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Projeto: Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara

Projeto: Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara

Roma – Itália: Nosso grande Amigo Angelo “Capacete”, responsável pela Escola de Capoeira Matumbé em Roma e discípulo do mestre e amigo K.K. Bonates, iniciou um grande desafio e uma difícil jornada para realizar um sonho… Criar um Centro Cultural no coração de ROMA que tem como objetivo a preservação da história da cultura popular, afro-indígena brasileira além de implementar diversos projetos sócio-culturais e de ajuda humanitária através da arte-capoeira, musica, dança e cultura… O Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara será, na concepção do contramestre Capacete um espaço de paz e harmonia que irá atender os mais carenciados, crianças em situação de vulnerabilidade e refugiados…

Desejamos a toda a família Matumbé, sucesso nesta árdua jornada no caminho para um mundo melhor… desejando sempre paz e muita capoeiragem… e que seu objetivo seja alcançado!!!

Luciano Milani

 

Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara

Nós da Escola Matumbé Capoeira da cidade de Roma, Itália, temos o prazer e a honra de compartilhar com [email protected] o mais novo e ambicioso projeto da nossa escola: a criação do primeiro Centro de Cultura Brasileira em Roma, no bairro de Testaccio, centro histórico da cidade eterna, que ajudará na preservação da história da cultura popular, afro-indígena brasileira (estudos e práticas) e colaborará com diferentes projetos socio-culturais.

Ilê Odara – Significado
Ilê Odara são duas palavras do idioma africano Iorubá/Yorubá.

Ilê – Casa, residência, moradia.
Odara – Belo, eficiente, paz, tranquilidade.

 

 

A escolha do nome Ilê Odara para o centro cultural advém de um conjunto de princípios, valores humanos e visão de mundo, que são transmitidos pela Escola Matumbé Capoeira. Em um momento em que o mundo está cada vez mais doente e precisando de mais amor, educação e solidariedade, o Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara se tornará uma casa, um lar, um refúgio, onde [email protected] (independentemente de género, etnia, crença ou religião) serão [email protected] Para promover este movimento, nós, da escola Matumbé Capoeira Roma, temos o sonho de criar um novo espaço cultural no bairro de Testaccio, no centro histórico da cidade eterna, para ajudar a preservar e aumentar a história da Capoeira e da cultura afro-brasileira.

No ano de 2020, a Escola Matumbé Capoeira – Europa (Itália e Espanha) completou 10 anos de atividade. Desde 2013 que a Escola Matumbé Capoeira em Roma, sob a direção e coordernação de Angelo dos A. Oliveira (Contramestre Capacete), vem desenvolvendo um trabalho focado na preservação e manutenção da cultura afro-indígena brasileira, promovendo aulas, cursos, workshops e outros eventos culturais para a comunidade, agregando múltiplas manifestações artísticas e educacionais.

Infelizmente, o Covid-19 e o consequente confinamento interromperam bruscamente a maioria das atividades de produção da nossa escola, assim como os nossos projetos. Estamos enfrentando grandes dificuldades para obter o fundo necessário para a reestruturação do espaço. Mas não pretendemos desistir e por isso pedimos a ajuda de todos aqueles que acreditam no poder construtivo e na beleza desta arte ancestral.

Projeto: Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara Cidadania Portal Capoeira

 A nossa proposta é tornar este movimento cultural cada vez mais forte, criar comunidades na área e reunir várias gerações em uma atmosfera de troca de energias positivas, de culto do conhecimento e compartilhamento. Se conseguirmos inaugurar este centro de cultura brasileira, todos aqueles que deram a sua contribuição poderão receber a nossa hospitalidade e apoio em seus projetos, por isso contamos com todos e todas!

Ajudem-nos a escrever uma nova página na história da cultura afro-indígena brasileira em Roma! Muito obrigado!


Para maiores informações: [email protected] / [email protected]

Nota de Falecimento: Mestre Joel

Nota de Falecimento: Mestre Joel

MESTRE JOEL DE MENEZES FALECEU EM SALVADOR – 03/06/2020

Diagnosticado com covid-19, esteve internado em Salvador; sogros também tiveram doença

Um dos responsáveis por levar a capoeira para São Paulo, o mestre Joel de Menezes, 76 anos, faleceu após ter testado positivo para o novo coronavírus. O mestre esteve internado em estado grave no Hospital Ernesto Simões, em Salvador desde o dia 12/05/2020.

