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Aconteceu: Iª Oficina de Samba de Viola

A Iª Oficina de Samba de Viola aconteceu na última quinta-feira, 19 de maio, na rua Conselheiro Ramalho, a partir das 20h.

A troca de conhecimentos na oficina da Casa Mestra Ananias – CMA será feita de maneira vivencial, tendo como base o aprendizado dos jovens sambadores do grupo Garoa do Recôncavo. Desde meados de 2000, alguns integrantes do grupo realizam um intercâmbio cultural com os sambadores do Recôncavo Baiano. A abordagem da oficina terá como base as experiências e conclusões do grupo, a partir dessa vivência no universo do samba de viola e com o Mestre Ananias, ficando à parte questões históricas de um conteúdo formal.

Esta ação faz parte dos esforços da CMA para a preservação do samba de viola aqui em São Paulo, tendo em vista a importância desse gênero musical, que as novas gerações também podem aprender e colaborar para manter a tradição de nossas manifestações culturais.

O samba de roda é patrimônio inestimável da cultura brasileira. Assim como na capoeira, os mestres desta arte precisam do nosso reconhecimento, dada ao papel que exercem para a preservação de saberes autênticos. Nossa lembrança aqui vai ao Mestre Bigodinho, de Santo Amaro da Purificação, capoeira e sambador que deixou a vida aqui no plano terrestre no dia 5 de abril, aos 78 anos de idade.

Participe da oficina!

 

Dica: Clique no link e conheça o trabalho do Reconca-Rio, grupo de samba de roda carioca. O Reconca-Rio atua com uma proposta semelhante à desenvolvida aqui em São Paulo por Mestre Ananias e o grupo Garoa do Recôncavo. Em 2010, Minhoca, André (sambadores do Garoa) e Mestre Ananias estiveram numa vivência com o Reconca-Rio na capital carioca, a convite do grupo.

 

Vídeo com trechos de viagem ao Recôncavo Baiano em fevereiro de 2011

 

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3º ENCONTRO “PARA CONTAR CERTO, TEM QUE VER DE PERTO!”

Salvador/BA – De 15 a 31 de Jul 2011


Esta é a 3ª edição de um evento muito bacana, que integra capoeiristas de várias partes do mundo para vivenciar durante 15 dias, através de oficinas, palestras e visitações, a essência da Capoeira Angola de Salvador e arredores.
Neste ano, mais uma vez estaremos visitando Ilha de Maré e também a cidade de Santo Amaro, terra de grande capoeiristas e de Besouro Mangangá. É a oportunidade que você estava esperando para ir as rodas de grandes Mestres, passear pelos locais históricos da capoeiragem e ainda apreciar as belezas naturais da cidade, ao lado de um grupo de pessoas de alto astral.



PROGRAMAÇÃO:


Dia 15/07 – Sexta feira
18:00h – Credenciamento
19:00h – Abertura e boas vindas ao evento
19:30h – Roda de Capoeira Angola na ACANNE com apresentação dos mestres convidados
21:30h – Samba de Roda
22:00h – Confraternização (Mesa de frutas e Reggae Roots)
Dia 16 – Sábado (Itaparica)
08:00h – Saída para Ilha
10:00h – Vadiação na praça de Mar Grande
14:30h – Vivência de Capoeiragem (Mestre Lua Rasta)
18:00h – Roda de Capoeira Angola
21:00h – Luau com Samba de Roda
Dia 17 – Domingo (Barra Grande e Rio Vermelho)
08:00h – Berimbalada até Barra Grande
09:30h – Vivência de Capoeira Angola (Grupo Angoleiros do Mar)
13:00h – Almoço
14:00h – Samba de Roda (Grupo Angoleiros do Mar)
19:00h – Roda de Capoeira Angola no Rio Vermelho (Bando Tupinambás de Capoeira Angola)
Dia 18 – Segunda Feira (ACANNE)
10:00h – Praia do Porto da Barra
14:00h – Visitações a Praça da Sé, Terreiro de Jesus e Memorial das Baianas
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Veó)
18:00h – Exibição de vídeo: (Eu nasci para Jogar, eu fui enviado.)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
20:30h – Roda de Capoeira Angola
Dia 19 – Terça feira (ACANNE)
08:00h – Vivência de capoeira angola (Contramestre Gaguinho – Acanne/BA)
10:00h – Praia da Barra
14:00h – Visitações a Casa Jorge Amado, Atelier de Mestre Lua Rasta e Pelourinho
17:00h – Vivência de Capoeira Angola ( Lucimar – Acanne/BA)
18:00h – Exibição de Vídeo: (Faca de Ticum, Mestre Felipe)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
21:00h – Festa da Bênção no Pelourinho
Dia 20 – Quarta feira
08:00h – Vivência de Capoeira Angola (Rafa – Acanne/RS)
10:00h – Praia da Ribeira, Praia da Boa Viagem
14:00h – Visitações a Igreja do Bonfim e Feira de São Joaquim
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Schimit – Acanne/RS)
18:00h – Exibição de vídeo: (O poder do Machado de Xangô)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (mestre Renê)
Dia 21 – Quinta feira (Instituto N’Zinga)
08:00h – Vivência de capoeira angola (Kong – Acanne/MG)
10:00h – Praia Jardim de Alá
14:00h – Passeio na Ladeira da Barroquinha
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Gutinho)
19:00h –Visita ao Grupo N”zinga
Dia 22 – Sexta feira (ABCA e Terreiro de Jesus)
08:00h – Café cultural na Dona Euza
09:30h – Caminhada na Ladeira da Preguiça e pontos históricos do bairro 02 de Julho
12:00h – Almoço com Mestre Renê (comida típica da Bahia)
14:00h – Praia Porto da Barra
18:00h – Berimbalada até o Pelourinho passando no Monumento a Zumbi dos Palmares
19:00h – Roda de Capoeira Angola (ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola)
21:00h – Homenagem a Mestre Pastinha (Entrada da Rocinha)
21:30h – Roda de Capoeira Angola no Terrreiro de Jesus
Dia 23 – Sábado (Santo Amaro/Barracão de Mestre Ivan)
06:00h – Saída para Santo Amaro
· Berimbalada no Centro Histórico
· Roda de Capoeira Angola na Feira
· Almoço com comida típica do local
· Aula de Capoeira Angola no Barracão de Mestre Ivan
19:00h – Retorno a Salvador
Dia 24 – Domingo (Academia de Mestre João Pequeno)
08:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
10:00h – Praia da Ribeira Almoço Samba de Roda
19:00h – Roda na Academia de Mestre João Pequeno

Dia 25 – Segunda Feira (ACANNE)

08:00h – Oficina de toques e berimbaus (Contramestre Veó)
10:00h – Praia da Preguiça e antiga Rampa do mercado
14:00h – Visitações ao Mercado Modelo e Baixa dos Sapateiros
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Guto – Áfricanamente/RS)
18:00h – Exibição de Vídeo: (O sabor do saber ancestral – A feijoada da ACANNE)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
20:30h – Roda de Capoeira Angola

 

Dia 26 – Terça feira (ACANNE)
08:00h – Vivência de Capoeira Angola (Instrutor Rogério -Áfricanamente/RS)
10:00h – Praia de Amaralina
14:00h – Visitação a Fundação Pierre Verger
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Lucimar – Acanne/BA)
18:00h – Oficina de Criação de Cânticos de capoeira (Contramestre Guto – Africanamente/RS)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
20:30h – Palestra com Fred Abreu sobre o Barracão de Mestre Valdemar

Dia 27 – Quarta feira (Academia de Mestre Boca Rica)
8:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Gutinho – Acanne/BA)
10:00h – Praia de Itapoã
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Rafa -Acanne/BA)
19:00h – Roda na Academia de Mestre Boca Rica (Mestre Boca Rica)

Dia 28 – Quinta feira (Mestre Virgilio/Acanne Fazenda Grande)
08:00h – Vivência de capoeira angola (Schmit – Acanne/BA)
10:00h – Praia de Humaitá 14:00h – Visita ao Bairro da Liberdade e ao Ilê Ayê
19:00h – Aula de Capoeira Angola na Fazenda Grande (Mestre Vírgilio)
20:30h – Roda de Capoeira Angola (Mestre Virgilio)

Dia 29 – Sexta feira (ACANNE)
08:00h – Vivência de capoeira angola ( Contramestre Guto – Áfricanamente/RS)
10:00h – Mercado Modelo
14:00h – Praia Porto da Barra (aula de frescobol)
19:00h – Roda de Capoeira Angola (Acanne)
21:00h – Forró na ACANNE

Dia 30 – Sábado (Ilha de Maré)
09:00h – Saída para Ilha de Maré
16:00h – Aula de Capoeira Angola a Beira Mar (Mestre Renê)
18:00h – Roda de Capoeira Angola na Beira Mar ao Pôr do Sol
21:00h – Jantar no quilombo Okê Arô (moqueca feita por Mestre Renê )
23:00h – Samba de Roda e Festa no quilombo Okê Arô

Dia 31 – Domingo (encerramento do evento)
10:00h – Roda de Capoeira Angola e Samba de Roda na comunidade de Ilha de Maré
12:00h – Almoço e confraternização
15:00h – Retorno a Salvador com roda dentro do barco
INVESTIMENTO:

R$ 400,00

(Neste valor está incluído todas as oficinas e a hospedagem coletiva)


Maiores informações:





Fones:
055 71 33217496 (Mestre Renê)
055 51 99659335 (contramestre Guto)

Atenção:
Você que já participou de outras edições deste evento poderá ter sua inscrição gratuíta.
Sabe como? É simples.
Basta inscrever 02 (duas) pessoas que nunca tenham participado do evento, assim que a inscrição delas for efetuada, você ganhará automaticamente isenção da sua inscrição e mais a camiseta do evento.

