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Junho 2007

Vendo Artigos de: Junho , 2007

A inclusão do educador em capoeira no setor de tratamento em dependência química e saúde mental

CAPOEIRA SOLIDÁRIA

"A inclusão do educador em capoeira no setor de tratamento em dependência química e saúde mental"
 
A área médica volta o olhar para as terapias esportivas como fator de tratamento de jovens e adultos dependentes de álcool e drogas. Neste sentido, a capoeira surge como uma proposta na organização corporal e mental do indívíduo dependente. Trabalhando a socialização, o esquema corporal e o auto controle, a capoeira contempla o tratamento psiquiátrico e psicológico trazendo pontos positivos aos pacientes,  além de alegrar a alma do praticante. A capoeira vem sendo utilizada diariamente, como doses homeopáticas, nas oficinas de centros de atenção psicossocial, clínicas de reabilitação, setores de saúde mental e hospitais; através do Projeto Beija-Flor/Grupo Macungo e seus educadores. A resposta dos pacientes é fantástica, sendo uma poderosa terapia associada aos grupos de psicologia. Como uma medicação, a capoeira vai gradativamente envolvendo o paciente o tornando mais resistente e sociável além de desintoxicar o indivíduo através de características aeróbicas contidas nas aulas. Fortalece ainda a musculatura; em muitos casos comprometida pelo déficit do metabolismo muscular e favorece a observação e diagnóstico dos pacientes, pois suas emoções são evidentes durante o jogo de capoeira sem possíveis fingimentos. Observa-se ainda que muitos pacientes se envolvem de tal maneira com a capoeira que procuram locais para praticá-la em outros horários aos do tratamento, ocasionando assim um projeto de redução de danos pois quando o indivíduo está treinando não está nas ruas ou bares fazendo uso de drogas e bebidas.
 
Para saber mais sobre a Capoeira no setor na saúde mental:

Ricardo Costa: beijaflor@portalcapoeira.com
Site com informações: http://bfcapoeira.vilabol.com.br

Tambor de Crioula do Maranhão é reconhecido como patrimônio imaterial

Maranhão: Um show de cultura…
 
Cultura são todos os traços, os costumes, as práticas, e também o folclore. A formação cultural do Maranhão está bem servida, pois tem influência das raças indígena, negra e branca (predominantemente portugueses).
 
O Maranhão conserva muitas tradições folclóricas, como o Bumba-Meu-Boi e o Tambor-de-Crioula, mas não deixa de assimilar o moderno: São Luís é considerada a capital brasileira do reggae.
 
O Convento das Mercês,situado na Praia Grande, é uma grandiosa obra da arquitetura religiosa mercedária inaugurada em 1654 pelo Padre Antônio Vieira.
 
O Convento abriga a Fundação da Memória Republicana, o Memorial José Sarney, o Centro Modelador de Pesquisa da História Republicana e o Instituto da Amizade dos Povos de Língua Portuguesa.
 
O Convento abriga a Fundação da Memória Republicana, o Memorial José Sarney, o Centro Modelador de Pesquisa da História Republicana e o Instituto da Amizade dos Povos de Língua Portuguesa.
 
O Maranhão abriga o primeiro teatro multimídia do país, equipado com aparelhos de som, iluminação e vídeo de última geração. Estamos falando do Teatro Arthur Azevedo, um dos maiores espetáculos de São Luís. Restaurado e todo reformado, sua fachada é digna do rico projeto arquitetônico clássico.
 
Este é o Maranhão, um Estado onde o passado se confunde com o presente e o progresso não apaga o brilho da tradição.

Manifestação popular é executada há mais de 300 anos por dezenas de grupos maranhenses
 

 

Brasília – O Maranhão está em festa, dia 18 de junho, o Tambor de Crioula, uma das manifestações culturais mais antigas, autênticas e originais do Estado e do País, passa a ser reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
"Será a realização do sonho de nossos antepassados", afirma Paulinho di Maré, presidente da Associação Cultural de Tambor de Crioula do Estado do Maranhão (Actasema), criada em janeiro deste ano.
 
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participará da solenidade de entrega do registro aos grupos de Tambor de Crioula pelo Iphan. Também estarão presentes no evento, que acontece a partir das 15 horas na Casa das Minas: o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida; o governador do Maranhão, Jackson Lago; o prefeito de São Luís, Tadeu Palácio; e representantes de mais de 80 grupos da capital maranhense e do Estado.
 
