuros ‘atletas’ com o objetivo de sentir prazer e não de obter resultados”, salienta.
 
Mas os benefícios proporcionados vão além da prevenção de futuras doenças. “Através da prática de esportes, crianças aprendem a conviver umas com as outras e a dividir erros e acertos. Assim, passam a entender que regras existem para protegê-las e que, por isso, precisam ser respeitadas”, avalia a psicóloga Márcia Sampaio, do Hospital Memorial, no Engenho de Dentro.
 
A estudante Fernanda Madasi, de 13 anos, admite que mudou muito desde que começou a praticar CAPOEIRA, aos 10. “Antes de conhecer a capoeira, era muito tímida e preguiçosa. O esporte me deu disposição para fazer ainda mais exercício”, conta.
 
Já para Marcos Vinícius Passos, 8 anos, a prática do caratê serviu como válvula de escape. Ele diz que o pai resolveu matriculá-lo no curso porque sempre foi muito agitado e, pior, vivia implicando com a irmã mais velha, Jéssica. “Essa garotada tem uma energia que precisa ser canalizada. O mais impressionante é que o caratê melhora até o rendimento na escola”, afirma o mestre Genival Ferreira.
 
Quando o assunto é competição, porém, os pais precisam estar atentos para não exagerar na cobrança. “Os adultos devem estimular as crianças a melhorar o desempenho esportivo sem acirrar demais a competitividade”, explica Márcia Sampaio. Para ela, os pais devem ajudar os filhos a lidar com as frustrações.
 
Aos 10 anos, Marcelo Kogut já participou de dois torneios de tênis: perdeu um e ganhou outro. Embora reconheça que a derrota tenha sido ruim, não desanimou. “Fiquei triste quando perdi, mas, mesmo assim, treinei bastante para a outra disputa”, lembra. Para a mãe, Marta Kogut, a participação em um torneio, mais do que a fazer aces e voleios, ensinou o pequeno Marcelo a administrar vitórias e derrotas.
 
Em excesso, exercícios podem ser até prejudiciais
 
A prática de atividades físicas em excesso pode ser prejudicial à saúde dos mais jovens. “Criança também precisa ter tempo para ser criança. Se for da vontade dela, também é saudável passar um certo tempo sem absolutamente nada para fazer”, ressalta a psicóloga Márcia Sampaio.
 
Para que a criança possa recuperar a energia gasta, é recomendável que a prática de atividades esportivas não exceda duas ou três vezes por semana. O pediatra Ricardo Barros salienta que pais e médicos devem ficar atentos ao comportamento dos mais novos.
 
“Fadiga, sono excessivo, falta de apetite, alteração de humor, recusa em ir à escola e queda da performance no esporte são sinais de que o exercício pode estar sendo maléfico à saúde”, alerta.
 
A escolha da atividade pelos pais, e não pelas crianças, também deve ser evitada. “Às vezes os adultos influenciam os filhos e isso não costuma fazer bem porque o grau de exigência é grande, com objetivos pré-determinados. Nesses casos, a criança acaba abandonando o exercício”, diz Ricardo.
 
Apesar da pouca idade, Louise Vieira, 7 anos, se orgulha de ter escolhido a natação. Hoje, ela nada pelo menos três vezes por semana. “Ela pode até faltar à escola, mas não aceita faltar à natação de jeito nenhum”, brinca sua mãe, Graça Vieira.
 
Para Ricardo, alimentação saudável e ingestão de líquidos também são fundamentais para evitar danos à saúde. A prática de esportes deve ser sempre acompanhada de segurança e os limites individuais de cada criança, respeitados pelos pais.
  
FAIXA ETÁRIA
 
Cada criança tem características físicas e psicológicas próprias. Mas, de modo geral, algumas atividades são indicadas para determinadas faixas etárias.
 
ATÉ OS 6 ANOS
Atividades que envolvem brincadeiras e lazer. Não deve haver cobrança dos pais sobre aprendizado do esporte praticado.
 
DOS 6 AOS 8 ANOS
Atividades de iniciação para reforçar as habilidades específicas de cada criança. Natação, corrida, salto, futebol, capoeira, surfe e ginástica são algumas das atividades indicadas.
 
DOS 9 AOS 12 ANOS
Adequado para atividades que requisitam velocidade. Recomenda-se a prática de ciclismo e atletismo.
 
APÓS OS 13 ANOS
A partir dessa idade, os torneios e as competições já estão liberados. É necessário, porém, que haja prevenção contra lesões físicas e traumas psicológicos.