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Foz do Iguaçu: Encontro Pedagógico de Capoeira

Mais de 700 alunos realizaram seu exame de faixa e puderam assistir a shows de grandes mestres de capoeira

Na tarde de sábado (27) o ginásio da faculdade Uniamérica recebeu o Encontro Pedagógico de Capoeira da escola Muzenza. Mais de 700 alunos de 15 escolas da cidade participaram da atividade e realizaram o exame de faixa.

O evento contou ainda com uma apresentação especial de Makulelê, outra de birimbau, e um show com grandes mestres de várias partes do Brasil. De acordo com o coordenador do projeto de capoeira pedagógica, Fabio Castilha, o objetivo deste evento é incentivar as crianças, “hoje elas vão ver alguns dos melhores mestres do Brasil dando um show de capoeira, elas percebem que qualquer um pode ser um mestre, basta ter força de vontade e não desistir”.

O projeto que leva capoeira para as escolas como parte da grade escolar já acontece há três anos. Os professores ensinam a tradição e os valores da capoeira para os pequenos que já se sentem motivados a continuar se dedicando a essa arte.

 

http://www.clickfozdoiguacu.com.br

Estudantes do Bengui promovem Caminhada pela Paz

Cerca de 800 estudantes foram às ruas do bairro do Bengui, na manhã desta segunda-feira, 30, para dizer não à violência e pedir mais união na comunidade. A Caminhada pela Paz, que contou com roda de capoeira, fogos de artifício e malabarismo, foi promovida pela comunidade da Escola Estadual Cidade de Emaús, em parceria com as escolas estaduais Waldomiro Rodrigues Oliveira e São Clemente e o Movimemto República de Emaús.

A ação das escolas estaduais foi bem recebida entre os moradores e comerciantes do bairro. “Acho que é importante incentivar os jovens e as crianças para que, desde ‘pequenininhos’, vejam o quanto a paz é importante e também levem isso para casa”, disse Franciléa Sousa, proprietária de uma loja de variedades, na rua Benfica. “Seria bom se todas as escolas também fizessem o mesmo. Esse é um bom exemplo a ser seguido”, acrescentou a moradora Francisca Silva, que passava pelo local.

Foi com pernas de pau e malabares que o estudante Cézar Augusto Nascimento, 24 anos, que cursa o Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), participou da caminhada. Com o rosto pintado, o jovem esteve a frente da manifestação ‘puxando’ os demais alunos. “A ideia também foi levar alegria para os moradores do bairro, que não têm muita oportunidade de ver esse tipo de apresentação”, explicou o jovem. “Nós todos temos a responsabilidade, cada um dentro do que pode fazer, de chamar atenção para mostrar as coisas boas que temos aqui”, acrescentou o estudante.

De acordo com a diretora da escola, professora Vânia Mendes, a caminhada foi a primeira de uma série de ações ligadas ao tema. Ao longo do mês de fevereiro, a escola promoverá um ciclo de palestras aberta à comunidade. Entre os temas discutidos estão o uso de drogas, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Este é o começo de uma grande ação. Vamos contar com a participação de outras escolas estaduais, representantes do Conselho Tutelar do bairro do Movimento de Emaús e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma)”, explicou a diretora.

De volta à escola Cidade de Emaús, ao encerrar a caminhada, o Padre Bruno Secci falou da importância da mobilização e conclamou a união da comunidade em torno da paz. “É importante buscarmos sempre a construção da paz para que os nossos jovens possam continuar sonhando com um mundo melhor, para que a harmonia prevaleça”, disse.

 

Secretaria de Estado de Educação

Rod. Augusto Montenegro Km 10, S/N. Icoaraci, Belém-PA. CEP: 66820-000

Fone: (91) 3201-5205 / 5005 / 5180 / 5008

Site: www.seduc.pa.gov.br Email: [email protected]

 

Mari Chiba – Seduc

Fone: (91) 3201-5181 / (91) 8135-9009

Email: [email protected]

Capoeira reforça intercâmbio cultural entre Brasil e Líbano

O Líbano recebeu, entre os dias 19 e 24 de abril, a visita do capoerista Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado), filho do legendário Mestre Bimba  (Manuel dos Reis Machado – 1900-1974), um dos mais célebres capoeristas brasileiros e considerado o pai da capoeira regional, que ele criou em 1928 – uma mistura de batuque com capoeira Angola.

