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Militância

Um debate político como o que acontece no Brasil neste momento, e não somente lá, se torna problemático quando cada campo oposto pensa em ter o domínio da verdade, enquanto o debate político – e as propostas expressadas nela – sempre trata de opiniões; de interpretações da realidade e perspectivas sobre como agir nessa realidade. Mas, quando as opiniões são vendidas como verdades, isso leva às posições absolutas e radicais, e suas consequências: aonde uma pessoa de 63 anos é apunhalada 12 vezes nas costas por uma pessoa de 35 anos, por causa de uma posição política que é diferente – como lamentavelmente aconteceu esta segunda-feira com o saudoso mestre Moa do Katendê. Pessoas da mesma cor, da mesma classe social, do mesmo bairro. Influenciada pelos discursos de ódio, sem levar em conta o absurdo que está fazendo, e a destruição e perda para a comunidade que foi feito com um só ato.

Quer dizer que tudo é relativo e por nada, porque ninguém está certo? Claro que não. São debates entre ideias; ideologias como o país tem que ser governado, como pessoas querem viver, o que é justo, o que é o bem, e o que não é. Mas ideias e ideologias são exatamente isto: opiniões. Opiniões que podem estar mais certos ou menos certos, de acordo com a realidade – da qual a constituição e as politicas implementadas anteriormente fazem parte – e os ‘fatos’.

Por isso a gente vê aquele bombardeamento continuo nas redes sociais e mídia – de um campo contra ou outro – com os ‘fatos’: para mostrar que a ideia deles é melhor que a dos outros. Porque, uma boa ideia ou ideologia é fundado nos fatos e realidade, ou dizemos, verdades concretas: a taxa de alfabetização, a porcentagem da pobreza, o salario mínimo de um trabalhador, o lucro de uma empresa, o numero de pessoas baleadas por ano, etc. Fatos que ainda podem ser manipuladas, como o Mark Twain nos ensinou[1], e como todos que trabalham com estatística, sabem: basta adaptar os parâmetros. Igualmente as leis podem ser mudadas; temos um parlamento para isto. Então, o que é verdade mesmo?

Vamos começar com a morte de um musico e mestre de capoeira. Aí, não há mais como escapar: é uma verdade para todos e todas, sem exclusão – não há quem não reconheça a morte aqui na terra. Então se uma verdade é verdade mesma, ela é para todos, sem exclusão. Uma verdade é então universal, e por ser universal, inclusiva. Então uma politica ‘de verdade’ só pode ser inclusiva.

 

Numa outra colunaeu já falei sobre o que é considerado ‘politico’ pelos vários pensadores políticos de hoje: é uma situação de desacordo, onde um elemento entra na situação estabelecida de onde sempre estava excluído, mesmo pertencendo à situação. (Como por exemplo podemos ver com pessoas ilegais, que estão num país, mais não ‘existem’ lá.) No momento que esse elemento aparece e exige ser incluído, ele mexe com a nossa percepção da realidade e – quando reconhecemos a sua verdade de exclusão – causa uma ruptura na situação, uma transformação – porque enquanto reconhecido, não podemos mais excluir. Uma verdade mostra sempre uma forma de exclusão existente, e exige de terminar isso.

 

Traduzida à sociedade Brasileira, vemos a exclusão dos LGBT; das mulheres como cidadãsiguais ao invés de objetos de desejo e mães de família; dos pobres e marginais; das descendentes de africanos e indígenas. Elementos da sociedade Brasileira que sempre foram excluídos e para que vários sujeitos políticos (indivíduos e movimentos) entraram numa luta de inclusão nas última(s) década(s). A reação reacionária que viemos hoje mostra que esse processo de inclusão não é automático, nem determinado; a gente pode simplesmente continuar negando esses elementos – podemos negar verdades. Por isto é um processo político – a gente tem a escolha. Seguindo Alain Badiou[2], há 3 maneiras de não-atuar e não dar consequência as verdades surgidas:

O primeiro chama-se simulacro– que é dar consequência numa verdade falsa. Uma verdade falsa parece uma verdade em todos os sentidos, mas em vez de promover a universalidade, ela organize uma mudança da situação baseada em particularidades; a promoção indefinitivamente de um conjunto específico – ‘os trabalhadores honestos’, ‘as verdadeiras Brasileiras’, ‘as famílias’ – sem dar meios ou voz para aqueles que vivem ao redor disso. É uma verdade exclusiva que, como nós vimos antes, é contraditória. E então uma verdade falsa, que só leva à guerra e ao massacre.

