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Wescley Tinoco e sua “Loja Móvel”

Ele largou o mundo corporativo para viver do que ama: a capoeira

Wescley Tinoco saiu do mundo corporativo, virou MEI, montou uma loja móvel e hoje vive dessa mistura de luta e dança brasileira.

Você já vive de capoeira? Essa foi a pergunta de um amigo, no início de 2012. Eu, claro, respondi que era impossível viver só de capoeira no Brasil.

Nascido e criado em Guarulhos, na Grande São Paulo, comecei a praticar capoeira ainda muito novo; esse era o refúgio para as tardes nos dias de semana. Enquanto a maioria dos garotos da minha idade preferia o futebol, eu não saia da Quilombo dos Palmares, academia do meu mestre Peixe.

Minha juventude foi dedicada à capoeira. Ela me ajudou muito, na formação como homem e cidadão a ter responsabilidades, treinar, manter a mente focada e passar por obstáculos.

O primeiro contato com a moda aconteceu por meio da capoeira em 1994. Eu era apaixonado por brincar com a cor das calças, que até então tinham o branco como padrão. Como hobby, pedia para as costureiras do bairro customizarem de todos os jeitos, com todas as cores.

Em 1997, fui classificado para o campeonato brasileiro de capoeira. Tinha certeza de que ia ganhar, estava preparado. Então fiz uma calça customizada com a bandeira do Brasil para a disputa. Ganhei.

Além de apaixonado pela capoeira, sou formado em administração e pós-graduado em finanças. Sempre trabalhei em grandes corporações financeiras. Pegando condução para chegar ao serviço, comecei a observar o que as pessoas vestiam e percebi que as roupas, muitas vezes, não correspondiam à essência delas. Pensei na possibilidade de uma marca que representasse meu esporte, que eu gostasse de usar. Não achei.

Foi aí que tive a ideia de montar a Iúna Capoeira Wear, uma marca de roupa para amantes da capoeira, que pode ser usada em diversos ambientes. Coloquei em prática tudo que havia aprendido com os cursos do Sebrae-SP de Guarulhos, que já eram meus parceiros há anos.

Em março de 2013, fiz um evento na academia de capoeira onde sou professor para o lançamento da minha marca, a Iúna Capoeira Wear. Promovi uma roda de capoeira, chamei meu mestre Peixe e mais alguns capoeiristas. Após a roda, ocorreu um desfile para apresentar as primeiras peças da marca.

Quando terminou, estava estampado na minha cara que era isso que gostava de fazer. Decidi viver da moda capoeira. Corri até o Sebrae-SP em Guarulhos e me formalizei como MEI. Comecei a vender pela internet e em eventos de capoeira. Em 2015, montei a loja móvel, um carro que uso para fazer entregas e mostrar mais algumas peças aos clientes.

Para o futuro, desejo aumentar a frota da loja móvel, expandir a marca para outros estados e abrir uma loja fixa. Caso aquele mesmo amigo me perguntasse novamente se é possível viver de capoeira, eu diria que hoje vivo só da capoeira.”

Confira o vídeo com a história da Iúna Capoeira Wear:

Wescley Tinoco, da Iúna Capoeira Wear: “Pensei na possibilidade de uma marca que representasse meu esporte, que eu gostasse de usar” (Patricia Cruz/Jornal de Negócios do Sebrae/SP)

Fonte: http://exame.abril.com.br/

 

Dazaranha: Ginga, Violino e o Hit “Vagabundo Confesso”

Da ginga da capoeira ao incomum uso do violino, o Dazaranha é um caso singular de empatia com SC

Dazaranha ocupa um pódio solitário na música catarinense. Nenhuma outra banda tem um disco de ouro no currículo – a placa dourada veio com as 50 mil cópias vendidas de Tribo da Lua. Dezoito anos depois, nenhum grupo do Estado chegou perto de repetir o feito. Mesmo se tornando referência, o legado desta placa dourada hoje se resume ao próprio Dazaranha – não houve nada parecido com um movimento musical mais amplo surgindo a partir da banda, a não ser grupos de estilos musicais distintos que viam no Daza um exemplo da possibilidade de viver de música.

