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Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Velho ônibus escolar roda pelo Brasil divulgando a arte marcial brasileira criada pelos escravos

Pilotado por Mestre 90, o museu itinerante tem até navalha de Cintura Fina

 
Nesta grande roda da capoeiragem… neste mundo de meu Deus… cada qual é como cada qual… assim é Mestre 90 e seu #balaiodacapoeira!!!

 

No começo dos anos 1970, época de sua fabricação, ele fazia a linha Centro-Carrefour Contagem. Na década seguinte, passou a servir ao transporte escolar e circulava pelos bairros da Região Oeste de Belo Horizonte – Grajaú, Gutierrez e Barroca. Por volta de 2003, assumiu função inusitada: virou museu, viajando para vários cantos de Minas Gerais e para fora do estado. Estamos falando de um ônibus Mercedes-Benz de 1972 – apelido “Dino”, alusão aos dinossauros. “Com mais de 40 anos, ele roda que é uma beleza. Tudo é original de fábrica. Precisa ver que maravilha é o motor”, celebra o proprietário do “balaio”, Rudney Ribeiro Carias, de 61 anos, o Mestre 90, um dos ícones da capoeira em Minas Gerais.

Capoeirista desde menino, ao longo dos anos Mestre 90 foi acumulando não só conhecimento, mas milhares de objetos relacionados à arte, que mistura esporte, luta, dança, cultura popular, música e brincadeira. “A maioria de nós só se preocupava em jogar. Eu não. Jogava e guardava qualquer coisa ligada à capoeira, porque sempre fui muito organizado. Daí a ideia de criar um museu. Hoje, tenho cerca de 4 mil itens no meu acervo. O interessante é que fui criando a consciência nas pessoas de guardar coisas ligadas a essa manifestação. Muitos dos meus companheiros fornecem material para o museu”, ressalta.

O acervo conta com livros, revistas, quadros, fotos, discos, berimbaus e outros instrumentos, além de armas usadas nas rodas. Uma delas é a navalha que pertenceu ao travesti Cintura Fina, mito da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 1950. Ficou famoso pelas brigas, era temido pela destreza com que manejava a navalha, sempre amarrada a um cordão. “Ele foi muito valente, mas a gente não tem provas de que foi capoeirista. Porém, o Cintura faz parte da história das rodas e das lutas da cidade”, explica Mestre 90.

Depois de se aposentar como motorista, ele decidiu aproveitar o veículo escolar com o qual ganhava a vida para preservar a história da capoeira. “Já que as pessoas não vão muito a museu, decidi levar o museu até elas. Nunca ganhei nada com a capoeira. Pelo contrário: sempre gastei muito (risos). Mas não me arrependo e daí a ideia de criar esse espaço”, destaca Mestre 90, que conta com a colaboração dos mestres Gaio, Luiz Amarante (Mineiro) e Toninho Cavalieri.

Sempre que é convidado para algum evento, o capoeirista leva o ônibus. Quando o “busão” chega, vira festa. “Ele é uma grande novidade. As pessoas, sobretudo a criançada, ficam fascinadas. O comentário que mais ouço é: nossa, não sabia que a capoeira tinha tanta coisa e tanta história”, repara.

 

 

A divulgação da iniciativa tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2012, a pedido dos mestres, o historiador, documentarista e videomaker Daniel Porto elaborou o projeto Museu Itinerante Balaio da Capoeira, contemplado no Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). Daniel participa da Rede Catitu Cultural, associação em defesa de artistas e mestres populares voltada para conhecimentos tradicionais e étnicos.

“Recebemos recursos para fazer toda a catalogação e identificação do material, realizamos um documentário e agora aguardamos para reformar o ônibus e inaugurá-lo oficialmente junto ao Iphan. Vai deixar de ser o ônibus do 90 e se transformar num museu de verdade, com sustentabilidade. Vai sair por aí visitando escolas e instituições, cair na estrada mesmo. A expectativa é de que isso ocorra este ano”, afirma Daniel Porto. O Iphan informa que tem interesse em concretizar a iniciativa e aguarda alguns trâmites burocráticos para viabilizá-la. Porém, não há data definida.

Museu Itinerante Balaio da Capoeira Cidadania Curiosidades Portal Capoeira 1

“Mestre 90 fez algo fantástico. Se você não contar a sua própria história e a história do seu grupo, ninguém vai contá-la. Se você não se organizar para resguardar sua memória, ninguém fará isso. Daí a importância de um projeto como este”, conclui Daniel Porto.

MUSEU DA CAPOEIRA
Visitas agendadas e informações: (31) 99997-69473.

