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RJ: Saquarema sedia 2º Capoeira Para Todos

Sexta-feira, 05 de outubro, capoeiristas de várias cidades da Região dos Lagos vão se encontrar no 2º CAPOEIRA PARA TODOS  SAQUAREMA, evento realizado pelo Instrutor Parente e com apoio das alunas Pimenta e Kika, com a supervisão do Mestre Cavalo do Grupo GICAP. Esta é a segunda edição do evento que  em seu primeiro ano trouxe para Saquarema a elite da Capoeira na Região dos Lagos e pretende continuar o sucesso. Além das rodas livres, o evento vai contar com a  formatura e troca de graduação de seus alunos, destaque para as senhoras do projeto VIVER MELHOR, desenvolvido para a terceira idade com alunas entre 40 e 80 anos, mais uma prova de que a Capoeira está ao alcance de todos.

SERVIÇO:

Nome: 2º CAPOEIRA PARA TODOS SAQUAREMA

Data: 05 de Outubro de 2012

Local: Casa  de festas Kaká Festas –  Av. Saquarema – Próximo ao Pedacinho do Céu.

Horário: 19h

Os interessados em participar devem entrar em contato com: Rodrigo Vieira (Parente) e-mail: parente.capoeira@hotmail.com 022 9896-4023, Ana Paula Santos (Pimenta)  022 9871-7801 e Mônica Marinho (Kika) 022 9909-8444

Festas e rituais da Bahia são homenageados em samba enredo da Portela

“Madureira sobe o Pelô, tem capoeira / Na batida do tambor, samba ioiô / Rola o toque de olodum… lá na Ribeira / A Bahia me chamou”.

Era esse o som que se ouvia na quadra do River Futebol Clube na tarde deste sábado (03/12), no Rio de Janeiro. O estado da Bahia, representado pela Bahiatursa – na pessoa de Domingos Leonelli, secretário de turismo da Bahia -, foi homenageado pela escola de samba Portela no samba enredo do Carnaval 2012.

Na feijoada do Grupo Recreativo Escola de Samba Portela, a Bahiatursa e mais de 200 operadores e agentes de viagens baianos eram convidados especiais. Com muita alegria, Leonelli contou que a Bahia será destaque na “passarela do samba” durante 160 minutos no Carnaval do ano que vem.

“Em 2012, nosso Estado será homenageado por duas escolas de samba cariocas. A Portela homenageia com o enredo sobre rituais e festas baianos. Já a Imperatriz Leopoldinense destaca a Bahia ao homenagear Jorge Amado. É uma exposição extraordinária, além de ser uma honra, é claro”, disse.

Muito além do enredo, que deixa o Estado em evidência na mídia internacional por conta da visibilidade do Carnaval do Rio, a Secretaria de Turismo da Bahia tem realizado muitas ações para aproveitar ao máximo a exposição.

“É uma sorte muito grande e precisamos maximizar os efeitos desse momento. Estivemos com a Portela na última Abav, no Soccerex e,hoje, na feijoada. Convidamos mais de 200 agentes e operadores da Bahia. Em breve, a Bahiatursa também estará na reinauguração da quadra da Portela. E a Portela, aliás, também tem participado de ações na Bahia e participará do Salão de Turismo em março do ano que vem. Ontem, o Diogo Nogueira, sambista e portelense, participou de uma ação no Elevador Lacerda, em Salvador. E não pararemos por aí. Estamos trabalhando nas ações para o pós-Carnaval”, contou o secretário.

A presença da Bahia no Carnaval carioca atrai atenção para o Estado, divulga sua cultura e agrega benefícios econômicos. Entretanto, Leonelli destaca outro aspecto que é beneficiado. “É muito bom ver a Bahia, que é terra do samba, presente no Carnaval do Rio. O turismo se beneficia, é claro, mas essas oportunidades despertam o que o setor tem de melhor: as relações interpessoais”, comentou.

Quem estava presente também era Luiz Carlos Brasileiro, secretário de Cultura e Turismo de Maragojipe, a 120 quilômetros de Salvador. Ele contou que o a cidade terá uma ala exclusiva no desfile da Portela. “Nosso Carnaval é muito tradicional, com mascarados e tudo mais. A essência do samba nasceu no recôncavo baiano e agora tem reconhecimento internacional”, contou.