Segundo é a traição– a negação de uma verdade por causa de interesse próprio. Porque o aparecer – o evento – de um elemento excluído sempre causa uma crise na sociedade e na pessoa. Porque aqueles que reconhecem essa verdade têm que dar consequência à ela também – a verdade exige. O máxime para quem dá consequência a verdade é ‘Continuamos!’ (Como se escuta agora muito depois da morte de mestre Moa), mas a opinião sempre está conosco, sussurrando que a minha fidelidade à verdade pode estar errada, que talvez eu esteja fazendo um terror sobre mim mesmo, e que parece que estou causando a confusão que queria evitar, etc. Não é simplesmente uma renuncia de uma verdade (porque uma verdade não dá para ser renunciada), mas um convencimento de mim mesmo que não sou capaz de me tornar um militante, um sujeito diferente, de mudar. No fim então, é a traição de mim mesmo como sujeito político.

O último se chama odesastre– que é a crença que o poder de uma verdade é total e absoluto. Mas verdades só existem dentro do ambiente das opiniões – a gente se comunica, têm opiniões. Não há outra historia que a nossa, não há um mundo ‘verdadeiro’ a chegar. Nosso mundo é – e sempre será – feito do verdadeiro e do falso, do bem e do mal. O bem só é o bem enquanto ele não pretende mudar o mundo pelo bem (e assim arrancar o mal). Todo absolutismo de poder de uma verdade organiza um mal. Um mal que não só é destrutivo para a situação, mas também interrompe o processo da verdade em qual nome ele continua, porque não preserva a dualidade do sujeito. Por isto chamamos um desastre de verdade, causado pela crença no absolutismo de poder dela. Porque uma verdade não pode – nem consegue – mudar todos elementos duma situação; sempre há de ter elementos que restam inacessível por ela, e que reste a pertencer à opinião.

 

Essas três maneiras de agir ou não-agir numa verdade aparecida, Badiou chama o ‘mal’. Porque é a agencia do sujeito que é mal, não porque é induzido pela bíblia ou uma concepção abstrata do bem, mas simplesmente pelo ‘não agir’, ou agir numa concepção errada da realidade.

O que é o bem então? Se a gente pensa que a verdade é importante, que não queremos viver sem ela, que não queremos ser falsos, aí podemos colocar ‘uma verdade’ como tal. Não porque uma verdade é ‘o bem’, mas porque ela dá direção, como ‘o bem’. Uma verdade que é então inclusiva, universal. Reconhecer, seguir e estabelecer as consequências de uma tal verdade, sem cair numa das três formas do ‘mal’, podemos então chamar um agir ‘bom’. E isso é o trabalho de um militante.

Hoje em dia, a palavra ‘militante’ é rapidamente relacionada à violência, extremismo e até terrorismo. Também porque no Latino (de onde vem) quer dizer ‘servir como soldado’. Mas  como a luta não trata só de violência física, o militante também é aquele que ‘está lutando ativamente nas lutas ideológicas’[3]. Um militante é então aquele que luta pelos seus ideais, que são ideias políticos que concernem não só há ele ou ela. Militante luta para uma verdade que reconheceu e em que quer dar consequência – estabelecer uma nova situação. Não necessariamente com violência; Gandhi e King também são reconhecidos como militantes.

 

A capoeira foi usada como arma politica em vários instantes de historia, mas como também expliquei na mesma coluna, a capoeira é politica em si mesma também, e representa uma politica universal: porque na base não excluía ninguém, especialmente as pessoas nas margens de nossa sociedade. Então, um capoeirista só pode ser um militante dessa verdade, que é uma politica da universalidade, da inclusão, da igualdade. Toda outra posição de um dito capoeirista leva a seguir um simulacro, uma traição, ou um desastre – formas do mal.

Mestre Moa do Katendê, em o pouco tempo que conheci, era um militante de uma ideia inclusiva e não-violenta – os testemunhos se acha em Salvador, em São Paulo, Recife, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, e pelo mundo fora do Brasil. Mas mestre Moa agora se foi, assassinado por uma verdade falsa, uma ideia exclusiva, um discurso de ódio. Agora cabe a nós, mostrar que somos capoeira mesmo, que não só levantamos pernas e batemos palma, mas que representamos uma verdade inclusiva, universal. E que lutamos pelas nossas ideias; que somos militantes. E aí declaro: eu sou capoeira. E tu?

 

 

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(A imagem é parte de um fresco de uma escultura de Paul Day, chamada “The Meeting Place”, et encontra-se no St. Pancras Station em Londres.)

[1]“Há três formas de mentira: mentiras, malditas mentiras, e estatísticas” – Twain, M. (1906) ‘Chapters from My Autobiography’, North American Review.