Os mestres mais antigos de São Luís vão apresentar o Tambor de Crioula na solenidade. Na ocasião também será lançado pelos Correios um selo comemorativo ao reconhecimento.
 
Após a cerimônia, 62 grupos realizarão cortejo em homenagem a São Benedito – os tocadores e dançarinos são devotos desse santo – na Rua de São Pantaleão. O local será fechado e estará decorado com flores, chita e 50 painéis fotográficos com os principais mestres e integrantes dos grupos do Tambor de Crioula.
 
Em seguida, as autoridades vão visitar o Centro de Referência Azulejar e a Oficina-Escola São Luís, onde estudam jovens em situação de risco social, entre 18 a 25 anos. Ao longo de dois anos, esses jovens recebem bolsa mensal de R$ 300, formam-se no ensino médio e tornam-se profissionais de marcenaria, carpintaria, azulejaria e alvenaria. Depois de receber o certificado, começam a trabalhar na restauração do centro histórico da capital maranhense.
 
Raízes africanas – Fruto do sincretismo religioso, o Tambor de Crioula é uma louvação a São Benedito no Maranhão, praticada há mais de três séculos pelos descendentes dos negros, sob a forma de canto, toque de tambor e dança. Os ritmos e as danças têm identidade e estilo próprios. As variações rítmicas ocorrem entre os grupos, que são compostos por 'coreiros' – os tocadores de tambor e as dançarinas.
 
Costuma-se dizer que seus integrantes 'brincam', em vez de tocar, cantar e dançar. A data tradicional da homenagem a São Benedito é a segunda-feira de Aleluia, isto é, depois do domingo de Páscoa. Devido ao sucesso do Tambor de Crioula, os grupos têm sido contratados para apresentações a turistas e em eventos diversos.
 
Para alguns membros dos grupos, receber dinheiro é uma profanação. Foi preciso tempo para aceitarem pagamento pelas apresentações fora da época da festa de São Benedito. Muitos grupos surgiram como parte de promessa feita por seus fundadores ao santo.
 
Novos negócios e mais renda – O Sebrae no Maranhão apóia e trabalha para fortalecer os grupos de Tambor de Crioula.
 
Nos últimos três meses, eles foram mapeados pelos técnicos da Instituição. Estima-se que, somente em São Luís, existam 86 deles, integrados por 3,6 mil pessoas.
 
Inicialmente, o Projeto de Cultura do Sebrae/MA capacitará 28 grupos da ilha, composta pelos municípios de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Grupos de Alcântara, localizado no continente, também serão apoiados.
 
A partir de julho, a Instituição vai levar oficinas sobre cultura, artesanato, turismo, história do Tambor de Crioula, empreendedorismo e gestão de negócios aos 'coreiros', tanto nas cidades como no meio rural.
 
"Nosso objetivo é apoiar os empreendimentos que vão surgir e gerar renda para as comunidades de Tambor de Crioula", explica Keila Pontes, gerente do escritório regional do Sebrae em São Luís. As apresentações da dança para turistas, a venda da indumentária (saias, blusas, turbantes) e do artesanato em cerâmica, feito nas comunidades, são alguns dos produtos a serem organizados e comercializados.
 
"O apoio do Sebrae é promissor. Acredito que novas fontes de renda vão surgir nas comunidades apoiadas", prevê o presidente da Actasema, Paulinho di Maré. Nas oficinas da Instituição, será possível formar novos produtores dos tambores de madeira. Atualmente os instrumentos são feitos apenas no interior do Estado.
 
A confecção das saias coloridas e blusas das 'coreiras' (dançarinas) para venda é outra atividade produtiva a ser desenvolvida nos grupos com a consultoria do Sebrae/MA. As saias são em chita florida. As blusas brancas, com seus babados e acabamentos em finas rendas de bilro e bordado richelieu, encantam as platéias. Os turbantes usados pelos integrantes dos grupos de Tambor de Crioula também são desejados pelos que conhecem a dança. Segundo Paulinho di Maré, esses produtos já são demandados, principalmente pelos turistas.
 
