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Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC

Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC

Projeto conta a história da capoeira no ABC; Atividade gratuita e aberta ao público geral

Nos dias 7, 8, 9 e 10 de Agosto, o Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC” que através de vivência, bate papo e workshop contará a história da prática na região do ABC e curiosidades sobre a manifestação sociocultural de origem afro-brasileira, que mistura luta, dança, elementos da cultura popular e música.

O projeto Conexão Capoeira ABC, propõe-se a ser um catalisador para discussões acerca das questões históricas da capoeira local, dos direcionamentos contemporâneos desta manifestação, um momento oportuno para formação e instrumentalização de mestres e professores de capoeira e de áreas correlatas, e ainda um espaço para a troca de saberes e experiências.

bate-papo

Ancestralidade: Corpo, Cultura e Religião

Abertura Conexão Capoeira ABC

07/08. Terça, às 19h30

Bate papo sobre a ancestralidade quando relacionada ao corpo, cultura e religião, trazendo para a discussão questões evolutivas, de apropriações e descaracterizações da cultura popular brasileira.

Com Rose Maria de Souza, Fabiano Maranhão e Diolino de Brito.

Mulher em Jogo

com Carla Yahn (Treinel Natureza)

08/08. Quarta, às 19h30

Bate papo histórico, cultural e musical sobre a participação da mulher na Capoeira. Hoje em dia, é quase impossível assistir a uma roda de capoeira, em qualquer canto do mundo, onde não haja a presença feminina. As mulheres, com todo o direito, estão conquistando a cada dia, mais e mais espaço nesse universo que durante muito tempo foi predominantemente um espaço masculino.

Carla Yahn possui graduação em letras com licenciatura plena pela UNESP (2007). mestrado em letras na área de literatura e vida social pela UNESP (2012). Tem experiência na área de Letras, Literatura, Linguagens e Educação. É professora na Rede Pública de Ensino – Educação Básica II. Arte Educadora pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Atua principalmente nos seguintes temas: cultura popular, cultura afro-brasileira, oralidade e capoeira. É treinel de capoeira angola pelo grupo “Os Angoleiros do Sertão”, Feira de Santana-BA.

A Roda de Capoeira: Cultura, Contos e Fundamentos

Com Mestre Maurão

09/08. Quinta, às 19h

História, ensinamentos, fundamentos, curiosidades e roda de Capoeira.

A Capoeira é considerada como uma prática cultural que se organiza em forma de sistema, constituindo-se pelos seguintes elementos: a roda, os toques musicais de berimbau, as músicas, a ginga e os movimentos corporais das dois estilos (Capoeira Regional e Angola). Há, portanto, uma interdependência, em que os participantes da roda deverão se revesar nestas diferentes funções no decorrer do jogo, ou seja: o capoeirista deverá saber desempenhar todas as formas necessárias para ocorrer o evento: tocará tanto o berimbau quanto o atabaque, o pandeiro, o agogô e o caxixi e ainda revezará com outros participantes jogando e também cantando.

Mestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

workshop

Fundamentação teórica e metodológica para o ensino da Capoeira

com Eduardo Okuhara.

10/08. Sexta, às 9h30

Discussão sobre os elementos básicos fundamentais para o ensino da Capoeira.

Todo o profissional da área de Educação Física deve primar para que todo o aluno vivencie as diferentes formas que a cultura corporal de movimento tem oferecido, e incluído neste processo está a Capoeira.

Eduardo Okuhara, está doutorando em Educação no programa de Pós-graduação da UMESP. Mestre em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP (2006), área de concentração: Pedagogia do Movimento, Corporeidade e Lazer (Orientador: Prof. Dr. Wagner Wey Moreira). Atualmente é docente no curso de Educação Física e pedagogia da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e do Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UNIITALO). Coordenador e Professor de Capoeira do Projeto Capoeirando na Metô (Capoeira para pessoas com Síndrome de Down). Professor de Capoeira do Instituto Padre Leo Comissari e Membro do Grupo de Estudos da Fenomenologia das fases da vida da PPGE-UMESP. Membro do conselho editorial da Revista de Educação Física REBESCOLAR. Temas de interesse: Educação e linguagem, Educação Física Escolar, Motricidade Humana, Cultura Afro-brasileira, Capoeira e Fenomenologia.

Estratégias Metodológicas no Ensino da Capoeira para Crianças de 03 a 06 anos

com Adan Parisi e Carlos Alberto.

10/08. Sexta, às 14h

Atividades, jogos e brincadeiras que podem ser utilizadas como ferramentas para o ensino da Capoeira para crianças de 3 a 6 anos.

Os exercícios de Capoeira envolvem todas as partes do corpo e são executados associados a um ritmo que favorece a integração dos envolvidos, desenvolvendo de maneira eficaz os seguintes aspectos: Imagem do Corpo, Auto-Imagem, Equilíbrio, Associação Visual Motora, Coordenação, Movimentos de locomoção e movimentos uniformes, Orientação Espacial, Lateralidade, Direcionalidade.

O Ensino da Capoeira para Idosos

Uma Abordagem Cultural Plural Como Proposta Pedagógica.

Com Diolino de Brito e Regina Gerizani.

10/08. Sexta, às 14h

Jongo, Samba de Roda, Côco e outros elementos da cultura popular brasileira como ferramentas de facilitação no ensino da Capoeira para Idosos.

A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira desenvolvida por golpes e movimentos ágeis com mãos, pernas, cabeça, braços e elementos de acrobacia. Esta prática desperta o interesse, não somente de jovens mas também de idosos que veem nestes exercícios um meio de lazer e bem estar físico.

Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC Capoeira Portal Capoeira

SERVIÇO:

Sesc São Caetano

Dias 7,  8, 9 e 10 de Agosto

Rua Piauí -554 Santa Paula – São Caetano do Sul

Recomendação etária: livre

Ingressos: Retira de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento. Limitado a 4 ingressos por pessoa.

Telefone para informações: (11) 4223-8800

Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp.org.br/saocaetano

Horário de atendimento/bilheteria do Sesc São Caetano – De segunda a sexta, 9:00 às 21:30, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30 .

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal

Em Portugal, a cidade de Póvoa do Varzim, no norte do país, organiza a Semana da Capoeira. O projeto pretende, além de divulgar a própria arte marcial, promover a cultura brasileira, através da música, da cultura popular e do esporte. O evento acontece entre os dias 25 e 29 de julho e tem o detalhe interessante de ter sido decidido através de um “orçamento participativo”, isto é, foram os cidadãos – jovens, em sua maioria – que decidiram que uma porcentagem do orçamento do município seria destinada a esta iniciativa.

