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Portugal. Gravação Ao Vivo do Novo CD de Mestre Alexandre Batata

Um dos grandes cantadores da capoeira, mestre Alexandre Batata, está com tudo preparado para a gravação de seu novo CD. A novidade neste projeto é forma inteligente e interativa que o capoeirista concebeu para viabilizar a produção e a gravação ao vivo de seu CD que será realizado em Matosinhos, Portugal, com participação efetiva da plateia. Cada espectador irá pagar 10,00€ para assistir e participar da gravação e terá direito a uma cópia do CD que será enviada diretamente para a sua residência ou retirada em pontos a serem definidos pela organização. Vale a pena conferir e até investir nesta ótima idéia!!!

Luciano Milani

Gravação Ao Vivo do Novo CD de Mestre Alexandre Batata

Caro Luciano Milani

Depois de muito adiar chegou a hora de botar de novo a boca no mundo.

“A saudades no coração do capoeira é igual a uma rasteira, ou não.” (Mestre Tony Vargas e Caetano Veloso)

Pode não ser uma rasteira e sim fonte de inspiração, nestes nove anos longe do Brasil só me restou cantar para não morrer de banzo, e nestas cantorias nasceram algumas cantigas para roda de capoeira que muitos já conhecem e que agora vou editar.

É muito difícil, quando se tem auto-crítica, lançar um produto no mercado. Acho que todo mundo tem direito a lançar um cd, mas como  sou super crítico o medo me impediu até agora. Com a cara e a coragem vou fazer um trabalho de improviso  cantando músicas inéditas  e outras que plagiaram, assim como temas tradicionais e perpétuos no universo musical capoeirístico e fazer com que, quem esteja na gravação, no mínimo, saia de lá feliz.

Não vou tocar na Bateria, vai ser composta por amigos meus.

Escolhi fazer no Porto na academia de Mestre Chapão, o qual eu considero um grande cantador. E que, para meu orgulho, aprendeu a cantar ouvindo o Raízes D`ÁFRICA.

A ideia deste trabalho é sentir o coração bater a mil com a presença da galera num coro espontâneo e cheio de axé.

Serão três horas de gravação que depois serão mixadas em estúdio.

As pessoas que forem à gravação pagarão 10€. Preencherão uma ficha de cadastro e quando tiver o produto final, receberão o cd via seus Mestre, em casa ou nas festas de lançamento.

Espero que os capoeiras dividam comigo este momento.

Milani você é o reporter – acho que com isto você ponha uma azeitona na minha empada

Local: Disco e Restaurante Mantra

Av. Vila Garcia de Arosa,nº: 970 – Fonte Luminada, Matosinhos, Porto, Portugal.

Sábado, 24 de Abril de 2010

Começo da gravação: 20h

Chegar pelo menos 30 minutos antes

 

Parte de Uma das novas composições do Artista:

Eu e as lendas – Alexandre Batata

Na companhia, na beira do cais,
Eu ainda era rapaz, tremenda vadiação,
Berimbau dobrava
E eu me arrastava no chão,

Das pernadas de Ciriaco, – coro
Eu me arrastava no chão –  coro

E de tardinha, na praia avermelhada,
Pelo sol que ia embora
Atrás da lua amada,
Eu e Manduca, na areia era jogada

A mais linda capoeira,          – coro
E eu não pensava em nada   – coro

Mestre Kenura: Lançamento do Cd Capoeira Água de Menino

Almerito Almeida Santos , é um destes Mestres de estilo "DISCRETO", é destas pessoas que trabalham por uma causa maior… sem a vaidade de "aparecer".
Mestre Kenura, mesmo indiretamente é responsável pela formação cultural e sucesso de muitos CAPOEIRISTAS, hoje espalhados pelos 7 mares…
 
Conheci Mestre Kenura no final da década de 90, na Casa de Capoeira Malungos, Pinheiros, SP. Figura serena, sábia e que contagiava a todos com seu amor incondicional a capoeira.
 
