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Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC

Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC

Projeto conta a história da capoeira no ABC; Atividade gratuita e aberta ao público geral

Nos dias 7, 8, 9 e 10 de Agosto, o Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC” que através de vivência, bate papo e workshop contará a história da prática na região do ABC e curiosidades sobre a manifestação sociocultural de origem afro-brasileira, que mistura luta, dança, elementos da cultura popular e música.

O projeto Conexão Capoeira ABC, propõe-se a ser um catalisador para discussões acerca das questões históricas da capoeira local, dos direcionamentos contemporâneos desta manifestação, um momento oportuno para formação e instrumentalização de mestres e professores de capoeira e de áreas correlatas, e ainda um espaço para a troca de saberes e experiências.

bate-papo

Ancestralidade: Corpo, Cultura e Religião

Abertura Conexão Capoeira ABC

07/08. Terça, às 19h30

Bate papo sobre a ancestralidade quando relacionada ao corpo, cultura e religião, trazendo para a discussão questões evolutivas, de apropriações e descaracterizações da cultura popular brasileira.

Com Rose Maria de Souza, Fabiano Maranhão e Diolino de Brito.

Mulher em Jogo

com Carla Yahn (Treinel Natureza)

08/08. Quarta, às 19h30

Bate papo histórico, cultural e musical sobre a participação da mulher na Capoeira. Hoje em dia, é quase impossível assistir a uma roda de capoeira, em qualquer canto do mundo, onde não haja a presença feminina. As mulheres, com todo o direito, estão conquistando a cada dia, mais e mais espaço nesse universo que durante muito tempo foi predominantemente um espaço masculino.

Carla Yahn possui graduação em letras com licenciatura plena pela UNESP (2007). mestrado em letras na área de literatura e vida social pela UNESP (2012). Tem experiência na área de Letras, Literatura, Linguagens e Educação. É professora na Rede Pública de Ensino – Educação Básica II. Arte Educadora pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Atua principalmente nos seguintes temas: cultura popular, cultura afro-brasileira, oralidade e capoeira. É treinel de capoeira angola pelo grupo “Os Angoleiros do Sertão”, Feira de Santana-BA.

A Roda de Capoeira: Cultura, Contos e Fundamentos

Com Mestre Maurão

09/08. Quinta, às 19h

História, ensinamentos, fundamentos, curiosidades e roda de Capoeira.

A Capoeira é considerada como uma prática cultural que se organiza em forma de sistema, constituindo-se pelos seguintes elementos: a roda, os toques musicais de berimbau, as músicas, a ginga e os movimentos corporais das dois estilos (Capoeira Regional e Angola). Há, portanto, uma interdependência, em que os participantes da roda deverão se revesar nestas diferentes funções no decorrer do jogo, ou seja: o capoeirista deverá saber desempenhar todas as formas necessárias para ocorrer o evento: tocará tanto o berimbau quanto o atabaque, o pandeiro, o agogô e o caxixi e ainda revezará com outros participantes jogando e também cantando.

Mestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

workshop

Fundamentação teórica e metodológica para o ensino da Capoeira

com Eduardo Okuhara.

10/08. Sexta, às 9h30

Discussão sobre os elementos básicos fundamentais para o ensino da Capoeira.

Todo o profissional da área de Educação Física deve primar para que todo o aluno vivencie as diferentes formas que a cultura corporal de movimento tem oferecido, e incluído neste processo está a Capoeira.

Eduardo Okuhara, está doutorando em Educação no programa de Pós-graduação da UMESP. Mestre em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP (2006), área de concentração: Pedagogia do Movimento, Corporeidade e Lazer (Orientador: Prof. Dr. Wagner Wey Moreira). Atualmente é docente no curso de Educação Física e pedagogia da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e do Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UNIITALO). Coordenador e Professor de Capoeira do Projeto Capoeirando na Metô (Capoeira para pessoas com Síndrome de Down). Professor de Capoeira do Instituto Padre Leo Comissari e Membro do Grupo de Estudos da Fenomenologia das fases da vida da PPGE-UMESP. Membro do conselho editorial da Revista de Educação Física REBESCOLAR. Temas de interesse: Educação e linguagem, Educação Física Escolar, Motricidade Humana, Cultura Afro-brasileira, Capoeira e Fenomenologia.

Estratégias Metodológicas no Ensino da Capoeira para Crianças de 03 a 06 anos

com Adan Parisi e Carlos Alberto.

10/08. Sexta, às 14h

Atividades, jogos e brincadeiras que podem ser utilizadas como ferramentas para o ensino da Capoeira para crianças de 3 a 6 anos.

Os exercícios de Capoeira envolvem todas as partes do corpo e são executados associados a um ritmo que favorece a integração dos envolvidos, desenvolvendo de maneira eficaz os seguintes aspectos: Imagem do Corpo, Auto-Imagem, Equilíbrio, Associação Visual Motora, Coordenação, Movimentos de locomoção e movimentos uniformes, Orientação Espacial, Lateralidade, Direcionalidade.

O Ensino da Capoeira para Idosos

Uma Abordagem Cultural Plural Como Proposta Pedagógica.

Com Diolino de Brito e Regina Gerizani.

10/08. Sexta, às 14h

Jongo, Samba de Roda, Côco e outros elementos da cultura popular brasileira como ferramentas de facilitação no ensino da Capoeira para Idosos.

A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira desenvolvida por golpes e movimentos ágeis com mãos, pernas, cabeça, braços e elementos de acrobacia. Esta prática desperta o interesse, não somente de jovens mas também de idosos que veem nestes exercícios um meio de lazer e bem estar físico.

Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC Capoeira Portal Capoeira

SERVIÇO:

Sesc São Caetano

Dias 7,  8, 9 e 10 de Agosto

Rua Piauí -554 Santa Paula – São Caetano do Sul

Recomendação etária: livre

Ingressos: Retira de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento. Limitado a 4 ingressos por pessoa.

Telefone para informações: (11) 4223-8800

Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp.org.br/saocaetano

Horário de atendimento/bilheteria do Sesc São Caetano – De segunda a sexta, 9:00 às 21:30, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30 .

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal

Em Portugal, a cidade de Póvoa do Varzim, no norte do país, organiza a Semana da Capoeira. O projeto pretende, além de divulgar a própria arte marcial, promover a cultura brasileira, através da música, da cultura popular e do esporte. O evento acontece entre os dias 25 e 29 de julho e tem o detalhe interessante de ter sido decidido através de um “orçamento participativo”, isto é, foram os cidadãos – jovens, em sua maioria – que decidiram que uma porcentagem do orçamento do município seria destinada a esta iniciativa.

