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Cinema de graça no Forte da Capoeira

O Centro Esportivo de Capoeira Angola – CECA, que funciona no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, promove, nesta sexta-feira (30), às 19h, mais uma sessão do projeto Cinema, Capoeira e Samba. A entrada é gratuita.

O projeto acontece todas as últimas sextas-feiras de cada mês, exibe filmes e documentários em DVD sobre a capoeira e outros aspectos da cultura e da história da Bahia.

Desta vez serão exibidos os filmes “Pastinha, uma vida pela capoeira”, de Antonio Carlos Murici, e “A linha do trem, um caminho esquecido”.

Depois das exibições, acontece a tradicional Roda de Samba Tradicional, com o Grupo Botequim.

O Forte de Santo Antonio Além do Carmo fica localizado na Praça Barão do Triunfo, Largo de Santo Antônio.

 

Mais sobre o Forte da Capoeira

O projeto “Forte da Capoeira”

Em 1997, visando recuperar e reformar a estrutura física do imóvel, permitindo que nele se desenvolvessem atividades artísticas e culturais que garantissem a sua utilização e preservação, o Ministério da Cultura e o Governo do Estado, através do IPAC, iniciou estudos que levaram à elaboração de projeto de restauro, a cargo da arquiteta Etelvina Rebouças. Essa elaboração foi financiada pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR I), com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o custo das obras, previstas para serem executadas em doze meses, estava estimado de 2,5 a 3 milhões de Reais. Aguardava-se, entre fins de 2004 e início de 2005, a aprovação final pelo IPHAN, definindo os critérios para que as mesmas pudessem ser licitadas. A Companhia de Desenvolvimento Urbano (CONDER), que acompanhou o processo desde o início, deveria ser o órgão executor da reforma, já tendo inclusive providenciando pequenos reparos no imóvel, enquanto não se iniciam as obras. Outros recursos para a intervenção deviam ser captados, prevendo-se a possibilidade de terem como origem a segunda etapa do PRODETUR II.

O tema que garantiu a identidade cultural e a auto-sustentação do forte foi a Capoeira, uma vez que as suas instalações vinham sendo utilizadas desde 1981 pela Academia de João Pequeno, discípulo de Mestre Pastinha. Posteriormente, o segundo pavimento passou a ser utilizado pelo Grupo de Capoeira de Angola Pelourinho (GCAP), de Mestre Moraes.

Graças à ONG Associação Brasileira de Preservação da Capoeira – Forte da Capoeira, com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura e Turismo (SCT), é que foram disponibilizados os recursos para a recuperação e restauro do monumento, sob a coordenação das arquitetas Vivian Lene e Luciana Guerra. No local foram implantados um pátio para atividades coletivas com cerca de 800 metros quadrados, um memorial alusivo aos grandes mestres da capoeira baiana (com objetos pessoais, bibliografia, fotos e vídeos) e seis salas de aula para a prática da capoeira. A estes somam-se ainda espaços para videoteca, biblioteca, oficina de fabricação de berimbaus, caxixis e pandeiros, e jardim. Complementarmente, os capoeiristas contam com um anexo, composto de duas áreas externas de recreação, quadra poliesportiva e parque infantil, utilizados como espaços de lazer pela comunidade do local e de bairros vizinhos.

Após a conclusão das obras de reforma em fins de 2006, o forte foi reaberto como Forte da Capoeira – Centro de Referência, Pesquisa e Memória da Capoeira da Bahia, instituição que tem por objetivo preservar e promover a Capoeira.

Desde 5 de novembro de 2007, com o novo governo estadual, o forte passou a ter uma nova gestão, através do IPAC e do Governo do Estado da Bahia.

 

Fontes: http://ibahia.globo.com e Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/

Movimento Nacional Integrado de Capoeira

Relato do I° Encontro de Mestres de Capoeira em Brasilia 20 de Agosto 2009 – Aniversário da Fundação Cultural  Palmares

“ Capoeira: 300 anos: Da Escravidão à Profissão”

A Capoeira surgida das lutas dos escravos na busca de sua libertação completa quase três séculos de existência. Este instrumento de luta contra a opressão dos senhores de escravos foi ao longo de sua história perseguida, criminalizada, descriminada e relegada, assim como a maior parte das atividades cultural que tiveram origem no negro escravo. A perseguição continuou na República que a tornou crime, mas tarde os capoeristas sensibilizaram Getulio Vargas que a resgatou como um símbolo nacional e único esporte até então nascido no país. Quando virou moda desacreditar todo o feito do período getulista no Brasil, a Capoeira foi novamente relegada pelo poder público. A ditadura militar tornou-a parte de uma Confederação Brasileira de Boxe. Mas a luta continuou!! Ela além das ruas, onde se popularizou ganhou, academia, setores médios, chegou a Universidade e hoje é Patrimônio Imaterial Cultural de nosso povo, praticada em cerca de 152 países é reconhecida internacionalmente como arte/luta brasileira. Cantada em versos, contadas em livros e apresentada em filmes, ganhou e ganha adepto a todo o momento.

Ela venceu a luta a ingerência, indevida, do sistema CREF/CONFEF e caminha intrépida por entre as ações públicas e governamentais.