A valorização da capoeira no exterior

Este evento em Portugal é a prova do potencial que a capoeira tem, não só enquanto esporte, mas também enquanto veículo da cultura brasileira. Trata-se de levar nossos hábitos, tradições e costumes até ao exterior, sendo especialmente valioso e interessante quando se trata de Portugal, país com o qual temos uma ligação especial como não temos com nenhum outro, mesmo que muitos brasileiros e portugueses não reconheçam essa parte.

Póvoa de Varzim

Uma curiosidade de Póvoa do Varzim está no fato de aí se situar um dos 12 cassinos legalmente estabelecidos em Portugal. No país irmão os jogos de azar não são proibidos e a sociedade convive pacificamente com esse fato, estando os cassinos geralmente situados em zonas turísticas. Todo o brasileiro que visitar a Póvoa poderá assim jogar sem qualquer problema. Será que no futuro vai ter cassinos no Brasil desse jeito?

A capoeira em Portugal

Pode considerar-se que a capoeira tem um nível bem razoável de desenvolvimento em Portugal. O país dispõe de uma federação esportiva (equivalente a nossas confederações, como a COB), com milhares de praticantes regulares e diversos clubes por todo o país, inclusive de grandes times de futebol que apostam em outros esportes, como o Sporting de Lisboa.

O programa da festa

O programa do evento incluiu os seguintes pontos:

  • exposição sobre a Semana da Capoeira, explicando todo o evento, abrindo no primeiro dia.
  • workshop de capoeira e roda de capoeira inclusiva, também no primeiro dia.
  • workshops em dois lugares diferentes da cidade, de manhã e à tarde, terminando com nova roda de capoeira inclusiva.
  • o terceiro dia tem workshops e uma recepção oficial de mestres de capoeira nos Paços do Concelho, com o prefeito local.
  • o quarto dia tem workshops e rodas de capoeira, tanto de manhã como de tarde.
  • o último dia inclui espetáculos de dança, batizado e troca de graduações, e finalmente uma roda de encerramento.

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal Capoeira Portal Capoeira 1

Os eventos são de acesso livre e grátis e promovidos em pontos centrais da cidade de Póvoa do Varzim, assumindo-se portanto como um elemento central de entretenimento e divulgação cultural da cidade durante o período.

 

Fonte: http://www.cm-pvarzim.pt/

O futebol é o nosso esporte? Que nada, é a Capoeira!

O futebol é o nosso esporte? Que nada, é a Capoeira!

Se fosse vivo, Monteiro Lobato perguntaria onde estão os livros, filmes, séries, games e HQs com o Herói da Capoeira

Pode parecer incrível hoje em dia, mas a introdução do football foi problemática no Brasil. Intelectuais e desportistas das mais variadas tendências saíram a público para esbravejar contra a “brincadeira selvagem” dos bretões. Argumentavam que, em vez de dar moral para estupidezes europeístas, deveríamos clamar a primazia e a perfeição do nosso próprio jogo, a capoeiragem, excelente como condicionamento físico e sistema de defesa pessoal.

Em diversas crônicas publicadas no princípio do século XX, o escritor Coelho Neto sugere a adoção da Capoeira como o esporte da pátria, ideia que consagraria num artigo antológico, Nosso Jogo (1928), sempre citado por pesquisadores do tema.

A capoeiragem deve ser ensinada em todos os colégios, quartéis e navios, não só porque é excelente ginástica, na qual se desenvolve, harmoniosamente, todo o corpo e ainda se apuram os sentidos, como também porque constitui um meio de defesa individual superior a todos quantos são preconizados pelo estrangeiro e que nós, por tal motivo apenas, não nos envergonhamos de praticar.

Coelho Neto

Muito antes, em 1910, Coelho Neto se unira a Luiz Murat e Germano Haslocher para enviar um projeto à Mesa da Câmara dos Deputados tornando obrigatório o ensino da Capoeira nos institutos oficiais e nos quartéis. Infelizmente, segundo relato do próprio autor, o trio desistiu de lutar pela causa. Motivo? Foram ridicularizados e achincalhados, simplesmente porque a Capoeira é… brasileira!

Mais nacionalista era Monteiro Lobato. Sempre desconfiado das influências estrangeiras, football incluso, acreditava que, para a Capoeira perder a fama marginal e ser vista como esporte, precisaríamos alimentar a memória coletiva com as façanhas dos antigos mestres da ginga, então esquecidos nas brumas do período imperial.

Infelizmente não se guardou memória estreita desse esporte cujos anais se encheram de maravilhosas proezas. Não teve poetas, não tem cantores, não teve sábios que as salvaguardassem do olvido; e de todo o nosso rico passado de rasteiras, rabos de arraias e soltas restam apenas anedotas esparsas, em via de se diluírem na memória de velhos contemporâneos.

Monteiro Lobato

Não obstante o pessimismo dos nossos escritores, a Capoeira proliferou sozinha, a despeito das perseguições que a cultura negra sofreu ao longo do século XX. Hoje desempenha um papel relevante no mundo do esporte e da chamada “representatividade nacional”. Segundo dados levantados pela revista Superinteressante, a Capoeira é o sexto esporte mais popular do Brasil, com 6 milhões de praticantes. Repetindo: 6 milhões de praticantes! Entre os esportes de combate, fica em primeiro lugar, ganhando longe do Judô, o segundo, que conta com 1 milhão e 100 mil atletas. Professores de Capoeira fazem sucesso no exterior, dando aulas para celebridades de Hollywood e divulgando a arte entre a classe média europeia.

O futebol é o nosso esporte? Que nada, é a Capoeira! Capoeira Portal Capoeira

Se Coelho Neto estivesse vivo, perguntaria: onde está o apoio do governo — e principalmente do público — para a difusão do esporte? Um décimo do que é gasto no football transformaria a Capoeira no maior espetáculo da Terra, na poesia de exportação oswaldiana, num soft power semelhante ao Karatê japonês e ao Kung Fu chinês. É por isso que Monteiro Lobato, se vivo, perguntaria pelos livros, filmes, séries, games e HQs com o “herói da Capoeira”, ou seja, todo o material narrativo necessário para fundamentar o esporte em termos míticos.

