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Dandara Baldez: Voz sem Medo 

Dandara Baldez: “Voz sem Medo”

“No ambiente que estávamos envolvidos todos me silenciaram. Você não pode falar disso agora…” #4 Dandara Baldez

2a temporada da websérie Voz sem Medo – Coletivo Ponto Art (1)

 
“Quem carrega o nome de Dandara, por si só, já evoca de forma única a ancestralidade e a resistência. Nascida em São Luis do Maranhão, onde através de sua avó herdou um vasto legado cultural Banto, Dandara percorreu os mais fecundos terreiros como a Casa Fanti-Ashanti, dialogando e aprendendo entre outros com a família Menezes, uma das mais tradicionais da cidade, composta sobretudo por mulheres de grande talento e devoção, inigualáveis guardiãs das manifestações populares maranhenses. Praticante da Capoeira Angola desde os cinco anos de idade, tornou-se mestra no grupo Capoeira Angola Canzuá. Pesquisadora e brincante, excele em diversos territórios das manifestações populares brasileiras, atuando em suas danças e tambores. Dandara desconstrói e reforça as tradições, num corpo que resiste, reconstrói e polemiza trazendo novas dimensões às linguagens, fazendo ecoar sua voz única que presenteia há 15 anos a cidade de Salvador. Lidera o coletivo do tambor de Crioula « Baiei na Bahia », um dos lugares onde reivindica sem cansaço o espaço do povo preto e seu protagonismo nas manifestações ancestrais da afro-diáspora. Quem a encontra em uma roda jamais esquece sua força, habilidade, beleza e maestria.”

 

Mestra Dandara Baldez (por Mônica Freire)

Dandara Baldez: Voz sem Medo Capoeira Portal Capoeira 1 Natural de São Luiz do Maranhão e residente na Bahia há 15 anos, Mestra Dandara Baldez começou a treinar capoeira aos 5 anos na casa-escola de sua avó. Aos 12 foi para a primera academia fora de casa, com o Mestre Betinho, e aos 14 começou a treinar Capoeira Angola com o Mestre Alberto Euzamor. Além da Capoeira Angola ela também é Mestre em Danças Populares pela UFBA e ministra aulas na turma de graduação desta Universidade.

 

MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SALVADOR E REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR DA SALVAGUARDA DA CAPOEIRA NA BAHIA (2)

Nós, mulheres que compõem o GT RMS da Salvaguarda da Capoeira na Bahia, mulheres atuantes – como tantas outras companheiras – no cenário da capoeira, viemos manifestar nosso posicionamento diante da repercussão sobre o risco de silenciamento de mais uma situação de violência de gênero na capoeira, a partir da ampla veiculação de um depoimento em vídeo, dado pela mestra Dandara Baldez e veiculado através do Youtube, pelo canal do Coletivo Ponto Art.

Nele, a mestra denuncia um abuso cometido por conhecido mestre de capoeira angola. Lamentável. Em seguida, também tivemos conhecimento de um vídeo com ampla veiculação em grupos de whatsapp, gravado pelo mestre Cobra Mansa, solicitando uma ‘oportunidade de diálogo’. Ocorreram, assim, algumas manifestações advindas de coletivos compostos de mulheres em sua maioria, repudiando o fato e prestando solidariedade à mestra. Há amplo registro dessa movimentação nas redes sociais. Elucidamos que a presente manifestação, se orienta pelas indicações (ou falta delas) do Plano de Salvaguarda da Capoeira da Bahia, construído em longo processo de reuniões coletivas, entre diferentes segmentos e territórios da capoeira no Estado da Bahia.

Nosso maior objetivo é entender essa lamentável denúncia de abuso sob uma ótica que pretende contribuir para o debate e para a nossa reflexão enquanto representantes múltiplxs e diversxs da capoeiragem e da sua Salvaguarda. Não entendemos como nossa função emitir julgamentos ou sentenças sobre xs envolvidxs e xs que se envolveram desde a veiculação do depoimento da mestra Dandara.

Contudo, a comunidade da capoeira necessita, com urgência, refletir coletivamente e falar sobre seus tantos, inúmeros e recorrentes episódios de abuso, e sobre os também inúmeros representantes da capoeira que os cometem e que prosseguem ilesos e equivocados, achando que nenhuma consequência há em seus atos que traumatizam vidas, silenciam pessoas e transformam a capoeira em um ambiente perigoso, não apensa para mulheres, mas também para meninas e meninos. Esse ambiente em que vemos com apreensão o envolvimentx de nossxs filhxs, é a Manifestação Cultural para a qual criamos tantas estratégias, buscando combater o preconceito social que sempre tratou a capoeira como coisa marginal e de marginais… (manifesto completo no final do texto) #

Na opinião deste site, É PRECISO ENTENDER que este coletivo de mulheres não representa a totalidade das mulheres da Bahia… temos de refletir e trazer outros coletivos para entender o contexto e assim podermos juntos compor um quadro mais amplo… entretanto o Grupo de trabalho entendeu se manifestar em virtude de uma causa maior… um debate recorrente onde cada vez mais estamos vendo inúmeros casos de violência e abuso, tendo como gatilho o depoimento de Dandara Baldez.