Neste sentido nós Capoeiristas reunidos no Encontro de Mestres promovidos pela Fundação Palmares, por ocasião do seu 21° aniversário, após intenso profícuo debate resolvemos o seguinte:

a)     Apoiar, participar, contribuir, envolver-se inclusive na concepção, dos encontros regionais que serão realizados pelo Ministério da Cultura, através do IPHAN, entendendo-os como fase preparatória do Encontro Nacional ou Congresso a ser realizado em 2010 na Capital Federal;

b)     Envidar esforços para que estes encontros sejam partilhados do ponto de vista do Poder Público com os ministérios da educação, trabalho, esporte, Previdência e Cultura;

c)     Realizar um cadastramento imediato dos Mestres antigos com o objetivo de dar-lhes condições de vida compatíveis com suas contribuições ao desenvolvimento desta importante manifestação cultural brasileira;

d)     Apoiar o PL 031/09 em tramitação no Senado, onde apresentaremos inclusive um substitutivo melhorando a sua redação de acordo com a nossa necessidade;

e)     Lutar para que a Lei 10.639/03 contemple a prática e o ensino da Capoeira nas escolas proposta do senhor Vitor Hugo Narciso – Mestre Gavião da Federação Riograndense de Capoeira e Liga Regional de Capoeira.

Estas resoluções partem da constatação unânime que sob o governo do Presidente Lula obtivemos conquistas importantes. Mas estas ainda são insuficientes para resgatar o legado de nossa participação na formação da nação brasileira.

Nós queremos a profissão reconhecida, queremos Capoeira na Escola!!!

Queremos acima de tudo que a capoeira tenha um lugar que merece no cenário nacional compondo políticas públicas do estado brasileiro para que possamos utilizar plenamente o seu potencial enquanto instrumento de Inclusão Social.

Por esta razão vimos a público dizer que seguiremos lutando para conquistar as condições necessárias para o desenvolvimento e fortalecimento da Capoeira.

Brasília 20 de agosto de 2009.

MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA

Demorei para responder, pois estava assoberbado com a Semana Municipal de Capoeira de Porto Alegre na qual sou um dos organizadores. Agora poderei divulgar com mais tempo o Movimento Nacional Integrado de Capoeira.

Pois bem apresentei o conteúdo para ser votado na plenária no Encontro de Mestres de Capoeira em Brasília, na qual foi unânime o apoio ao nosso conteúdo do projeto, esse que estou passando.

É um momento importante para nossa classe, precisamos de capoeiristas engajados na militância do movimento conosco. Entendemos que esse projeto tem tramitação legal e que deve ser apoiado e executado pelo governo. Os capoeiristas interessados em participar deverão entrar em contato com o Mestre Gavião, o projeto visa a reorganização da capoeira em nível nacional. Assim convenceremos o governo reconhecer e legitimar o nosso Movimento.

O Movimento Nacional Integrado de Capoeira não tem presidente, todos são membros aonde devemos nos reunir em seminários municipais, regionais estaduais e a nível nacional, para discutir, implementar, lutar pela nossa classe e mostrar os nossos avanços na capoeira com políticas públicas.

O que nós precisamos é que os capoeiristas militem pela capoeira, e trabalhem pelo coletivo e não para o seu grupo, a proposta do Movimento Nacional Integrado. Se tiver interesse de contribuir para o Coletivo estaremos colocando o capoeirista como membro do Movimento Nacional Integrado de Capoeira e responsável pela sua cidade.

Membro do Movimento Nacional Integrado de Capoeira

INTRODUÇÃO

É conhecida a enorme dificuldade que os grupos de capoeira e as culturas populares historicamente enfrentam para dar continuidade às suas atividades e para manutenção de suas expressões.

A política pública de ações afirmativas vem avançando como conseqüência do aperfeiçoamento da democracia na sociedade brasileira ocorrida nos últimos anos com a participação e até mesmo o controle dos movimentos e entidades da sociedade civil organizada sobre o Executivo, o Legislativo e, principalmente, o Judiciário.

Nestes últimos anos os capoeiristas conquistaram espaços dentro das escolas públicas e privadas, com apoio da Unesco, como também em centros comunitários e na comunidade em geral.

A capoeira passou historicamente por diferentes fases em suas relações com o Estado brasileiro, desde a rejeição e perseguição nos anos de escravidão e pós-abolição até a absorção como símbolo de identidade nacional a partir dos anos 1930 quando passou a ser apresentada como “esporte nacional”.

Diferentes camadas sociais passaram a praticar a capoeira que passa também a ser muito incentivada pelo Estado nos anos da ditadura militar brasileira, no entanto, em seus aspectos disciplinadores e ufanistas.

Nos últimos anos, com a abertura democrática, a capoeira retorna ao gueto de onde nunca saiu e onde estava camuflada, ou melhor, pode mostrar a sua verdadeira identidade e ser uma Ferramenta de Inclusão Social.

Os governos e a classe política passam a perceber o movimento cultural popular que a capoeira representa. Em vários governos municipais e estaduais surgiram secretarias focadas na questão do negro e no próprio governo federal é criada a SEPIR (Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial), com estatuto de Ministério, para promover ações afirmativas em relação aos afro-brasileiros que vão desde o reconhecimento de terras quilombolas à lei 10.639/03 substituída pela 11.645/08. Sendo a capoeira uma manifestação reconhecidamente afro-brasileira são também nesses espaços que se inserem as políticas públicas voltadas especificamente para capoeira e os capoeiristas.

No entanto, mesmo com a série de lutas, diversas medidas e conquistas de ações afirmativas de forma generalizada para os afrodescendentes, não está ainda superada a questão da falta de políticas públicas específicas para capoeira e o exercício da mesma como profissão.