Mas, mexa-se capoeira. Pois as vagas são limitadas.


Abraços,
Mestre Renê
e
Contramestre Guto

O samba tem “Dona”, e ela comemora 90 anos!

Hoje, os pandeiros e cavaquinhos de todo o Brasil dão parabéns cadenciados para aquela que se consagrou na música popular brasileira com uma das maiores sambistas de todos os tempos. Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara, preparou muito samba, feijão e uma página na internet para comemorar os 90 anos de idade.

Há 70 anos, quando as rodas de samba eram dominadas por homens e às mulheres sobrava o papel de do ritmo no pé, Dona Ivone Lara ousou conquistar um lugar ao sol. O preconceito era tanto, que os sambas que ela compunha eram mostrados aos sambistas como se fossem de autoria do primo Mestre Fuleiro. Mesmo assim, Dona Ivone se consagrou com a primeira mulher a compor Samba Enredo no Brasil.

Apesar dos anos vividos, Dona Ivone Lara carrega a mesma alegria da juventude. “Ela é incansável, saímos de um show e ela já pergunta onde é o próximo”, conta a amiga e produtora há 17 anos Miriam Souza. A produtora faz questão de ressaltar o orgulho que sente da sambista. “Mesmo com idade avançada e depois de fraturar o fêmur, ela renasceu das cinzas e voltou a brilhar”.

E é com toda essa jovialidade que Dona Ivone Lara encontrou um jeito bem moderno de comemorar seus 90 anos. Em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e da Refazenda Produções, lança seu primeiro site, o www.donaivonelara.com.br. Acesse e descubra por que ela é considerada um patrimônio vivo da cultura afro-brasileira!

PERFIL

Nascida em Botafogo, no Rio de Janeiro, em 13 de abril de 1921, Dona Ivone Lara é filha de uma cantora de rancho e começou a compor aos 12 anos de idade. Uma de suas primeiras músicas foi o estribilho de partido-alto Tiê-tiê (nome de um pássaro de que gosta muito).

Estudou no colégio municipal Orsina da Fonseca, de onde saiu, com 17 anos, para morar na casa do tio Dioniso Bento da Silva, pois seus pais haviam falecido. O tio pertencia a um grupo de chorões, e com ele aprendeu a tocar cavaquinho. Em outubro de 1947, foi morar em Madureira e começou a freqüentar a extinta escola de samba Prazer da Serrinha.

Em 1965, o samba-enredo Os cinco bailes da corte, ou Os cinco bailes tradicionais da história do Rio (Dona Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau) classificou-se em quarto lugar no desfile de escolas de samba.

Dona Ivone Lara é madrinha da ala dos compositores de sua escola (Império Serrano) e desfilou desde 1968 pela ala das baianas. Em 1982, ganhou o Estandarte de Ouro como destaque da ala das baianas da Cidade Alta do Império Serrano.

O ano de 1970 foi, sem dúvida, de grande importância para sua carreira de intérprete e compositora, pois gravou o primeiro disco pela gravadora Copacabana “SAMBÃO 70”, produzido por Sargenteli e Adelson Alves. Gravou também na Odeon, Copacabana, Warner, Som Livre e RGE.

 

Fonte: Produção Dona Ivone Lara

2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

Bonde do Samba leva alegria a Santa Teresa

RIO – O Bonde do Samba: o Bonde da Paz, primeiro eventoda pacificação no Carnaval 2011, sai na sexta-feira, 18 de fevereiro, da estação de bonde da Carioca, a partir das 16h.

Na concentração, shows de bambas com Noca da Portela, Nelson Sargento, Délcio Carvalho, Wilson Moreira, Bandeira Brasil. Ainda, Partideiros do Cacique, Dorina, Renatinho Partideiro, Gabrielzinho do Irajá, grupo Tempero Carioca, banda do Maestro Pelé, Jongo da Serrinha, rodas de capoeira, entre outros.

