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Africa: Mestre Cobra Mansa em Viagem de pesquisa

Prezados senhores.,no dia 2 de julho eu juntamente com o professor Mathias, estaremos viajando para Angola.Aonde faremos algumas pesquisas sobre as danças e as lutas que influenciaram a capoeira, assim como as várias diversidades de instrumentos usados.,( berimbáus e outros)…
 
Gostaríamos de contar com a colaboração deste órgão,principalmente; e de todos que estejam envolvidos diretos ou indiretamente nesta área, e esperamos que os mesmos estejam nos contactando com informações precisas para que possamos enriquecer "Nossa Pesquisa".
 
Ficaremos em Angola por um mês, entre 2 Julho e  5 Agosto/2006.
Estaremos recebendo informações por e-mail, e por outros instrumentos de comunicações que estaremos disponibilizando há época de nossa viajem.
 
Na certeza de um breve retorno, desde já agradecemos a atençao que este órgão sempre dispensa aos pesquisadores da cultura Angolana…..
 
Mestre Cobra Mansa.
As raizes da capoeira Angola /The Roots of Capoeira Angola
 
Este projeto foi aprovado pelo Research Promotion Fund da Universidade de Essex em maio de 2005. O apoio consiste no financiamento de uma viagem de um mês para Angola de dois pesquisadores, Mestre Cobra Mansa (Fundação Internacional de Capoeira Angola) e Dr Matthias Röhrig Assunção (Departamento de História da Universidade de Essex).

Capoeira Paulista se Reune para discutir Jogos Regionais

O Governo do Estado de São Paulo convoca entidades representativas da Capoeira Paulista com o intuito de estabelecer critérios para os Jogos Regionais
São Paulo reúne ENTIDADES DE REPRESENTAÇÃO ESTADUAL DA CAPOEIRA
 
De parabéns São Paulo, pela iniciativa e, sobretudo, pelos bons resultados.
Iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, bons resultados obtidos graças à coordenação hábil do Sr. Antonio Carlos Pereira,  Divisão de Esporte da Coordenadoria de Esporte e Lazer da mencionada  Secretaria.
Ainda não foi desta vez, entretanto, que a Capoeira começou a ser discutida em seus aspectos mais transcendentais.  Mas, temos certeza, que este momento não tardará.
Entendemos até, é importante que fique claro,  que a estratégia do Governo está muito certa:  pautar apenas um assunto,  no caso a presença da Capoeiragem nos Jogos Regionais.
À medida que as lideranças da capoeira forem aprimorando suas propostas e  a capacidade de bem discutir em assembléia, aí sim, o Governo do Estado poderá até coordenar reuniões mais abrangentes, onde todos os ricos aspectos desta fascinante e multifacetada Arte Afro-Brasileira da Capoeiragem serão discutidos.
Vários excelentes subprodutos, tenho certeza, surgirão nesta segunda fase, inclusive, a elaboração e lançamento itinerante, pelo Estado a fora, de um  "Álbum dos Mestres e Capoeira em São Paulo". "Álbum" que, na realidade, será um grande Diagnóstico da Capoeira em São Paulo, sem um diagnóstico desse, vale sempre lembrar,  todo e qualquer projeto de capoeira, por definição, será sempre casuístico, capenga e efêmero.
 
Voltemos à reunião.
Além do Professor Antonio Pereira, Coordenador de Esporte e Lazer, dois assessores da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer, as seguintes entidades capoeirísticas se fizeram representar: 1. Federação Internacional de Capoeira,  FICA (Doutor-Mestre Sergio Vieira, presidente);  2. Federação de Capoeira do Estado de São Paulo,  FECAESP (Mestre Tim); 3. Federação Paulista de Capoeira, FPC (Mestre Valdenor);    4. Liga Nacional de Capoeira (Mestre Marcial);  5. Órgão Supremo Administrativo da Capoeira,  OSACABRAC (Mestre Marquinhos);   6. Sindicato do Capoeira  (Mestre Da Bahia); 7. Associação Brasileira da Capoeira, ABRACAP (Mestre Helinho); 8. Ricardo Urbano Saliba (Grupo Candeias) e o Jornal do Capoeira (Editor: Miltinho Astronauta).
 