 

Mestre Bimba recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia em 1996. Seu filho, Mestre  Nenel, criou a fundação “Filhos de Bimba”,  em 1986,  com o objetivo de guardar os ensinamentos do seu pai. Viaja sempre pelo Brasil e exterior para visitar as escolas que seguem a tradição de seu pai. No exterior, há escolas nos EUA, na Europa e no Líbano, a primeira do Oriente Médio.

 

Em 2009, o jovem Nassib El-Khoury, libanês, após ter estudado e praticado capoeira da tradição de Mestre Bimba, criou uma escola em Beirute, com a assitência dos capoeristas e professores brasileiros Roberta Cecilia Meireles Santana e Ricardo Santos de Jesus. A escola conta com aproximadamente 40 jovens, rapazes e moças, libaneses que praticam a capoeira. Além disso, a escola ensina a língua  portuguesa e a cultura brasileira, um dos princípios dos Filhos de Bimba é transmitir também a cultura no exterior.

 

Meste Nenel visitou o Líbano para avaliar os estudantes capoeristas libaneses, e esteve também no centro de estudos e culturas da América Latina, na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (CECAL-USEK, diretor Roberto Khatlab), com o qual já vinha mantendo correspondência. A tradição de Mestre Bimba, conservada por seu filho, Mestre Nenel, transmite  não só uma técnica esportiva, mas tambem uma cultura e trabalho para o desenvolvimento da pessoa como um todo. Os Filhos de Bimba também têm como objetivo um trabalho junto aos estudantes, sendo que o princípio de Mestre Bimba, a capoeira, é a formacao do cidadão.

 

A escola dos Filhos de Bimba está em contato com a Universidade e vários estudantes já praticam a capoeira. A Escola também está em contato com o Grupo infantil de tradições brasileiras Alecrim, ligado ao Conselho de Cidadãos Brasileiros do Líbano, e que iniciará um programa com as criancas de Baalbeck, no Vale do Bekaa.

 

Fonte: www.fbeclebanon.com – http://www.icarabe.org/noticias/

Aconteceu: II° SEMINÁRIO INTEGRADO DE CAPOEIRA EM PORTO ALEGRE

Dia 25 de setembro de 2010 marcará mais uma vez a história da Capoeira no Rio Grande do Sul. Com a participação das principais escolas, associações e grupos gaúchos, realizou-se no Teatro Glenio Perez da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o II Seminário Integrado de Capoeira do Rio Grande do Sul. Sob a coordenação da Federação Riograndense de Capoeira e da Liga Regional de Capoeira RS, presidida pelo Mestre Gavião, com o apoio da Super Liga Riograndina de Capoeira do presidente Graduado Pipoca, Liga Metropolitana de Gravataí do presidente Mestre Klaity e Metropolitana Liga de Capoeira de São Leopoldo do presidente Mestre Soneka. O evento teve a presença do Secretário de Esportes do Município de Porto Alegre o Senhor Edgar MeurerSecretário de Esportes de Eldorado do Sul senhor Paulo Sérgio BaicoaSecretário de Assitencia Social CRAS da Prefeitura de Tramandaí senhor Fernando Lopes Silva, representante do Deputado Federal Raul Carrion o companheiro Professor e Quilombola Waldemar Moura Lima (Pernambuco) .

Estiveram presentes mais de 150 lideranças da capoeira do Estado do Rio Grande do Sul cidades; Santo Ângelo, São Sepé, São José do Norte, Canoas, Esteio, Gravataí, São Leopoldo, Cachoeira do Sul.

Os objetivos do evento – valorização dos mestres de Capoeira; afirmação dos valores e dos fundamentos da capoeira perante a sociedade; integração dos capoeiristas das diferentes entidades e troca de experiências entre os participantes – foram alcançados com êxito.

Dia 25 de setembro de 2010

Iniciou as 09:00h – da manhã com a apresentação do Mestre Klaity que divulgou seu livro infantil “O Menino Mestre e o Rei Zumbi – arte da capoeira – abrindo um debate sobre o trabalho pedagógico na escola.

“O Menino Mestre e o Rei Zumbi é fruto do trabalho de pessoas que acreditam no potencial da capoeira, das crianças, no potencial dos sonhos e da fora que cada um carrega dentro de si. Conta nossa história, fala sobre o nosso povo, revive nossa origem e transmite sua mensagem com imensa beleza e amor.

As 10:00 – Após ouve um bate papo aonde a Federação Riograndense de Capoeira ouviu os anseios e necessidades do capoeirista local, a dificuldade de conseguir espaços para ministrar aulas de capoeira o comprometimento com a capoeira, foi discutido também a formação continuada para profissionais da área.

