Blog

viva

Vendo Artigos etiquetados em: viva

Pernambuco: “Viva Mestre Paulo dos Anjos”

Em agosto especialmente, comemoramos no dia 15 o aniversário do Mestre Paulo dos Anjos, um dos ícones da capoeira Angola, que em Pernambuco ajudou a divulgar e sedimentar esse estilo de capoeira.

Para isso criamos o Encontro de Capoeira Angola: “Viva Mestre Paulo dos Anjos”, no qual a cada ano, além da roda comemorativa de seu aniversário, realizamos oficinas com seguidores da capoeira angola e promovemos um verdadeiro espaço de cultivo dessa arte entre os grupos do Recife, Olinda e de todo estado.

 

O Centro de Capoeira São Salomão realiza entre 15 e 18 de agosto de 2013 o seu XII Encontro de Capoeira Angola “Viva Mestre Paulo dos Anjos”.

O evento acontece anualmente e reúne em Recife Mestres, aprendizes, simpatizantes e pesquisadores da capoeira Angola.

Nesse ano de 2013 o encontro contará com a participação especial do Mestre Plínio e do Mestre Jogo de Dentro.

Teremos em nossa programação: rodas, aulas, bate-papos, vídeo, música e muito axé!!!!

 

 

Cronograma do Encontro:

dia 15/08 – Roda “Viva Mestre Paulo dos Anjos”

Local : Sede do São Salomão no Pina às 19h

dia 16/08 – Bate-papo com os Mestres…

Local : Sede do São Salomão no Pina às 19h

dia 17/08 – Oficinas de Capoeira Angola

Local: CAC – UFPE das 9h às 18h

dia 18/08 – Oficinas de Capoeira Angola

Local: CAC – UFPE das 9h às 18h

 

 

 

Taxa de Inscrição: R$20,00

 

Inscrições e informações pelo e-mail: [email protected]

“Ô COSME… DAMIÃO MANDOU CHAMAR”

A festa dedicada aos protetores das crianças, São Cosme e São Damião, está entre as mais esperadas na Casa Mestre Ananias – CMA todos os anos. Será oferecido o Caruru em homenagem aos protetores das crianças (os gêmeos São Cosme e São Damião são identificados como os Ibejis na cultura afro-brasileira), além de doces para a criançada e muito samba de roda com o grupo “Garoa do Recôncavo”.

Nesse dia 30 de setembro a partir das 14h manteremos as portas abertas a toda nossa comunidade, amigos, capoeiras e claro, a toda criançada. A entrada é gratuita.

 

Viva São Cosme Damião e… Viva as crianças!

 

http://www.mestreananias.blogspot.pt

Portugal: “Viva Seu Bimba 2011”

Esta chegando nosso encontro “Viva Seu Bimba 2011”, momento de trocar informações, de convivio, de festejar e homenagear o Mestre Bimba criador da Capoeira Regional Baiana. Esse ano comemoraremos 1 ano do CCCB – Portugal, e celebraremos também a Festa de Batizado da nossa primeira turma infantil. Contamos com a participação de todos vocês.

 

P.s.: Por favor aqueles que ainda não o fizeram, nos informem o dia de vossa chegada, para melhor nos organizarmos. Segue em anexo a programação.

 

Atenciosamente,

 

CENTRO CULTURAL CAPOEIRA BAIANA

Administração

www.capoeirabaiana.org

 

Professor: Careca

Tel.: (00351) 92 655 13 41

GTPC divulga resultado provisório do Prêmio Viva Meu Mestre Edição 2010

A Comissão de Seleção, nomeada pela Portaria nº.231 do dia 5 de julho de 2011 torna público o resultado preliminar do Edital Nº 1/2010, Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010. Seguindo o disposto no item 10.6 do edital, a Comissão decidiu pela não habilitação das candidaturas relacionadas à punga maranhense, pela não habilitação de três inscrições que não anexaram cartas de apoio, pela habilitação de duas candidaturas antes não consideradas por terem sido extraviadas internamente e pela habilitação de duas candidaturas que haviam sido desabilitadas pela falta de assinatura em suas respectivas fichas de inscrição. Em conseqüência, a Comissão homologou uma nova listagem de inscrições não habilitadas que segue abaixo.