Às 18h, os bondes saem e fazem o bairro de Santa Teresa reviver os bailes de carnaval e as batalhas de confetes dos anos 20. Serão três bondes: o primeiro relembrando as marchinhas de carnaval, o segundo representando as grandes rodas de samba da cidade carioca e o terceiro com jongo e afoxés. O trajeto vai até ao Largo das Neves.

Após as viagens, acontecerão rodas de samba (nos largos das Neves e dos Guimarães) e de capoeira e jongo, no Largo do Curvelo.

O grande homenageado do Carnaval de 2011 será o sambista Nelson Cavaquinho pelo seu centenário de nascimento.  O desenhista Lan, amante do carnaval, cedeu a caricatura de Nelson Cavaquinho para a camiseta do Bonde do Samba 2011.

O Bonde do Samba foi criado pelo compositor Bandeira Brasil e este ano está na sua sétima edição. É um resgate dos antigos carnavais de meados dos anos 20, em que o bonde passou a desempenhar um papel de destaque no Reinado de Momo. Eram os bondes que conduziam os carnavalescos – entoando marchinhas e sambas, em meio às batalhas de confete, serpentinas e águas-de-cheiro.

Fonte: http://www.jb.com.br

Lugar de samba é no morro em Diadema

Se alguém te perguntar onde mora um dos ritmos mais tradicionais desse Brasil, pode dizer, sem medo, que ele vive no morro do Samba, em Diadema. A outrora favela, hoje com cara de bairro urbanizado, honra o nome que tem. Desde a ocupação, em 22 de fevereiro de 1991, em pleno Carnaval, até hoje, o morro que não é morro reúne os sambistas de plantão na vendinha de Hélio Batista da Silva, 45 anos e vice-presidente da Associação de Moradores do núcleo.

O percussionista David Moreira, 28, é um dos que nasceram com notas musicais correndo nas veias. Ele e mais seis amigos levam o morro do Samba para fora de Diadema com o Grupo Nova Amizade. “Já fizemos apresentação no Interior e na Baixada Santista, além de barzinhos na Vila Olímpia (na Capital)”, disse.

Moreira pode se orgulhar de viver do que gosta. “Fui autodidata: aprendi a tocar quando tinha uns 10 anos, só de olhar e ouvir os sambistas do bairro. Sou do tipo que mete a mão no instrumento, o pessoal de São Paulo gosta disso”, garantiu, referindo-se ao pandeiro, quase que uma extensão de seu próprio braço.

Entre uma cervejinha e outra, que ninguém é de ferro, o grupo faz seus ensaios sempre diante da vendinha de Hélio, que fica na Rua Botocudos, a principal do núcleo. É na Botocudos também que mais se vê o resultado do Programa Tá Bonito, do governo federal, que investiu cerca de R$ 4,2 milhões na infraestrutura da comunidade.

Ali, cada rua tem as fachadas das casas pintadas de uma cor: verde, vermelho, amarelo, laranja e por aí vai. Interessados em morar no morro têm de pôr a mão no bolso: as casas custam cerca de R$ 70 mil. Barracos não existem mais.

CRIMINALIDADE
O arco-íris do morro do Samba mudou a cara da favela, que tem um passado de episódios ligados ao crime e ao tráfico: em 2006, a polícia entrou no morro após encontrar um muro grafitado com imagens de bandidos assassinando homens da Polícia Militar. No ano seguinte, um vídeo mostrava o consumo de cocaína e maconha em uma festa do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os moradores, no entanto, garantem que a comunidade está mais segura atualmente. “Sem as vielas fechadas, ficou difícil para os traficantes instalarem as bocas. Eu diria que 90% do tráfico saiu daqui”, avaliou um deles, que preferiu não se identificar.

MENSAGEM
Mas não é só de samba que vive a favela. Quem também representa o morro do lado de fora dele são os Manos MC”s, ou Rodrigo Ismael dos Santos, o Nego Blay, e Cleiton Venâncio, ambos de 31 anos. A dupla faz um trabalho diferente da maioria dos rappers: além da mensagem social, uma tradição do estilo, abusam das misturas com outros ritmos.

Como não poderia deixar de ser, o samba continua presente. “Temos parcerias com o pessoal do Nova Amizade e outros sambistas que diferenciam a nossa música. Alguns rappers torcem o nariz, mas o desafio é esse mesmo: ser diferente, tá ligado?”.

 

Capoeira tira crianças da rua e futebol empolga adultos

“A roda é boa, a roda é boa, no Morro do Samba, a roda é boa!”. No centro comunitário da favela, a pipa e a bola são deixadas de lado quando o som do berimbau e do atabaque começa a ecoar. As obras inacabadas do local não impedem a molecada de aproveitar as aulas do Cultuarte, que ensina capoeira para cerca de 20 crianças de 4 a 15 anos.

