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Maio 2007

Vendo Artigos de: Maio , 2007

Capoeira Desportiva: Curso de Arbitragem em Belém Pará

Em face da proximidade do Campeonato Estadual 2007 e constatada a carência de árbitros formados diretamente pela Confederação Brasileira de Capoeira – CBC e/ou pela Federação Internacional de Capoeira – FICA, o Diretor Técnico da Federação Paraense, Mestre Docinho, ministrou Curso de Arbitragem em Belém Pará, nos dias 25 a 27.05.07.
 
O curso foi desenvolvido em duas etapas.  Nos dias 25 e 26 foram realizadas leitura do Regulamento bem como simulações e, como sempre, os intermináveis debates. Já no dia 27.05.07 realizou-se uma competição onde os novos árbitros estagiaram sob os cuidados dos mais antigos
 
O Presidente da Federação, Mestre Nazareno, supervisionou e apoiou diretamente os trabalhos em todos os momentos e até se disse surpreso e satisfeito com o
número e engajamento dos participantes:
 
Mestre Bimba – Grupo Quilombo dos Palmares
Contramestre Jailson – Pará Capoeira
Doteiro – Associação Rei
Instrutor Luiz Carlos – Associação Berimbau Brasil
Instrutor Nilo Moia – Academia Cambará
Ivan “Bareta” – Associação Rei
Mestre Chaguinha – Associação Luta Nossa
Mestre Jairo – Associação Ginga Pará
Mestre Laica e sua esposa – Centro Social Zambo
Mestre Silvério – Associação Aruã
Docente Paiva – Associação Pará Capoeira
Docente Pingo – Associação Semeando Capoeira
Docente Sonia –Associação Aruã
Docente Ita – Grupo Quilombo dos Palmares
Docente Mutante – Associação Rei
 
Capoeira Desportiva: Curso de Arbitragem em Belém Pará
Foi registrada a presença, como observador, de Mestre Fernando Rabelo. Sua avaliação é de que a Capoeira Desportiva paraense é, também, uma Escola de arbitragem que reflete a competência com que a Federação Paraense de Capoeira – FEPAC trata a difícil tarefa de aplicar padrões desportivos e ao mesmo tempo respeitar a diversidade do Jogo da Capoeira.

Capoeira Angola & Meio Século de Mestre Jaime

Homenagem Portal Capoeira aos 51 anos de Mestre Jaime de Mar Grande
 
A Capoeira do Vale do Paraíba tem duas grandes vertentes. Uma delas tem sua raiz no Cordão de Ouro de Mestre Suassuna, e chegou à São José pelas mãos do então jovem Everaldo Bispo – Mestre Lobão. A “outra capoeira” que chegou em nossa região veio para cá pelas mãos do Sergipano Paulo dos Anjos, carinhosamente chamado de Mestre Paulo. Como fruto de seu trabalho em São Paulo, mestre Paulo deixou diversos “anjinhos de angola” semeados pelo Vale, dentre eles os Mestres Jequié, o saudoso Josias, o Alcapone, Raimundinho, Vital e Reinaldo. Mestre Jequié, por sua vez, formou Mestre Dominguinhos, hoje um expoente angoleiro paulista que anda ensinando sua arte pela europa (França, Inglaterra & Alemanha).
 
Na Bahia, Mestre Paulo preparou diversos mestres, sendo um deles o Mestre Jaime de Mar Grande (que neste mês comemorou 51 anos). Sobre mestre Jaime, quem o conhece saberá que estou fazendo uma descrição completa. Pessoa simples no viver e sábio no conhecimento. Sempre viveu a Capoeira Raiz (Angola Mãe) dentro dos fundamentos que seu mestre lhe ensinou, sem se entregar aos modismos e sem se entregar ao mercantilismo como fizeram outros detentores dos saberes de nossa angola. Quando todos dizem que capoeira angola só tem uma forma de ser vivenciada e entendida, mestre Jaime é sincero em dizer que a Capoeira é de todos e para todos, não tem um único dono e não é “escrava” de ninguém. Mestre Jaime participou de uma oficina de Angola promovida por Mestre Marrom (Grupo Irmãos Guerreiros – Taboão da Serra – SP). O que aprendi em pouco mais de uma hora de oficina com Mestre Jaime, levaria anos, talvez décadas para aprender em “outras escolas”. Até porque, infelizmente, o que se percebe, pelo menos em São Paulo, é que as faces da Angola que nos foi ensinada principalmente no final das décadas dos 80 e início dos 90 (que acabou influenciando diversos grupos), foi de acordo com a conveniência de quem as ensinou. Temos em São Paulo excelentes trabalhos de angola, capoeiras “funcionais”.
 