O grupo de Florianópolis ficou famoso em Santa Catarina e também fora, principalmente no final dos anos 1990, pela mistura quase sincrética de influências, ritmos e instrumentos – da ginga da capoeira ao uso incomum do violino; da proclamação do mané beat a um estilo inclassificável; das letras impregnadas pela cultura local a um caso singular de empatia com o público.

– Quando ouvi Dazaranha notei que estava me envolvendo com algo diferente, que parecia estar em outro idioma. Eu, andarilho do rock, me surpreendi e me apaixonei muito – afirma o guitarrista Luiz Carlini, ex-Tutti Frutti e responsável pela produção de Tribo da Lua.

O trabalho conta com participações de Baixinho (Novos Baianos) e canja de Jorge Ben Jor, tornando-se em 11 faixas o mais emblemático álbum do rock catarinense.

O Dazaranha, que chegara a fazer shows pelo cachê de R$ 10, havia cruzado algumas fronteiras da música profissional e se firmava como referência no Estado. O próximo passo natural era trabalhar o disco Brasil afora. Hit para isso já existia: Vagabundo Confesso, composta por Nestor Capoeira e recriada por Moriel, se firmava como carro-chefe da banda.

– A gente estava fazendo 120 shows por ano. Para uma banda catarinense não é fácil. Mas botava a cara, ia atrás e cutucava o dia inteiro. Uma banda vive de shows, não de discos. E era uma época em que o rock ainda estava bombando. Tinha uma cena bacana no Brasil – descreve Zeca Carvalho, empresário da banda entre 1994 e 1999.

Dazaranha mantém identidade intacta em Afinar as Rezas

Foi por causa dessa cena que muitos músicos do Sudeste passaram por Florianópolis com suas bandas e acabaram levando na bagagem as fitas e discos do Dazaranha. Uma delas foi o Barão Vermelho, do líder e vocalista Roberto Frejat, que certa vez, por e-mail, descreveu a sonoridade do grupo como “uma bela mistura do rock com a sua regionalidade”.

Embora o Dazaranha não tivesse a intenção de deixar a cidade, o empresário e o produtor na época afirmam que os esforços eram pra torná-lo uma atração nacional. Preparando-se para isso, o grupo passa a fazer cada vez mais shows fora do Sul e colecionando admiradores. O grande estrondo, porém, nunca veio. Em 1999, Zeca sai da banda; em entrevista por telefone, Luiz Carlini diz que “o business envolve muita coisa”, mas a arte estava feita. Cinco anos depois, em 2004, o Dazaranha lança mais um disco pela gravadora Atração: Nossa Barulheira, com pré-produção de Carlini e vencedor do Prêmio Claro de Música Independente em 2006. Fez menos barulho que seu antecessor, e a banda se afasta da ideia de “estourar”. 

Em compensação, em uma cidade cheia de melindres culturais como Florianópolis, eles são uma das poucas certezas: de show gratuito no Terminal de Integração do Centro (Ticen) a apresentações noturnas na Life Club, público não falta. De acordo com oMusical Map: Cities of the World – um guia visual e interativo do serviço de streaming Spotify de como as pessoas ouvem música em diferentes cidades ao redor do mundo –, as três músicas mais ouvidas na Capital catarinense são do Daza: Céu Azul,Tribo da Lua e Rastaman.

E durante o verão, quando chegam a levar mais gente que o norte-americano Donavon Frankenheiter ao Riozinho do Campeche, ninguém levanta a mão para discutir o sucesso do Dazaranha.