A valorização da capoeira no exterior

Este evento em Portugal é a prova do potencial que a capoeira tem, não só enquanto esporte, mas também enquanto veículo da cultura brasileira. Trata-se de levar nossos hábitos, tradições e costumes até ao exterior, sendo especialmente valioso e interessante quando se trata de Portugal, país com o qual temos uma ligação especial como não temos com nenhum outro, mesmo que muitos brasileiros e portugueses não reconheçam essa parte.

Póvoa de Varzim

Uma curiosidade de Póvoa do Varzim está no fato de aí se situar um dos 12 cassinos legalmente estabelecidos em Portugal. No país irmão os jogos de azar não são proibidos e a sociedade convive pacificamente com esse fato, estando os cassinos geralmente situados em zonas turísticas. Todo o brasileiro que visitar a Póvoa poderá assim jogar sem qualquer problema. Será que no futuro vai ter cassinos no Brasil desse jeito?

A capoeira em Portugal

Pode considerar-se que a capoeira tem um nível bem razoável de desenvolvimento em Portugal. O país dispõe de uma federação esportiva (equivalente a nossas confederações, como a COB), com milhares de praticantes regulares e diversos clubes por todo o país, inclusive de grandes times de futebol que apostam em outros esportes, como o Sporting de Lisboa.

O programa da festa

O programa do evento incluiu os seguintes pontos:

  • exposição sobre a Semana da Capoeira, explicando todo o evento, abrindo no primeiro dia.
  • workshop de capoeira e roda de capoeira inclusiva, também no primeiro dia.
  • workshops em dois lugares diferentes da cidade, de manhã e à tarde, terminando com nova roda de capoeira inclusiva.
  • o terceiro dia tem workshops e uma recepção oficial de mestres de capoeira nos Paços do Concelho, com o prefeito local.
  • o quarto dia tem workshops e rodas de capoeira, tanto de manhã como de tarde.
  • o último dia inclui espetáculos de dança, batizado e troca de graduações, e finalmente uma roda de encerramento.

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal Capoeira Portal Capoeira 1

Os eventos são de acesso livre e grátis e promovidos em pontos centrais da cidade de Póvoa do Varzim, assumindo-se portanto como um elemento central de entretenimento e divulgação cultural da cidade durante o período.

 

Fonte: http://www.cm-pvarzim.pt/

O futebol é o nosso esporte? Que nada, é a Capoeira!

O futebol é o nosso esporte? Que nada, é a Capoeira!

Se fosse vivo, Monteiro Lobato perguntaria onde estão os livros, filmes, séries, games e HQs com o Herói da Capoeira

Pode parecer incrível hoje em dia, mas a introdução do football foi problemática no Brasil. Intelectuais e desportistas das mais variadas tendências saíram a público para esbravejar contra a “brincadeira selvagem” dos bretões. Argumentavam que, em vez de dar moral para estupidezes europeístas, deveríamos clamar a primazia e a perfeição do nosso próprio jogo, a capoeiragem, excelente como condicionamento físico e sistema de defesa pessoal.

Em diversas crônicas publicadas no princípio do século XX, o escritor Coelho Neto sugere a adoção da Capoeira como o esporte da pátria, ideia que consagraria num artigo antológico, Nosso Jogo (1928), sempre citado por pesquisadores do tema.

A capoeiragem deve ser ensinada em todos os colégios, quartéis e navios, não só porque é excelente ginástica, na qual se desenvolve, harmoniosamente, todo o corpo e ainda se apuram os sentidos, como também porque constitui um meio de defesa individual superior a todos quantos são preconizados pelo estrangeiro e que nós, por tal motivo apenas, não nos envergonhamos de praticar.

Coelho Neto

Muito antes, em 1910, Coelho Neto se unira a Luiz Murat e Germano Haslocher para enviar um projeto à Mesa da Câmara dos Deputados tornando obrigatório o ensino da Capoeira nos institutos oficiais e nos quartéis. Infelizmente, segundo relato do próprio autor, o trio desistiu de lutar pela causa. Motivo? Foram ridicularizados e achincalhados, simplesmente porque a Capoeira é… brasileira!

Mais nacionalista era Monteiro Lobato. Sempre desconfiado das influências estrangeiras, football incluso, acreditava que, para a Capoeira perder a fama marginal e ser vista como esporte, precisaríamos alimentar a memória coletiva com as façanhas dos antigos mestres da ginga, então esquecidos nas brumas do período imperial.

Infelizmente não se guardou memória estreita desse esporte cujos anais se encheram de maravilhosas proezas. Não teve poetas, não tem cantores, não teve sábios que as salvaguardassem do olvido; e de todo o nosso rico passado de rasteiras, rabos de arraias e soltas restam apenas anedotas esparsas, em via de se diluírem na memória de velhos contemporâneos.

Monteiro Lobato

Não obstante o pessimismo dos nossos escritores, a Capoeira proliferou sozinha, a despeito das perseguições que a cultura negra sofreu ao longo do século XX. Hoje desempenha um papel relevante no mundo do esporte e da chamada “representatividade nacional”. Segundo dados levantados pela revista Superinteressante, a Capoeira é o sexto esporte mais popular do Brasil, com 6 milhões de praticantes. Repetindo: 6 milhões de praticantes! Entre os esportes de combate, fica em primeiro lugar, ganhando longe do Judô, o segundo, que conta com 1 milhão e 100 mil atletas. Professores de Capoeira fazem sucesso no exterior, dando aulas para celebridades de Hollywood e divulgando a arte entre a classe média europeia.

O futebol é o nosso esporte? Que nada, é a Capoeira! Capoeira Portal Capoeira

Se Coelho Neto estivesse vivo, perguntaria: onde está o apoio do governo — e principalmente do público — para a difusão do esporte? Um décimo do que é gasto no football transformaria a Capoeira no maior espetáculo da Terra, na poesia de exportação oswaldiana, num soft power semelhante ao Karatê japonês e ao Kung Fu chinês. É por isso que Monteiro Lobato, se vivo, perguntaria pelos livros, filmes, séries, games e HQs com o “herói da Capoeira”, ou seja, todo o material narrativo necessário para fundamentar o esporte em termos míticos.

Nada contra o futebol (agora aportuguesado, ok, porque também é nosso), mas já passou o tempo de tocar músicas com uma nota só. O berimbau tem pelo menos duas.

 

Por Maicon Tenfen

 

https://veja.abril.com.br

Projeto Angola Para Todos oferece 100 vagas de capoeira em Taubaté

Projeto Angola Para Todos oferece 100 vagas de capoeira em Taubaté

A Secretaria de Turismo e Cultura de Taubaté oferece 110 vagas de capoeira, para todas as idades, no projeto “Angola para todos”. As inscrições estão abertas até o preenchimento das vagas e sua efetivação deve ser realizada, pessoalmente, com o professor Marcelo Garcia, às segundas-feiras das 8h às 12h e das 14h às 17h ou às quintas-feiras, das 19h às 22h no Centro Cultural Toninho Mendes.