O coletivo  MARIA FELIPAS (4) também de manifestou e deixou suas impressões através de mensagens privadas e através da nossa ferramenta de comentários, ONDE CONVIDAM À TODOS A ASSINAR E A LUTA PELO FIM DO SILENCIAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL E SEXISTA NA CAPOEIRA (ver comentários e CARTA DE REPÚDIO no final da matéria)

O outro lado da moeda

Mestre Cobra Mansa divulgou um video (3) nas comunidades whatsapp onde aborda suas crenças sobre a sociedade, sobre o entendimento do dialogo e as oportunidades de encontrar soluções… No video vemos um homem disposto a assumir de forma humilde seu comportamento, sem medo de expor suas atitudes e sua capacidade de entender que NÃO QUER DIZER NÃO!!! apesar de que no entendimento de muitas pessoas esta é uma barreira que jamais deveria ser transpassada, entendendo que o corpo é sagrado e o acesso a ele deveria ser somente possível com permissão explícita…

O VÍDEO COM DEPOIMENTO DO MESTRE COBRA MANSA, NÃO ESTÁ MAIS DISPONÍVEL.

DEVIDO A UM PEDIDO DO PRÓPRIO MESTRE PARA SER EXCLUÍDO DESTA MATÉRIA, ONDE NOS INDICA QUE O VÍDEO É PRIVADO E DEVERIA APENAS SER VISTO PELA RAM (REDE ANGOLEIRA DE MULHERES).

O Portal Capoeira entende ser necessário expor os fatos, ouvir a voz dos intervenientes e criar um espaço de dialogo e reflexão, JÁ QUE NADA DISTO AINDA FOI “JUDICIALIZADO” E NINGUÉM DEVE SER ACUSADO, JULGADO E CONDENADO sem o devido processo legal!
 
Estamos abertos ao dialogo… e convidamos o Mestre para esta conversa. Acreditamos que toda história deve ser contada e ouvida… para que possamos juntos chegar a um melhor entendimento…
 

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
Ver mais:

(1) Masculinidade: Solon Diego Realização: Coletivo Ponto Art ( Jaqueline Elesbão, Nai Meneses e Anderson Gavião) Gravação: Gira Pompa (Malaika KB e Marise Urbano) Trilha sonora:Ives Padilha Intérprete de Libras: Gabriela Mattos (Pense Libras ) Locação: Casa Charriot www.coletivopontoart.com.br

(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

(4) MARIAS FELIPAS – Grupo de Estudos e Intervenção Feminista na Capoeira  CARTA DE REPÚDIO: https://mariasfelipas.wordpress.com/2020/03/18/carta-de-repudio

Contatos com a Mestra podem ser feitos por e-mail e via redes sociais: Instagram

A pergunta que eu gostaria de colocar para quem me conhece: De todos os eventos que eu participei ao longo de muitos anos, de todos os mestres e mestras que organizaram esse eventos… tem alguma mestra ou mestre que pode reclamar do meu comportamento com suas alunas?

 
Peço que se manifestem para que as pessoas que estão me julgando possam ouvir outras vozes. Eu tenho plena consciência do que realmente aconteceu, e do que são acusações falsas.

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
Ver mais:

(1) Masculinidade: Solon Diego Realização: Coletivo Ponto Art ( Jaqueline Elesbão, Nai Meneses e Anderson Gavião) Gravação: Gira Pompa (Malaika KB e Marise Urbano) Trilha sonora:Ives Padilha Intérprete de Libras: Gabriela Mattos (Pense Libras ) Locação: Casa Charriot www.coletivopontoart.com.br

(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

(4) MARIAS FELIPAS – Grupo de Estudos e Intervenção Feminista na Capoeira  CARTA DE REPÚDIO: https://mariasfelipas.wordpress.com/2020/03/18/carta-de-repudio

Contatos com a Mestra podem ser feitos por e-mail e via redes sociais: Instagram

Se coloquem no lugar do outro, usem a empatia; vocês gostariam desse tipo de julgamento sem ao menos serem ouvidas, sem que os fatos fossem apurados? Claro que não!