O prazo para recurso deste resultado preliminar é de três dias úteis a partir da data da publicação. Conforme item 7.7 do edital, os recursos deverão ser enviados em formulário próprio (Anexo 3) para o seguinte endereço:

Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan
Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI
SEPS 713/913 Edifício Lucio Costa,  4º andar
70.390.135 – Brasília – DF

ou a por cópia digital do formulário de recurso do resultado preliminar (Anexo 3) devidamente preenchido e assinado para o e-mail [email protected]. Devido a problemas técnicos no e-mail institucional do Iphan, os recursos também deverão ser enviados ao e-mail: [email protected]

Após análise e julgamento dos recursos, a comissão de seleção publicará a homologação do resultado final do concurso no Diário Oficial da União.

As listas anexas contêm o resultado preliminar da seleção do Edital 001/2010 – Prêmio Viva Meu Mestre, a saber: candidatos classificados até a 100º posição (em ordem alfabética), candidatos classificados entre a 101º e a 112º posição (em ordem decrescente de classificação) e listagem dos candidatos não classificados. Serão premiados os mestres classificados até o 100° lugar e que atenderem à convocação que será publicada após a homologação do resultado final do concurso no Diário Oficial da União. Conforme os termos do edital, caso alguma convocação não seja atendida, o Iphan convocará, sucessivamente, os candidatos melhor classificados até completar-se o número total de prêmios disponíveis.

Anexos

Lista preliminar de candidatos classificados entre a 1ª e a 100ª posição ( ordem alfabética)

– Lista preliminar de candidatos classificados entre a 101ª e a 111ª posição (ordem alfabética)

Lista preliminar de candidatos habilitados e nao classificados (ordem alfabética)

Lista definitiva de candidatos não hatilitados

DOU – Resultado provisório 1

DOU – Resultado provisório 2

Haiti: II Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz

No mês de dezembro será realizado o II Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz. Ocasião em que também será celebrado o segundo ano do projeto no país. A programação prevê aulas, apresentações e exibição de filme. O Batizado contará com a participação dos 380 alunos do projeto e alunos da classe do Centro Cultural do Brasil Celso Ortega Terra. O evento contará com a participação de mestres e capoeiristas de países como Brasil e República Dominicana.


II BATIZADO E ENTREGA DE CORDAS DO GINGANDO PELA PAZ

DE 5 A 10 DE DEZEMBRO DE 2010.

PORTO-PRÍNCIPE, HAITI

As atividades do projeto tiveram início em outubro de 2008 como parte do Programa Onè Respè pou Bèlè (Honra e Respeito por Bel-Air), da Ong Viva Rio. Inicialmente atendendo crianças e jovens provenientes das bases (guangues) que se auto-denominavam “soldados”. Após o dia 12 de janeiro, o número de alunos duplicou, assim como as atividades oferecidas. Dentre elas, a Formação de Jovens Liderenças: jovens que estão sendo preparados para se tornarem futuros educadores em capoeira, que além da pratica da capoeira participam de atividades que visam desenvolver a potencialidade, a consciência de comprometimento social e cursos de formação profissonal, através de parcerias com outros projeto do Viva Rio e com a Embaixada do Brasil no Haiti.

Em seu primeiro batizado, realizado em dezembro de 2009, foram realizadas diversas atividades, como Apresentações em hotéis e restaurantes, exibições de filme no Centro Cultural do Brasil no Haiti Celso Ortega Terra, apresentações em praças públicas, entre outras. 150 alunos foram batizados em um evento que contou com a participação de pais, amigos, do Embaixador Igor Kipman e sua esposa Roseana Kipman, do Coordenador Executivo do Viva Rio Rubem Cesar Fernandes, entre outros membros do Viva Rio e de outras instituições que atuam no Haiti.

Este ano, além das atividades do ano anterior, o evento contará com oficinas que serão realizadas pelos convidados do Brasil. Dentre elas, uma palestra que terá como tema: A capoeira como Ferramenta para a Construção da Paz em Áreas de Conflito, oferecida por Catharine Peres, capoeirista, pedagoga e Tecnica em Assuntos Educacionais da UFRJ. E uma aula especial realizada pela Mestra Borboleta/RJ que objetiva inspirar e fortalecer a participação das mulheres na prática da capoeira. Dentre os convidados ainda estão ainda os mestres Régis, Batata, o Professor Pernambuco, do projeto Luta Pela Paz, Maré/RJ e o Instrutor Kazan, da República Dominicana.