 

A história da poeta que se tornou a primeira árbitra de boxe do Brasil

A história da poeta que se tornou a primeira árbitra de boxe do Brasil

Marcia Lomardo será homenageada neste sábado

Neste sábado, a partir das 16h, 23 lutas formam a segunda etapa do circuito promovido pela Associação Carioca de Boxe (ACB), na academia Vittoria Club, no Pechincha. O torneio é simples, cumpre os requesitos básicos de segurança e está na base da pirâmide de um esporte que trouxe quatro medalhas olímpicas para o país nas últimas duas edições do megaevento. No card, apenas duas lutas serão entre mulheres. Mas o que chama atenção mesmo o nome do evento: Copa Marcia Lomardo.

Poeta, avô da Maya, nascida em Niterói, criada na Zona Sul carioca, Marcia Lomardo, de 59 anos e 1,54m de altura, não se considera uma pioneira nas artes marciais, mas foi a primeira árbitra de boxe do país. Por isso, a homenagem no Pechincha. Os eventos da ACB costumam levar nomes de pessoas que foram importantes para a evolução do esporte.

A relação de Marcia com a luta, entretanto, não se limita ao boxe. Tudo começou em 1978, quando ela era uma das raras mulheres a lutar capoeira, um esporte que ainda convivia com o rótulo de marginal.

– Lembro que uma vez, eu liguei para um amigo e o pai dele atendeu. Quando disse que eu era a Marcia, da capoeira, o pai dele me censurou. Disse que era um esporte marginalizado e que eu não poderia sair falando por aí que lutava capoeira. Digo lutar porque capoeira é uma luta – diz Marcia, que até hoje pratica o esporte.

Preconceitos e rótulos não preocupam Marcia, que vê a arte marcial como uma forma de expressão corporal. Em 1979, nasceu sua filha Ananda D’Ecanio, que desde cedo já acompanhava a mãe nas rodas de capoeira. Nos anos 1980, ela ingressou no jiu jitsu. Na década seguinte, procurou o boxe inglês e acabou vendo ainda mais de perto a rixa entre academias de jiu jistu e vale tudo, que marcaram os primeiros anos de um esporte que hoje é conhecido como MMA.

– Entrei na academia do Marco Ruas. E lá ela já estava fazendo uma certa revolução no esporte. Antes, existiam desafios entre lutadores para ver qual arte marcial era a mais eficiente. O Ruas foi um dos caras que começou a ver a importância de se treinar mais de uma arte marcial para ser um lutador mais completo – lembra Marcia.

Ruas se recorda bem de sua convivência com Marcia.

– A Marcia foi uma das minha primeiras alunas. Era muito dedicada. E assim como Pedro Rizzo deu continuidade ao esporte, dando aula, formando novos alunos – conta Ruas.

DE TOQUINHO A ‘THE WAILERS’

Na academia de Ruas, Marcia acabou se destacando a ponto de virar professora depois que ele se mudou para os Estados Unidos. Com uma noção mais completa de boxe, em 1997, Marcia viu um anúncio de um curso de arbitragem. Foi quando achou que estava sendo vítima de preconceito por ser mulher pela primeira vez desde que entrou no mundo das lutas.

– Me inscrevi e nada de me chamarem. A única coisa que me vinha na cabeça é que não estavam me chamando por eu ser mulher. Nunca sofri preconceito. Vitimismo também não combina comigo, mas eu não conseguia ver qualquer outro motivo para não me chamarem além do fato de eu ser mulher. Mas aí eu fui chamada e descobri que a demora foi porque a turma demorou a se fechar, não tinha quorum – explica.

Marcia nunca lutou em competições de boxe ou vale tudo. Sua carreira como árbitra de boxe encerrou-se em 2009. Na capoeira, ela fez apresentações importantes, que incluíam até facões. Perdeu a conta de quantas vezes se apresentou em rodas de capoeiras no palco para abrir shows no Circo Voador e Fundição Progresso, em uma lista de apresentações que vai de Toquinho a “The Wailers”, a banda do Bob Marley.

ÔNIBUS 174

Durante todo esse tempo, Marcia nunca deixou de dar aulas de capoeiras. Em determinado momento, ensinou crianças e adolescentes carentes no projeto “Se essa rua fosse minha”, do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Lá, conseguiu dar momentos de alegrias a um personagem marcante da história recente da cidade.

– Tinha um menino que ficava no canto da sala, se chamava Sandro. Ele era um dos mais velhos, tinha 12 anos, mas corpo franzino, mais parecia uma criança de seis anos. Os alunos faziam bullying com ele. Era meio arredio e muito carente. Ele gostava das aulas e sempre me cumprimentava na rua. Não acreditei, quando anos mais tarde, ele sequestrou o ônibus 174 e foi morto pela polícia. Reconheci assim que a televisão mostrou o rosto dele – lembra Marcia.

