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Março 2009

Vendo Artigos de: Março , 2009

Associação Brasileira de Capoeira Angola articula pensão para antigos mestres de capoeira

Diretores da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola – serão recebidos nesta terça feira, dia 31, na Assembléia Legislativa da Bahia, pelo deputado estadual Yulo Oiticica, do PT, com uma longa trajetória de defesa da dignidade das classes populares. Será o início da luta pela pensão vitalícia dos antigos mestres de capoeira 

Guardiões da tradição desta cultura ancestral, muitos mestres são reverenciados mas têm dificuldades concretas de sobrevivência, depois de toda uma vida dedicada à cultura popular afro-brasileira. O Plano de Salvaguarda da Capoeira, elaborado pelo governo federal por ocasião do registro da capoeira como patrimônio imaterial brasileiro, prevê o reconhecimento do notório saber dos antigos mestres e a concessão de um plano de previdência especial para os mesmos. Entretanto, nada foi feito até então em âmbito federal. Pernambuco é o estado pioneiro com a criação da Lei do Registro do Patrimônio Vivo (Lei nº 12.196/02), seguido por Alagoas e Ceará.

Dentre os diretores da entidade, estarão presentes os mestres Virgilio, Nô, Boca Rica e Caboré, além dos capoeiristas e jornalistas Lucia Correia Lima e Paulo Magalhães. O principal objetivo da reunião é entregar ao deputado documentos com subsídios para a criação da Lei de Registro do Patrimônio Vivo na Bahia.

 

Casa de Tradição

A ABCA foi criada em 1987 por mestres como João Pequeno, Paulo dos Anjos, Nô, Ferrerinha, Renê e Curió, dentre outros, com o objetivo de contribuir para a preservação dos fundamentos da capoeira tradicional baiana. Hoje a entidade está vivenciando um profundo processo de renovação e preparando novos projetos. A capoeira angola está sendo praticada hoje em todos os continentes, criando um mercado de trabalho de difícil mensuração e levando ao mundo uma visão positiva do Brasil; vem ainda expandindo a língua portuguesa e trazendo ao país visitantes de todo o mundo, para o desenvolvimento do turismo cultural e étnico.

A ABCA estará focando seus esforços nesta busca de justiça e reconhecimento de todos os mestres da sabedoria popular, no berço da cultura que é a Bahia. “Angola: capoeira mãe”, repetem os mestres da associação, que se prepara para iniciar também em sua sede, na Rua Gregório de Matos, curso de inglês para capoeiristas e moradores do Pelourinho; a criação de uma escola superior de capoeira angola; sua transformação em um ponto de encontro nacional e internacional de capoeiristas, com reforma da loja, criação de biblioteca e videoteca, além de um arquivo de fotos e histórias dos mestres que compõem este patrimônio.

Lucia Correia Lima – DRT 1046

Paulo Magalhães – DRT 11.374

 

“VIVA PASTINHA” – Homenagem a Mestre Pastinha

Em homenagem à Vicente Ferreira Pastinha, o Portal Capoeira exalta o Mestre, propondo a toda comunidade capoeirística o “VIVA PASTINHA”.

Um mês dedicado a Vida e Obra deste Grande Homem e Mestre de Capoeira.

Dia 05 de Abril, Mestre Pastinha iria completar 120 anos, se estivesse “fisicamente vivo”…

  Vicente Ferreira Pastinha, era uma pessoa bem-humorada, descontraída, bastante receptivo, rico em conhecimento, seu saber transcendia as rodas de capoeira.

Mestre Pastinha, era o guardião da capoeira Angola, a Capoeira Mãe… Imortalizou o seu legado e o seu amor incondicional pela Capoeira… Deixou discípulos e seguidores espalhados pelo Mundo…

João Grande, João Pequeno, Gildo Alfinete, Curió, Moraes, Bola Sete, Cobra Mansa, Jogo de Dentro, Janja… e tantos outros grandes Mestres…

A Capoeira Angola, a capoeira tradicional, continua forte, mágica, lúdica, maliciosa… continua encantando e contagiando…

Salve Mestre Pastinha, Salve a Capoeira Angola!!!

Durante o mes de Abril, vamos todos formar uma grande roda de Angola… Vadiar em homenagem ao Mestre e celebrar os 120 anos de sua “Vida pela Capoeira”

Iêêê… VIVA PASTINHA…


É assim que devemos ver… apesar de não estar neste plano, ele continua vivo, na essência da própria Capoeira!!!