A situação, todos reconheceram, é no mínimo curiosa, um órgão Internacional  ("FICA")
realizando funções que seriam mais adequadamente alocadas a um órgão estadual ou, no máximo, a um órgão federal. Por acaso a sede deste órgão internacional fica em São Paulo, mas, apenas para demonstrar o absurdo, institucional e gerencial desta "ingerência",  bastará o leitor imaginar a FICA coordenando diretamente um evento em Viterbo, na Itália. Ora, se Viterbo tem, como tem, várias academias de capoeiras, se a Itália tem, como tem,  uma Federação Italiana de Capoeira, não caberá jamais a um órgão internacional se intrometer em tais eventos. Cabe sim, a FICA exercitar uma intensa interação com as entidades a ela filiadas, quais sejam, as federações nacionais.  A menos que se queira violentar um dos mais consagrados princípios da Administração " o alcance de controle. Por oportuno, colocamos este Jornal a disposição da FICA para que ela publique o que, até hoje ninguém sabe com muita precisão:  os nomes, os endereços e a diretoria de todas as federações nacionais formalmente filiadas a FICA, com o registro público de cada uma dessas federações.
A principal consenso, tanto por parte do Governo Estadual, quando por parte das entidades ali representadas, é que é necessário a realização de um Congresso Técnico para elaborar um novo Regulamento que contemple a visão de todos os representantes. De modos que o regulamento não seja exclusivamente "com a cara" da FICA/CBC. E, é claro, que para que este novo regulamento seja proposto, não haja necessidade de filiação por parte das demais entidades à FICA e Confederação Brasileira de Capoeira.
A despeito desta situação inusitada, a reunião admitiu que, ainda este ano, a FICA estará à frente dos Jogos Regionais, especialmente no que tange a treinamento de árbitros. O que, seguramente, levantará uma questão muito razoável: e a Confederação Brasileira de Capoeira,  não "apitará" nada?
Não que haja um consenso sobre ela (a Confederação Brasileira de Capoeira), mas, nos demais esportes,  se me permitem uma linguagem de esquina, "é assim que a banda toca".
Enfim, todos os caminhos e, sobretudo, todos os problemas, apontam na direção da necessidade de se fazer um grande Diagnóstico da Capoeiragem em São Paulo e no Brasil.
Relevem a repetição. De parabéns está o Governo Estadual por abrir este canal de diálogo entre as diversas entidades de representação da Capoeira no Estado de São Paulo.
 


Miltinho Astronauta
 
Jornal do Capoeira, abril – 2005  – www.capoeira.jex.com.br

Academias & fiscalização na Bahia

CREF fiscaliza academias de capoeira, arte marciais, ioga e dança na Bahia
 
Metade das academias da cidade (Salvador) está irregular
Academias lutam para se adequar à legislação
 
Salvador possui cerca de 800 academias, sendo que pelo menos 400 funcionam irregularmente. O alerta foi feito pelo presidente do Conselho Regional de Educação Física (Cref) para Bahia e Sergipe, Carlos Pimentel, na, na sede da entidade, localizada na Avenida Antonio Carlos Magalhães. Por conta disso, Pimentel garantiu que, a partir de março deste ano, o órgão vai endurecer o jogo contra os estabelecimentos que estão em atividade sem regulamentação, através de blitze que serão realizadas com apoio da Polícia Civil.
 
Pimentel garante que a intenção do Cref é fazer com que os proprietários desses estabelecimentos se adeqüem à legislação que rege o setor. Pela Lei 9.696, de 1º de setembro de 1998, qualquer academia tem por obrigação dispor de um profissional diplomado em educação física e que tenha registro no Cref.
 
Entre outros dispositivos, a lei determina ainda que os estabelecimentos também sejam registrados no Cref e inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), possuam alvará de funcionamento expedido pela prefeitura e tenham passado pelo crivo da Vigilância Sanitária. "É muito comum ver academias que funcionam sem cumprir o que manda a lei. Algumas obedecem a um ou outro dispositivo; outras, a nenhum deles", informa Pimentel.
 