Marcia e sua filha Ananda, em 2007 – Berg Silva/4-5-2007

Marcia, aos poucos, foi criando um estilo diferenciado de dar aula unindo as artes marciais que domina com meditação e arte. O método ainda não tem nome, mas é conhecido como “aula da Marcinha”. Hoje, as rodas de capoeira foram trocadas por rodas de poesia, paixão que já cultivava desde antes de começar nas lutas – suas redações costumavam ir parar no mural do colégio.

“minhas datas pessoais

nunca coincidiram

com as datas da humanidade

inclusive

nesse momento

dentro de mim é reveillon”, diz uma das poesias desta pioneira do boxe nacional. Esta e outras mais podem ser vistas em seu site: marcialomardo.blogspot.com.br/.

Cronologia de Marcia nas artes marciais:

1978 – Início na capoeira

1982 – Começou a dar aulas de capoeira

1985 – Ministrou a palestra “A Mulher na Capoeira”, Circo Voador

1989 a 1991 – fez jiu jitsi com Carlson Gracie

1992 – Início no Boxe com Marco Ruas

1993 e 1994 – Deu aulas no projeto “Se essa rua fosse minha”

1997 a 2009 – Árbitra pela Confederação Brasileira de Boxe


Fonte: O Globo – http://oglobo.globo.com/esportes

por Victor Costa

CAPOEIRA SEM MESTRE

Poucas coisas geram tanta polêmica no mundo da Capoeira como a palavra “Mestre”.

A primeira pergunta que geralmente um capoeirista faz ao outro, curioso em saber quais conexões ambos têm em comum é: “Quem é seu mestre?”, seguida de: “Ele foi formado por quem?” ou “Qual é o seu grupo?”.

Entre os mestres é praticamente unânime o discurso sobre a necessidade de um capoeirista se formar dentro de uma escola ou grupo de Capoeira e a rejeição pelos capoeiristas “free-lancers”, avulsos, mesmo que estes joguem, toquem e cantem muito bem. É natural, portanto, que o próprio título “Capoeira sem Mestre” provoque em muitos um incômodo, pois a noção de pertencimento na Capoeira está muito associada ao fazer parte e ser aceito numa comunidade que compartilha valores comuns.

Não pretendemos entrar no mérito sobre o que dá autoridade para que qualquer um se julgue no direito de dizer se o outro é mais ou menos legítimo por ter ou não mestre. Isso é assunto para outro texto. Neste aqui vamos discorrer simplesmente sobre um fenômeno que existe, um fato real e inexorável: existe Capoeira sem Mestre. Existe há muito tempo e sempre vai existir.

 

CAPOEIRA SEM MESTRE Curiosidades Portal Capoeira 1

 

Existe Capoeira sem Mestre há muito tempo

A história da Capoeira pode ser dividida em dois momentos, como defende Nestor Capoeira:

1. A era dos valentões

Manduca do Praia, Besouro Preto, Nascimento Grande ou outros desordeiros famosos não têm a alcunha de “mestre” no imaginário coletivo da Capoeira e quando os capoeiristas modernos se referem a eles utilizam somente seus nomes.

 2. A era dos educadores 

Já Bimba, Pastinha, Waldemar e a geração que logrou dar visibilidade positiva à Capoeira são respeitosamente chamados de “Mestre”, sendo uma gafe se referir a estes sem o devido título antecedendo seus nomes.

 

Histórico

A transição de uma era à outra se deu na primeira e se acelerou na segunda metade do século 20. Como a era dos educadores é um fenômeno recente que segue em permanente mudança, ainda não se chegou a um modelo fixo de ensino-aprendizagem que contemple todas as variáveis derivadas de seu crescimento e sua difusão pelo mundo. Se hoje em dia é uma quase unanimidade a ideia da necessidade de pertencimento a um grupo com aulas presenciais nos moldes da escola tradicional, historicamente nem sempre foi assim.

 

Ensino à distância na Capoeira

Desde 1907, pelo menos, existem tentativas de se ensinar Capoeira sem a presença de um Mestre, transmitindo saberes por outros meios, como o livro apócrifo cuja assinatura parece se referir à “Ofereço, Dedico e Consagro à Distinta Mocidade”.

Detalhe: este livro foi publicado quando os Mestres Bimba e Pastinha ainda eram crianças!

ODC: 1907

 

Em 1928, quando os Mestres Bimba e Pastinha eram ainda homens jovens, vem o livro de Zuma, cujo detalhamento o transforma em referência nacional em relação à Capoeira.

1928

 

Em 1945, no fim da 2a Guerra Mundial, quando mal a Capoeira havia saído do Código Penal e as escolas de Capoeira dos Mestres Bimba e Pastinha ainda eram fenômeno recente, sai o livro de Inezil Penna Marinho, um ícone da Educação Física Brasileira.