As turmas são para crianças de 2 a 3 anos; de 4 a 5 anos; de 6 a 7 anos; de 8 a 11 anos; adolescentes e adultos, além de turmas para autistas, portadores de TDAH, síndrome de Down e deficiência intelectual.

O projeto “Angola para todos” tem como objetivo esclarecer que a capoeira Angola não é limitada ao movimento corporal com ginga, golpes e esquivas. Busca ampliar essa concepção, transmitindo que a capoeira é cultura, arte e educação. Desmistifica a ideia de que limitações físicas ou mentais impendem a prática da modalidade. As aulas se tornam momentos de libertação, em que o praticante pode se expressar, sendo valorizado em sua individualidade.

Projeto Angola Para Todos oferece 100 vagas de capoeira em Taubaté Capoeira Portal Capoeira

O Centro Cultural Toninho Mendes fica à Praça Coronel Vitoriano, 1 no Centro.

Confira abaixo as turmas, horários e números de vagas:

Segunda-feira

8h às 12h: inscrições e atendimento aos pais.

16h às 17h20: adolescentes e adultos (15 vagas);

Terça-feira

14h30 às 15h30: turma de 4 a 5 anos (8 vagas);

18h às 19h: turma de 6 a 7 anos (12 vagas);

19h às 20h20: adolescentes e adultos (15 vagas);

Quarta-feira

10h às 12h: adolescentes e adultos avançados (para alunos já praticantes);

13h às 16h: turma de crianças portadoras de necessidades especiais – autistas e TDAH (3 vagas);

18h às 19h: turma de 4 a 5 anos (6 vagas);

19h às 20h20: turma para portadores de síndrome de Down (4 vagas);

Quinta-feira

8h20 às 09h20: turma de 6 a 7 anos (4 vagas);

9h30 às 11h: turma de adultos com deficiência intelectual (2 vagas);

14h50 às 15h50: turma de 6 a 7 anos (13 vagas);

16h30 às 17h30: turma de 8 a 11 anos (8 vagas);

18h às 18h50: Turma de 2 a 3 anos (5 vagas);

19h às 20h: turma de 8 a 11 anos / adolescentes (7 vagas);

20h20 às 22h: adultos (6 vagas);

Sexta-feira

9h às 11h30: adultos (5 vagas)

 

Fonte: https://www.agoravale.com.br/

Quem Tem Medo Da Capoeira Gospel?

Quem Tem Medo Da Capoeira Gospel?

Na última semana bombaram na net as diversas opiniões a respeito da Capoeira Gospel. Uns, defendendo a ideia de liberdade religiosa; outros, atacando veementemente o que seria uma apropriação cultural.

Há tempos a polêmica acerca deste fenômeno vem indo e vindo, com mais ou menos força. Neste outro artigo já havíamos falado brevemente sobre isso: http://www.capoeirariodejaneiro.com.br/pb/geral/capoeira-polemicas/

 

Agora, o estopim das reações apaixonadas foi este vídeo, onde supostos praticantes do “estilo gospel”, vestidos com camisas de Capoeira e tocando os instrumentos típicos fazem um sessão de culto, onde alguns deles parecem estar incorporados por uma força espiritual.

 

 

Mas o que é a Capoeira Gospel?

 

 

Historicamente, os mestres tradicionais de Capoeira eram praticantes das religiões de matriz africana. De Bimba a Pastinha, de Caiçara a Cobrinha Verde, todos os mestres estavam inseridos em um contexto onde a “mandinga” não era somente um termo relacionado ao jogo, mas principalmente um modo de se colocar no mundo, intimamente ligado ao candomblé.

Com o fortalecimento do avanço das religiões pentecostais nas comunidades populares pelo Brasil afora, a partir da década de 1980, muitos mestres de Capoeira abraçaram o evangelho, abandonado as antigas religiões de matriz africana a que pertenciam.

Alguns, como Mestre João Pequeno, seguiram conduzindo a Capoeira sem a misturar com a sua nova crença; outros abandonaram a prática, considerando-a incompatível com a postura que se espera de um cristão; um outro grupo a adaptou e reinventou a forma de se enxergar a Capoeira, conciliando a atividade religiosa com a cultural. Este último grupo é o que vem sendo genericamente chamado de “Capoeira Gospel”.

 

Quais as características da Capoeira Gospel?

 

 

Apesar de não serem um grupo coeso e de não levantarem uma bandeira única, há características próprias comuns a todos os “capoeiristas gospel”.  A rejeição aos rituais oriundos das religiões afro é a principal delas. O louvor a Jesus Cristo é outra. Em geral, a acompanham também um discurso moralista contrário à homossexualidade, às drogas e às discussões sobre gênero.

Muitos se recusam a cantar cantigas que tenham menções a “marinheiro”; “vaqueiro”, “boiadeiro” ou “pomba” por apresentarem personagens típicos da umbanda ou do candomblé de caboclo.

Alguns adaptam as músicas, colocando personagens cristãos em seu lugar; outros compõem músicas autorais em louvor à sua crença.

 

Onde encontrar um capoeira do gospel?

 

Os praticantes estão espalhados por todo o Brasil, em grupos ou “ministérios”, como muitos se denominam. Atuam fortemente nas periferias e em projetos sociais, com ênfase na evangelização.

Se reúnem em eventos próprios, com características peculiares, onde músicas em louvor a Jesus são constantemente cantadas.

Uma busca rápida no Youtube permite encontrar músicas com letras “capo-gospel” cantadas por diversos mestres, de diferentes estilos e grupos, como esta extensa playlist, com 20 sucessos da Capoeira Evangélica:

Dentre estes mestres, há desde aqueles que veem a Capoeira unicamente como ferramenta de evangelização, utilizando o berimbau para alcançar novas “ovelhas para o rebanho”, quanto outros que conciliam a prática da Capoeira evangélica com a liderança em seus grupos laicos.

Evangélicos criticam a Capoeira Gospel

 

Talvez os maiores críticos da vertente evangélica da Capoeira esteja entre os próprios pentecostais.

Grande parte dos convertidos à estas religiões são oriundos do candomblé ou da umbanda. Muitas vezes, ao trocarem de religião, são encorajados a queimar o passado para “renascer em Cristo”. Vários se tornam ferrenhos adversários dos antigos companheiros, não raro afirmando que todos estão “possuídos pelo demônio” e que necessitam “aceitar a Verdade Divina”.

Por este motivo, rejeitam veementemente a conciliação entre a Capoeira e o Evangelho. Para eles, a Capoeira é por origem uma prática satânica a serviço de espíritos do inferno. Os instrumentos, as cantigas e o gestual reforçariam esta tese.