Vagabundo Confesso é eterno

Embora a maioria das músicas tenha sido composta por integrantes do grupo, os mais famosos versos entoados pelo público são de autoria do carioca Nestor Capoeira – o que significa que o Vagabundo Confesso, elevado a uma espécie de hino da vida no litoral de Santa Catarina, está mais para Copacabana do que para Praia Mole. Nas mãos do guitarrista e compositor Moriel Costa, a canção original, uma ladainha de capoeira, foi complementada com o canto conhecido como puxada de rede, ganhando ritmo e melodia.

– O Moriel foi parceiro dessa canção, foi ele quem lapidou e deu arranjo, transformando aquilo em uma música. Embora ele não assine, para mim ele é coautor – destaca Luiz Carlini.

O hit ganhou diversas regravações de artistas brasileiros, entre eles Dora Vergueiro, Katia Nascimento e Ratto.

 

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/

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4º Brasil Synchro Open: Dueto Brasileiro mostra sua “CAPOEIRA”

NADO SINCRONIZADO: DUETO BRASILEIRO MOSTRA SUA CAPOEIRA E UCRÂNIA FAZ HISTÓRIA COM DUETO MISTO

Rio de Janeiro/RJ – Ginga, aús e pontapés. Os movimentos típicos de capoeira foram parar na água na rotina técnica que dueto brasileiro de nado sincronizado Luisa Borges e Maria Eduarda Micucci apresentou nesta sexta-feira, 10/04, no 4º Brasil Synchro Open.

Esta é uma das coreografias que estão sendo trabalhadas para os Jogos Olímpicos Rio 2016, que acontecerão no mesmo palco do Synchro Open: O Parque Aquático Maria Lenk. A competição conta com nove países além do Brasil e entre eles a Ucrânia trouxe uma novidade: o dueto misto de Oleksandra Sabada e Anton Timofeyev. Os dois voltam à piscina no domingo e já entraram para a história como a primeira dupla mista a se apresentar oficialmente no país. Nove países além do Brasil disputa o Synchro Open, que vai até domingo, 12/04 (ver programa no final).

A dupla espanhola de Paula Klamburg e Ona Carbonell venceu a prova de dueto técnico com uma instigante e criativa coreografia baseada em eletrônica. As medalhistas de prata dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 somaram 88.489 pontos. Segundo Ona, esta é rotina que será apresentada no Mundial dos Esportes Aquáticos de Kazan. A Ucrânia da dupla Lolita Ananasova e Anna Voloshyna sempre na luta com o primeiro pelotão de potências do nado sincronizado ficou muito próxima, com 88.2350. As jovens chinesas gêmeas Qianyi e Liuyi Wang, em preparação para assumirem o posto de principal dueto do país, obtiveram 87.3220 e ficaram com o bronze. A dupla brasileira foi quarta colocada, com 81.0087.

A coreografia brasileira foi apresentada pela primeira vez nos campeonatos abertos da Alemanha e da França. Os testes valeram, pois a técnica canadense Julie Sauvé, baseada no que foi apresentado na Europa, já mudou radicalmente a rotina.

– Essa coreografia é o nosso rascunho. Até 2016 ainda vai mudar muita coisa e vai melhorar muito mais – disse Luisa.

As provas são divididas em rotina técnica e livre. A coreografia técnica do dueto já foi definida, apresentada e está sendo aperfeiçoada. No entanto, a rotina livre ainda é segredo para o público.

– Essa rotina técnica a gente colocou bem mais difícil, mais rápida. Vamos mudar com certeza muita coisa. A coreografia livre é surpresa. Só no Pan! – brincou Duda Micucci, confirmando que o tema livre de 2016 será mostrado nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho.

A manhã teve também a rotina livre combinada (Combo), prova em que na mesma coreografia acontecem momentos de solo, dueto e equipe. A Ucrânia (90.367), Brasil (84.9333) e seleção brasileira júnior (77.400) foram ouro, prata e bronze. A disputa contou também com os times do CIEL, da Parabíba (62.600) e da Universidade Técnica do Paraná (58.100). A equipe brasileira entrou com o tema “faroeste” e foi composta por Maria Bruno, Pamela Nogueira, Juliana Damico, Beatriz e Bianca Feres, Lara Teixeira, Sabrine Lowe, Maria Clara Coutinho, Priscila Japiassu, Giovana Stephan, Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci. A técnica Maura Xavier fez sua avaliação da estreia da competição.