Capoeira Angola & Meio Século de Mestre Jaime
 
Mestre Jaime, para a felicidade dos capoeiras paulistas e paulistanos, está há bom tempo na Terra da Garoa, e por aqui deverá ficar por pelo menos mais uma década. Acredito que será o tempo suficiente para ele semear muitos conhecimentos e sedimentar bons exemplos a serem seguidos. Mestre Jaime, que nossos Orixás estejam sempre em sintonia, e que tua permanência entre nós ultrapasse Mais Meio Século.
 
Miltinho Astronauta
Capoeira Angola NGOLO – São José dos Campos

Dicionário da Capoeira recebe terceira edição

O Dicionário de Capoeira, escrito pelo jornalista e pesquisador Mano Lima, ganhou sua terceira edição, revista e ampliada. A obra foi lançada oficialmente no dia 24 de maio no II Festival Internacional Capoeira, em Roermond (Holanda).

Nessa terceira edição o Dicionário recebeu a colaboração, entre outros, do pesquisador Carlos Carvalho Cavalheiro que auxiliou na composição de mais de trinta verbetes.
 

Cavalheiro, pesquisador sério e dedicado da região do Vale do paraíba, contribuiu com informações sobre capoeiristas famosos como Mestre Damião, Mestre Ananias, Madame Satã, de pesquisadores com Pol Briand e Miltinho Astronauta (Editor do Jornal do Capoeira) e ainda sobre a capoeira, a pernada, a tiririca e outras formas regionais de capoeira.
  
Mano Lima (foto) atualmente está em viagem pela Europa para a divulgação dessa terceira edição do Dicionário. Pretende ainda, na volta para o Brasil, divulgar nas cidades brasileiras.
 

Os interessados em receber um exemplar em casa devem depositar a quantia de R$30 na conta do autor, Mano Lima, Banco do Brasil, agência 19, conta 21.987-8 e informar o endereço.
 

Mano Lima é jornalista, editor dos sítios www.portalcapoeira.com, www.jornalmundocapoeira.com
e  autor dos livros "Dicionário de Capoeira" e "Eu, você e a capoeira"
 

Mestre Oscar Niemeyer e a Capoeira em geral

Governo, regional e local, com apoio da sociedade, percebendo a genialidade de Antonio Gaudi, deu carta branca para ele criar em Barcelona. Pois muito bem, boa parte do charme da cidade e, consequentemente, do seu sempre crescente fluxo turístico, deve-se ao extraordinário talento do arquiteto catalão.
 
Em 1992, Barcelona sediou uma Olimpíada. Planejamento exemplar, execução ainda melhor. A abertura dos jogos ficou e ficará para sempre na história das olimpíadas. E nem será preciso lembrar o espetáculo a parte dado pelo “Dream Team” com seus superastros Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird…
 
Para efeito desse artigo, entretanto, quero lembrar como esses dois momentos – Gaudi e olimpíada – uniram-se para fortalecer, engrandecer e, sobretudo, urbanizar a já extraordinária – pela própria história – cidade de Barcelona.
 
E, em função dessa lembrança, dessa constatação, partindo do princípio que temos também, com cores próprias, brasileiras, o nosso Gaudi, e tendo em vista a escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar o Pan-Americano, por que a cidade – governo e sociedade – não deu carta-branca ao extraordinário arquiteto Oscar Niemeyer para ‘arquitetar’ o grande evento? Arquitetar totalmente, todas, absolutamente todas as construções que estão sendo feitas para esse tão importante e prazeroso evento internacional!?