Mestre Felipe – Mestre Felipe será um dos que vão se apresentar na solenidade desta segunda-feira. Ele é o segundo mais velho dos mestres de São Luís. Com 83 anos, está muito feliz devido ao reconhecimento do Iphan à cultura negro-maranhense. Conta que 'brinca' de Tambor de Crioula desde os três anos. "Aprendi com minha avó, meu pai e minha mãe", revela.
 
Ele revela que foi carpinteiro e lavrador durante toda a vida. Criou sete filhas e um filho e nunca ganhou dinheiro com o Tambor de Crioula. Havia só nove grupos em São Luís até alguns anos atrás, lembra o mestre, que fica surpreso ao saber que, atualmente, existem mais de 80.
 
Hoje Mestre Felipe só canta, por causa da idade. "Não bato mais", comenta, explicando que não toca mais tambor. Em sua casa, no bairro Vila Conceição, se reúne o grupo União de São Benedito, um dos mais antigos da capital maranhense.
 
"Meu ritmo é de São Vicente de Ferro, da baixada maranhense", informa, referindo-se a sua cidade natal. Mestre Felipe ensinou sua arte para tanta gente, que perdeu as contas. Antigamente o Tambor de Crioula só podia ser tocado, cantado e dançado por afro-descendentes.
 
"Hoje é tudo misturado, branco e preto tocam. Tem branco que toca melhor do que preto", observa. O mestre fala que já ensinou o ritmo do seu grupo até para duas japonesas e uma suíça.

Segundo o mestre, outra diferença dos dias atuais é a participação feminina. Antes, os homens cantavam e tocavam tambores e as mulheres cantavam e dançavam. "Agora, tem umas mais salientes que batem tambor", conta, admirado. "As coreiras também eram mais graúdas", comenta. "Elas rodavam as saias coloridas com tanta força, que se a gente encostasse, era capaz de nos derrubar". "Hoje, as mulheres são miúdas", compara.
 
Iphan/MA – (98) 3231-1388 / 1295| Por: Vanessa Brito/Sebrae Nacional
 
Fonte: Revista Fator – Sao Paulo

Tocantins: Entrevista com o Editor do Portal Capoeira: Luciano Milani

Entrevista realizada com o jornalista/editor do site Portal da Capoeira, Luciano Milani, que há 05 anos reside em Portugal, onde desenvolve pesquisas sobre a capoeira, sua história e seus desdobramentos. Tendo como fim único  repassar de forma clara e concisa aos internautas (capoeiristas ou não), dados, atualidades, história e informações maciças sobre essa cultura brasileira. Milani também é capoeirista e seu interesse inegável por esta arte, é exposto através de seu trabalho no site Portal Capoeira, no ar há quase três anos.
UFT – Universidade Federal do Tocantins
Campus Universitário de Palmas
TREJ 1 – 3º Período
Aryanna Barbosa de Carvalho
Aryanna:  Seu trabalho jornalístico é voltado para a edição do Site Portal da Capoeira?

Milani:   Sim, sou editor do Portal Capoeira….

Aryanna:  Fale mais sobre o jornalismo online.

Milani:   Olha me sinto pouco a vontade para responder…. já que não exerço a profissão, somente pela internet e dentro de um “target” muito especifico. Mas é claro que se você achar interessante, terei imenso gosto em ajudar.

Aryanna:  O que você considera mais importante no seu trabalho?

Milani:   Tenho como principal atividade profissional a qualidade (Responsável da Qualidade de uma Empresa). Sou professor de capoeira nas horas livres, e é claro jornalista “manco” ONLINE!

Aryanna:  Qual a maior dificuldade encontrada na sua profissão, ou seja jornalismo online?

Milani:   Falta de apoio e parcerias, a capoeira é mantida dentro de um grande véu de misticismo e  fantasias….

Aryanna:  Esses apoios (quando vêm) partem em sua maioria de empresas privadas ou governamentais?

Milani:   O apoio que me refiro é mão de obra, entenda que o Portal é hoje, sem falsas modéstias, um dos mais respeitados e importantes mecanismos online de informação direcionada. No entanto não temos parcerias financeiras ou apoios de empresas. O único meio de “sustento” do site é a propaganda gerada pelo Google.
Voltando ao apoio e a parceria, me referia á pessoas “qualificadas”, dispostas a somar e colaborar para a nossa arte. Acredite, faço tudo sozinho! Existem alguns grandes amigos e colaboradores, mas todo o trabalho de edição, revisão e diagramação é feito por mim. Nosso time tem 4 pilares: Prof. Acursio Esteves, o Jornalista Mano Lima, André Pessego, e Teimosia.