A pergunta que eu gostaria de colocar para quem me conhece: De todos os eventos que eu participei ao longo de muitos anos, de todos os mestres e mestras que organizaram esse eventos… tem alguma mestra ou mestre que pode reclamar do meu comportamento com suas alunas?

 
Peço que se manifestem para que as pessoas que estão me julgando possam ouvir outras vozes. Eu tenho plena consciência do que realmente aconteceu, e do que são acusações falsas.

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
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(1) Masculinidade: Solon Diego Realização: Coletivo Ponto Art ( Jaqueline Elesbão, Nai Meneses e Anderson Gavião) Gravação: Gira Pompa (Malaika KB e Marise Urbano) Trilha sonora:Ives Padilha Intérprete de Libras: Gabriela Mattos (Pense Libras ) Locação: Casa Charriot www.coletivopontoart.com.br

(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

(4) MARIAS FELIPAS – Grupo de Estudos e Intervenção Feminista na Capoeira  CARTA DE REPÚDIO: https://mariasfelipas.wordpress.com/2020/03/18/carta-de-repudio

Contatos com a Mestra podem ser feitos por e-mail e via redes sociais: Instagram

Se coloquem no lugar do outro, usem a empatia; vocês gostariam desse tipo de julgamento sem ao menos serem ouvidas, sem que os fatos fossem apurados? Claro que não!

A pergunta que eu gostaria de colocar para quem me conhece: De todos os eventos que eu participei ao longo de muitos anos, de todos os mestres e mestras que organizaram esse eventos… tem alguma mestra ou mestre que pode reclamar do meu comportamento com suas alunas?

 
Peço que se manifestem para que as pessoas que estão me julgando possam ouvir outras vozes. Eu tenho plena consciência do que realmente aconteceu, e do que são acusações falsas.

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
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(1) Masculinidade: Solon Diego Realização: Coletivo Ponto Art ( Jaqueline Elesbão, Nai Meneses e Anderson Gavião) Gravação: Gira Pompa (Malaika KB e Marise Urbano) Trilha sonora:Ives Padilha Intérprete de Libras: Gabriela Mattos (Pense Libras ) Locação: Casa Charriot www.coletivopontoart.com.br

(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

(4) MARIAS FELIPAS – Grupo de Estudos e Intervenção Feminista na Capoeira  CARTA DE REPÚDIO: https://mariasfelipas.wordpress.com/2020/03/18/carta-de-repudio

Contatos com a Mestra podem ser feitos por e-mail e via redes sociais: Instagram

Eu não sei as respostas certas, mas eu sei que é o trabalho de todos nós, e como mestres e mestras, temos mais responsabilidades, inclusive para não disseminarmos a cultura do ódio e do banimento social sem que antes seja dada a oportunidade do diálogo, e não do monólogo.

Então não omito que houve um grande mal entendido com a Dandara, de modo que este mal entendido foi rapidamente corrigido, tanto assim que tivemos uma reunião com ela e três outras pessoas em 2017, na qual demos o assunto por encerrado, mas neste momento – quase 03 anos depois -, começou essa campanha contra mim, por razões que não me parecem idôneas. Estão me transformando num assediador sistemático. Até pessoas que não me conhecem estão me julgando e me massacrando.

Se coloquem no lugar do outro, usem a empatia; vocês gostariam desse tipo de julgamento sem ao menos serem ouvidas, sem que os fatos fossem apurados? Claro que não!

A pergunta que eu gostaria de colocar para quem me conhece: De todos os eventos que eu participei ao longo de muitos anos, de todos os mestres e mestras que organizaram esse eventos… tem alguma mestra ou mestre que pode reclamar do meu comportamento com suas alunas?

 
Peço que se manifestem para que as pessoas que estão me julgando possam ouvir outras vozes. Eu tenho plena consciência do que realmente aconteceu, e do que são acusações falsas.

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
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(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

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Nunca pensei que passaria por um “julgamento social” sem sequer ser ouvido; será que hoje sou eu quem precise lutar para comprovar minha idoneidade, que sou uma pessoa íntegra?!

Pois bem, o contexto no qual se deu o mal entendido pode explicar a situação pela qual me julgam sem saber, mas admito, nunca adotei, nem insisti, em qualquer postura inapropriada que viesse a ferir a honra da Dandara.

É fato que nós homens precisamos escutar nossas irmãs e companheiras, e tento escutar. Como é que nós mudamos?  Como é que podemos juntos mudar essa cultura de masculinidade falsa?

