Blog

pesquisador

Vendo Artigos etiquetados em: pesquisador

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba”

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba”

Carlos Carvalho Cavalheiro: ‘Notas para a História da Capoeira em Sorocaba’

O livro foi contemplado pelo Edital PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro "Notas para a História da Capoeira em Sorocaba" Eventos - Agenda Portal Capoeira 1

 

O livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba (1850 – 1930)”, de autoria do escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro foi lançado no dia 10 de junho (sábado), às 15h, na Biblioteca Infantil de Sorocaba.

 

Resultado de quase 20 anos de pesquisa, a obra trata do desenvolvimento da luta capoeira numa cidade do interior de São Paulo. O ineditismo da pesquisa serviu de base para outros pesquisadores, como Pedro Cunha que publicou sua dissertação de Mestrado, “Capoeiras e valentões”, no ano de 2015.

 

Esse mesmo pesquisador escreveu o prefácio para Cavalheiro, evidenciando que seu livro “consolida um trabalho pioneiro”, iniciado em fins da década de 1990, e que seus estudos “vem inspirando diversos outros pesquisadores como eu a romperem o silêncio da historiografia da capoeira”.

 

Já o apresentador do livro, o escritor e pesquisador André Luiz Lacé Lopes, deixa em evidência que “Mais do que consagrar de vez um espaço para Sorocaba no Mundo da Capoeira, Cavalheiro, talvez até de modo inconsciente, faz com que o seu livro, em princípio concentrado no período de 1850/1930, ajude a entender ainda mais o Brasil de todas as épocas, inclusive o Brasil de hoje”.

 

 Estudo inovador

 

 Ao iniciar as suas pesquisas sobre a capoeira paulista, em 1998, Carlos Carvalho Cavalheiro inaugurou uma linha de pesquisa inovadora, saindo do eixo tradicional do Rio-Bahia-Pernambuco, e concentrando-se não apenas no território da Província e depois Estado de São Paulo, mas, sobretudo, procurando os vestígios dessa arte/luta da capoeira em Sorocaba, cidade interiorana.

 

Com isso, Cavalheiro trouxe aspectos do cotidiano da cidade, cujo contexto explica melhor a existência da capoeira na cidade. As fontes consultadas pelo historiador demonstram uma cidade sulcada pelas relações tensas entre grupos sociais, cujo ápice se dá na emissão de leis (Posturas Municipais) que procuravam coibir as práticas populares, acima de tudo afro-brasileiras, das quais a capoeira é uma das expressões máximas.
“Mais importante que provar a sua existência nos séculos passados é entender o porquê da capoeira ter existido em Sorocaba naqueles idos”, comenta o historiador.

 

O livro de Carlos Carvalho Cavalheiro, “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba” foi contemplado pelo edital do PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O fato de ter sido contemplado por esse importante programa de incentivo à cultura define, de certa forma, a importância da obra para o entendimento da história da capoeira, tanto em Sorocaba como para o Estado de São Paulo. Foram impressos 1000 (mil) exemplares da obra, que deverá ter parte doada para diversas bibliotecas e, ainda, outra parte disponibilizada para venda a interessados no assunto. O projeto foi apresentado ao PROAC pela Editora Crearte, a qual editou o livro. Com 270 páginas, repletas de informações e ilustrações, a obra será comercializada a preço abaixo de mercado, por R$ 20,00. A ideia é tornar o livro mais acessível ao grande público.

 

O autor

 

Carlos Carvalho Cavalheiro nasceu em maio de 1972, em São Paulo. Residente em Sorocaba, o autor é professor de História na cidade de Porto Feliz, trabalhando na EMEF. Coronel Esmédio.
Autor de mais de duas dezenas de livros, Cavalheiro tem publicado obras que tratam da História e da Cultura Popular regionais, mas também obras de ficção. Mestre em Educação pela UFSCar, é ainda graduado em História, em Pedagogia e Bacharel em Teologia.
Possui ainda Especialização em Gestão Ambiental e em Metodologia do Ensino de História. É colunista dos jornais “Tribuna das Monções” e “Jornal ROL”.

 

Fonte: Jornal Rol.