Contribuição que, a meu ver, deveria começar pela criação do logotipo. Com todo respeito pelo responsável pelo desenho já escolhido, mestre Niemeyer, com base nas femininas e sensuais curvas da topografia do Rio, teria criado um símbolo que viraria febre de consumo entre os atletas e assistentes do Pan. Entraria, com destaque, para a galeria do melhores logotipos de eventos olímpicos. Assim como, entraria para história da arquitetura mundial, a minicidade que Niemeyer criaria para o Pan Rio 2007. O logotipo aprovado não é ruim, mas, convenhamos, não pode ser considerado a ‘cara’ do Rio. Não sendo possível deixar de registrar a semelhança, certamente involuntária, entre o símbolo do Pan Rio e alguns quadros historicamente consagrados. Não apenas o famoso Birds on Blue, de Henri Matisse, mas vários outros, como a coleção de pássaros azuis de Georges Braque.
 

Logotipo Pan RIO Logotipo Pan RIO 

   

E o que tudo isso tem a ver com a Capoeira? Há décadas venho sugerindo aos governos a construção de um Memorial da Capoeiragem no Rio de Janeiro (que incluiria museu, biblioteca, oficinas, exposições, debates etc). Ninguém melhor do que Oscar Niemeyer para fazer esse projeto.
 
Definitivamente, o Carioca está perdendo qualidade, até para gostar de sua própria cidade, por sinal, apesar de tudo, ainda maravilhosa.
 
Em pouco tempo, a famosa piada vai trocar de cidade: “o melhor de Niterói não será mais a vista do Rio de Janeiro”, e sim, o “melhor do Rio será a vista do extraordinário Museu de Arte Contemporânea de Niterói”. Feito por quem?
 
Logotipo Pan RIODe maneira mais pessoal, e pretensiosa também, andei pensando em explorar o talento de Niemeyer. Tudo por ‘culpa’ de dois livros que acabo de terminar: 1. A quarta edição do livreto “Capoeira no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo”, e 2. O meu primeiro romance – “Marraio Feridô Sô Rei”. Para esse último, pensei em procurar o grande arquiteto e, simplesmente, pedir que fizesse a capa. Prevaleceu o bom senso e preferi me socorrer da Texto & Imagem que, através da capista Sisa Resende, saiu-se admiravelmente bem da missão, Como pode ser comprovado pelas ilustrações aqui inseridas.
 
 

Logotipo Pan RIO

 
Capoeira em Geral
 
Adentremos, pois, mais a fundo e novamente, nesse mundo encantado da Capoeiragem.
 
1. Coisas Nossas # 1

 
De mestre Berg, que está no cordel recém-publicado, recebo convite para assistir, no Teatro Rival, Rio, a peça Coisas Nossas. Com tratamento vip garantido, tratei de convidar toda a família e mais um casal americano de jornalistas. Ao chegar descobri que nossas mesas, especialmente reservadas, estavam ocupadas por uma meninada. São ‘coisas nossas’ pensei, com bom humor, demos meia volta e voltamos para a casa. Nada a falar ou escrever, portanto e infelizmente, do espetáculo em grande parte, suponho, calcado na Capoeiragem. O que não afeta em nada minha admiração pelo trabalho que o doutorando mestre Berg vem realizando, tanto assim que, dia 13 de maio, estaremos em sua casa, em Pilares, participando de grande festa. Até porque Pilares faz parte do meu livro “Marraio Ferido Sô Rei”. Isso se eu sobreviver ao almoço que meu primo Nei promoverá dia 12, marcando seus 65 anos de sucesso no mundo. Afinal, se em Barcelona 92 havia um Dream Team do basquetebol, na festa do Nei, podem apostar, haverá um Dream Team da fina música popular carioca. Que mestre Nei me perdoe essa americanada de Dream Team entrando no pagode.
 
2. Coisas Nossas # 2
 
Na qualidade de mestre em Administração Pública reajo mais fortemente do que seria normal, quando vejo alguma coisa, administrativamente raciocinando, fora do lugar. Como por exemplo, o princípio da publicidade sendo ignorado.
 