Fico imensamente feliz, de que após tanto tempo, encontre este sensacional Malungo, remando… tocando o barco… e disseminando cultura e conhecimento por este "Mundão de meu Deus"…
 
Muito paz e sucesso com o "Água de Menino"
 
Luciano Milani
Mestre Kenura  – Capoeira água de menino
 
A"Capoeira água de menino" é um estilo criado e desenvolvido pelo Mestre Kenura que aplica, também, angola e regional, além de trabalhar com manifestações folclóricas inerentes à mesma cultura, como samba de roda, maculelê, frevo, entre outras.
Neste seu segundo disco, Kenura apresenta além de composições próprias, toques e ladainhas da capoeira regional e da capoeira angola, sambas de roda, apresentando a capoeira como forma de expressão, ressaltando seu aspectos folclóricos, dança e movimentos. O disco gravado pelo grupo de capoeira Água de Menino, contou ainda com as participações especiais de Dinho Nascimento e Gereba.
 
ficha técnica:
 
MESTRE KENURA – Almerito Almeida Santos
Voz, berimbau, atabaque, pandeiro, agogô, letras e arranjos
Grupo Água de menino – instrumentação
Anne Dieterich (coro)
Ariene Leite (coro)
Eduardo Donine (coro)
Felipe Soares (coro, acordeon)
Fernanda Yazbeck (coro)
Helena Alessi (coro)
Helena Giordano Salgado (coro)
Joana Junqueira (coro)
José Antonio S. Prata (coro)
Maitá Figueiredo (coro)
Majoí Fávero Gongora (coro)
Mariana Laura (coro)
Rafael Côrrea Leme (coro)
Regina Cassimiro (coro)
Rogério Vilas Boas (coro)
Tati Ribeiro (coro)
Theresa Dino (coro)
Tomé Borba (coro)
Uilson Domingues (coro)
 
Participações especiais:
 

Bruno Prado (atabaque)
Dinho Nascimento (atabaque, chocalho e pandeiro)
Elisete Aparecida de Castro (coro)
Enimar dos Reis (coro)
Gabriel Nascimento (atabaque, surdo, pandeiro e berimbau)
Gereba (violão e viola)
Marcos de Freitas Santos (atabaque, agogô e berimbau)
Sandra Virgínia de Castro (coro)
Silvana Maria de Castro (coro)
Sonia Regina de Castro (coro)
 
 

Nota de falecimento: Mestre Marujo

Chora Capoeira… Capoeira Chora…
Chora Capoeira… Mestre Marujo foi-se embora…
 
Parte aos 45 anos, Mestre Marujo, que fazia parte do Grupo de Mestres Capoeiragem entre Camaradas, sofreu um infarto fuminante no dia 10 de Novembro de 2006 as 21hs, durante uma roda de capoeira no Rio de Janeiro.
 
O velório e o sepultamento foram realizados no sábado de 11 de Novemvro ás 17 hs
Estiveram presentes os familiares e amigos do Mestre.
 
Fica aqui nossa homenagem a este grande Mestre de Capoeira que agora foi vadiar com outros grandes e saudosos Mestres.
 
Vai na paz mestre Marujo e que o senhor continue com o movimento da "Capoeiragem entre Camaradas" ai, nesta roda no infinito…
Depoimento de uma aluna do Mestre:
 
"Eu joguei com o Marujo nessa roda e tenho muita lembrança boa dele, Marujo participou de uma das melhores lembranças que tenho de todos os esportes que já fiz. Me ensinou muito e me defendeu por muitas vezes em rodas estranhas.
Faço esta homenagem pelo homem que foi, pelo mestre, pelo amigo, pelo capoeira, pela dedicação total que sempre teve com a arte e também pelo cuidado com seus alunos que ele sempre teve, preocupação também com os alunos de amigos, como era o meu caso.
Mestre Marujo deixará infinitas saudades para os capoeiristas dedicados de corpo e alma.
 
Eterna lembrança de uma linda capoeira. Era tão capoeira de alma, que conseguia antingir o ponto aonde não sabíamos se ele estava jogando ou brincando e quando menos esperava ele te colocava em "cheque".
Mestre, vc fará falta mas estará (como sempre esteve) na lembrança de todos os seus amigos e irmãos da capoeira e fora dela também. Que papai do céu te receba com todo o carinho que vc merece. Sei que vai olhar pelos amigos daki da terra e sei também que sempre estará nas rodas ao pé do berimbau quando ouvir o gunga chamando."
 
Maria Fernanda Meza
"Iêêêê
o vento que venta no mar,
traga a sereia pra me ver cantar,
(coro)
o vento que venta no mar,
traga a sereia pra me ver jogar,
(coro)
o canto que eu canto na roda,
é pro capoeira jogar,
o capoeira é um cabra forte,
que joga versos no olhar,
na cantiga ele manda a mensagem,
no coração algo bom tem pra lhe dar,
ele aceita qualquer desafio,
pq não tem medo de lutar,
pq vale a pena correr o risco,
para seu grande amor n abandonar,
o vento que venta no mar,
traga a sereia pra me ver cantar,
(coro)
o vento que venta no mar,
traga a sereia pra me ver jogar,
(coro).."