Capoeiristas criticam a Capoeira Gospel

 

Do outro lado, há também uma rejeição por parte dos capoeiristas das vertentes “tradicionais” da Capoeira, que julgam que o uso do nome “capoeira” pelos evangélicos seria uma forma de apropriação cultural, com a perda do que acreditam ser o sentido original que historicamente organizou a forma de agir dos antigos mestres e a lógica do ritual e da liturgia das rodas.

Uma outra questão diz respeito ao que seria uma deturpação da própria natureza da Capoeira. Se a arte é fundamentalmente ligada pelas suas raízes ao candomblé, como fazer uma separação destas raízes sem derrubar a árvore toda?

O próprio nome “Angola”, como usado na “Capoeira Angola” se referiria mais à “nação Angola” do candomblé do que ao país africano.

Em suma, a retirada dos símbolos tradicionais das religiões de matriz africana e a adaptação à fé evangélica seria somente a ampliação do racismo religioso que afeta todas as manifestações de origem negra no Brasil.

No momento em que este artigo está sendo escrito, há um abaixo-assinado (clique aqui para ver) com mais de 1000 assinaturas digitais circulando na rede, onde os críticos apresentam argumentos contra a Capoeira Gospel e pedem atenção ao IPHAN para que exclua esta denominação de possíveis linhas de apoio.

Os “capoeira-gospel” rebatem as críticas

Os capoeiristas evangélicos refutam tanto as críticas dos seus pares de culto quanto as dos capoeiristas “tradicionais”. Afirmam que a Capoeira é uma atividade física não-religiosa e que o capoeirista tem o livre-arbítrio para decidir seu caminho.

Aos evangélicos contrários a adoção da Capoeira como ferramenta de evangelização, respondem dizendo que o pastor de berimbau teria o poder de chegar onde os pastores de terno não chegam, alcançando os corações de um público que não se converteria de outra forma.

Aos capoeiristas tradicionais, repetem que não demonizam os atabaques, nem discriminam os “irmãos” que professam outra fé. Reclamam justamente do inverso, pois se sentem vítimas de intolerância religiosa por não associarem a Capoeira às religiões afro.

Dizem que a Capoeira absorve diversas influências, e que a fé católica já teria penetrado na cultura da Capoeira a ponto de ser normatizado o capoeirista fazer o “sinal da santa cruz” ao pé do berimbau ou de chamar os toques de “São Bento Grande” e de cantar “Santa Maria é Mãe de Deus”.

Na visão deles, se alguns capoeiristas defumam suas academias e outros creem em santos católicos, não haveria nenhuma deturpação em inserir elementos evangélicos em suas rodas. Ressaltam que a Capoeira hoje se encontra nos países onde se professam as religiões muçulmana, judaica ou hinduísta, sem que ninguém reclame disso.

Em suma, reclamam que sofrem exatamente os ataques que se atribuem a eles.

Mas por que a Capoeira Gospel provoca medo?

 

Apesar das críticas, a quem afirme que esta é a vertente que mais cresce no Brasil, com centenas de adeptos utilizando a Capoeira Gospel como porta de entrada para alcançar novos fiéis.

Observando o processo histórico, podemos refletir sobre alguns aspectos.

Há décadas a Capoeira tem se modificado e se adaptado à diversas realidades. Originalmente uma forma de expressão afro-brasileira, foi apropriada pelo Estado Novo, compondo a ideologia do “Esporte Genuinamente Brasileiro”, ao ponto de atualmente uma academia considerada “típica” ter sempre símbolos de brasilidade, com as cores da bandeira nacional espalhadas nas indumentárias dos alunos ou pelas paredes do salão.

Muitos perguntam também se atualmente a Capoeira praticada na Europa, na Ásia ou nos Estados Unidos pode ainda ser considerada uma arte afro-brasileira.

Na esteira das adaptações, outros questionam: “Se existe “Hidro-Capoeira”, “Capo-Terapia”, “Capoeira Adaptada”, “Capo-Jitsu” e tantas outras vertentes, qual a grande questão com a “Capoeira Gospel”?

A resposta é simples

 

 

A diferença básica é que nenhuma destas vertentes ou adaptações está ligada a um projeto nacional de tomada do poder como o “gospel”. A “Capoeira-Fight” não tem o poder de ameaçar o ofício tradicional dos mestres. A “Hidro-Capoeira” não tem emissoras de TV e rádio que difundem sua ideologia. O “Capo-Jitsu” não elege governadores nem tem uma bancada no Congresso Nacional.

Por sua vez, as palavras “gospel” e “evangélica” são usadas como um grande guarda-chuva que inclui desde os “capoeiristas-gospel” até a bancada congressista da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), que conta hoje com quase 200 signatários no Congresso Nacional e que historicamente mantém posições retrógradas perante questões de raça ou gênero, tendendo a discriminar as manifestações de matriz religiosa africana.

 

A Capoeira Gospel veio para ficar

 

A grande questão é que, apesar dos protestos dos puristas, a ligação entre o Evangelho e a Capoeira é uma realidade.

Isso acontece pelo simples fato de tanto a Capoeira, quanto a religião evangélica, compartilharem os mesmos espaços populares.

A Capoeira é uma atividade popular, presente nas mais diversas comunidades, como nos morros, favelas e nos projetos sociais.

A religião evangélica ocupa estes mesmos espaços. Em comunidades onde antes todas as pessoas iam aos domingos à paróquia local, agora estas mesmas pessoas se dividem em dezenas de micro templos espalhados em garagens improvisadas.

Os poucos terreiros de umbanda e candomblé foram e vem sendo gradativamente removidos e perdendo seguidores.

Os evangélicos convertem nas ruas, nos ônibus, nas prisões e até nas cracolândias. Ocupando o vazio deixado pelo Estado, pastores fazem redes de proteção social, promovem campanhas beneficentes, organizam atividades de lazer e mediam conflitos entre os fiéis.

Os capoeiras-evangelizadores estão presentes no seio do povo. Atuam nas periferias, nas cadeias, nas comunidades populares. Passam em seu discurso mensagens contra as drogas, a favor da saúde e do esporte. Trazem para a Capoeira pessoas que antes a demonizavam.

Segundo o IBGE, em 2000, cerca de 25 milhões de brasileiro se declaravam evangélicos; em 2010, mais de 40 milhões; em 2018, já são mais e continuam em crescimento.

Ou seja, cerca de 1 em cada 4 brasileiros é evangélico e a onda não para de crescer. Obviamente, a Capoeira não irá ficar de fora dela.

O Gospel incorpora tudo que seus fiéis apreciam e faz adaptações à sua realidade. Se existe “Heavy Metal Gospel”, “Pagode Gospel”, e até “Axé Gospel”– por mais contraditório que seja encontrar os termos “axé” e “gospel” lado a lado – é de se esperar que a Capoeira seja também cada vez mais influenciada e adaptada.