– A nossa avaliação é boa! As meninas mostraram progresso e as notas aumentaram, tanto no dueto quanto no combo. Tivemos boas nadadas. O dueto alcançou as metas que delimitamos, mas nós queremos sempre mais. Já recebemos elogios das outras seleções e o reconhecimento de evolução também é muito importante. Apesar de não ser um dos nossos principais objetivos (por fazer parte do programa olímpico) o combo se apresentou muito bem, mesmo com a ausência de Lorena Molinos, por lesão, na última semana, as meninas se recuperaram a fizeram uma bela apresentação – Maura Xavier

Dueto Misto: Uma prova que veio para ficar – Grande novidade da competição, o atleta Anton Timofeyev não parou de posar para fotos com as novas fãs e de dar entrevistas. Ele volta à piscina no domingo, onde se apresentará com Oleksandra na prova de dueto livre. Natural de Kharkov, com 26 anos e casado, Anton vai competir no Mundial de Kazan, estreia da prova em um Mundial da Federação Internacional de Natação. Ele afirmou que a esposa sempre o apoiou muito e que está seguro de uma medalha na competição na Rússia.

– Achei que a decisão da FINA em incluir a prova foi certa, pois o dueto misto é um bonito esporte. A apresentação pode ser um show. Eu treinava a natação da equipe de nado sincronizado e então comecei a praticar e a repetir os movimentos delas sem muitas pretensões. Treinei nado sincronizado de 2002 até 2007, depois parei e agora estou treinando outra vez há apenas três meses. Meu técnico me chamou quando se tornou oficial. Acho que vamos ganhar uma medalha em Kazan. Vamos competir com Rússia, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Turquia. Estes são os países que sei que estarão lá. Será histórico – disse.

O Brazil Synchro Open é realizado com recursos dos Correios – Patrocinador Oficial dos Desportos Aquáticos Brasileiros, e ainda do Bradesco/Lei de Incentivo Fiscal, Lei Agnelo/Piva – Governo Federal – Ministério do Esporte, Speedo, Sadia e Universidade Estácio de Sá. 

4º Brazil Synchro Open – 10 a 12/04 – Programação

10/04 – 18h10 – Solo Técnico

11/04 – 09h15 – Equipe Técnica – 12h15 – Solo Livre

12/04 – 09h15 – Dueto Livre – 12h15 – Equipe Livre

 


Matéria sugerida por Nélia Azevedo
http://www.cbda.org.br – Eliana Alves/ Souza Santos/ Mariana de Sá

Os Africanos e a Capoeira no Século XIX

OS AFRICANOS E A CAPOEIRA NO SÉCULO XIX *** SETE PORTAS DA BAHIA***

Manoel Querino (1864- 1923) era um indivíduo que viveu a sua juventude na segunda metade do século XIX, sendo o seu depoimento o de alguém que, se não participou, presenciou a cultura da capoeira desenvolvida por alguns grupos sociais.

Em seu trabalho Costumes Africanos no Brasil,descreve um encontro entre grupos:

“O domingo de Ramos fora sempre o dia escolhido para as escaramuças dos capoeiras. O bairro mais forte fora o da Sé; o campo de luta era o Terreiro de Jesus. Esse bairro nunca fora atacado de surpresa, porque os seus dirigentes, sempre prevenidos, fecharam as embocaduras, por meio de combatentes, e um tulheiro de pedras e garrafas quebradas, em forma de trincheiras, guarnecia os principais pontos de ataque, como fossem: ladeira de São Francisco, São Miguel, e Portas do Carmo, na embocadura do Terreiro. Levava cada bairro uma bandeira nacional e ao avistarem-se davam vivas à sua parcialidade. Terminada a luta, o vencedor conduzia a bandeira do vencido.”