 

O Batizado, um importante momento para o capoeirista.

O Batismo é o momento em que o aluno é apresentado para a comunidade da capoeira, jogando em uma roda na presença de mestres e recebendo o seu apelido, que irá o acompanhar por toda vida. Este momento é como o nascimento de um filho para o mundo, que deverá ser orientado, amparado nos momentos de dificuldades. E, principalmente, inspirado a dar o melhor de si e acreditar no seu potencial para realizar os sonhos que trazem o seu coração.

 

Flávio SAUDADE
Coordonnateur Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br

(509) 3854.0202

[email protected]

http://flaviosaudade.wordpress.com

Skype: fláviosaudade

 

VIVA RIO HAITI

#167, Blvd  Jn Jacques Dessalines

Pourt-au-Prince, Haiti (Zone Portail St. Joseph)

Iphan: Prêmio “Viva meu Mestre”

Prorrogado o prazo do edital Viva Meu Mestre – Mestres e Mestras de Capoeira

A União, por intermédio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, torna pública a prorrogação do período de inscrição para o Concurso Público “Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010”, regulamentado pelo EDITAL DE PREMIAÇÃO Nº 001 – DPI, de 25 de outubro de 2010, publicado no D.O.U. no dia 29 de outubro 2010. As inscrições poderão ser apresentadas até o dia 12 de dezembro de 2010. Márcia Sant Anna – Diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial.

Link: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=15690&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

 

100 prêmios, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para cada premiado: Mestres e Mestras de Capoeira, com idade igual ou superior a 55 (cinqüenta e cinco) anos, cuja trajetória de vida tenha contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade da Capoeira no Brasil.

A União, por intermédio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em parceria com a Fundação Cultural Palmares e com as Secretarias Executiva, da Identidade e Diversidade Cultural e de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, divulga e estabelece as regras do Concurso Público “Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010”.

Este concurso é uma ação vinculada ao Programa de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró Capoeira, observando-se as leis nº 8.666/1993 e 8.313/1991; o Decreto nº 3.551/2000; o Decreto nº 5.761/2006, art. 10, inciso IV; a Portaria MinC nº 29/2009; a Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, e a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, da UNESCO; os Seminários Nacionais de Políticas Públicas para as Culturas Populares; e o registro, em 15 de julho de 2008, do Ofício de Mestre de Capoeira e da Roda de Capoeira como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Para saber mais sobre este concurso, baixe o Edital “Viva meu Mestre” (basta clicar no link)

Portugal: “Viva Seu Bimba!!!” 2010

Na semana do 23 de novembro (data do nascimento do Mestre Bimba) o C.C.C.B. tem planejada atividades com a proposta de apresentar a comunidade capoeiristica alguns representantes da Luta Regional Baiana na atualidade, que atuam dentro e fora do Brasil. Os mesmos trarão ao público um pouco do seu conhecimento através de cursos, palestras e rodas, onde apresentarão aos praticantes, profissionais e simpazantes, informações sobre a capoeira regional (evoluções técnicas, palestras sobre a história e desenvolvimento da luta) além de rodas objetivando a preservação e divulgação da Capoeira Regional Baiana.

EACCB – Escola de Arte e Cultura Capoeira Baiana.

Com o intuito de difundir e divulgar a capoeiragem, e as diversas manifestações culturais Brasileiras, o CCCB estara inaugurando durante o encontro Viva Seu Bimba – 2010, a EACCB – Escola de Arte e Cultura Capoeira Baiana, na cidade de Guimarães – Portugal. Além da escola de capoeira, teremos também em nosso centro um espaço cultural e artistico, destinado a musica, dança, percussão, dentre outra manifestações culturais.

