Stereo Maracanã: batidas de hip-hop com percussão de capoeira
14 Dez 2007

Stereo Maracanã: batidas de hip-hop com percussão de capoeira

O Stereo Maracanã começou suas atividades em 2001, quando os amigos Pedro D-Lita, rapper e capoeirista, e Maurício Pacheco, guitarrista e vocalista

14 Dez 2007

O Stereo Maracanã começou suas atividades em 2001, quando os amigos Pedro D-Lita, rapper e capoeirista, e Maurício Pacheco, guitarrista e vocalista do extinto grupo Mulheres Q Dizem Sim, se encontraram no estúdio caseiro de Maurício para experimentar alguns sons usando batidas de hip-hop com percussão de capoeira. Do som dos berimbaus e atabaques da capoeira regional veio à inspiração e a tenacidade das letras de Pedro, fazendo críticas bem humoradas e falando do cotidiano desigual da caótica cidade maravilhosa. Pilotando computadores, efeitos e guitarras, Maurício aos poucos foi editando os sons e moldando a sonoridade de crônicas cariocas cheias de ritmo, formando o que os dois passaram a chamar de “capoeira eletro-funk de raiz”. Criando um rótulo sonoro para fugir de algo como “hip rock” ou “samba hop”, os dois partiram em busca de um nome para o projeto, e rapidamente chegaram a um que satisfazia ao imaginário da dupla: A memória sonora e as influências musicais ficaram simbolizadas pelo Stereo; e para representar a cultura de massas, o grande coliseu carioca: Maracanã. A simples associação das duas idéias batizou o grupo: Stereo Maracanã.

Após meses de experimentação em estúdio com amigos como o contra-mestre de capoeira Pé de Boi e o baixista Gabriel Bubu(baixista do Los Hermanos), eles tinham um disco em mãos, que logo interessou ao produtor Dudu Marote (de bandas como Skank e Pato Fu, entre outros), que pescou a faixa “freestyle love” para a sua coletânea "Comp 01_ 02- Orgânico Sintético" . Depois de se destacar na coletânea com a música "Freestyle Love", que foi rapidamente parar em rádios e programas de TV, a banda foi contratada pela gravadora Maianga para gravar o seu primeiro disco, "Combatente", lançado no final de 2002. O disco, misturando muita capoeira com influências black e um discurso antenado, fazendo um trabalho heterogêneo com forte sotaque carioca, teve ótima repercussão na crítica especializada, que também elogiou a iniciativa do grupo de ir ao encontro do público, promovendo o disco em uma inusitada turnê por comunidades e bairros da periferia carioca fazendo somente shows gratuitos a bordo de um caminhão de som batizado pela banda de Radiola Móvel.

Logo após o lançamento, enquanto faziam um trabalho para a ONG Olhares do Morro, no morro Dona Marta, Maurício e Pedro conheceram o MC Jovem Cerebral (parceiro de Mr Catra, entre outros), do morro da Mineira, que entrou para a banda imediatamente com toda a raça e o suingue do funk com rap. O time ficou completo com a entrada do baterista Ruvício Santos (fez turnês com o rapper MV Bill e integrava uma das principais bandas do underground carioca, o Cabeça de Nêgo), da baixada fluminense, berço do reggae carioca

A banda caiu na estrada em julho de 2002, logo após o Brasil sagrar-se penta-campeão mundial, e logo estava tocando em festivais de peso, com o Humaitá pra Peixe, no Rio de Janeiro, o Demo Sul, em Londrina, e o famoso Abril Pro Rock, em Recife.

Selecionada por diversas compilações internacionais, como a “Brazilian Beats 5”, do selo inglês Mr. Bongo” e a “Brazilectro”, do renomado selo francês Wagram, a faixa virou um hit particular, sendo executada nos intervalos dos jogos de vôlei de praia nas Olimpíadas de Atenas , em 2004, e em diversas pistas de dança e rádios européias.

Paralelamente a isso tudo, a banda continuava na ralação no Brasil, buscando um lugar ao sol em meio à falência de grandes gravadoras e do esquema viciado de jaba, televisão, etc. Correndo por for a, a banda rapidamente ganhou uma reputação de banda guerreira, fazendo shows enérgicos, com muito groove e gritos de guerra típicos das maiores torcidas em dia de clássico no maraca.

Aos poucos , e com apoio da turma da capoeira, formaram um público que se mantém até hoje, quando a banda parte com tudo para a gravação do seu segundo disco, que tem o ácido título “Mentalidade Safári”.

Logo após a série de shows de lançamento, Maurício foi convidado por Marcelo Yuka para participar de seu novo projeto , o F.UR.T.O., com quem produziu o disco Sangueaudiência, laçado pela SONY BMG em 2005, mesmo ano em que Maurício produziu e trabalhou com outros artistas, como Fernanda Abreu, Jussara Silveira e Gabriel O Pensador, além de fazer diversas viagens de pesquisa musical à Africa, onde trabalhou com diversos artistas em Angola e produziu discos dos cantores Paulo Flores e Wyza.

No inicio de 2007, retomando o projeto para a gravação do segundo disco e com a crescente procura pela banda na Europa, a banda fechou uma parceria com a produtora BM&A, que possibilitou a primeira turnê européia do Stereo Maracanã. O primeiro convite veio da POPKOMM, a maior feira de música e negócios do mundo, realizada anualmente em Berlim. Surgiram outros convites em sequência e a banda tocou em Amsterdam, Paris, Bruxelas,Londres e Brighton, e voltou da turnê com um contrato de distribuição com DG Diffusion, na França, e com a produtora de shows MKZWO, na Alemanha.

Formação da banda:

MC Jovem Cerebral: Voz

Pedro D-Lita: Voz

Maurício Pacheco:Guitarra, Programações

Gabriel Bubu: Baixo

Bruno Pé de Boi: Percussão

Ruvício Gomes: Bateria

 

Stereo Maracanã faz show em Curitiba
Grupo se dedica a fazer um hip-hop e um eletro funk com cara carioca

Revelados em 2001 na ótima coletânea Comp 00 01 Orgânico Sintético, os cariocas do Stereo Maracanã que empregam rap, rock, reggae, samba e funk em doses generosas para comentar sobre as mazelas e as belezas da Cidade Maravilhosa se apresentam neste sábado, dia 15 de dezembro, no Era Só O Que Faltava (Av. República Argentina, 1.334), a partir das 22 horas. Depois deles, é a vez dos curitibanos do “Os Milagrosos Compositores”. O show será do disco “Combatente” e também serão tocadas algumas músicas do álbum “Mentalidade Safari”, em processo de gravação e com lançamento previsto para maio de 2008, quando a banda parte novamente para mais uma aventura européia.

Serviço:

Stereo Maracanã e Os Milagrosos Decompositores

Local: Era Só O Que Faltava (R: República Argentina, 1.334).

Data: 15.12.2007 (Sábado).

Horário: 22 hrs.

Ingressos: R$ 15,00 (o primeiro lote c/ 200 ingressos), após outro valor.

Informações para o público: (41) 3342-0826.

Fonte: Bem Parana – Curitiba
http://www.bemparana.com.br/index.php?n=52625&t=stereo-maracana-faz-show-em-curitiba

 

Leave a comment
Mais Artigos
comentários
Comentário

3 × 4 =