As músicas vencedoras do Festival de Cantigas Capoeira pela Paz

 
ID
Músicas
Festival de Cantigas Capoeira pela Paz
MÉDIAS
Conteúdo – Mensagem
Carater Poético – Contemporaniedade
Publíco
Final
!!!!!
014
Aqui você não vai Jogar
6,33
6,33
5,83
5,67
0,00
6,04
011
O Grito do Capoeira
5,83
6,00
5,83
5,83
0,25
5,94
019
na roda só amizade
5,83
5,50
5,00
4,67
1,00
5,50
016
Capoeira vem jogar
5,67
6,00
5,17
5,00
0,00
5,46
006
não não não não, violência e drogas sempre diga não
5,67
5,83
5,17
4,83
0,25
5,44

 
Aqui você não vai jogar
Por (Monitor Atrazado)
Ritmo:


Que mania é essa de maldade
De alguém que não tem respeito
Sai arranjando confusão
Dizendo que não tem medo
Qualquer dia meu amigo
Você acaba se dando mal
Não poderá entrar na roda
Onde houver berimbau
De que vale tudo isso
Se não será respeitado
Seja calmo e tranqüilo
Que um dia será lembrado
Faça como o grande mestre
Que foi um poço de humildade
Eu falo do mestre Pastinha
Que aqui deixou saudades.
 
A brincadeira vai rolar
Não quero ver você brigar
 
Eu jogo aqui eu jogo lá
Sempre procuro respeitar
 
Coro
 
Sou amigo de todo mundo
Em todas as rodas eu posso entrar
 
Coro
 
Você que se diz valentão
Aqui você não vai jogar
 
Coro
 
Você só arranja confusão
Aqui todo mundo é da paz

O grito do Capoeira     
Por Luciano Milani e Alunos da Capoeira Mogadouro
Ritmo: Angola mais acelerada (Corrido)


 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
Para rico ou para o pobre… para qualquer cidadão
No jogo da capoeira, companheirismo meu irmão
 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
Quando olho para a rua, de noite na escuridão
Camarada eu só vejo: Violência e agressão
 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
De repente vejo a lua com todo seu esplendor
Penso logo em São Jorge, sinto paz e sinto amor
 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
Então olho com mais calma e vejo tudo em seu lugar
Vejo a Lua e as Estrelas, refletidas pelo mar
 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
Quando vejo as crianças e o futuro em suas mãos
Carinho , comida, escola esta é a solução
 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
Na roda de capoeira, Ijexá e Oração
Berimbau e atabaque, ritmo do coração
 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
Quando Jogo capoeira quando canto esta canção
No pé do meu berimbau faço esta louvação
 
E e e e e …… eu quero Paz e União…
E e e e e …… com amor no coração…
 
Seja noite ou seja dia, na cidade ou no sertão
O capoeira grita alto… Pede Paz e União!!

Na roda só amizade     
Por lee capoeira
Ritmo: angola ( ladainha )


 
pra que tanta violência?
pra que tanta violência?
o que é isso camará?
capoeira tem cadência
não bata pra machucar
não destrua sua essência
com seu jeito de jogar
capoeira é uma criança
começou ha engatinhar
um passo devagarinho
e aprendeu a caminhar
hoje anda pelo mundo
esta em todo lugar
 
o segredo dessa luta, ai meu deus
não tá em saber bater
nem tambem na violencia
que você aprendeu fazer
tá em sua agilidade, ai ai ai
na sua força interior
na destreza e na beleza
de quem é um jogador
jogador de capoeira
não seja tão violento
desenvolva a capoeira
mostre aqui o seu talento
jogue um jogo maneiro
não, não jogue sua maldade
viva a PAZ e não a guerra
acabe a rivalidade
leve a PAZ ao mundo inteiro
e na roda…só amizade, camaradinha…!
 
iê viva capoeira/ iê viva a capoeira camará
ela é mandingueira/ iê é mandingueira camará
iê viva meu mestre/ iê viva meu mestre camará
iê que mim ensinou/ iê que mim ensinou camará