A finalização do centro comunitário foi atrapalhada pelas chuvas. De vassoura na mão, a professora Suellen Rodrigues de Assis, 19, seca a poça de água causada pelas goteiras. Enquanto isso, ensinou: “O esporte é um bom jeito de tirar a molecada da rua”.

Em frente ao prédio, um ponto de descarte irregular de lixo também incomoda. “O povo é porco, não respeita, e a Prefeitura também não vem recolher”, diz o presidente da Associação de Moradores do Morro do Samba, Nejaim José da Silva, o Maradona, 47.

BOLA NO PÉ
Maradona tem orgulho de falar não só da capoeira, mas também do futebol do morro, que tem sete times disputando campeonatos amadores de Diadema. “Seria bom ter um campinho pra gente bater bola, organizar um treino de vez em quando”, pediu.

E assim segue o morro, com a bola e o samba no pé e a capoeira como arte. Nas palavras do pastor da Igreja Evangélica Aliança Com Deus William Vicente, 61, a favela é o “morro das bênçãos”. E segue caminhando com fé, “porque a fé não costuma falhar”.

Literatura de Cordel: Bloco Cacique de Ramos

LITERATURA DE CORDEL CONTA A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS

 

 

Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de jovens de Ramos, Olaria e Bonsucesso, fundava um pequeno bloco sem maiores pretensões. 50 anos depois, este bloco tornou-se um mito do carnaval brasileiro e sua quadra abriga um pagode onde passaram os maiores nomes do samba brasileiro e muitos ali foram revelados. É o Cacique de Ramos, patrimônio cultural do Rio de Janeiro. E pra contar a sua trajetória, o poeta popular Victor Alvim, conhecido também como “Lobisomem”, escreveu sua história no formato da tradicional LITERATURA DE CORDEL.

 

“Freqüentador da roda de samba do Cacique de Ramos, o autor tinha o rascunho deste cordel guardado há cerca de 5 anos e decidiu continuar a missão de terminar o texto para homenagear o bloco no seu cinqüentenário

 

 

“…O Brasil é terra rica

Na arte e na cultura

E tudo que vem do povo

Na sua expressão mais pura

É obra que emociona

Até a alma mais dura

 

E foi um dos grandes blocos

Que me chamou atenção

Despertou meu interesse

E tocou meu coração

Se tornando para mim

Fonte de inspiração

 

 

Um bloco muito animado

E também tradicional

Que arrasta multidões

Fenômeno sem igual

É o Cacique de Ramos

Um dos reis do carnaval…”

 

 

 

Pesquisando em livros, discos, jornais, vídeos e conversando com integrantes novos e antigos da agremiação, Victor reuniu as informações básicas que precisava para escrever. A origem das 3 famílias que fundaram o bloco; a rivalidade com o bloco “Bafo da Onça” do bairro do Catumbi; grandes nomes que passaram pela sua quadra e outros detalhes importantes.

 

 

“…E com essas três famílias

De Ramos e Olaria

Um capítulo importante

Do carnaval surgiria

Mas isso naquele tempo

Ninguém imaginaria

 

As mulheres já queriam

Dos grupos participar

As irmãs e namoradas

Foram reivindicar

Rapidamente atendidas Conquistaram seu lugar

 

E assim dessa maneira

Um novo bloco nasceu

O “Cacique Boa Boca”

De repente apareceu

Em homenagem aos índios

Esse nome se escolheu

 

 


Na década de 60

 

Começou a sua história

No ano 61

Registrado na memória

O Cacique começou

Sua carreira com glória…”

 

 

 

Conversas com Bira Presidente e Sereno, fundadores do bloco e integrantes do grupo Fundo de Quintal, foram primordiais para esclarecer dúvidas sobre nomes e fatos importantes.

 

 

“ …Na fundação do Cacique

Também temos que lembrar

De Ênio, Mendes e Dida

Everaldo e Alomar

E outras tantas figuras

Que é difícil enumerar…”

 

 

Membros da diretoria do Cacique como Tuninho Cabral, Ronaldo Felipe e Renatinho Partideiro, membros da diretoria e apaixonados pelo Cacique foram grandes colaboradores e incentivadores para que o cordelista publicasse o livreto ainda em tempo para as comemorações dos 50 anos do Cacique de Ramos que começam na próxima quinta feira dia 20 de janeiro na sede da Rua Uranos, 1326.

