Blog

miltinho

Vendo Artigos etiquetados em: miltinho

Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa

Hoje recebo a confirmação que este grande camarada e parceiro está de viagem marcada para as terras frias do hemisfério norte, com destino a Toronto (Canadá).

Toda a família irá fazer esta jornada em cumplicidade e nosso amigo Miltinho, como grande “paizão” estará acompanhado da companheira Keyla e do filhão Camilo (foto).

Desejamos um ótima estadia e sucesso profissional!!!

Em homenagem a este grande capoeira e amigo escolhemos uma matéria publicada no Jornal do Capoeira escrita pelo próprio Miltinho Astronauta.

Crônica sobre Capoeira, com algumas informações sobre a Pernada de Sorocaba e a Tiririca da capital paulista, ambas uma espécie de “capoeira primitiva” do Estado de São Paulo

Luciano Milani – Fevereiro de 2009

Nota do Editor:

À convite da Tribuna Metropolitana – um jornal quinzenal que circula nas zonas norte e sul da capital – tenho escrito algumas crônicas para uma coluna cujo título é Capoeireiro. O objetivo tem sido o de compartilhar informações e pontos de vistas sobre nossa Capoeira. No mês de Julho de 2005 publicamos uma crônica sob o título “Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa”. Com o lançamento do Documentário “Pernada em Sorocaba – Ginga Pela Arte…Ginga Pela Sobrevivência”, previsto para ocorrer dia 19 de Novembro de 2005 na Cidade de Sorocaba (SP), achei por bem republicar tal crônica também em nosso Jornal. É o que faço agora.

Capoeiristicamente,

Miltinho Astronauta


CAPOEIREIRO

Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa
Por Miltinho Astronauta – Julho/2005

Nota da Tribuna Metropolitana

Foi com imensa satisfação que inauguramos esta coluna Capoeireiro. Percebemos que amantes da prática da Capoeira – seja enquanto cultura, seja como esporte ou educação – já estão até colecionando nossas edições quinzenais. A seguir, respondemos algumas questões enviadas à nossa Redação: 1) nosso colunista desenvolve um trabalho de pesquisa do fenômeno da Capoeira em nosso Estado (Interior, Capital e Vale do Paraíba); 2) existe um projeto em andamento para cadastrar os mestres e capoeiras – dos mais antigos aos jovens mestres – das diversas regiões da Capital: Zona Oeste, Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul e Centro; 3) interessados em colaborar com este projeto (Coletânea da Capoeira em São Paulo) podem escrever para nossa Redação, ou então enviar e-mail para o nosso Colunista. Como se diz na Capoeira, “vamos dar a Volta ao Mundo, Câmara…”.

Outro dia, recebi uma carta eletrônica (e-mail) muito elogiosa sobre as duas primeiras edições de nossa recém-inaugurada coluna CAPOEIREIRO. Lá pelas tantas, nosso interlocutor perguntou: “Existiu, realmente, Capoeira em São Paulo antes da chegada dos baianos e cariocas na década dos 60?”. De pronto lembrei-me de um corrido do Contra-mestre Pernalonga (Márcio Lourenço de Araújo), que hoje ensina em Bremen, Alemanha. “O meu barco virou / lá no fundo do mar / Se eu não fosse angoleiro / Eu não saia de lá”. Foi exatamente assim que me senti. Ou seja, se não estivesse amparado por documentos, lá estava levando minha rasteira.

De pronto, resolvi então trazer à público uma abordagem interessante que fiz sobre uma forma de “Capoeira a Lá Paulista”. Confesso, estava guardando o texto que ora apresento para um livro que estou escrevendo sobre a Capoeira de São Paulo. Mas para não deixar de “entrar na chamada” de nosso amigo Leitor, vamos então ao fio da meada.

1. CAPOEIRA GANHA O MUNDO

Hoje percebemos que o mundo todo se entregou aos encantos de nossa Capoeira. Ousaria dizer que nenhum esporte e/ou prática cultural levou tanto de um povo à outras nações como é o caso de nossa Capoeira.

Por exemplo, aqui no Brasil, praticamos o Box, o Judô e o Caratê, mas ninguém fala o inglês ou o japonês por conta disso. Dança-se o Balé e o Tango, mas não existem motivos para se especializar em Francês ou Espanhol.