Capoeira vem jogar     
Por Lampanche e Renata
Ritmo: Benguela


 
Capoeira vem jogar
Vem soltar a sua mandiga
vem esquecer essa besteira….
De partir sempre pra briga
 
Capoeira vem jogar
Com muito amor no coração
Vem mostrar pra essa gente
Que violência não é solução
 
Capoeira vem jogar….
 
coro
 
Capoeira é luta nossa
Que veio nos presentear,
Com toda sua mágia
Que nasceu pra libertar
 
Capoeira vem jogar….
 
coro
 
Capoeira vem jogar,
Vem passar sua emoção
Vem espalhar a paz na roda
Para todos os seus irmãos
 
Capoeira vem jogar…..
 
coro
 
Vamos jogar capoeira,
Essa arte brasileira
Simbolizando a paz
Num gesto de brincadeira
 
Capoeira vem jogar … 

Não Não, Não Não, violência e droga sempre diga não     
Por Cleo dos Santos Garcia
Ritmo:


 
O capoeira quando canta
Ele canta em harmonia
Sempre levando suas mensagens
Que vale pro dia a dia
Cada dia é uma historia
Cada historia é um dia
Quando me lembro de violência e droga
Da-me muita agonia
A agonia de saber
Que a humanidade esta se acabando
Praticando a violência e as drogas as usando
Pois aqui deixo meu recado
Para toda uma nação
Vamos gritar bem alto
Droga e violência sempre digam não
 
Coro: não não, não não
 
Capoeira me ensinou a dizer drogas não
 
Coro: não não, não não
 
A violência pra mim esta guardada a sete palmo do chão
 
Couro: não não, não não
 
Eu quero é só amor e confraternização
 
Coro: não não, não não
 
Por isso meu povo violência e drogas sempre digam não
 
Coro: não não, não não
 
Com isso camaradas
Se afaste das drogas
Pois ela derruba
O difícil depois é levantar do chão
 
Coro: não não, não não
 
Pois cultive a paz
E também harmonia
Isso é só alegria
No cotidiano de toda população
 
Coro: não não, não não
 
Oi quando oferecerem a tal de droga
Espalme sua mão e diga não
 
Coro: não não, não não
 
Fica minha mensagem para todo mundo
Que tem amor no coração
 
Coro: não não, não não

CÂNTICOS

O conteúdo dos cânticos exalta as qualidades do chefe da roda, relata a sua origem ou se refere a fato, personagem ou ocorrência notáveis, atuais ou históricos.
A forma de cantar valoriza o tom das vogais antes que a pronúncia correta das consoantes, adquirindo sonoridade mântrica, em harmonia com o tom do berimbau. O canto e som do berimbau se fundem, no estilo angola, numa toada monótona, em que a presença do refrão empresta semelhança à ladainha, dum caráter suave, pacífico, extremamente cativante, permitindo movimentos mais lentos, relaxados, controlados, de grande belez. Enquanto no estilo regional, o ritmo marcial, mais acelerado, impõe maior velocidade aos movimentos, tornando-os mais agressivos, de caráter reflexo, instintivos e obrigando a maior afastamento entre os parceiros. Cada mestre tem um estilo próprio de tocar e cantar, modificando tema e conteúdo dos cânticos, os quais passam então a identificar cada roda pelo seu fundo cultural litero-filosófico, destacando-se o curto improviso, a chula1, reliquat da dança popular portuguesa deste nome.
Além desta, encontramos como categorias de cânticos, o corrido2, as quadras3 e a ladainha4.
O conteúdo dos cânticos geralmente faz parte do repositório da comunidade a que pertence a roda ou repertório própria roda, tais como referências a fatos, personagens históricos, reverenciando-os consoante sua livre escolha, tecendo comentários de conteúdo filosófico ou ligados à sabedoria popular, ditos e axiomas. Destacamos o oriki (chamado de chula pelo Mestre Bimba nos primórdios da regional, conhecido como ladainha entre os atuais angoleiros), a louvação africana, saudação laudatória aos mestres, à terra natal, aos amigos, a Deus, aos Santos e aos orixás, que empresta caratér individual a cada grupamento ou roda.
O coro, ritornelo, refrém, estribilho ou refrão, une todos os presentes num canto orfeônico extremamente contagiante, criando uma atmosfera energética que transforma o grupamento social numa entidade global, capaz de geral um estado transional coletivo.

Consoante o estilo e o temperamento do mestre e, portanto, da roda, há uma nítida preferência pelo suavidade e lentidão da ladainha (predominante entre os angoleiros) ou pelo calor e velocidade do corrido (mais a gosto dos regionais).