Nada contra o futebol (agora aportuguesado, ok, porque também é nosso), mas já passou o tempo de tocar músicas com uma nota só. O berimbau tem pelo menos duas.

 

Por Maicon Tenfen

 

https://veja.abril.com.br

Projeto Angola Para Todos oferece 100 vagas de capoeira em Taubaté

Projeto Angola Para Todos oferece 100 vagas de capoeira em Taubaté

A Secretaria de Turismo e Cultura de Taubaté oferece 110 vagas de capoeira, para todas as idades, no projeto “Angola para todos”. As inscrições estão abertas até o preenchimento das vagas e sua efetivação deve ser realizada, pessoalmente, com o professor Marcelo Garcia, às segundas-feiras das 8h às 12h e das 14h às 17h ou às quintas-feiras, das 19h às 22h no Centro Cultural Toninho Mendes.

As turmas são para crianças de 2 a 3 anos; de 4 a 5 anos; de 6 a 7 anos; de 8 a 11 anos; adolescentes e adultos, além de turmas para autistas, portadores de TDAH, síndrome de Down e deficiência intelectual.

O projeto “Angola para todos” tem como objetivo esclarecer que a capoeira Angola não é limitada ao movimento corporal com ginga, golpes e esquivas. Busca ampliar essa concepção, transmitindo que a capoeira é cultura, arte e educação. Desmistifica a ideia de que limitações físicas ou mentais impendem a prática da modalidade. As aulas se tornam momentos de libertação, em que o praticante pode se expressar, sendo valorizado em sua individualidade.

Projeto Angola Para Todos oferece 100 vagas de capoeira em Taubaté Capoeira Portal Capoeira

O Centro Cultural Toninho Mendes fica à Praça Coronel Vitoriano, 1 no Centro.

Confira abaixo as turmas, horários e números de vagas:

Segunda-feira

8h às 12h: inscrições e atendimento aos pais.

16h às 17h20: adolescentes e adultos (15 vagas);

Terça-feira

14h30 às 15h30: turma de 4 a 5 anos (8 vagas);

18h às 19h: turma de 6 a 7 anos (12 vagas);

19h às 20h20: adolescentes e adultos (15 vagas);

Quarta-feira

10h às 12h: adolescentes e adultos avançados (para alunos já praticantes);

13h às 16h: turma de crianças portadoras de necessidades especiais – autistas e TDAH (3 vagas);

18h às 19h: turma de 4 a 5 anos (6 vagas);

19h às 20h20: turma para portadores de síndrome de Down (4 vagas);

Quinta-feira

8h20 às 09h20: turma de 6 a 7 anos (4 vagas);

9h30 às 11h: turma de adultos com deficiência intelectual (2 vagas);

14h50 às 15h50: turma de 6 a 7 anos (13 vagas);

16h30 às 17h30: turma de 8 a 11 anos (8 vagas);

18h às 18h50: Turma de 2 a 3 anos (5 vagas);

19h às 20h: turma de 8 a 11 anos / adolescentes (7 vagas);

20h20 às 22h: adultos (6 vagas);

Sexta-feira

9h às 11h30: adultos (5 vagas)

 

Fonte: https://www.agoravale.com.br/

Quem Tem Medo Da Capoeira Gospel?

Quem Tem Medo Da Capoeira Gospel?

Na última semana bombaram na net as diversas opiniões a respeito da Capoeira Gospel. Uns, defendendo a ideia de liberdade religiosa; outros, atacando veementemente o que seria uma apropriação cultural.

Há tempos a polêmica acerca deste fenômeno vem indo e vindo, com mais ou menos força. Neste outro artigo já havíamos falado brevemente sobre isso: http://www.capoeirariodejaneiro.com.br/pb/geral/capoeira-polemicas/

 

Agora, o estopim das reações apaixonadas foi este vídeo, onde supostos praticantes do “estilo gospel”, vestidos com camisas de Capoeira e tocando os instrumentos típicos fazem um sessão de culto, onde alguns deles parecem estar incorporados por uma força espiritual.

 

 

Mas o que é a Capoeira Gospel?

 

 

Historicamente, os mestres tradicionais de Capoeira eram praticantes das religiões de matriz africana. De Bimba a Pastinha, de Caiçara a Cobrinha Verde, todos os mestres estavam inseridos em um contexto onde a “mandinga” não era somente um termo relacionado ao jogo, mas principalmente um modo de se colocar no mundo, intimamente ligado ao candomblé.

Com o fortalecimento do avanço das religiões pentecostais nas comunidades populares pelo Brasil afora, a partir da década de 1980, muitos mestres de Capoeira abraçaram o evangelho, abandonado as antigas religiões de matriz africana a que pertenciam.

Alguns, como Mestre João Pequeno, seguiram conduzindo a Capoeira sem a misturar com a sua nova crença; outros abandonaram a prática, considerando-a incompatível com a postura que se espera de um cristão; um outro grupo a adaptou e reinventou a forma de se enxergar a Capoeira, conciliando a atividade religiosa com a cultural. Este último grupo é o que vem sendo genericamente chamado de “Capoeira Gospel”.

 

Quais as características da Capoeira Gospel?

 

 

Apesar de não serem um grupo coeso e de não levantarem uma bandeira única, há características próprias comuns a todos os “capoeiristas gospel”.  A rejeição aos rituais oriundos das religiões afro é a principal delas. O louvor a Jesus Cristo é outra. Em geral, a acompanham também um discurso moralista contrário à homossexualidade, às drogas e às discussões sobre gênero.

Muitos se recusam a cantar cantigas que tenham menções a “marinheiro”; “vaqueiro”, “boiadeiro” ou “pomba” por apresentarem personagens típicos da umbanda ou do candomblé de caboclo.

Alguns adaptam as músicas, colocando personagens cristãos em seu lugar; outros compõem músicas autorais em louvor à sua crença.

 

Onde encontrar um capoeira do gospel?

 

Os praticantes estão espalhados por todo o Brasil, em grupos ou “ministérios”, como muitos se denominam. Atuam fortemente nas periferias e em projetos sociais, com ênfase na evangelização.

Se reúnem em eventos próprios, com características peculiares, onde músicas em louvor a Jesus são constantemente cantadas.

Uma busca rápida no Youtube permite encontrar músicas com letras “capo-gospel” cantadas por diversos mestres, de diferentes estilos e grupos, como esta extensa playlist, com 20 sucessos da Capoeira Evangélica:

Dentre estes mestres, há desde aqueles que veem a Capoeira unicamente como ferramenta de evangelização, utilizando o berimbau para alcançar novas “ovelhas para o rebanho”, quanto outros que conciliam a prática da Capoeira evangélica com a liderança em seus grupos laicos.