Mas com a Capoeira é diferente. Por conta dela o português falado no Brasil tem sido falado em mais de 150 Paises. É isto mesmo! Segundo a Federação Internacional de Capoeira (FICA), presidida pelo Prof. Dr. Sérgio Vieira, nossa Capoeira já caminha para a segunda centena de paises onde a prática já faz parte do “cardápio” anual de eventos culturais e desportivos.

É até compreensível nosso português sendo falado neste “mundão de Deus”, uma vez que seria muito superficial praticar a Capoeira sem, por exemplo, compreender o real sentido de uma Ladainha, de um Corrido ou de uma Chula.

Ao mesmo tempo em que percebemos nossa Capoeira expandindo-se, dando sua magistral “Volta ao Mundo”, observa-se que mais e mais os praticantes (nacionais e principalmente do estrangeiro) estão buscando conhecer a verdadeira – e mais completa quanto possível – história da Capoeiragem.

2. CAPOEIRA, FOLCLORE & DINÂMICA

Prosa e SambaÉ fato que a Capoeira praticada em nosso Estado de São Paulo é fruto de um trabalho de resistência e divulgação realizado por mestres baianos e cariocas, vindos para cá a partir da década dos 50. Embora, sendo justo registrar que a grande maioria chegou entre meados dos 60 e início dos anos 70.

Em nossa Crônica Inaugural apresentamos o depoimento em livro do Folclorista Alceu Maynard Araújo (1967) atestando que levas de capoeiras foram soltas nas pontas dos trilhos (na cidade de Botucatu, entre 1890 e 1920, supostamente). Pelo depoimento, podemos inferir que Capoeiras (vindos da Capoeira Carioca) já perambulavam por nosso Estado, no final do século XIX e início do século XX.

Por falar em Capoeira Carioca, todo bom estudioso da cultura popular sabe que as manifestações raramente ocorrem em regiões de forma isolada geográfica e temporalmente. Tanto é que Mestre Edison Carneiro (excelente folclorista!) fez questão de deixar bem claro no título de um de seus livros (Dinâmica do Folclore), que tudo acontece dinamicamente. Em alguns casos manifestações se fundem, resultando em novas manifestações. Por exemplo, com a proibição da Capoeira em Pernambuco, aliado a questões político-social da época, resultou-se nosso Frevo! O bom capoeira sabe perceber que a “malícia” do bom “frevista” está ligado à ginga de um bom Capoeira. E é isto que eram no passado: capoeiras. No Rio de Janeiro, a perseguição à capoeiragem (que, funcional e socialmente não é o mesmo que capoeira) resultou na Pernada Carioca. Digamos que era a Capoeira que não se chamava Capoeira, mas que tinha a eficiência da mesma, tanto enquanto luta, como também como lazer.

3. PERNADA, TIRIRICA & CAPOEIRA PAULISTA

Em São Paulo também tivemos nossa “Capoeira primitiva”. Recentemente o historiador Carlos Carvalho Cavalheiro e o capoeira-pesquisador Joelson Ferreira têm se dedicado a estudar a Pernada de Sorocaba (interior paulista). Na essência, essa forma de manifestação tem todos os ingredientes básicos de nossa Capoeira: cantos (corridos e desafios); negaças; golpes desequilibrastes (rasteira!) etc. Em breve teremos um excelente documentário sobre o assunto. Aguardem.

Além da Pernada de Sorocaba, na Capital Paulista, tivemos também uma outra “espécie de capoeira”: a TIRIRICA. Aparentemente, tudo indica que, com a repressão de algumas manifestações (ai inclui-se a Capoeira, o Batuque e até mesmo a Religião Candomblé), o povo era obrigado a mascarar suas práticas, mudando formas de execução e nome de tais práticas.

A Tiririca Paulista era um misto de Capoeira com Samba. Era, então, uma capoeira com ritmo (diferente da Capoeira Utilitária do Paulista-Carioca Mestre Sinhozinho – Agenor Sampaio), mas sem a presença do Berimbau. Tinha canto de pergunta e resposta, e “jogava-se” ou “lutava-se ludicamente” em Roda.