“Está ouvindo? Esse é o melhor samba enredo do Carnaval de 2012. Vai ganhar, com certeza!”, despediu-se Leonelli. Eram esperadas 3 mil pessoas no evento, que contou com a presença de representantes da Bahiatursa; da diretoria, bateria e musas da Portela; da rainha de bateria e atriz, Sheron Menezes; e do compositor baiano Nelson Rufino, além de show de Gilsinho e Seus Capangas.

 

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br

O Legado de Mestre Noronha

Muito sobre as memórias dos tempos dos valentões e dos grandes capoeiristas do início do século XX, chegou até nós graças a um costume que o Mestre Noronha (Daniel Coutinho por batismo) tinha, de anotar nomes, datas, locais e “causos” envolvendo os personagens envolvidos com a capoeiragem da Bahia. O “A.B.C. da Capoeira Angola” foi um livro organizado pelo nosso grande pesquisador da capoeira – Frede Abreu, a partir dos manuscritos deixados por Noronha, e se tornou um grande legado para todos aqueles que pretendem saber mais sobre esta arte-luta, e de tudo aquilo que estava ao seu entorno. Capoeira e seus personagens, a política e seus políticos, festas populares, economia, repressão policial, história do Brasil, são alguns assuntos abordados por este grande mestre da capoeira em seus manuscritos, que posteriormente à sua morte, Frede Abreu transformou em livro, como forma de perpetuar essa memória.

Noronha teve o privilegio de vivenciar os momentos áureos da capoeira baiana do início do século XX. E nos deixou relatos belíssimos desses tempos. Desde a perseguição dos capoeiras, devido à política vigente na época, até a sua visão de decadência dessa arte, norteada pela imagem das academias formadoras de capoeiras.

As elites queriam transformar a cidade de Salvador, em uma cidade de características européias. Em outras palavras, limpar ou erradicar, se necessário, das ruas, as tradições de origem negra, favorecendo a manutenção da ordem pública. visando atender as exigências da classe mais abastada. Nesse contexto social, de conflitos e de discriminação em relação às manifestações afro-brasileiras, é que vai se formando o menino Daniel Coutinho, no local que fazia parte do mapa central da criminalidade, da vadiação, da desordem e também do trabalho em Salvador.

Noronha sempre defendia que a “…capoeira viera da África, trazida pelos africanos, porém não era educada…”, tendo adquirido esta característica aqui no Brasil. Vivenciou ainda menino, por volta dos 8 anos de idade, a difícil arte da capoeira com um negro descendente de Angola, o velho Candido Pequeno. Tinha uma imensa admiração por este capoeira.

Em seus manuscritos, narra diversos casos envolvendo enfrentamentos com a polícia e com outros valentões, citando locais e nomes dos mais famosos capoeiras da época, envolvidos nesses conflitos, assim como ele próprio, respeitado e temido no universo dos “desordeiros”.

Noronha observava que antes de freqüentar qualquer roda, era preciso ter a consciência de que “…não era coisa de brincadeira, havia muita mardade neste meio…”. Não dispensava patuás, que servia para evitar os maus espíritos. Amuletos eram fundamentais. Sempre tinha uma oração, pedia graças ao divino Espírito Santo e aos Orixás. Sempre e sempre com o corpo fechado, não admitia chegar em roda despreparado. Falava sempre: “…a defesa para a nafé (navalha) a pessoa traz consigo mesmo. Sem ter arma, o capoeira tem sua defesa particular que admira o público…”.

Dizia que um bom aprendiz de capoeira angola, tem que obedecer às palavras do mestre, tem que aprender o jogo de dentro e o jogo pessoal para a sua defesa, sempre dando ênfase a tudo aquilo que “…desse vantagem para escapulir da polícia, pois ela não gostava do capoeira…”. Para ser mestre, dizia Noronha, “…tem que aprender toda a malícia que existe nesta malandragem…”.