Eu não sei as respostas certas, mas eu sei que é o trabalho de todos nós, e como mestres e mestras, temos mais responsabilidades, inclusive para não disseminarmos a cultura do ódio e do banimento social sem que antes seja dada a oportunidade do diálogo, e não do monólogo.

Então não omito que houve um grande mal entendido com a Dandara, de modo que este mal entendido foi rapidamente corrigido, tanto assim que tivemos uma reunião com ela e três outras pessoas em 2017, na qual demos o assunto por encerrado, mas neste momento – quase 03 anos depois -, começou essa campanha contra mim, por razões que não me parecem idôneas. Estão me transformando num assediador sistemático. Até pessoas que não me conhecem estão me julgando e me massacrando.

Se coloquem no lugar do outro, usem a empatia; vocês gostariam desse tipo de julgamento sem ao menos serem ouvidas, sem que os fatos fossem apurados? Claro que não!

A pergunta que eu gostaria de colocar para quem me conhece: De todos os eventos que eu participei ao longo de muitos anos, de todos os mestres e mestras que organizaram esse eventos… tem alguma mestra ou mestre que pode reclamar do meu comportamento com suas alunas?

 
Peço que se manifestem para que as pessoas que estão me julgando possam ouvir outras vozes. Eu tenho plena consciência do que realmente aconteceu, e do que são acusações falsas.

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
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(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

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Isso não quer dizer que consegui me livrar totalmente dessa cultura machista na qual fui educado desde pequeno.

 
Gente, em relação ao assunto que diz respeito à Dandara, tudo não passou de um grande mal entendido. Foi um erro de julgamento meu, e só. O erro de julgamento veio do contexto no qual nos encontrávamos, que eu não quero tornar público para não expor mais pessoas e causar a estas pessoas o mesmo dano pelo qual venho sofrendo diante das conclusões e indagações completamente equivocadas.

Nunca pensei que passaria por um “julgamento social” sem sequer ser ouvido; será que hoje sou eu quem precise lutar para comprovar minha idoneidade, que sou uma pessoa íntegra?!

Pois bem, o contexto no qual se deu o mal entendido pode explicar a situação pela qual me julgam sem saber, mas admito, nunca adotei, nem insisti, em qualquer postura inapropriada que viesse a ferir a honra da Dandara.

É fato que nós homens precisamos escutar nossas irmãs e companheiras, e tento escutar. Como é que nós mudamos?  Como é que podemos juntos mudar essa cultura de masculinidade falsa?

Eu não sei as respostas certas, mas eu sei que é o trabalho de todos nós, e como mestres e mestras, temos mais responsabilidades, inclusive para não disseminarmos a cultura do ódio e do banimento social sem que antes seja dada a oportunidade do diálogo, e não do monólogo.

Então não omito que houve um grande mal entendido com a Dandara, de modo que este mal entendido foi rapidamente corrigido, tanto assim que tivemos uma reunião com ela e três outras pessoas em 2017, na qual demos o assunto por encerrado, mas neste momento – quase 03 anos depois -, começou essa campanha contra mim, por razões que não me parecem idôneas. Estão me transformando num assediador sistemático. Até pessoas que não me conhecem estão me julgando e me massacrando.

Se coloquem no lugar do outro, usem a empatia; vocês gostariam desse tipo de julgamento sem ao menos serem ouvidas, sem que os fatos fossem apurados? Claro que não!

A pergunta que eu gostaria de colocar para quem me conhece: De todos os eventos que eu participei ao longo de muitos anos, de todos os mestres e mestras que organizaram esse eventos… tem alguma mestra ou mestre que pode reclamar do meu comportamento com suas alunas?

 
Peço que se manifestem para que as pessoas que estão me julgando possam ouvir outras vozes. Eu tenho plena consciência do que realmente aconteceu, e do que são acusações falsas.

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
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(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

(4) MARIAS FELIPAS – Grupo de Estudos e Intervenção Feminista na Capoeira  CARTA DE REPÚDIO: https://mariasfelipas.wordpress.com/2020/03/18/carta-de-repudio

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COMUNICADO OFICIAL MESTRE COBRA MANSA

Mestre Cobra Mansa, emitiu um comunicado oficial (06/04/2020) sobre a “denúncia de Dandara Baldez”. Após diversas conversas, aceitou nosso convite para o diálogo.

O Portal Capoeira, como um dos mais relevantes e democrático meio de comunicação especializado, pública em primeira mão o comunicado oficial, com o objetivo de entender a situação através dos olhos e dos sentimentos de “Cinézio Feliciano Peçanha”.

