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Aconteceu: Palestra: A ORIGEM DA CAPOEIRA

Palestra: A ORIGEM DA CAPOEIRA
Prof. Mst. Ricardo Lussac "Mestre Teco" (CREF1 3944-G/RJ)
 
Local: Parthenon Eventos – Colégio Santa Mônica – Unidade Taquara.
Endereço: Rua Padre Ventura, 184 – Taquara – Rio de Janeiro – RJ.
Data: 07 de setembro de 2007. 
 
Capoeiras,
 
Sete de setembro de 2007, comemoração da Independência do Brasil… mas capoeira é capoeira e comemora do seu jeito… Fomos ao Colégio Santa Mônica assistir a uma sensacional palestra sobre a origem da capoeira. É! Muitos podem rir sobre o tema e até pensar "porque se perderia tempo assistindo alguém a falar sobre a origem da capoeira que todos sabem tão bem…" mas nós fomos: Genaro, Arnaldo Mineirinho, Ruffato, Silas e outros que totalizaram 19 (dezenove) assistentes numa palestra gratuita específica e rica de conteúdo acadêmico e popular, proferida pelo estudioso pesquisador do assunto capoeira professor Ricardo Martins Porto Lussac – "Mestre Teco".
 
O palestrante revelou a alquimia de como se procura, se colhe e se divulga a verdade "a mais verdadeira possível", dentro da ética e das possibilidades que os fatos, documentos investigados e a metodologia da pesquisa permitem ao capoeira pesquisador.
 
Orientou a todos sobre a isenção da paixão e tendenciosidades na procura e divulgação do que se propõe a entender para si e para os demais interessados na história da capoeira.
 
Como é sabido "capoeira é capoeira, é tudo que a boca come…", mas pesquisar a verdade, sem as mitificações de ídolos e as mistificações de fatos e "causos" é um árduo trabalho ético que muitas vezes vai de encontro às boas mentes pensantes e bem intencionadas que acreditam piamente no que "acha o achante", que aumenta um ponto no conto que viu ou ouviu dizer, mas incapaz de retroceder, cientificamente, à cosmogonia do universo da capoeira.
 
Uma palestra gratuita sobre um tema valiosíssimo… e apenas 19 (dezenove) assistentes… com direito a certificado escrito que tanto valor tem para o capoeirista que o soma ao seu currículo.
 
Mestre TecoA Parthenon Eventos, uma empresa prestadora de serviços esportivos, fundada em 1996, laborando comercialmente na implantação de projetos esportivos, atualização e qualificação profissional, oportunizou gratuitamente, mais uma vez à comunidade capoeira, através dessa palestra ministrada pelo Mestre Teco, profissional gabaritado a eliciar dos assistentes as respostas que a capoeira precisa, com a certeza e a dúvida que a pesquisa acadêmica impõe, mais um espaço interessante que podemos ocupar, em face da simpatia pela capoeira do seu administrador maior, Professor Bruno Castro, onde nós, os capoeiras, podemos ter mais um palco, uma roda, uma oficina, um laboratório, enfim, maiores chances de desenvolvimento, atualização e aquisição de novos conhecimentos, tornando-nos, sem subserviência alguma, melhores ao empreendimento ao qual nos propomos.
 
Parabéns, mestre Teco!!!
 
Muito obrigado, Professor Bruno Castro!!!
 
Iê capoeira!!!
 
Joel Pires Marques
55(21) 82004888 – 22649356 – 94845277
www.capoeirajogoatletico.com/blog

Lançamento do Livro: HISTÓRIA DA CAPOEIRA EM SOROCABA

Livro importantíssimo para capoeiristas, pesquisadores, folcloristas e historiadores, pois além de apresentar farta documentação (mais de 150 ilustrações) sobre capoeira e seu início em Sorocaba, traz 62 depoimentos, entre eles, de mestres consagrados da capoeira. Por exemplo, do internacional mestre Suassuna (um dos introdutores da capoeira em São Paulo), Comendador mestre Valdenor (presidente de Federação Paulista de Capoeira), mestre Damião (aluno de mestre Bimba), mestre Celso Bujão (formado da 1ª turma do Grupo “Cordão de Ouro”), mestre Jorge Melchiades (o pioneiro da capoeira em Sorocaba, aluno dos saudosos mestres Valdemar Angoleiro, Paulo Limão, Silvestre e posteriormente formado do mestre Suassuna).
 