Dica de leitura (Artigos, Matérias e Documentos): “VIVA PASTINHA”

“Ninguém pode mostrar tudo o que tem as entregas e revelações.
Têm que ser feito aos poucos. Isso serve na capoeira, na família e na vida.
Há momentos em que não podem ser divididos com ninguém e nestes momentos
existem segredos que não podem ser contados as todas as pessoas”.

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha


“VIVA PASTINHA” 4º Ano da Homenagem do Portal Capoeira

 

CAPOEIRA: PRECONCEITO EM ALTA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

É com muita tristeza que informamos à comunidade universitária e à sociedade baiana e brasileira que o preconceito está em alta na Universidade Federal da Bahia. Não bastassem as infelizes declarações do professor Antonio Dantas (ex) coordenador da Faculdade de Medicina, com grande repercussão na mídia (ver reportagem publicada no Portal Capoeira) há cerca de um ano atrás, onde cita a execução do toque do berimbau como referência para dizer que o baiano tem pouca capacidade mental, temos agora outra manifestação eminente desse preconceito. Vamos aos fatos.

Desde que foi implantada na UFBA, em 2000, a Atividade Curricular em Comunidade (ou simplesmente ACC como é conhecida no ambiente universitário) tem sido uma experiência muito importante no que diz respeito a uma maior aproximação entre Universidade e Comunidade. Uma dessas ACCs – Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira – desenvolvida a partir da Faculdade de Educação da UFBA, foi uma das primeiras a serem implantadas no currículo e vem envolvendo estudantes de vários cursos em atividades sócio-educativas direcionadas às comunidades de capoeira, atuando em Salvador e Região Metropolitana, abrindo o espaço da universidade para estas comunidades, dando voz e visibilidade aos seus líderes e seus participantes (crianças, adolescentes e adultos) a partir de muitas atividades.

No entanto, a ACC EDC464 – Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira sofre, já há alguns semestres, o que poderíamos chamar de “pouco prestígio” junto a Pró-Reitoria de Extensão, órgão responsável pelas ACCs. Já não vinha recebendo o apoio financeiro a que todas as ACCs têm direito, o que  já tornava a tarefa de continuar um fardo pesado para alunos e professores comprometidos com essas ações e que apelaram freqüentemente ao próprio bolso para manter as atividades em funcionamento.

Temos durante esse tempo todo, tentado dialogar com representantes dessa Pró-Reitoria no sentido de sensibilizá-los sobre a necessidade e a importância da continuidade das ações dessa ACC, sobretudo em função dos compromissos estabelecidos com essas comunidades, que finalmente começam a enxergar a Universidade como uma parceira importante em sua luta por dignidade humana.

Fomos, então, surpreendidos nesse atual semestre com a notícia veiculada pela Pró-Reitoria de Extensão, de que a ACC Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira não seria mais oferecida. Depois de muito tentarmos, sequer uma explicação plausível nos foi dada para justificar tal atitude. Será que os saberes tratados pela capoeira não seriam nobres o suficiente, para justificar sua presença no currículo oficial da UFBA ???

Diante do exposto, viemos a público manifestar nossa INDIGNAÇÃO pela forma arbitrária com que essa decisão foi tomada, sem sequer possibilitar um diálogo e uma argumentação de nossa parte, que pudesse alterar tal decisão, o que nos faz acreditar que tal atitude trata-se de PRECONCEITO contra uma manifestação como a CAPOEIRA, que durante séculos foi perseguida e reprimida pelo poder, tida como coisa de “vadios” e “desordeiros”, e que apesar de hoje, ser considerada Patrimônio da Cultura Brasileira pelo IPHAN, e ser praticada em mais de 150 países no mundo inteiro, ainda sofre esse tipo de discriminação, e pior, justamente na Bahia, local de maior prestígio dessa manifestação em todo o mundo.

Reiteramos a relevância desta ACC na formação de estudantes de diversas áreas, o que confirma seu caráter aberto a todas as áreas do conhecimento. Destacamos a importância desta manifestação cultural não só para a formação humana de seus estudiosos na Universidade Federal da Bahia, mas também para a formação científica dos estudantes e professores desta instituição. A ACC 464 foi (e é) base para estudos monográficos, dissertações de mestrados, além de trabalhos apresentados em eventos como a SBPC em Campinas, o Seminário Interno de Pesquisa da UFBA em Salvador e em eventos internacionais, como o de Cuba – Pedagogia 2009.