No Brasil os negros foram libertados e deixados na condição dos primeiros sem-teto, primeiros desempregados em massa, pois foram libertos sem nenhuma indenização ou oferta de um meio de sobrevivência digno, fazendo uma ponte diretamente das senzalas para as favelas e periferias das cidades brasileiras, diferente daquilo que ocorreu com os imigrantes europeus que substituíram a mão-de-obra escrava pela assalariada recebendo facilidades quanto à posse da terra e outros benefícios. Nesse período pós-abolição a capoeira e sua prática entraram para o Código Penal como crime em 1890, assim como a religião de matriz africana e quase tudo que pertencia à cultura afro-brasileira foi marginalizado e perseguido. O negro agora liberto era vigiado como criminoso potencial e suas práticas culturais eram consideradas ilegais.

Um dos aspectos que se destacam na análise do processo que perpetua a discriminação em nossas comunidades é o fato de que a exclusão social e a falta de políticas sociais e econômicas a que foram submetidos os ex-escravos, como trabalhadores livres da cidade e do campo, corresponderam também à negação a tais camadas da população a possibilidade de elaborar sua história e o direito à sua própria memória. A negação de tal direito cria extrema dificuldade para desenvolver as identidades coletivas, que é um dos pilares do exercício da cidadania.

Por isso propomos aos capoeiristas um MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA, para legitimar a classe da capoeira como um movimento organizado, coletivo e integrado que lutará por políticas públicas para capoeira e para aquele que vive da capoeira em cada cidade da União.

Começaremos com eventos (seminários, congressos) municipais, regionais e estaduais. Cada coordenador ficará responsável por interagir com os capoeiristas de vários segmentos que praticam a capoeira, debatendo e se articulando para o movimento ser forte e legitimado em sua cidade, divulgando por meio de correio eletrônico, jornais, revistas, sites e os meios que dispuser para divulgar o MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA e seus propósitos.

Os capoeirista dos movimentos municipais, regionais e estaduais deverão se mobilizar pelo convênio com prefeituras e governos do estado para a aplicação da lei 11.645.

LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008.

Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

O MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA se organizará para debates e articulações em seus diversos níveis, municipal, estadual, regional e nacionalmente, para o fortalecimento do Projeto Lei para a profissionalização da capoeira a ser debatido no Senado. Acreditamos em um Estado democrático no qual os capoeiristas possam ser convidados para contribuir e decidir sobre as políticas públicas para capoeira no Executivo, a partir de um Legislativo que seja sensível à causa dos capoeiristas, para assim atingirmos a melhoria das condições de vida daquele que vive da capoeira.

É claro e evidente que sem um MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA organizado e atuante a luta pela melhoria das condições de vida do capoeirista se fragmenta e individualiza, nos fragilizando como grupo coletivo. Temos que ter consciência que não conseguiremos atingir o poder público de forma individual e fragmentada, sem a organização e atuação de um movimento nacional que aja de forma integrada e coletiva.

LEVANTE ESSA BANDEIRA! É DO MOVIMENTO DE CAPOEIRA, É DE TODOS NÓS

Abraço Mestre Gavião

Maiores informações: Mestre Gavião (051) 8400.5500

E-mail: [email protected]

http://redenacionaldacapoeira.ning.com/

Escola de Governo promoverá Semana de História da África

O continente africano, sede da Copa do Mundo de 2010, é tema de cursos e oficinas promovidos pela Escola de Governo do Pará (EGPA), durante a Semana de História da África, que começará no próximo dia 14 (quinta-feira). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na Coordenadoria de Valorização e Cidadania (CVC), no prédio da Escola (Av. Almirante Barroso, 4314) ou pelo site www.escoladegoverno.pa.gov.br.

Os cursos e oficinas integram a programação da Semana de História da África e começam na próxima segunda-feira (11). Entre os cursos ofertados estão História Social da África, ministrado pela professora Rosa Acevedo; História Social da Capoeira, pelo professor Aldrin Figueiredo, e A Sala de aula e os desafios do ensino da religiosidade e do sincretismo religioso africano, pela professora Anaíza Vergolino.

Também serão realizadas oficinas de joias e colares africanos, dança e músicas do continente, considerado o berço da humanidade e que tem estreitas relações com o Brasil.

A África é o segundo continente mais populoso da Terra (atrás apenas da Ásia), e o terceiro mais extenso (perdendo só para Ásia e Américas). Tem cerca de 30 milhões de km² e mais de 900 milhões de habitantes, distribuídos por 53 países. Destes, cinco foram colônias portuguesas e adotam o português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Para se inscrever via internet basta acessar a ficha de inscrição, preencher e enviar para os e-mails: [email protected] e [email protected]

Abaixo, a programação da Semana de História da África

Data: 14/05/2009
Horário: 18h
Tema: A Lei 10.639/2003 e as suas repercussões no ensino e nas políticas de inclusão sóciocultural para negros e negras.

Participantes – Ana Júlia Carepa – Governadora do Pará
Iracy Gallo Ritzmann – Secretária de Estado de Educação
Édson Ary Fontes – Diretor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
Edilza Joana Oliveira Fontes – Diretora geral da Escola de Governo do Pará
Verônica de Menezes Nascimento Nagata – Reitora Pro-tempore da Universidade do Estado do Pará (Uepa)
José Roberto da Costa Martins – Secretário de Estado de Justiça e Diretos Humanos
José Vicente – Reitor da Unipalmares

Mesa Redonda
Data: 15/05/2009
Horário: 18h
Tema: A História do negro no Brasil e a África Contemporânea
Flávio dos Santos Gomes – UFRJ
Didier Lahon – FAHIS/UFPA
Rosa Marin Acevedo – Naea/UFPA
Representante do Grupo de Estudos Afro-amazônico
Representante do Cedenpa
Representante do Mocambo