Programação

Sexta – 19/11

10:00 às 12:30 – Seminário Docentes CCCB
14:00 às 18:00 – Oficinas de Capoeira Regional (Professor Careca – CCCB)
18 às 19:30 – Roda de Boas Vindas
19:30 às 20:30 – Papoeira

Sábado – 20/11

10:00 às 12:30 – Seminário Docentes CCCB
14:00 às 18:00 – Oficinas de Capoeira Regional (Professor Careca – CCCB)
18:00 às 19:30 – Roda
19:30 às 20:30 -Papoeira

Domingo – 21/11

10:00 às 12:30 – Seminário Docentes CCCB
14:00 às 15:30 – Oficina de Capoeira Regional (Mestre Caramurú – GCRPB)
15:30 às 17:00 – Oficina de Capoeira Regional (Professor Careca – CCCB)
!7:00 às 18:00 – Roda de Encerramento

Inscrições abertas.

Para mais Informações contactar:
www.capoeirabaiana.org
Tel:(351)926551341

Centro Cultural Capoeira Baiana – CCCB

Professor: Careca

Tel.: (00351) 92 655 13 41

www.capoeirabaiana.org

Haiti: Cenário é de guerra após terremoto

Haiti: Capoeira e Solidariedade

Segue narrativa do amigo e parceiro Flávio Saudade que desenvolve no Haiti um fantástico projeto social e cultural denominado GINGANDO PELA PAZ:

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Prezados,

Continuamos aqui na expectativa. Penso que eu, assim como milhares de pessoas daqui, estão com medo de entrar em suas casas; mesmo de ir ao banheiro. O corpo parece que ainda treme, aumentando ainda mais a preocupação. Dormimos fora da casa, no quintal. As pessoas com quem trabalho e um grupo de pesquisadores da Unicamp. Eles estavam no centro da cidade no momento do tremor e viram o Palácio do Governo destruído. É realmente inacreditável a situação aqui, inúmeras casas, prédios desabaram. igrejas, hospitais, supermercados, hoteis, lojas…

É impressionante que um povo que já sofre por tantas coisas, ainda tenha de sofrer mais este desastre. O número de vítimas deve ser grande, mortos, feridos; pessoas de todas as esferas sociais e diversas nacionalidades. Até agora ouvimos pessoas desesperadas, chorando pela rua…

Permaneço ansioso, pois a maior parte de nossos alunos e amigos são moradores de Bel Air, um dos bairros mais afetados. A grande maioria moram em pequenos barracos; em alguns deles famílias inteiras dividem um pequeno espaço… Em Porto Príncipe temos favelas nos morros. A maior parte das construções é feita com material de baixa qualidade, o que aumenta as chances de desabamentos.

Agora o momento é de trabalho. Da melhor maneira tentar minimizar o sofrimento dessas pessoas. O Haiti não tem estrutura para uma catástrofe dessas, e necessita de toda ajuda possível, com urgência. E mais ainda, precisa de coragem para reconstruir as suas vidas e renovar as suas esperanças, ainda que esta seja uma tarefa difícil.

Fraternal Abraço a todos.

Flávio Saudade

Brasileiro diz que cenário no Haiti é de guerra após terremoto

Ele e mais 15 pessoas estão abrigados em uma casa da ONG Viva Rio sem poder sair

O cenário na capital do Haiti, Porto Príncipe, é de guerra, de acordo com o ativista da organização não governamental (ONG) Viva Rio, Flávio Soares. Em entrevista à agência portuguesa Lusa, Soares disse que a cidade “está devastada, um caos”.

>>Detalhes da tragédia no Especial Haiti – http://www.abril.com.br/noticias/haiti-terremoto-desastre-tragedia/haiti-terremoto-desastre-tragedia.shtml

Ele e mais 15 pessoas, entre integrantes da ONG e pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estão abrigados em uma casa do Viva Rio sem poder sair.

“Está um caos. Muitos prédios desmoronaram, tem muita gente disputando comida, os mercados fecharam, muitas pessoas estão nas ruas, feridas, pessoas mortas sendo carregadas. A população precisa de ajuda urgente, há pessoas ainda vivas sob escombros, uma tristeza só”, descreveu.

O brasileiro relatou ainda que o risco de saques é iminente. “O clima é de insegurança. Temos luz e conseguimos comprar água, mas estamos sem telefone e tentando comprar comida. Não temos uma grande quantidade de mantimentos”, afirmou.

Soares disse que ainda não conseguiu contato com a embaixada brasileira que também foi atingida no terremoto. “Estamos tentando entrar em contato com alguém da embaixada para avisar que estamos aqui e para ter alguma orientação. Pelo que parece, as tropas ainda não estão nas ruas”, relatou.