Manoel Querino registrou a capoeira a partir de confrontos espaciais entre o grupos representativos dos bairros da cidade de Salvador, algo como um grande espetáculo que se consagra nos conflitos de rua e projeta seus símbolos e rituais. O autor afirma que os capoeiras possuíam uma cultura corporal própria, que revelava sua identidade social; e apresentava dois tipos de capoeiras: os profissionais e os amadores. Estes não usavam sinais característicos, mas se exibiam nas contendas entre os grupos.

Manoel Quirino faz menção à existência dos cantos e dos instrumentos musicais, e finaliza sua descrição sobre a capoeira baiana, afirmando que somente no Rio de Janeiro o praticante ” constituía-se como um elemento perigoso.

Manoel Quirino presenciou os capoeiras em Salvador, local em que nasceu, e no Rio de Janeiro, onde se tornou vereador.

 

Por mestre Yrapuru DZ, Historiador da Capoeira; arauto do clã dos Palmares pesquisador de História, e História Geral.

O golpe, a ingratidão e o descaso

O golpe, a ingratidão e o descaso…

Em 1971 aos oitenta e dois anos de idade, Pastinha já quase cego por causa de uma catarata, é obrigado pela prefeitura a se retirar do casarão, que entraria em reformas, com a promessa de que assim que estivesse pronto poderia voltar. E voltou?

Mestre Pastinha teve então que se mudar. Foi morar na Rua Alfredo Brito n° 14 no Pelourinho, em um quarto escuro, úmido e sem janelas. Único lugar que dava para pagar com o mísero salário que recebia daprefeitura, já que não podia contar mais com o dinheiro das aulas. Ainda na mudança, foram perdidos muitos móveis, quadros que o mestre pintava e fotografias, que juntos hoje, constituiriam um grande acervo cultural da nossa história.

Para piorar o prédio foi doado para o Patrimônio Histórico da Fundação do Pelourinho que posteriormente o vendeu para o SENAC que transformou o prédio em um restaurante.

Este foi um dos maiores absurdos praticados contra a nossa cultura. Mestre Pastinha foi usado, enganado e abandonado.

 

Tristeza

Após a mudança e a perda de sua academia, Pastinha entra em uma profunda depressão e em 1979 com 90 anos é vítima de um derrame cerebral, que o levou a ficar internado por um ano em um hospital público. Após esse período foi enviado para o abrigo para idosos Dom Pedro II, onde permaneceu até a sua morte. Mestre Pastinha morreu cego, quase paralítico e abandonado.

No dia 13 de novembro de 1981, aos 92 anos, o Brasil perdia um dos seus maiores mestres. Não só o mestre da capoeira angola, mas o mestre da filosofia popular. O menino fraco e magrinho que conquistou o respeito e admiração do mais forte.

 

A estrela ainda brilha
 
Mestre Pastinha foi um dos maiores ícones da cultura do Brasil. Dedicou sua vida inteira em favor da nossa cultura, ajudou a tirar a capoeira da ilegalidade e a colocá-la no seu devido lugar como prática esportiva e cultural, preservou e divulgou a nossa arte até fora do país, ensinou jovens e adultos a enxergar a vida de uma forma simples, mas nobre. Mestre Pastinha foi uma estrela que veio para a terra em forma de homem, para nos ensinar a filosofia da simplicidade, mas teve que voltar ao céu, pois o seu brilho já não cabia mais aqui em um lugar tão pequeno. Um homem que transformou e formou crianças em grandes adultos e fez os mais velhos brincarem como crianças, literalmente de pernas pro ar.