Apresenta fatos curiosos da capoeira, como a abertura da primeira filial do Grupo “Cordão de Ouro” no interior paulista; a apresentação de capoeira no programa “Cidade contra Cidade”, de Sílvio Santos, em maio de 1970, na antiga TV Tupi, canal 4, com os mestres Suassuna, Limão, Jorge Melchiades, Anande (Almir) das Areias, entre outros; a passagem de mestre Bimba e seus alunos por São Paulo e Rio de Janeiro, em 1949, etc.
 
O livro traz também o depoimento de pessoas ilustres ligadas ao esporte, à educação, à política, ao jornalismo, à rádio, à dança, etc., que de uma maneira ou outra tiveram contato com a capoeira, como é o caso da conhecida bailarina Janice Vieira, que conheceu mestre Pastinha em sua academia na Bahia; de José Desidério, jornalista esportivo; de Cármine Graziozi, editor do jornal “Desportos” em 1949; de Clodoaldo Rodrigues Nunes, cientista político, que teve atuação marcante no movimento de esquerda na época da ditadura; de Iara Bernardi, Deputada Federal; de Hamilton Pereira, Deputado Estadual; e de briguentos da década de cinqüenta, como Humberto Del Cistia, Maurício Gagliardi, José Carlos Alves (Pixe), Antonio Galdino e Joorge Melchiades.
 

O livro discorre sobre a história da capoeira em Sorocaba desde o aparecimento de sua prática na cidade até a atualidade, com enfoque especial e prioritário aos fatos de seu início e ao pioneiro, com o fim de esclarecer entendimentos equivocados sobre a época.
 

contato: cmwellington@terra.com.br

Jogos: Palavras Cruzadas, Jogo de ligar colunas e Quiz da Capoeira

Uma novidade para desafiar os seus conhecimentos capoeirísticos… 

Fantasticos Jogos e Passatempos online, envolvendo o universo da capoeiragem para o capoeirista testar todo o seu conhecimento!!!

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  • Palavras Cruzadas da Capoeira

Palavras Cruzadas online para o capoeirista testar os seus conhecimentos dentro da capoeiragem

  • Jogo de Ligar Colunas: Os Livros e seus Autores

Jogo de ligar colunas cujo tema são os livros de capoeira e seus autores

  • Quiz: Fatos e Curiosidades da Capoeira

Jogo com respostas de multipla escolha, cujo tema são os fatos e curiosidades da capoeira.

  • Os Mestres e Seus Dicípulos

Jogo com respostas de multipla escolha e completar lacunas, cujo tema são os Mestres de Capoeira

Review: Matéria escolhida pela equipe Portal Capoeira, pelo caráter lúdico – Palavras Chave: Jogos, Divertimento e Conhecimento

CÂNTICOS

O conteúdo dos cânticos exalta as qualidades do chefe da roda, relata a sua origem ou se refere a fato, personagem ou ocorrência notáveis, atuais ou históricos.
A forma de cantar valoriza o tom das vogais antes que a pronúncia correta das consoantes, adquirindo sonoridade mântrica, em harmonia com o tom do berimbau. O canto e som do berimbau se fundem, no estilo angola, numa toada monótona, em que a presença do refrão empresta semelhança à ladainha, dum caráter suave, pacífico, extremamente cativante, permitindo movimentos mais lentos, relaxados, controlados, de grande belez. Enquanto no estilo regional, o ritmo marcial, mais acelerado, impõe maior velocidade aos movimentos, tornando-os mais agressivos, de caráter reflexo, instintivos e obrigando a maior afastamento entre os parceiros. Cada mestre tem um estilo próprio de tocar e cantar, modificando tema e conteúdo dos cânticos, os quais passam então a identificar cada roda pelo seu fundo cultural litero-filosófico, destacando-se o curto improviso, a chula1, reliquat da dança popular portuguesa deste nome.
Além desta, encontramos como categorias de cânticos, o corrido2, as quadras3 e a ladainha4.
O conteúdo dos cânticos geralmente faz parte do repositório da comunidade a que pertence a roda ou repertório própria roda, tais como referências a fatos, personagens históricos, reverenciando-os consoante sua livre escolha, tecendo comentários de conteúdo filosófico ou ligados à sabedoria popular, ditos e axiomas. Destacamos o oriki (chamado de chula pelo Mestre Bimba nos primórdios da regional, conhecido como ladainha entre os atuais angoleiros), a louvação africana, saudação laudatória aos mestres, à terra natal, aos amigos, a Deus, aos Santos e aos orixás, que empresta caratér individual a cada grupamento ou roda.
O coro, ritornelo, refrém, estribilho ou refrão, une todos os presentes num canto orfeônico extremamente contagiante, criando uma atmosfera energética que transforma o grupamento social numa entidade global, capaz de geral um estado transional coletivo.