1945

 

Seguindo esta tradição de ensino à distância, em 1961 vem o livro de Lamartine Costa, cujo título foi usado como inspiração deste texto:

1961

 

Na década de 80, Nestor Capoeira publica seu Pequeno Manual do Jogador de Capoeira. Este livro já nasceu escrito em inglês, com o título “The Little Capoeira Book”, voltado ao ensino à distância, desta vez para estrangeiros:

1981

 

As décadas seguintes veem o nascimento dos vídeos tutoriais em VHS, com diversos mestres gravando movimentos e cursos para serem comercializados. Na sequência, o VHS vira DVD e o DVD, mp3. Filmes como “Esporte Sangrento” e videogames como “Tekken” serviram de referencial pedagógico para milhares de jovens no exterior, que não tinham acesso às fontes primárias de conhecimento e aprendiam como podiam, consumindo a informação que chegava pelas TVs.

 

Eddy Gordo – Tekken

Esporte Sangrento

 

Com o advento da internet a velocidade da informação se exponencializa, fazendo verdadeiras comunidades de ensino-aprendizagem por meio das redes sociais, com capoeiristas transmitindo informação 24 horas por dia em todo o planeta.

 

 

Sempre vai existir Capoeira sem Mestre

Existe um motivo simples para acreditarmos que sempre haverá Capoeira sem Mestre: o sucesso da Capoeira! Conforme se espalha pelo mundo e conquista mais e mais adeptos, o número de alunos cresce em progressão geométrica, enquanto o número de mestres formados se mantém sempre em velocidade menor.

Cada vez que a Capoeira chega em uma pequena cidade do interior do Brasil profundo ou num longínquo país asiático, novos alunos são incorporados à segunda coluna. Neste meio tempo, pouquíssimos mestres são formados.

 

Pedagogia do século 21

As novas tecnologias já fazem parte da realidade da geração que iniciou a Capoeira depois de 2005. Facebook, Youtube e até Whatsapp são mecanismos para transmitir informação. Se há 20 anos era raro um capoeirista ter mais de 10 fitas K7 com canções, hoje temos canais de música no Youtube com milhares delas. Se há 10 anos era comum o capoeirista proibir qualquer tipo de registro e filmagem em seus eventos, hoje em dia os próprios mestres levam celulares às rodas e publicam os jogos em transmissões ao vivo.

 

O Instituto Brasileiro de Capoeira-Educação – IBCE

 

Pensando nesta nova realidade foi lançado o Instituto Brasileiro de Capoeira-Educação (IBCE), um órgão difusor de metodologias online, voltadas aos professores de Capoeira no Brasil e no mundo.

 

O 1o Curso de Capacitação Profissional oferecido pelo IBCE será lançado no dia 27/03/2017. Este curso será uma especialização no Método de Capoeira-Educação Brincadeira de Angola, metodologia criada pelo Mestre Ferradura e continuamente aprimorada há mais de 20 anos.

O curso será democrático, terá informações de alta qualidade e o que é melhor, totalmente GRATUITO.

 

Quer saber mais?

Clique neste link e inscreva-se para receber informações em primeira mão sobre o Curso de Capacitação Profissional em Capoeira Infantil, no Método de Capoeira-Educação Brincadeira de Angola.

WWW.CAPOEIRAIBCE.COM.BR

 

A partir desta semana virão muitas informações também pelo Canal Abeiramar.tv e pelo Portal Capoeira. Fique ligado! Axé!

Comente abaixo o que você acha do assunto e compartilhe este texto com seus amigos!

Um abraço!

Mestre Ferradura

 

 

Texto de Mestre Ferradura

Imagens: quase todas encontradas na internet. Agradecimentos especiais a Jerohen Rouxinol pela ajuda com as imagens faltantes.

AS CHAMADAS OU PASSO A DOIS

AS CHAMADAS OU PASSO A DOIS

ALGUMAS COISAS NA CAPOEIRA, SĀO VISTAS COMO FUNDAMENTO.

MAIS NA VERDADE SĀO NORMAS OU PROCEDIMENTOS INTERNOS E/OU PESSOAIS, QUE TAMBEM DEVEM SER RESPEITADOS.

SENĀO VEJAMOS : SEMANA PASSADA FUI QUESTIONADO SOBRE O SEGUINTE.

SE ALGUEM QUE NĀO É MESTRE, ESTIVER JOGANDO COM UM MESTRE.

DURANTE O JOGO PODE FAZER UMA CHAMADA PARA O MESTRE ?

A CHAMADA OU PASSO A DOIS ESTA INCLUIDA EM UM JOGO SENDO UMA DAS CARACTERISTICA DA CAPOEIRA ANGOLA. PORTANTO SE ALGUEM ESTA JOGANDO COM UM MESTRE É POR TER CONDIÇOES DE ALI ESTAR… E SENDO A CHAMADA PARTE DO JOGO, LOGICO QUE PODE CHAMAR O MESTRE SIM.