As 14:00 – Iniciou-se a palestra da Professora Adélia Kervalt Costa Atti (Didi).

Palestra “A Prática da Capoeira nas Escolas Especiais da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.”

Este Trabalho foi a monografia de conclusão de Curso de Educação Física na UFRGS, recebendo conceito (A) pela banca.

“Procuro descrever como se deu a inclusão da prática da Capoeira nas Escolas da Rede Municipal em POA.Desde seu Projeto inicial, Escolas beneficiadas, implementação

da Lei 10.639/ 11.645, luta das lideranças da Capoeira. Descrevo com mais profundidade as Escolas Especiais,com relato de observações, fotos e filmagens.

Logo após o Slides da apresentação a professora Adélia Kervalt Costa Atti recebeu nas mãos do Presidente da FERGS CAPOEIRA Mestre Gavião o Certificado de Honra ao Mérito pela luta de Políticas Públicas para Capoeira, recebendo também um presente da entidade.

As 15:00h – Foi aberta a Palestra do professor Ivan Dourado que palestrou sobre As Afirmações Afirmativas Para o Povo Negro, em uma profunda reflexão dos participantes do evento, na qual ouve um acirrado debate pela proposta apresentada, onde o companheiro Professor e Quilombola Waldemar Moura Lima (Pernambuco) e Mestre Gavião,saíram em defesa da palestra muito bem ministrada pelo Professor Ivan Dourado.

As 16:00h – Teve a entrega para o Mestre Vladimir Farias da cidade de Santo Ângelo e do Mestre Jean Batista Cleber Mestre Churrasco Certificado e medalha 52ª Legislatura da Assembléia do Estado do Rio Grande do Sul por serviços prestados pela luta de Políticas Públicas para capoeira.

As 17:00h – Tivemos a abertura do II Seminário de Capoeira com a participação de todos os colegas onde decidimos continuar com a luta do Movimento da Capoeira em todo o estado lutando pela inclusão da capoeira na Rede Escolar a nível estadual através da Lei 10.639/03 e também do estatuto da Igualdade Racial.

Após o Encerramento os colegas foram confraternizar na Banda da Saldanha, aonde foi realizado um churrasco e muito pagode.

Dia 26 de setembro de 2010.

Os capoeiristas se reuniram pela manhã para praticar um aulão e depois finalizar com a roda de capoeira, tivemos o apoio da Secretaria de Cultura na qual cedeu o som e microfones a Secretaria de Esportes entrou com Ônibus Brincalhão aonde as crianças e adultos puderam se divertir com jogos de ping pong cama elástica e muitas brincadeiras com os recreacionista da Secretaria de Esportes.

 

“Gostaria de agradecer o convite e afirmar que foi uma experiência maravilhosa e me sentí muito bem acolhido.

Quero agradecer o carinho de todos os mestres e futuros mestres de capoeira,

Parabenizar também a organização do evento, com a qualidade dos integrantes desse movimento social que luta, pela melhoria da educação pública  inserindo a capoeira no contexto formal de educação”.

Um abraço á todos e estamos em movimento e na luta,

Contem comigo.

Ivan Dourado

Mestre Gavião,

Muito obrigado!

Só tenho que agradecer, pela oportunidade de apresentar e de assistir a palestra do Ivan, que tensionou na medida certa, problematizando e levantando questões importantes!

O Evento, sem dúvida foi um sucesso!

Percebi a vibração de vários Grupos, que se tornaram um só, coeso, num só desejo…

…de crescer e evoluir com Capoeira aqui no Sul.

Todos foram valorizados pelo seu importante papel na Comunidade capoeiristica e foram ouvidos.

Isto é importante, dar ouvidos.

Pq ali se encontraram autoridades da Capoeira, conhecimento de causa.

Parabéns, pq foi um grande sucesso.

Um abraço,

Professora Didi

Olá Mestre, no momento que lhe cumprimento, aproveito a oportunidade para agradecer o convite para o II Seminário de Capoeira ocorrido no último sábado, Seminário promovido pela FERGS. Acredito que são momentos como estes que fortalecerão a Capoeira, bem como todo o capoeirista. Pois é, sem dúvidas, através de debates e troca de idéias é que faremos as mudanças necessárias que visão integrar de uma vez por todas a cultura da capoeira nas políticas públicas.