1-Curto "improviso" de apresentação ou identificação entoado pelo cantador a título de abertura da sua composição. Geralmente faz a louvação dos seus mestres, da sua origem, da cidade, de fatos históricos, de algum outro elemento do fundo cultural da roda. Freqüentemente os cantadores usam uma chula como introdução aos corridos e às ladainhas, durante a qual é sugerido ou indicado refrão a ser entoado pelo coro.

2-A própria denominação já traduz, ou lembra, a aceleração do ritmo que o caracteriza, juntamente com o nexo entre o verso do cantador e o refrão do coro que o repete parcial ou totalmente. O cantador entoa versos de frases simples, curtas, freqüentemente repetidas, e cujo conjunto é usado como refrão pelo coro da roda. O conteúdo do trecho cantado pode ser retirado duma quadra, dum mote, duma ladainha, dum corrido, ou do fundo comunal litero-filosófico da roda ou grupo social. A diferenciação no entanto só aparece com nitidez durante a audição do conjunto, pois o mesmo conteúdo poderá ser cantado numa ou noutra categoria conforme a impostação da voz, ritmo, compasso e aceleração que o cantador, a orquestra, coro vocálico e o acompanhamento das palmas, além da própria estrutura, emprestam ao trecho.

3-Curta estrofe de quatro versos, sem interrupção, de conteúdo variável, algumas vezes fazendo sotaques ou advertências jocosas a algum companheiro ou a fatos ou lendas da roda. Geralmente termina com uma chamada ou advertência ao coro, como "Camará!", "Vorta du mundu!", "Aruandê!", "Aruandi!", "Iêê!", "Êêê!", entre tantas outras.

4-A ladainha é o ritmo dolente, lento, como na reza de mesmo nome na igreja católica, o coro repetindo o refrão independentemente do trecho entoado pelo cantador. O conteúdo da ladainha corresponde a uma oração longa, mensagem, desdobrada e relatada em curtas estrofes entrecortadas pelo refrão.

Cantos, Toques de Berimbau e suas variações

* Matéria especialmente publicada a pedido de Paulinha Staniscia – Orkut

  • Transformação (Geraldo, Núbia, Rita e Mestre Polêmico)

O jogo da capoeira não é só luta, não é só dança, é uma mistura
Não é só esporte, nem só cultura… é resultado de muita labuta
Trajetória de uma nação oprimida e marginal
Manifestação séria e original… é busca de transformação
Ao final dessa história, com uma escola pública de valor
A sabedoria não é do povo, nem do doutor
É da sociedade que se constrói com trabalho e glória


Legenda
 
C – Com (a batida com a baqueta no arame é aguda, ou seja, com a pressão da pedra ou dobrão)
K – Caxixi (Som produzido pelo balançar do caxixi, chocalho que acompanha o berimbau)
M – Moeda (representa o som produzido pelo contato entre a moeda ou pedra e o arame de aço )
S – Sem (som grave produzido pela batida da baqueta sem a pressão da moeda ou pedra)
T – Tempo (não há som produzido por baqueta, pedra ou caxixi)
Não foi levada em consideração a diferença sonora produzida pela cabaça, que pode estar ou não encostada na barriga.


Angola – domínio popular

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Primeira variação

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Segunda variação

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Terceira variação

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Santa Maria – Santa Maria (domínio popular)
Santa Maria, mãe de Deus (coro)
Eu cheguei na igreja e me ajoelhei
Eu cheguei na igreja e me confessei

Santa Maria – domínio popular

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Idalina – Idalina (domínio popular)
Ô, Idalina (coro)
Tira de lá, bota cá
Ô, Idalina
Tira de cá, bota lá
Ê de lá, bota cá
Ê de cá, bota lá
Ô Idalina

Idalina – Mestre Bimba (adaptado pelo Meia Lua)

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Sai, Sai, Sai Catarina (domínio popular)

Sai, sai, sai Catarina,
Saia do mar, venha ver Idalina (coro)
Sai, sai, sai Catarina,
Saia do mar, venha ver, venha ver
Catarina minha nêga,
Saia do mar, venha ver, venha ver
Sai, sai … (coro)

Adão – São Bento Pequeno (domínio popular)

Eu fui à Bahia (bis), na roda da capoeira, procurar uma mulher
Eu não encontrei (bis), encontrei foi seu irmão
Eu então lhe perguntei: – mas cadê Salomé, Adão?
Adão, Adão, cadê Salomé, Adão, cadê Salomé, adão (coro)
Salomé foi passear
Coro
Foi pra Ilha de Maré
Salomé, Salomé – São Bento Pequeno (domínio popular)

Salomé, Salomé, (coro)
Capoeira que é bom tem sete mulher,
Uma faz um chamego, outra faz um café,
Uma dá uma rasteira, outra chapa em pé,
Capoeira que é bom tem sete mulher.