Evangélicos criticam a Capoeira Gospel

 

Talvez os maiores críticos da vertente evangélica da Capoeira esteja entre os próprios pentecostais.

Grande parte dos convertidos à estas religiões são oriundos do candomblé ou da umbanda. Muitas vezes, ao trocarem de religião, são encorajados a queimar o passado para “renascer em Cristo”. Vários se tornam ferrenhos adversários dos antigos companheiros, não raro afirmando que todos estão “possuídos pelo demônio” e que necessitam “aceitar a Verdade Divina”.

Por este motivo, rejeitam veementemente a conciliação entre a Capoeira e o Evangelho. Para eles, a Capoeira é por origem uma prática satânica a serviço de espíritos do inferno. Os instrumentos, as cantigas e o gestual reforçariam esta tese.

Capoeiristas criticam a Capoeira Gospel

 

Do outro lado, há também uma rejeição por parte dos capoeiristas das vertentes “tradicionais” da Capoeira, que julgam que o uso do nome “capoeira” pelos evangélicos seria uma forma de apropriação cultural, com a perda do que acreditam ser o sentido original que historicamente organizou a forma de agir dos antigos mestres e a lógica do ritual e da liturgia das rodas.

Uma outra questão diz respeito ao que seria uma deturpação da própria natureza da Capoeira. Se a arte é fundamentalmente ligada pelas suas raízes ao candomblé, como fazer uma separação destas raízes sem derrubar a árvore toda?

O próprio nome “Angola”, como usado na “Capoeira Angola” se referiria mais à “nação Angola” do candomblé do que ao país africano.

Em suma, a retirada dos símbolos tradicionais das religiões de matriz africana e a adaptação à fé evangélica seria somente a ampliação do racismo religioso que afeta todas as manifestações de origem negra no Brasil.

No momento em que este artigo está sendo escrito, há um abaixo-assinado (clique aqui para ver) com mais de 1000 assinaturas digitais circulando na rede, onde os críticos apresentam argumentos contra a Capoeira Gospel e pedem atenção ao IPHAN para que exclua esta denominação de possíveis linhas de apoio.

Os “capoeira-gospel” rebatem as críticas

Os capoeiristas evangélicos refutam tanto as críticas dos seus pares de culto quanto as dos capoeiristas “tradicionais”. Afirmam que a Capoeira é uma atividade física não-religiosa e que o capoeirista tem o livre-arbítrio para decidir seu caminho.

Aos evangélicos contrários a adoção da Capoeira como ferramenta de evangelização, respondem dizendo que o pastor de berimbau teria o poder de chegar onde os pastores de terno não chegam, alcançando os corações de um público que não se converteria de outra forma.

Aos capoeiristas tradicionais, repetem que não demonizam os atabaques, nem discriminam os “irmãos” que professam outra fé. Reclamam justamente do inverso, pois se sentem vítimas de intolerância religiosa por não associarem a Capoeira às religiões afro.

Dizem que a Capoeira absorve diversas influências, e que a fé católica já teria penetrado na cultura da Capoeira a ponto de ser normatizado o capoeirista fazer o “sinal da santa cruz” ao pé do berimbau ou de chamar os toques de “São Bento Grande” e de cantar “Santa Maria é Mãe de Deus”.

Na visão deles, se alguns capoeiristas defumam suas academias e outros creem em santos católicos, não haveria nenhuma deturpação em inserir elementos evangélicos em suas rodas. Ressaltam que a Capoeira hoje se encontra nos países onde se professam as religiões muçulmana, judaica ou hinduísta, sem que ninguém reclame disso.

Em suma, reclamam que sofrem exatamente os ataques que se atribuem a eles.

Mas por que a Capoeira Gospel provoca medo?

 

Apesar das críticas, a quem afirme que esta é a vertente que mais cresce no Brasil, com centenas de adeptos utilizando a Capoeira Gospel como porta de entrada para alcançar novos fiéis.

Observando o processo histórico, podemos refletir sobre alguns aspectos.

Há décadas a Capoeira tem se modificado e se adaptado à diversas realidades. Originalmente uma forma de expressão afro-brasileira, foi apropriada pelo Estado Novo, compondo a ideologia do “Esporte Genuinamente Brasileiro”, ao ponto de atualmente uma academia considerada “típica” ter sempre símbolos de brasilidade, com as cores da bandeira nacional espalhadas nas indumentárias dos alunos ou pelas paredes do salão.

Muitos perguntam também se atualmente a Capoeira praticada na Europa, na Ásia ou nos Estados Unidos pode ainda ser considerada uma arte afro-brasileira.

Na esteira das adaptações, outros questionam: “Se existe “Hidro-Capoeira”, “Capo-Terapia”, “Capoeira Adaptada”, “Capo-Jitsu” e tantas outras vertentes, qual a grande questão com a “Capoeira Gospel”?

A resposta é simples

 

 

A diferença básica é que nenhuma destas vertentes ou adaptações está ligada a um projeto nacional de tomada do poder como o “gospel”. A “Capoeira-Fight” não tem o poder de ameaçar o ofício tradicional dos mestres. A “Hidro-Capoeira” não tem emissoras de TV e rádio que difundem sua ideologia. O “Capo-Jitsu” não elege governadores nem tem uma bancada no Congresso Nacional.

Por sua vez, as palavras “gospel” e “evangélica” são usadas como um grande guarda-chuva que inclui desde os “capoeiristas-gospel” até a bancada congressista da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), que conta hoje com quase 200 signatários no Congresso Nacional e que historicamente mantém posições retrógradas perante questões de raça ou gênero, tendendo a discriminar as manifestações de matriz religiosa africana.

 

A Capoeira Gospel veio para ficar

 

A grande questão é que, apesar dos protestos dos puristas, a ligação entre o Evangelho e a Capoeira é uma realidade.

Isso acontece pelo simples fato de tanto a Capoeira, quanto a religião evangélica, compartilharem os mesmos espaços populares.

A Capoeira é uma atividade popular, presente nas mais diversas comunidades, como nos morros, favelas e nos projetos sociais.

A religião evangélica ocupa estes mesmos espaços. Em comunidades onde antes todas as pessoas iam aos domingos à paróquia local, agora estas mesmas pessoas se dividem em dezenas de micro templos espalhados em garagens improvisadas.