Fernando Lopes da Silva

Secretário Casa da Cidadania de Tramandaí

Mestre quero  parabenizar pelo  evento  meus alunos estiveram  e falaram muito  bem  eu  estava em  Foz do  Iguaçu em  outro  evento.

Se poder mande seus contatos vou realizar um  encontro  de capoeira em  novembro  ok  abraço! fabiano silveira silva Kabeça Muzenza

A Federação Riograndense de Capoeira agradece todos participantes que fizeram deste evento o maior encontro da Capoeira gaúcha das últimas décadas e convida seus filiados à participar das discussões da formação do Centro de Pesquisa da Capoeira do Rio Grande do Sul. Este Centro de Pesquisa será referência nacional nas pesquisas realizadas sobre a Capoeira no Brasil. Participe conosco da construção desta nova realidade da Capoeira gaúcha, filie-se à Federação Riograndense de Capoeira!

Participaram do evento capoeiristas da cidades: Caxias do Sul, Esteio, Gravataí, Santo Ângelo, Teotônia, Panambi, Uruguaiana, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Canoas, Eldorado do Sul, Cachoeira do Sul, Viamão, Rio Grande, Pelotas, São Sepé, Santo Augusto,  Lajeado, São Sepé, São José do Norte, Canoas, Cachoeira do Sul.

 

Entre em contato com Mestre Gavião FERGS CAPOEIRA (051)8400.5500 Entre nessa luta!

Att,

Mestre Gavião,

Presidente da Federação Riograndense de Capoeira,

Liga Regional de Capoeira RS

FONE: (051) 8400.5500

 

AGRADECIMENTO ESPECIAIS:

VEREADOR JOÃO BOSCO VAZ, DEP. RAUL CARRION, SECRETÁRIO DE ESPORTES EDGAR MEURER, SECRETÁRIA ADJUNTA DA CULTURA ANA FAGUNDESCOORDENAÇÃO DA DESCENTRALIZAÇÃO LUTTI PEREIRA, COORDENADOR DA USINA CACO COELHO, COORDENADOR DO TRANSPORTES DA PREFEITURA CTAROBERTO COSTA, COORDENADOR ETNIA MANOEL JOSÉ ÁVILA DA SILVA PALESTRANTES: IVAN DOURADO E PROFESSORA ADÉLIA KERVALT COSTA, SECRETÁRIO DE ESPORTES DE ELDORADO DO SUL SENHOR PAULO SÉRGIO BAICOA, SECRETÁRIO AÇÃO SOCIAL DE TRAMANDAÍ FERNANDO LOPES SILVA, AO INCANSAVEL COMPANHEIRO E VICE PRESIDENTE DA FERGS ROBERTO COSTA DE ÁVILA (MESTRE TUCANO)  AOS FUNCIONÁRIOS DA SME, SMC, TCA , CAMARA DE VEREADORES DE PORTO ALEGRE E AOS CAPOEIRISTAS EM GERAL QUE PARTICIPARAM DO NOSSO EVENTO.

Lançamento do Livro: Iê Camará

O LIVRO IÊ CAMARÁ,  visa discutir procedencias e o desenvolvimento da capoeira, como o surgimento e a prática em seus retorspectivos lugares. E ainda, compartilhar com os leitores fatos marcantes na historia da capoeiragem no Brasil, como a histórias de Salomé, e Maria dos Anjos, valentes e guerreiras que escreveram seus nomes da historia da capoeira e ainda sim tiveram seus nomes esquecidos diante da sociedade.

Alem dessas e outras valentes, esta obra tráz ao conhecimento dos leitores grandes personalidades da capoeiragem no reconcavo baiano como: Zé Doú, Pantalona, Sessenta, Zé Quebra Ferro, Juvencio Grosso, Néco, Gasolina, Maitá, Licurí, Joité, Doze Homens, Espinho emoso, Cazumba, entre tantos outros..A obra aborda outros temas curiosos no universo da capoeira, como a cocorinha,  veste branca, a descendência da capoeira e seu surgimento dentre mais…

Além outros fatos, curiosidades de suma importancia para Mestres, professores, lideres de escolas e mais ainda a todos os brasileiros.

Estamos oferecendo este lançamento com intuito de fortificar e diverssificar os festivais de capoeira, se você é lider de instituição, empresário do ramo de livrarias ou promotor de eventos não perca essa oportunidade.

O que falam sobre o livro:

A diversidade de usos e funções é uma das características mais acentuadas da capoeira na atualidade. Uma delas, a educacional vem sendo bastante valorizada pelos mestres e praticantes de capoeira no Brasil e exterior.