D. Maria do Camboatá – São Bento Pequeno (domínio popular)

D. Maria do Camboatá, (coro)
Que entra na roda e dá salto mortal,
Que tira, que tira, que manda botá,
De Camboatá, de Camboatá,
Que entra na roda e manda jogá,
Que tira, que tira, que manda botá,
Que entra na roda e dá salto mortal.

Vai Você, Vai Você – São Bento Pequeno (domínio popular)

Vai você, vai você,
D. Maria como vai você (coro)
Joga bonito que eu quero vê,
Ô D. Maria, como vai vosmecê,
Ô vai você, ô vai você,
Como vai tu, como vai você,
Mas vai você, mas vai você,
Joga bonito que eu quero aprendê,
Vai você, vai você.

São bento pequeno – domínio popular

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Primeira variação

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Avisa Meu Mano – Angola (domínio popular)
Avisa meu mano, avisa meu mano, avisa meu mano: capoeira mandou lhe chamar (coro)
Eu mandei esse recado, pela filha da vizinha, você não apareceu, ontem à noite na tendinha
Coro
Eu mandei esse recado, você não apareceu, quero que você me diga, o que foi que aconteceu
Coro
A mulher pra ser bonita, não precisa se enfeitar, a pintura é do diabo, a beleza é Deus quem dá
Angola – domínio popular

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Seu Nicolau – Benguela (domínio popular)

Ê, você aí, seu Nicolau, jogador da capoeira,
abaixado no pé do berimbau (coro)
Procure se benzer, pra livrar da tentação.
Cuidado com Dois de Ouro que vai dar contigo no chão

Benguela – Mestre Bimba (adaptado pelo Meia Lua)

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Primeira variação

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Chapéu Grande – São Bento Grande (domínio popular)

Alô, chapéu grande, beirada de ventania (coro)
Peguei na perna da velha, pensando que era da filha
Coro
a da velha era cascuda, a da filha era macia
Coro
A da filha era macia, e a da velha era cascuda

São Bento Grande – Mestre Bimba (adaptado pelo Meia Lua)

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Primeira variação

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Iúna Verdadeira – homenagem póstuma (Mestre Caiçara)- domínio popular

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Iúna Mandingueira – Iúna Falsa (domínio popular)

Iúna é mandingueira, quando está no bebedor,
Foi malvada, foi ligeira, mas capoeira matou (bis)
lá i lá i lá i lá i lá (três vezes), lá lá ê lá lá ê lá

Iúna Falsa (Mandingueira)- domínio popular

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Berimbau é Pau – Benguela (domínio popular)

Biriba é pau
De fazer berimbau (coro)
Biribaé pau
De fazer berimbau

Pau Pereira – Benguela (domínio popular)

Pau, pau, Pereira
Olha o tombo da ladeira
Pau, pau, Pereira (coro)
E olha o tombo da ladeira
Coro

Benguela – Mestre Bimba (adaptado pelo Meia Lua)

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Primeira variação

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Segunda variação

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Terceira variação

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Samba no Mar – Samba de roda (domínio popular)

Samba no mar, samba no mar, marinheiro
Samba no mar, samba no mar, marinheiro (coro)
Samba no mar, samba no mar estrangeiro 2x
Coro
Samba no mar, samba no mar sem dinheiro
Coro

Se Essa Mulher Fosse Minha – Samba de roda (domínio popular)

Se essa mulher fosse minha eu tirava do samba, já, já
Dava uma surra nela que ela gritava chega
Coro repete
Chega, oh meu amor
Eu vou m’embora prá Minas Gerais eu vou
Coro repete

Levanta a Saia – Semba de roda (domínio popular)
Levanta a saia mulata,
Não deixa a saia arrastar,
A saia custou dinheiro
E dinheiro custa eu ganhar
Coro repete
Samba de Roda
Samba de Roda – Domínio Popular

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Cavalaria – jogo brutal (domínio público)
Cavalaria – Mestre Bimba (adaptado pelo Meia Lua)