Os poucos terreiros de umbanda e candomblé foram e vem sendo gradativamente removidos e perdendo seguidores.

Os evangélicos convertem nas ruas, nos ônibus, nas prisões e até nas cracolândias. Ocupando o vazio deixado pelo Estado, pastores fazem redes de proteção social, promovem campanhas beneficentes, organizam atividades de lazer e mediam conflitos entre os fiéis.

Os capoeiras-evangelizadores estão presentes no seio do povo. Atuam nas periferias, nas cadeias, nas comunidades populares. Passam em seu discurso mensagens contra as drogas, a favor da saúde e do esporte. Trazem para a Capoeira pessoas que antes a demonizavam.

Segundo o IBGE, em 2000, cerca de 25 milhões de brasileiro se declaravam evangélicos; em 2010, mais de 40 milhões; em 2018, já são mais e continuam em crescimento.

Ou seja, cerca de 1 em cada 4 brasileiros é evangélico e a onda não para de crescer. Obviamente, a Capoeira não irá ficar de fora dela.

O Gospel incorpora tudo que seus fiéis apreciam e faz adaptações à sua realidade. Se existe “Heavy Metal Gospel”, “Pagode Gospel”, e até “Axé Gospel”– por mais contraditório que seja encontrar os termos “axé” e “gospel” lado a lado – é de se esperar que a Capoeira seja também cada vez mais influenciada e adaptada.

O perigo real

Existe uma outra dimensão na discussão da Capoeira Gospel, que se baseia no racismo religioso contra as religiões afro.

No início do século XX as autoridades enviavam a polícia para reprimir as casas de candomblé no Rio de Janeiro. Hoje em dia, facções criminosas ligadas a igrejas pentecostais fazem o mesmo, como se pode assistir no vídeo acima.

Em diversas comunidades populares do Grande Rio as casas de axé estão sendo queimadas e as mães de santo proibidas de seguir suas práticas religiosas, isso quando não são expulsas das favelas ou assassinadas. Bares não podem mais expor imagens de São Jorge, os filhos de santo são proibidos de andar de branco ou de portar guias nos pescoços e até mesmo festas juninas ou doces de Cosme e Damião são proibidos.

 

E a Capoeira com isso?

 

Como a Capoeira é tradicionalmente alvo de ataques preconceituosos, muitos cristãos a julgam “coisa do demônio”. Os capoeiristas que se declaram abertamente praticantes do candomblé ou da umbanda encontram barreiras ao tentar estabelecer pontes e diálogos com esta nova realidade.

Pode ser que, em breve, escutemos relatos de capoeiristas que se viram proibidos de praticar sua arte nas comunidades onde residem.

Qualquer um que trabalhe em comunidades populares já passou pelo problema de ter crianças cujas mães retiram seus filhos das aulas de Capoeira ou proíbem seu ingresso, baseadas nos preconceitos religiosos.

A questão é real e já atinge a Capoeira de frente.

 

Qual a solução?

Para uma situação complexa são necessárias estratégias igualmente complexas.

Os “capoeira-gospel” se ressentem dos ataques vindos tanto dos “puristas” da Capoeira, quanto dos “puristas” cristãos.

Os capoeiristas defensores das tradições afro-brasileiras, adeptos ou simpatizantes do candomblé e da umbanda, se veem ameaçados pela onda gospel.

No centro do imbróglio se encontram também as redes sociais, que mais dificultam e criam muros discursivos do que promovem diálogos e pontes entre as diferenças.

A quem uma “guerra santa” será benéfica? Qual o risco que ofereceria aos capoeiristas? Será que os pastores e os “capoeira-gospel” poderiam ser aliados para facilitar a entrada ou permanência da capoeira tradicional nas comunidades populares? Será que não é chegada a hora de pensar em estratégias de diálogo entre os diversos segmentos da Capoeira, incluindo os “capoeira-gospel”? Será que existe algum outro caminho que não seja o encontro presencial com pessoas que pensam diferentemente, mas utilizam igualmente a bandeira da Capoeira?

Será que podemos falar de cultura popular sem levar em conta o povo real?

São perguntas como essas que teremos que nos fazer nos próximos anos, pois o Brasil caminha a passos largos a uma revolução evangélica silenciosa, com base popular, e a Capoeira não ficará de fora.

Axé para quem é de axé! Amém para quem é de Amém!

 

Ferradura

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PS 2 – Após escrever este texto, fiz dois vídeos ao vivo sobre o assunto. Assista agora:

Vídeo 1:

Vídeo 2:

Amore e Capoeira é o single de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

Amore e Capoeira é o single de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

Amor e Capoeira… poderia ser o título de uma notícia interessante… uma exaltação à nossa arte-luta… poderia até ser algo romântico…Mas não é!!!

Um single “muito brasileiro”, assim o site, LATINPOP, enaltece esta música que entre outras coisas fala do Mar, da Lua, de Cachaça, da Favela e da nossa Capoeira…

Fica a reflexão sobre a  questão da exposição da nossa cultura popular nas prateleiras do “shopping center da globalização”. Esta é uma via válida de divulgar nossa arte? Esta é uma música que traduz aquilo que gostaríamos de ouvir sobre capoeira? Esta é a imagem que identifica “Amor e Capoeira”???

Nota do Editor


Segue a matéria original retirada dos sites LATINPOP E ACESSOCULTURAL:

 

Amore e Capoeira é o single muito brasileiro de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

O Brasil está na moda. Depois do pancadão da Jennifer Lopez com El Anillo, agora chegou a vez da Itália. E a “culpa” é dos hitmakers Takagi e Ketra. A dupla de produtores convocou Giusy Ferreri e Sean Kingston e juntos eles lançaram o single Amore e Capoeira, que já promete ser um dos hits do verão europeu.

E assim como a JLo, os italianos apostam pelas do funk para criar um arranjo viciante e impossível de esquecer assim que você ouve pela primeira vez. Lembra-se do Baile de FavelaAmore e Capoeira é um Baile de Favela 2.0, remodelado. Duvida? Então aperte o play!

Ouça Amore e Capoeira, de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

O novo single da cantora Giusy Ferreri em parceria com Sean Kingston e Takagi & Ketra está no ar. Logo no início, em poucos minutos de lançamento, a canção já estava como uma das 20 mais vendidas em toda Itália, atingindo também, charts de outros países.