O perigo real

Existe uma outra dimensão na discussão da Capoeira Gospel, que se baseia no racismo religioso contra as religiões afro.

No início do século XX as autoridades enviavam a polícia para reprimir as casas de candomblé no Rio de Janeiro. Hoje em dia, facções criminosas ligadas a igrejas pentecostais fazem o mesmo, como se pode assistir no vídeo acima.

Em diversas comunidades populares do Grande Rio as casas de axé estão sendo queimadas e as mães de santo proibidas de seguir suas práticas religiosas, isso quando não são expulsas das favelas ou assassinadas. Bares não podem mais expor imagens de São Jorge, os filhos de santo são proibidos de andar de branco ou de portar guias nos pescoços e até mesmo festas juninas ou doces de Cosme e Damião são proibidos.

 

E a Capoeira com isso?

 

Como a Capoeira é tradicionalmente alvo de ataques preconceituosos, muitos cristãos a julgam “coisa do demônio”. Os capoeiristas que se declaram abertamente praticantes do candomblé ou da umbanda encontram barreiras ao tentar estabelecer pontes e diálogos com esta nova realidade.

Pode ser que, em breve, escutemos relatos de capoeiristas que se viram proibidos de praticar sua arte nas comunidades onde residem.

Qualquer um que trabalhe em comunidades populares já passou pelo problema de ter crianças cujas mães retiram seus filhos das aulas de Capoeira ou proíbem seu ingresso, baseadas nos preconceitos religiosos.

A questão é real e já atinge a Capoeira de frente.

 

Qual a solução?

Para uma situação complexa são necessárias estratégias igualmente complexas.

Os “capoeira-gospel” se ressentem dos ataques vindos tanto dos “puristas” da Capoeira, quanto dos “puristas” cristãos.

Os capoeiristas defensores das tradições afro-brasileiras, adeptos ou simpatizantes do candomblé e da umbanda, se veem ameaçados pela onda gospel.

No centro do imbróglio se encontram também as redes sociais, que mais dificultam e criam muros discursivos do que promovem diálogos e pontes entre as diferenças.

A quem uma “guerra santa” será benéfica? Qual o risco que ofereceria aos capoeiristas? Será que os pastores e os “capoeira-gospel” poderiam ser aliados para facilitar a entrada ou permanência da capoeira tradicional nas comunidades populares? Será que não é chegada a hora de pensar em estratégias de diálogo entre os diversos segmentos da Capoeira, incluindo os “capoeira-gospel”? Será que existe algum outro caminho que não seja o encontro presencial com pessoas que pensam diferentemente, mas utilizam igualmente a bandeira da Capoeira?

Será que podemos falar de cultura popular sem levar em conta o povo real?

São perguntas como essas que teremos que nos fazer nos próximos anos, pois o Brasil caminha a passos largos a uma revolução evangélica silenciosa, com base popular, e a Capoeira não ficará de fora.

Axé para quem é de axé! Amém para quem é de Amém!

 

Ferradura

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PS 2 – Após escrever este texto, fiz dois vídeos ao vivo sobre o assunto. Assista agora:

Vídeo 1:

Vídeo 2:

Amore e Capoeira é o single de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

Amore e Capoeira é o single de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

Amor e Capoeira… poderia ser o título de uma notícia interessante… uma exaltação à nossa arte-luta… poderia até ser algo romântico…Mas não é!!!

Um single “muito brasileiro”, assim o site, LATINPOP, enaltece esta música que entre outras coisas fala do Mar, da Lua, de Cachaça, da Favela e da nossa Capoeira…

Fica a reflexão sobre a  questão da exposição da nossa cultura popular nas prateleiras do “shopping center da globalização”. Esta é uma via válida de divulgar nossa arte? Esta é uma música que traduz aquilo que gostaríamos de ouvir sobre capoeira? Esta é a imagem que identifica “Amor e Capoeira”???

Nota do Editor


Segue a matéria original retirada dos sites LATINPOP E ACESSOCULTURAL:

 

Amore e Capoeira é o single muito brasileiro de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

O Brasil está na moda. Depois do pancadão da Jennifer Lopez com El Anillo, agora chegou a vez da Itália. E a “culpa” é dos hitmakers Takagi e Ketra. A dupla de produtores convocou Giusy Ferreri e Sean Kingston e juntos eles lançaram o single Amore e Capoeira, que já promete ser um dos hits do verão europeu.

E assim como a JLo, os italianos apostam pelas do funk para criar um arranjo viciante e impossível de esquecer assim que você ouve pela primeira vez. Lembra-se do Baile de FavelaAmore e Capoeira é um Baile de Favela 2.0, remodelado. Duvida? Então aperte o play!

Ouça Amore e Capoeira, de Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

O novo single da cantora Giusy Ferreri em parceria com Sean Kingston e Takagi & Ketra está no ar. Logo no início, em poucos minutos de lançamento, a canção já estava como uma das 20 mais vendidas em toda Itália, atingindo também, charts de outros países.

Potência vocal, ironia e letras marcantes se juntam a um ‘trio maravilha’ para marcar o coração dos amantes de músicas fortes e dançantes. A canção mistura tudo aquilo que tem no Brasil e que já estamos acostumados: Amor, capoeira, cachaça e muito agito.
Transitando entre o funk, pop, samba e o tradicional de Giusy Ferreri, Amor e Capoeira vem para embalar o verão europeu e também o inverno brasileiro, imortalizando cada vez mais a forma como a cantora italiana leva seu trabalho e também como mostra ser única ao estar encima do palco e com um microfone na mão.
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Amore e Capoeira está disponível em todas as plataformas digitais.

 

Letra de Amore e Capoeira – Takagi e Ketra com Giusy Ferreri e Sean Kingston

Avevo solo voglia di staccare, andare altrove
Non importa dove, quando, non importa come
Avevo solamente voglia di tirarmi su
Per non pensarti e poi lasciarmi ricadere giù
E allora andiamo al mare, in mezzo a un temporale
Quando la pioggia cade, cadi tu

Cercavo un mare calmo e ho trovato te
Col vento così forte, non dirmi buonanotte
Soltanto per stasera
Amore e capoeira
Cachaça e luna piena
Con me in una favela
Con me in una favela

Baby gaal you don’t have to lie
I could it in your eyes

baby you’re not enough for to
You’ve been on and on for too long
Think it’s time to move on, yeah
So come roll with a weed-a weed-a
Drop top in the summer –
roof-a-dem try high but i can come closer
with Sean King gal you now it’s ova
now flex
time to have sex
garl you know you cannot resist

Cercavo un mare calmo e ho trovato te
Col vento così forte, non dirmi buonanotte
Soltanto per stasera
Amore e capoeira
Cachaça e luna piena
Con me in una favela
Con me in una favela

Nessuno dorme
C’è il sole anche di notte
L’ho detto mille volte
Che tutto può succedere
Arrivi tu, che in cambio mi chiedi
Una notte speciale

Cercavo un mare calmo e ho trovato te
Col vento così forte, non dirmi buonanotte
Soltanto per stasera
Amore e capoeira
Cachaça e luna piena
Con me in una favela, eh eh, eh eh, eh eh
Con me in una favela, eh eh, eh eh, eh eh

Amore e Capoeira

 

Fontes:

LatinPop Brasil | O seu portal da música latina e música italiana

http://www.acessocultural.com

Unesc oferece aulas gratuitas de capoeira para a comunidade

Unesc oferece aulas gratuitas de capoeira para a comunidade

Aulas ocorrem nas segundas e quartas-feiras na Universidade.