Aécio e Dilma: do FUNK à CAPOEIRA

O Portal Capoeira compilou de uma matéria publicada recentemente na EXAME.COM dois momentos interessantes dos candidatos presidenciais e apresenta aqui para a comunidade capoeirística de forma descontraída sem nenhum tipo de intuito político ou eleitoral… apenas como uma leve e descontraída curiosidade… (O Editor)

“Os momentos interessantes e engraçados de Dilma e Aécio na campanha”

A campanha das eleições de 2014 pode ter sido tensa e cheia de ataques de todos os lados. Mas existiram alguns breves momentos de respiro e risos, para os candidatos ou eleitores.

Teve, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff (PT) fazendo o passinho do funk e Aécio Neves (PSDB) jogando capoeira com Ronaldo. Tudo para se aproximar mais do eleitor.

 

“Vai, Dilma. Vai, Dilma”

O “baile” aconteceu durnte um encontro com jovens em Belo Horizonte (MG), ainda durante o primeiro turno das eleições. Depois de assistir à chamada batalha do passinho, a presidente foi convidada para seguir os dançarinos. Sem hesitar, ela aceitou o convite.

{youtube}D9ASrXeKXu4{/youtube}

 

Aécio e a Capoeira

Enquanto Dilma dançava o passinho do funk, Aécio mostrou que também tem o seu gingado. Durante uma visita à Central Única das Favelas (CUFA), o candidato do PSDB ensaiou alguns golpes de capoeira. E o desafiado foi ninguém menos que o ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo Fenômeno.

O “jogo” está já nos primeiros minutos do vídeo.

 

{youtube}vU-jLVumH0M{/youtube}

 

Fonte: Firas Freitas é redator de EXAME.com. Seu e-mail é firas.freitas@abril.com.br

 

Mestre Acordeon: Diários de bicicleta

Desde 2008, a cada 18 de outubro, brasileiros e norte-americanos festejam o Mestre Acordeon Day na cidade de Berkeley (EUA). On the road, de bicicleta, o baiano de 71 anos fez sua jornada de herói

Uma história é feita de décadas de tempo, a outra, de milhares de quilômetros. Em determinado momento, se encontram, como numa encruzilhada. Capoeira já foi crime previsto pelo código penal brasileiro, hoje corre o mundo incensada. No próximo sábado, 18, a cidade de Berkeley, nos Estados Unidos, vai celebrar o Mestre Acordeon Day, como acontece desde 2008. O ilustre homenageado vive lá há 35 anos. Aos 70, já tendo feito de um tudo – deu milhares de aulas, escreveu livros, compôs músicas, gravou discos, participou de documentários -, decidiu partir para a viagem de uma vida. Em setembro de 2013, saiu de bicicleta da baía de São Francisco tendo como destino a Baía de Todos-os-Santos, beira de onde nasceu.

Quando começou a contar a ideia para a família e para os amigos, unanimemente acharam que ele estava ficando doido. Foi, então, “racionalizando” o plano. Ia ficar um ano fora da academia, mas da viagem sairiam mais um livro, mais um disco, mais um filme. Para justificar perfeitamente, estabeleceu que o dinheiro arrecadado com a venda desses produtos seria destinado ao Projeto Kirimurê, que criou há oito anos para enriquecer a vida de crianças e adolescentes do bairro de Itapuã. Por trás do discurso, era outra a verdade maior. “O que eu queria mesmo era fazer uma imersão pessoal, uma investigação de mim mesmo”.

Seu desejo era estar só, ao sabor do vento, mas os alunos foram se empolgando com a travessia. Quando viu, estava como Forrest Gump, cheio de seguidores. Em cada canto onde parava para conhecer grupos de capoeira, mais gente se juntava ao grupo. Chegou a contar 29 bicicletas na comitiva. Quando chegou a Salvador, depois de pedalar cerca de 20 mil quilômetros em um ano e 12 dias, eram 15 ciclocapoeiristas. Entre eles estava a americana Suellen Einarsen, 57, mais conhecida como mestre Suely, esposa de mestre Acordeon. Ela ficou com tanto medo de todas as coisas ruins que poderiam acontecer que preferiu ir junto, em vez de ficar só imaginando.