Potência vocal, ironia e letras marcantes se juntam a um ‘trio maravilha’ para marcar o coração dos amantes de músicas fortes e dançantes. A canção mistura tudo aquilo que tem no Brasil e que já estamos acostumados: Amor, capoeira, cachaça e muito agito.
Transitando entre o funk, pop, samba e o tradicional de Giusy Ferreri, Amor e Capoeira vem para embalar o verão europeu e também o inverno brasileiro, imortalizando cada vez mais a forma como a cantora italiana leva seu trabalho e também como mostra ser única ao estar encima do palco e com um microfone na mão.
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Amore e Capoeira está disponível em todas as plataformas digitais.

 

Letra de Amore e Capoeira – Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

Avevo solo voglia di staccare, andare altrove
Non importa dove, quando, non importa come
Avevo solamente voglia di tirarmi su
Per non pensarti e poi lasciarmi ricadere giù
E allora andiamo al mare, in mezzo a un temporale
Quando la pioggia cade, cadi tu

Cercavo un mare calmo e ho trovato te
Col vento così forte, non dirmi buonanotte
Soltanto per stasera
Amore e capoeira
Cachaça e luna piena
Con me in una favela
Con me in una favela

Baby gaal you don’t have to lie
I could it in your eyes

baby you’re not enough for to
You’ve been on and on for too long
Think it’s time to move on, yeah
So come roll with a weed-a weed-a
Drop top in the summer –
roof-a-dem try high but i can come closer
with Sean King gal you now it’s ova
now flex
time to have sex
garl you know you cannot resist

Cercavo un mare calmo e ho trovato te
Col vento così forte, non dirmi buonanotte
Soltanto per stasera
Amore e capoeira
Cachaça e luna piena
Con me in una favela
Con me in una favela

Nessuno dorme
C’è il sole anche di notte
L’ho detto mille volte
Che tutto può succedere
Arrivi tu, che in cambio mi chiedi
Una notte speciale

Cercavo un mare calmo e ho trovato te
Col vento così forte, non dirmi buonanotte
Soltanto per stasera
Amore e capoeira
Cachaça e luna piena
Con me in una favela, eh eh, eh eh, eh eh
Con me in una favela, eh eh, eh eh, eh eh

Amore e Capoeira

 

Fontes:

LatinPop Brasil | O seu portal da música latina e música italiana

http://www.acessocultural.com

Elizeu Capoeira comemora nocaute impressionante no UFC

Elizeu Capoeira comemora nocaute impressionante no UFC

Lutador paranaense nocauteou Sean Strickland no UFC Rio.

Não tem como negar. Elizeu Capoeira já é um dos principais nomes do MMA paranaense no UFC. Com 31 anos, o atleta de Francisco Beltrão, que luta pela CM System, de Curitiba, embalou o seu quinto triunfo consecutivo no UFC 224, realizado no último dia 12, no Rio de Janeiro.

Contra o americano Sean Strickland, não foi uma vitória qualquer. Logo no primeiro round, Elizeu mandou um chute rodado que lembrou muito o nocaute do seu compatriota, Edson Barboza, em um dos triunfos mais expressivos do Ultimate. O gringo beijou a lona em pouco tempo.

“Cada vitória tem a sua importância, e acredito que a próxima luta é sempre a mais importante da vida. Assim, vou construindo minha carreira com grandes vitórias, e tenho certeza que essa do UFC Rio foi inesquecível. Foi um dos meus mais belos nocautes”, disse o paranaense, em entrevista ao Direto do Octógono.

Agora, sendo um dos principais meio-médios do Ultimate, Elizeu Capoeira já entra no rol dos nomes a ser batido. O paranaense não vê a hora de entrar novamente no octógono e encarar os melhores atletas da categoria. Entre os cinco últimos, do Top 15, estão Dong Hyun Kim, Leon Edwards, Alex Cowboy, Gunnar Nelson e Donald Cerrone. A tendência é que o brasileiro encare um destes adversários.

“Meu foco é figurar no top 15 da categoria. Acredito que eu mereço isso. São cinco vitórias consecutivas, é muito difícil emplacar uma sequência como essa no UFC. Quero enfrentar os melhores para seguir minha caminhada até uma chance ao cinturão”, ressaltou Elizeu. “Não tenho nenhum nome em mente, mas quero enfrentar alguém que me deixe mais perto do cinturão. Qualquer um nessas condições será bem-vindo para trocarmos umas porradas”, completou.

De porrada, o paranaense entende bem. Em 24 lutas realizadas em sua carreira profissional no MMA, Elizeu Capoeira acumula 19 vitórias e apenas cinco derrotas – apenas uma no UFC. O destaque fica pelo poder de nocaute do lutador da CM System. São 13 conquistados até o momento, provando que se cochilar na frente dele, a “chinela canta” mesmo.

 

Fonte: http://www.tribunapr.com.br/

Diogo Souza – Notícias sobre o mundo da luta. Tudo sobre artes marciais, MMA, UFC e outros campeonatos e eventos.

IV MOSTRA COLETIVO 22 – Cultura popular afro-brasileira

IV MOSTRA COLETIVO 22 – Cultura popular afro-brasileira

As atividades de formação serão gratuitas, com presença de oficineiro de São Paulo

Com apresentações premia­das que navegam pela dan­ça, teatro e música, mer­gulhando nas manifestações da cultura popular afrobrasileira, o Núcleo Coletivo 22 realiza a quar­ta edição da sua Mostra, do dia 7 a 9 de junho. Na programação, apre­sentações dos espetáculos do grupo, como MoringaPor Cima do Mar Eu Vim, a performance Entre Raí­zes, Corpos e Fé, se entrelaçam com oficinas e exibição dos vídeos Èjé Elas Florescem, que expressam a força da cultura afrobrasileira e da ancestralidade. A Mostra será fina­lizada agradecendo as anciãs ances­trais com uma roda de tambor de crioula, uma ação do projeto Barro do Chão.

Como já é uma postura política do grupo, o acesso à arte será demo­crático, a atividade de formação será gratuita e os espetáculos terão entra­das populares de R$ 5. As oficinas terão participação livre e as inscri­ções podem ser feitas no momen­to da sua realização.