Nota de Falecimento: Frede Abreu

Morreu hoje o Professor Frede Abreu, aos 66 anos, em Salvador, vítima de Hepatite C

Considerado por muitos o maior estudioso de capoeira do mundo, morreu ontem o pesquisador Frederico José de Abreu, 66 anos, que faria aniversário amanhã, faleceu hoje no Hospital Portugês. Autor dos principais livros sobre capoeira do país.

A memória dos principais mestres de capoeira da Bahia deve a ele, que nas últimas décadas se tornou referência internacional. Fundador do Instituto Jair Moura, Frede tinha um acervo com mais de 40 mil títulos, entre livros, recortes de jornais, revistas, CDs, fotos e vídeos. A partir de documentos e jornais antigos, Frede construiu obras obras importantes como Capoeiras: Bahia Século XIX, Bimba é Bamba: capoeira no ringue, Pastinha, Cobrinha Verde, Mestre Canjiquinha, o Barracão do Mestre Waldemar, Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão… Mesmo doente nos últimos meses, Frede não parou de produzir. Tinha pelo menos três livros editados para ser lançado:  Manuscritos do Mestre Pastinha, Como Eu Penso (Livro de poesias de Pastinha), além de Mestre Najé, o capoeirista que Lutou até a Morte.

Trabalhou no projeto Axé, ajudou financeiramente e intelectualmente mestre João Pequeno, Fundação Mestre Bimba, Projeto Mandinga e diversos outros grupos…

Frede foi consultor do inventário que tombou a capoeira como patrimônio cultural do Brasil, em 2008.

Ultimamente, trabalhava na biblioteca do Instituto Mauá, no Pelourinho… Frede lutava havia um ano contra uma hepatite C. Ontem, não resistiu a uma infecção generalizada.

O corpo será cremado amanhã (sexta) no Cemitério Jardim da Saudade, as 13hs.

 

O Legado e a Obra de um dos mais carismaticos personagens da nossa capoeiragem... Mestre Frede

Compilação da Imagem: Vinícius Heime

Amigos lamentam a morte de Fred Abreu

  • Hélio, morador do Rio Vermelho:

“A Capoeira perde um grande capoeirista, o amigo Fred Abreu. Um capoeirista pertencente a todos os grupos e a elite da grande roda das idéias. Um pesquisador, escritor, amigo, orientador, detentor de um grande acervo de Capoeira, sempre de bom humor e acolhendo com seu dialogo amigo brasileiros e estrangeiros. Fred entre tantas homenagens pertence ao QUADRO DE HONRA DA FUNDAÇÃO MESTRE BIMBA, homenagem recebida no último dia 7/7/2013. Mas, a grande homenagem é pertencer ao coração de cada capoeirista por ser um homem de bem. Uma perda imensurável para a Capoeira.”

 

 

  • Vinicius Heime, Professor e Discipulo de Gladson

 

Fez sua passagem hoje o Mestre Frede Abreu, um dos mais atuantes ativistas, pesquisador, estudioso e escritor da Capoeira. Autor de uma vasta obra sobre temas diversos relacionados à Capoeira, todas escritas com muita competência e dedicação! Idealizador e gestor do maior acervo (com mais de 40 mil títulos) em livros, jornais, revistas e documentos relacionados à Capoeira. 

Entre suas obras estão os livros Bahia Século XIX, Bimba é Bamba: Capoeira no Ringue, Pastinha, Cobrinha Verde, Mestre Canjiquinha, O Barracão do Mestre Waldemar, Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão, entre outros. Participou de diversos projetos relacionados à Capoeira! 

O seu legado estará sempre vivo como exemplo de dedicação, de valorização, de zelo e de amor pela Capoeira, sua história e seus atores! Que Mestre Bimba, Pastinha, Canjiquinha, Ezequiel e tantos outros lhe recebam de braços abertos numa grande Roda lá no céu! Axé e Luz!