Disciplina, coordenação motora, condicionamento físico, socialização. São diversos os benefícios que a capoeira traz aos seus participantes. Entretanto, a sua essência vai muito além do esporte e da movimentação do corpo, ela está presente na arte como manifestação cultural, parte da história brasileira e mundial. E para disseminar esse conhecimento e resgatar raízes, a Unesc oferece o projeto Capoeira, gratuito para a comunidade, com aulas direcionadas a todas as idades.

O coordenador do projeto, Alex Sander da Silva, ressaltou a importância de disseminar elementos como esse, que fazem parte da cultura nacional. “A iniciativa é vinculada ao NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Minorias) da Unesc, e parte da premissa de resgatar as tradições da cultura afro-brasileira. O interessante é que qualquer pessoa pode participar, não há pré-requisito para aprender capoeira. Crianças, jovens e adultos, todos estão convidados”, comentou.

Dentre os participantes, pai e filho seguem juntos nas aulas. O pai, Leandro Daros, praticava a capoeira na adolescência, e segundo ele, essa foi a oportunidade de levar o filho a apreciar a arte. “Com a capoeira eu aprendi a ser uma pessoa melhor, com os professores como mentores me trazendo conselhos. Cresci muito na capoeira, e trazer meu filho para participar é ainda mais especial”, comentou.

O professor, Filipe Alexandre Create, comentou sobre os benefícios do esporte, que contribuem para a saúde, mas também para a educação do participante. “A capoeira ensina regras, fornece disciplina, além da musicalidade, do canto, e de tantos outros elementos.”, ressaltou.

PARTICIPE

Os interessados em participar do projeto podem se inscrever no momento da aula, que ocorre todas as segundas e quartas-feiras, das 17h30 às 19 horas, na Sala de Dança da Unesc. Informações pelo telefone 3431-2724.

 

Fonte: https://www.portalveneza.com.br/

Brincadeiras de rua, capoeira e vivências estão na programação da Semana Mundial do Brincar

Brincadeiras de rua, capoeira e vivências estão na programação da Semana Mundial do Brincar

Grátis no Sesc Santo André!

No mês de maio acontece a Semana Mundial do Brincar e esse ano o Sesc tem como tema o Brincar de corpo e alma. Direcionadas a crianças entre 0 e 12 anos e seus familiares, educadores e demais adultos de referência, as atividades incluem experiências práticas e teóricas que visam a fortalecer a brincadeira como elemento fundamental do universo da infância. No Sesc Santo André, a programação vai até 27 de maio, com diferentes atividades gratuitas e livres para todas as idades!

Confira a programação:

  • Vivência – Brincar Capoeira – De 5 a 26/5 – sábados – a partir das 15h30 – Na Sala de Práticas Corporais, o contramestre Pingo convida a todos para a vivência dessa manifestação cultural multidisciplinar que é a Capoeira, uma atividade que permeia entre jogo, dança, luta. No final, se mostra uma grande brincadeira com inúmeras possibilidades de aprendizado.
  • Vivência – Brincontro: Brincadeiras ao Ar Livre – Dia 20 e 27/5 – domingos – a partir das 14h – Os instrutores do Sesc Santo André realizam brincadeiras ao ar livre, com atividades que estimulam a criatividade e interação social. Brincar descalça, pular corda, escalar, batucar são ações que permitem à criança sentir o corpo como instrumento de explorar o mundo, no gramado da unidade.
  • Vivência – Degustando a Brincadeira – De 22 a 25/5 – Terça a sexta-feira – a partir das 12h30 – O palco da Comedoria, um local reservado para shows, abre espaço para crianças e adultos degustarem as mais diferentes brincadeiras. Com vivências simples e divertidas, a hora de comer também se torna tempo de brincar.
  • Palestra – Brincar de Corpo Inteiro – Dia 22/5 – terça-feira – às 19h – o encontro convida o público para experimentar vivências brincantes e refletir sobre referências práticas e teóricas que envolvem o brincar na primeira infância. Nesta idade, o corpo se torna uma construção encantada de significados, um patrimônio de cada criança que deve ser respeitado em sua individualidade e ludicidade. O conhecimento do corpo durante a brincadeira auxilia o ritmo vital da infância e desenvolvimento de outras relações sociais individuais e coletivas. A palestra conta com participação de Andresa Ugaya, Patrícia Dias Prado e Juliana Olivia dos Anjos. A atividade é sugerida para pais, mães e interessados no tema. É necessária a retirada de ingressos gratuitos a partir das 18h na Loja Sesc ou Bilheteria.
  • Vivência – Brincar Junto: Brincadeiras e Jogos nas Ruas – Dia 19/5 e 26/5 – sábados – a partir das 14h30 – Entre os momentos marcantes da infância, as brincadeiras de rua ganham grande espaço na nossa memória. Nos dia de vivências, os instrutores da unidade resgatam brincadeiras de rua pouco habituais nos dias de hoje, como pião, corda, peteca, entre outras. Além das brincadeiras tradicionais, os instrutores apresentam brincadeiras de origens afro-latinas, como o Pega-Bastão, da Etiópia, o Labirinto, de Moçambiquem, entre outras atividades. As brincadeiras acontecerão nas ruas do entorno do Sesc Santo André. No dia 19/5 , na rua Capixingui, s/n, no Conjunto Prestes Maia e, no dia 26/5, na rua Garanhuns, Centro Comunitário da Tamarutaca.

Promovida no Brasil desde 2009 pela Aliança pela Infância (surgiu na Inglaterra e nos Estados Unidos no final da década de 90 e chegou ao Brasil em 2001), a Semana Mundial do Brincar busca a construção e proteção do brincar como fundamento da expressão genuína da criança, e conta com a parceria do Sesc São Paulo desde 2013.