Pioneirismo

Nascido em Santo Amaro e criado em Feira de Santana, Mestre Joel residiu em Salvador, mas sempre fazia viagens para São Paulo, onde formou grupos de capoeira.

Segundo Mestre Dadá, Joel aprendeu a arte com o Mestre Arara, que era aluno do Mestre Bimba, e sempre tentou preservar as raízes e tradições da capoeira.

Em 1972, Joel foi reconhecido como mestre de capoeira por Mestre Bimba. O baiano é presidente do grupo Organização Onças de São Paulo e da Associação de Capoeira Ilha de Itapuã.

Além de expandir o alcance da capoeira, Mestre Joel foi um dos primeiros a gravar discos com músicas de capoeira. “Ele gravou discos nos chamados bolachões. Ele foi um dos pioneiros nessa gravação, com músicas que sempre falam da Bahia”, explicou Dadá.

Em 1979, o mestre lançou Capoeira, que foi seguido de Capoeira Raiz, de 1993. Por fim, foi lançado o disco Capoeira Volume 1, datado de 1994.

Desejemos os mais siceros pêsames, muita força e luz à família, amigos e a comunidade capoeira…

EVENTOS FEMININOS EM CAPOEIRA: Concorda ou (SEM)corda?

EVENTOS FEMININOS EM CAPOEIRA: Concorda ou (SEM)corda?

Diversas são as situações que nos convocam a aprofundarmos na reflexão sobre a atuação de homens e mulheres no âmbito da capoeira, considerando toda a lógica patriarcal que, invariavelmente, sufoca a atuação social de todas as pessoas em seu fazer cotidiano, enquadrando todos os padrões pré-estabelecidos para os mais variados comportamentos. Desta forma, tentaremos discorrer sobre algumas situações que tem emergido da realização de eventos femininos em Capoeira.

Ao longo dos anos, mulheres vem sofrendo com o cerceamento ou a subvalorização de seu potencial, sejam eles, na prática cotidiana, quando dos espaços em que ela é privada de exercício de sua cidadania, ou no microcenário da capoeira, sendo seu fazer condicionado a uma concessão do homem ou como estratégia de marketing… como por exemplo quando ofertam tempo no evento somente para mulheres jogarem entre si; quando sempre convidam alunos mais novos para ministrarem aulas, tendo uma mulher mais antiga e capacitada no mesmo espaço; quando revistas de capoeira expõem um símbolo sexual nacional da época “vestida” de capoeira (Tiazinha); ou quando, antigamente, alguns homens faziam rodas só com mulheres para atrair o público masculino.

Como entender estas ações? o que as motiva? Nos casos apresentados acredito que ao fazê-lo, o homem, que historicamente estrutura as ações em capoeira, pode estar tentando produzir um espaço de mediação para que mulheres “tomem coragem” e vão se empoderando, ou seja, uma estratégia positiva para a equidade, mas também, possivelmente, por trás destas ações, pode haver um exercício de “poder ou olhar patriarcal” em que o mesmo diz o “como será feito!” porque a mulher sozinha não conseguiria, sem contar os diversos processos de expressão da objetificação da mulher, entendida como produto de marketing.

Bibinha e Gugu Quilombola, conquistam título do Red Bull Paranauê Capoeira 2

Bibinha e Gugu Quilombola, conquistam título do Red Bull Paranauê Capoeira

Analisando esta realidade, com o tempo percebemos que a mesma estratégia de “mediação” passa a produzir um efeito contrário ou difuso, ainda que a intenção não me pareça a mesma, pois se antes uma pequena parte do evento era destinada ao desfrute exclusivo de mulheres, agora os eventos passam a ser somente produzido pelas/para as mesmas… Neste sentido, são perceptíveis os efeitos de propagação destes encontros exclusivos, que nascem talvez, por uma demanda reprimida de lugares de protagonismo feminino na capoeira.