A ACC busca aproximar o saber popular e acadêmico de forma democrática, sensível, auxiliando na superação de uma lógica retrógada que permeou por muito tempo os ambientes universitários e que, agora, cabe cada vez menos em um país que declara ser a diversidade cultural um dos seus grandes diferenciais. Para sermos diversos culturalmente, é preciso respeito com toda forma de cultura. Não é o que esta universidade mostra agindo desta forma em relação a essa já histórica e resistente ACC.

Em virtude do silêncio da Pró-Reitoria de Extensão sobre a justificativa da exclusão da ACC, consideramos que os canais de diálogo foram esgotados, e por isso apelamos a essa nota pública, no intuito de denunciar essa atitude discriminatória e preconceituosa, certos de que a comunidade acadêmica e a sociedade baiana se manifestarão a respeito.

 Salvador, 30 de março de 2009

 

Professores responsáveis atuais pela ACC 464: Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira (Faculdade de Educação):

Pedro Abib

Maria Cecília de Paula Silva

Antigos professores participantes:

José Luis Cirqueira Falcão (professor da UFSC, colaborador na criação da ACC 464 e sua inclusão no currículo da UFBA EM 2000)

Participantes:

Benício Boida de Andrade Júnior, estudante de filosofia (participante desde 2007.1)

Eduardo Evangelista Costa Bomfim, estudante de ciências sociais (participante desde 2006.2)

Fernando Lemos, estudante de arquitetura (participante desde 2006.2)

Franciane Simplício Figueiredo, mestre em educação (participante desde 2006.1)

Luciano Ferreira Guimarães, contramestre de capoeira (participante informal desde 2005.2)

José Luis Oliveira Cruz , mestre Bola Sete, mestre de capoeira (participante informal desde 2006.1)

Maria Luisa Bastos Pimenta Neves, estudante de pedagogia (participante desde 2004.1)

Priscila Lemos Menezes, estudante de letras vernáculas com uma língua estrangeira, (participante desde 2008.2)

Renato Silva Santos, estudante de educação física (participante desde 2007.2)

Sante Braga Dias Scaldaferri, mestre em educação (participante desde 2006.1)

Sergio Fachinetti, mestre Cafuné, mestre de capoeira (participante informal desde 2006.2).

Capoeira de Saia 2009

2ª REUNIAO DE LIDERANÇAS FEMININAS da capoeira da Bahia, dia 28/03, sabado, as 14h, na academia do M. Nenel (FUMEB, Pelourinho, em frente a ABCA e abaixo do Filhos de Gandhy).

Não percam! Estamos edificando a segunda ediçao do maior evento feminino de capacitação que a terrinha já viu, e o melhor? JUNTAS!

{youtube}PusD2-za9HA{/youtube}

A primeira edição já foi realizada no dia 17/05/2008, na Fortaleza de Santo Antônio Além do Carmo _ Forte da Capoeira, das 08 as 20 h,
reuniu 300 praticantes e inumeros convidados (Mestre Joao Pequeno de Pastinha aos 90 anos de idades foi um deles, alem de tantos outros).

Como parceiros teremos a prefeitura de Salvador, o Governo da Bahia e a iniciativa privada !!!

“Levanta a saia, la vem a maré”.
 
Um grande axé,
No aguardo,
Comissao Organizadora

Carolina Magalhães
Contramestre Brisa
brisacapoeira@msn.com
71.87935400

Inscrições para Capoeira na Vila São Francisco

Já estão abertas as inscrições para a Oficina de Capoeira de Registro. As aulas serão gratuitas, com início previsto para o dia 15 de abril e ministradas pelo Instrutor Renato Cezar de Azevedo (Mikimba), na sede da Associação de Moradores da Vila São Francisco.

A atividade será todas as quartas-feiras a partir das 14h e as vagas são limitadas. O curso é oferecido pela Divisão de Atividades Culturais de Registro, em parceria com a Secretaria do Estado de Cultura.