[2]O seguindo argumento é uma interpretação e curta abreviação minha do trabalho de filosofo francês Alain Badiou. Badiou, A. (1995) Ética: um ensaio sobre a consciência do Mal, Rio de Janeiro, Relume-Dumará.

[3]Dicionário Larousse. Badiou trata a ideia do militante mais profundamente no: Badiou, A. (2009) São Paulo: a fundação do universalismo. São Paulo, Boitempo.

Mestre Moa do Katendê: O triste e covarde fim de um capoeira.

Mestre Moa do Katendê: O triste e covarde fim de um capoeira.

Mestre Moa do Katendê, um dos maiores mestres da nossa cultura popular, foi covardemente assassinado por sua postura antifascista.

Esfaqueado pelas costas, numa discussão política, Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, mais conhecido como Mestre Moa, que sempre esteve a frente do seu tempo, nos deixa em um momento social e político extremamente delicado. O crime ocorreu por volta da meia-noite, na comunidade do Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas.

Um pouco de cada capoeirista morre esfaqueado hoje! Mas não morrem as ideias de Mestre Moa, representante da cultura negra e da postura política necessária.

História

Mestre Moa do Katendê nasceu em Salvador, em 29 de outubro de 1954, no Bairro Dick do Tororó, Vasco da Gama, próximo ao Estádio Fonte Nova. Teve o privilégio de vir ao mundo, justamente, na terra que também é berço de grandes mestres da capoeira, tais como; Mestre Pastinha, Mestre Bimba, Mestre Gato, Mestre Canjiquinha, Mestre Valdemar e tantos outros. Mestre Moa foi aluno diplomado pelo mestre Bobó. Iniciou-se na arte da capoeira aos 8 oito anos de idade na Academia Capoeira Angola 5 estrelas.

Entretanto, às vezes, é necessário a um mestre, sair de sua terra, deixar as sementes de suas origens, para plantá-las em outras terras. Misteriosos: assim são os caminhos da vida. No momento não compreendemos porque uma coisa tem que ser de um jeito e não de outro, mas depois, com o decorrer do tempo, tudo se torna claro como as cristalinas águas que se abrem em véus ao cair das cachoeiras, no meio das matas.

Isso também aconteceu com o capoeirista baiano, como conta o site Angola Angoleiro Sim Sinhô:

“Aos 16 anos Môa do Katendê se afastou da capoeira angola e desenvolveu diversos trabalhos em grupos folclóricos, como o “Viva Bahia” e o “Katendê”. O desejo de disseminar seu trabalho com a cultura afro brasileira o levou a viajar para o Sul do país. Em 1984 foi para o Rio de Janeiro onde começou a ensinar a capoeira angola para não parar de treinar. De lá viajou para Porto Alegre e ajudou a implantar a dança afro no Rio Grande do Sul, até então desconhecida”.

Cumprida essa missão, Moa retornou à Bahia para dar continuidade aos trabalhos em sua terra natal.

Mestre Moa do Katendê: O triste e covarde fim de um capoeira. Capoeira Portal Capoeira 1

Desde que foi chamado pelas forças astrais superiores para defender para defender os valores e a cultura de seu povo, Mestre Moa tem se esforçado por ser um facho que brilha sobre o mundo das culturas, cujo berço tem origem na Mãe África. Imbuído dessa missão, Mestre Moa seguia pelo Brasil e pelo mundo desenvolvendo palestras, workshops e cursos no Brasil e no exterior, nos quais mostrava as riquezas da cultura afro-brasileira.

Mestre Moa do Katendê: “A capoeira me ensinou tudo isso e um pouco mais”

Capoeira é tudo que move para mim. É uma cultura rica, uma cultura dos ancestrais que eu procuro, sempre que posso, cultuar, zelar, transmitir conhecimentos. Na verdade, o conhecimento foi dado pelo meu mestre, daí eu sigo pelo mundo, sempre que posso, divulgando.

 

leia também:

CAPOEIRA E POLÍTICA: De Que Lado Você Está?

 

 

Conexão China – A capoeira encontra o kung fu

Conexão China – A capoeira encontra o kung fu

Em evento para convidados a celebrar o mês em quem o Brasil comemora sua Independência, a embaixada brasileira em Pequim apresentou nesta semana o curta-metragem “Capoeira encontra a arte marcial chinesa”.

O documentário é coproduzido pela Embaixada do Brasil e Flow Creative Content, em parceria com a Unesco, com apoio da gigante chinesa Tencent, está em fase final de tradução para a língua portuguesa.

O vídeo, que impressiona pela união de duas culturas aparentemente distantes, mostra o encontro dos mestres de capoeira brasileiros com mestres das artes marciais chinesas em Pequim e Hangzhou.