É problema? Eventos femininos são negativos? Não… Absolutamente!… Desde que sejam entendidos como processos de mediação para a construção da tão sonhada equidade entre homens e mulheres, ou seja, SE estes processos promoverem ou forem defensores de espaços de exclusão do homem, não servirão ao propósito de garantir a mulher a tão desejada condição de estar em rodas de capoeira em paridade social… Sempre entendi estes eventos como preparatórios para que mulheres e homens pudessem, por exemplo, compor uma charanga da regional ou uma bateria de angola, tocando com a firmeza e respeitabilidade que a cultura popular merece.

É preciso refletir sobre os (des)caminhos que, porventura, os eventos possam estar tomando, considerando “SE” estes eventos estão de fato construindo um caminho de conhecimento, que harmonize as relações e o trato com os homens em nossas rodas de capoeira…? Se não está a serviço da construção de lugares APENAS para trato com dores, rancores e mazelas do machismo estrutural que nos assola?… Fato concreto é que precisamos observar que é importante o trato destas questões femininas e sociais, sem no entanto, deixar de trazer o foco para o elemento comum que nos une, a capoeira!

A negação das reflexões acima poderá nos levar há um lugar perigoso, chamado de sexismo ou discriminação de gênero, que segundo sua definição é um juízo de valor pré-estabelecido ou discriminação baseada na condição de gênero ou sexo de uma pessoa, no qual mulheres são mais prejudicadas, portanto, mais do que a realização dos eventos em si, é preciso pensar a serviço “de quem e de que” o mesmo se estrutura?

Então? Uma sugestão… Que tal valorizar mais ainda a transição de eventos femininos de capoeira por EVENTOS DE CAPOEIRA COM PROTAGONISMO DO FEMININO? Assim, acredito ser possível redimensionar a estrutura social desigual para mulheres a partir do exemplo VIVO que brota das mãos de tantas Dandaras, Márcias, Nzingas, Paulas, Marias, Estelas da nossa arte…

 

Axé!

 

Por: Mestra Brisa e Mestre Jean Pangolin

MESTRE com “M” Maiúsculo!

MESTRE com “M” Maiúsculo!

Pela primeira vez, Mestre Nô estará ao vivo no Facebook Live, dando uma entrevista sobre sua vida e obra!

Esta live será seguida de uma aula de berimbau!

Venha conhecer um dos maiores mestres da história, responsável por grande parte da expansão da Capoeira no Sul, no Nordeste e nos Estados Unidos!

IMPORTANTE: Faço um pedido pessoal para que todos os mestres, mestras, alunos, amantes, líderes e simpatizantes que virem este post o compartilhem!

 

As contribuições voluntárias serão feitas no Paypal do mestre: [email protected]

Vamos fortalecer os mestres em vida! Depois de morto, não adianta fazer ladainha homenageando.

 

Axé.
Ferradura

 

Coletivo Capoeiragem São Paulo

Coletivo Capoeiragem – São Paulo – Zona Oeste

“Era eu era meu mano… Era meu mano era eu

MALUNGOS

O importante é estar juntos… Mesmo que distantes…

Coletivo Capoeiragem, unindo ideias e ideais…

 

Dinho Nascimento, Letícia Vidor, Milani, Peixe Crú, Lelo e Mestre Kenura juntos em um um bate papo informal e descontraído sobre capoeiragem de São Paulo… Não percam!

 

Coletivo Capoeiragem Bahia Capoeira Portal Capoeira

 

Nesta Quinta-feira, 21/05 no canal do Portal Capoeira no Facebook:

https://facebook.com/portalcapoeira/videos

16:00hs Brasil – (Brasília)

21:00hs Alemanha-Itália-Espanha

22:00hs Russia- 20:00hs Portugal

#capoeira #capoeiragem #dinhonascimento #leticiavidor #lelo #peixecru #kenura #malungos #fontedogravata #milanicapoeira #portalcapoeira #coletivocapoeiragem #todosjuntos

São Paulo: Homenagem e Cidadania

São Paulo: Homenagem e Cidadania

Nosso grande amigo, Gugu Quilombola, propõe, em meio esta atribulada e complicada situação, uma importante ação solidária de entreajuda e apoio aqueles que mais estão sentindo os efeitos da pandemia que aflige e reflete em nossa comunidade capoeirística, impossibilitando uma grande parte de profissionais da cultura e capoeiragem de conseguirem, neste momento tão delicado, sobreviver…

Utilizando as ferramentas digitais, Gugu Quilombola, reuniu uma grande turma de amigos e camaradas para somar e difundir o conhecimento da nossa arte capoeira… Gugu estará realizando um evento online para homenagear dois grandes Mestres da Capoeira de São Paulo: Mestres Cavaco e Paulão.