A prática da capoeira nas escolas e os muitos projetos socio-educativos, com os quais ela se envolve, demandam instrumentos de apoio, principalmente de livros que possibilitem a sustentação pedagógica dos mesmos. Eles necessitam em razão da própria natureza das propostas, iniciativas para além do jogo da capoeira, procurando contemplar o universo histórico, a riqueza de informações que ela contém, e sua capacidade de  gerar temas transversais para serem discutidos com os praticantes e pessoas afins.

É por causa disso que ficamos felizes com a ampliação dos estudos e pesquisas sobre a capoeira e o interesse cada vez maior dos mestres e alunos em se aprofundarem no rico e belo universo dessa manifestação, a fim de explorar as muitas possibilidades que ela sugere, como faz o Professor Cascão com este seu livro que certamente vai tornar mais rico o mundo da capoeira.

Frede Abreu (Historiador)

Instituto Jair Moura

 

Caso tenha interesse, entre em contato conosco e enviaremos a

proposta para fazer deste projeto uma realidade.

(33) 8863-9767   –   3273-2178

[email protected]

[email protected]

Aconteceu: Encontrão de capoeira em Nova Iguaçu

A prefeitura de Nova Iguaçu realizou o 1º Encontrão de Capoeira pelo Meio ambiente do Programa Escola Aberta, que reuniu centenas de pessoas no sábado, 25 de setembro, na Vila Olímpica de Nova Iguaçu.

Foram 25 grupos de capoeira representando a cultura afro-brasileira, que conquista jovens, crianças e adultos. O evento foi aberto pela secretária de Educação, Dilcéia Quintela. “Estou feliz em abrir o primeiro encontrão de capoeira. Precisamos fazer com que chegue às 125 escolas, pois o esporte é fundamental para o desenvolvimento das crianças”, explicou.

O ginásio de esportes mais parecia um grande terreirão com os gingados e lutas dos capoeiristas. O encontro reuniu mestres, mestrandos e professores de capoeira do Escola Aberta, que formaram três grandes rodas representando as categorias infantil, feminina e adulto num belo espetáculo de dança e luta ao som de berimbaus, tambores e cânticos. Todas as apresentações foram acompanhadas pelo secretário Adjunto Pedagógico, Reginaldo Bastos e coordenadoras do Escola Aberta, Denise Andrade e Luciana Matta.

O presidente da Federação de Capoeira da Baixada Fluminense, Reginaldo Alves de Almeida, parabenizou a iniciativa da Secretaria de Educação em promover o encontro “A capoeira no Escola Aberta está ajudando a tirar muitas crianças da rua. Ela disciplina e ajuda a formar homens íntegros”, disse mestre Almeida.

Emerson de Oliveira, 14 anos e mais três irmãos praticam capoeira na Escola Municipal Nabor Otuki. “Antes da capoeira eu era brigão e passava muito tempo na rua. Agora estou disciplinado e trouxe minhas irmãs para o grupo”, contou o menino.

Quem esteve no local também participou de oficinas de artesanato, todas voltadas para o reaproveitamento. Além disso, a organização do evento inovou com o brinquedo “Vai e Vem” feito de garrafa pet, flores com galhos secos, reaproveitamento de jornal, bijuterias, pintura e pula-pula para a criançada. O encontrão contou com a participação das 55 escolas que desenvolvem o Escola Aberta, que é um programa do governo federal em parceria com as prefeituras e abre as escola aos sábados e domingos para a comunidade.

Fonte: http://noticias.sitedabaixada.com.br/

Encontro da Capoeira Baiana

Encontro da Capoeira Baiana: com Valmir Assunção e Marcelino Galo

Na volta que o mundo deu, na volta que o mundo dá. Capoeira se joga na pequena roda e na grande roda da vida. Só gingando com a linguagem do sistema poderemos dar uma rasteira no opressor e fazer avançar nossa luta por melhores condições de vida e trabalho para todas e todos!

A capoeira é uma manifestação histórica de resistência do povo afro-brasileiro, e faz parte das raízes culturais da Bahia. Presente em mais de 150 países, instrumento de educação em escolas e projetos sociais, a capoeira não tem entretanto recebido o apoio que merece por parte do Estado. Muitos mestres são reverenciados mas têm sérias dificuldades de sobrevivência no dia a dia. Depois de dedicar toda sua vida à educação popular através dessa arte/luta, morrem à míngua, como os saudosos mestres Bimba e Pastinha.