 

  • Luciano Milani, Editor do Portal Capoeira:

Pesquisador incansável, e confesso, um dos pilares motores do meu trabalho, Frede nunca irá deixar de estar presente em todas as rodas, encontros e onde quer que a nossa capoeira se fizer presente…

Frede era uma destas pessoas que fazia tanta pela nossa capoeiragem… fazia sem olhar a quem… fazia pelo simples e mais lindo dos motivos… fazia apenas por que tinha um coração enorme de capoeirista… repleto de vontade de compartilhar suas preciosidades… era capaz de abrir as portas de sua casa de forma apaixonada podia passar horas falando sobre a nossa cultura, nossa arte…

Foi assim que conheci Frede e me deslumbrei com o seu acervo, sua generosidade, a sua paixão e pluralidade por todas as manifestações da cultura popular….

 

  • Pedro Abib, Professor, Pesquisador e Colunista do Portal Capoeira:

O grande FREDE ABREU nos deixou na tarde de ontem. Tristeza enorme !!!

Um dos maiores conhecedores da nobre arte da capoeiragem…mas acima de tudo, um homem generoso, que a todos acolhia e ajudava. Minha dívida com ele é enorme !!!

Um ser humano daqueles que deixam marcas que não se apagarão jamais na sua passagem pela terra. Fique em paz, aí nas terras de Aruanda !!!!

 

Nós do Portal Capoeira prestamos a nossa homenagem assim como as mais sinceras condolências a todos os amigos e principalmente a família Abreu…. por esta perda.

Mestre Waldemar – Eu cantei a capoeira: Um projeto que deu certo!

Olá, camaradas !

 

Hoje é um dia feliz para o projeto “Mestre Waldemar – Eu cantei a capoeira” !

Encerramos oficialmente a 1a fornada, e fizemos o envio do dinheiro para o Mestre Bigodinho, através de um depósito bancário para o Mestre Lua Rasta.

No total, foram:

  • R$750,00 em mercadorias (50 CDs enviados sem custo, para o Mestre Bigodinho dispor como melhor entender)

  • R$1018,00 em dinheiro

Os demonstrativos financeiros do projeto podem ser encontrados diretamente no site: http://campodemandinga.googlepages.com/mestrewaldemarE como jacaré parado vira bolsa, iniciamos oficialmente hoje a 2a fornada !

São mais 200 CDs (pagos com parte do lucro da 1a fornada) à venda, para quem quiser ajudar e ao mesmo tempo ouvir um pouco da história da capoeira – na voz do Mestre Waldemar.

Axé, Teimosia

 

O CD “Mestre Waldemar – Eu Cantei a Capoeira” contém gravações do grande mestre da Pero Vaz e alunos, no ano de 1951. À época, foram realizadas pelo pesquisador americano Anthony Leeds e descobertas na Universidade de Indiana, EUA.

Contém ainda gravações e depoimentos do mestre,  oriundas de uma roda na casa do Mestre Itapoan em comemoração ao aniversário de Mestre Paulo dos Anjos (1989).

Agradecimentos à Comunidade Mestre Pastinha pelo apoio e esforço, e ao Mestre Burguês, por ter dado acesso às gravações de 1989.

01 – Valente Vilela (1951) – Canta M. Zacarias 02 – Todo mundo quer ser bom (1989) – Canta M. Waldemar
03 – Eu ja vivo enjoado (1989) – Canta M. Waldemar
04 – Era eu, era meu mano (1951) – Cantam M. Waldemar e M. Traíra
05 – Valente Vilela (1989) – Canta M. Waldemar
06 – Eu vim de onde não vai (1989) – Canta M. Waldemar
07 – Eu já canto há muitos anos (1989) – Cantam M. Waldemar e M. Paulo dos Anjos
08 – Toques de berimbau (1951)
09 – Igreja do bonfim (1989) – Cantam M. Waldemar e M. Paulo dos Anjos
10 – Depoimento do M. Waldemar (1989)

O CD “Mestre Waldemar – Eu Cantei a Capoeira” contém gravações do grande mestre da Pero Vaz e alunos, no ano de 1951. À época, foram realizadas pelo pesquisador americano Anthony Leeds e descobertas na Universidade de Indiana, EUA.

Contém ainda gravações e depoimentos do mestre, oriundas de uma roda na casa do Mestre Itapoan em comemoração ao aniversário de Mestre Paulo dos Anjos (1989).

O CD foi produzido a partir da iniciativa de membros da comunidade “Mestre Pastinha” (Orkut), e tem como intuito de ajudar o Mestre Bigodinho, discípulo do Mestre Waldemar.