Ao explorar as diferenças e semelhanças entre suas artes, esses mestres discutem como as culturas tradicionais podem prosperar na sociedade moderna e ainda ajudar as pessoas a se relacionar com os outros e compreender a nós mesmos.

Conexão China – A capoeira encontra o kung fu Capoeira Portal Capoeira

Embaixada brasileira em Pequim apresentou em pré-estreia documentário de curta-metragem mostrando o encontro de capoeiristas e lutadores de kung fu. EMBAIXADA DO BRASIL, DIVULGAÇÃO

A produção faz parte da criação de uma Biblioteca Digital Aberta, projeto global lançado em 2015 pela Unesco, com o apoio financeiro e técnico suporte de Tencent. A idéia é promover o conhecimento inclusivo entre sociedades, criando uma rede internacional de esportes e jogos tradicionais, e salvaguardar e promover o patrimônio cultural imaterial por meio de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

 

Fonte:

Jornal do Comércio: https://www.jornaldocomercio.com/

Alagoas: Inscrições para edital do Ginga Capoeira são prorrogadas

Alagoas: Inscrições para edital do Ginga Capoeira são prorrogadas

As inscrições da chamada pública destinada à seleção das instituições culturais que irão atuar na coordenação de oficinas, instrução e monitoramento do Projeto Ginga Capoeira, promovido pela Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), foram prorrogadas. O novo prazo, conforme publicação no Diário Oficial do Município (DOM), é dia 19 de outubro.

Ao todo, serão selecionados um profissional para coordenação de oficinas, oito coordenadores de núcleo  e oito monitores, que irão atuar no projeto durante um período de oito meses.

Serão investidos R$ 110 mil no projeto, que tem como objetivo promover rodas de capoeira e a formação de núcleos para atuar, principalmente, nas escolas da Rede Municipal de Ensino. As inscrições podem ser feitas das 8h às 14h, na sede da Fundação, na Avenida da Paz, no bairro Jaraguá.

 

Confira o edital e seus anexos:

Edital

Anexos

Fonte: Ascom Fmac

Albufeira: “Adapta-te” – Fitness, Dança e Capoeira adaptadas

Albufeira: “Adapta-te” – Fitness, Dança e Capoeira adaptadas

O Município de Albufeira – Portugal vai realizar a 3ª edição do “Adapta-te”, um evento desportivo e de lazer direcionado aos munícipes portadores de limitações físicas.

A ação terá lugar no Parque Lúdico, durante a manhã do dia 28 de setembro, sexta-feira, e integrará Fitness, Dança e Capoeira adaptadas, assim como um lanche convívio entre os participantes e os colaboradores.

Durante a manhã do dia 28 de setembro, o Parque Lúdico vai ser palco de diversas atividades, entre as quais um Circuito de Fitness, uma aula de Dança e outra de Capoeira adaptadas a pessoas com alguma incapacidade para a prática de atividade física.

Esta é a terceira edição do “Adapta-te”, uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Albufeira com o objetivo de aumentar a autoestima, promover a saúde e o bem-estar e fomentar a socialização entre a população portadora de incapacidade.

Este evento desportivo e de lazer irá juntar os utentes das Instituições Particulares de Solidariedade Social do distrito, Centros de Dia, Centros Ocupacionais e Unidades de Ensino Especial do concelho.

Albufeira: “Adapta-te” - Fitness, Dança e Capoeira adaptadas Capoeira sem Fronteiras Cultura e Cidadania Portal Capoeira

Após a realização das atividades físicas adaptadas, os participantes e os colaboradores irão partilhar um lanche convívio.

http://www.postal.pt

Brasília – DF: Grupo leva capoeira a escolas públicas e fala sobre cultura negra

Brasília – DF: Grupo leva capoeira a escolas públicas e fala sobre cultura negra

A história da África e a luta dos negros do Brasil ensinadas de uma maneira diferente. Para sensibilizar crianças e adolescentes sobre a cultura negra brasileira, o grupo Grito de Liberdade leva a escolas públicas do Distrito Federal o espetáculo “Quilombo da liberdade, raízes”. A caravana está na nona edição.

O presidente do grupo, Luiz Cláudio França, 38 anos, conhecido como Minhoca, atualmente é o principal responsável pelo projeto. O mestre capoeirista destaca a satisfação após as apresentações: “Chegamos a alcançar pessoas que estavam no mundo do crime e, por conta do projeto, já superaram o problema”, ressalta.

A intenção é ampliar os horizontes dos alunos. “Quanto mais contato tiverem com a cultura, eles se tornarão pessoas mais conscientes e com uma visão de mundo mais ampla”, acrescenta Luiz.