Algumas iniciativas de políticas públicas para a capoeira têm surgido pelo país. Alguns estados, como Pernambuco e Alagoas, criaram pensões vitalícias para mestres da cultura popular. Aqui na Bahia, VALMIR ASSUNÇÃO encaminhou na Assembléia Legislativa o projeto de Estatuto da Igualdade Racial, que prevê a inserção da capoeira nas escolas públicas através dos mestres de capoeira, e não apenas pelos professores de educação física.

O registro da capoeira como patrimônio cultural brasileiro abre a possibilidade de avançar na construção de leis como o reconhecimento do notório saber dos antigos mestres (permitindo que dêem aulas em escolas e universidades sem ter diploma universitário), a criação de um passaporte especial para os mestres de capoeira (considerados “embaixadores culturais” de nosso país), a regulamentação da profissão de capoeirista (mestre, contramestre, treinel e professor), a aposentadoria ou pensão vitalícia, dentre outros. Para que isso aconteça, é necessário que os capoeiristas estejam mobilizados e tenham voz no Congresso Nacional.

Por isso convocamos todos os capoeiristas, independente de estilo, vertente ou linhagem, para um encontro com VALMIR ASSUNÇÃO e MARCELINO GALO. Valmir, negro, Sem Terra e comprometido com a luta do povo, será a voz dos capoeiristas no Congresso Nacional. Marcelino, militante popular, dará continuidade ao debate do Estatuto e apresentará as reivindicações da capoeira na Assembléia Legislativa.

Capoeira na escola, capoeira no estrangeiro

nossos mestres na batalha, nosso povo sem dinheiro

não queremos sua esmola, queremos nossos direitos

Exigimos o escrito lá na Constituição

se preciso mudaremos toda a legislação

com seu Marcelino Galo e o Valmir Assunção

Capoeira é cultura, arte e educação

de um povo mandingueiro, na luta por libertação, camaradinha

É hora, é hora!!!

Dia 12 de Setembro, Domingo, a partir das 10h da manhã, no Largo da Dinha (Rio Vermelho)

 

Paulo Magalhães Fº

[email protected]

Brasil: Programa Mais Educação

DECRETO Nº 7.083, DE 27 DE JANEIRO DE 2010.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso de atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 34 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, na Lei no 10.172, de 9 de janeiro de 2001, e na Lei no 11.947, de 16 de junho de 2009,

 

DECRETA:

Art. 1o O Programa Mais Educação tem por finalidade contribuir para a melhoria da aprendizagem por meio da ampliação do tempo de permanência de crianças, adolescentes e jovens matriculados em escola pública, mediante oferta de educação básica em tempo integral.

§ 1o Para os fins deste Decreto, considera-se educação básica em tempo integral a jornada escolar com duração igual ou superior a sete horas diárias, durante todo o período letivo, compreendendo o tempo total em que o aluno permanece na escola ou em atividades escolares em outros espaços educacionais.

§ 2o A jornada escolar diária será ampliada com o desenvolvimento das atividades de acompanhamento pedagógico, experimentação e investigação científica, cultura e artes, esporte e lazer, cultura digital, educação econômica, comunicação e uso de mídias, meio ambiente, direitos humanos, práticas de prevenção aos agravos à saúde, promoção da saúde e da alimentação saudável, entre outras atividades.

§ 3o As atividades poderão ser desenvolvidas dentro do espaço escolar, de acordo com a disponibilidade da escola, ou fora dele sob orientação pedagógica da escola, mediante o uso dos equipamentos públicos e do estabelecimento de parcerias com órgãos ou instituições locais.

Art. 2o São princípios da educação integral, no âmbito do Programa Mais Educação:

I – a articulação das disciplinas curriculares com diferentes campos de conhecimento e práticas socioculturais citadas no § 2o do art. 1o;

II – a constituição de territórios educativos para o desenvolvimento de atividades de educação integral, por meio da integração dos espaços escolares com equipamentos públicos como centros comunitários, bibliotecas públicas, praças, parques, museus e cinemas;

III – a integração entre as políticas educacionais e sociais, em interlocução com as comunidades escolares;

IV – a valorização das experiências históricas das escolas de tempo integral como inspiradoras da educação integral na contemporaneidade;

V – o incentivo à criação de espaços educadores sustentáveis com a readequação dos prédios escolares, incluindo a acessibilidade, e à gestão, à formação de professores e à inserção das temáticas de sustentabilidade ambiental nos currículos e no desenvolvimento de materiais didáticos;

VI – a afirmação da cultura dos direitos humanos, estruturada na diversidade, na promoção da equidade étnico-racial, religiosa, cultural, territorial, geracional, de gênero, de orientação sexual, de opção política e de nacionalidade, por meio da inserção da temática dos direitos humanos na formação de professores, nos currículos e no desenvolvimento de materiais didáticos; e

VII – a articulação entre sistemas de ensino, universidades e escolas para assegurar a produção de conhecimento, a sustentação teórico-metodológica e a formação inicial e continuada dos profissionais no campo da educação integral.