Aryanna:  Eles são seu ponto de apoio?

Milani:   Sim, depois tem os outros colaboradores que ajudam com menor intensidade mais são de fundamental importância para o conjunto. Minha principal bandeira é tentar trazer pessoas “qualificadas”, coerentes, para dentro do time. “Não esqueça de ver o quadro completo: sem verba, sem apoio, somente amor, e muita, muita força de vontade.”

Aryanna:  E este seria também um obstáculo para a manutenção do Portal?

Milani:   Sim, sem duvida.

Aryanna:  Há quanto tempo o Portal está no ar?

Milani:   O Portal está no ar, oficialmente há dois anos, irá completar 3 em agosto.

Aryanna:  Em todo esse tempo de funcionamento o assunto que você tenha abordado que considera mais relevante?

Milani:   A integração natural da capoeira na sociedade como poderosa arma de cidadania!

Aryanna:  Para que não ocorram certas violações no site Portal da Capoeira e a proliferação de pirataria em torno das músicas e artigos ali publicados, que medidas de   segurança são adotadas?

Milani:   Esta pergunta respondo com uma frase de um grande amigo, mestre e ser humano ímpar: “É preciso dar o exemplo. Fora isso não há mais nada que se possa fazer.” Existe outra pessoa que se me esquecesse de citar, estaria sendo muito injusto. Existe um amigo, que sem ele não existiria o Portal, um destes camaradas que nos espelhamos, um grande “mestre” da informação, pesquisador e também editor do Jornal do Capoeira, Miltinho Astronauta, sem ele nada seria como é, ele me ajuda sem querer. Ajuda com conversa, ajuda com motivação, ajuda como amigo. É claro que fomenta a pesquisa. Acredito que atualmente está aparecendo uma classe de capoeiristas preocupados com a pesquisa e a informação.

Aryanna:  Esse apoio é extramente significante, ainda mais como você anteriormente me  revelou, faz tudo sozinho…

Milani:   Veja casos de mestres de renome que tem tido uma enorme influencia na forma como a capoeira está fluindo. Cito alguns nomes: Mestre Berg, Mestre Kadu, Mestre Luiz Renato Vieira, mestre Zulu… Mestra Janja, entre tantos outros…

Aryanna:  Qual a indicação ou conselho que você deixaria para nós acadêmicos de jornalismo,  devido a suas experiências como tal?

Milani:   Vamos lá: Objetivo, antes de mais nada é preciso ter consciência do árduo caminho a percorrer. Força de vontade (qualidade de todo capoeirista), camaradagem (alguns poderiam chamar de politicagem) mais é fundamental criar um ambiente propício para a soma, para a possibilidade de alargar fronteiras…

Wellington e Milani
Aryanna Barbosa de Carvalho frequenta o curso de Jornalismo da UFT – Universidade Federal do Tocantins.

ONG “Casa da Capoeira” quer disseminar o jogo em Bauru

Preocupados em resgatar a história da capoeira, um grupo de amantes do jogo está criando uma Organização Não-Governamental (ONG) em Bauru destinada a manter um acervo de livros e materiais e disseminar a prática da capoeira como esporte educacional.

O projeto denominado "Casa da Capoeira de Bauru" é encabeçado pelo professor de educação física Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho. A sede do projeto foi construída com recursos pessoais ao custo de cerca de R$ 138 mil. Atualmente, a ONG está em fase de formalização institucional e, segundo Sobrinho, não pode receber doações em dinheiro.
 
A Casa da Capoeira de Bauru possui um espaço de 35 metros quadrados destinados a abrigar uma biblioteca sobre o esporte. Atualmente, já fazem parte do acervo 50 livros, 60 revistas e alguns artigos de congresso, monografias e teses de doutorado sobre o assunto.
 
“Como estamos imersos na burocracia para a formalização institucional da ONG ‘Casa da Capoeira de Bauru’, não podemos receber doações em dinheiro. Desse modo, as doações esperadas são em livros, estantes, mesas de estudo e leitura e equipamentos de informática”, ressalta Sobrinho.
 