Em seus manuscritos, Noronha descreve as famosas “festas de largo” de Salvador e a participação dos capoeiras nesses eventos. É justamente nesse contexto descrito por Noronha que surge e vai se estruturando o modelo de “roda de capoeira” tal qual conhecemos hoje, enquanto um ritual definido pela presença de instrumentos musicais e de certas “regras” que vão se transformando ao longo dos tempos. Antes disso a capoeira se expressava de outras maneiras, como as “maltas” no Rio de Janeiro. Mas o modelo de organização em forma de “roda de capoeira” que permanece até os dias de hoje e se espalhou pelo mundo todo, foi sendo estruturado nesses espaços e nesse período histórico, o qual Noronha nos relata com tanta riqueza de detalhes em seus manuscritos.

Noronha teve participação também no surgimento do primeiro Centro Esportivo de Capoeira Angola, na Ladeira da Pedra, no bairro da Liberdade, sendo Amorzinho, o próprio Daniel Coutinho, Totonho de Maré e Livino, entre outros, seus “…donos e proprietários…”. Porém, Noronha sempre registrou o grande esforço feito por Mestre Pastinha em manter e elevar o nome do centro, a partir de quando assume a direção do mesmo.

O mestre Noronha era um severo crítico dos capoeiras que não se dedicavam a conhecer melhor sua arte, que se diziam “grandes mestres” de capoeira e donos de academia. Dizia: “…eu mestre Noronha tenho todo o fundamento comigo porque me dediquei e aprendi toda a malandragem…”

 

Visite nossa seção de Downloads e baixe este o outros documentos de grande valor histórico…

Nietzsche e a tradição

Trombei há pouco com esse artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/dc_7_10.htm

A abrangência do texto começa pelas “festas de boi”, mas eu creio que podemos expandí-la para qualquer folguedo popular, capoeira incluída. E justamente caminhando nessa linha de pensamento, de festas populares sendo alteradas com o decorrer do tempo, de personagens transitando entre festas, me lembrei de uma conversa que tive com um amigo faz um tempo: o que é a tradição, e como ela nos serve ?

Na época, acabamos indo esbarrar em  Nietzsche (“Alvorada”):

Conceito de moralidade dos costumes.

Em comparação com o modo de vida de todos os milênios de humanidade, nós, humanos conteporâneos, vivemos uma era imoral: o poder do costume está fantasticamente enfraquecido, e o senso de moral, tão rarefeito que poderia ser descrito mais ou menos como evaporado. Isso é o motivo de perguntas fundamentais sobre a origem da moralidade serem tão difíceis para nós, recém-chegados – e mesmo quando as formulamos, descobrimos ser impossível enunciá-las – porquê elas soam estranhas ou porquê elas parecem depreciar a própria moralidade !

Isso é, por exemplo, o caso da proposição mestra: a moralidade não é nada além da obediência aos costumes, de quaisquer tipos que eles possam ser; os costumes, entretanto, são o modo tradicional de nos comportarmos e avaliarmos. Nas coisas nas quais nenhuma tradição comanda, não há moralidade; e quão menos a vida é determinada pela tradição, menor o círculo da moralidade. O ser humano livre é imoral porquê em todas as coisas ele está determinado a confiar apenas em si mesmo, e não em uma tradição: em todas as condições da humanidade, “mal” significa o mesmo que “individual”, “livre”, “caprichoso”, “não-usual”, “inédito”, “incalculável”.

Julgada pelos padrões dessas condições, uma ação realizada não porquê a tradição comanda, mas por outros motivos (por exemplo, porquê é útil ao indivíduo), ainda que sejam exatamente os motivos pelos quais a tradição foi um dia criada, é chamada imoral e sentida como imoral por aquele que a realizou: porquê não foi realizada com obediência à tradição.

O que é a tradição ? Uma autoridade maior à qual se obedece, não porquê ela comanda o que é útil para nós, mas simplesmente porquê ela comanda. O que distingue então o sentimento de existência da tradição, do sentimento de medo em si ? É o medo da presença de um intelecto superior que comanda, de um poder incompreensível e indefinido, de algo mais que pessoal – há superstição nesse medo. Originalmente, toda a educação e cuidado com a saúde, casamento, cura de doenças, agricultura, guerra, discurso e silêncio, negociação com outros povos e com deuses, pertencia ao domínio da moralidade: tais atividades demandavam que se observasse prescrições sem que se pensasse como um indivíduo.