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Primeira variação

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Terceira variação

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Amazonas
Amazonas – Jogo de Visitantes (domínio popular)

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Panha Laranja no Chão Tico-Tico (domínio popular)

Panha Laranja no Chão Tico-Tico (Coro)
Não é com a mão que se apanha, é com o bico, (Coro)
Minha toalha de renda de bilro (Coro)
Se meu amor for se embora eu não ligo (Coro)

Panha Laranja no Chão Tico-Tico – domínio popular

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Boa Viagem (domínio popular)
Eu vou
Boa viagem (coro)
Eu vou m’embora
Coro
Eu vou com Deus
Coro
Nossa Senhora
Coro
Berimbau vai embora
Coro
Atabaque vai embora
Coro

Adeus, Adeus – São Bento Pequeno – Mestre Marco Aurélio Moraes Barros
Adeus, adeus
Ê ê, adeus adeus, camará (coro)
Vai acabar
Ê ê, a capoeira, camará (coro)
Eu vou m’embora
Ê ê, pelo mundo afora, camará (coro)
Eu vou com Deus
Ê ê, Nossa Senhora, camará (coro)
Para vocês
Ê ê, muita saúde, camará (coro)
Muito obrigado
Ê ê, até a volta, camará (coro)
Eu vou m’embora
Ê ê, como já disse, camará (coro)
Adeus, adeus
Ê ê, boa viagem, camará (coro)
Adeus, adeus
Ê ê, adeus, adeus, camará (coro)

São bento pequeno – domínio popular

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Primeira variação

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Segunda variação

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Terceira variação

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http://www.iesambi.org.br/meialua.html


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Miudinho

Miudinho não é Angola,
Miudinho não é Regional…
Miudinho é um jogo manhoso,
é um jogo-de-dentro,
é um jogo legal…
 
* A letra completa da música se encontra no fianal da matéria.
 
  • Depoimentos:
 
Mestre Gato (BA) nos disse, em 1996, sob o sol de Itapuã:
 "O Miudinho, de Suassuna, é… …é a Angola jogada mais rápido!"
Mestre Brasília: "O Miudinho… é a Capoeira! Mestre Canjiquinha
também tinha um jogo assim, esse jogo-de-dentro
todo "suingado" e ligeiro. Isso é a Capoeira!"
Mestre Suassuna: "O jogo do miudinho gerou polêmica, porque está sendo mal interpretado. O pessoal está achando que é uma nova capoeira e não é nada disso. Eu simplesmente resgatei uma capoeira antiga, modernizei a maneira de jogá-la, mudei as seqüências… O nome miudinho surgiu porque eu estava observando que os capoeiristas estavam jogando muito longe um do outro e na nossa época a gente jogava bem pertinho; então, eu falava para o pessoal: ‘eu quero o jogo mais miúdo, mais dentro, joga bem miudinho’. Então, eu criei um toque no berimbau. O miudinho não é uma capoeira nova; é uma maneira diferente de se mostrar a capoeira. Assim como existe o jogo de Iuna, o jogo de São Bento Grande, existe o jogo de Miudinho."
 
  • Reflexão:
 
