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Capoeiras de Olímpia se apresentaram na Argentina

Grupo ‘Guerreiros de Aruanda’, do mestre Zé Kokão, esteve em Puerto Iguazu

O grupo de capoeira “Guerreiros de Aruanda”, do mestre Zé Kokão, participou do encontro de capoeira realizado na cidade de Puerto Iguazu, na Argentina. Os capoeiristas olimpienses levaram para a região da tríplice fronteira a capoeira regional praticada no município. O evento permitiu a troca de experiências e vivências com representantes de outros países presentes no encontro.

A delegação brasileira, que integrou o grupo “Guerreiros de Aruanda”, contou ainda com a participação do mestre Metralha, organizador dos eventos regionais no Brasil e responsável pela organização do encontro na Argentina.

José Roberto Pimenta, batizado mestre Zé Kokão, mostrou uma capoeira com seus métodos típicos, em especial o acompanhamento do berimbau, porém com técnicas mais direcionadas ao esporte, cuja categoria já está inserida nas competições oficiais dos jogos Regional e Aberto.

Essa prática tem em sua base os mesmos elementos e símbolos, porém se diferencia dos fundamentos da capoeira tradicional, trazida da Bahia e originária de uma cultura de resistência dos brasileiros negros escravizados, conhecida como capoeira Angola. Inúmeros eventos estão agendados para este ano nas cidades de Jales, Bebedouro e Monte Alto, onde acontecerão os encontros regionais.

O grupo ainda representará Olímpia, em junho, no Mato Grosso do Sul, em julho, em Americana, em setembro, no Paraná, outubro, em Rondônia, novembro, em Bebedouro e Monte Alto, e em dezembro acontece o encerramento das atividades da capoeira em 2009, com o “brasileirão”, que reúne praticantes da maioria dos estados e alguns países convidados.

Aconteceu: Fórum Social de Capoeira

Foi realizado nos dias 06 a 09 de novembro de 2008, o Fórum Social de Capoeira, na cidade de Belém do Pará. Evento este que marcou a capoeira, pois trouxe inovações na maneira de se fazer eventos de capoeira no Estado. Com o objetivo de alcançar todas as classes na capoeira(Mestres, pais, alunos e etc), foram realizados 4 dias de muito capoeira, sendo iniciado na quinta – feira, dia 06 de novembro com palestra sobre o tema: Leis de incentivo a cultura, ministrada pelo chefe da representação do Ministério da Cultura(MINC), Delson Cruz. No qual mostrou as leis que incentivam a cultura em nosso país e sobre a importancia de como confeccionar bons projetos para a captação de recursos, também foi ensinado como legalizar as associações e os grupos de capoeira já existentes.

Na sexta – feira, foi realizado pela manhã, no museu Paraense Emiliu Goeld um passeio no qual o objetivo era a da preservação ambiental de nossa fauna e flora, após foi realizado uma oficina de maculelê e apresentações de capoeira angola. Pela tarde foi realizado a exibição do Filme: Mestre Bimba e a capoeira iluminada, longa-metragem que mostra a vida do criador da capoeira regional, com entrevistas com alunos de Bimba, filhos e esposas.

Segundo Nazaré Dias(Diretora do Espaço Cultural Cinema Olimpia), este evento foi pioneiro na historia da capoeira no Pará, pois possibilitou a exibição de um documentário/filme de capoeira no Estado, sendo que isso nunca havia acontecido antes, tendo um peso maior, pois o "Olimpia" é o cinema mais antigo em funcionamento do Brasil…esperamos que proxímas oportunidades apareçam(…) Após a exibição do filme foi realizada uma roda com as pessoas que foram prestigiar o evento.

No Sábado, dia 09 foi realizado passeio pelo Jardim Botânico de Belém(Bosque Rodrigues Alves), sendo realizada uma grande roda de capoeira nas ruinas de forte amazônico, a noite foi realizada o batismo e a troca de corda no centro histórico de Belém, a casa das 11 janelas e contou com a participação de vários capoeiristas.