Em sua quarta edição a Mostra Coletivo 22 inicia na quinta-fei­ra, dia 7, às 20h no Centro Cultu­ral da UFG com o espetáculo Mo­ringa, uma dança feita de terra e água, cozida ao fogo e esfriada pelo vento. Uma experiência es­tética que percorre a sabedoria da natureza e das anciãs ancestrais. Na narrativa a Moringa feita do barro da criação guarda o líquido que nutre os que nascem e apazi­gua os ânimos dos deuses subter­râneos. É também a substância que no fundo do lago ou no pân­tano guarda os segredos de uma velha senhora do antigo Daomé.

A programação segue, na sexta­-feira, dia 8, com a Oficina Núcleo Coletivo 22 às 9h no Centro Cultural UFG. Os participantes da oficina po­derão vivenciar os elementos com­ponentes da proposta estética dos espetáculos presentes na programa­ção da Mostra, além das manifesta­ções populares que fizeram parte do processo de criação: Jongo, Ba­tuque, Tambor de Crioula e Sussa.

Ainda na sexta-feira, às 20h o Centro Cultural da UFG recebe­rá o espetáculo “Por Cima do Mar Eu Vim”, que tem como inspiração para o roteiro a travessia de afri­canos escravizados a caminho do Brasil e de sua permanência nesse território. A representação do mar, na qualidade de Kalunga Grande, é utilizado como elo entre o Brasil e a África bantu. Figuras históricas e ícones da resistência como a Ra­inha Nzinga Mbandi ecoam nesse espetáculo-musical.

E no sábado, dia 9, às 9h no Cen­tro Cultural da UFG a oficina será “Deuses que Dançam”, com o pre­miado artista-pesquisador,Wellin­gton Campos, integra o Núcleo Co­letivo 22/ SP e da Cia Balangan/ SP, professor de Educação Física. A ofi­cina tem como objetivo oferecer aos participantes elementos técnicos e poéticos de matrizes estéticas pre­sentes nas obras do Núcleo, perpas­sando pela dança, teatro e a música.

Na noite de sábado, às 18h, na sede do Núcleo Coletivo 22–Es­paço Águas de Menino ocorrerá a apresentação de Entre Raízes, Corpos e Fé, performance realiza­da por cinco mulheres, inspirada no fluxo entre o cotidiano e o ri­tual presente nos saberes e faze­res de mulheres do cerrado–par­teiras, raizeiras e rezadeiras.

E a programação finaliza agra­decendo as anciãs ancestrais com uma roda de tambor de crioula, uma ação do projeto Barro do Chão.

Depois da realização da Mostra, as atividades do grupo Coletivo 22 continuam de portas abertas para a comunidade, já que a sede do gru­po atua como um espaço cultural. O Espaço Águas de Menino fica lo­calizado na Rua Negrinho Barbo­sa, Qd 08 Lt 27, Residencial Antô­nio Barbosa Goiânia-GO.

Participam da equipe da Mostra a diretora artística do Núcleo Coleti­vo 22: Renata Lima; os intérpretes­-criadores do Núcleo Coletivo 22: Claudia Barreto, Diego Amaral, Flá­via Honorato, Lorena Fonte, Marli­ni De Lima, Vinicius Bolivar, Renata Lima e Wellignton Campos; a pro­dutora geral: Lorena Fonte; a assis­tente de produção: Rafaela Francis­co; designer gráfico: Michel Cunha e a assessora de imprensa: Lorena Dias–Avoá Produção e Assessoria.

 

ATIVIDADES PARA A COMUNIDADE

Atualmente está na programa­ção o projeto Barro de Chão que convida a todos para sentir a força do Tambor e perceber como o jon­go, o batuque, o tambor de crioula, o samba de roda e a capoeira ango­la, manifestações da afrobrasilida­de, se dão no contato com o barro do chão. É realizada uma vivência, uma brincadeira de cultura popu­lar, aberta para a comunidade, uma quarta-feira por mês às 19h. Em ju­nho será no dia 13, em julho no dia 11 e em agosto, será no dia 15.

Somado a isto, o projeto Águas de Menino oferece aulas de capoei­ra angola a partir do grupo Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô. As ro­das de capoeira são às quintas-fei­ras, sendo as próximas nos dias 28 de junho e 26 de julho.

NÚCLEO COLETIVO 22

O Núcleo Coletivo 22 une o co­nhecimento acadêmico com o co­nhecimento popular e atua em Goiânia e São Paulo. A trupe é for­mada do encontro de quatro linhas confluentes: a formação em dança na Unicamp, o Abaçaí – Balé Folcló­rico de São Paulo, o Centro de Ca­poeira Angola Angoleiro Sim Sinhô e a Universidade Federal de Goiás no curso de Licenciatura em Dan­ça. Na convergência dessas trilhas está a professora e diretora Renata Lima que, ao longo de sua trajetó­ria artística e acadêmica, vem aglu­tinando pessoas destes contextos, e nutre um profundo respeito e inte­resse em manifestações da cultura popular afrobrasileira.

Dessa forma para a diretora do núcleo “mergulhar na cultura po­pular para pensar e criar o traba­lho do Núcleo é uma forma de pro­testo, ou de afirmação política. E, em alguma medida, é isso mesmo. Mas esse, antes de tudo, é o nosso lugar de fala. É isso que eu, junto com meus parceiros, tenho para dizer”, explica Renata Lima.

 

PROGRAMAÇÃO

 

IV MOSTRA COLETIVO 22–DE 07 A 09 DE JUNHO

Dia 07/06/2018

NOITE

Espetáculo Moringa

Mostra de Vídeo Coletivo 22

Local: CCUFG às 20h

Ingresso: R$ 5,00 (Valor Único)

Dia 08/06/2018

MANHÃ

Oficina com Núcleo Coletivo 22

Local: CCUFG às 09h

Entrada Franca–Inscrições no local

NOITE

Espetáculo Por Cima do Mar eu Vim

Local: CCUFG às 20h

Ingresso: R$ 5,00 (Valor único)

Dia 09/06/2018

MANHÃ

Oficina “Deuses que Dançam” com Wellington Campos

Local: CCUFG às 9h

Entrada Franca – Inscrições no local

NOITE

Ensaio Ritual Entre Raízes, Corpos e Fé

Tambor de Crioula–Ação Projeto Barro de Chão

Local: Águas de Menino às 18h

Entrada Franca

Endereços:

CCUFG: Av. Universitária, 1533– Setor Leste Universitário, Goiânia- GO

Sede do Núcleo Coletivo 22 – Espaço Águas de Menino: Rua Negrinho Barbosa, Qd 08 Lt 27, Residencial Antônio Barbosa Goiânia-GO

 

 

Fonte: https://www.dm.com.br/

Unesc oferece aulas gratuitas de capoeira para a comunidade

Unesc oferece aulas gratuitas de capoeira para a comunidade

Aulas ocorrem nas segundas e quartas-feiras na Universidade.