Vai daí que, ao receber e-mail sobre um concurso público, na UFDRJ, para o cargo de professor de capoeira, que estaria sendo feito sem o necessário ritual administrativo, respondi com veemência: Está errado, reaja, reclame, faça valer seus direitos (o remetente, estava entendendo eu,  era candidato potencial ao cargo).
 

Logotipo Pan RIOOntem, entretanto, um domingo ainda de sol (29 de abril), encontro casualmente na praia o Professor Augusto José Fascio Lopes (foto), chefe do Departamento de Lutas, da Faculdade de Educação Física, da UFRJ. O professor, mais conhecido como mestre Baiano Anzol, de modo firme e sereno, tratou de passar detalhes fundamentais a respeito do tal concurso: Todo ritual previsto em lei e regulamentos internos da Universidade foi rigorosamente cumprido, tivemos oito candidatos, entre eles os mestre Hulk e Ephrain, saiu vencedora mestre Rufatto, que também tem mestrado em Educação Física.
 

Ainda firme e sereno, e, sobretudo, com muita ética, o Professor lembrou que a quantia de R$ 30 mil, que a Petrobrás depositou na conta particular do então responsável Centro de Memória Artur Emídio estava causando certo mal-estar, até por que sua devolução estaria agora dependendo de inventário. Situação que, somada à reportagem recentemente publicada sobre a aplicação de verbas públicas em programas sócio-esportivos (visando a exclusão social…), vai colocando em cheque a maestria gerencial de alguns mestres de capoeira.
 
Encerro aqui essa discussão deixando claro que não esperava que o e-mail que enviei – e causou o desconforto – tivesse sido colocado na Internet. Como se sabe, fora do contexto em que é colocado originalmente, qualquer frase ou depoimento pode perder sentido ou ficar com sentido demais.
 
Conheço mestre Anzol há muito tempo, salvo engano, em 1971 e poucos, saímos na Capoeira da Mangueira, discutimos muito e sempre. Se há alguma chance de briga será em função da nova apresentação que apresento na quarta edição do meu cordel. Mas, espero que não, que ele mantenha o convite que sempre faz (mas jamais efetiva) de voltar a beber alguns copos da famosa bebida inventada por mestre Bimba – “mulher barbada” – que Anzol sabe fazer como ninguém.
 
Termino parabenizando a mestra vencedora e, ao mesmo tempo, lamentando a vida do professor, inclusive universitário, no Brasil. Ouvi certa vez, não tive oportunidade de comprovar, que no Japão, a única classe profissional dispensada de fazer reverência ao imperador é justamente a classe dos professores. Sabedoria oriental, sem professor não há o amanhã. De repente, parece ser isso mesmo que alguns poderosos querem: falência total da educação.
 

Fonte: http://www.forumvirtual.com.br/capoeira.htm 

Instituto Jair Moura propõe o “Centenário do Mestre Noronha”

1907-2007 – Centenário do Mestre Noronha.

 

Há controvérsias dirão, considerando a confusão quanto à data de nascimento de Daniel Coutinho, mais conhecido nas rodas de capoeira de antigamente como Noronha. Como o Instituto Jair Moura (IJM) vive procurando pretexto para homenagear este mestre, considerou a data do nascimento dele (1907), registrada no atestado de óbito, para celebrar em 2004 o ano do centenário de Noronha. Em conjunto com a família de Noronha, o IJM, mais o Projeto Mandinga e o Ponto de Cultura Vadeia Menino Vadeia, está planejando uma programação com cursos, rodas e exposições entre outras atividades. Também na pauta dos acontecimentos se inclui a reedição dos manuscritos do Mestre Noronha e a comercialização de postais, cartazes e camisas alusivas ao acontecimento, cuja renda deverá se reverter à família do homenageado.
 
No momento, como ponto de partida da programação, o Instituto Jair Moura está disponibilizando uma marca-selo, alusiva ao centenário que poderá ser impressa nas camisas dos grupos de capoeira. Os mestres KK de Manaus, Bocão de Minas, Sabiá e Balão da Bahia já aderiram.
 