“Peço apenas que me ouçam (antes de me julgar)

Eu reconheço a luta das mulheres, pois tenho a convicção e conhecimento de que lutam por uma causa legítima, no sentido de impedir que atuem como coadjuvantes quando, em verdade, deveriam também ser protagonistas.

Isso não quer dizer que consegui me livrar totalmente dessa cultura machista na qual fui educado desde pequeno.

 
Gente, em relação ao assunto que diz respeito à Dandara, tudo não passou de um grande mal entendido. Foi um erro de julgamento meu, e só. O erro de julgamento veio do contexto no qual nos encontrávamos, que eu não quero tornar público para não expor mais pessoas e causar a estas pessoas o mesmo dano pelo qual venho sofrendo diante das conclusões e indagações completamente equivocadas.

Nunca pensei que passaria por um “julgamento social” sem sequer ser ouvido; será que hoje sou eu quem precise lutar para comprovar minha idoneidade, que sou uma pessoa íntegra?!

Pois bem, o contexto no qual se deu o mal entendido pode explicar a situação pela qual me julgam sem saber, mas admito, nunca adotei, nem insisti, em qualquer postura inapropriada que viesse a ferir a honra da Dandara.

É fato que nós homens precisamos escutar nossas irmãs e companheiras, e tento escutar. Como é que nós mudamos?  Como é que podemos juntos mudar essa cultura de masculinidade falsa?

Eu não sei as respostas certas, mas eu sei que é o trabalho de todos nós, e como mestres e mestras, temos mais responsabilidades, inclusive para não disseminarmos a cultura do ódio e do banimento social sem que antes seja dada a oportunidade do diálogo, e não do monólogo.

Então não omito que houve um grande mal entendido com a Dandara, de modo que este mal entendido foi rapidamente corrigido, tanto assim que tivemos uma reunião com ela e três outras pessoas em 2017, na qual demos o assunto por encerrado, mas neste momento – quase 03 anos depois -, começou essa campanha contra mim, por razões que não me parecem idôneas. Estão me transformando num assediador sistemático. Até pessoas que não me conhecem estão me julgando e me massacrando.

Se coloquem no lugar do outro, usem a empatia; vocês gostariam desse tipo de julgamento sem ao menos serem ouvidas, sem que os fatos fossem apurados? Claro que não!

A pergunta que eu gostaria de colocar para quem me conhece: De todos os eventos que eu participei ao longo de muitos anos, de todos os mestres e mestras que organizaram esse eventos… tem alguma mestra ou mestre que pode reclamar do meu comportamento com suas alunas?

 
Peço que se manifestem para que as pessoas que estão me julgando possam ouvir outras vozes. Eu tenho plena consciência do que realmente aconteceu, e do que são acusações falsas.

Agradeço sua atenção e a possibilidade de falar a minha versão dos eventos.”

Mestre cobra mansa.

 

Também entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas em colaboração com a criação de ambientes mais seguros para mulheres na capoeira e em todas as manifestações ligadas direta e indiretamente a cultura popular, é preciso parar para refletir e pensar em ações que fomentem o entendimento do FEMINISMO e da responsabilidade de todos nós, que lutamos por uma capoeiragem sem preconceito, sem credo, sem raça e sem cor… fortalecendo e legitimando a luta anti-machista e patriarcal.
 
 
 

 
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(1) Masculinidade: Solon Diego Realização: Coletivo Ponto Art ( Jaqueline Elesbão, Nai Meneses e Anderson Gavião) Gravação: Gira Pompa (Malaika KB e Marise Urbano) Trilha sonora:Ives Padilha Intérprete de Libras: Gabriela Mattos (Pense Libras ) Locação: Casa Charriot www.coletivopontoart.com.br

(2) MANIFESTO DAS MULHERES DO GT SSA RMS SALVAGUARDA BAHIA

(3) O vídeo relativo ao Mestre Cobra Mansa foi veiculado por whatsapp, não encontramos em nenhuma plataforma de rede social.

(4) MARIAS FELIPAS – Grupo de Estudos e Intervenção Feminista na Capoeira  CARTA DE REPÚDIO: https://mariasfelipas.wordpress.com/2020/03/18/carta-de-repudio

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30 Mar 2020

Abuso de menor: Professor de capoeira é condenado a 8 anos por estuprar aluna em Brasiléia – Acre

Abuso de menor: Professor de capoeira é condenado a 8 anos por estuprar aluna em Brasiléia – Acre

O Juízo da Vara Criminal da Comarca de Brasiléia condenou um professor de capoeira (ELWIS JHONNATAN MARTINS FERREIRA) a oito anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, por ele ter cometido o crime de estupro de vulnerável, previso no artigo 217-A do Código Penal.