O organizador do projeto lembra que a história da capoeira, geralmente, é passada à sociedade de forma oral e distorcida da realidade. Preocupado com isso, Sobrinho diz que é preciso discernir sobre o que é fato e o que é mito sobre a capoeira no Brasil e em Bauru. “Hoje nós buscamos através da ONG congregar pessoas tanto da capoeira quanto de fora dela criando uma identidade para a cidade. Porque existe a questão da história em que cada um busca defender o seu interesse e há uma disputa ideológica”, comenta o professor.
 
Segundo ele, a função da biblioteca, por exemplo, é informar o que é realmente a capoeira e o que ela representa no Brasil. A nova ONG deverá ter três ordens de associados: o praticante, o sócio contribuinte (pessoas físicas que fazem doações) e o sócio mantenedor (convênios com entidades como escolas públicas e particulares, por exemplo).
 
O professor ressalta a importância de algumas personalidades ligadas à história da capoeira de Bauru. Entre elas cita o mestre Cidão, do Grupo Guerreiros de São Jorge, que no início dos anos 1980 teve uma experiência bem sucedida no município ao trazer o esporte de Guarulhos para Bauru. “Baianinho e mestre Terra também são duas pessoas que merecem respeito”, lembra Sobrinho.
 
Uma das dúvidas mais comuns das pessoas com relação à capoeira é a forma correta de classificá-la. No entanto, o professor tranqüiliza explicando que ela tem várias modalidades. “A capoeira pode ser uma luta aberta, franca, um jogo, uma dança e também esporte”, diz, lembrando que desde 1972 ela se enquadra na categoria de esporte por conter regras e possuir competições.
 
De acordo com ele, cerca de 30 alunos praticam a capoeira atualmente na Casa da Capoeira, instalada em um espaço de 186 metros quadrados. O imóvel está localizado na rua Sebastião Pregnolato, 4-86, Jardim Contorno. As visitas à biblioteca podem ser feitas no período noturno ou às terças-feiras das 9h às 12h e às quintas-feiras das 13h às 18h.
 
Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho: capoeira-bauru@uol.com.br
 
Jornal da Cidade – fone (14) 3104-3104 – Bauru-SP
 
Fonte: Mestre Jeronimo – Rod@ Virtual

Aconteceu: Amsterdã – Capoeira sem limites

Nos dias 8 e 9 de junho de 2007, Amsterdã sediou um encontro de capoeira destinado a pessoas portadoras de deficiências físicas ou psíquicas. O evento, batizado de Capoeira Pererê, partiu da iniciativa da subprefeitura de Amsterdã (Oud Zuid) e foi organizado pela Associação Capoeira Berimbau de Ouro.
    • Pieter van den Kieboom, que não enxerga, joga capoeira com'Beriba' e 'Simpatia': Assista ao vídeo
Os participantes tocaram instrumentos de percussão, cantaram e fizeram os movimentos da capoeira e do maculelê, dança afro-indígena. Este foi o segundo Capoeira Pererê. O primeiro encontro de capoeira organizado na capital holandesa para pessoas deficientes aconteceu no ano passado.
 
Luiz Carlos Afonso, ou melhor, mestre Marreta, conduziu o evento. Afonso vive há 18 anos na Holanda e é mestre de capoeira há 31. Ele explica que embora nunca tenha feito um curso específico para isso, a sua experiência e a riqueza da capoeira possibilitam a realização do workshop.
 
Participações especiais
 
O finlandês Nikolai Klinx veio de Helsinki especialmente para participar do evento e dar uma das oficinas. Apesar de ter nascido sem braços e ter os pés um pouco virados para dentro, ele pratica o esporte há oito anos. Para ele, o aspecto mais importante do esporte brasileiro é a improvisação e a tradição cultural.
 
Hüseyin Öztürk, é o único bailarino de break em cadeira de rodas da Holanda e estava presente no Capoeira Pererê. Portador de poliomielite, Özturk também faz parte da seleção holandesa de basquetebol em cadeira de rodas. Com a sua arte, ele quer mostrar que pessoas deficientes 'não precisam ser vistas como coitadas', mas como capazes de fazer muita coisa.
 