MESTRE GENI

QUANDO EU AINDA NĀO ERA MESTRE E ALGUM MESTRE ME DAVA A HONRA DE JOGAR COM ELE, ESTE DE UM CERTO MODO, ME INCENTIVAVA A TAMBEM FAZER A CHAMADA.

POIS SE EU SOMENTE FOSSE CHAMADO NĀO APRENDERIA A MANEIRA CORRETA DE CHAMAR.

POIS O MESTRE ATENDENDO A CHAMADA, ESTARIA TAMBEM ME ENSINANDO COMO EU ATENDER DE MANEIRA CORRETA E SEGURA..

POREM SE ALGUM MESTRE OU NUCLEO DE CAPOEIRA DIZ QUE SOMENTE O MESTRE DEVE FAZER A CHAMADA É UM PROCEDIMENTO E NĀO UM FUNDAMENTO.

QUE TAMBEM DEVE SER RESPEITADO POIS CADA UM MANDA EM SUA CASA, ONDE DITA SUAS NORMAS E PROCEDIMENTOS !

Mestre Geni

https://www.facebook.com/profile.php?id=100004297996124&fref=ufi

AO PÉ DO BERIMBAU

AO PÉ DO BERIMBAU

AO AGACHARMOS AO PÉ DO BERIMBAU, JÁ COMEÇOU O JOGO !

Desabafo de Mestre Geni:

ALI ACONTEÇE TUDO, CONCENTRAÇĀO, CANTICOS, DESAFIOS, LOUVAÇÕES, ESTUDO, MANHA, MALÍCIA, MANDINGA, ENERGIA, AXÉ E MUITO MAIS…

PRINCÍPIOS, FUNDAMENTOS E TRADIÇÕES QUE VEEM SE PERDENDO AO LONGO DOS ANOS !

HOJE EM DIA, ABAIXA-SE AO PÉ DO BERIMBAU, POR ABAIXAR, ONDE SE FAZ ATÉ FILA E ALGUNS SENTAM AO CHĀO, NUM ATO DESRESPEITOSO E DESCABIDO !

CHORA BERIMBAU CHORA QUE NOSSAS TRADIÇÕES E FUNDAMENTOS TĀO INDO EMBORA!!!

Mestre Geni.

 

Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100004297996124

Wescley Tinoco e sua “Loja Móvel”

Ele largou o mundo corporativo para viver do que ama: a capoeira

Wescley Tinoco saiu do mundo corporativo, virou MEI, montou uma loja móvel e hoje vive dessa mistura de luta e dança brasileira.

Você já vive de capoeira? Essa foi a pergunta de um amigo, no início de 2012. Eu, claro, respondi que era impossível viver só de capoeira no Brasil.

Nascido e criado em Guarulhos, na Grande São Paulo, comecei a praticar capoeira ainda muito novo; esse era o refúgio para as tardes nos dias de semana. Enquanto a maioria dos garotos da minha idade preferia o futebol, eu não saia da Quilombo dos Palmares, academia do meu mestre Peixe.

Minha juventude foi dedicada à capoeira. Ela me ajudou muito, na formação como homem e cidadão a ter responsabilidades, treinar, manter a mente focada e passar por obstáculos.

O primeiro contato com a moda aconteceu por meio da capoeira em 1994. Eu era apaixonado por brincar com a cor das calças, que até então tinham o branco como padrão. Como hobby, pedia para as costureiras do bairro customizarem de todos os jeitos, com todas as cores.

Em 1997, fui classificado para o campeonato brasileiro de capoeira. Tinha certeza de que ia ganhar, estava preparado. Então fiz uma calça customizada com a bandeira do Brasil para a disputa. Ganhei.

Além de apaixonado pela capoeira, sou formado em administração e pós-graduado em finanças. Sempre trabalhei em grandes corporações financeiras. Pegando condução para chegar ao serviço, comecei a observar o que as pessoas vestiam e percebi que as roupas, muitas vezes, não correspondiam à essência delas. Pensei na possibilidade de uma marca que representasse meu esporte, que eu gostasse de usar. Não achei.

Foi aí que tive a ideia de montar a Iúna Capoeira Wear, uma marca de roupa para amantes da capoeira, que pode ser usada em diversos ambientes. Coloquei em prática tudo que havia aprendido com os cursos do Sebrae-SP de Guarulhos, que já eram meus parceiros há anos.

Em março de 2013, fiz um evento na academia de capoeira onde sou professor para o lançamento da minha marca, a Iúna Capoeira Wear. Promovi uma roda de capoeira, chamei meu mestre Peixe e mais alguns capoeiristas. Após a roda, ocorreu um desfile para apresentar as primeiras peças da marca.