 

NOTA DO EDITOR:

Após receber diversas mensagens de amigos próximos, cuja a coerêcia e respeito pela nossa arte e por este meio de comunicação ficam claros na forma polida e frontal que me abordaram, venho esclarecer e retratar informação da imagem que ilustra esta matéria(1).

Nunca é facil ou simples publicar uma matéria como esta… Existem inumeras situações e arestas que tem de ser averiguadas antes de simplesmente “lançar a bola ao alto”, dito isto, foi feita por parte deste site uma pesquisa mais abrangente aos fatos relatados em 4 meios de comunicação, cujo os dois mais relevantes estão referidos nas fontes da notícia, assim como o site da Justiça do Estado do Acre, onde encontrei o original da edição n°6.559, do Diário da Justiça Eletrônico, da segunda-feira, 23. Depois de ler e reler as informações, tentei validar a imagem, que em ambos os sites é apresentada (Acredito que os interessados também devam procurar a edição destes sites para corrigirem a imagem), porém não encontrei nada mais claro ou incontestável. Descobri que o condenado (ELWIS JHONNATAN MARTINS FERREIRA) é proprietário de uma empresa denominada Blackout Films (ver link)  Entretanto após ler diversos comentários e chegar até o Perfil do condenada através de uma das respostas do post na rede social, posso confirmar que a nova imagem desta matéria reflete a verdade e o compromisso deste importante meio de comunicação de fazer valer a seriedade e coerência dos fatos!

Muito obrigado pela parceria e confiança – Luciano Milani – Editor

 

Conforme é relatado nos autos, a adolescente tinha 13 anos de idade, na época dos fatos, e foi à casa do acusado assistir um filme, quando eles foram para o quarto. A vítima relatou, em seu depoimento, que mudou de ideia quanto a ter relações com ele.

Seguindo a legislação, que enfatiza que relações sexuais com menores de 14 anos de idade configura estupro de vulnerável, o acusado foi condenado. A sentença está publicada na edição n°6.559, do Diário da Justiça Eletrônico, da segunda-feira, 23.

O juiz de Direito Clóvis Lodi, titular da unidade judiciária, foi o responsável pelo julgamento. O magistrado relatou que o réu não compareceu a audiência, tendo sido decretada à revelia do acusado. Mas, o juiz rejeitou a tese da defesa dele.

“Portanto, não assiste razão à tese defensiva pela absolvição, pois as provas são robustas em demonstrar que manteve relação sexual com a vítima, mesmo sabendo ser menor de 14 anos de idade, sendo a condenação a única medida cabível ao caso.

Abuso de menor: Professor de capoeira é condenado a 8 anos por estuprar aluna em Brasiléia - Acre Notícias - Atualidades Portal Capoeira 1

 

MAIS INFORMAÇÕES: Texto retirado da Edição n°6.559, do Diário da Justiça Eletrônico, da segunda-feira, 23.

EDITAL DE INTIMAÇÃO DE ADVOGADOS – RELAÇÃO Nº 0180/2020

ADV: FRANCISCO VALADARES NETO (OAB 2429/AC), ADV: GISELI ANDRÉIA GOMES LAVADENZ (OAB 4297/AC), ADV: HADIJE SALIM PAES CHAOUK (OAB 4468/AC) – Processo 0001187-06.2018.8.01.0003 – Ação Penal – Procedimento Ordinário – Estupro de vulnerável – RÉU: Elwis Jhonnatan Martins Ferreira – Leandro Marcolino de Oliveira – (..) Ante o exposto, JULGO PARCIALMENTE ELWIS JHONNATAN MARTINS FERREIRA PROCEDENTE os pedidos formulados na denúncia para:

A) CONDENAR o réu pela prática do crime previsto no artigo 217 – A, do Código Penal; e B) ABSOLVER o réu LEANDRO MARCOLINO DE OLIVEIRA, com fundamento no art. 386, I, do CPP. Atento ao disposto no art. 68, caput, do mesmo diploma legal, passo à dosimetria da pena.

DOSIMETRIA DA PENA DO RÉU ELWIS JHONNATAN MARTINS FERREIRA

Analisando as circunstâncias do art. 59 do Código Penal, verifico : A) culpabilidade: o réu agiu com culpabilidade normal à espécie, nada tendo a valorar. B) bons antecedentes: o réu é portador de bons antecedentes. C) personalidade: não há elementos acerca de sua personalidade, logo não há o que ser valorado; D) conduta social: nada há a respeito da sua conduta social, razão que não será valorado; E) motivo do crime: é punido pelo próprio tipo penal, razão pela qual deixo de valorá-lo; F) circunstâncias: nada há a valorar. G) consequências do crime: normal à espécie, nada tendo a valorar. H) comportamento da vítima: em nada influenciou na prática do delito.