Roos Prommenschenckel, miss deficiente físico holandesa de 2006, também visitou a encontro. A jovem, de 22 anos, sofre há três anos de torcicolo espasmódico que força a cabeça dela a inclinar-se para trás e a asfixia.
 
Por isso, ela tem de estar sempre deitada e usar um colete como formas de impedir que isso aconteça. Prommenschenckel ficou impressionada com a performance de Pieter van den Kieboom durante a roda da capoeira. Para Prommenschenckel, foi difícil perceber que o praticante é deficiente visual.
 
Van den Kieboom, que pratica capoeira há um ano, possui apenas 2% de visão no olho esquerdo. Com a capoeira, ele descobriu novas possibilidades para o corpo dele, além de ampliar o contato social, e fazer novas amizades, com os praticantes do esporte.  "A minha vida tornou-se mais rica, conheci novas pessoas e os valores da capoeira e da cultura brasileira".
 
Na opinião de mestre Marreta, as pessoas que fazem parte do grupo dele, adquiriram algumas destas características: 'Amizade e espontaneidade são outros aspectos que acontecem dentro do grupo de capoeira. Quando cheguei à Europa, as pessoas por aqui eram muito presas à agenda. Com o tempo, eu fui quebrando isso e eles passaram a agir da minha maneira."
 

Palmas: 1ª Mostra de Danças da Capoeira

O Grupo Candeias, sob a coordenação do Prof. Batalha, realiza neste sábado a 1ª mostra de danças da capoeira a partir das 18 horas no Teatro Fernanda Montenegro em Palmas.
 
O evento comemora os 20 anos de capoeira do Prof. Batalha e 10 anos de Associação Candeias. A associação desenvolve vários projetos com crianças e jovens carentes.
 
O evento contará com participação de vários capoeiristas de renome no mundo da capoeira.
Além de mostrar as várias manifestações da capoeira, como as danças de maculelê, Dança Guerreira, Puxada de Rede dentre outras.
 
O evento começará no dia 15 e terminará no dia 17.
 

Segue a programação:
 
Dia 15 de junho
18:00 Roda na Feira da 304 Sul;
21:00 Roda na Faculdade Objetivo.
 
Dia 16 de junho
09:00h Palestra Espaço Cultural;
11:00h Roda aberta na Av. JK em frente casa São Paulo;
14:30h Cursos (Espaço Cultural)
18:00h Abertura Oficial do Evento Teatro Fernanda Montenegro
Mostra de danças
Troca de corda
 
Dia 17 de junho
09:00h Cursos (Espaço Cultural);
16:00h Apresentação Palmas Shopping:
18:00h Roda na Feira do Bosque.
 
Maiores informações:

Prof. Batalha
92335330
 

Pará: Capoeiristas de Marabá mostram solidariedade

O Hemocentro Regional de Marabá (HRM) comemorou o sucesso em mais uma ação estratégica. Desta vez com a Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira – Abada-Capoeira, de 08 a 10 deste mês, que resultou em 52 comparecimentos que podem salvar até 208 pacientes adultos. A ação envolveu associados e familiares.
 
A ação estratégica fez parte de um grande evento esportivo promovida pela entidade, que contou com a participação de vários municípios daquela região do Estado. Durante o evento, aconteceram cursos técnicos, palestras e batizados de capoeiristas.
 
Antecedendo a coleta de sangue, profissionais do hemocentro promoveram palestras de sensibilização no período de 04 a 06/06, na sede da associação, com o objetivo de esclarecer e falar sobre a importância da sociedade no processo da doação de sangue.
 
Para o diretor do hemocentro, o médico Fernando Monteiro, o resultado da campanha é mais um reflexo da sensibilidade das entidades marabaenses. "Ninguém cresce sozinho. Precisamos sempre compor parcerias para melhorar cada vez mais a saúde pública de nosso Estado", observou ele, agradecendo a Abada-Capoeira.
 
Quem pode doar sangue
Qualquer pessoa saudável, com idade entre 18 e 65 anos e peso acima de quilos 50 quilos é um doador em potencial. O candidato deve estar bem alimentado e munido de documento de Identidade. Após preencher cadastro, ele passa por uma triagem clínica. Se aprovado, efetiva sua doação de sangue.
 
Doar sangue não dói, não vicia nem faz mal à saúde. Com a doação são realizados exames para Sífilis, Doença de Chagas, HIV, Hepatites, HTLV I e II, além da tipagem sanguínea. O resultado é enviado para residência do doador num prazo de até 30 dias.
 