Atividade procura abordar o papel do negro na formação da identidade brasileira e apresentar a cultura de origem africana

As apresentações são realizadas por meio de cantos e danças de capoeira, com um toque especial de circo e poesia. Por meio da arte, o grupo aborda os mais variados temas cotidianos, entre eles racismo, agressões em ambiente escolar e machismo.

“Diante do aumento da violência nas periferias do Distrito Federal, é fundamental que a comunidade escolar contribua com seu olhar sobre as causas e consequências do envolvimento de jovens e crianças com o álcool e outras drogas”, diz diretor da peça, Ankomárcio Saúde, que compara: “Até onde os ônibus lotados de hoje não são os navios negreiros de ontem, e as favelas, quilombos urbanos?”.

O espetáculo leva aos jovens mitos e ritos dos afrodescendentes numa mescla de capoeira regional e angola e das danças de puxada rede, dança do bastão e maculelê, em que os negros são protagonistas. “Uma fusão em que a beleza dos movimentos junto a plástica do figurino prende a atenção de todos os alunos para aprenderem sobre a história negra do país como processo formador de nossa identidade”, explica Ankomarcio.

Brasília - DF: Grupo leva capoeira a escolas públicas e fala sobre cultura negra Capoeira Portal Capoeira 1

Experiência positiva

Para os educadores, a iniciativa é mais do que importante para o crescimento dos estudantes. Rivailda Muniz, professora do 5º ano da Escola Classe Kanegae (Riacho Fundo I), ficou feliz com a oportunidade e também entrou na roda para gingar.
“É um projeto muito bom, inclusive pelo fato de eles virem até a escola. A inciativa é maravilhosa porque nossos alunos têm poucas chances de vivenciar isso”, considera a docente.

E, para os pequenos, a experiência foi única e de pura alegria. “É muito legal a gente ver e experimentar coisas novas. Foi a primeira vez que eu ‘dancei’ capoeira”, disse um dos alunos do 5º ano. Colega do garoto, Ana, 8 anos, também entrou na brincadeira. “Os meninos conseguem dar ‘mortais’ muito mais rápido do que nós meninas. Eu já tentei e nunca consegui, mas gostei muito de o tio ter ensinado a gente a gingar”, afirmou.

Quase 40 anos de história

Há 38 anos o grupo Mestre Cobra trabalha a capoeira como forma de perpetuar a história das culturas de matriz africana. Os capoeiristas se reúnem na Candangolândia desde os anos 1980, época em que a capoeira era alvo de preconceito na região e praticada às escondidas, no mato. Em 1994, Mestre Cobra começou a desenvolver seu trabalho no Riacho Fundo, onde deu início ao grupo Grito de Liberdade.

Luiz Cláudio França está na equipe há 30 anos e representa o Mestre Cobra por todo o DF. Além de Brasília, as apresentações já chegaram até a Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco, onde foi assistida por mais de 10 mil pessoas. Neste ano, 20 mil alunos serão atingidos.

Uma das principais características da capoeira é a possibilidade de qualquer pessoa poder participar. A arte não faz distinção de situação financeira ou crença: qualquer um pode interagir com o grupo. “Às vezes alguém tem dificuldade em fazer as manobras no momento do gingado, mas ao mesmo tempo se identifica com a música ou instrumentos que utilizamos. Tudo é válido”, destaca o mestre Minhoca.

 

Tainá Morais – redacao@grupojbr.com

http://www.jornaldebrasilia.com.br

“Maior é Deus, Grande é João”

“Maior é Deus, Grande é João”

O “Maior é Deus, Grande é João” é um movimento mundial
de valorização e reconhecimento ao Mestre João Grande.

 

"Maior é Deus, Grande é João" Capoeira Cidadania Eventos - Agenda Portal Capoeira

MAIOR É DEUS, GRANDE É JOÃO!

Só um mestre que há mais de 60 anos empenha-se na preservação e divulgação da cultura da capoeira pelo mundo, pode inspirar um movimento mundial de reconhecimento à contribuição que ele dedica até hoje a essa arte.

João Oliveira dos Santos, Mestre João Grande, hoje aos 85 anos, é o capoeirista que há mais tempo está em atividade no mundo, ícone vivo da capoeiragem tradicional. Considerado o mestre dos mestres pela comunidade capoeirística, é detentor de conhecimentos seculares, que vem repassando com humildade e entusiasmo ao longo de todos esses anos.

 

Sua atuação é um marco no ressurgimento e expansão da capoeiragem angola, que se livrou de ser extinta graças aos esforços de alguns mestres, entre eles e com destaque João Grande, um obstinado em manter sua estrutura inicial e ensinamentos elementares. Ele saiu do Brasil para abrir novas fronteiras para esta arte tão brasileira, o que beneficiou direta e indiretamente centenas de capoeiristas brasileiros que hoje trabalham no exterior.