Originalmente, entretanto, tudo era costume, e quem quer que desejasse se elevar acima disso devia tornar-se um ditador de leis e curandeiro e algum tipo de semi-deus: isso quer dizer, ele tinha que criar costumes – algo assustador, mortalmente perigoso !

O fato é que a conversa nunca terminou, mas as pulgas continuam me mordendo a orelha. “Tudo o que é demais, é muito”, “toda unanimidade é burra”, diz o povo… Em excesso, até carinho da mamãe e canja de galinha fazem mal. E o excesso de zelo com a tradição, como fica ? Não corremos o risco de engessar a história que nós próprios construímos diariamente ?

Outro dia postei um vídeo no YouTube, e achei um comentário interessante:

{youtube}h_CKEwfx_04{/youtube}

“Nunca vi um angoleiro que prestasse colocar joelho no chão, dar aú na frente da cabeça do camarada, ou botar a cabeça no pé do camarada… é por isso que esses dois estão na praça da Republica, sem uniforme, e sem nexo…”

De onde vem a tradição de “não por o joelho no chão” ? Será provinda daquela necessidade antiga de “não sujar a roupa” ? O conceito ainda se aplica em tempos modernos ? Eu não coloco o joelho no chão porquê aprendi assim – mas qual o motivo real, o rationale por trás ? E quanto à falta de uniforme ? Quanto tempo um costume precisa existir para virar tradição ? Uniformes na capoeira existem há uns 70-80 anos… A roda na praça da República acontece há uns 40 anos (até onde sei) – já deu tempo de ter criado as suas próprias tradições ? Existem tradições universais, dentro da capoeira ?

 

* Teimosia – http://campodemandinga.blogspot.com

22 de agosto: Dia do Folclore

Veja o rico floclore do Brasil, região por região

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, “constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação”.

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra “folclore”?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. “Folk”, em inglês, significa “povo”. E “lore”, conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ”conhecimento popular”. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado “Folk-lore”. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se “folclore”.

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros.

Região Sul

Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste

Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, lingüiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste

Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste

Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos – Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.

Região Norte

Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .

Principais manifestações folclóricas:

BUMBA-MEU-BOI – Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.

PASTORIL – Festa de origem portuguesa, onde “pastoras” vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.

REISADO – De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.

CANINHA VERDE – Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).

DANÇA DO COCO – Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.

MANEIRO PAU – Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

FOLIA DE REIS – Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.

TORÉM – Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o “mocororó”, uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.

DANÇA DE SÃO GONÇALO – Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.

MARACATU – De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada – a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

Parabés a todos os folcloristas e mantenedores das tradições

Fonte: André Cristiano Siewert
Gerente de Eventos Culturais
Rua 15 de novembro, 525 – Centro
Fone: (47) 3387 7224
MSN: culturaeventos@pomerode.sc.gov.br
Visite: www.pomerode.sc.gov.br 
www.vemprapomerode.com.br

“A cultura não deve sofrer nenhuma coerção por parte do poder,
político ou econômico, mas ser ajudada por um e por outro em todas 
as formas de iniciativa pública e privada conforme o verdadeiro humanismo, 
a tradição e o espírito autêntico de cada povo.”
( Papa João Paulo II )

Barra Mansa – Projeto social de iniciativa privada completa 12 anos

Há 12 anos o bairro São Pedro tem um projeto social de iniciativa privada beneficiando os moradores.

Na comunidade através do voluntariado do professor de Educação Física da rede municipal de Barra Mansa e Rio Claro, Lindinalvo Natividade, o projeto Capoeira no Bairro chegou no São Pedro dia 16 de junho de 1997.