Quando terminou, estava estampado na minha cara que era isso que gostava de fazer. Decidi viver da moda capoeira. Corri até o Sebrae-SP em Guarulhos e me formalizei como MEI. Comecei a vender pela internet e em eventos de capoeira. Em 2015, montei a loja móvel, um carro que uso para fazer entregas e mostrar mais algumas peças aos clientes.

Para o futuro, desejo aumentar a frota da loja móvel, expandir a marca para outros estados e abrir uma loja fixa. Caso aquele mesmo amigo me perguntasse novamente se é possível viver de capoeira, eu diria que hoje vivo só da capoeira.”

Confira o vídeo com a história da Iúna Capoeira Wear:

Wescley Tinoco, da Iúna Capoeira Wear: “Pensei na possibilidade de uma marca que representasse meu esporte, que eu gostasse de usar” (Patricia Cruz/Jornal de Negócios do Sebrae/SP)

Fonte: http://exame.abril.com.br/

 

Dazaranha: Ginga, Violino e o Hit “Vagabundo Confesso”

Da ginga da capoeira ao incomum uso do violino, o Dazaranha é um caso singular de empatia com SC

Dazaranha ocupa um pódio solitário na música catarinense. Nenhuma outra banda tem um disco de ouro no currículo – a placa dourada veio com as 50 mil cópias vendidas de Tribo da Lua. Dezoito anos depois, nenhum grupo do Estado chegou perto de repetir o feito. Mesmo se tornando referência, o legado desta placa dourada hoje se resume ao próprio Dazaranha – não houve nada parecido com um movimento musical mais amplo surgindo a partir da banda, a não ser grupos de estilos musicais distintos que viam no Daza um exemplo da possibilidade de viver de música.

O grupo de Florianópolis ficou famoso em Santa Catarina e também fora, principalmente no final dos anos 1990, pela mistura quase sincrética de influências, ritmos e instrumentos – da ginga da capoeira ao uso incomum do violino; da proclamação do mané beat a um estilo inclassificável; das letras impregnadas pela cultura local a um caso singular de empatia com o público.

– Quando ouvi Dazaranha notei que estava me envolvendo com algo diferente, que parecia estar em outro idioma. Eu, andarilho do rock, me surpreendi e me apaixonei muito – afirma o guitarrista Luiz Carlini, ex-Tutti Frutti e responsável pela produção de Tribo da Lua.

O trabalho conta com participações de Baixinho (Novos Baianos) e canja de Jorge Ben Jor, tornando-se em 11 faixas o mais emblemático álbum do rock catarinense.

O Dazaranha, que chegara a fazer shows pelo cachê de R$ 10, havia cruzado algumas fronteiras da música profissional e se firmava como referência no Estado. O próximo passo natural era trabalhar o disco Brasil afora. Hit para isso já existia: Vagabundo Confesso, composta por Nestor Capoeira e recriada por Moriel, se firmava como carro-chefe da banda.

– A gente estava fazendo 120 shows por ano. Para uma banda catarinense não é fácil. Mas botava a cara, ia atrás e cutucava o dia inteiro. Uma banda vive de shows, não de discos. E era uma época em que o rock ainda estava bombando. Tinha uma cena bacana no Brasil – descreve Zeca Carvalho, empresário da banda entre 1994 e 1999.

Dazaranha mantém identidade intacta em Afinar as Rezas

Foi por causa dessa cena que muitos músicos do Sudeste passaram por Florianópolis com suas bandas e acabaram levando na bagagem as fitas e discos do Dazaranha. Uma delas foi o Barão Vermelho, do líder e vocalista Roberto Frejat, que certa vez, por e-mail, descreveu a sonoridade do grupo como “uma bela mistura do rock com a sua regionalidade”.

Embora o Dazaranha não tivesse a intenção de deixar a cidade, o empresário e o produtor na época afirmam que os esforços eram pra torná-lo uma atração nacional. Preparando-se para isso, o grupo passa a fazer cada vez mais shows fora do Sul e colecionando admiradores. O grande estrondo, porém, nunca veio. Em 1999, Zeca sai da banda; em entrevista por telefone, Luiz Carlini diz que “o business envolve muita coisa”, mas a arte estava feita. Cinco anos depois, em 2004, o Dazaranha lança mais um disco pela gravadora Atração: Nossa Barulheira, com pré-produção de Carlini e vencedor do Prêmio Claro de Música Independente em 2006. Fez menos barulho que seu antecessor, e a banda se afasta da ideia de “estourar”. 

Em compensação, em uma cidade cheia de melindres culturais como Florianópolis, eles são uma das poucas certezas: de show gratuito no Terminal de Integração do Centro (Ticen) a apresentações noturnas na Life Club, público não falta. De acordo com oMusical Map: Cities of the World – um guia visual e interativo do serviço de streaming Spotify de como as pessoas ouvem música em diferentes cidades ao redor do mundo –, as três músicas mais ouvidas na Capital catarinense são do Daza: Céu Azul,Tribo da Lua e Rastaman.