O brasileiro coordena um projeto de capoeira com jovens haitianos e disse não ter tido notícias de nenhum de seus alunos. Mesmo com a tragédia, Flávio Soares disse que vai ficar no Haiti e não pretende voltar ao Brasil.

“Não podemos abandonar as pessoas no momento em que elas mais precisam. Mais que comida e água, elas necessitam de solidariedade, que olhemos nos olhos delas e demonstremos que estamos juntos, que lutamos juntos”, declarou.

Desde 2007, o Viva Rio atua no Haiti em projetos integrados de segurança e desenvolvimento para a redução da violência e de desmobilização de grupos armados na capital, Porto Príncipe.

 

Flávio Saudade
Contramestre em Capoeira
Coordonnateur Sport et Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br
Mobile: (509) 38540202
http://flaviosaudade.wordpress.com

Um ano depois, capoeiristas ainda esperam prêmio de edital

Passado mais de um ano da divulgação do resultado do edital do projeto Capoeira Viva 2007, 32 dos 108 dos contemplados – 30% do total – ainda esperam o pagamento da segunda parcela do prêmio, que deveria ter sido quitada em janeiro.

Idealizado pelo Ministério da Cultura em 2006 por meio da Lei Rouanet, a segunda edição do Capoeira Viva foi executada pela Fundação Gregório de Mattos, com patrocínio da Petrobras no valor de R$ 1,2 milhão.

O resultado foi divulgado em 4 de abril de 2008. Os capoeiristas tiveram 30 dias para reunir a documentação, mas só receberam a primeira parcela cinco meses depois.

“Cada pessoa ou instituição com quem a gente conversou tem uma justificativa diferente”, reclama Gilson Fernandes, 58, mais conhecido como mestre Lua Rasta, que, em março uniu-se a outros 37 contemplados em um manifesto assinado por entidades, grupos ou pesquisadores de 17 Estados das cinco regiões do País, todos descontentes não só com os atrasos no repasse da verba, mas com a falta de diálogo da entidade gestora.

Proprietário de um atelier de instrumentos de percussão que leva seu nome, no Pelourinho, Mestre Lua Rasta diz que os atrasos comprometeram a execução dos dois projetos que teve aprovados no edital: Meninos do Campo Formoso, oficina de instrumentos para crianças em situação de risco do bairro situado no município de Mar Grande, na Ilha de Itaparica, e o Teatro Mestre Lua.

“Os meninos se dispersaram. O Teatro foi filmado e virou um documentário que eu tive de finalizar com dinheiro do próprio bolso, pois contratei um profissional e não poderia ficar esperando a verba chegar”, disparou.

No dia 13 de março, em resposta ao manifesto, a FGM divulgou nota oficial em que atribuiu o atraso ao extravio de pedido de execução do projeto Capoeira Viva/2007, documento enviado ao Minc no dia 20 de novembro de 2008, fato que a entidade só tomou conhecimento em fevereiro deste ano.

No entanto, comunicação interna do Minc à qual a reportagem do UOL Esporte teve acesso atesta que a FGM, proponente do projeto, estava inadimplente com o ministério, situação que só foi solucionada no dia 20 de março, o que obrigou a prorrogação o prazo de execução dos projetos para 31 de julho de 2009.

Em resposta a um questionário de 10 perguntas enviado pelo UOL Esporte, a assessoria de comunicação da FGM admitiu que esteve inadimplente com o MINC, “mas nunca por uso indevido da verba, apenas por mal gerenciamento desse projeto pela gestão da FGM naquele momento”, diz.

Maratona burocrática

Oficialmente, o Minc diz que a FGM estava “inabilitada por problemas administrativos referentes à prorrogação do prazo de encerramento do projeto na Lei Rouanet”. A assessoria de comunicação do Ministério da Cultura declarou ainda que “resolvido o problema, a segunda parcela começou a ser paga em abril e 70% dos premiados já receberam, segundo informação da FGM, e os demais premiados, por problemas documentais, ainda não receberam a quantia”.

