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Fevereiro 2010

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Brasília: II Conferência Nacional de Cultura

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID), e dentro das etapas da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), realiza, de 7 a 9 de março, em Brasília, as Pré-Conferências Setoriais de Culturas Populares e Culturas Indígenas. A abertura será às 19h, do dia 7, no Museu da República e os dois eventos serão realizados numa estrutura montada na Esplanada dos Ministérios, nos dias 8 e 9. As Pré-Conferências têm caráter mobilizador, reflexivo, propositivo e elegerão os delegados para a etapa nacional da II CNC, que acontecerá de 11 a 14 de março, também em Brasília.

Planos e colegiados setoriais

Além de eleger os delegados, cujos representantes estaduais estão em fase final de seleção, sendo 10 por segmento e dois de cada macrorregião, as Pré-Conferências discutirão as diretrizes e ações que comporão os planos setoriais de Culturas Populares e de Culturas Indígenas. Também no âmbito das Pré-Conferências serão eleitos os novos membros dos Colegiados Setoriais, instância do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).

No âmbito da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, foram criados, em agosto de 2009, pelo Plenário do CNPC, os Colegiados Setoriais de Culturas Populares e Culturas Indígenas. Eles serão compostos por 15 titulares e 15 suplentes representantes da sociedade civil (três de cada macrorregião do país), além de 5 representantes titulares e 5 suplentes indicados pelo Poder Público Federal. Os eleitos e indicados exercerão mandato referente ao biênio 2010/2011.

Entre os principais pontos a serem discutidos nas Pré-Conferências de Culturas Indígenas e Culturas Populares, estão a aprovação de Minuta dos Planos Setoriais de cada segmento e a eleição, pela primeira vez, dos representantes dos Colegiados Setoriais.

Os interessados em participar da construção destes documentos podem acessar o blog geral da CNC, onde foram criados 19 blogs temáticos sobre cada segmento cultural do Ministério da Cultura, incluindo os de Culturas Populares e o de Culturas Indígenas. Os blogs servirão como veículos de divulgação de informações sobre cada um dos setores, além de agregar propostas para as plenárias da II CNC.

Colegiados vão fomentar ações para os segmentos

Os dois colegiados foram criados com o objetivo de fomentar políticas culturais para os dois segmentos. No caso das Culturas Populares, o Ministério da Cultura, por meio da SID realizou, em Brasília, nos anos de 2005 e 2006, dois Seminários Nacionais de Políticas Públicas para o setor que contou com a participação de delegações de todo o país. Também com o objetivo de promover a valorização das Culturas Populares, foram realizados o Iº e o IIº Encontro Sul-Americano das Culturas Populares (ESACP) dos quais participaram delegações da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Paraguai e Venezuela. O primeiro aconteceu em Brasília, de 14 a 17 de setembro de 2006. O Segundo foi realizado em Caracas, de 25 a 28 de novembro.

Os dois seminários resultaram na Carta Sul-Americana das Culturas Populares que está sendo cumprida por meio de várias ações, como a realização de três Prêmios (2007, 2008 e 2009) que contemplaram, em todo o país, 695 iniciativas desenvolvidas por mestres e grupos/comunidades formais e informais de culturas populares.

Em relação ao segmento Culturas Indígenas, a Secretaria da identidade e da Diversidade Cultural criou, no dia 19 de abril de 2005, data em que se comemora o Dia do Índio, por meio de portaria nº 62, publicada no Diário Oficial da União, Grupo de Trabalho com a missão de discutir e propor políticas públicas de cultura que contemplem os anseios e as singularidades das culturas indígenas.

Entre os principais pontos discutidos e encaminhados, até agora, pelo Grupo de Trabalho estão o fortalecimento das manifestações culturais indígenas; a valorização das culturas indígenas e a luta contra o preconceito e promoção de campanhas de divulgação; o acesso aos bens culturais do país, rompendo com a marginalidade dos povos indígenas; e a elaboração de uma política cultural indígena em parceria com os povos indígenas.

A SID também realizou dois editais de premiação, Edição Ângelo Creta (2007) e Edição Xicão Xucuru (2008) contemplando iniciativas culturais realizadas por representantes de várias etnias distribuídas entre os 220 povos indígenas existentes no país.

Representações estaduais

Acesse os links abaixo para conferir as listas dos delegados escolhidos para participar das pré-conferências:

Culturas Populares
Culturas Indígenas

Acesse a Portaria nº 4, de 3 de dezembro de 2009, que aprova a Resolução nº 2 do Comitê Executivo da II CNC, regulamentando todo o processo.