A paixão com que João Grande abraçou a capoeira vem motivando praticantes e amigos dessa comunidade no mundo inteiro a abraçá-lo também. Assim nasce o movimento “Maior é Deus, Grande é João”, que envolve, no dia 29 de setembro, a realização de eventos de capoeira em mais de 15 cidades do mundo para arrecadação de fundos que irá premiá-lo por tudo que representa para a capoeira no mundo.b

A rotina de viagens do Mestre João Grande é exaustiva e compromete a sua saúde, por isso os capoeiristas se uniram para assegurar que o Mestre continue, no ritmo adequado à sua idade, a espalhar seus ensinamentos sem comprometer a sua qualidade de vida. O objetivo do fundo é possibilitar que o mestre, no país em que hoje reside, EUA, possa repassar suas lições de vida com tranquilidade e segurança.
O movimento “Maior é Deus, Grande é João” também irá disponibilizar plataforma de crowdfunding durante três meses para que qualquer pessoa que se sensibilize com a causa, possa fazer sua contribuição online. Idealizado coletivamente, o fundo de arrecadação nasce em respeito à vida do Mestre João Grande.

Os eventos de capoeira que integram a campanha contam com a participação de grandes mestres de diferentes linhagens da capoeira. A contagem da arrecadação acontecerá a 29 setembro às 17h de cada país, quando haverá a divulgação do valor. O lançamento oficial da campanha acontecerá em NY, mas o abraço ao Mestre João Grande é tão imenso quanto a sua importância para a capoeira, por isso eventos também acontecerão em Paris e Bordeaux (França), Porto e Lisboa (Portugal), Zurique (Suiça), Viena (Áustria), Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia (Brasil), Athenas (Grécia), Roma (Itália), Belgrado (Sérvia), Barcelona (Espanha), Estugarda (Alemanha), dentre outros.

 

Eu valorizo. Eu acredito. Eu apoio. Dê o seu abraço no Mestre João Grande!

 


 

GOD IS GREAT, JOÃO IS GRAND!


Only a master who has been involved in the preservation and dissemination of capoeira culture throughout the world for more than 60 years can inspire a worldwide movement in recognition of the contribution he has made to this art to this day.

João Oliveira dos Santos, Mestre João Grande (Master “Big John”), aged 85, the eldest living active capoeira practitioner in the world, is an icon of the traditional form of capoeira. Considered to be the master of masters by the capoeira community, he is a holder of secular knowledge which he has shared with humility and enthusiasm throughout all these years.

His practice is a milestone in the resurgence and expansion of the Angola style of capoeira, which persists thanks to the efforts of several masters, but especially thanks to João Grande, who was determined to maintain its pure form and elementary teachings. He left Brazil to open new frontiers to this quintessential Brazilian art, and hundreds of Brazilian capoeira practitioners, who work abroad today, have benefited from this move either directly or indirectly.

The passion with which João Grande embraced capoeira has motivated practitioners and friends of this community around the world to embrace him as well.  This is how the “God is Great, João is Grand” movement emerged.

September 29, 2018, marks the kick-off for capoeira fundraising events in more than 15 cities around the world, which will honor him for everything he represents to capoeira in the world.

Mestre João Grande’s travel routine is exhausting and compromises his health. For that reason, capoeira practitioners will unite to ensure that Mestre can continue to spread his teachings at a pace appropriate to his age, without compromising his quality of life.  The purpose of the fund is to enable the master to teach his life lessons in peace and safety in the United States, the country in which he now resides.

The “God is Great, João is Grand” campaign will provide a crowdfunding platform in the three months following September 2018, so that anyone who is moved by this cause can make their contribution online. Organized collectively, the fundraising idea originated out of respect for the life of Mestre João Grande.

The capoeira events unfolding throughout the campaign rely on the participation of other great masters of differing styles of capoeira. A tally and unveiling of monies raised will be held at on September 29 at 5pm in each country.

The official launch of the campaign will take place in New York, but as our embrace of Mestre João Grande has been as massive as his importance to capoeira, events will also take place in Paris and Bordeaux (France), Porto and Lisbon (Portugal), Zurich (Switzerland), Vienna (Austria), Rio de Janeiro, São Paulo, and Bahia (Brazil), Athens (Greece), Rome (Italy), Belgrade (Serbia), Barcelona (Spain), and Stuttgart (Germany), among other locations.

I value him. I believe in him. I support him. Honor Mestre João Grande!