Consoante o estilo e o temperamento do mestre e, portanto, da roda, há uma nítida preferência pelo suavidade e lentidão da ladainha (predominante entre os angoleiros) ou pelo calor e velocidade do corrido (mais a gosto dos regionais).

1-Curto "improviso" de apresentação ou identificação entoado pelo cantador a título de abertura da sua composição. Geralmente faz a louvação dos seus mestres, da sua origem, da cidade, de fatos históricos, de algum outro elemento do fundo cultural da roda. Freqüentemente os cantadores usam uma chula como introdução aos corridos e às ladainhas, durante a qual é sugerido ou indicado refrão a ser entoado pelo coro.

2-A própria denominação já traduz, ou lembra, a aceleração do ritmo que o caracteriza, juntamente com o nexo entre o verso do cantador e o refrão do coro que o repete parcial ou totalmente. O cantador entoa versos de frases simples, curtas, freqüentemente repetidas, e cujo conjunto é usado como refrão pelo coro da roda. O conteúdo do trecho cantado pode ser retirado duma quadra, dum mote, duma ladainha, dum corrido, ou do fundo comunal litero-filosófico da roda ou grupo social. A diferenciação no entanto só aparece com nitidez durante a audição do conjunto, pois o mesmo conteúdo poderá ser cantado numa ou noutra categoria conforme a impostação da voz, ritmo, compasso e aceleração que o cantador, a orquestra, coro vocálico e o acompanhamento das palmas, além da própria estrutura, emprestam ao trecho.

3-Curta estrofe de quatro versos, sem interrupção, de conteúdo variável, algumas vezes fazendo sotaques ou advertências jocosas a algum companheiro ou a fatos ou lendas da roda. Geralmente termina com uma chamada ou advertência ao coro, como "Camará!", "Vorta du mundu!", "Aruandê!", "Aruandi!", "Iêê!", "Êêê!", entre tantas outras.

4-A ladainha é o ritmo dolente, lento, como na reza de mesmo nome na igreja católica, o coro repetindo o refrão independentemente do trecho entoado pelo cantador. O conteúdo da ladainha corresponde a uma oração longa, mensagem, desdobrada e relatada em curtas estrofes entrecortadas pelo refrão.

Fatos Curiosos: Capoeira e a Política

Fatos Curiosos: Capoeira e a Política de Antigamente…
 
Decretado por Marechal Deodoro da Fonseca o Decreto Lei 487 dizia que: A partir de 11 de Outubro de 1890 todo capoeira pego em flagrante seria desterrado para a Ilha de Fernando de Noronha por um período de 02 á 06 meses de prisão.
Parágrafo único: É considerada circunstância agravante pertencer o capoeira, a alguma banda ou malta, aos chefes impor-se-á a pena em dobro.
 
Os capoeiristas costumavam usar calças boca de sino e no período em que a capoeira ficou proibida por lei (1890-1937) a polícia, para detectar os capoeiristas, colocava um limão dentro das calças do indivíduo. Se o limão saísse pela boca das calças, a pessoa era considerada capoeiristas.
 
Os capoeiristas eram contratados pelos políticos para bagunçar no dia das eleições. Enquanto as pessoas desviavam a atenção para a confusão dos capoeiras um indivíduo colocava um maço de chapas na urna ou na linguagem da época "emprenhava a urna". Vencia as eleições o candidato que dispunha de maior n.º de capoeiras.
 
Em 1824, os escravos que fossem pegos praticando capoeira recebiam trezentas chibatadas e era enviados para a Ilha das Cobras para realizar trabalhos forçados durante três meses.
 
Milhares de capoeiristas foram para a Guerra do Paraguai, pois havia sido prometida a liberdade no final do conflito àqueles que participassem da batalha.
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