À vista das circunstâncias analisadas individualmente, fixo a pena base em 8 (oito) anos de reclusão. Ausente circunstâncias atenuantes e agravante, razão pela qual fixo a pena provisória em 8 (oito) anos de reclusão. Ausentes causas de aumento ou de diminuição de pena, pelo que torno definitiva e concreta a pena do réu ELWIS JHONNATAN MARTINS FERREIRA de 8 (oito) anos de reclusão. Na esteira do que determina o art. 33 do Código Penal, fixo, como regime inicial de cumprimento de pena, o SEMIABERTO, observada a hediondez do crime (art. 1º, VI, da Lei 8072/90). Verifico que, na situação em tela, não é cabível a aplicação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, uma vez que o réu não preenche os requisitos do art. 44, do Código Penal. Impossível aplicar ao caso em tela suspensão condicional da pena, posto que o réu não preenche os requisitos do art. 77, do Código Penal.

Após o trânsito em julgado, lance-se o nome do sentenciado no rol dos culpados, oficie-se à Justiça Eleitoral para os fins do artigo 15, inciso III, da Constituição Federal, expeça-se o necessário para execução da pena e efetivem-se as demais formalidades legais.

Condeno o réu Elwis Jhonnatan Martins Ferreira pelo pagamento das custas processuais, pois defendido por advogado particular. Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Brasiléia-(AC), 18 de março de 2020. Clovis de Souza Lodi Juiz de Direito

 

Fontes:

https://www.juruaemtempo.com.br/professor-de-capoeira-e-condenado-a-8-anos-por-estuprar-aluna-no-acre/

https://folhadoacre.com.br/policia/professor-de-capoeira-e-condenado-a-8-anos-por-estuprar-aluna-em-brasileia/

https://diario.tjac.jus.br/edicoes.php

 


(1) REPERCUSSÕES

* Para esclarecer a questão: (RESPOSTA DADA NA REDE SOCIAL)

  1. A imagem utilizada é a imagem referida na matéria original citada nas fontes da notícia.
  2. Fiz uma pesquisa exaustiva e não consegui encontrar outra imagem com o indivíduo condenado. Inclusive citei isso na legenda da foto no PortalCapoeira.com
  3. Já recebi diversas informações de amigos próximos que fazem parte do ABADA me informando do assunto e ajudando a resolver o problema.

Obrigado pela atenção e pela disponibilidade… Irei reavaliar a imagem utilizada na matéria pois parece que não reporta a verdade…

 

Professor Perninha: (através da rede social)

Boa noite Milani, tudo bem? Nos conhecemos em uma roda do Fantasma no Porto e o motivo deste contato é lhe pedir um favor. Foi veiculada uma reportagem hoje pelo seu canal Portal da Capoeira sobre um grave crime envolvendo um professor de capoeira no Acre, relacionado a abuso de um menor. Equivocadamente, a foto da reportagem é claramente de um evento da Abadá-Capoeira e inclusive encobre o rosto do rapaz que está jogando (também com uniforme da Abadá), o que induz ao pensamento de que seja ele o autor de tal crime. Este fato não é verdade, pois na reportagem cita o nome do acusado, que por acaso tem perfil no Facebook com diversas fotos, o que contraria a legenda de sua reportagem com relação a dificuldade de uma imagem do acusado. Acredito que tenha sido involuntário o erro e peço que seja corrigido o quanto antes (removendo a foto), para não prejudicar pessoas que não tem nada a ver com esse crime. Agradeço a atenção. Professor Perninha.

Obrigado também aos amigos: Cau, Marcelo Lampanche e Boiadeiro pela educação e compromisso com a verdade.

16 Ago 2019

Professor de crianças autistas é condenado por abuso sexual infantil

Ele filmava e fotografava estupros de alunos e divulgava imagens na dark web, parte da internet profunda que promete anonimato

Jovem e educado. Morador de um bairro nobre de São Paulo. Indicado por uma psicóloga e referendado pela passagem por uma escola especializada no ensino de crianças com autismo. O professor de música e capoeira Pedro Henrique Barbosa, 33, parecia ser alguém acima de qualquer suspeita.

Era nesta condição que ele ministrava aulas particulares para crianças atípicas em São Paulo, cujas famílias, de classe média alta, abriram suas casas e confiaram em seu trabalho.

Nesta semana, Barbosa foi condenado a 90 anos, 6 meses e 20 dias de prisão pelo estupro de dois alunos. Ele gravava, em foto e vídeo, os abusos e divulgava essas imagens na chamada dark web, espécie de abismo da internet profunda, ou deep web, que promete anonimato e, portanto, concentra atividades criminosas.