 

 

“…O bloco que começou

Somente por diversão

De uma turma de jovens

Sem nenhuma pretensão

Que jamais imaginavam

Que cumpriam uma missão

 

Que começou no subúrbio

Do velho Rio de Janeiro

Cresceu, ficou conhecido

Por esse Brasil inteiro

Transformando-se num mito

Do carnaval brasileiro

 

O Cacique é referência

Na música brasileira

Vem gente do Brasil todo

E até de terra estrangeira

Pra conhecer o Cacique

E a sua tamarineira

 

Desejamos ao Cacique

Um feliz aniversário

Parabéns por sua história

E pelo cinquentário

Vida longa e muito samba

Aguardando o centenário! …”

 

 

 

 

O AUTOR

 

 

“Lobisomem” é o apelido de Victor Alvim Itahim Garcia nascido no Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1973 na maternidade São Sebastião, filho de Joe Garcia e Nádia Itahim Garcia.

É capoeirista, discípulo de Mestre Camisa e membro da ABADÁ-CAPOEIRA. Compositor e poeta popular, foi eleito em 2007 para ocupar, na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a cadeira de nº. 27, tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês.

Publicou recentemente os folhetos “A Fantástica História de Zeca Pagodinho e o Disco Voador” e “O Maravilhoso Encontro de São Jorge com Jorge Benjor”.

Tem como objetivo maior sempre divulgar e elevar o nome da capoeira, do samba, da literatura de cordel e de toda a cultura popular brasileira.

 

 

Conheça nosso blog e torne-se tambem um seguidor:

 

www.quintal-do-lobisomem.blogspot.com

Capoeira “Enredo de Carnaval”

E. S. DEU CHUCHA NA ZEBRA – ENREDO 2011: “N’golo, a Dança da Zebra virou Capoeira?”

A E.S. DEU CHUCHA NA ZEBRA, do grupo especial do carnaval de Uruguaiana, Rio Gande do Sul, na fronteira do Brasil com a Argentina, que realiza o terceiro maior carnaval brasileiro, com vários profissionais do carnaval carioca, estará desfilando como tema o enredo: N’golo, a dança da zebra virou capoeira?
É a primeira grande homenagem ao maior “embaixador” cultural nacional feita pelo SAMBA e suas escolas e gostariamos de poder contar com a participação desse portal no projeto.

As noticias podem ser encontrados no site especializado em carnaval: www.sambasul.com , a sinopse estou enviando em anexo e ficaria honrado se pudessem nos oferecer um e-mal direto para intelocução ou MSN.
Me disponibilizo pelo e-mail e MSN walter_nicolau510@hotmail.com e fico no aguardo de um retorno dos senhores, certos de que iram reconhecer nossa intenção de exaltar e difundir a importancia da CAPOEIRA.
O samba enredo para esse desfile, que se realizará nos dias 24 e 26/03/2011, pode ser ouvido no video :

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Justificativa

Diante de um questionamento cultural, a DEU CHUCHA NA ZEBRA vem, no carnaval 2011, prestar homenagem a um dos mais importantes registros de grandeza nacional, a CAPOEIRA. Esta, de mãos dadas com o SAMBA e o CARNAVAL, é uma das maiores expressões de brasilidade, partindo dos nossos laços com a MÃE ÁFRICA. Evoluindo na Avenida Presidente Vargas, cantando e dançando uma das vertentes da natalidade da arte marcial do NOVO MUNDO, através do nosso samba-enredo, nossas alegorias e adereços, na fantasia que vestirá cada um de nossos componentes, levaremos o público a uma viagem desde as savanas africanas, passando pelas senzalas na escravidão, pelos portos do Rio de Janeiro, pelo Pelourinho em Salvador, até chegar à conclamação da capoeira angola como marca cultural do nosso país.

É a partir dessa importância cultural que nossa escola atravessa o tempo e vai buscar na Angola pré-colonial uma das vertentes históricas contadas para a origem da capoeira, a transformação da dança ancestral N’golo na arte marcial brasileira.
Além disso, assim como o N’golo e a Capoeira, essa história tem total identificação com a alvinegra de Uruguaiana, que tem no seu nome e em seu símbolo, exatamente a ZEBRA, que é N’golo num dos mais importantes dialetos africanos.

Sinopse do Enredo

É noite na savana africana.

Brilha a lua no céu da Ilha de Lubango para o ritual começar. Está tudo pronto na aldeia dos “Mucopes”. “Efundula”, eis a festa da puberdade, hoje é dia de menina virar mulher. Vamos beber e comemorar, que a dança das zebras já vai começar!
“N´golo”! Uma roda de meninos é formada e quem a luta vencer, a menina que quiser poderá escolher. A luta se inicia! Coices e cabeçadas, golpes singulares aos movimentos das zebras, são aplicados no adversário. O verdadeiro guerreiro triunfará, podendo assim, o coração de sua virgem preferida, conquistar.