Começamos com alguns objetivos como valorização da Capoeira como patrimônio da cultura nacional e aproximação da capoeira para crianças carentes de bairros distantes do Centro, locais de instalação das academias e escolas. Com apoio da Associação de Moradores e do Colégio Estadual São Pedro, as aulas iniciaram segundas e quartas-feiras de 19 às 21 horas com cobrança de uma taxa simbólica de R$ 5 por aluno, sendo 20% repassado para a escola. Após três anos, as aulas eram dadas no galpão do morador Leir. Atualmente são gratuitas na quadra do bairro – explicou o responsável pelo projeto.

De acordo com Lindinalvo, as primeiras aulas eram administradas pela extinta Escola de Capoeira Arte Brasileira com supervisão do Mestre Vinte e Um e coordenação do instrutor Lindi e professor Tandy.

Nos dias atuais são ministradas pelos contra-mestres Lindi e Tandy e pelos professores Marimbondo e Ferrugem, todos do Centro Esportivo de Capoeira Quarto Crescente.

Há 12 anos o projeto sobrevive da boa vontade dos integrantes sem verba do Poder Público. Festas de graduação e promoções, uniformes, instrumentos e apostilas de estudo são custeados por alunos, pais ou responsáveis – lamenta Lindinalvo, afirmando que desde a formação do projeto foram beneficiados mais de mil alunos, sendo no bairro São Pedro, dois profissionais da Capoeira.

Paralelas às aulas, ações sociais beneficiam instituições do município e famílias carentes como campanha de Doação de Brinquedos para crianças da Creche Padre Adalberto, no São Luiz e Arrecadação de Alimentos para famílias do bairro Retorno.

Introduzimos a Capoeira nos bairros Roselândia e São Luiz. Semanalmente estamos no São Pedro e Jardim América. No São Pedro as aulas são dadas às quintas-feiras e no Jardim América, às terças-feiras, de 19 às 21 horas. Com nosso trabalho, afirmamos que a Capoeira faz parte da vida dos moradores do bairro São Pedro em diversas programações da comunidade como festas e rodas tradicionais.

Fonte: http://valesulonline.com.br/

AULAS EM ANGRA Prática de capoeira “incentiva a tolerância”

Destina-se a toda a gente, de qualquer idade, e tem como referência primordial o “respeito mútuo”. A capoeira, um jogo que obedece a movimentos acrobáticos, música e canto, com origem entre os escravos africanos levados para o Brasil, está a ganhar cada vez mais adeptos na ilha Terceira.

Neste ano lectivo, para além da Praia da Vitória, as aulas de capoeira estendem-se a Angra do Heroísmo, no Angragym, e contam já com uma dezena de inscritos. O próximo passo será levar a modalidade à freguesia da Vila Nova.

“As aulas começaram esta semana em Angra, a título experimental, segundas e quartas, e no próximo mês de Outubro deverão recomeçar na Praia da Vitória, quartas e sextas, para crianças dos 5 aos 10 de idade. Este projecto com os mais pequenos é desenvolvido pela Câmara da Praia e o ginásio do Lar D. Pedro V, e vai continuar, à semelhança do ano passado, mas mediante pagamento de valor simbólico. Também em Outubro pretendemos levar o projecto à Vila Nova, destinado aos adultos, às terças e quintas-feiras”, revela Nuno Mota (Carcará), responsável pelo grupo “União na Capoeira”. As aulas têm a duração de uma hora e meia (19h às 20h30), para os adultos, e de 45 minutos (18h às 18h45), para as crianças.
 

As pessoas manifestam interesse na modalidade “especialmente pelos floreios”. Porém, com tempo e experiência cada um deverá encontrar o seu caminho.

“Umas pessoas se identificam com a musicalidade, instrumentação e canto, outras apenas pelos movimentos, ou saltos, e, ainda outras, pelo jogo. Mas a soma de tudo isto, e muito mais, é que faz a totalidade da capoeira. Com os anos e com o tempo se vai aprendendo o que se quer realmente da capoeira”, sustenta.

Na prática, a capoeira oferece aos alunos, segundo Nuno Mota, “resistência para todos os grupos musculares, desenvolve força, elasticidade, equilíbrio, ritmo e coordenação motora. É uma actividade lúdica, um jogo que não incentiva magoar o parceiro, mas, sim, a jogar com ele”. Além disso, sublinha o responsável, “é um desporto praticado por pessoas muito diferentes umas das outras, o que incentiva a tolerância”.