A Fundação Hemopa funciona para coleta de sangue de 2ª a sábado, de 7h30 às 18h. O Hemopa Marabá fica na Rodovia Transamazônica, Quadra 12, S/N. Mais informações: (94) 3324.1645/3324.1810.

 

Quem estiver interessado em doar sangue, precisa ter entre 18 e 65 anos, pesar mais que 50 quilos, boa saúde e estar portando a carteira de identidade.
Doar Sangue é um verdadeiro ato de CIDADANIA!!!

  

http://www.pa.gov.br/

Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Estado
Fone: (91) 3202-0911 e 3202-0912, fax: 3202-0913
E-mail: redacao@agenciapara.com.br

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SP: Comemoração dos 12 anos do Grupo Negaça Capoeira Angola

O Grupo Negaça Capoeira Angola convida todos os nosso amigos a participarem de mais um grande encontro que estaremos realizando no mês de JULHO –
Comemoração dos 12 anos do Grupo Negaça Capoeira Angola com muita Capoeira e Samba de Roda.

 
Dia: 07 / 07 / 2007 – Sábado
Hora: apartir das 16:00
Local: Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco
End: Rua Marieta da Silva, 197 – Vila Guilherme – São Paulo – SP – Cep: 02066-030
Fone: 11-6901-1365

 

 
Veja Fotos de nossa última Roda: 02/06/07-Barracão – www.negaca.com 
Aguardamos a presença de todos;
 
Grande abraço
 
Mestre Cavaco
Trenel Ratão

O Carimbó e o Mestre Verequete

Um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme se transforma em rei quando está em meio a tambores, numa roda de carimbó. Esse é Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, ícone da cultura paraense.

No próximo dia 15, nessa sexta feira, Tv capoeira (Instituto Jair Moura) exibirá o documentário chama Verequete falando sobre Carimbó com comentários do historiador Luis Augusto Leal….
 
Contamos com a presença de todos.

 

O CARIMBÓ E O MESTRE VEREQUETE

O termo "carimbó" aparece em seus primeiros registros como o nome de um instrumento musical de percussão. Sua definição mais antiga consta no Glossário Paraense de Vicente Chermont de Miranda, publicado em 1905. Conforme Chermont, o carimbó seria um “tambor feito de madeira oca e coberto, em uma de suas extremidades, por um couro de veado”. Tal definição, ainda hoje, serve para explicar o formato do instrumento e apresentar suas principais características.

No entanto, a palavra carimbó, na atualidade, significa muito mais do que apenas o nome do tambor. Abrange, na verdade, todo um conjunto musical que vai do instrumento à dança. Corresponde a um tipo de manifestação específica de algumas áreas do Pará e mesmo do Maranhão. Ele se caracteriza pela utilização de dois tambores (carimbós), que deram nome à música e à dança, além de outros instrumentos próprios como a onça (nome local dado à cuíca), o reco-reco (instrumento dentado feito de bambu), a viola, etc. Também se conhece uma variante musical do carimbó que possui o mesmo nome (chamado de “carimbó eletrônico”), mas que, ao invés da marcação rítmica com os tambores característicos, utiliza uma bateria eletrônica e guitarras.
 
Augusto Gomes Rodrigues – mestre Verequete nasceu em um lugar conhecido por "Careca" que fica localizado próximo à Vila de Quatipuru, no município de Bragança, em 26 de agosto de 1926. Seu pai, Antônio José Rodrigues, era oficial de justiça, marchante de gado e músico. Sua mãe, Maximiana Gomes Rodrigues, faleceu quando Verequete tinha apenas três anos de idade. Tal acontecimento antecedeu a primeira migração de Verequete para outro município. Ele, juntamente com seu pai, passou a residir no município de Ourém. Aos doze anos de idade mudou-se sozinho para Capanema, onde trabalhou como foguista, e em 1940 chegou a Belém, indo morar em Icoaraci (antiga Vila de Pinheiro). Neste período, Verequete trabalhou como ajudante de capataz na Base Aérea da cidade e subiu de posto até chegar a ser ajudante de agrimensor. Quando deixou de trabalhar na Base, Verequete exerceu outras atividades para garantir sua subsistência. Foi arremate de vísceras, açougueiro, marchante de porco e outros, no entanto a experiência de trabalho na Base Aérea marcaria para sempre sua vida, pois foi durante este trabalho que ele perdeu seu nome original (Augusto Gomes Rodrigues) e passou a ser identificado como Verequete. Por trás deste nome tão diferente existe uma história muito interessante que pode ser contada pelo próprio Augusto Gomes Rodrigues, ou Verequete. Uma história que ele não se cansa de contar:

 
Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou "Chama Verequete". Eu era capataz da Base Aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque… Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete.