O Objetivo desta empreitada digital é conseguir valorizar o saber, a mestria, a carga e toda a colaboração que estes dois, ao longo de suas caminhadas, ofereceram a toda a nossa comunidade…

Gugu também pretende, com esta ação, dinamizar o espaço/projeto da Bela Vista em São Paulo que neste momento se encontra completamente parado.

 

A pandemia silenciou a nossa casa cultural e Quilombo, um espaço sempre cheio de pessoas alegres e ativas , interações culturais e muito axé! As contas de água e luz continuam chegando , somando com Aluguéis e a impossibilidade de trabalho, aproximando o risco de fechamento da casa !

A contribuição arrecadada será investida em nossa casa e na homenagem aos Mestres Paulão e Cavaco, personalidades das quais não tenho palavras suficientes e significativas que permitam agradecer com justiça e devido merecimento tamanha gratidão aos exímios feitos para a minha geração e capoeiragem !

Gugu Quilombola

 

Nós, do Portal Capoeira, somos solidários a todo tipo de ação que visa de forma democrática e saudável colaborar com nossa cultura, nossa gente, nossa arte… e estaremos sempre ao lado, ajudando e divulgando todo e qualquer tipo de parceria positiva!!!

Parabéns meu mano pela corajosa atitude e por estar sempre a frente… com seu pensamento rápido e suas convicções… dando sempre espaço aqueles que são verdadeiros merecedores… é um prazer e um orgulho poder te chamar de irmão!

 

Luciano Milani

 

Ação e homenagem em prol dos nossos Mestres e espaços da Capoeira e Cultura!

Família da Capoeiragem !

Venho convida-los para mais uma ação e homenagem em prol dos nossos Mestres e espaços da Capoeira e Cultura !

Nos dias 23 e 24 de Maio, estaremos realizando um evento online para retribuir e homenagear nossos Mestres Cavaco e Paulão como também também auxiliar na resistência do meu espaço/Projeto no bairro da Bela Vista em São Paulo !

Aulas com capoeiristas de diferentes escolas, linhagens e segmentos da arte, condicionamento físico, mobilidade , instrumentação, musicalidade ,bananeira e Handstand, bate papo com Mestres e muito mais !

A pandemia silenciou a nossa casa cultural e Quilombo, um espaço sempre cheio de pessoas alegres e ativas , interações culturais e muito axé! As contas de água e luz continuam chegando , somando com Aluguéis e a impossibilidade de trabalho, aproximando o risco de fechamento da casa !

A contribuição arrecadada será investida em nossa casa e na homenagem aos Mestres Paulão e Cavaco, personalidades das quais não tenho palavras suficientes e significativas que permitam agradecer com justiça e devido merecimento tamanha gratidão aos exímios feitos para a minha geração e capoeiragem !

Para mais informações, estou a disposição !

Abração!
Gugu Quilombola!
+4917637256959

Grupo de whattsapp para as aulas do evento!
⬇️⬇️⬇️⬇️⬇️⬇️

https://chat.whatsapp.com/E5yxlnOCjpo8T6RDor6g2G

O LUGAR (IN)COMUM DA MULHER NA CAPOEIRA

O LUGAR (IN)COMUM DA MULHER NA CAPOEIRA

Há tempos, ou por toda a minha trajetória, tenho sido convidada para fazer falas em eventos. Já virei figura carimbada com rótulo de depoimentos que revelam a minha história de vida, e como, na condição feminina, consegui sobreviver a um processo formativo até a titulação de mestre de capoeira, na BAHIA. Sobre a natureza destes convites e o que está por trás deles, revelando o lugar (in)COMUM de tudo aquilo que uma mulher pode fazer na capoeira, que vamos tratar neste texto.

Peço, no entanto, que a força do feminino que habita em cada um de nós, da sedutora e intuitiva mãe Oxum, possa abençoar meus dedos a fazer uma escrita sensata, sensível e antenada com o mundo que acredito, um mundo de homens e mulheres vivendo juntos e em harmonia, demonstrando a sabedoria da equidade, do feminino e do masculino em ato e amor.