Para se inscrever, o interessado deve comparecer à Divisão de Atividades Culturais que fica no Centro de Educação e Cultura KKKK, 53, sala 02, das 9h às 12h e das 14h às 17h30. Informações: 3822 4492, pelo e-mail cultura@registro.sp.gov.br

Diário de Iguape – Iguape,Brasil

Nota de Falecimento: Mestre Docinho

Transcrevo,  com tristeza, notícia da morte do amigo Mestre Docinho (Eudóxio Leunir Matos Santos Barbosa), um dos grandes baluartes da organização desportiva da Capoeira no Estado do Pará.
 
Foi professor de Capoeira durante alguns meses no Grupo Rei Zumbi de Capoeira, em  1989, no antigo DEFID, hoje DEAFI, aqui em Belém do Pará.
 
Faço minhas as palavras de despedida do meu amigo Mestre Ferro do Pé: 
 
“Bom dia Mestre Fernando,
É com tristeza (porém tenho multiplicar esta informação), que informo o falecimento de modo súbito, vítimado por ataque cardíaco, do Mestre Docinho no último domingo dia 29.03.2009, sendo que o sepultamento ocorreu no dia 30.03.2009 às 11:00h no cemitério parque das palmeiras em Marituba – Pa.
 
Momentanêamente o Berimbau se cala e o atabaque não ecoa o seu toque, mas, a alegria não pode morrer.   A vida segue seu curso apesar da dor e do lamento,  o toque de Iúna dará lugar a outros toques mais festivos e a irreverência as controvérsias e os saberes do Mestre Docinho embalararão conversas e contos, e a lembrança não morrerá jamais.
 
Axé e crescimento espiritual ao Mestre Docinho.”
 
Ferro do Pé.

DANCEBRAZIL & Mestre Jelon no New York Times

There was enough appreciative whistling to make a construction worker blush at Skirball Center at New York University on Saturday night, when DanceBrazil rolled through town with its crowd-pleasing style of high-octane, high-flying, pelvis-swiveling choreography. And let’s not forget the revealing costumes: the phrase “six-pack abs” doesn’t begin to do these folks justice.

Act II of “Ritmos,” or rhythms, by DanceBrazil’s artistic director, Jelon Vieira, was true to its title. Accompanied by Tote Gira’s live, percussive feast of a score, the work moved between silky samba sections and explosions of capoeira, Brazil’s martial arts dance. The performers, all men save for two women, might spend a bit less time hamming it up for the crowd and a bit more focusing on the intimate social dynamics that can make capoeira — with its spinning, lashing kicks and power moves executed in close quarters — so captivating. Still, it’s hard to be grumpy in the face of such an unabashed display of bravado, especially by dancers like these, whose rhythmic intelligence elevates sometimes stock material.

“Inura,” a premiere by the former Alvin Ailey dancer Carlos dos Santos Jr., is more ambitious, described in program notes as an exploration of the energy associated with the Yoruba deity Exu. Tania León’s score, which she conducted, features a spookily strange chorus and intriguing orchestration, creating a richly ritualistic mood. Here the women are given more to do, often taking central roles in sensual, impressionistic passages that meld capoeira with a modern fusion of styles reminiscent of Ailey.

These passages, like Manny Vega’s costumes, are sometimes more fussy than complex. Yet the eye and ears are drawn in and inclined to linger. CLAUDIA LA ROCCO

LAURA PAWEL

Dance Company

Baryshnikov Arts Center

“This is old school,” my neighbor said to me in a stage whisper during intermission at Laura Pawel’s dance program at the Baryshnikov Arts Center on Friday night. “Very Sarah Lawrence.” Ms. Pawel, who formed her company in 1968 after graduating from Sarah Lawrence College, approaches movement from a pedestrian, post-Judson Dance Theater aesthetic. There is a good deal of talking while moving; and the dancing, characterized by skipping, walking and shuffling, isn’t strenuous but deftly composed. Ms. Pawel experiments with improvisation within set choreographic structures.

Dancing with Ms. Pawel in the short trilogy of dances, “Sphinx,” “Phoenix” and “Griffins,” Pamela Finney was a grounded, austere counterpart to the choreographer’s lissome walks on demipoint and wiggling fingers. But the majority of works were for the group. In “Brambles,” from 2007, the dancers slyly commented on the aging process while contrasting off-kilter phrases with stillness. “I didn’t bump my head on the corner of anything today, and it doesn’t hurt,” Ms. Finney observed with deadpan flair.