Um dia, porém, o povo africano vê a sua vida mudar. Por volta de 1484, os portugueses se instalam na região e, já em 1559, unem os reinos de Matamba e Ndongo para a fundação do Reino de Angola. Exploradores caçam recursos, e encontram o bem mais valioso da Mãe África, seus negros filhos.
A partir de então, os africanos foram escravizados e trazidos para o solo brasileiro por navios que rasgavam mares de incertezas. Traziam em seu peito as festas, tradições, rituais e religiões, buscando adaptá-los da melhor maneira possível à realidade a qual estavam vivendo.
Portanto, trouxeram também para o Brasil resquícios do N´gobo, o qual passou a utilizar como uma forma de defesa à escravidão. A dança das zebras se transforma! É luta pela honra e pela dignidade do negro sangue africano! Era preciso saber se defender, tanto na chegada aos portos de Salvador e do Rio de Janeiro, quanto nas plantações e engenhos de açúcar.

A prática das manifestações culturais dos negros africanos estava sofrendo diversas imposições dos senhores de engenho, o que os levou a buscar um espaço mais escondido para a prática do N´golo e outras danças. Buscaram inspiração na herança deixada pelos índios, os quais possuíam uma técnica agrícola chamada de Kapu’era, que significava cortar bem baixo o mato para uma próxima plantação, “mato que foi e nasce de novo”, em Tupi. Os africanos, então, elegeram a área da Kapu’era para a realização do N´golo.

A partir dessa mistura, da cultura indígena com uma manifestação africana, surge a Capoeira, a arte marcial brasileira.
Essa história só pôde ser conhecida através do encontro no Pelourinho entre Mestre Pastinha, um dos mais famosos capoeiristas de Salvador, com um pintor de Angola, Neves e Souza. Este afirmava a existência de uma dança semelhante à capoeira na África, explicando toda essa história que fora contada. O encontro, porém, não obteve a repercussão esperada por Mestre Pastinha, já que, com seu falecimento, não conseguira deixar registros da história N´golo da Capoeira Angola.
Entretanto, o pintor transfere seus conhecimentos para Câmara Cascudo, pai do folclore brasileiro, que passou a divulgar em seus livros a, até então desconhecida no Brasil, teoria da influência do N´golo na capoeira.

Os esforços de Mestre Pastinha, do pintor Neves e Souza e do folclorista Câmara Cascudo não foram em vão. Já a partir da década de 80, há um crescimento dos capoeiristas “angoleiros”, que elegiam a dança da zebra o seu estilo, reafirmando a força ancestral angolana.
As listras das zebras conquistam o país, e o mundo passa a ver a Capoeira Angola como uma marca cultural de nossa nação.
Então, venha com a Deu Chucha na Zebra aplaudir a união Brasil e Angola na celebração da cultura afro-brasileira.
Para festejar, entre nessa roda! Toque o atabaque e o berimbau!

É N’golo! É a Capoeira Angola!
É a Dança da Zebra!

Autoria: Walter Nicolau
Texto e Desenvolvimento: Walter Nicolau e Gabriel Haddad

Setorização do Enredo

Abertura – “N´golo”! A Dança das Zebras
2º Setor – De Angola ao Brasil
3º Setor – E a mistura deu…Capoeira!
4º Setor – Capoeira Angola, marca cultural brasileira.

Referências Bibliográficas

  • www.angolangolo.com/textos/texto_01.htm
  • http://www.cordaodeourokino.com.br/ngolo.html
  • http://www.enciclopedia.com.pt/articles.php?article_id=1218
  • http://www.girafamania.com.br/africano/materia_angola.html
  • http://www.portalcapoeira.com
  • http://www.rabodearraia.com/capoeira/textos-artigos-capoeira/n-golo-ou-danca-da-zebra.html
  • http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historia_da_capoeira.htm

Samba Vivo Botequim homenageia Adoniran Barbosa

Estréia dia 08/12, a opção de começar a noite em alto estilo, em Itapuã, no Espaço Verde, sempre na 2ª quarta feira do mês, a partir das 19h.

O grupo Botequim retorna com o Samba Vivo, prestando uma homenagem aos grandes sambistas do Brasil, tendo como homenageado nessa noite de estréia o saudoso Adoniram Barbosa, em homenagem ao centenário de seu nascimento.

A partir de uma extensa pesquisa sobre a obra dos principais compositores de samba brasileiros, o Grupo Botequim, propõe o show “Samba Vivo” que prevê a realização de um espetáculo musical a cada mês, homenageando um grande sambista brasileiro, através da interpretação de suas músicas e também traçando um perfil do homenageado, contando histórias e fatos sobre sua vida e sua carreira.