 

Veja Também:

https://www.facebook.com/maioredeusgrandeejoao/

https://www.gofundme.com/maior-e-deus-grande-e-joao

m.me/maioredeusgrandeejoao

Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC

Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC

Projeto conta a história da capoeira no ABC; Atividade gratuita e aberta ao público geral

Nos dias 7, 8, 9 e 10 de Agosto, o Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC” que através de vivência, bate papo e workshop contará a história da prática na região do ABC e curiosidades sobre a manifestação sociocultural de origem afro-brasileira, que mistura luta, dança, elementos da cultura popular e música.

O projeto Conexão Capoeira ABC, propõe-se a ser um catalisador para discussões acerca das questões históricas da capoeira local, dos direcionamentos contemporâneos desta manifestação, um momento oportuno para formação e instrumentalização de mestres e professores de capoeira e de áreas correlatas, e ainda um espaço para a troca de saberes e experiências.

bate-papo

Ancestralidade: Corpo, Cultura e Religião

Abertura Conexão Capoeira ABC

07/08. Terça, às 19h30

Bate papo sobre a ancestralidade quando relacionada ao corpo, cultura e religião, trazendo para a discussão questões evolutivas, de apropriações e descaracterizações da cultura popular brasileira.

Com Rose Maria de Souza, Fabiano Maranhão e Diolino de Brito.

Mulher em Jogo

com Carla Yahn (Treinel Natureza)

08/08. Quarta, às 19h30

Bate papo histórico, cultural e musical sobre a participação da mulher na Capoeira. Hoje em dia, é quase impossível assistir a uma roda de capoeira, em qualquer canto do mundo, onde não haja a presença feminina. As mulheres, com todo o direito, estão conquistando a cada dia, mais e mais espaço nesse universo que durante muito tempo foi predominantemente um espaço masculino.

Carla Yahn possui graduação em letras com licenciatura plena pela UNESP (2007). mestrado em letras na área de literatura e vida social pela UNESP (2012). Tem experiência na área de Letras, Literatura, Linguagens e Educação. É professora na Rede Pública de Ensino – Educação Básica II. Arte Educadora pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Atua principalmente nos seguintes temas: cultura popular, cultura afro-brasileira, oralidade e capoeira. É treinel de capoeira angola pelo grupo “Os Angoleiros do Sertão”, Feira de Santana-BA.

A Roda de Capoeira: Cultura, Contos e Fundamentos

Com Mestre Maurão

09/08. Quinta, às 19h

História, ensinamentos, fundamentos, curiosidades e roda de Capoeira.

A Capoeira é considerada como uma prática cultural que se organiza em forma de sistema, constituindo-se pelos seguintes elementos: a roda, os toques musicais de berimbau, as músicas, a ginga e os movimentos corporais das dois estilos (Capoeira Regional e Angola). Há, portanto, uma interdependência, em que os participantes da roda deverão se revesar nestas diferentes funções no decorrer do jogo, ou seja: o capoeirista deverá saber desempenhar todas as formas necessárias para ocorrer o evento: tocará tanto o berimbau quanto o atabaque, o pandeiro, o agogô e o caxixi e ainda revezará com outros participantes jogando e também cantando.

Mestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

workshop

Fundamentação teórica e metodológica para o ensino da Capoeira

com Eduardo Okuhara.

10/08. Sexta, às 9h30

Discussão sobre os elementos básicos fundamentais para o ensino da Capoeira.

Todo o profissional da área de Educação Física deve primar para que todo o aluno vivencie as diferentes formas que a cultura corporal de movimento tem oferecido, e incluído neste processo está a Capoeira.

Eduardo Okuhara, está doutorando em Educação no programa de Pós-graduação da UMESP. Mestre em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP (2006), área de concentração: Pedagogia do Movimento, Corporeidade e Lazer (Orientador: Prof. Dr. Wagner Wey Moreira). Atualmente é docente no curso de Educação Física e pedagogia da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e do Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UNIITALO). Coordenador e Professor de Capoeira do Projeto Capoeirando na Metô (Capoeira para pessoas com Síndrome de Down). Professor de Capoeira do Instituto Padre Leo Comissari e Membro do Grupo de Estudos da Fenomenologia das fases da vida da PPGE-UMESP. Membro do conselho editorial da Revista de Educação Física REBESCOLAR. Temas de interesse: Educação e linguagem, Educação Física Escolar, Motricidade Humana, Cultura Afro-brasileira, Capoeira e Fenomenologia.

Estratégias Metodológicas no Ensino da Capoeira para Crianças de 03 a 06 anos

com Adan Parisi e Carlos Alberto.

