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Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo

Muita gente foi conferir na manhã deste Sábado de Aleluia (20) a tradicional lavagem das escadarias da Catedral Metropolitana de Campinas. Nesse ano o ato, que é uma mistura de fé, religião, tradição e cultura, chegou a sua 34º edição.

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo.

Antes da Lavagem, os participantes fizeram um cortejo que saiu da Estação Cultura, desceu pela Rua 13 de Maio até chegar à Catedral. Durante o trajeto os participantes entoaram cânticos, e entregaram flores com muita água de cheiro. A mesma água também foi usada para lavar as escadarias da igreja.

Depois da celebração uma extensa programação com várias atividades culturais e sociais tiveram início com apresentações de jongo, congada, folia de reis, catira, dança afro, capoeira e samba. A festa termina às 17h.

 

A MANIFESTAÇÃO

Conforme estudo de Marcela Bonetti, especialista cultural da Secretaria de Cultura de Campinas, no decorrer dos anos a cerimônia da Lavagem das Escadarias foi recebendo outras manifestações culturais afro-brasileiras presentes no município, como a capoeira, o jongo e o samba de bumbo. “Em função desses movimentos estarem relacionados à população afrodescendente, o racismo atribuído a essa população se estende aos elementos de sua cultura. Deste modo, analisar a cerimônia da Lavagem da escadaria é também tratar das relações sociais envolvidas e a intolerância presente”, afirma.

“A história da Lavagem da Escadaria em Campinas é relevante também no sentido de compreender como se construiu uma relação de aproximação com a Igreja, na representação do Bispo, ao sugerir que a data ocorresse no Sábado de Aleluia, único momento que a Igreja Católica se encontra fechada. A cerimônia no adro da Catedral, com as portas fechadas da Igreja, transformam também o espaço como um ato de festa”, complementa.

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A partir de 1998, a manifestação cultural da cerimônia da Lavagem da Escadaria da Catedral de Campinas foi incorporada ao Calendário Oficial do Município de Campinas, pela Lei Municipal nº 9515/97 e a partir de 2005, incluída no Calendário Turístico do Estado de São Paulo, pela Lei Estadual nº 12.097/05.

 

Fonte: https://www.acidadeon.com

Da Redação | ACidadeON Campinas

Lavagem de Paris ganha hot site

A Lavage de La Madeleine, que tem Carlinhos Brown como convidado em 2011, acaba de ganhar uma página na internet. O site vai contar com o histórico da festa – o maior evento da cultura brasileira na Europa – e traz fotos, vídeos, programação completa e a cobertura completa de tudo o que vai acontecer por lá. O site contempla também as redes sociais Twitter e Facebook, além de um canal exclusivo no youtube. “É a primeira vez que a Lavage ganha um site, o que achei ótimo. Além de divulgar nossa história, poderemos transmitir tudo que acontece nessa festa linda para o mundo”, comenta o artista santo-amarense Robertinho Chaves, que criou a Lavage em 2002.

Com extensa programação multicultural, o evento conta com uma exposição fotográfica, workshop de dança afro, Forró da Lavage, Missa do Rosário dos Pretos, lançamento de livro sobre o evento, lavagem das escadarias da Igreja de La Madeleine – inspirada nas lavagens das escadarias das igrejas do Bonfim (Salvador) e de Nossa Senhora da Purificação (Santo Amaro) – entre outros. Criada em 2002 pelo artista santo-amarense Robertinho Chaves, a Lavage é um evento de intercâmbio multicultural que dura cerca de uma semana, e culmina em um cortejo de 10 mil pessoas nas ruas de Paris (França). Em 2011 a festa acontece de 13 a 18 de setembro.

Lavage de La Madeleine – evento multicultural que acontece há 10 anos, inspirado na lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim (Salvador) e da Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Santo Amaro). É realizada pela Associação Viva Madeleine, Brasil Onirê, TAG Arts e D+ Produções, com patrocínio da Alstom e Lei de incentivo à cultura/Ministério da Cultura/Governo Federal. Apoio Cultural: Bahiatursa/Secretaria de Turismo/Governo do Estado da Bahia, Embratur/Ministério do Turismo/Governo Federal, SACEM – FR, AD Turismo e Rede Bahia.