Cursos de Formação
1. A História da África e a Amazônia Brasileira – Rosa Marin Acevedo
2. História Social da Capoeira – Aldrin Moura de Figueiredo
3. A Sala de aula e os desafios do ensino da religiosidade e do sincretismo religioso africano – Anaíza Vergolino
4. África Contemporânea: Sociedade e Cultura – Didier Lahon
5. Regularização fundiária em áreas de remanescentes de quilombo – Jerônimo Trecani
6. Políticas Públicas de Inclusão Social do Negro – Raimundo Jorge

Oficinas
1. Oficina de Artesanato
2. Oficina de Dança: Musicalidade, samba e tambores africanos – Mauro Roberto da Silva Lima
3. Oficina de Música

Texto: Ascom/EGPA – http://www.agenciapara.com.br

Ministros participam do dia mundial pela atividade física no Rio

Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Igualdade Racial, Edson Santos, além dos secretários estadual e municipal da Saúde, Sérgio Côrtes e Hans Dohmann, participam neste domingo (5) das comemorações do dia mundial pela atividade física no Rio. Durante o lançamento, eles apresentam o plano nacional de atividade física.

O objetivo é diminuir o sedentarismo e incentivar a prática de exercícios entre a população, por meio de uma articulação de escola, governo, empresas privadas, entidades científicas para promover ações nos estados e municípios.

“Se cada brasileiro fizesse 30 minutos de atividade física, cinco dias por semana, poderiam ser evitadas 260 mil mortes por ano. Um dado da Organização Mundial da Saúde mostra que o sedentarismo e o consumo de gordura são os causadores de mortes por câncer e doenças cardio-vasculares”, falou Temporão. 

Cerca de 450 municípios em todo o país vão participar do projeto.

“Os ministérios integrados vão articular a participação de empresas, órgãos do governo, para que as pessoas façam exercícios.”

Evento em São Cristóvão

O evento acontece das 9h às 15h na Quinta da Boa Vistam, na Av. Pedro II, entre as Ruas Almirante Baltazar e Dom Meinrado, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.

Vão acontecer atividades de ginástica, dança, jogos populares e esportivos, dicas de alimentação saudável, oficina de produção de brinquedos, caminhada orientada por profissionais, apresentações culturais com a participação de artistas e atletas e rodas de capoeira e artes marciais.

II Encontro da Música Atual e Tradicional da Capoeira

II Encontro da Música Atual e Tradicional da Capoeira apresenta:

II Festival de Ladainha, Corrido e Quadra ou Chula

Inscrições abertas para o Prêmio

Tributo aos Mestres Pastinha e Bimba

tudo sobre o Festival, o Prêmio e o Projeto www.colecaoemiliabiancardi.blogspot.com

Maiores informações:
71-8847-0925 ou 71-8732-2476
[email protected]

Realização:
Projeto de Implementação da
Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais
Emília Biancardi

Apoio Fundo de Cultura / Governo da Bahia

Capoeirista quer que a capoeira tenha mais valor em Uberaba

A capoeira, uma arte sem dúvida de grande importância cultural, tanto por sua história, instrumentação ou pelos aspectos físicos e pedagógicos, recentemente foi considerada pelo governo federal como patrimônio cultural do Brasil e é uma das manifestações mais praticadas no país, podendo até estar entre os esportes com mais adeptos. Também conhecida como a única arte marcial genuinamente brasileira, a capoeira ganha o mundo e a cada dia é praticada em mais países.

"Infelizmente em Uberaba os praticantes dessa arte se sentem esquecidos pelo governo municipal, reclamam a cada dia de falta de apoio e da política unilateral com que a arte é tratada. Por causa disso, adeptos abandonam a arte a cada dia, projetos do governo que excluem quem não tem diploma de Educação Física, remunerando os diplomados e tomando o espaço e alunos de quem se sustenta dando aulas de capoeira, talvez os responsáveis por tais projetos não saibam que capoeira é cultura popular e isso não se ensina em faculdade", declara o capoeirista Cydewal.

Há capoeiristas realizando trabalhos sociais de forma gratuita à população sem nenhum tipo de apoio ou assistência, há capoeiristas promovendo eventos culturais abertos ao povo e custeando as despesas do próprio bolso ou pedindo ajuda de porta em porta no comércio local.

"É preciso que se crie um projeto para se assistir, apoiar e orientar a capoeira da cidade que se resume em mais de 15 grupos e todos com inúmeros professores dando aulas. Esse pessoal precisa de apoio e ser orientado, a capoeira de Uberaba precisa de um representante ‘legítimo’, em algumas secretarias da prefeitura, o que está acontecendo com a capoeira é um total desrespeito do poder público. A Prefeitura de Uberaba parece querer acabar com a capoeira na cidade, pois agora nem espaços municipais são oferecidos aos capoeiristas. Para se dar aulas, tem que participar de algum "projeto" onde seus diretores colocam quem eles bem querem, sem direito a uma seleção. Antigamente qualquer espaço público era aberto a qualquer manifestação folclórica ou cultural e isso acabou. Além de não ajudar, agora fecham as portas, isso tem que mudar, pois a capoeira de Uberaba pede respeito. Esperamos que um dia os responsáveis pela cultura de Uberaba entendam o valor e a importância de nossa arte", disse Cydewal.

Fonte: http://www.jornaldeuberaba.com.br/

PAN 2007: Tocha será recebida com capoeira em Parati

A Superintendência de Igualdade Racial está organizando o revezamento da tocha pan-americana no Quilombo Campinho da Independência, em Parati, na Região da Costa Verde e o objeto será recebido, no dia 9 de julho, com jongo e capoeira.
A grande justificativa da chegada da tocha inclui oficialmente a participação dos afro-descendentes fluminenses na competição e chama a atenção para as comunidades quilombolas do Estado do Rio.
 