Uma coisa é inegável: o fato de que há algo aí, há um certo estilo de jogo característico, com toque específico, conhecido por Miudinho, cantado em prosa e verso por baianos e paulistas, jogado pelos "meninos de Suassuna", e cada vez ganhando mais adeptos e admiradores…
É preciso refletir um pouco sobre a história recente da Capoeira
para compreender o que significa o Miudinho
e o que dele dizem mestres como Brasília, Gato (BA), Acordeon, Decânio,ou o próprio Suassuna, criador do estilo;
Nascidos e crescidos em um círculo capoeirístico para o qual "a Capoeira é uma só, e quem comanda o jogo é o toque do berimbau", acostumados a jogar nas mais tradicionais rodas de Salvador – as dos Mestres Bimba, Pastinha, Waldemar, Gato, Caiçara, Traíra – estes mestres, como tantos outros de sua geração, sempre quiseram sinceramente ver suplantada a grande divisão que aos poucos se sedimentava – a divisão entre as capoeiras Angola e Regional…
Nas décadas de 1970 e 1980, a capoeira atravessou o período de sua grande expansão, a "Grande Diáspora" a que se referem alguns dos filhos daquelas rodas. A capoeira espalhou-se, de forma vertiginosa, pelo país inteiro, e daí para o mundo. Benefícios houve, inegavelmente, como o da inserção da capoeira nos currículos de educação física de universidades e escolas de primeiro e segundo graus; o desenvolvimento das metodologias de ensino; o crescente reconhecimento social da capoeira e, conseqüentemente, a ampliação dos mercados potenciais de trabalho; a aplicação da capoeira em trabalhos de grande valor social, como a adaptação de deficientes físicos e mentais, a reintegração de crianças e jovens marginalizados, a capoeira para a "terceira idade", as aplicações na fisioterapia. Ao lado dos benefícios, vieram também os prejuízos – as desfigurações, ou pelas deficiências de formação de jovens "mestres", ou pela exacerbação da agressividade, descambando para a violência.
Durante esse período, Mestre Suassuna, sempre atento à evolução das coisas, e preocupado com as desfigurações da arte-luta, terminou por elaborar (com a colaboração de alguns de seus discípulos formados) seqüências de treinamento que fixavam e preservavam o que havia de mais precioso em toda a movimentação da capoeira que viveu, viu e ensinou durante sua vida. Na década de 1990, passou estas seqüências (eram por volta de 12 seqüências individuais, e 2 de conjunto) a seus mais novos alunos. Alguns destes jovens já começam a ser bem conhecidos no mundo da capoeira: Boca-Rica, Habibs, Kibe, Mintirinha, Muriel, Wagner (Saroba), Denis, Taturana, Coruja, entre outros, donos de uma capoeira rica, vigorosa, bonita de encher os olhos.

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Pra Cantar…

Capoeira é da nossa cor. 
Au ê, au ê, au ê ê.
E lê lê lê lê lê lê lê lê o
Au ê, au ê, au ê ê.
E lê lê lê lê lê lê lê lê o

É cultura da raça brasileira,
Capoeira,
É da nossa cor.
Berimbau
É da nossa cor.
Atabaque
É da nossa cor.

Esse ano eu vou. 

Esse ano eu vou prá Bahia de qualquer maneira
Esse ano eu vou prá Bahia de qualquer maneira
Vou tocar berimbau
Dar salto mortal
E jogar capoeira
Vou tocar berimbau
Dar salto mortal
E jogar capoeira

Quem não foi à Bahia não sabe a mandinga dessa brincadeira
Quem não foi à Bahia não sabe a mandinga dessa brincadeira

Acende o candieiro
Autor: Edson Show
Iaiá, acende o candieiro, iaiá
Só a luz ofuscante da candeia
E o clarão da lua cheia
É o que faz o terreiro clarear
Oh Iaiá
Iaiá, oh Iaiá
Acende o candieiro, iaiá
Só a luz ofuscante da candeia
E o clarão da lua cheia
É o que faz o terreiro clarear
Hoje tem festa,
no Quilombo dos Palmares
Já se ouve pelos ares
O som estridente do tambor
Ô Ioiô, no rabo de arraia, certeiro
No jogo de Angola, rasteiro
No bote da cobra coral
Com a ligereiza dos raios
Destreza fundamental
Quem paga o pato é o capitão do mato
Na luta do bem contra mal
Oh Iaiá
Iaiá, oh Iaiá
Oh a balança na barra da saia
Levanta, sacode a poeira do chão
Oh abre a roda que agora o pau vai comer
No samba duro angolano
na ginga do maculelê
Oh abre a roda que agora o pau vai comer
No samba duro angolano
na ginga do maculelê
Ô quem tem sangue do quilombola não cai
Finge que vai, mas não vai
Risca seu nome no vento
Rei Gangazumba vem dar inicio ao festejo
Sua voz é um lampejo
Que comanda o ritual.
O seu lamento
era um grito de guerra
Que escoava sobre a terrra
Formando um Quilombo immortal
Oh Iaiá
Iaiá, oh Iaiá
Acende o candieiro, iaiá
Só a luz ofuscante da candeia
E o clarão da lua cheia
É o que faz o terreiro clarear

Galo já cantou, já raiou o dia
Galo já cantou, já raiou o dia
Até parece que estou lá na Bahia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Na roda de capoeira
Eu me sinto na Bahia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Quando eu ouço um berimbau
O meu corpo se arrepia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Capoeira die e noite
Capoeira noite e dia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
E fiz da capoeira
A minha filosofia
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
Avisa aos capoeiras
Lá vem a cavalaria
Galo já cantou, já raiou o dia (Coro)
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