Art. 3o São objetivos do Programa Mais Educação:

I – formular política nacional de educação básica em tempo integral;

II – promover diálogo entre os conteúdos escolares e os saberes locais;

III – favorecer a convivência entre professores, alunos e suas comunidades;

IV – disseminar as experiências das escolas que desenvolvem atividades de educação integral; e

V – convergir políticas e programas de saúde, cultura, esporte, direitos humanos, educação ambiental, divulgação científica, enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes, integração entre escola e comunidade, para o desenvolvimento do projeto político-pedagógico de educação integral.

Art. 4o O Programa Mais Educação terá suas finalidades e objetivos desenvolvidos em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, mediante prestação de assistência técnica e financeira aos programas de ampliação da jornada escolar diária nas escolas públicas de educação básica.

§ 1o No âmbito federal, o Programa Mais Educação será executado e gerido pelo Ministério da Educação, que editará as suas diretrizes gerais.

§ 2o Para consecução dos objetivos do Programa Mais Educação, poderão ser realizadas parcerias com outros Ministérios, órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal para o estabelecimento de ações conjuntas, definindo-se as atribuições e os compromissos de cada partícipe em ato próprio.

§ 3o No âmbito local, a execução e a gestão do Programa Mais Educação serão coordenadas pelas Secretarias de Educação, que conjugarão suas ações com os órgãos públicos das áreas de esporte, cultura, ciência e tecnologia, meio ambiente e de juventude, sem prejuízo de outros órgãos e entidades do Poder Executivo estadual e municipal, do Poder Legislativo e da sociedade civil.

Art. 5o O Ministério da Educação definirá a cada ano os critérios de priorização de atendimento do Programa Mais Educação, utilizando, entre outros, dados referentes à realidade da escola, ao índice de desenvolvimento da educação básica de que trata o Decreto no 6.094, de 24 de abril de 2007, e às situações de vulnerabilidade social dos estudantes.

Art. 6o Correrão à conta das dotações orçamentárias consignadas ao Ministério da Educação as despesas para a execução dos encargos no Programa Mais Educação.

Parágrafo único. Na hipótese do § 2o do art. 4o, as despesas do Programa Mais Educação correrão à conta das dotações orçamentárias consignadas a cada um dos Ministérios, órgãos ou entidades parceiros na medida dos encargos assumidos, ou conforme pactuado no ato que formalizar a parceria.

Art. 7o O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE prestará a assistência financeira para implantação dos programas de ampliação do tempo escolar das escolas públicas de educação básica, mediante adesão, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE e do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, instituído pela Lei no 11.947, de 16 de junho de 2009.

Art. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de janeiro de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad

Este texto não substitui o publicado no DOU de 27.1.2010 – Edição extra


Postado por FFC no Federação Fluminense de Capoeira

Festival Nacional de Capoeira em Joinville

Evento segue até sábado no Colégio Bom Jesus/Ielusc

O festival ocorre nas duas sedes do Colégio Bom Jesus/Ielusc. Às 19 horas, a instrutora Karlinha, do Beribazu, ministra uma oficina infantil. Nesta terça, no mesmo horário, é a vez do professor Britha e da instrutora Carol, do Grupo Quilombo Arte Joinville, levar a capoeira para as crianças. 

A partir da quarta-feira, as oficinas são exclusivamente para adultos, com Fumaça, membro do Grupo Candeias Joinville. O capoeirista Lélo, convidado de Florianópolis, encerra o ciclo de oficinas na sexta-feira.

O coordenador do Beribazu de Joinville, Francisco Ezídio do Nascimento, afirma que as práticas conduzidas por profissionais convidados é voltada para o aprimoramento dos capoeiristas e para aqueles que querem iniciar no esporte tombado como patrimônio imaterial da cultura brasileira. 

— Para os professores, o festival será uma reciclagem. Já para os alunos é um conhecimento a mais —, justifica.