Segundo a superintendente de Igualdade Social, a atriz Maria Ceiça, a chegada da tocha contará com apresentação de jongo e capoeira, além de promover um encontro entre comunidades quilombolas no Rio de Janeiro.
 
"É um privilégio para nós participarmos do Pan com este evento. Os tambores vão tocar neste dia. A tocha chegará às 9h (de Brasília), mas antes já estaremos divulgando a cultura negra no quilombo. Muita gente desconhece o número de comunidades quilombolas no Estado", explicou.
 
"Este evento será uma forma de mostrar a importância destas áreas que preservam a cultura afro-brasileira. Além disso, é uma maneira de inserir oficialmente a comunidade negra nos Jogos Pan-americanos", afirmou.
 
No dia 17 de abril, o governador Sérgio Cabral reafirmou o compromisso do governo do Estado com a igualdade racial, assinando uma série de convênios em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Sesi), a Federação das Indústrias do Estado (Firjan) e a Associação de Quilombos do Rio de Janeiro.
 
Os termos de cooperação técnica para a realização de um censo escolar, entre jovens e adultos, e a implementação de cursos de educação básica e de alfabetização, além da implantação do projeto "Cozinha Brasil", de segurança alimentar e nutricional nos quilombos, foram algumas das propostas acertadas.
 
Outro grande passo em prol da promoção da igualdade racial no Estado foi a assinatura de termo de cooperação que estabelece a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que permitirá um diagnóstico da condição de vida do negro em relação ao acesso a bens públicos e perfil econômico, por exemplo.
 
"A elaboração do Plano Estadual de Igualdade Racial é muito importante. Só por meio dele, poderemos fazer um mapeamento no Estado do Rio sobre os afro-descendentes. Nós não temos políticas públicas para o negro no Estado, isso é feito, na maioria das vezes, por organizações não-governamentais. O plano é a concretização de uma proposta de política pública efetiva do governo estadual", disse.
De acordo com Maria Ceiça, o termo de cooperação também permitirá que a superintendência sensibilize os 92 municípios do Rio a participar do Fórum Intergovernamental de Igualdade, espaço de articulação entre os governos federal, estaduais e municipais.
 
Até então, o Estado do Rio ainda não havia assumido com o governo federal o compromisso de participar das discussões sobre a situação do negro no Brasil.
 
Com informações do jornal O Dia

O Elo Perdido – Parte 2

A capoeira e os capoeiristas até 1930, estavam nas favelas, nos guetos, nos cais, nos armazéns, nas festas populares, nas feiras, com sua natureza combativa, irreverente. Não havia estilo de capoeira e nem escolas. Aprendia-se no dia-a-dia, nas rodas, nas feiras. Era coisa de vagabundos, marginais, negros… Éramos assim rotulados.
Os capoeiristas eram todos de uma mesma classe, classe inferior. Cada qual com seu jeito próprio de expressar fisicamente suas amarguras ou alegrias, porém com os mesmos objetivos culturais,mesmo que inconscientes, que era ser e existir com dignidade.
 
Promoveram fortes conflitos com a polícia, desencadeando uma verdadeira guerra à sociedade da primeira classe. O que era considerado pelos poderosos, bagunça, desordem, carnificina, para os capoeiristas era nada mais do que reivindicação dos direitos básicos. Era o nosso sindicato. Por isso, tentaram aniquilar os capoeiristas com prisões, assassinatos, leis federais, deportações, aliciações, como fazem nos dias de hoje, com os que ousam liderar qualquer movimento contra os interesses dos poderosos, são assassinados, comprados ou desmoralizados.
 
Os capoeiristas estavam apavorando a sociedade branca por terem espírito combativo, resistente, não se intimidavam, nem se vergavam diante do sistema. E a capoeira continuou combatendo, reivindicando, revidando, porém dissimulada, com sua identidade avessa, marginal, temida, respeitada. Os poderosos, na tentativa de suprimir a capoeira e os capoeiristas, passaram a conhecer o poder combativo e resistente dos mesmos. Não tendo êxito com pancadas e assassinatos, gerando sempre mais revolta e revide, mudaram a tática de combate à capoeira. Infiltraram-se, nos adotaram, e com a falsidade de sempre, de que iriam nos incluir, nos respeitar, simplesmente nos amansaram, enfraquecendo os ideais da luta cultural e quase nos matam o espírito.
 
Essa adoção da capoeira pelo governo teve início na época em que Getúlio Vargas foi o ditador do Brasil, na década de 30. Sabemos que os políticos representam os poderosos e tudo que fazem é para simplesmente se manterem no poder e darem continuidade ao covarde projeto de seus antepassados: “comer sem trabalhar”. No momento em que nossos reais inimigos nos adotaram, o conflito que era declarado, entre as elites e os da classe inferior, que antes invadiam, pilhavam os candomblés, reprimiam os capoeiristas, na tentativa e suprimir toda cultura afro, ficou mascarado. Aparentemente não havia mais conflito, a capoeira passaria a ser esporte nacional, passando a ser consumida pela classe média, que eram os filhos dos opressores. Sendo a capoeira um embate à eles mesmos, jamais poderiam compreender a fundo o que representava a capoeira para os que estavam na miséria. Só compreende realmente, quem sofre na pele, o que não era o caso da classe média. Tanto é verdade que Jair Moura, escritor e capoeirista, um dos poucos que o Mestre Bimba graduou, diz que “a capoeira antes de Bimba era instrumento de ataque e defesa manejado principalmente (na Bahia) por desordeiros indisciplinados das camadas mais humildes da população e que a maior contribuição de Bimba foi transformar a capoeira num esporte que granjeou muitos adeptos, além da criação de uma verdadeira metodologia para o aprendizado da luta dos negros, tornando-a um verdadeiro curso de educação física”. Verdadeiro absurdo, Jair Moura desvaloriza toda capoeira antes da adoção pelo governo, não percebe a face de resistência cultural, julgando-os simplesmente desordeiros. Não foi Bimba quem tirou a capoeira da “margem” e sim o Governo, para sua conveniência. Não estou culpando-os, tinham outros valores, comiam, estudavam, viajavam, iam ao teatro, eram direcionados para leitura etc… Muitos, até acredito que se sensibilizavam com tamanha desigualdade, mas muito longe de compreenderem de fato tal contraste.
 