 

Site: http://www.lavagedelamadeleine.com

Twitter: @LavageMadeleine

Facebook: http://www.facebook.com/lavagemadeleine

 

 

Victor Villarpando – 71 8867.6107

Bahia: Lavagem de Santo Amaro reúne 50 mil pessoas e 300 baianas

Especial de Santo Amaro da Purificação: A lavagem da escadaria da igreja matriz foi feita por baianas

Ao som de É D’Oxum tocado pela charanga, o cortejo formado por mais de 300 baianas de todas as idades, em trajes típicos, partiu levando o estandarte em direção à escadaria da Igreja da Purificação. Até crianças de colo ingressam na fé dos festejos e envergam seus trajes africanos para participar da Lavagem de Santo Amaro (a 71 km de Salvador), que aconteceu neste domingo, 31 na cidade mais famosa do Recôncavo baiano.

Muitos dos que acompanhavam as filhas e filhos-de-santo no pequeno trajeto empunhavam lanças de flor de cana-de-açúcar. “Venho todos os anos, desde que me entendo por gente, pedir as bênçãos de minha mãe. É ela quem me vale nos momentos de aperto e enche minha vida de graças”, declara Valdelice Antunes, dona de casa, 52 anos.

Fugindo do calor e  empurra-empurra da concentração para a saída, muitas baianas esperaram o cortejo já na igreja, com seus cântaros de água de cheiro. Alguns pais e mães-de-santo desde cedo ofereciam seu axé, com banhos de folhas, milho e pipoca, na escadaria.

Também representando a forte cultura negra do Recôncavo baiano, se apresentaram grupos folclóricos de maculelê e rodas de capoeira. De acordo com a organização do evento, representantes de 40 terreiros de candomblé diferentes marcavam presença na festa.

Após breve discurso do prefeito da cidade, Ricardo Machado, do pedido de paz da baiana Nicinha do Samba e da lavagem do adro da igreja matriz, a charanga levou os participantes até a  Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, onde as baianas fizeram as últimas oferendas.

Quem se encarregou de animar os foliões (estimados em 50 mil) na parte profana da festa foram as bandas Chita Fina, Tribahia, Banda Clã, Banda Cactus e On The Floor. A Timbalada e o grupo de pagode Saiddy Bamba comandaram o bloco Tô na Aba.

Nesta segunda-feira, 1º, quem faz show na cidade é: Odoiá, Namoro Novo e Frank e Alex. A festa segue até terça, 2, com Reizinho, Eduardo Alves, Seu Maxixe e Silvano Salles.

Este ano, a sambista Dona Edith do Prato, morta no ano passado, foi homenageada. Seu nome e rosto estampavam placas espalhadas pela cidade.

Dona Canô – Na porta de casa, dona Canô, 102 anos, sentada numa cadeira de rodas, aguardava. Ela que sempre esteve à frente dos festejos de Nossa Senhora da Purificação, este ano precisou se contentar em ser mera observadora da Lavagem de Santo Amaro.

Ao lado da filha Maria Bethânia, cercada de convidados, familiares e curiosos que se acotovelavam e tentavam fotografá-la, a matriarca da família Velloso só pôde ver a saída do cortejo das baianas e da charanga. Ainda que um pouco contrariada por não acompanhar a festa do jeito que gosta, dona Canô parecia animada.

Por conta de uma queda no início do mês, que lhe causou uma fissura no fêmur, pela primeira vez ela não participou das novenas iniciadas 26 de janeiro, nem da tradicional lavagem que acontecem todos os anos durante a Festa da Purificação de Santo Amaro. Diante da situação atípica, sua família montou uma espécie de camarote em frente à casa.

Fonte: A Tarde – http://www.atarde.com.br/