Quem desejar aderir é só solicitar que o IJM disponibilizará a marca-selo pela Internet.
 
Instituto Jair Moura
Salvador, Bahia, BR
Rua Comendador José Alves Ferreira, 160. Garcia
 
http://institutojairmoura2.blogspot.com/
institutojairmoura2@hotmai.com

BOLSA PARA AFRODESCENDENTES – ÁFRICANAMENTE ESCOLA DE CAPOEIRA ANGOLA

Em comemoração ao seu 4º aniversário e considerando que todas as pessoas ou organizações devem fazer a sua parte no que diz respeito à implantação do sistema de cotas em nossa sociedade, o Áfricanamente Escola de Capoeira Angola está oferecendo 04 (quatro) bolsas para jovens ou adultos afrodescendentes participarem do curso de formação cultural denominado
"CAPOEIRA ANGOLA: PRESERVANDO A CULTURA ANCESTRAL NEGRO-AFRICANA"
 
O curso será de 240h, com atividades teóricas e práticas, iniciará em Junho e terminará em Dezembro de 2007.
As vagas serão divididas da seguinte forma:
02 (duas) femininas
02 (duas) masculinas
 
Somente poderão participar da seleção, pessoas que forem indicadas por alguma Ong ou entidade vinculada a luta do movimento social negro.
 
Para saber mais, mande um email para
africanamente@terra.com.br
 
 
visite nossos blogs:
www.africanamente.blogspot.com
www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com
www.projetooriinuere.blogspot.com

Cinema: “Zé Malandro, o capoeirista”

Diretor de Moro no Brasil fará próximo filme sobre capoeira
Kaurismaky contou que Zé Malandro, o capoeirista tem roteiro de Marcos Bernstein

CANNES – Outro diretor que participa do Festival de Cannes, Mica Kaurismaky anunciou que irá rodar seu próximo filme no Brasil. "Vai ser uma comédia de ação chamada Zé Malandro, o capoeirista, e quem escreveu o roteiro foi Marcos Bernstein.
 

Estou muito animado com esta parceria", disse o finlandês, que em 2002 dirigiu o documentário sobre a música brasileira Moro no Brasil.
 

Bernstein é autor do roteiro de Central do Brasil, de Walter Salles. Desta vez, criou uma história que envolve capoeira e um turista francês que viaja para Bahia para procurar seu filho que desapareceu, após ter ido ao nordeste para aprender capoeira. Quem o ajuda a encontrar o garoto é o mestre capoeirista Zé Malandro.

"O Brasil é minha segunda casa. Me apaixonei pelo País nos anos 90 e estava mesmo querendo rodar outro filme lá. Foi ótimo que o pessoal da Boca a Boca Filmes (a produtora brasileira do filme) me procurou e vamos ter co-produção da francesa France´s Chic Film", disse Kaurismaky.
 
Fonte: www.estadao.com.br – São Paulo – BR

Portugal: 2º Festival Internacional de Capoeira em Vila Real

Associação Capoeira Interação estará organizando o 2º Festival Internacional de Capoeira em Vila Real no centro comercial Dolce Vita Douro, sob a responsabilidade do grande amigo Professor Lesma.

Os "meninos" de Vila Real, tem um papel de fundamental importância no contexto da capoeiragem na Região de Trás os Montes (Portugal). Dentro desta abordagem os irmão Lesma e Squisito, ambos grandes camaradas e Capoeiristas, estão preparando uma grande festa onde sem dúvida a capoeira será a grande homenageada e a camaradagem será o prato principal.

Este é mais um evento que contará com o apoio cultural do Portal Capoeira e com presenças de Mestres e profissionais de renome internacional, os organizadores, originários de Recife, prepararam ainda uma surpresa especial com cursos e vivências de Capoeira e Maculelê além de uma deliciosa aula de Maracatu. 
 