Disciplina, coordenação motora, condicionamento físico, socialização. São diversos os benefícios que a capoeira traz aos seus participantes. Entretanto, a sua essência vai muito além do esporte e da movimentação do corpo, ela está presente na arte como manifestação cultural, parte da história brasileira e mundial. E para disseminar esse conhecimento e resgatar raízes, a Unesc oferece o projeto Capoeira, gratuito para a comunidade, com aulas direcionadas a todas as idades.

O coordenador do projeto, Alex Sander da Silva, ressaltou a importância de disseminar elementos como esse, que fazem parte da cultura nacional. “A iniciativa é vinculada ao NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Minorias) da Unesc, e parte da premissa de resgatar as tradições da cultura afro-brasileira. O interessante é que qualquer pessoa pode participar, não há pré-requisito para aprender capoeira. Crianças, jovens e adultos, todos estão convidados”, comentou.

Dentre os participantes, pai e filho seguem juntos nas aulas. O pai, Leandro Daros, praticava a capoeira na adolescência, e segundo ele, essa foi a oportunidade de levar o filho a apreciar a arte. “Com a capoeira eu aprendi a ser uma pessoa melhor, com os professores como mentores me trazendo conselhos. Cresci muito na capoeira, e trazer meu filho para participar é ainda mais especial”, comentou.

O professor, Filipe Alexandre Create, comentou sobre os benefícios do esporte, que contribuem para a saúde, mas também para a educação do participante. “A capoeira ensina regras, fornece disciplina, além da musicalidade, do canto, e de tantos outros elementos.”, ressaltou.

PARTICIPE

Os interessados em participar do projeto podem se inscrever no momento da aula, que ocorre todas as segundas e quartas-feiras, das 17h30 às 19 horas, na Sala de Dança da Unesc. Informações pelo telefone 3431-2724.

 

Fonte: https://www.portalveneza.com.br/

Brincadeiras de rua, capoeira e vivências estão na programação da Semana Mundial do Brincar

Brincadeiras de rua, capoeira e vivências estão na programação da Semana Mundial do Brincar

Grátis no Sesc Santo André!

No mês de maio acontece a Semana Mundial do Brincar e esse ano o Sesc tem como tema o Brincar de corpo e alma. Direcionadas a crianças entre 0 e 12 anos e seus familiares, educadores e demais adultos de referência, as atividades incluem experiências práticas e teóricas que visam a fortalecer a brincadeira como elemento fundamental do universo da infância. No Sesc Santo André, a programação vai até 27 de maio, com diferentes atividades gratuitas e livres para todas as idades!

Confira a programação:

  • Vivência – Brincar Capoeira – De 5 a 26/5 – sábados – a partir das 15h30 – Na Sala de Práticas Corporais, o contramestre Pingo convida a todos para a vivência dessa manifestação cultural multidisciplinar que é a Capoeira, uma atividade que permeia entre jogo, dança, luta. No final, se mostra uma grande brincadeira com inúmeras possibilidades de aprendizado.
  • Vivência – Brincontro: Brincadeiras ao Ar Livre – Dia 20 e 27/5 – domingos – a partir das 14h – Os instrutores do Sesc Santo André realizam brincadeiras ao ar livre, com atividades que estimulam a criatividade e interação social. Brincar descalça, pular corda, escalar, batucar são ações que permitem à criança sentir o corpo como instrumento de explorar o mundo, no gramado da unidade.
  • Vivência – Degustando a Brincadeira – De 22 a 25/5 – Terça a sexta-feira – a partir das 12h30 – O palco da Comedoria, um local reservado para shows, abre espaço para crianças e adultos degustarem as mais diferentes brincadeiras. Com vivências simples e divertidas, a hora de comer também se torna tempo de brincar.
  • Palestra – Brincar de Corpo Inteiro – Dia 22/5 – terça-feira – às 19h – o encontro convida o público para experimentar vivências brincantes e refletir sobre referências práticas e teóricas que envolvem o brincar na primeira infância. Nesta idade, o corpo se torna uma construção encantada de significados, um patrimônio de cada criança que deve ser respeitado em sua individualidade e ludicidade. O conhecimento do corpo durante a brincadeira auxilia o ritmo vital da infância e desenvolvimento de outras relações sociais individuais e coletivas. A palestra conta com participação de Andresa Ugaya, Patrícia Dias Prado e Juliana Olivia dos Anjos. A atividade é sugerida para pais, mães e interessados no tema. É necessária a retirada de ingressos gratuitos a partir das 18h na Loja Sesc ou Bilheteria.
  • Vivência – Brincar Junto: Brincadeiras e Jogos nas Ruas – Dia 19/5 e 26/5 – sábados – a partir das 14h30 – Entre os momentos marcantes da infância, as brincadeiras de rua ganham grande espaço na nossa memória. Nos dia de vivências, os instrutores da unidade resgatam brincadeiras de rua pouco habituais nos dias de hoje, como pião, corda, peteca, entre outras. Além das brincadeiras tradicionais, os instrutores apresentam brincadeiras de origens afro-latinas, como o Pega-Bastão, da Etiópia, o Labirinto, de Moçambiquem, entre outras atividades. As brincadeiras acontecerão nas ruas do entorno do Sesc Santo André. No dia 19/5 , na rua Capixingui, s/n, no Conjunto Prestes Maia e, no dia 26/5, na rua Garanhuns, Centro Comunitário da Tamarutaca.

Promovida no Brasil desde 2009 pela Aliança pela Infância (surgiu na Inglaterra e nos Estados Unidos no final da década de 90 e chegou ao Brasil em 2001), a Semana Mundial do Brincar busca a construção e proteção do brincar como fundamento da expressão genuína da criança, e conta com a parceria do Sesc São Paulo desde 2013.

 

Passeio: Semana Mundial do Brincar – Sesc Santo André
Recomendado: Todas as idades
Quando: de 05/05/18 a 27/05/18
Horários: variados – dependendo da atração
Preços: Gratuito
Onde: Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar – Santo André
Informações: (11) 4469-1200
email@santoandre.sescsp.org.br

 

Fonte: http://saopauloparacriancas.com.br/