Acho que o objetivo principal foi alcançado neste evento, pois trabalhamos o social como está no nome do evento, a cultura, tivemos atividades voltadas para crianças, professores de capoeira, Mestres e etc. Foi muito valioso este evento. Em 2009 todos estão convidados para o 2° Fórum Social de Capoeira, que será realizado sempre na segunda semana de novembro.

Axé a todos.

MAC IVER BECKMAN

Olímpia – SP: 43º Festival do Folclore

O tabuleiro de Olímpia tem…
Diferenças culturais do Brasil dão charme e alegria ao Festival do Folclore de Olímpia em sua 43ª edição
Tradição, oralidade, anonimato e aceitação coletiva são características que unificam as diferenças da cultura brasileira.
 
Não é exagero dizer que a pequena Olímpia, com 48 mil habitantes, comporta as peculiaridades de um país inteiro durante o Festival do Folclore. Realizado há 43 anos, o tradicional evento atrai lendas vivas e muitas histórias para “boi dormir”.
 
 

Confira o panorama do evento realizado pela reportagem do BOM DIA nesta terça-feira.

 

 
Boi maranhense

O Grupo Sociedade Junina Bumba Meu Boi da Liberdade nasceu em São Luiz, no Maranhão, em 1956 e atualmente envolve mais de 160 pessoas.
 
Os bricantes reúnem-se para celebrar a imagem de seu padroeiro: São João Batista. A vestimenta do brincante é uma atração à parte. Ricamente coloridas, apresentam belos desenhos feitos com canutilho e miçanga. As imagens de santos são os temas mais presentes nas roupas.
 
Misto de maracatu rural, boi e congo, a performance do Bumba Meu Boi da Liberdade é repleta de personagens do imaginário nordestino: as índias tapuias, os vaqueiros e os sertanejos.
 
Pela primeira vez no Festival do Folclore de Olímpia, o grupo do Maranhão foi representado por 54 integrantes. Outro destaque são os chápéus de tia – grande sombreiros revestidos de fitas coloridas que ampliam os movimentos do brincante.
 
Folia paulista

Os anfitriões também mostraram seu talento nos palcos. A cia. de Reis “Os Visitantes de Belém”, de Olímpia (SP), por exemplo, contagiou o público pela animação dos instrumentistas e dos palhaços.
 
De acordo com o mestre Geraldo dos Santos, 60 anos, o grupo foi formado há pouco mais de dois anos, mas todos têm a “Folia de Reis” no sangue.
 
Ele conta que os palhaços representam os soldados do rei Heródes.
 
“As fantasias e máscaras serviram para despistá-lo enquanto os reis magos visitavam o Menino Jesus, em Belém”, comenta.
 
Folguedo catarinense

Florianópolis (SC) é representada pelo Grupo Folclórico Boi de Mamão Frankolino, da “E.B.M. Luiz Cândido da Luz”. Esta é a primeira vez que saem do Estado de origem para se apresentar no Festival do Folclore de Olímpia e em unidades paulistas do Sesc.
 
O projeto foi criado há cerca de três anos com o objetivo de resgatar o folguedo do Boi de Mamão – dança com similares em outras regiões. Além do personagem central, compõem a história o cavalinho, a Bernúncia – imitação de dragão chinês – e a Maricota.
 
“Representamos a luta entre o bem e o mal”, afirma o produtor cultural Ari Nunes. Ele explica que o nome original da brincadeira era Boi de Pano e há duas versões para a mudança. Não se sabe se, por falta de tempo, as crianças usaram uma fruta para construir a cabeça do animal ou se os dançarinos bebiam demais.
 
Congo capixaba

A banda de congo Panela de Barro, do distrito de Goiabeiras Velha, em Vitória (ES), é exemplo de que as tradições continuam vivas. O grupo existe há mais de 70 anos e faz questão de passar seus conhecimentos a crianças da comunidade com uma cia. mirim.
 