O que me entristece é saber que muitos da classe inferior, que conseguiram com muito esforço e sacrifício estudarem, quebrando a regra da ignorância, foram absorvidos totalmente pelo sistema. E hoje cheios de títulos, trabalham para distanciar cada vez mais a capoeira de seu objetivo, transformando-a em simples atividade esportiva. Deturparam o trabalho do Mestre Bimba, que foi o escolhido pela elite para servir de modelo referência para todo esse processo de descaracterização dos reais objetivos culturais da capoeira.
 
Mestre Bimba foi um grande lutador e quando foi chamado para ir ao Palácio do Governo da Bahia, não tinha dúvida de que iria ser preso. A capoeira até então era “coisa” de malandro (da perspectiva da elite) e uma ameaça aos bons costumes. Sendo o Mestre negro e capoeirista, não restavam dúvidas quanto à sua prisão. Mas foi surpreendido pelo Interventor Geral da República, convidando-o para exibir sua capoeira aos “ilustres convidados”. Em 1937 então, Mestre Bimba foi autorizado pelo Governo a ensinar a capoeira em recintos fechados, tirando-a da “marginalidade”. Não é de estranhar tanta flexibilização por parte do Governo? Com certeza fizeram exigências, resultando em uma nova tradição para capoeira, tradição essa que não a associasse ao caráter marginal da então capoeira que era jogada e ensinada inclusive pelo próprio Mestre Bimba, antes de toda essa falsa abertura pelo Governo.
 
Mestre Bimba foi e sempre será para nós um grande capoeirista, mas para as elites não passou de inocente útil aos seus interesses. A capoeira saiu dos guetos, não os capoeiristas, tanto é verdade que depois de usado, Mestre Bimba foi descartado pelos mesmos, vindo a morrer na miséria como todos os de sua classe.
 
A classe média passou a consumir a capoeira, enxertaram seus valores, que não eram os valores dos que estavam nas favelas e promoveram a capoeira na versão burguesa mundo afora. Esse é o modelo de capoeira que ganhou espaço na mídia, visibilidade e apoio, em detrimento da capoeira cultural dos resistentes velhos mestres. A capoeira adentrou a sociedade, porém sem espírito, totalmente desprovida de suas raízes, sem identidade, sem causa, sem ideais.
Essa abertura do Governo à capoeira, não foi conquista dos capoeiristas, se fosse realmente nossa conquista, a capoeira não precisaria ser remodelada para o consumo das classes abastadas, perdendo totalmente a identidade.
 
Precisamos resgatar urgentemente para nossa expressão física, o espírito, os ideais por melhores condições de vida, por equilíbrio social entre os que trabalham e os que mandam trabalhar. Esse é o elo perdido, esses são os objetivos. Caso contrário, continuaremos a reproduzir o sistema social escravista, dentro de uma arte libertária.
 
Não estamos incluídos no contexto social, uma guerra social mascarada, onde as armas são as canetas e nossa total desarticulação. Com isso estamos permitindo que usem o nosso sindicato contra nós mesmos. Se não resgatarmos esse elo, a capoeira não terá mais o objetivo que teve no passado, que era combater a desigualdade social.
 
Para que possamos entender a capoeira de hoje, temos que urgentemente nos informar, ler as histórias do passado, para nos situarmos no presente. Sei que para nós é muito difícil ler, não somos educados para leitura e sim para televisão, propositalmente. A televisão trabalha para os ricos, adentra nossos lares, maquiando a escravidão, incentivando o racismo, impondo valores, modas, hábitos, atitudes, padrões. Onde há uma televisão ligada não há diálogo, ficam todos consumindo novelas e outros programas que nada contribuem para nossa vidas. Estamos descendo rio abaixo sem sabermos dos fatos anteriores, das escolhas feitas no passado, quem as fez e em que circunstâncias foram feitas, das quais estamos sofrendo as consequências.
 
Continuaremos reclamando e transferindo para o outro, o que por ignorância reproduzimos. Portanto, temos que nos organizar, nos unir, independente de grupos, ou estatutos, que foi outra forma eficaz de nos dividir. Temos que mandar à merda todos esses títulos, esses valores não servem para a capoeira, esses são valores dos burgueses.
 
Temos que parar de reproduzir o racismo, doença que nos divide, promovida hereditariamente pelas elites, sendo hoje fortemente mascarada, mas que convive conosco dia-a-dia. O fato de minha pele ser mais clara, ou mais escura, não significa que eu seja totalmente branco, ou negro, ou índio. Mesmo que haja entre nós alguém “puro”, não deve ser motivo para divisão. Nossa luta deve ser por equilíbrio social, respeito à nossa cultura, e não por supremacia de raças, sendo que estamos todos na mesma condição social. Se não nos livrarmos dessa doença chamada racismo, vamos continuar comendo restos e carregando esses miseráveis com nosso trabalho. Não podemos permitir que nos façam esquecer a escravidão do índio e do negro, com falsas histórias, ou queimando documentos como fez Rui Barbosa. Mas não devemos com isso nos dividir, pois hoje somos todos escravos. Compreendo que o negro sofra duplamente, sendo a sociedade hipócrita e racista.
 
