Débora Dias
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| RODA DE capoeira na Praia do Futuro uniu diferentes idades, profissões e até nacionalidades(Foto: Alex Costa) | |
[23 Janeiro 04h31min 2006]
O som deu o chamado, com pandeiro, atabaque e berimbau. Foi seguido dos movimentos, alguns rasteiros, outros com o corpo no ar. A combinação foi inevitável para atrair a atenção de quem passava pela barraca Marulho, na Praia do Futuro, no fim da tarde de ontem. A pequena Júlia Lemos, de 11 meses, se concentrava no espetáculo. Tanto quanto o venezuelano Luiz Angel Picón, que parou as vendas de artesanato para prestigiar o evento. A roda de capoeira realizada no local uniu diferentes idades, profissões e até nacionalidades.
''A capoeira tem uma integração social fantástica e é genuinamente brasileira'', destacou o capoeirista há 29 anos e educador físico Fernando Araújo, conhecido como Dingo. A roda marcou o lançamento da Associação capoeira Mundi, fundada para difusão do esporte. Dingo observa que a capoeira é um patrimônio brasileiro exportado para outros países. ''Tecnicamente nós a dominamos. Mas ela não está mais nos limites do País, ganhou o mundo. É nossa cultura, mas fascina a todos'', diz.
''Minha filha está vidrada e eu acho lindo. O ritmo, a dança, a energia que a gente sente'', conta a mãe de Júlia, a instrumentalista cirúrgica Isabela Lemos. A família dela foi aproveitar o fim de tarde na praia e encontrou um programa diferente. ''A capoeira oferece bons exercícios para o corpo, disciplina e mostra a cultura brasileira'', aponta o artesão Luiz Picón, que está no Brasil há um mês. Ele conta que conheceu o esporte na Venezuela e desde então procurou aprender mais sobre essa mistura de dança e arte marcial.
Dingo explica que a capoeira é uma só, mas jogada de várias formas. Há três estilos, o regional, que é mais rápido, benguela e angola, com ritmos mais lentos. ''O capoeirista completo tem que dominar os três estilos'', afirma. Entre os movimentos de defesa e ataque, meia-lua, martelo, esquiva, quixada e armada. Durante a roda, foi feita ainda uma apresentação de maculelê, uma dança com influências afro-indígena, em que são utilizados bastões de madeira.
O professor lembra que há 20 anos, a capoeira era marginalizada pela sociedade. Hoje, já é ensinada inclusive em escolas. ''Faz parte do nosso povo. Queremos que mais brasileiros despertem o interesse por ela. A capoeira é desnuda de preconceitos. Une pobres, ricos, pretos e brancos. São todos capoeiristas''. Mais do que observar, ele faz o convite para todos praticarem capoeira.
SERVIÇO
Associação capoeira Mundi
Rua Jovino Guedes, 67, Aldeota
Telefone: 3221.1131
http://www.noolhar.com/opovo/fortaleza/558941.html
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