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2º Encontro Sergipano de Capoeira Muzenza

Abertura com Roda de capoeira será na Orla de Atalaia

No mês de agosto ocorrerá o 2º Encontro Sergipano de Capoeira Muzenza.

O evento terá início no dia 3 com Roda de capoeira na Orla de Atalaia às 19h30. Mais informações por meio do [email protected]

Confira a programação completa:

Dia 03 : Abertura do evento com Roda de capoeira na Orla de Atalaia às 19:30h

Dia 04 : Grande aulão para criança e adultos com os mestres convidados. Mestre Burguês/RJ – Presidente do Grupo Muzenza de Capoeira, Mestre Abano/RJ e Contra Mestre Busca Longe/SP – Bicampeão Mundial de Capoeira.

Local: IFS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (antigo CEFET). Avenida Eng. Gentil Tavares da Mota, 1166 – Bairro Getúlio Vargas, Aracaju/SE.

Dia 05 : Troca de corda e apresentação de Maculelê.

Local: IFS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (antigo CEFET). Avenida Eng. Gentil Tavares da Mota, 1166 – Bairro Getúlio Vargas, Aracaju/SE

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Parceria GINGAS e Laboratório de Etnografia e Estudos em Comunicação, Cultura e Cognição (LEECCC) da Antropologia UFF

A ONG GINGAS, através do seu Ponto de Cultura – Casa da Cultura Afro-brasileira, acaba de firmar importante parceria com mais uma instituição de educação, a Universidade Federal Fluminense, mais especificamente, o Laboratório de Etnografia e Estudos em Comunicação, Cultura e Cognição (LEECCC), do Departamento de Antropologia, coordenado por Julio César de Souza Tavares, para execução de um projeto sobre a estética no movimento da capoeira e sua relação na cultura popular brasileira. O resultado será a elaboração do “Dicionário Enciclopédico da Capoeira”, que tem a colaboração de David Bassous, fundador do ponto de cultura e responsável pelo projeto de extensão.

As pesquisas de campo tiveram início em março, a partir da entrevista com Jonas Rabelo (Mestre Russo de Caxias). O projeto tem previsão de ser concluído em três anos.

“O GINGAS terá uma importante participação na consultoria e apuração do conteúdo histórico e antropológico sobre a capoeira, produzido para o Dicionário. Paralelamente a este trabalho teórico, David Bassous coordenará as vivências avançadas através das experimentações, ou seja: trazendo a prática da capoeira para dentro da universidade, baseando-se na sua vasta experiência como mestre no assunto”, explica Julio César de Souza Tavares, doutor em Antropologia, professor do Departamento de Antropologia da UFF, responsável pela concepção e direção da pesquisa.

A equipe completa do projeto é composta pelos pesquisadores assistentes: David Bassous (mestre em Ciência da Arte e capoeira, formado desde 1989, coordenador do Gingas), João Perelli (mestre e professor de Educação Física, instrutor de capoeira) e Lais Salgueiro (mestranda em Antropologia na UFF e dançarina).

Como gestor cultural do GINGAS, David Bassous destaca o papel fundamental desta parceria para a valorização e divulgação da cultura afro-brasileira.

“Este trabalho representa a concretização de um sonho que se manifesta de duas maneiras: a primeira é a possibilidade de trabalhar com a minha principal referência no mundo acadêmico, Julio César Tavares, que além de reconhecidíssimo acadêmico é pioneiro na produção de estudos com a temática capoeira. Possui, também, uma história de vida no engajamento ‘político’ com questões que envolvem a diáspora africana no Brasil e no mundo. A outra é a possibilidade de envolver o Ponto de Cultura, Casa da Cultura Afro-brasileira do GINGAS, como o parceiro institucional responsável pela interface da práxis em um projeto acadêmico de importância histórica na esfera da cultura afro-brasileira”, exalta David Bassous.

 

Aracajú: Mestre Lucas fala sobre capoeira e lançará livro em Sergipe

“Percebo que minha relação com a capoeira não surgiu de forma aleatória, mas sim como a continuação de uma luta em busca da liberdade, já que o seu surgimento deve-se ao desejo de aceitação do negro diante de uma sociedade que, de forma gradual, distancia-se dessas suas raízes culturais”.
 
As palavras são de Luiz Carlos Vieira Tavares, ou Mestre Lucas, que desde a década de 70 começou a praticar a capoeira em Aracaju, no Cotinguiba Esporte Clube. Em 1977, ele já fundava, com alguns amigos, o grupo de capoeira ‘Os Molas’.
 
Hoje, com 43 anos, ele já está em seu terceiro livro sobre o assunto, fruto de sua dissertação de mestrado. ‘O Corpo que Ginga, Joga e Luta – A Corporeidade da Capoeira’ já foi lançado em Salvador e em São Paulo, mas Sergipe ainda aguarda ser brindado com a obra.
 
Luiz Carlos Vieira Tavares, ou Mestre Lucas“Em breve o livro será lançado em Aracaju, provavelmente em um evento da Universidade Tiradentes”, diz. O material trabalha, dentre outros temas, a musicalidade, instrumentos, canções, a natureza e cultura da capoeira, abordando também as dicotomias ‘corpo e alma’ e ‘mente e espírito’.
 
“O homem não é uma máquina. O corpo se movimenta com intencionalidade, o corpo sente prazer, chora, sorri, ao contrário da máquina. É essa uma das relações que eu faço com a capoeira na obra”, declara o autor.
 
“Muitos colegas de capoeira enxergam o corpo como uma máquina. Mas observei em minhas pesquisas que boa parte também diz que corpo é vida, corpo é movimento. E isso é bom”, complementa.
 
Mestre Lucas faz questão de destacar que seu livro não é uma obra técnica sobre capoeira e não vai ensinar como praticar a arte, mas faz um resgate da cultura e da história da capoeira para que se possa compreender o corpo e as transformações sócio-culturais.
 
"Eu busco abrir caminhos para o jogo, a luta, a dança de paradigmas que nos permitam, de ‘cabeça para baixo’ ter corpos capazes de desfrutar da beleza dos movimentos de vida que emanam da capoeira", diz.
 
Currículo
 
Luiz Carlos Vieira Tavares é licenciado em Educação Física pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal), pós-graduado em Didática do Ensino Superior e em Capoeira na Escola pela Universidade de Brasília. Seu mestrado é na linha de pesquisa Corporeidade e Pedagogia do Movimento e Lazer, pela Universidade Metodista de Piracicaba (SP).
 
Ele é autor do ensaio ‘Nomenclatura na Capoeira’ e co-autor do livro ‘A capoeira no contexto histórico nacional’. Tem também dois CDs de capoeira gravados. Atualmente é professor de universidades sergipanas e do Centro Federal de Educação Tecnológica, unidade de Lagarto.
 
Por Andreza Azevedo
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