Ainda nos Estados Unidos, a armada criou uma plataforma de financiamento coletivo para custear a viagem, mas desde sempre tratava-se de ter disposição e coragem. Seguindo pela rodovia pan-americana, a ajuda foi chegando de muitas partes. Com um “buenas tardes, señor”, saíam comida, suco, um lugar para passar a noite. Às 4 da manhã, já estavam de pé, para aproveitar o dia, quando rodavam 80, 90, 100 quilômetros. Além do desgaste físico, tinha o sol forte, o vento de derrubar, a chuva insistente. “Essa canseira não me ganha”, Acordeon repetia, desafiando a si mesmo.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/

Desafio da maior roda de capoeira estudantil será adiado

Devido às eleições, a tentativa de recorde brasileiro do Projeto Capoeira nas Escolas, de Campina Grande (PB), só vai acontecer no próximo mês

A tentativa de recorde junto ao RankBrasil da Maior roda de capoeira estudantil, que seria realizada nesta quinta-feira (02), foi transferida para o próximo mês. O evento é organizado pela Prefeitura Municipal de Campina Grande (PB), através da Secretaria de Educação, em parceria com o Instituto Alpargatas e a União dos Capoeiras do Planalto da Borborema (UCPB).

De acordo com a Secretária da Educação, Iolanda Barbosa, a atividade foi adiada porque a Justiça Eleitoral antecipou a ocupação das escolas municipais para as eleições, determinando ‘que as dependências onde funcionarão as Seções deverão estar à disposição deste Juízo, a partir do dia 01/10/2014’. “Por isso decidimos mudar a data do evento pensando na proteção da criança e do adolescente”, destaca a professora Iolanda.

 

Ela explica que o problema seria com o local onde os estudantes ficariam aguardando para serem transportados até a localidade do desafio. “Não existiria um espaço físico para que os participantes do projeto esperassem o transporte, eles teriam que ficar do lado externo das escolas. Pensando na segurança destes alunos optamos pelo adiamento”.

 

Mudança de data

A realização da tentativa de recorde foi transferida para o próximo 06 de novembro, às 8h30, no Parque do Povo. A escolha para o mês de novembro se justifica pela comemoração da data de 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. O desafio vai acontecer durante o 4º Aulão de Capoeira nas Escolas e pretende reunir aproximadamente 3,5 mil alunos da rede municipal de ensino.

 

Projeto Capoeira nas Escolas 

Com início em 2007, o projeto é realizado nas escolas da rede municipal, em respeito às leis 10.639/2003 e 11.645/08, que determinam a inclusão das disciplinas História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar.

 

 

 

 

 

Fátima Pires

Assessora de Imprensa – RankBrasil

Fone: (41) 3538-6839/ 3352-2999/ (41) 9838-7324 (Tim) horário comercial

www.RankBrasil.com.br

 

* O RankBrasil registra recordes exclusivamente brasileiros e não tem vínculo com o Guinness World Records. 

Casal de Itaúna comemora união com capoeira

No Dia dos Namorados, casal de Itaúna comemora união com capoeira. Filipe Carvalho e Pamela Sousa, de Itaúna, namoram há oito anos e fazem da arte da ginga um elo para a relação. Casal relata experiências envolvendo o esporte

O esporte é aliado quando o assunto é unir casais apaixonados. Afinal, um carinho entre um jogo e outro é um incentivo a mais para se sair bem nos combates. Filipe Carvalho, de 28 anos, e Pamela Sousa, de 26, sabem bem o que é construir uma relação unida não só pelo amor, mas também pelo esporte. O casal de Itaúna faz da ginga da capoeira um elo a mais entre os dois, Filipe é o professor de capoeira da amada há oito anos e foi através do esporte que os dois já viveram belos momentos juntos.