Como se não bastassem as Federações de capoeira, que nos manipulam, vigiam, nos ditando regras, agora já temos os CREF´S, que vão criar seus filhos com o suor de nossas gingas.
 
Temos que reassumir a capoeira, exercitando as duas faces. Resgatar verdadeiramente os nossos verdadeiros Mestres. Valorizá-los de
verdade, e não simplesmente usá-los, como acontece atualmente.
As nossas reivindicações devem ser por direitos básicos, uma vez que pagamos por esses benefícios, através de duros impostos, que são desviados para o prazer e luxúrias da elite. Queremos escolas públicas em condições dignas, onde nossos heróicos professores da rede pública possam realizar seus trabalhos e serem valorizados. Universidades gratuitas para todos e em boas condições. Que o plano de saúde pública, que pagamos, realmente atenda com agilidade e eficiência os “contribuintes”.
 
Somos usados para produzir e para consumir, portanto, quem depende de quem afinal? Temos que compreender como funciona o sistema e atuarmos em benefício comum da classe. Somos os responsáveis por toda riqueza, que vem lá de trás com a escravidão do negro e do índio com a permissão e presença da Igreja Católica, que recebia 5% de cada escravo vendido.
 
Apesar de sendo nós os que alavancamos as riquezas, assim mesmo nos desvalorizam, imaginem quando as máquinas nos substituírem de vez, quando não precisarem mais dos nossos braços, onde seremos somente consumidores. Então, estará perdida de vez nossa luta.
 
Seremos jogados ao vento, como fizeram com os escravos em 1888 com a promulgação da Lei Áurea. Que por interesses comerciais, substituíram a mão-de-obra escrava dos negros, pela dos europeus. E ainda se não bastasse, tornaram a Princesa Isabel, uma escravocrata, na redentora dos negros. Infelizmente, muitas pessoas, inclusive capoeiristas, acreditam nessa mentira, são os que só vêem os fatos por cima. As histórias que nos contam, estão todas armadilhadas. Antes de acreditarmos nesses desgraçados, temos que ponderar, analisar a fundo os fatos. Sem eira nem beira, os negros foram jogados para as ruas, não tiveram direito sequer a um pedaço de terra para continuarem a sobreviver, depois de séculos de serventia e maus-tratos. As histórias se repetem, portanto: mãos à obra.
 
Dizem que é destino ser pobre, que somos incapazes, burros, inferiores, mas isso não é verdade, temos as mesma capacidade e potencial, o que falta é igualdade de condições. É muito cômodo apontar o dedo para as pessoas, e rotulá-las de burras, vagabundas, faveladas, quando temos quem nos ajude a enxergar o caminho, ou quando estamos inseridos nas classes abastadas da madrasta sociedade. Quando avançarmos na sociedade e tivermos nossos direitos
assegurados, então faremos nós mesmos nossas próprias escolhas.
Poderemos optar por estudar ou não, irmos ao dentista ou não, enfim… Teremos opção de escolha, o que não temos hoje.
 
Porque o mundo ainda é uma grande senzalaPortanto, temos um sindicato, temos uma força que é a capoeira, precisamos conhecê-la a fundo. Buscarmos dentro de nós alguma centelha de nobreza e aplicarmos nesse ideal. É uma luta árdua, onde não deve haver espaço para vaidades pessoais ou benefícios isolados.
 
Uma luta que levará tempo e sacrifício, devemos começar por nós mesmos.
Temos que tornar nossos espaços, onde exercitamos o físico, também em espaço cultural, ensinando os alunos não somente a jogar, a cantar, mas também a pensar, ajudando-os a situarem-se na história, para que sejam mais do que jogadores de capoeira ou valentões, sejam pensadores conscientes, para que possam contribuir para causa, passando à frente a mensagem.
Temos que substituir as cordas (graduações) por uma causa. Tornar os encontros de capoeira, para além do jogo, do canto. Temos a obrigação moral de contribuir para a vida dos nossos alunos, e não reproduzirmos o sistema, aproveitando-se da ignorância para tê-los às nossas conveniências.
 
A escravidão está em todos os lugares, mascarada de muitas formas, sendo promovida por capitães-do-mato travestidos, muitos deles de mestres de capoeira…”abre o zóio siri di mangue”.
 
Em causa estão as atitudes, não as pessoas!!!
 
Salve a liberdade… Viva Zumbi!
Mestre Pinóquio
 
[email protected]
 
Leia Também:  ELO PERDIDO – PARTE 1
 
CENTRAL CATARINENSE DE CAPOEIRA
Fundada em 29 de julho de 1998
CAÁ-PUÊRA
EDIÇÃO ESPECIAL:
O ELO PERDIDO – PARTE 2
POR MESTRE PINÓQUIO
MAIO DE 2007
 
ASSOCIAÇÃO CULTURAL CAPOEIRA QUILOMBOLA
“Porque o mundo ainda é uma grande senzala”
 

Governo do Rio adere a Fórum de Promoção da Igualdade Racial

Rio de Janeiro – O governo do Rio de Janeiro firmou nesta terca-feira (17) termo de adesão ao Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial. O convênio foi firmado com as presenças dos ministros Orlando Silva Jr., dos Esportes, e Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Social, além do governador Sérgio Cabral.
 