Essa idéia nasceu no ano de 2005, idealizado por um dos integrantes do Grupo Botequim – o sambista e compositor Pedrão – e foi apresentado durante dois anos em alguns bares da cidade, onde os shows revisitaram a obra de sambistas como Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Adoniram Barbosa, Batatinha, Chico Buarque, Candeia, Geraldo Filme, Ataulpho Alves entre muitos outros

O Grupo Botequim é formado por músicos experientes no universo do samba e tem se destacado na cena cultural da cidade de Salvador, por promover um movimento de rodas de samba que tem tido a participação de um público jovem e crescente, interessado em conhecer um pouco mais sobre os grandes clássicos do nosso samba. Recentemente o Grupo Botequim apresentou alguns shows, vencedores de editais públicos da FUNCEB, homenageando grandes sambistas, como o “Tributo à Batatinha”, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves e na Praça Tereza Batista, e “Cartola no Botequim” no Teatro XVIII no Pelourinho. No Largo do Santo Antonio Além do Carmo, na última sexta feira do mês, tem Botequim, no Forte do Santo Antonio, com um público considerável de mais de 1500 pessoas.

Apareçam e comecem a noite com a festa viva do samba!!!

Mestre Ananias: 86 Anos de Muita Capoeira!

Com bastante disposição e em plena atividade, Mestre Ananias Ferreira compartilha com quem convive a sabedoria adquirida em 86 anos de vida. Desde 1953 na cidade, Ananias trouxe com pioneirismo para São Paulo os ensinamentos da capoeira e do samba de roda, patrimônios culturais do Recôncavo Baiano.
Seja comandando a roda de capoeira da CMA – Casa Mestre Ananias, na roda que fundou na Praça da República ou sambando com os amigos, a força de Mestre Ananias se faz presente conosco sempre.
Venha comemorar o aniversário do Mestre (ele nasceu em 1 de dezembro de 1924) na Casa Mestre Ananias!
Será neste sábado, 04 de dezembro, na rua Conselheiro Ramalho, 945. A entrada é gratuita. Veja abaixo a prévia da programação do sábado (os encontros festivos na Casa são informais, pode haver variação nos horários) :
  • 13h – Almoço
  • 16h – Roda de Capoeira
  • 19h – Samba de Roda com o grupo Garoa do Recôncavo

 

São todos bem vindos, vamos festejar a resistência do nosso povo  através da Capoeira.

São Paulo te agradece Mestre Ananias

 

www.mestreananias.blogspot.com

Semana da Consciência Negra: Florianópolis promove dialógos com comunidade

Dia de Zumbi dos Palmares contará com caminhada, debates e apresentações culturais

Para promover a igualdade social, Florianópolis é cenário da Semana da Consciência Negra até o dia 24. Com o tema Diálogos com a Comunidade, o evento contará com
palestras e debates, oficinas de arte negra, mostra de vídeos, apresentações artísticas, exposição das atividades desenvolvidas por projetos sociais, em diferentes pontos da Capital.

A Caminhada da Diversidade Cultural e Religiosa, em comemoração ao Dia Nacional da Umbanda, abriu a programação na manhã desta segunda-feira. Na terça-feira, o tema “População Negra e Emancipação Social” será discutido às 19h, no auditório Paulo Sturart Wright da Assembleia Legislativa, seguido de uma homenagem às tradições de matrizes africanas.

Dia de Zumbi dos Palmares

O ponto alto da Semana da Consciência Negra será no próximo sábado, Dia de Zumbi dos Palmares. Para homenagear o líder negro, a programação especial contará com café da manhã no Palácio Cruz e Souza e a Caminhada das Expressões Culturais e Religiosas pelas ruas do Centro, reverenciando os locais da memória da população negra.

Para as 10h, está marcada a realização de um painel em homenagem às personalidades negras de Florianópolis. Na programação ainda estão previstas roda de capoeira, apresentações artísticas com Africatarina, Abadá Capoeira, Escola de Samba Mirim Os Mensageiros da Alegria, Escola de Samba Mirim da Consulado, Batukaé, Ilha Palmares, Cedep e Centro Escrava Anastácia e Dandara. 

A programação continua com Arma-zen, Hip Hop, Amigos do Samba, Torresmo à Milanesa, Samba da Saia, alas da Velha-Guarda da Copa Lord, Consulado, Unidos da Coloninha e Protegidos da Princesa, a partir das 14h.

::: Confira a programação completa no site da Coordenadoria de Políticas Pública

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