 

Passeio: Semana Mundial do Brincar – Sesc Santo André
Recomendado: Todas as idades
Quando: de 05/05/18 a 27/05/18
Horários: variados – dependendo da atração
Preços: Gratuito
Onde: Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar – Santo André
Informações: (11) 4469-1200
email@santoandre.sescsp.org.br

 

Fonte: http://saopauloparacriancas.com.br/

Mestre Ferradura em Portugal – Aula Aberta e Roda de Capoeira

Mestre Ferradura em Portugal Aula Aberta e Roda de Capoeira

 

Dia 1 de maio no Porto

 

Dia 5 de maio em Sintra – Lisboa

 

Mestre Ferradura

Mestre Omri Ferradura Breda preside o IBCE e é uma das grandes referências mundiais no campo da Capoeira-Educação, ministrando desde 1995 classes regulares para a Educação Infantil em diversas escolas e projetos e sendo continuamente chamado para dar palestras e cursos em Universidades e cursos de formação de professores por todo o mundo.

Formado pela Escola de Capoeira Angola do Mestre Marrom – RJ, Mestre Ferradura dirige a Equipe de Capoeira-Educação Brincadeira de Angola, formada por professores experientes na área de Capoeira-Educação, com formações em pedagogia, fisioterapia, educação física, psicomotricidade, psicologia, música, teatro, circo e arte-educação. É neste ambiente interdisciplinar que se planejam os projetos educacionais aplicados em diversas instituições.

Seus artigos – “A capoeira como prática educatica transformadora”, “A Capoeira como prática pedagógica na Educação Infantil” e “Capoeira e educação libertaria para a formação de sujeitos autônomos” foram escolhidos pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro para representar a Capoeira no campo da educação.

Mestre Ferradura foi também escolhido pelo SESC Nacional para ministrar o Curso de Formação Continuada em Capoeira Infantil Brincadeira de Angola para todos os SESCs do país, como pode ser conferido neste link.

Mestre Ferradura em Portugal - Aula Aberta e Roda de Capoeira Capoeira Portal Capoeira

Na área artística, carrega na bagagem trabalhos de direção de capoeira em diversos campos, com nomes como Ariane Mnoucchkine (Diretora do Teatro do Soleil-Paris), Karim Anouz (Diretor do filme Madame Satã), Claudio Balthar (Diretor da Intrepida Trupe), Paola Barreto Leblanc (Diretora do filme Maré Capoeira) e João Falcão (Diretor da “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque).

O QUE É CONTRIBUIÇÃO CONSCIENTE? 

A contribuição consciente é uma forma de pagamento que oferece a cada um de nós uma rara oportunidade de escolher o quanto vai pagar por um serviço recebido, de acordo com sua avaliação a respeito da qualidade, dos benefícios que serão obtidos e de sua condição financeira atual.

Essa forma de pagamento garante que todos possam ter acesso ao conhecimento, independente da própria situação financeira. Incentiva a reflexão sobre o que cada um de nós escolhe apoiar e nutrir com o nosso dinheiro e questiona a valorização da arte.

 

PORTO DIA 1 DE MAIO

SINTRA – LISBOA DIA 5 DE MAIO

AULA E RODA ABERTA A TODOS…

Para participar, basta chegar e contribuir de forma consciente.

NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!!!

 

 

No Porto apoio logistico:

Mestre Ferradura em Portugal - Aula Aberta e Roda de Capoeira Eventos - Agenda Portal Capoeira 1

 

 

 

Em Lisboa apoio logistico/hospedagem:

Mestre Ferradura em Portugal - Aula Aberta e Roda de Capoeira Eventos - Agenda Portal Capoeira

7 Frases Que Você NUNCA Deve Dizer A Um Aluno

1. “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”

A pior das frases que um professor pode dizer a um aluno tem base em uma ideia obvia, mas muitas vezes deliberadamente ignorada: o exemplo vale mais do que as palavras.

Sabemos que quando apenas falamos algo a um aluno, desacompanhado do exemplo prático, a absorção das palavras é mínima. Imagine agora se esta mínima absorção for contrariada pelo exemplo.

Já foi extensivamente pesquisado que o cérebro grava melhor informações associadas, e que por isso, quanto mais variados forem os estímulos, maior será a aprendizagem.

Quando nos comportamos de maneira coerente com nosso discurso, o aluno recebe não apenas um estímulo auditivo, pois nosso comportamento vem acompanhado de cheiro, movimento, visualização e, mais importante, repetição. O bom exemplo reiteradamente exibido pelo professor implanta um ideal a ser seguido pelo aluno.

Resumindo: se você quer que seu aluno siga certas ideias, aplique-as em sua vida pessoal.

 

 2. “O aluno tem que se adaptar à Capoeira, não o contrário”

 

A Capoeira é como água. Se adapta a tudo. Se está num copo, toma a forma do copo. Se está na garrafa, se adapta a ela. Condensa-se, vira gelo, evapora. Toma a forma de rio, de oceano ou de chuva e mesmo assim sempre encontra um jeito de continuar sendo água.

Se não fosse assim, não teríamos tantos estilos, tantas escolas e tantas manifestações diferentes, como Capo-Jitsu, Capoeira Gospel, Capo-Terapia ou campeonatos diversos convivendo com rodas tradicionais, jogos improvisados ou apresentações de artistas de rua. Tampouco teríamos Capoeira sendo ensinada para idosos, pessoas com necessidades especiais ou crianças.

Dizer que o “aluno tem que se adaptar à Capoeira” é geralmente uma maneira do professor se eximir de encarar sua própria dificuldade em relação às peculiaridades de determinados aprendizes que desafiam sua capacidade de adaptação.

Talvez fosse bom aprendermos com a Capoeira a sermos mais “água”, tornando-nos “professores líquidos” capazes de responder às necessidades específicas de cada aluno ao invés de sermos “professores rochas”, encastelados em nossas posições.

 3. “A Capoeira é para todos, mas nem todos são para Capoeira”

 

 

Esta frase, exaustivamente repetida, é comum a diversas atividades, como esportes ou religiões.

 

 

Podemos entender que o ensinamento filosófico pretensamente apresentado se refere à necessidade do esforço individual, por parte do aluno, para se tornar, de fato, um membro reconhecido na comunidade.

Mas o que a frase não explica é: quem seria a pessoa que poderia determinar quem “é” e quem não “é” para a Capoeira? Quais são os critérios para definir um capoeirista “de verdade”?

Quando proferida por um professor, a frase traz em si uma declaração de veracidade sobre si próprio e uma dúvida sobre os demais. Botar em xeque a autenticidade dos alunos reforça a legitimidade do professor como alguém que “é para a Capoeira”, enquanto os alunos seguem imersos na dúvida sobre suas próprias condições.