Além dos oito grupos de capoeira de Joinville, também participam o Braço do Norte e Florianópolis.

O evento conta ainda com uma palestra do mestre Zulu, fundador do Grupo Beribazu no Brasil e na Inglaterra e Argentina. No encontro, o profissional vai falar sobre o ensino da capoeira nas escolas, mostrando a importância pedagógica da prática.

A programação encerra-se com apresentações dos grupos participantes, graduação – troca de corda – e batizado de capoeira para os praticantes que vão pegar a primeira corda. 

Para se inscrever nas oficinas, é preciso pagar taxa de R$ 10. A renda será destinada à compra de uniformes e instrumentos para o grupo joinvilense.

 

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/

A Importância da Capoeira na Escola

Tradicionalmente, a escola sempre deu mais espaço e valorização para os saberes ditos “científicos” ou “acadêmicos”, ou seja, aqueles saberes que geralmente são construídos a partir dos campos do conhecimento vindos de áreas como as ciências exatas, humanas e biológicas. Por outro lado, os saberes populares, aqueles vindos de grupos tradicionais, geralmente oriundos de culturas dominadas e que se baseiam na transmissão oral dos seus conhecimentos, sempre foram considerados na escola, como sendo saberes de menor valor, e na maioria das vezes tratados como algo exótico, que aparecem apenas em algumas datas comemorativas, como o “mês do folclore”, o “dia do índio”, ou o “dia da consciência negra”.

Entendemos ser esse um grande equívoco, e acreditamos que os saberes populares têm que ser tratados com a mesma dignidade dos saberes científicos, sem hierarquizações nem privilégios, pois ambos contribuem para a formação humana, cada qual na sua especificidade.

A capoeira, graças ao reconhecimento que tem conquistado a cada dia na sociedade como um todo, já começa a ter seu espaço em muitas escolas públicas e privadas no Brasil, mobilizando um número cada vez maior de alunos de todas as idades, interessadas na sua prática. Porém, o que percebemos é que a presença da capoeira na escola se dá de forma ainda tímida, muitas vezes pela atuação de algum grupo de capoeira da comunidade, que solicita o espaço da escola para ministrar suas aulas e organizar as rodas, mas ainda informalmente, ou seja, sem o reconhecimento por parte da escola, como um saber a ser tratado com o devido respeito e dignidade. A capoeira dessa forma, entra pela porta dos fundos da escola.

Defendemos, pelo contrário, que a capoeira possa entrar pela porta da frente da escola. E temos agora o amparo de uma lei federal: a lei 11.769 de 2008, que prevê a obrigatoriedade nas escolas, do estudo sobre as culturas africana e indígena, sem dúvida, um avanço muito importante nessa área. A partir dessa lei, é possível que nossos governantes estabeleçam políticas públicas e programas que viabilizem que esses saberes façam parte dos currículos oficiais das escolas. A capoeira tem aí sua grande oportunidade de se estabelecer como um conhecimento importante e necessário a ser tratado nas escolas, não somente pelo professor de capoeira ou mestre, mas de forma interdisciplinar, a partir da abordagem de várias áreas do conhecimento, como história, educação física, literatura, música, geografia, artes, estudos sociais, filosofia, entre outras.

A Bahia está dando um passo importantíssimo nessa direção, através do Programa “Capoeira na Escola: patrimônio de todos nós”, do qual faço parte da equipe de coordenação. Esse programa é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Educação, que prevê a capacitação de professores de todas as regiões do estado, que passam por um curso que busca se aprofundar nos estudos sobre a capoeira, abordando aspectos históricos, filosóficos, pedagógicos, envolvendo também a prática dos movimentos, da musicalidade e da ritualidade da capoeira. Uma vez finalizada essa capacitação, esses professores então, irão implantar seus projetos em suas escolas, com a recomendação de que sejam projetos multidisciplinares, ou seja, que se articulem com as várias áreas do conhecimento existentes na escola.

É preciso que fique bem claro que o objetivo desse projeto não é o de formar capoeiristas nas escolas, isso é tarefa dos grupos e academias. Trata-se apenas de possibilitar que os alunos possam ter contato com esse universo tão rico de saberes, que é o universo da capoeira, a partir de um trato pedagógico multidisciplinar dentro da escola.

Essa experiência ainda está em processo de implantação, mas acreditamos que possa se transformar numa referência importante para a implementação de futuras políticas públicas, por parte de governos interessados na valorização da capoeira e dos saberes populares no âmbito da formação humana.

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.