The approach of talking and dancing extended to Ms. Pawel’s “There Might Be Mangoes,” a premiere for six brightly costumed performers set to live jazz music by the Cecilia Coleman Quartet. While the lines were funny in “Brambles” because the dancers seemed unaware of their humor, the dialogue was overly self-conscious in “Mangoes.” For Ms. Pawel to succeed in making an old form look alive, innocence can’t be sacrificed for a laugh. GIA KOURLAS

 
DanceBrazil members performing Jelon Vieira’s “Ritmos.”
By THE NEW YORK TIMES
Published: March 22, 2009

Skirball Center
for the Performing Arts

 
Fonte: http://www.nytimes.com

Terra, território e territorialidade

Livro do professor Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, Quilombos, geografia africana, cartografia étnica e territórios tradicionais, será lançado no próximo dia 30 de março, na Livraria Cultura, às 19h, em Brasília.

A Fundação Cultural Palmares convida a todos para o lançamento dessa importante obra de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, professor do departamento de Geografia da Universidade de Brasília. Quilombos, geografia africana, cartografia étnica e territórios tradicionais é resultado de uma extensa pesquisa a que o autor se dedicou em seu pós-doutoramento no Musée Royale de l’Africa Centrale, Tervuren – Bélgica, e teve como principal referência a pesquisa historiográfica realizada em várias instituições no Brasil, na África e na Europa. O livro traz ainda registros fotográficos e uma extraordinária documentação cartográfica temática.

Segundo    o   autor,    “a    terra,   o   território   e   a territorialidade assumem grande importância dentro da temática da pluralidade cultural brasileira no seu processo de ensino, planejamento e gestão”.

Para ele, tratar da diversidade cultural do Brasil num contexto geográfico, cartográfico e fotográfico, visando reconhecer, valorizar e superar a discriminação aqui existente é ter uma atuação sobre um dos mecanismos estruturais da exclusão social. “São várias as questões estruturais relacionadas à cultura africana, à população afro-brasileira e aos territórios tradicionais no país que continuam merecendo investigação, conhecimento e intervenção. Dois pontos configuram-se como emergenciais. O primeiro deles está relacionado à desmistificação do continente africano, sobretudo nos seus aspectos geográficos e em suas relações com a formação do território brasileiro. O segundo, se refere a exclusão secular das matrizes africanas do sistema oficial brasileiro, particularmente, dos quilombos.”

O livro esta estruturado em três partes básicas. Na primeira, são feitas referências a alguns elementos fundamentais da historiografia da África, principalmente aspectos dos grandes tipos de ambientes; a espacialidade dos principais impérios e aspectos territoriais da diáspora africana. É feita uma representação preliminar da etnográfia africana no Brasil, dos registros dos quilombos antigos e dos ciclos econômicos coloniais.

A distribuição geográfica dos quilombos contemporâneos, assim como, as suas questões fundamentais, estão apontadas na segunda parte da obra. A última parte do livro está destinado ao mapeamento dos registros municipais das comunidades quilombolas por unidade política, organizadas em folhas articuladas que cobre todo o país, com o nome da comunidade e o município do Estado correspondente, assim como, as referências sobre os territórios reconhecidos institucionalmente e os já titulados.

Com este trabalho, o autor pretende contribuir para a ampliação da visibilidade junto a sociedade civil; nas ações conseqüentes do setor decisório e na inserção do continente africano na educação brasileira.

Contato: (61) 3307-2393
E-mail: quilombo@unb.br


Assessoria de Comunicação

Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
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Novo Livro: A ginga dos mais vividos

Olá, amigos capoeiristas, acabo de publicar meu novo livro, “A ginga dos mais vividos”, que fala sobre “capoterapia”, uma das propostas de capoeira adaptada pra terceira idade. O prefácio é de Mestre Skysito.
 
Agradeço se puderem contribuir com esse trabalho, adquirindo um exemplar pelo valor de R$ 20,OO. Produzi um DVD com mesmo nome, sobre experiência sobre capoeira na terceira idade no estado do Pará, por R$ 10,OO. , o custo inclui a postagem. Basta depositar em minha conta corrente 21987-8, ag. 12319 banco do brasil e me informar endereço com cep.
 
Obrigado e abraço
 
Mano Lima – (61) 8407 7960, www.manolima.portalcapoeira.com
 
Repórter do programa “Canal E Notícias”. Colunista dos sítios www.temnoticia.com.br e www.portalcapoeira.com