Não é o que diz a pedagoga Maria Luisa Pimenta Neves, 35, contemplada pelo projeto Capoeira Nossa cor, que promoveu oficinas de confecção de berimbau e caxixi para crianças do município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

Lilu, como é mais conhecida nas rodas de capoeira, disse que não consegue receber a segunda parcela mesmo estando apta desde o dia 3 de abril porque o novo diretor do departamento financeiro foi exonerado e o atual responsável pelo setor só poderá assinar cheques quando sua nomeação for publicada no Diário Oficial.

Contemplados ainda esperam o pagamento da 2ª parcela do prêmio Capoeira Viva“No dia Dia 2 de abril recebi uma ligação de uma funcionária da FGM que me fez a seguinte pergunta: ‘Luisa, você não quer receber seu dinheiro, não?.’ Me pediu um comprovante de residência, que eu já havia entregue, e no dia seguinte me mandou um e.mail dizendo que meu processo já estava no financeiro. Até hoje não vi a cor desse dinheiro”, reclama.

Lilu diz que esta é apenas uma das confusões criadas pelas constantes mudanças feitas nos quadros da FGM. Ela lembra que durante o período de prestação de contas da primeira parcela foi orientada a recolher pagamento de ISS para si própria, e que só depois descobriu que isso não era necessário, bastava uma declaração afirmando que eu era a coordenadora do projeto. “Fomos submetidos a uma verdadeira maratona burocrática”, reclama.

A FGM reconhece o erro. “Infelizmente houve realmente, nesse caso, falta de uma boa comunicação entre a equipe responsável pelo Capoeira Viva, contratada especificamente para este projeto, e setor financeiro da Fundação, o que acabou gerando esse desconforto. Nada feito de forma proposital, apenas um engano cometido. Engano pelo o qual lamentamos muito, pedimos desculpas aos prejudicados”.

Para a jornalista Maria Lúcia Correia Lima de Souza, 56, as desculpas da FGM podem não se suficientes. Diretora da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA), Maria Lúcia é roteirista do documentário Mandinga em Manhattan, dirigido por Lázaro Faria. Das entrevistas coletadas para o filme, teve a idéia de lançar o projeto “Mandinga em Manhattan, o livro”, que acabou contemplado com R$ 9 mil pelo Capoeira viva 2007, metade dos quais ainda não recebidos.

“Não é o meu caso, mas nós soubemos de vários projetos que ficaram comprometidos porque dependiam de condições que não podem ser recriadas agora”, argumenta.

Evangivaldo Palma de Azevedo Filho, 31, o Gigante, ilustra bem a situação. Seu projeto Capoeira, Resistência, Tradição e Preservação, propunha o replantio de mudas de biribá, árvore de onde é extraída a madeira para a confecção do berimbau, na Ilha de Itaparica. “Trabalhamos com algumas crianças em situação de risco social da Ilha de Itaparica. Sem verba, o projeto parou e as crianças sumiram”.

ENTENDA A CAPOEIRA VIVA
O Projeto Capoeira foi lançado em 15 de agosto de 2006 pelo Ministério da Cultura como forma de corrigir aquilo que o então ministro da Cultura, o cantor e compositor Gilberto Gil, considerou uma distorção: o fato de a capoeira ser um dos principais expressões de difusão da cultura brasileira pelo mundo, sem jamais ter recebido apoio governamental.

O objetivo do projeto é incentivar a produção de pesquisa, inventários e documentação histórica, bem como ações socioeducativas ligadas à capoeira. Os interessados inscrevem-se diretamente no site oficial do projeto e as propostas são avaliadas por uma banca examinadora. Em 2007, foram mais de 800 propostas inscritas, das quais 113 foram contempladas, mas 5 desistiram.

Através de Chamada Pública, o Minc realizou a primeira edição do projeto em 2006 com a coordenação técnica do Museu da República, com patrocínio de R$ 930 mil da Petrobras. Em 2007, a gestão foi transferida para a Fundação Gregório de Mattos, em Salvador, e o patrocínio subiu para R$ 1,2 milhão. A edital do Capoeira Viva 2008 ainda não foi lançado por falta de patrocínio, mas já o Minc já decidiu que a gestão do projeto ficará a cargo do Instituto do Patrimônio Artístico e Caltural (Ipac).

MECA DA CAPOEIRA
A primeira edição do Capoeira Viva, realizada em 2006, teve como entidade gestora o Museu da República, no Rio. Apesar de ter corrido tudo dentro do esperado, o Minc decidiu mudar a execução do projeto para Salvador, e por uma questão simbólica.