Informações e dúvidas sobre as Pré-Conferências Setoriais de Cultura podem ser obtidas pelo correio eletrônico: marcelo.manzatti@cultura.gov.br

Acesse aqui os blogs de Culturas Indígenas e Culturas Populares

http://culturadigital.br/setorialculturaspopulares

http://culturadigital.br/setorialculturasindigenas

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

 

Comunicação SID/MinC

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FCMS oferece aulas de capoeira com o Mestre Zumbi

Campo Grande (MS) – A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul está com inscrições abertas para as aulas de capoeira estilo “capitães de areia” que serão ministradas pelo Mestre Zumbi. As aulas são direcionadas para pessoas a partir de 5 anos e tem início em 2 de março, sempre as terças, quartas e quintas-feiras com uma turma das 16h às 17h30min e outra das 17h30min às 18h45min no Centro Cultural José Octávio Guizzo.

As aulas proporcionarão as crianças, jovens e adultos uma integração, induzindo conhecimento sobre uma arte genuinamente brasileira, oriunda de valores culturais afro-brasileiros, levando aos adeptos dessa cultura desportiva condicionamento físico, conhecimento cultural e controle emocional.

A capoeira é música, poesia, festa, diversão e uma forma de luta, um fenômeno nacional, sendo a expressão de uma síntese de gestos e movimentos que caracterizam a herança cultural afro-brasileira, que teve inicio no período da escravidão, nas lutas de libertação dos negros e ao sofrimento e aspirações de um povo, desde o descobrimento do Brasil.

“A capoeira além de esporte é cultura, é filosofia de vida para muitos, ensinando a quem prática a respeitar a história de um povo que ajudou a construir a história do Brasil”, explica o Mestre Zumbi.

“Aprender capoeira, não é aprender a brigar, mas sim aprender a história de um povo que se expressou em movimentos físicos pela necessidade de liberdade: A liberdade de ser gente” finaliza Zumbi.

Juarez Moraes Corrêa, conhecido como “Mestre Zumbi” iniciou a prática de capoeira em 1986 na Academia de Capoeira Conceição da Praia com o Mestre Mato Grosso em Campo Grande, formando-se em 1989 como professor e passou a mestre no ano de 2000. Participando então de projetos e eventos da Fundação de Cultura de Campo Grande (FUNDAC) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), realizou inúmeras apresentações, palestras, cursos e rodas de capoeira em ruas, praças, escolas, universidades e teatros na capital e no interior de Mato Grosso do Sul.

Zumbi participou também da gravação de 2 cds, de peças teatrais, é militante do Movimento Negro Sul-Mato-Grossense e foi membro do Conselho Estadual de Direitos do Negro.

A mensalidade tem o valor de R$ 40,00. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na rua 26 de agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795 de terça a sábado das 8h às 22h e domingo das 14h às 19h.

 

Fonte: Pantanal News/FCMS – http://www.pantanalnews.com.br/

Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras

Fomentar e difundir a cultura negra nacional e internacional com um caráter inovador. Esse é o mote que resultou no lançamento do 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon) em parceria com a Fundação Cultural Palmares. No total serão premiados 20 projetos de todo o país, sendo quatro contemplados por região brasileira – Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Ao todo serão distribuídos R$1.100.000,00 em prêmios para projetos que abordem as seguintes manifestações artísticas: teatro, dança e artes visuais que trabalhem com a produção artística de estética negra.

As inscrições vão até o dia 5 de março e podem ser feitas pelo site www.premioafro.org. Por meio deste endereço, os interessados poderão acessar ainda o edital de seleção, obter dicas sobre como elaborar os projetos e mais informações sobre o prêmio.

O Prêmio Expressões Culturais Afrobrasileiras foi concebido em 2006, após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado no Teatro Vila Velha, em Salvador, que teve como um de seus destaques a discussão sobre a falta de editais públicos e linhas de financiamento específicos para trabalhos focados na estética negra.

Fonte – Blog Petrobras – http://www.blogspetrobras.com.br

IPHAN – Programa Pró-Capoeira

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), disponibilizou para os capoeiristas, pesquisadores e instituições diversas que trabalham com a Capoeira cadastro online, que poderá ser acessado através de linque no site do Ministerio da Cultura. Vale lembrar que a Rede Nacional da Capoeira já havia disponibilizado um cadastro similar, que foi elaborado através de modelo enviado via internet em documento word para preenchimento dos interessados. Devido a importância de tal cadastro, naquele momentos acreditamos ser importante disponibilizar aos membros de nossa rede e àqueles que ainda não eram este pré cadastro. Isto só veio mostrar que estávamos certos. Portanto, camaradas, não percam tem, acessem o site do Ministério da Cultura e façam o seu cadastro. Este será o primeiro passo para a criação do Plano Nacional de Salvaguarda da Capoeira e vocês não vão querer ficar de fora, vão?