E durante o verão, quando chegam a levar mais gente que o norte-americano Donavon Frankenheiter ao Riozinho do Campeche, ninguém levanta a mão para discutir o sucesso do Dazaranha.

Vagabundo Confesso é eterno

Embora a maioria das músicas tenha sido composta por integrantes do grupo, os mais famosos versos entoados pelo público são de autoria do carioca Nestor Capoeira – o que significa que o Vagabundo Confesso, elevado a uma espécie de hino da vida no litoral de Santa Catarina, está mais para Copacabana do que para Praia Mole. Nas mãos do guitarrista e compositor Moriel Costa, a canção original, uma ladainha de capoeira, foi complementada com o canto conhecido como puxada de rede, ganhando ritmo e melodia.

– O Moriel foi parceiro dessa canção, foi ele quem lapidou e deu arranjo, transformando aquilo em uma música. Embora ele não assine, para mim ele é coautor – destaca Luiz Carlini.

O hit ganhou diversas regravações de artistas brasileiros, entre eles Dora Vergueiro, Katia Nascimento e Ratto.

 

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/

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4º Brasil Synchro Open: Dueto Brasileiro mostra sua “CAPOEIRA”

NADO SINCRONIZADO: DUETO BRASILEIRO MOSTRA SUA CAPOEIRA E UCRÂNIA FAZ HISTÓRIA COM DUETO MISTO

Rio de Janeiro/RJ – Ginga, aús e pontapés. Os movimentos típicos de capoeira foram parar na água na rotina técnica que dueto brasileiro de nado sincronizado Luisa Borges e Maria Eduarda Micucci apresentou nesta sexta-feira, 10/04, no 4º Brasil Synchro Open.

Esta é uma das coreografias que estão sendo trabalhadas para os Jogos Olímpicos Rio 2016, que acontecerão no mesmo palco do Synchro Open: O Parque Aquático Maria Lenk. A competição conta com nove países além do Brasil e entre eles a Ucrânia trouxe uma novidade: o dueto misto de Oleksandra Sabada e Anton Timofeyev. Os dois voltam à piscina no domingo e já entraram para a história como a primeira dupla mista a se apresentar oficialmente no país. Nove países além do Brasil disputa o Synchro Open, que vai até domingo, 12/04 (ver programa no final).

A dupla espanhola de Paula Klamburg e Ona Carbonell venceu a prova de dueto técnico com uma instigante e criativa coreografia baseada em eletrônica. As medalhistas de prata dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 somaram 88.489 pontos. Segundo Ona, esta é rotina que será apresentada no Mundial dos Esportes Aquáticos de Kazan. A Ucrânia da dupla Lolita Ananasova e Anna Voloshyna sempre na luta com o primeiro pelotão de potências do nado sincronizado ficou muito próxima, com 88.2350. As jovens chinesas gêmeas Qianyi e Liuyi Wang, em preparação para assumirem o posto de principal dueto do país, obtiveram 87.3220 e ficaram com o bronze. A dupla brasileira foi quarta colocada, com 81.0087.

A coreografia brasileira foi apresentada pela primeira vez nos campeonatos abertos da Alemanha e da França. Os testes valeram, pois a técnica canadense Julie Sauvé, baseada no que foi apresentado na Europa, já mudou radicalmente a rotina.

– Essa coreografia é o nosso rascunho. Até 2016 ainda vai mudar muita coisa e vai melhorar muito mais – disse Luisa.

As provas são divididas em rotina técnica e livre. A coreografia técnica do dueto já foi definida, apresentada e está sendo aperfeiçoada. No entanto, a rotina livre ainda é segredo para o público.

– Essa rotina técnica a gente colocou bem mais difícil, mais rápida. Vamos mudar com certeza muita coisa. A coreografia livre é surpresa. Só no Pan! – brincou Duda Micucci, confirmando que o tema livre de 2016 será mostrado nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho.

A manhã teve também a rotina livre combinada (Combo), prova em que na mesma coreografia acontecem momentos de solo, dueto e equipe. A Ucrânia (90.367), Brasil (84.9333) e seleção brasileira júnior (77.400) foram ouro, prata e bronze. A disputa contou também com os times do CIEL, da Parabíba (62.600) e da Universidade Técnica do Paraná (58.100). A equipe brasileira entrou com o tema “faroeste” e foi composta por Maria Bruno, Pamela Nogueira, Juliana Damico, Beatriz e Bianca Feres, Lara Teixeira, Sabrine Lowe, Maria Clara Coutinho, Priscila Japiassu, Giovana Stephan, Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci. A técnica Maura Xavier fez sua avaliação da estreia da competição.