Uma ótima dica para conferir!!!
Dias 1, 2 e 3 de Junho de 2007 em Vila Real

Lagoa Santa: “Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz”

Muito mais do que um encontro de "capoeiras" o IV Encontro Cultura de Raiz – “Lapinha – Museu Vivo no Mês da Abolição” vem com uma proposta de revalorização e resgate cultural e ambiental, tendo como enfaze  a capoeira cidadã, como diria Mestre Decanio: "A capoeira é uma escola de cidadania"… (Cito trecho da matéria: "…valorizar a cultura popular e regional é o grande instrumento para a formação de cidadãos comprometidos com as questões sociais…)
Luciano Milani
NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA DE MAIO LAGOA SANTA
VALORIZARÁ AS ORIGENS DE SUA CULTURA
ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO PROMOVE
4º LAPINHA – MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO.

 
 
Entre os dias 25 a 27 de maio Lagoa Santa será palco para a valorização e divulgação da cultura popular e da história do mineiro e do povo brasileiro: vem aí a quarta edição do "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz". São três dias de práticas culturais que acontecem no centro de Lagoa Santa (no Teatro de Arena da Praça Dr. Lund) e na Lapinha (Igreja Nossa Senhora do Rosário e Gruta da Lapinha). Assim as crianças e jovens de escolas públicas da cidade, as associações comunitárias ligadas a estes alunos e o público em geral terão acesso à práticas gratuitas de aulas capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental. A atração deste ano está no resgate do trabalho de Mestre Virgílio (de Ilheus, BA), bem como o encontro e vivência com mestres da cultura popular como a capoeira angola, dança afro, Candombe (D. Mercês, do Açude- Serra do Cipó), os reinados de congo de Nossa Senhora do Rosário e os participantes do boi da manta. Com uma programação eclética formada por shows de reggae, rap, samba e exibição de videos, o "Lapinha Museu Vivo" já foi apreciado por mais de 5mil pessoas e vêm provando que valorizar a cultura popular e regional é o grande instrumento para a formação de cidadãos comprometidos com as questões sociais. O "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz" foi idealizado e realizado em 2004 pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa) através da coordenação geral do Mestre João Bosco, por meio de seu núcleo Irmandade Atores da Pândega, em Lagoa Santa, coordenado pelo treinél Gersino Alves e desde 2006 conta com o apoio institucional da Prefeitura de Lagoa Santa, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.
 
O QUE ACONTECE NO LAPINHA MUSEU VIVO
 
O encontro visa a valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro através do intercâmbio cultural promovido com a troca de experiências dos grandes mestres de tradição oral. Assim o evento tem trazido para Minas grandes mestres da capoeira angola, como os baianos e alunos diretos de Mestre Pastinha, Gildo Alfinete e Boca Rica (representantes da Associação Brasileira de Capoeira Angola) e João Pequeno (Academia João Pequeno de Pastinha, guardião da Capoeira Angola neste século), para trocarem experiências e saberes com outros mestres da capoeira angola de manifestações culturais do Estado, como dona Mercês, do Candombe e dona Isabel, Rainha Conga de Minas Gerais, do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.
 
Nesta quarta edição do evento o mestre convidado será Virgílio de Ilhéus/BA e mestres de outras culturas populares de raiz como o Candombe e o Reinado. José Virgílio dos Santos, mais conhecido como Mestre Virgílio, 73 anos, é o mais antigo representante da velha guarda da capoeira angola de Ilhéus. Iniciado na capoeiragem aos 9 anos de idade por Mestre Caranha, aprendeu o jogo com velhos angoleiros como os mestres Chico da Onça, Claudemiro, Álvaro, Elíscio, João Valença e Barreto. Na década de 50 foi formado Contra-Mestre por Mestre João Grande, que morou alguns anos na região, sendo conhecido como João Bate-Estaca. Mestre Virgílio foi fundador e primeiro presidente da União de Capoeiristas do Sul da Bahia – UCASUB, tendo renunciado ao cargo por divergências quanto à condução da entidade. Atualmente coordena a Associação de Capoeira Angola Mucumbo e dá aulas de capoeira angola em Olivença e no Teatro Municipal de Ilhéus. Em breve o Grupo estará lançando um cd com 20 composições sobre a capoeira
 
ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO/ MESTRE JOÃO BOSCO CONVIDA:
MESTRE VIRGÍLIO (ILHÉUS/BA)
MESTRE MARCIO ALEXANDRE (BH)
MESTRE CABELLO (ITACARÉ/BA)
MESTRES DO MANG – MOVIMENTO ANGOLEIRO DE BELO HORIZONTE
 
QUEM SOMOS
 
A Acesa realiza em Belo Horizonte desde 1993 trabalhos de formação nas áreas de capoeira angola, dança afro, percussão e teatro com atividades nas 15 frentes de trabalho (Centro, Vila Acaba Mundo, Morro do Cascalho, Santa Tereza, Barro Preto, Pampulha, Santa Luzia, Jardim Canadá, Contagem, Betim, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Codisburgo, Ribeirão das Neves e Coronel Fabriciano), atendendo mais de 300 alunos.
 
"LAPINHA MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO: 4º ENCONTRO DE CULTURA DE RAIZ"
 
PROGRAMAÇÃO
 
Sexta – dia 25, às 17h
Local – Lagoa Santa (Praça Dr Lund)
Programação: Grande roda de Capoeira Angola e shows : Banda Agbara (reggae), Cia Primitiva de Arte Negra (dança afro) e Apologia X (rap).
 
Sábado – dia 26, a partir das 8h
Local: Gruta da Lapinha
08h às 12h – Oficinas de capoeira angola, dança afro, percussão, educação ambiental, argila, máscara de gesso, pães e alimentação integral e produção audiovisual.
14h às 16h – Mesa Redonda: "Não nego meu Natural: meio ambiente, cultura de raiz e educação". Convidados: Mestre João Angoleiro (BH /MG),Mestre Virgílio (Ilhéus- BA), D.Isabel (Rainha da guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio), Representante Comunidade do Açude, representantes das secretarias municipais de educação e cultura.
16h cortejo de tambores Namastê (Santa Luzia) e Boi da Manta (Irmandade dos Atores da Pandêga – Lagoa Santa)
Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário/ Lapinha, a partir das 18h
Mostra de vídeo: Prata da Casa – vídeos sobre cultura e educação
20h – Show com D.Elisa (Velha Guarda do Samba)
21h – Festival de dança afro: Kandoá (Serra do Cipó), Núcleo Flor do Cascalho, Cia Baobá Arte Africana e Afro-Brasileira, Núcleo do Nacional, Namastê (Santa Luzia), Projeto Querubins e Cia Primitiva
22h – Shows: Aidê Acustico, Os Plantas e Samba de Roda
 
Domingo – dia 27/05 a partir das 8h
Local: Igreja Nossa Senhora do Rosário/Lapinha
Apresentação da Guarda de Congado da Lapinha
Grande roda de capoeira angola
Shows: Candombe do Açude e Matição
Oficina de Auto-Educação Vitalícia: alimentação como fonte de saúde. 
 
SERVIÇO:
 
Evento: "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: 4º Encontro de Cultura de Raiz"
DATA: 25 a 27 de maio em Lagoa Santa
Local: Praça Central de Lagoa Santa (Dr. Lund), Gruta da Lapinha e Igreja Nossa Senhora do Rosário/Lapinha.
Realização: Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa)
Inscrição: Sede da Acesa em BH – Rua da Bahia, 570 – 12º andar – Belo Horizonte/MG ou Site  – www.eusouangoleiro.org.br
VALOR R$ 35,00 (TRINTA CINCO REAIS) (03 DIAS COM DIREITO ALIMENTAÇÃO, OFICINAS, CAMPING E SHOWS) . VALOR R$ 50,00 (CINQUENTA REAIS) INSCRIÇÃO + CAMISA
Sede da Acesa em Lagoa Santa
Rua Melo Viana,420 B. Várzea – Lagoa Santa irmandadedapandega@hotmail.com museuvivo2005@yahoo.com.br
INFORMAÇÕES: (31) 9297-1582
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
CAREM ABREU (JP 5871/MG) 9751-6869/ 9297-1592 E JÚNIA BERTOLINO (0011097/MG) – (31) 99176762/3467-6762.
 