A capital baiana é considerada uma espécie de Meca da capoeira, já que é de onde vieram a maioria dos grandes mestres que difundiram os fundamentos da arte pelo Brasil e pelo mundo, como Mestre Bimba, Pastinha, João Pequeno e Camisa, entre outros. A maioria das músicas da capoeira, invariavelmente cantadas em português, seja aqui ou emqualquer roda da Europa ou Ásia, remetem a histórias e personagens de Salvador.

A Fundação Gregório de Mattos foi escolhida num momento em que o prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), ainda contava com o apoio do PT na Câmara. O presidente da FGM na época do lançamento do edital era o compositor Paulo Costa Lima, indicado pelo PT.

Com o lançamento do petista Walter Pinheiro à sucessão de João Henrique, Lima foi substituído pela arquiteta Adriana Castro, ligada a um dos partidos que se manteve na base de sustenção de João Henrique.

Em janeiro, a direção da FGM mudou novamente. O atual presidente é o dramaturgo e jornalista Antônio Lins. Apesar do considerável atraso, o projeto capoeira Viva 2008 vai sair, segundo garantiu o Ministério da Cultura e depende apenas do patrocínio da Petrobras. Mas a entidade gestora vai mudar outra vez. Será o Instituto do patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), ligado ao governo do Estado da Bahia.

 

Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/ultimas/2009/04/21/ult4362u560.jhtm

Lançamento da Coleção Capoeira Viva no Planetário da Gávea

Prezados amigos capoeiristas é com o maior orgulho que vamos realizar, no Rio de Janeiro, a primeira noite de autógrafos da Coleção Capoeira Viva, com o lançamento dos livros dos nossos parceiros Izabel e Bernardo. Acreditamos que seja a primeira coleção exclusivamente dedicada à capoeira e desejamos que tenha vida longa. Segue o convite, para quem está no Rio, e o release, para quem quiser saber um pouco mais. Os livros estão à venda nas livrarias, mas o legal é reunir a galera na roda. Esperamos vocês. Abraços, Raquel Silva

Coleção Capoeira Viva

  • Volume 1 – A Capoeira no Rio de Janeiro 1890 – 1950 – Izabel Ferreira
  • Volume 2 – A Arte da Negociação: a Capoeira como Navegação Social – Bernardo Conde

Exatos cinco meses depois de ter sido oficialmente declarada patrimônio cultural brasileiro, chegam às livrarias os volumes de estréia da Coleção Capoeira Viva, a primeira exclusivamente dedicada à publicação de livros sobre capoeira.

Marcada pelo estigma da marginalidade por mais de um século, a capoeira sempre foi tema de investigação nos círculos acadêmicos brasileiros e internacionais, especialmente no Rio e em Salvador, cidades que disputam sua maternidade. Entretanto, muito pouco disso chegou ao grande público.

A Coleção Capoeira Viva é composta por uma série de livros histórico-etnográficos adaptados de teses e dissertações acadêmicas. Foi criada com o intuito de tirar das prateleiras das bibliotecas da academia textos resultantes de relevantes pesquisas sobre o tema e dar acesso a importantes estudos que, ao abordarem a capoeira, suscitam questões que remontam aos primórdios da gênese da cultura brasileira.

“Jogo, luta, cultura, dança, esporte, brincadeira, instrumento de socialização… Muito se fala da capoeira, mas pouco se compreende. A Coleção Capoeira Viva tem a intenção de quebrar paradigmas e trazer a público a riqueza e as nuances desta manisfestação cultural, tão próxima de seus praticantes e admiradores e tão distante da maior parte da sociedade brasileira”, declara a jornalista Raquel Silva, diretora da coleção.

Coleção Capoeira VivaO primeiro volume, A capoeira no Rio de Janeiro 1890 – 1950, de Izabel Ferreira, aborda um período, entre o fim da República e meados do século XX, no qual a memória da capoeira carioca foi gradativamente apagada. Segundo a autora, isso se deve fundamentalmente ao fato de que com a implantação da República e o projeto de nação brasileira, a capoeira escrava lembrava a vergonha que foi o modelo escravagista praticado no país até então. A partir do início da década de 1940 a capoeira começou a se revestir com uma imagem mais adequada ao idéário nacionalista da época, ou seja, como arte genuinamente brasileira ou como luta nacional.