Você poderá encontrar as fichas nos linques abaixo, nas Superintendências Estaduais do IPHAN ou nos seguintes sites:

Abaixo seguem os linques para vocês fazerem o cadastro de acordo com o seu perfil:

  1. Se você ensina capoeira clique aqui;
  2. Se você quer cadastrar um grupo de capoeira clique aqui;
  3. Se você quer cadastrar uma entidade que agrega grupos de capoeira clique aqui;
  4. Se você é pesquisador de capoeira clique aqui;
  5. Se você quer cadastrar uma instituição de pesquisa sobre capoeira clique aqui;

Isto é muito importante para tod@s nós. Divulgue para seus amigos, para suas redes. Vamos democratizar está informação para o maior número de pessoas possíveis.

Com meu AXÉ,

Mestre Paulão
@mestrepaulao
Coordenador da Rede Nacional da Capoeira

Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

11.500 refeições foram servidas durante o Encontro dos Povos Guarani

Um dos pontos altos da organização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, foi o momento das refeições, servidas aos 800 indígenas e mais de 120 não indígenas, das equipes de apoio que trabalharam no evento. “Foram produzidas 11.500 refeições, entre café da manhã, almoço e jantar, durante os três dias do evento, além de um jantar de boas vindas no dia anterior, totalizando nove toneladas de alimento”, conta João Gonçalves, Coordenador-Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/ MinC.

Para isso, foi montada uma praça de alimentação na aldeia Tekoha Añetete com estrutura de cozinha e um espaço de buffet com 200 mesas e 800 cadeiras. Uma equipe de 30 pessoas foi contratada especialmente para elaborar as refeições.

Segundo Gonçalves, o cardápio, elaborado pelos próprios Guarani, tinha como ponto forte uma grande quantidade de verduras, frutas e legumes. “As frutas, como mamão, laranja, melancia e maçã, ficavam disponíveis na tenda de alimentação o dia todo, principalmente para que as mães pudessem oferecer às cerca de 150 crianças presentes”.

No almoço e jantar, além de legumes, como beterraba, aipim (mandioca), cenoura, batata e abóbora, acompanhavam o arroz e o feijão, macarrão e algum tipo de carne. Foram consumidos 1.000 quilos de peixe, 500 quilos de frango e 1.200 quilos de carne de boi. A erva mate, servida como chimarrão e como tereré, também foi colocada à disposição dos participantes durante todos os dias do Encontro, totalizando 240 quilos de erva, acrescentou João Gonçalves.

A xixa, uma bebida elaborada a partir da fermentação da canjica e consumida pelos indígenas durante os rituais de reza, era oferecida nas cerimônias religiosas realizadas após o jantar. A bebida era servida numa cuia, que circulava na roda de oração, passando de mão em mão. A xixa foi elaborada pelos anfitriões.

Além da estrutura montada para alimentação, foi contratada uma equipe médica e uma ambulância que ficou a postos 24 horas por dia. Além disso, uma equipe de limpeza formada por indígenas da aldeia anfitriã garantiu o bom estado do local durante o Encontro. Não houve nenhuma ocorrência médica.

Comunicação SID/MinC

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Vagas para Shows na Tailândia

A Ritmo Tropical Produções & Eventos, esta selecionando profissional para realização de Shows na Tailândia, PERÍODO: 12 meses


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Ritmos Brasileiros & Internacionais – Capoeira – Pirofagia
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Dia Internacional da Língua Materna tem como objetivo principal a Promoção da Diversidade Cultural

Diversidade Cultural

O último dia 21 de fevereiro foi comemorado em todo o mundo como o Dia Internacional da Língua Materna. A data foi instituída em 1999, pela 30ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, com o objetivo de promover a diversidade e desenvolver uma consciência maior das tradições linguísticas e culturais baseadas na compreensão e no diálogo.

Dentro das comemorações previstas para o 11ª Jornada da Língua Materna, será realizado, na sede da UNESCO, em Paris, nos dias 22 e 23, o Simpósio Internacional sobre Tradução e Mediação Cultural.

A língua materna, aquela das primeiras palavras e da expressão do pensamento individual, é a base da história e da cultura de cada indivíduo. As línguas, com suas implicações complexas em termos de identidade, de comunicação, de integração social, de educação e de desenvolvimento, têm uma importância estratégica para os povos e para o planeta.