Durante a solenidade, também foi assinado Termo de Cooperação Técnica para a implantação de programas de apoio às 25 comunidades quilombolas do estado do Rio de Janeiro. Pelo acordo, o Sesi-RJ vai realizar o censo demográfico da população fluminense de afrodescendentes – que servirá de parâmetro para que seja traçado um diagnóstico da situação socioeconômica dessa população de modo a orientar a aplicação nas comunidades quilombolas fluminenses dos programas Cozinha Brasil, Alimentação Inteligente e Alfabetização de Jovens e Adultos.
 
Para a ministra Matilde Ribeiro a adesão do Rio ao Fórum presta uma enorme contribuição para a redução das desigualdades no país, principalmente ao promover a igualdade social e racial.
 
“É uma iniciativa, envolvendo os governos federal e estadual, que já deveria estar acontecendo no país desde a época da abolicão da escravidão. Os governos hoje, aqui estão se comprometendo a desenvolver ações conjuntas visando à inclusão e a geração de oportunidades tendo como foco os grupos que vem sofrendo discriminação histórica no país: como os negros, os indígenas e ciganos, entre outros”.
 
O convênio assinado entre o governo do estado e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial tem como objetivo estabelecer parcerias para o desenvolvimento de ações que beneficiem as populações negra, indígena, cigana, judaica, árabe e muçulmana, que constituem os grupos étnico-raciais historicamente discriminados.
 
Na ocasião também foram firmadas com o CO-Rio, a União e o governo do estado parcerias para promover a interação de jovens, assim como dos internos do Degase, aos eventos dos Jogos Pan-americanos.
Já com a Confederação Brasileira de Capoeira foi criado o projeto Ginga Brasil, visando à promoção da capoeira como um elemento cultural, social e político a ser desenvolvido em quilombos e comunidades carentes.
Ao final da cerimônia houve uma apresentação do cantor e compositor Altair Veloso e uma demonstração de grupos de capoeira. Convidados, o governador Sérgio Cabral e o ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior, arriscaram alguns passos de capoeira no meio do salão Nobre do Palácio Guanabara.
 
Entre os diversos convidados, estiveram presentes as atrizes Ruth de Souza, Chica Xavier e Maria Ceiça, atual superintendente de Igualdade Racial do estado, os atores Milton Gonçalves, Antonio Pitanga, as cantoras Sandra de Sá e Eliane Pitman, e o índio pajé Tobi, da etnia tupi-guarani.
 
O Rio de Janeiro será o primeiro estado da federação a implementar o projeto de resgate das populações remanescentes de quilombos. A escolha partiu da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e do Conselho Nacional do Sesi.
 
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Capoeira & Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil

Ações destinadas às crianças e adolescentes do município de Porto do Mangue são desenvolvidas através do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (Peti), visando manter os beneficiados na escola e participando de atividades educativas. O programa atende a crianças e adolescentes com faixa etária entre 7 e 15 anos com atividades visam a melhoria na qualidade de vida para a população.
 
Segundo a coordenadora do Peti, Antonia Cristiane Florêncio Dantas, o programa beneficia atualmente cento e cinqüenta crianças do município, sendo cem atendidas na sede do município, trinta na comunidade do Rosado e vinte na comunidade do Logradouro, em vários atendimentos.
 
Atividades
 
"Estas crianças e adolescentes participam de atividades educativas em horário inverso ao escolar. Para ser uma beneficiada, ela precisa estar matriculada na escola e estar freqüentando as aulas regularmente", afirma.
 
De segunda a sexta-feira, as crianças e adolescentes participam de diversas atividades educativas em horário inverso escolar, com as aulas de reforço, capoeira e de serigrafia. Todos as atividades são acompanhadas por monitores especializados que acompanham todas as ações desenvolvidas. Através do programa, cada beneficiado recebe mensalmente uma bolsa no valor de R$ 25,00 para auxiliar na renda familiar.
 
A coordenadora destaca que a merenda distribuída é acompanhada por uma nutricionista, que monta semanalmente um cardápio alimentar com todos nutrientes necessários para uma alimentação saudável.
Capoeira
A equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social está elaborando um projeto para realizar o batizado da capoeira no final do ano. O evento está previsto para acontecer em 10, 11 e 12 de dezembro, e contará com a participação de grupos de capoeira de outros municípios e de estados vizinhos.
A coordenadora informa que os projeto está na fase de elaboração para depois ser encaminhado os ofícios para outras cidades. "Será um grande evento e esperamos reunir um grande número de pessoas. O evento marcará o resultado de todo o trabalho realizado com os alunos", finaliza
 
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PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
 

O Brasil é considerado referência mundial no combate à exploração de crianças. É o único país a adotar política específica contra esta mão-de-obra. Em 1996, o governo criou o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o PETI. Resultado da mobilização da sociedade seu principal objetivo sempre foi de retirar crianças e adolescentes de 7 a 15 anos do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante.
 
O PETI é uma ação do governo que desperta em nossas crianças e em suas família a possibilidade de um outro futuro.Atualmente, as ações de proteção social especial às crianças e adolescentes vêm sendo transformadas em política pública e ações continuadas a serem executadas regularmente por meio do Sistema Único da Assistência Social – SUAS. Ao lado disto, existe o compromisso do governo federal de alcançar até 2006 todas as crianças e adolescentes utilizados como mão-de-obra. Segundo o PNAD/2003 são 2,7 milhões, na faixa dos 5 a 15 anos, representando 7,46% das crianças nesta idade. Em 1995, um ano antes da criação do Peti, eram 5,1 milhões – 13,74% das crianças entre 5 e 15 anos.
 
Para mais informações sobre o Peti clique aqui e acesse o conteúdo da página do portal MDS