Então… quando penso nos convites que recebi e dei conta, revelam-se muitas dúvidas, outras tantas certezas que circundam o pensamento sobre a formação de mulheres em capoeira.

Nas dúvidas, acredito que perguntas como: Será que ela tem competências em capoeira? Como será que foi o percurso formativo desta mestra? Será que ela vive o mesmo universo que o meu? Será que de fato ela vive, com a mesma intensidade, as cobranças que são feitas aos homens diante dos elementos que fundamentam a capoeira? Será que não foi uma graduação de benevolência do seu mestre, que por vezes pode ser também seu esposo? Será que não “entrou pela janela”?

Nas certezas, seguem convicções como: Vou enxertar a programação com esta mestra para afastar o discurso de que sou machista e não dou vez a mulher!… Se ela for fraca, é mulher mesmo!… Vou pedir a ela pra contar sua trajetória de vida, pois, sabendo que mulheres são frágeis e incompetentes, ela preencherá o tempo destinado a esta concessão no evento “contando histórias” e o resto eu preencho com “capoeira de verdade”, protagonizado pelos companheiros que convidei! …

Entre dúvidas e certezas, sempre está a baixa expectativa do meu potencial enquanto capoeirista… Se há culpados? Com certeza! Mas prefiro crer que mais que encontrá-los/las posso anunciar saídas… Entre as dúvidas e certezas, que prefiro conceituar de certezas provisórias, mora a brecha da possibilidade de encontrar em mim mais do que uma contadora de história de vida.

Se ao invés das motivações descritas acima você me convidar para apresentar os saberes que me constituem enquanto mestra, poderá identificar a qualidade, ou não, de minha formação, cada passo que dei para conquistar este lugar de fala – o lugar de conhecedora da arte capoeira… Cada toque que fiz e refiz para alcançar o alto nível em meu tocar… Cada cantiga que entoei, de diferentes mestres antigos que escutei para dar vida ao meu canto… Cada aluno que toquei nas mãos para fazer nascer o brilho e encanto pela capoeira… Cada evento que produzi, para ver a capoeira se estabelecendo enquanto ferramenta de formação humana… Cada roda que experimentei pelo mundo afora, vivenciando a vida por dentro do jogo e o jogo por dentro da vida…

Em qualquer arte, ou campo do conhecimento, semelhante a capoeira, nós somos reconhecidos pelo que produzimos, por isso convido a todos/as a refletirem porque com relação a mulheres e capoeira seria diferente? Não precisamos de concessões, precisamos de um convite, precedido de investigação sobre nosso “fazer capoeira”, para que depois desta análise prévia, você se deixe encantar pelo que vamos apresentar aos seus alunos ou congressistas.

É claro que, neste caminho, encontrarás muitas mulheres que, tal como homens, se escondem em um discurso que nem sempre é acompanhado por uma prática que o sustente, uma berimbau que fale, uma cantiga que arrepie, nem um jogo bem jogado. Muitas vezes ao procurar sua palestrante ou oficineira, irás se deparar com mulheres que não experimentaram a capoeira com profundidade… que não sabem “nem pra onde vai, nem de onde vem” a capoeira… não conhecem seus antigos… suas manhas… nunca tocou, por exemplo, o toque de Iúna pra uma platéia de 100 pessoas, na charanga da regional, para dar vez ao jogo de formados com balões da cintura desprezada… ou não, nunca abriu uma roda de Capoeira Angola com uma ladainha bem entoada, contando a história de seus ancestrais… Isso é que separa o “jóio do trigo”, isso é o que queremos dizer quando falamos “não tem farinha no saco”, serve para mulheres e para homens…

Portanto capoeiras!… quando pensarem em uma mulher para compor o seu evento, pensem na capoeira que a preenche, pois assim estará assegurando a respeitabilidade por quem você convida, o berimbau bem tocado, a cantiga que arrepia e o jogo cadenciado, referenciado, agigantando a mulher na capoeira pela capoeira na mulher.

Axé!

 

* THE (UN)COMMON PLACE OF WOMEN IN CAPOEIRA *

By: Mestra Brisa

For some time, or throughout my career, I have been invited to speak at events. I have already become a figure stamped with testimonials label that reveals my life story, and how, as a female, I managed to survive a formative process until the title of capoeira master, in BAHIA. About the nature of these invitations and what is behind them, revealing the (in) COMMON place of everything that a woman can do in capoeira, which we will deal with within this text.