Com casacas, tambores, triângulos, chocalhos e cuicas, os folcloristas fazem referências a São Benedito e Nossa Senhora da Conceição por todo o Brasil.
 
A maioria das pessoas pertence a famílias de paneleiros. Esta, aliás, é a marca registrada da região. Segundo o chaveiro e tocador de casaca Lauro de Lima Silva, 45 anos, a legítima panela de barro é feita de uma argila especial, encontrada somente no Vale de Mulembá, no bairro de Joana D’Arc, zona oeste de Vitória. As peças são tingidas com tanino – produto obtido da casca da árvore do mangue – e utilizadas para o preparo de pratos como a moqueca e a torta capixaba.
 
Reisado sergipano

A companhia de reisado do vilarejo de Marimbondo, em Pirambu, Sergipe, é retrato da genealogia da família de Antonio dos Santos, 60 anos, o mestre Sabá.
 
A tradição vem de 1805, quando seus bisavós começaram a reunir familiares no Natal para celebrar a chegada do Menino Jesus. “Da minha bisavó passou para o meu avô, que passou para minha mãe, que passou para mim”, conta mestre Sabá, cujo o riso revela a persistência e a força do povo do sertão nordestino.
 
Hoje o reisado envolve cerca de 30 pessoas, todas elas ligadas à família Santos. Oito são filhos de mestre Sabá. “Se duvida, eu mostro o documento”, brinca. Genros, noras, sobrinhos e netos completam a lista.
 

A manifestação do reisado de mestre Sabá é uma profusão de ritmos que dominam a musicalidade nordestina. O mestre se arma de roupa colorida, relembrando o palhaço da típica Folia de Reis do sertão paulista. O coro feminino que o acompanha se reveste de verde e fitas coloridas para cantar a adoração ao Deus Menino.

 

 
Festival do Folclore viaja pelo artesanato de Minas

A força do artesanato de Minas Gerais é evidenciada no 43º Festival do Folclore de Olímpia. O pavilhão principal da Praça de Atividades Folclóricas reúne trabalhos de diversas regiões do Estado homenageado, que podem ser conferidos pelo público até sábado.
 
No vilarejo de Planalto de Minas, em Diamantina, a palha de milho dá vida a bonecas de todas as formas, inspiradas na personagem de Xica da Silva.
 
Conforme a artesã Maria Luzia de Paula, a confecção das bonecas é feita há 13 anos por 33 artesãos, que receberam apoio de vários órgãos técnicos como Embrapa para aprimoramento da produção. “Hoje usamos uma espécie de milho selecionado pela Embrapa cuja palha é mais resistente e permite fazer o corpo e a saia rodada da boneca”, conta.
 
Flor típica do serrado mineiro, a “sempre-viva” é matéria-prima dos artesãos de Galheiros, outro distrito de Diamantina. Seca e com longos cabos, é ideal para a confecção de arranjos e luminárias. Cerca de 30 famílias sobrevivem deste tipo de artesanato.
 
“Todos colhiam as flores para vender, mas, com o risco de extinção, recebemos apoio de várias entidades para iniciar a produção do artesanato de forma sustentável”, explica José Borges, integrante da comunidade de Galheiros.
 
Quem não dispensa bom gosto na escolha de esculturas vai se deliciar com os bustos feitos de barro pelo artista Paulo Avelar, de Sete Lagoas. Inspirado nas senhoras com lenços na cabeça e vestidos de chita que habitaram sua infância, ele recria figuras humanas e situações tipicamente caipiras como o vendedor de frangos e o fogão à lenha.
 
Também encantam os olhos de crianças e adultos as rosas criadas a partir de folhas naturais desidratadas, feitas pela artista Maria Tarraga, de Lambari.
 
“Colhemos a planta, cozinhamos para tirar a clorofila, tingimos e montamos a flor”, diz.
 
 
 
Fonte: Harlen Félix e Daniela Fenti – Bom Dia Rio Preto – http://www.bomdiariopreto.com.br