Todo o lucro da venda será destinado ao Mestre Bigodinho.

Custo: R$15,00 + frete

Para adquirir o álbum, entre em contato com cdmestrewaldemar@gmail.com


Agradecimentos à Comunidade Mestre Pastinha pelo apoio e esforço, e ao Mestre Burguês, por ter dado acesso às gravações de 1989.

Pesquisadores pedem registro de reisado como patrimônio cultural

Uma área de 300 metros quadrados, coberta parcialmente com sapê, um mestre da cultura popular guiando com seus cânticos (ou toadas) o pequeno grupo que dança em reverência ao rei. Foi desta forma que terminou o primeiro dia de atividades do 4º Encontro Mestres do Mundo e o 3º Seminário Nacional de Culturas Populares, que vai até sábado (6), nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha (CE). Este é o cenário de um reisado, expressão da cultura popular que pode se tornar patrimônio cultural do Brasil.

O pesquisador Oswald Barroso, que participa do evento, defende o pedido de registro do reisado como patrimônio cultural como um dos encaminhamentos do seminário. Este ano, a capoeira e o processo artesanal de produção do pão de queijo foram assim reconhecidos.

“O reisado é um dos mais representativos. Está presente no conjunto do Brasil, incorporado na vida popular e, longe de desaparecer, há cidades no Ceará, por exemplo, que reúnem mais de 50 grupos de reisados de vários tipos. Além disso, tem uma complexidade que eu penso que outros folguedos não têm. Um apanhado dessas nuances seria fundamental não só para entender o Brasil, mas a alma humana”, defende o pesquisador.

No Cariri, região ao sul do Ceará que sedia o evento, a cultura do reisado é muito forte. Na verdade, é uma das expressões da cultura popular mais presentes no território brasileiro, que ganha formas e criações de acordo com o lugar. Há pelo menos quatro tipos de reisados: o de congo, o de caretas, as bandas cabaçais e as torés indígenas.

Pela tradição, o rei representa um dos reis magos – escolhidos por Deus para conhecer seu filho (Jesus) – e conduz seu povo. O que se observa nas apresentações é o caminho para chegar lá, onde o povo encontra criaturas, inimigos, e têm que combatê-los. A história se mistura à luta dos escravos nos quilombos, que tinham que batalhar pela vida e pelo território com índios e brancos. O reisado é considerado uma tradição do período natalino, ao contrário dos bois, que são do período junino.

Oswald, que é ator, jornalista e sociólogo, tem dois livros sobre a tradição e desenvolveu a teoria do “teatro como desencantamento”, com base em seus estudos de mais de duas décadas sobre o reisado.

“O reisado é a incorporação do arquétipo do rei, que, dentro de cada roceiro, cada carroceiro, cada biscateiro, há um rei dentro de si. Eles vivem desencantados nessa vida comum, e, na brincadeira, eles se encantam e entram em outra dimensão da realidade, do maravilhoso. Nessa dimensão, eles são reis, rainhas, embaixadores. Então eles vivem a dimensão do eterno, do paraíso, da utopia. Vivem a dimensão do sagrado”, sintetiza.

O pesquisador da Federação de Reisado do Estado do Rio de Janeiro, Afonso Furtado, conta que o reisado já quase desapareceu da Baixada Fluminense pela falta de incentivos. Por isso, considera que oportuna a proposta de registro do folguedo.

“É uma idéia muito apropriada para o momento. E é um desafio para nós porque, à medida que o reisado vai do Amazonas ao Rio Grande do Sul apresentando diferenças claras, teremos que registrar tudo. É um desafio, mas não é impossível”, afirma.

Fonte: http://www.pernambuco.com/
Da Agência O Globo

Dicionário da Capoeira recebe terceira edição

O Dicionário de Capoeira, escrito pelo jornalista e pesquisador Mano Lima, ganhou sua terceira edição, revista e ampliada. A obra foi lançada oficialmente no dia 24 de maio no II Festival Internacional Capoeira, em Roermond (Holanda).

Nessa terceira edição o Dicionário recebeu a colaboração, entre outros, do pesquisador Carlos Carvalho Cavalheiro que auxiliou na composição de mais de trinta verbetes.
 