Ao longo das aulas, depois de um pré-aquecimento, aquecimento com vários movimentos relacionados com a capoeira, movimentação básica, as duas sequências aprendidas deverão ser integradas no jogo com um parceiro, um a dois floreios (movimentos acrobáticos), jogo, preparação física, flexibilidade, e relaxamento com instrumentação e música.

No futuro, os objectivos do grupo “União na Capoeira”, adianta Nuno Mota, passam por organizar formações, workshops com os mestres e graduados para evoluir e conviver.

O “capoeirista”, praticante desde 1999, confessa que foram os floreios e o “domínio do corpo” que o motivaram à prática da capoeira. No entanto, as razões por que o levaram a ensinar a modalidade aos outros prenderam-se com “o desenvolvimento são da capoeira”. Uma tarefa que se manifesta, sobretudo, no “espírito de camaradagem”.

“Como diz o ditado: ‘Uma e duas andorinhas não fazem Verão’. É uma satisfação que se obtém na construção de um grupo coeso, com o espírito de camaradagem, que implemente valores sólidos de união, amizade e dois jogadores jogam a capoeira”, considera. E acrescenta: “Valores que se tende a perder na nossa sociedade cada vez mais individualista. Tudo em prol da capoeira. Salvé! Axé camará!”, remata.

Este ano, o grupo “União na Capoeira”, supervisionado pelo Mestre Umoi, apresentou-se nas Festas da Praia, no âmbito do programa oficial das festas do concelho, e nas Festas das Fontinhas.

Fonte: http://www.auniao.com/

Samba de Roda e Capoeira Angola: Mestre Pelé da Bomba em São Paulo

Uma grande oportunidade para estar perto e apreender com um dos grandes Mestres da velha Guarda da Capoeira de Salvador.
o camarada Pezão e toda a família Escola  de Arte Capoeira sabem da importância de beber agua na fonte…. de "Buscar e Resgatar" o conhecimento com os sábios e experientes…
Dentro deste espírito trazem diretamente de Salvador o "Gogó de Ouro da Capoeira", Mestre Pelé, figura carimbada da capoeiragem é de uma extrema simplicidade, pessoa bem humorada e humilde, dono de uma cortesia e hospitalidade ímpares….
Mestre Pelé também faz parte do Conselho de mestres da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola.
Vale a pena participar desta oficina, é uma excelente oportunidade de conviver e expandir seus horizontes, além de ser um ótimo investimento cultural.
 
Para maiores detalhes sobre o evento, visite o link no final da matéria.
Luciano Milani


MESTRE PELÉ DA BOMBA
 
Natalício Neves da Silva, conhecido como Mestre Pelé da Bomba, nascido em 1934 no Recôncavo no interior da Bahia.
Começou a prática da capoeira em 1946, na rampa  do Mercado Modelo velho sendo aluno do Mestre Bugalho.
A partir daí começou a dar seus primeiros passos, ficando encantado com esta arte.
Ele conheceu Mestre Waldemar da Paixão que foi seu avô de capoeira.
Com as festas do largo, teve a oportunidade de conhecer  grandes Mestres como:
Aberre, Traíra, Cobrinha Verde, AvaniTotonho de Maré, Cleones, Cabelo Bom, Domingo Mão de Onça, Barrão, Djalma da ponteira, Cabelinho, Gerson do Porto da Misericórdia, Caiçara, Curió velho e Curió Novo e tantos outros mais.
Na academia de Mestre Pastinha, conheceu os Mestres João Grande e João Pequeno.
Sempre levando seu grupo nas festas de Largo e Para shows, ele passou a ser reconhecido Internacionalmente e recebe convites para se apresentar em vários paises.
 
Mestre Pelé também conhecido Pelé Gogó de Ouro.
O grande Mestre Pelé já gravou 3(três) CDs de capoeira, Samba de roda e samba de viola.
 
Sábado (23/09/06) das 9:00 às 17:00)
 
Local: Academia Objetiva Fitness
AV.Maria Amália Lopes de Azevedo, 2085  JD.Tremembé – São Paulo – SP
 
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