Foi na faculdade, em 2006, que eles se conheceram. Ela, estudante de Engenharia de Produção; ele estudando Educação Física. Olhares nos corredores fizeram com que Filipe procurasse saber mais sobre aquela jovem e então ele contou com a ajuda de uma amiga para apresentar os dois e dar início ao romance.

No começo, ao começarem a namorar, Filipe já era adepto a capoeira. Ele conta que nos passeios com Pamela sempre surgiam assuntos relacionados ao esporte e que isso a incentivou conhecer a arte da capoeira.

– Pratico a capoeira há 14 anos e quando conheci minha namorada já dava aulas dessa arte, então não tinha como fugir. Era até engraçado, pois a gente saía para tomar um sorvete, falava de capoeira, saía para jantar, o assunto era capoeira. Até em festa com amigos novamente a capoeira era nosso assunto principal. Não tem jeito, o esporte nos uniu e une até hoje – comentou.

Após tanta propaganda positiva que Filipe fazia da capoeira, Pamela decidiu conhecer mais sobre a arte um mês depois do início do namoro. Porém ela não foi sozinha, levou os irmãos para fazerem parte do mais novo desafio. A irmã praticou durante três meses, o irmão durante um ano e ela está há a oito anos fazendo da capoeira uma filosofia de vida.

– São amores paralelos. Fiquei encantada pelo Filipe, e ele me fez apaixonar pela capoeira. Meu avô já praticava o esporte, mas foi por influência do meu namorado que conheci todas as maravilhas que essa arte envolve. – contou Pamela.

Não bastasse apenas namorado, Filipe também é o professor de Pamela, e ele admite que ela é mais cobrada que os outros alunos e que pega firme nas aulas com a namorada.

– Eu sei que as pessoas já vão jogar com ela sabendo que ela é a namorada do professor, então intuitivamente já imaginam que ela tenha um bom jogo, por isso pego firme com ela nas aulas. A Pamela reclama por ser mais duro com ela, mas só faço isso porque sei que ela é uma excelente aluna e tem muita facilidade de pegar as novidades de movimentos sequências – explicou.

E como em toda relação, a do casal de capoeiristas também é feita de altos e baixos. Entretanto eles têm uma “carta na manga” e fazem do esporte uma bela desculpa para se verem e se unirem novamente. Pamela conta já foi necessário dar um tempo na relação. Durante seis meses eles ficaram separados, mas os encontros nas rodas de capoeira continuavam, o que foi crucial para se reaproximarem.

– Durante o tempo que ficamos separados ele continuou sendo meu professor e sempre nos encontrávamos nos eventos de capoeira e foi através de um desses encontros que reatamos. Acho que a partir dessa história dá para as pessoas perceberem o quanto o esporte é importante na nossa relação – analisou.

HOMENAGEM ROMÂNTICA

Em abril deste ano, o casal conquistou a graduação na capoeira juntos. As graduações no esporte têm várias etapas. Primeiro, a formação de aluno, depois instrutor, professor, contra-mestre e mestre.

Na ocasião, Pamela se tornou formou como aluna e Filipe como instrutor. Mas para serem nomeados, eles tiveram que programar uma apresentação com danças e ritmos relacionados ao esporte como maculele, puxada de rede, congado, chorinho, samba e samba de roda.

Filipe aproveitou a formatura e fez uma homenagem à amada. O capoeirista romântico passou o seu cordão, um grande símbolo na capoeira, para a namorada. Pamela diz que foi um dos momentos mais emocionantes da sua vida.

– Foi lindo! Uma surpresa e tanto quando recebi o cordão que ele conquistou. É um dos melhores presentes que Filipe já me deu, tudo isso tem um grande significado para nós e tenho certeza que sempre ficará marcado na nossa história – recordou emocionada a jovem.

*Colaborou Bárbara Almeida sob supervisão de Vanessa Pires

 

Fonte: GloboEsporte.com*Divinópolis, MG