Cavalheiro, pesquisador sério e dedicado da região do Vale do paraíba, contribuiu com informações sobre capoeiristas famosos como Mestre Damião, Mestre Ananias, Madame Satã, de pesquisadores com Pol Briand e Miltinho Astronauta (Editor do Jornal do Capoeira) e ainda sobre a capoeira, a pernada, a tiririca e outras formas regionais de capoeira.
  
Mano Lima (foto) atualmente está em viagem pela Europa para a divulgação dessa terceira edição do Dicionário. Pretende ainda, na volta para o Brasil, divulgar nas cidades brasileiras.
 

Os interessados em receber um exemplar em casa devem depositar a quantia de R$30 na conta do autor, Mano Lima, Banco do Brasil, agência 19, conta 21.987-8 e informar o endereço.
 

Mano Lima é jornalista, editor dos sítios www.portalcapoeira.com, www.jornalmundocapoeira.com
e  autor dos livros "Dicionário de Capoeira" e "Eu, você e a capoeira"
 

Frevo: Dança e estilo de música nasceram ao mesmo tempo

O que é o frevo? Um tipo de música, uma dança? Embora nos dias de hoje as duas coisas se confundam, a palavra “frevo” originalmente se referia, segundo os especialistas no tema, à parte musical da conhecida manifestação popular – o “passo” seria, portanto, a dança corresponde ao estilo musical. Mas a verdade é que frevo, nos dias de hoje, significa música e dança. É impossível separar as duas coisas. Mas nem sempre foi assim.
 
O pesquisador Leonardo Dantas Silva afirma que não é possível determinar quem veio primeiro, se o frevo ou o passo. Na verdade, ele concorda com o pesquisador Valdemar de Oliveira. O lendário folclorista escreveu no livro “Frevo, Capoeira e Passo”, em 1971, que dança e música nasceram ao mesmo tempo, e foram fruto de um choque, no mínimo, excêntrico: a capoeira e as marchas militares.
 
O que aconteceu foi um fenômeno interessante e peculiar. Em meados do século XIX, as cerimônias de troca de guarda nos quartéis exigiam que as bandas militares desfilassem pelas ruas, várias vezes por dia. Aos poucos, praticantes da capoeira – geralmente negros, ex-escravos e pessoas egressas das camadas mais humildes da população do Recife – desenvolveram o hábito de acompanhar os cortejos, executando passos de dança improvisada.
 
O pesquisador Francisco Augusto Pereira da Costa definiu assim, em 1974, o ‘capoeira’: ““O nosso capoeira é antes o moleque de frente de música, em marcha, armado de cacete, e a desafiar os do partido contrário [ou seja, as bandas rivais], que aos vivas de uns, e morras de outros, rompe em hostilidade e trava lutas, de que não raro resultam ferimentos, e até mesmo casos fatais!”.
 
Dantas Silva explica que naquela época o frevo não era diretamente associado ao Carnaval. “As bandas militares desfilavam durante o ano inteiro, e a capoeira ganhou acompanhamento musical, formando o embrião do frevo”, afirma.
 
Segundo o historiador e folclorista pernambucano, registros nos jornais da época mostram que o Governo de Pernambuco ficou tão preocupado com as primeiras manifestações daquela dança que proibiu a capoeira em 1856, quando os praticantes da nova arte já dançavam o passo durante os desfiles militares, embora a palavra “frevo” ainda não fosse pronunciada.
 
Por que a proibição? Porque eram desfiles violentos: os dançarinos, quase sempre negros e pobres, brandiam porretes ou facas, e não era raro que a dança descambasse para a violência. “Os capoeiras adotavam uma banda marcial como a de sua preferência, e considerava adversário quem não compartilhasse da mesma ‘torcida’. Pernadas, golpes com pau de quiri, espetadas com faca, punhal eram distribuídos com os partidários da banda adversária”, escreveu o jornalista e crítico de música José Teles.
 
A proibição não era exclusiva do Recife, tendo ocorrido também no Rio de Janeiro. Enquanto no sudeste a proibição foi obedecida à risca, em Pernambuco ela não valeu por muito tempo. Ruy Costa, autor do livro “História Social do Frevo”, vislumbra nesta fase a associação do frevo à época do Carnaval.
 