– A nossa avaliação é boa! As meninas mostraram progresso e as notas aumentaram, tanto no dueto quanto no combo. Tivemos boas nadadas. O dueto alcançou as metas que delimitamos, mas nós queremos sempre mais. Já recebemos elogios das outras seleções e o reconhecimento de evolução também é muito importante. Apesar de não ser um dos nossos principais objetivos (por fazer parte do programa olímpico) o combo se apresentou muito bem, mesmo com a ausência de Lorena Molinos, por lesão, na última semana, as meninas se recuperaram a fizeram uma bela apresentação – Maura Xavier

Dueto Misto: Uma prova que veio para ficar – Grande novidade da competição, o atleta Anton Timofeyev não parou de posar para fotos com as novas fãs e de dar entrevistas. Ele volta à piscina no domingo, onde se apresentará com Oleksandra na prova de dueto livre. Natural de Kharkov, com 26 anos e casado, Anton vai competir no Mundial de Kazan, estreia da prova em um Mundial da Federação Internacional de Natação. Ele afirmou que a esposa sempre o apoiou muito e que está seguro de uma medalha na competição na Rússia.

– Achei que a decisão da FINA em incluir a prova foi certa, pois o dueto misto é um bonito esporte. A apresentação pode ser um show. Eu treinava a natação da equipe de nado sincronizado e então comecei a praticar e a repetir os movimentos delas sem muitas pretensões. Treinei nado sincronizado de 2002 até 2007, depois parei e agora estou treinando outra vez há apenas três meses. Meu técnico me chamou quando se tornou oficial. Acho que vamos ganhar uma medalha em Kazan. Vamos competir com Rússia, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Turquia. Estes são os países que sei que estarão lá. Será histórico – disse.

O Brazil Synchro Open é realizado com recursos dos Correios – Patrocinador Oficial dos Desportos Aquáticos Brasileiros, e ainda do Bradesco/Lei de Incentivo Fiscal, Lei Agnelo/Piva – Governo Federal – Ministério do Esporte, Speedo, Sadia e Universidade Estácio de Sá. 

4º Brazil Synchro Open – 10 a 12/04 – Programação

10/04 – 18h10 – Solo Técnico

11/04 – 09h15 – Equipe Técnica – 12h15 – Solo Livre

12/04 – 09h15 – Dueto Livre – 12h15 – Equipe Livre

 


Matéria sugerida por Nélia Azevedo
http://www.cbda.org.br – Eliana Alves/ Souza Santos/ Mariana de Sá

Os Africanos e a Capoeira no Século XIX

OS AFRICANOS E A CAPOEIRA NO SÉCULO XIX *** SETE PORTAS DA BAHIA***

Manoel Querino (1864- 1923) era um indivíduo que viveu a sua juventude na segunda metade do século XIX, sendo o seu depoimento o de alguém que, se não participou, presenciou a cultura da capoeira desenvolvida por alguns grupos sociais.

Em seu trabalho Costumes Africanos no Brasil,descreve um encontro entre grupos:

“O domingo de Ramos fora sempre o dia escolhido para as escaramuças dos capoeiras. O bairro mais forte fora o da Sé; o campo de luta era o Terreiro de Jesus. Esse bairro nunca fora atacado de surpresa, porque os seus dirigentes, sempre prevenidos, fecharam as embocaduras, por meio de combatentes, e um tulheiro de pedras e garrafas quebradas, em forma de trincheiras, guarnecia os principais pontos de ataque, como fossem: ladeira de São Francisco, São Miguel, e Portas do Carmo, na embocadura do Terreiro. Levava cada bairro uma bandeira nacional e ao avistarem-se davam vivas à sua parcialidade. Terminada a luta, o vencedor conduzia a bandeira do vencido.”

Manoel Querino registrou a capoeira a partir de confrontos espaciais entre o grupos representativos dos bairros da cidade de Salvador, algo como um grande espetáculo que se consagra nos conflitos de rua e projeta seus símbolos e rituais. O autor afirma que os capoeiras possuíam uma cultura corporal própria, que revelava sua identidade social; e apresentava dois tipos de capoeiras: os profissionais e os amadores. Estes não usavam sinais característicos, mas se exibiam nas contendas entre os grupos.

Manoel Quirino faz menção à existência dos cantos e dos instrumentos musicais, e finaliza sua descrição sobre a capoeira baiana, afirmando que somente no Rio de Janeiro o praticante ” constituía-se como um elemento perigoso.

Manoel Quirino presenciou os capoeiras em Salvador, local em que nasceu, e no Rio de Janeiro, onde se tornou vereador.

 

Por mestre Yrapuru DZ, Historiador da Capoeira; arauto do clã dos Palmares pesquisador de História, e História Geral.