Chama Verequete, ê, ê, ê, ê
Chama Verequete, ô, ô, ô, ô
Chama Verequete, ruuuum
Chama Verequete…
Chama Verequete, oh! Verê
Oi, chama Verequete, oh! Verê
Ogum balailê, pelejar, pelejar
Ogum, Ogum, tatára com Deus
Guerreiro Ogum, tatára com Deus
Mamãe Ogum, tatára com Deus
Aruanda, aruanda, aruanda, aruanda ê
Mandei fazer meu terreiro
bem na beirinha do mar
mandei fazer meu terreiro
só pra mim brincar
 
Augusto Gomes Rodrigues - Mestre Verequete

 

Fonte: Instituto Jair Moura e Overmundo 

Encontro de Capoeira na Universidade de Aveiro

Ao toque do berimbau
 
O Núcleo de Capoeira da Universidade de Aveiro promoveu ontem a sétima edição do Workshop de Capoeira, um encontro que junta anualmente alunos e mestres para promover a modalidade e trocar experiência. Do Brasil veio o mestre Corisco, o mais antigo elemento da linhagem deste grupo
O Núcleo de Capoeira da Universidade de Aveiro (UA) acolheu ontem a sétima edição do já habitual Workshop de Capoeira que, uma vez por ano, junta vários alunos e mestres para convívio e aprendizagem. Este ano, veio de S. Paulo, no Brasil, o mestre Corisco, o mais antigo elemento da linhagem do grupo Lagoa da Saudade, a que o Núcleo pertence. "Estão aqui mais de cinquenta praticantes, alguns da UA, muitos do Porto", explica Helder Albuquerque, coordenador do grupo. "Para além do mestre Corisco, veio também o contramestre Careca, de Valência, e Luciano Milani, editor de um portal sobre Capoeira", conta.
 
Ao longo do dia, o grupo dividiu-se e teve formação com os vários mestres. Depois do almoço, teve lugar um "bate-papo" sobre a modalidade, onde foram discutidas várias temáticas, nomeadamente a improtnância da Internet como meio de divulgação desta arte. Mais formação e prática e uma roda de capoeira encerraram o encontro.
 
Para Helder Albuquerque, o workshop serve para «promover a capoeira junto dos praticantes e passar conhecimentos». Para além disso, pretende dinamizar o espaço universitário e «convidar toda a comunidade a vir conhecer o grupo». O coordenador lembra que estamos no final do ano lectivo, mas que em Setembro que quiser pode inscrever-se, e que as aulas não são apenas para estudantes universitários.
 
Matéria do Jornal 

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De onde vem a Capoeira
 
Num Brasil de grandes senhores e muitos escravos, os negros criaram a capoeira para treinar o corpo para a fuga. A ginga e a dança não os denunciavam, permitindo o treino debaixo da vigilância dos capatazes.
 
Depois da fuga, a capoeira ajudava a escapar aos capitães de mato.
 
Com a abolição da escravatura, em 1888, os negros livres não eram aceites na sociedade, que se recusava a pagar por serviços que antes recebiam de forma gratuita. Daí que muitos negros libertos tenham optado pela capoeira como modo de subsistência através do roubo ou de trabalhos sujos, associando esta arte à figura do malandro e à vadiagem.
 
A capoeira foi então proibida e retomada livremente mais tarde, embora nunca tenha deixado de ser praticada.
 
Na luta por uma capoeira mais «limpa» destacaram-se os mestres Bimba e Pastinha, no início do século XX.
 
O mestre Bimba introduziu algumas piruetas e criou um método de ensino de capoeira fundando, em 1932, a primeira academia para o ensino desta prática
 
Fonte: Diário de Aveiro – Jornal Regional On-Line – www.diarioaveiro.pt/