Como exemplo de academia irregular, o presidente do Cref lembra do caso da Pavão e Cia, que foi contratada pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário nos Portos de Aratu e Salvador (Ogmosa) para auxiliar no teste de aptidão física durante a segunda etapa do processo seletivo da entidade. Na ocasião, o estudante de filosofia Alan Mascelani Werneck morreu enquanto participava da prova.
 
O caso, ocorrido em 17 de fevereiro último, ganhou as manchetes dos jornais e reabriu a discussão em torno da importância de se manter profissionais regulamentados em qualquer estabelecimento voltado à prática desportiva. "Dou suporte técnico a concursos da Polícia Federal e nunca tive problemas. Sabe por quê? Pois eles se eliminam na origem. E quem é capacitado para trabalhar com educação física sabe que um atestado informando que determinada pessoa está apta a exercer atividade física não é igual ao que garante que ele está apto a realizar teste de aptidão física, o que exige exames mais detalhados e minuciosos", dispara Pimentel.
 
No entanto, ele reconhece que a busca pela regulamentação da profissão e de academias esbarra em setores dispostos a não ceder à legislação. "Isso é muito comum nos estabelecimentos que ensinam artes marciais, capoeira, ioga e dança, e algumas federações que os representam", enumera. Ele explica que para quem já exercia a profissão antes de 1998, a lei prevê a possibilidade do registro de provisionado no Cref.
 
Nestes casos, basta que o profissional se inscreva no conselho e realize o Programa de Instrução para Provisionados (PIP). "O objetivo não é, por exemplo, ensinar um mestre de capoeira as técnicas da luta, porque isso ele já sabe melhor do que nós. O intuito é dotá-lo de noções de ética, psicologia aplicada ao esporte, pedagogia, didática e primeiros socorros", justifica Pimentel.

Projeto provoca polêmica
 
Na Câmara dos Deputados, tramita o Projeto de Lei 7.320/02, de autoria do deputado federal Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), cujo teor pede a liberação dos instrutores de artes marciais, capoeira, dança, ioga e pilates da fiscalização dos conselhos regionais de educação física. "É na expectativa dessa aprovação que muitos profissionais se apegam para não se regularizarem", explica o assessor de comunicação do Cref, Marco Monteiro.
 
Não é o que pensa o professor de jiu-jitsu Ricardo Carvalho, da Academia Edson Carvalho, uma das mais conhecidas da capital. Carvalho reconhece que o estabelecimento onde leciona está irregular, mas garante que trabalha em busca da regulamentação. "A lei é nova e isso requer tempo para que as pessoas se adeqüem", afirma. Para ele, a questão financeira é o que pesa na hora de se ajustar às normas. De acordo com o Cref, as taxas para inscrição no órgão custam R$360 por ano para pessoas jurídicas (estabelecimentos) e R$180 para pessoas físicas. Caro? "Nem tanto", minimiza Pimentel.
 
Carvalho diz entender a importância da regulamentação e do trabalho desenvolvido pelo conselho. "Sempre instruo meus alunos que pretendem ensinar arte marcial a procurar a faculdade e se formarem", garante. "Mas viver de arte marcial é difícil", justifica. Ele diz que não possui registro no Cref e que vai procurar se adequar à lei.
 
Segundo Pimentel, a regulamentação dos provisionados só vale para quem já trabalhava no ramo antes de 1998. "Depois desta data, só com diploma de graduação em educação física", declara. "Veja o caso do pilates. Quando ele é utilizado apenas para reabilitação, o fisioterapeuta é autorizado a trabalhar. Mas se for para condicionamento físico, aí tem que ter registro no Cref", salienta.
 
Pimentel acrescenta que outro problema encontrado nas academias de Salvador é a utilização de estagiários no lugar de profissionais regulamentados. "É mão-de-obra barata. Isso não é correto, pois coloca o corpo da pessoa nas mãos de quem ainda não está preparado para lidar com ele. O estagiário, por definição, é aquele que está em fase de aprendizado", destaca. Ele conta que 90% das mais de 2.500 academias baianas utilizam esse tipo de expediente.