Qual o objetivo disso, se não exercer um narcisismo exacerbado? Qual a função de colocar os outros em dúvida sobre suas legitimidades?

Talvez poderíamos trocar a frase para “A Capoeira é para Todos e Todos São Para a Capoeira. Inclusive Você!”

 

4. “Faço assim porque aprendi assim”

 

Essa frase segue a linha do “Bato nos meus filhos porque também apanhei, e nem por isso virei bandido”.

Da mesma forma que a pessoa que apanhou não virou bandido APESAR das pancadas, e não DEVIDO a elas, a pessoa que é ensinada de forma errada ainda assim pode aprender corretamente, simplesmente porque buscou o correto por conta própria.

O problema é que o aluno oprimido tende a reproduzir os erros pedagógicos quando se torna professor, repetindo novamente o ciclo de opressão-reprodução.

Isso não quer dizer que devemos jogar fora todos os ensinamentos de uma pessoa somente porque ela erra em alguns pontos, mas si que devemos filtrar as informações e escolheremos o que queremos reproduzir.

O conhecimento sobre a pedagogia evoluiu muito nas últimas décadas e a neurociência continuamente vem provando que bons estímulos cognitivos estão aliados a experiências prazerosas e não a relacionamentos opressivos.

O professor de Capoeira do século XXI não pode continuar sendo um reprodutor de modelos pedagógicos herdados do militarismo do século XIX. Temos que basear nossa didática em métodos que funcionam e em estratégias eficientes e transformadoras no campo emocional, social e político no qual o aluno está inserido.

A tradição existe para ser repetida em seus acertos, não em seus erros. Muitos comportamentos opressivos ainda seguem em voga no nosso meio, em nome de uma suposta tradição. Repetindo comportamentos do passado, que já estão “ultra-passados”, arcaicos e anacrônicos, não iremos promover nenhum tipo de revolução.

Por exemplo: antigamente as pessoas ajoelhavam no milho quando desobedeciam os professores, e nem por isso aprendiam melhor. Erros existem para aprendermos com eles, não para repeti-los.

Continuar os erros do passado em nome de uma suposta tradição é, no mínimo, preguiça pedagógica.

 

5. “No meu tempo era diferente”

 

Esta frase, em teoria, não apresenta problemas, pois obviamente todo tempo é diferente do outro. Como na alegoria do rio que nunca passa duas vezes no mesmo lugar, tudo está sempre em constante mudança.

No entanto, implicitamente essa frase traz sub-leituras, como: “No meu tempo era tudo mais verdadeiro”; “No meu tempo é que era bom”; “No meu tempo é que havia respeito” etc.

E o curioso disso é que a mitificação do “antigo” acontece em todos os “tempos” e lugares. Como na cantiga “Alegria do vaqueiro é ver a queda do boi, alegria do velho é dizer quem ele foi” o “velho”, independentemente de sua idade – sim, há velhos que são cronologicamente jovens-, está sempre falando sobre o passado para desmerecer o presente.

A pergunta que fica é: se a pessoa está viva, como pode falar sobre o “seu tempo” se ela está vivendo o momento de agora? Talvez a resposta seja que sua cabeça vive no passado, por dificuldade de se adequar ao presente.

Ao repetirmos infinitamente esta frase, passamos a ideia de que já somos passado e que os “áureos tempos” que vivemos nos fizeram ser melhores do que nossos alunos são. Nada poderia ser mais falso, pois no caso específico da Capoeira, nunca houve tempo melhor.

Se há 100 anos o capoeirista podia ser preso por “capoeirar”, hoje em dia é recebido com louvor em todos os cantos, seja em universidades e palácios governamentais, seja em comunidades populares ou em centros culturais.

Ainda há muito a melhorar e muitas barreiras a quebrar, mas mitificar uma “idade do ouro” que nunca aconteceu não ajuda a lutar por um presente melhor.

 

 6. “O aluno tem que respeitar o mestre”

 

Há um ditado que diz que é possível forçar um cavalo a um rio, mas não pode-se força-lo a beber de sua água. Exigir respeito é como exigir que o cavalo beba água.

Respeito é um conceito que implica em construção coletiva, não em obediência cega. É uma via de mão dupla, ensinada pelo exemplo. Se o mestre respeita os alunos; os mais velhos respeitam os mais novos e os alunos respeitam-se entre si, obviamente o mestre será respeitado pelos alunos também.

Eu não tenho como cobrar respeito do meu aluno, pois somente ele pode construir essa atitude para comigo. Mas eu tenho como respeitá-lo, mostrando com atitudes que levo em consideração sua presença, seus sentimentos e suas necessidades.

O ambiente a ser construído numa escola de Capoeira deve ser de respeito mútuo e de respeito a regras que beneficiem o coletivo. Desta forma o conceito será vivido por todos, não precisando ser mencionado.

Um líder que “exige respeito” dos alunos não respeita nem mesmo o próprio papel, portanto não tem como exigir respeito de ninguém.

 7. “Se machucou porque não treinou”

 

Essa é a clássica desculpa do professor para eximir-se de sua responsabilidade quanto a integridade física dos alunos.

A cena acontece assim: um jogo de Capoeira transcorre normalmente até que um dos jogadores resolve soltar um golpe a um milhão por hora. O golpe pega e machuca o outro jogador. O machucado vai ao hospital (geralmente sozinho) e volta remendado depois de alguns dias. O que machucou é isentado de responsabilidade, pois era a obrigação do machucado sair do golpe. Se não saiu, é porque precisava ter treinado mais, diz o professor, do alto de sua sapiência.

O aluno aceita a explicação e continua na Capoeira e um dia se torna professor, repetindo o mesmo ciclo por causa do tal “ensino como aprendi”. E nessa brincadeira as lesões vão pipocando por todo lado e muitos bons capoeiristas abandonam a arte por não quererem se machucar.

A ideia de que a Capoeira é uma “arte marcial” como a luta greco-romana ou um “Esporte de Combate” como o boxe leva a um discurso “guerreiro” que serve somente para desresponsabilizar o líder da aula sobre as lesões dos alunos.

 

O professor deve ter em mente que qualquer machucado ocorrido em sua aula é sua co-responsabilidade.

Independentemente de ter sido uma fatalidade ou um golpe intencional o aluno estava sob a sua supervisão e por isso não pode ser responsabilizado sozinho por algo que aconteceu coletivamente.É importante que haja um código de conduta no qual estejam previstos os comportamentos desejados pelos praticantes e o zelo com o corpo dos demais.

Em breve escreveremos novo artigo falando sobre golpes proibidos em nossas rodas!

Vamos fechar este artigo com uma fala que poderia ser facilmente escutada em muitas escolas de Capoeira:

E aí, o o que você achou? Deixe seu comentário e compartilhe este texto com os colegas!

Axé!

Ferradura