AGUARDAMOS TODOS LÁ. JUNIA BERTOLINO (31) 99176762.
 
http://www.eusouangoleiro.org.br
 
Fonte: Rod@ Virtual – Mestre Jeronimo

Da cabaça, o Brasil: natureza, cultura e diversidade

Edison Carneiro, uma expressiva figura da cultura Brasileira, já foi alvo de outra matéria em nosso Portal Capoeira, matéria que para os mais interessados acompanhava uma grande surpresa: Um Documento Histórico de 1975 de título: Cadernos de Folclore – Capoeira (na época procurei o amigo e colaborador Acúrsio Esteves para prefaciar e apresentar o referido documento, já que se tratava de uma pérola para os capoeiras com sede de saber.)
 
Fica a dica de uma excelente atividade, uma visita ao MAO – Museu de Artes e Oficíos, afinal devemos estar sempre abertos para o conhecimento e novos saberes… e a cabaça, parte fundamental do "instrumento maior da capoeira", merece esta homenagem…
 
Luciano Milani

O Museu de Artes e Ofícios (MAO) recebe, dos dias 2 de maio a 10 de junho, a exposição Da cabaça, o Brasil: natureza, cultura e diversidade. A exposição é itinerante e exibe o acervo do Museu de Folclore Edison Carneiro, do Rio de Janeiro, tendo como fio condutor um elemento que é encontrado com fartura nas cinco regiões do país e usado de diferentes formas: a cabaça.
 
"São cerca de 80 peças, que mostram como esse objeto é apropriado em várias situações, seja como instrumento de trabalho ou instrumento musical, como máscara, como recipiente para comida, roupas de orixás, entre outras", explica a Coordenadora de Museologia do Museu de Artes e Ofícios, Célia Corsino.
 
Conhecidos pelos nomes de cabaça, cuia, porongo, coité ou cuité, as entrecascas desses frutos multiformes constituem tanto objetos de uso corriqueiro quanto suportes de expressões que distinguem e identificam indivíduos e grupos da sociedade brasileira.

A exposição deseja mostrar que, justamente porque são, vivem e pensam de formas diferentes, os muitos grupos populares no Brasil dão usos e significados distintos a um amplo repertório de frutos que lhes parecem, em alguns aspectos, semelhantes. Fazendo isso, criam os muitos modos de ser, estar e trocar.
 
Assim, a exposição é um convite à apreciação da pluralidade cultural apresentada pelos inúmeros grupos sociais que vivem em solo brasileiro e, ao mesmo tempo, um estímulo à reflexão sobre aquilo que os une e identifica.

Da cabaça, o Brasil: natureza, cultura e diversidade inaugura uma parceria entre o MAO, do Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), e o Centro de Folclore e Cultura Popular, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
 
"Como objeto do cotidiano ou suporte de várias artes, este fruto de formas tão originais pode nos surpreender e emocionar com seus múltiplos usos e sentidos, seja no artesanato, na música, na cozinha ou nos brinquedos", declara Angela Gutierrez, presidente do ICFG.

A exposição faz parte de uma programação especial desenvolvida pelo MAO para a comemoração da Semana Nacional do Museu (14 a 20 de maio). Os ingressos custam um real.

Serviço

Exposição "Da cabaça, o Brasil: natureza, cultura, diversidade"
Dia 2, abertura para convidados.
Aberta ao público dos dias 3 de maio a 10 de junho de 2007.
Local: Museu de Artes e Ofícios (MAO)
Endereço: Praça da Estação, s/n°
Ingressos: R$ 1,00 – aos sábados a entrada é gratuita
 
Horário de funcionamento do Museu de Artes e Ofícios:
Terça, Quinta e Sexta-feira – das 12 às 19hs
Quarta-feira – das 12 às 21hs
Sábado, Domingo e Feriado – das 11 às 17hs
Os ingressos para a visitação serão vendidos até meia hora antes do horário de fechamento do Museu.

 
Patrocinadores do Museu de Artes e Ofícios
Master: Petrobras – Bndes
Patrocínio: Oi – Furnas
Apoio: Eletrobrás – Oi Futuro – Cemig
Institucional: Fundação Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de BH – CBTU
 
Fonte: MAO – http://www.mao.org.br/