Mais rebeldes e afoitos, os antigos ‘capoeiras’ diminuíram os cortejos dançantes, encontrando um refúgio razoavelmente seguro para praticar sua arte: os clubes carnavalescos de rua, que começavam a nascer pelas mãos das classes mais baixas. A nova dança passava a ficar mais restrita à comemoração do Carnaval. Aos poucos, o frevo ia tomando forma.
 
Por Rodrigo Carreiro
Da Redação do pe360graus.com
 
Fonte: http://pe360graus.globo.com/diversao360/matler.asp?newsId=64166
 
 


Foto: "Frevo", foto tirada por Pierre Verger em Recife, em 1947; obra do francês tem 60 mil imagens

 

Acúrsio Esteves: Sobre a “Semana Decanio”

O Mestre Decânio na verdade significa um grande elo entre o passado e o presente da capoeira. Como representante do passado é um dos mestres mais antigos que desfrutou e muito da companhia do Mestre Bimba e é, conforme o depoimento apresentado por Luciano Milani "um dos principais responsáveis pela criação e documentação da Luta Regional Bahiana".

Como representante da atualidade é uma das personalidades da capoeira que tem contribuído de forma significativa e abundante com excelentes publicações sobre diversos aspectos da capoeira, se configurando assim como um dos mestres mais antigos e atuantes do Brasil e do mundo. E o melhor de tudo isso, é que tenho o privilégio de gozar da sua companhia, oportunidade em que partilha comigo os seus vastos conhecimentos sem reservas nem pulo-do-gato.

Na foto estamos Decânio e eu, em momento de "papoeiragem". Este comentário refere-se à "Semana Decânio: Uma Homenagem ao Mestre"


O professor e pesquisador Acúrsio Esteves, é formado em Educação Física pela UCSal, com mestrado em Gestão de Organizações UNIBAHIA/UNEB e é professor da Secretaria Municipal de Educação de Salvador. Leciona também nas Faculdades Jorge Amado e Fundação Visconde de Cairu.
Contactos: (71) 3233-9255 / 9946-4743 – acursio@oi.com.br, acursio1@terra.com.br

Livro : Pedro Abib

Lançamentos e informações sobre o livro "Capoeira Angola – cultura popular e o jogo dos saberes na roda", de autoria do Dr. Pedro Abib, estudioso de nossa arte

Jornal do Capoeira
www.capoeira.jex.com.br

Por Miltinho Astronauta

Piracicaba-SP, 30.10.2005

Para quem é da Bahia, no dia 01 de Novembro será realizado lançamento do livro pela Edufba, sendo que o mesmo acontecerá no Centro de Estudos Afro Asiáticos (CEAO), Praça Inocêncio Galvão 42, Largo Dois de Julho. No lançamento será realizado também o debate "Os Saberes da Capoeira Angola" com a presença do Mestre João Pequeno de Pastinha, do pesquisador Frede Abreu e do autor do livro em tela.

 
Neste trabalho o autor sugere ao leitor algo além de uma simples e boa etnografia. Sugere mesmo algo mais do que a tomada de algum ângulo novo, pouco explorado entre autores antecedentes. O trabalho revela dimensões da experiência da criatividade e do aprendizado humano. Resulta de pesquisa de vários anos e também da vivência pessoal do autor no universo da cultura popular, sobretudo no
âmbito da capoeira Angola não apenas na condição de pesquisador como também como praticante.

 

 

Para Ler Mais

Read More

Músicas de Capoeira

 
Depois de uma pesquisa que fiz na internet, buscando músicas sobre Capoeira, consegui agrupar + de 100 músicas sobre o tema!

Este documento esta disponivel para download em nosso site na seção de Donwloads.

Se quiser ter s sua música publicada em nossa rádio, entre em contato atraves do seguinte endereço: mail@portalcapoeiras.com

 

* As musicas contidas neste documento (.pdf) são em sua maioria de domínio público.

Para baixar outras músicas e mídias para começar a cantar, Clique aqui.

 

 

 

Luciano Milani editor do Portal Capoeira, vive em Portugal é contramestre e pesquisador