Devido aos processos de globalização, elas se encontram cada vez mais ameaçadas. Quando as línguas se extinguem, a diversidade cultural é reduzida, pois, com elas, perdem-se também perspectivas, tradições, memórias coletivas e modos únicos de pensamento e de expressão. Enfim, recursos preciosos para garantir um futuro melhor.

As línguas maternas e a coexistência pacífica

Para a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, nesse contexto, é preciso que os governos de todos os países estimulem o multilinguismo. “É fundamental o encorajamento de políticas linguísticas regionais e nacionais coerentes, que contribuam para uma utilização apropriada e harmoniosa das línguas no seio de uma comunidade e de um determinado país”, alerta Bokova. Segundo a diretora da UNESCO, tais políticas favorecem a adoção de medidas que permitam a cada comunidade de locutores utilizar sua língua materna no espaço público e no privado, dando aos locutores a possibilidade de aprender e de utilizar outras línguas locais, nacionais e internacionais.

“Essa 11a edição da Jornada se coloca no âmbito do Ano Internacional para a Aproximação das Culturas. As línguas são, por excelência, vetores de compreensão do outro e de tolerância. O respeito por todas as línguas é um fator chave para assegurar a coexistência pacífica, sem exclusão, das sociedades e, em seu seio, de todos os seus membros”, observa Bokova.

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/02/latim2.jpgEla lembra ainda que, paralelamente, a aprendizagem das línguas estrangeiras e, por meio delas, a faculdade individual de utilizar várias línguas, constitui um fator de abertura para a diversidade, e de compreensão de outras culturas. Assim, ela deve ser promovida como um elemento constitutivo e estrutural da educação moderna.

“O multilinguismo, a aprendizagem das línguas estrangeiras e a tradução constituem três eixos estratégicos das políticas linguísticas de amanhã. Por ocasião desta 11ª edição da Jornada da língua materna, eu lanço um apelo à comunidade internacional para que a língua materna receba, em cada um desses três eixos, o lugar fundamental que lhe cabe, num espírito de respeito e de tolerância que abre caminho para a paz”, desafia a diretora geral da UNESCO.

No Brasil, a língua materna dos Indígenas

Embora o português seja a língua oficial no Brasil, há cerca de 180 outras línguas maternas faladas regularmente por povos indígenas brasileiros. O línguista e professor da Universidade de Brasília, Aryon Dall’Igna Rodrigues, que estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, alerta, no entanto, que 87% das línguas indígenas estão ameaçadas de “morte” e encaixam-se na categoria de línguas com dez mil falantes ou menos. De acordo com os estudos realizados por ele, cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos.

Segundo o professor da UnB, uma das alternativas para a sobrevivência das línguas maternas indígenas é incentivar o aprendizado das novas gerações. “Esse tem sido um esforço dos linguistas e professores por todo o Brasil. Hoje, existem mais de duas mil escolas que oferecem alfabetização bilíngue para as crianças índias”.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

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Araxá: Capoeira e roda de samba encerram atividades do Sesc/Verão 2010

Criançada também contou com rua de lazer durante o encerramento do evento.

Foram encerradas com sucesso as atividades do Projeto Sesc/Verão, promovidas pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) de Araxá.

Na tarde do último sábado (6), aconteceu a Oficina de Capoeira, ministrada pelo Mestre Petróleo, da Associação Cultural Esportiva de Capoeira Zumbahia. Além do aquecimento e alongamento com os movimentos básicos da capoeira, houve aulas de acrobacia, saltos e instrumentação com berimbau, pandeiro, atabaque e canto.

No domingo (7) pela manhã, aconteceu o Encontro de Capoeiristas de Araxá, Santa Juliana e São Gotardo, encerrada com uma belíssima roda de capoeira. Os jovens praticantes mostraram suas habilidades e respeito à cultura, tanto nos movimentos quanto nos cantos.

A criançada que esteve presente no domingo também pôde participar da rua de lazer, contando com totó, pingue-pongue, piscina de bolinhas e pula-pula.

A tarde de lazer, esporte e diversão foi encerrada com uma roda de samba na piscina com a Banda Beja, que tocou repertório variado da música popular brasileira, samba e pagode, num clima de entusiasmo e alegria, encerrando de forma marcante o Sesc/Verão 2010, que deixa saudades. Ano que vem tem mais!  Janeiro e fevereiro de 2011 prometem…

Informe Sesc/Araxá – http://diariodearaxa.com.br

Mil palavras

Quem disse que uma imagem fala mais que mil palavras não estava mentindo.
Recebi recentemente via e-mail, o cartaz de um evento, Capoeira Angola Women Power Conference 2010, que será realizado em março pela Fundação Internacional de Capoeira Angola, em Estocolmo, na Suécia.