10/08. Sexta, às 14h

Atividades, jogos e brincadeiras que podem ser utilizadas como ferramentas para o ensino da Capoeira para crianças de 3 a 6 anos.

Os exercícios de Capoeira envolvem todas as partes do corpo e são executados associados a um ritmo que favorece a integração dos envolvidos, desenvolvendo de maneira eficaz os seguintes aspectos: Imagem do Corpo, Auto-Imagem, Equilíbrio, Associação Visual Motora, Coordenação, Movimentos de locomoção e movimentos uniformes, Orientação Espacial, Lateralidade, Direcionalidade.

O Ensino da Capoeira para Idosos

Uma Abordagem Cultural Plural Como Proposta Pedagógica.

Com Diolino de Brito e Regina Gerizani.

10/08. Sexta, às 14h

Jongo, Samba de Roda, Côco e outros elementos da cultura popular brasileira como ferramentas de facilitação no ensino da Capoeira para Idosos.

A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira desenvolvida por golpes e movimentos ágeis com mãos, pernas, cabeça, braços e elementos de acrobacia. Esta prática desperta o interesse, não somente de jovens mas também de idosos que veem nestes exercícios um meio de lazer e bem estar físico.

Sesc São Caetano realiza o projeto “Conexão Capoeira ABC Capoeira Portal Capoeira

SERVIÇO:

Sesc São Caetano

Dias 7,  8, 9 e 10 de Agosto

Rua Piauí -554 Santa Paula – São Caetano do Sul

Recomendação etária: livre

Ingressos: Retira de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento. Limitado a 4 ingressos por pessoa.

Telefone para informações: (11) 4223-8800

Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp.org.br/saocaetano

Horário de atendimento/bilheteria do Sesc São Caetano – De segunda a sexta, 9:00 às 21:30, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30 .

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal

Em Portugal, a cidade de Póvoa do Varzim, no norte do país, organiza a Semana da Capoeira. O projeto pretende, além de divulgar a própria arte marcial, promover a cultura brasileira, através da música, da cultura popular e do esporte. O evento acontece entre os dias 25 e 29 de julho e tem o detalhe interessante de ter sido decidido através de um “orçamento participativo”, isto é, foram os cidadãos – jovens, em sua maioria – que decidiram que uma porcentagem do orçamento do município seria destinada a esta iniciativa.

A valorização da capoeira no exterior

Este evento em Portugal é a prova do potencial que a capoeira tem, não só enquanto esporte, mas também enquanto veículo da cultura brasileira. Trata-se de levar nossos hábitos, tradições e costumes até ao exterior, sendo especialmente valioso e interessante quando se trata de Portugal, país com o qual temos uma ligação especial como não temos com nenhum outro, mesmo que muitos brasileiros e portugueses não reconheçam essa parte.

Póvoa de Varzim

Uma curiosidade de Póvoa do Varzim está no fato de aí se situar um dos 12 cassinos legalmente estabelecidos em Portugal. No país irmão os jogos de azar não são proibidos e a sociedade convive pacificamente com esse fato, estando os cassinos geralmente situados em zonas turísticas. Todo o brasileiro que visitar a Póvoa poderá assim jogar sem qualquer problema. Será que no futuro vai ter cassinos no Brasil desse jeito?

A capoeira em Portugal

Pode considerar-se que a capoeira tem um nível bem razoável de desenvolvimento em Portugal. O país dispõe de uma federação esportiva (equivalente a nossas confederações, como a COB), com milhares de praticantes regulares e diversos clubes por todo o país, inclusive de grandes times de futebol que apostam em outros esportes, como o Sporting de Lisboa.

O programa da festa

O programa do evento incluiu os seguintes pontos:

  • exposição sobre a Semana da Capoeira, explicando todo o evento, abrindo no primeiro dia.
  • workshop de capoeira e roda de capoeira inclusiva, também no primeiro dia.
  • workshops em dois lugares diferentes da cidade, de manhã e à tarde, terminando com nova roda de capoeira inclusiva.
  • o terceiro dia tem workshops e uma recepção oficial de mestres de capoeira nos Paços do Concelho, com o prefeito local.
  • o quarto dia tem workshops e rodas de capoeira, tanto de manhã como de tarde.
  • o último dia inclui espetáculos de dança, batizado e troca de graduações, e finalmente uma roda de encerramento.

Semana da Capoeira em Póvoa do Varzim, Portugal Capoeira Portal Capoeira 1

Os eventos são de acesso livre e grátis e promovidos em pontos centrais da cidade de Póvoa do Varzim, assumindo-se portanto como um elemento central de entretenimento e divulgação cultural da cidade durante o período.

 

Fonte: http://www.cm-pvarzim.pt/