O professor de capoeira e música Pedro Henrique Barbosa, condenado por estupro de crianças autistas

Foi a partir do cruzamento e comparação das imagens dos abusos divulgadas por Barbosa na dark web com fotos postadas por ele em seu perfil no Facebook que a Polícia Federal chegou à autoria dos crimes e a suas vítimas. Entre elas, João (nome fictício), 11.

 

Barbosa já estava preso desde outubro do ano passado, quando foi alvo da Operação Mestre Impuro .

 

Advogada experiente, sua mãe, Patrícia (nome fictício), 50, se sentou diante do delegado do caso como se fosse sua primeira vez numa delegacia. Dele, ouviu que seu filho autista havia sido abusado pelo professor.

“Eu surtei. Chorava. Não conseguia levantar da cadeira. Não tinha força física”, lembra ela, que diz ter voltado a si apenas oito horas depois.

Desesperada, ela levou o filho ao pronto-socorro no hospital Albert Einstein para obter um kit profilático para vítimas de violência sexual. Trata-se de um coquetel de medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

“Cheguei lá e descobri que eles não tinham protocolo médico para o atendimento de criança abusada. Isso em um dos hospitais mais renomados do país”, diz.

Procurado, o hospital Albert Einstein diz que tem protocolo de atendimento para vítimas de violência sexual.

Patrícia agonizou por 21 dias até ver os resultados de exames de sífilis, Aids e hepatite.

Ao buscar atendimento psicológico para abuso sexual de crianças atípicas, outra decepção.

“Simplesmente não existe! A gente não está nada preparado para a realidade. E a realidade é essa tragédia que eu estou vivendo.”

Ela conta que, desde que seu filho foi diagnosticado como autista aos dois anos, sua casa passou a ser frequentada por um “exército de terapeutas”, que contratava depois de aferir competências e antecedentes criminais.

Barbosa foi indicação de uma psicóloga que fazia a coordenação das terapias de João. “Fiquei culpada porque aceitei a indicação e não fui atrás das informações que geralmente buscava”, admite. “E tento me consolar pensando que, se o tivesse investigado, não encontraria nada porque ele era réu primário.”

Professor de crianças autistas é condenado por abuso sexual infantil Notícias - Atualidades Portal Capoeira

A mãe conta que sempre teve um pé atrás com quem lidava diretamente com João porque a comunicação dele é ruim. “Eu temia os maus-tratos porque a gente ouve relatos sobre crianças autistas que sofrem violência, mesmo em escolas caríssimas”, diz. “Em casa, a porta estava sempre aberta, com alguém de olho.”

Em 2017, dois anos depois das primeiras aulas de Barbosa, o professor sugeriu um encontro semanal na praça da vizinhança, para que João interagisse com outras crianças. A mãe consentiu.

“Vimos que estava tudo bem e baixamos a guarda. Foi nosso maior erro”, lamenta.

O professor era vizinho do local e levava João para sua casa às escondidas. Era lá que os abusos ocorriam.

“Não tenho como não sentir culpa. Até isso acontecer, minha maior preocupação era como meu filho ficaria depois que eu morresse. Depois disso, passei a pensar: ‘de que adianta eu estar viva se uma coisa dessas aconteceu debaixo do meu nariz?’.”

Em retrospecto, Patrícia percebe que João deu os sinais que pôde para indicar que havia algo errado.
“Ele começou a ficar nervoso e irritadiço. Gritava muito e se agredia”, conta ela, que o levou ao médico e recebeu a indicação de aumento na dosagem de antidepressivo.

“Eu silenciei a reação dele, e isso me corrói. Mas sou apenas a mãe de um menino atípico. Como é que nenhum dos terapeutas ou médicos levantou outras hipóteses para aquela alteração?”, revolta-se.

Segundo especialistas, entre os sinais apresentados por crianças abusadas, a mudança repentina de comportamento é o principal.

“Claro que você pensa que esse tipo de coisa não acontece com a sua família. E eu descobri que acontece com todo mundo, que é sempre alguém próximo, em geral familiar. E que o que as pessoas fazem é jogar pra debaixo do tapete.”

Patrícia diz que a condenação não lhe trouxe satisfação. “Só fez voltar a raiva. Ainda que seja bom saber que ele está atrás das grades, me dá medo imaginar que, em 30 anos, ele estará de volta às ruas e poderá fazer novas vítimas.”

Fernanda Mena – Folha de São Paulo – https://www1.folha.uol.com.br