“Acredito que a análise da capoeira praticada no Rio de Janeiro neste período será útil à compreensão da capoeira que se faz contemporaneamente. Trata-se de entender a cosmologia construída ao longo das últimas décadas, incorporada ao imaginário dos capoeiristas, e que, nos dias atuais, se descortina em uma multiplicidade de discursos, de práticas e em uma rede de difusão que cobre quase todo o planeta”, declara a autora Izabel Ferreira, mestre em Ciências Sociais e especialista em Sociologia Urbana.

Coleção Capoeira VivaNo livro 2, A arte da negociação – A Capoeira como Navegação Social, o autor, Bernardo Conde, a partir de sua própria experiência, se debruça sobre a formação da identidade do capoeirista. Com uma cuidadosa análise que inclui o universo cultural que circunda a capoeira – samba, samba-de-roda, maculelê, candombé, malícia, mandinga etc. – o autor traça o panorama de um mundo à parte, cuja porta de entrada é a prática de um jogo em que não há nenhuma regra fixa e o oponente não é adversário e sim companheiro. Uma viagem fascinante, em que o leitor haole1, é conduzido por um local e, depois de uma breve passagem por concepções históricas da capoeira é apresentado a um universo muito particular, que vai se constituindo desde a dinâmica de iniciação de um discípulo até a incorporação do ethos da capoeira, que indica um modo de agir e pensar no qual o jogo da capoeira é transportado para a vida.

“Procurei, por intemédio da observação participativa e da depuração de fatos e situações vividas ao longo de minha trajetária, (re) interpretar comportamentos e ações que apontam para este possível ethos da capoeira. Num segundo momento tento estabelecer como o saber do jogo é acionado em diversos espaços sociais e como o cotidiano é traduzido pela ótica da roda de capoeira”, adianta Bernado Conde, professor universitário e doutorando em Ciências Sociais.

Sobre os autores:

Izabel Ferreira é cientista social, pós-graduada em Sociologia Urbana e Mestre em Antropologia Visual pelo PPCIS-UERJ. Professora de Sociologia da Universidade Gama Filho, entre 2000 e 2001. Desde 1998 realiza pesquisas históricas e iconográficas para exposições de arte, entre elas: “Flávio de Carvalho – 100 anos de um revolucionário romântico”; “Ismael Nery – a poética de um mito”; “Pancetti – o Marinheiro Só”; “No Tempo dos Modernistas – D. Olivia Penteado, a senhora das artes”; “Traço Humor & Cia”; “O Preço da Sedução – do espartilho ao silicone”; “Mary Vieira – o tempo do movimento”; “Homo Ludens – do faz de conta à vertigem”; “O Olhar Modernista de JK”, “O’Brasil – da terra encantada à aldeia global”, “Di Cavalcanti – um perfeito carioca”, Nippon, Galeria de Valores, entre outras.

Bernardo Velloso Conde é doutorando em Ciência Sociais pela UERJ, professor do departamento de Sociologia da PUC-RJ e professor de Antropologia Cultural na Univercidade. Desde 1982, quando ingressou no universo da capoeira, vem produzindo trabalhos que resultaram na publicação de diversos artigos sobre o tema. Atualmente pesquisa sobre a difusão da capoeira na Europa.

Raquel Martins Silva é jornalista, Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo CPDOC/FGV. Trabalha, desde 1979, como produtora cultural. Atua em diversas áreas da comunicação, particularmente assessoria de imprensa, edição e produção de livros de arte e fotografia. Foi responsável pela coordenação editorial do livro Ismael Nery, que em 2005 recebeu o Prêmio ExcelênciaGráfica Werner Klatt. Escreveu o Guia da Copa França 1998. É coordenadora da Coleção Capoeira Viva, patrocinada pelo Minc, que publica ensaios acadêmicos sobre o tema. Uma das criadoras do Fundo Ângela Borba de Recursos para Mulheres, é verbete do livro Mulheres Negras do Brasil, que lista as mulheres negras que se destacaram em suas áreas ao longo da historiografia brasileira.

1 As expressões haole e local são gírias, oriundas do surf, que significam respectivamente pessoas de fora de uma sociedade específica e membros de uma sociedade.