Mas não é sobre o evento que eu quero falar. É sobre a imagem apresentada no cartaz: uma menina muçulmana, como indica o lenço, tocando berimbau.

Embora a condição da mulher muçulmana dependa muito mais do país de origem do que da religião, ainda assim a imagem chama atenção, impressiona e desperta a reflexão, as mil palavras.
Não conheço a menina, não sei qual seu país, qual a realidade dentro de sua casa, mas sei que não é preciso ser muçulmana para viver sob regras rígidas, limitações e proibições.
A garota muçulmana está tocando seu berimbau, enquanto ainda existem mulheres que vivem sob a moderna “cultura ocidental” mas que deixam a capoeira por proibição dos pais, namorado ou marido.
Questões como diferenças culturais, religiosas e sociais, preconceito racial e de gênero, repressão e liberdade são muito mais complexas do que se aprende na escola ou se vê na televisão.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Capoeirista “Besouro” leva lenda de herói negro ao Festival de Berlim

Berlim, 15 fev (EFE).- A lenda do capoeirista Besouro, herói da tradição negra brasileira pela luta em favor dos ex-escravos, chegou hoje ao Festival Internacional de Cinema de Berlim pelas mãos do cineasta João Daniel Tikhomiroff.

O filme “Besouro”, estreado na seção Panorama, fora de competição, chegou ao festival após ter sido um sucesso no Brasil, com bilheteria de mais de 500 mil espectadores.

“Para mim era importante mostrar esta história primeiro aos brasileiros, dos quais 95% não sabe que Besouro existiu de verdade e não é apenas um mito. Depois preferi ensiná-la ao resto do mundo”, explicou Thikomiroff à Agência Efe.

A história do lendário capoerista, apelidado de “Besouro”, chegou ao cineasta pelo romance “Feiojada no Paraíso” de Marcos Carvalho sobre a figura de um homem que se transformou em herói popular por seu empenho em praticar a capoeira, embora estivesse proibida, e em defender à população negra das discriminações.

“É um personagem fantástico que, além disso, permite refletir sobre a realidade social do início do século XX. Embora a escravidão já tivesse sido abolida, os negros ainda eram marginalizados e discriminados”, apontou.

Manoel Henrique Pereira, conhecido como “Besouro”, nasceu em 1897 em Santo Amaro da Purificação (Bahia) e passou ao imaginário popular como valente capoerista que enfrentava os armados patrões dos engenhos de açúcar com base em força e habilidade na luta.

O filme opta por um duplo enfoque: o da lenda, com um super Besouro capaz de se transformar em besouro e voar – estimulado pelos deuses da natureza dos Orixás – e o clássico, com dois amigos enfrentados pelo amor de uma menina, um malvado pistoleiro e uma terrível traição.

“Quis transitar entre esses dois mundos, entre o real e o imaginário. É o que faz esta história fascinante, a dúvida de se o que um está vendo é sonho ou realidade. Essa é a beleza do filme”, apontou o cineasta.

Para o papel protagonista, Thikomiroff escolheu Aílton Carmo, um jovem professor de capoeira, sem experiência interpretativa, mas a quem podia “ensinar a viver” a transição do jovem, de rapaz rebelde a fonte de inspiração para outros, mas que tivesse aptidões reais para a dança e para a luta.

Segundo o cineasta, é uma “pena” que nos últimos 20 anos não se tenham feito filmes sobre a capoeira, declarada bem cultural, que neste caso está “no coração” da história.

Carmo decidiu embarcar no projeto porque, desde criança, sonhava em demonstrar a sua mãe que podia fazer um filme de ação com um protagonista negro e que lutasse a ritmo de capoeira, igual aos filmes de Arnold Schwarzenegger, explicou à Agência Efe.

Jessica Barbosa atua no filme como Dinorá, a amiga de infância do protagonista, e na Orixá Iansã, deusa do vento e da chuva. “Em outros países existem o Batman e o Homem-Aranha. No Brasil, temos o Besouro, que é nosso próprio herói nacional”, ressaltou.

Para o cineasta, quase 100 anos depois da história, a realidade brasileira tem 55% de população negra “que continua vivendo algum tipo de discriminação”.

“Este filme mostra uma bela história sobre esse coletivo”, acrescentou. EFE

 

Fonte. O Globo – http://g1.globo.com