I ask, however, that the strength of the feminine that lives in each one of us, of the seductive and intuitive mother Oxum, can bless my fingers to do sensible, sensitive and attuned writing with the world I believe in, a world of men and women living together and in harmony, demonstrating the wisdom of equity, feminine and masculine in act and love.

So … when I think about the invitations I received and realized, there are many doubts, many other certainties that surround the thinking about the formation of women in capoeira.

When in doubt, I believe that questions such as: Does she have skills in capoeira? How was the training course for this teacher? Does she live the same universe as mine? Does it really live, with the same intensity, the demands made on men in the face of the elements that underpin capoeira? Was it not a degree of benevolence from your master, who can sometimes also be your husband? Did it not “come in through the window”?

O LUGAR (IN)COMUM DA MULHER NA CAPOEIRA Capoeira Mulheres Portal Capoeira

Certainly, they follow convictions such as I will engraft the programming with this master to rule out the discourse that I am a sexist and I don’t give the woman a chance! … If she is weak, she is a woman! … I will ask her to tell her life trajectory, because, knowing that women are fragile and incompetent, she will fill the time destined for this concession in the event “telling stories” and the rest I fill with “capoeira de truth”, led by the companions I invited! …

Among doubts and certainties, there is always a low expectation of my potential as a capoeirista … If there are culprits? For sure! But I prefer to believe that more than finding them, I can announce ways out … Among the doubts and certainties, which I prefer to conceptualize as provisional certainties, there is a gap in the possibility of finding in me more than a life storyteller.

If instead of the motivations described above, you invite me to present the knowledge that constitutes me as a teacher, you will be able to identify the quality, or not, of my training, every step I took to conquer this place of speech – the place of knowledge of capoeira art … Each touch that I made and remade to reach the highest level in my playing … Each song that I sang, from different ancient masters that I heard to give life to my singing … Each student that I touched my hands to make the brilliance and charm for capoeira … Each event I produced, to see capoeira establishing itself as a tool of human formation … Each roda that I experienced around the world, experiencing life inside the game and the game inside life. ..

In any art, or field of knowledge, similar to capoeira, we are recognized for what we produce, so I invite everyone to reflect on why it would be different from women and capoeira? We do not need concessions, we need an invitation, preceded by an investigation of our “making capoeira” so that after this previous analysis, you will be enchanted by what we are going to present to your students or congressmen.

Of course, on this path, you will find many women who, like men, hide in a speech that is not always accompanied by a practice that sustains them, a berimbau that speaks, a song that chills, or a game well played. Often when looking for your speaker or workshop, you will come across women who have not experienced capoeira in-depth … who do not know “neither where to go, nor where” capoeira comes from … they do not know their old ones … your morning … never touched, for example, Iúna’s touch for an audience of 100 people, in the charanga of the regional, to give time to the game of graduates with balloons from the despised waist … or not, never opened a circle of Capoeira Angola with a well-intoned ladainha, telling the story of its ancestors … This is what separates the “jewel from the wheat”, this is what we mean when we say “there is no flour in the bag”, it is for women and for men …

So capoeiras! … when you think of a woman to compose your event, think of the capoeira that fills it, as this will ensure respectability for those you invite, the berimbau well played, the song that chills and the cadenced game, referenced, looming the woman in capoeira by the capoeira in the woman.

Axe!

Coletivo Capoeiragem Bahia

Coletivo Capoeiragem – Bahia

“Era eu era meu mano… Era meu mano era eu

O importante é estar juntos… Mesmo que distantes…

Coletivo Capoeiragem, unindo ideias e ideais…

 

 

Mestre Jean Pangolin, Mestra Brisa e Milani juntos em um um bate papo informal e descontraído sobre capoeiragem… Não percam!

 

Coletivo Capoeiragem BA Capoeira Portal Capoeira

 

 

Nesta Sexta-feira, 15/05 no canal do Portal Capoeira no Facebook:

https://facebook.com/portalcapoeira/videos

16:00hs Brasil – (Brasília)

21:00hs Alemanha-Itália-Espanha

22:00hs Russia- 20:00hs Portugal

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