Sobre esta “espécie de capoeira” (assim se referiam a ela os “mais antigos” da Terra da Garoa) temos alguns depoimentos relevantes gravados no Centro de Estudos Rurais (CERU) e Museu da Imagem e Som (MIS), ambos da Universidade de São Paulo (USP). Em São Paulo podemos encontrar ainda alguns praticantes remanescentes ou contemporâneos de praticantes, que acompanharam a TIRIRICA em seu auge (décadas dos 30 aos 50). Para dar uma dica, para quem estiver interessado em saber sobre a Tiririca, os bons nomes são Oswaldinho da Cuíca, Toniquinho Batuqueiro e Seu Nenê da Vila Matilde.

O Próprio Mestre Ananias – renomado mestre da capoeira angola baiana – que chegou pela capital entre 1950 e 1960, vivenciou alguns momentos da Tiririca pelas bandas do Brás; Largo da Banana, ou mesmo pelas Praças da Sé e da República (reduto de muitos sambistas, tiririqueiros e capoeiras). Mestre Ananias é grande conhecedor de Samba de Raiz e de Capoeira. Eu arriscaria dizer que uma das cantigas que só ouvi mestre Ananias cantando (É tumba, menino é tumba…) pode ter sido “colhida” durante sua vivência com alguns praticantes da Tiririca. Faço tal suposição baseado em um documentário de Mestre Geraldo Filme (também cantador de Samba, e que conviveu com exímios jogadores de Tiririca), que em depoimento para o MIS, lá pelas tantas, soltou a letra da música que comento acima:

 

“É tumba, menino é tumba

É tumba pra derrubá

Tiririca faca de ponta

Capoeira quer me pega

Dona Rita do Tabulêro

Quem derrubou meu companheiro

Abra a roda minha gente

Que o Batuque é diferente

(coro)

Abra a roda minha gente

Que o Batuque é diferente”

Será que a origem é a mesma (Rodas de Tiririca)?


Miltinho Astronauta dedica-se, de forma independente, ao projeto “Coletânea da Capoeira em São Paulo”. O projeto conta com a colaboração de alguns pesquisadores, dentre eles Raphael Pereira Moreno e Carlos Carvalho Cavalheiro. Para obter mais informações, acesse o Jornal do Capoeira (on line) www.capoeira.jex.com.br ou escreva para miltinho_astronauta@yahoo.com.br. A foto de Mestre Ananias é de Autoria de Adilene Cavalheiro.

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

 

Capoeiranato e a Ponte Leblon & Jarinu

Não basta você escolher a Capoeira, é importante que também a Capoeira escolha você! O sr. Wandenkolk Manuel de Oliveira é mais radical pois defende que “você não escolhe a Capoeira, A Capoeira é que escolhe você”.
 
A julgar pela própria trajetória de vida do senhor Oliveira, ninguém poderá dizer qual das duas frases é a mais acertada.
 
E nem teremos aí um impasse relevante, como extremamente relevante tem sido, relevem a repetição, a vida do senhor Oliveira, que poucos conhecem; o que já não acontece se o apresentamos com o seu nome de batismo no Mundo da Capoeira: mestre Preguiça. Um dos pioneiros do Grupo Senzala, do Rio de Janeiro, peça fundamental para divulgação do estilo “Regional”, atualmente trabalhando em parceria com o angoleiro Mestre Mola.
 
Depois de reveillon muito especial, quando fomos surpreendidos por rápida, mas fraterna visita do Cel. Elton Neves (Queixada) e a sua simpática esposa Dora, dias depois, tivemos o prazer de receber para longa e proveitosa conversa, o senhor mestre Preguiça.
 
Vejam a coincidência, Elton Queixada foi aluno de Preguiça.
Esperava um Preguiça envelhecido, afinal, não o via desde 2001, quando estive em São Francisco, Califórnia, e o vi quase ofendido por eu não aceitar seu generoso oferecimento para ficar hospedado em uma de suas casas (era muito longe da “muvuca” e minha família, com toda razão, exigiu hospedagem em ponto mais central).
 
Preguiça, realmente, pouco envelheceu, em grande parte pela dieta quase religiosa que segue. Mas amadureceu, e muito, apresentando planos que merecem todo tipo de admiração e apoio.
 
Mestre Preguiça, um capoeira nato, simplesmente pensa construir e administrar em Natal, no Rio Grande do Norte, uma casa muito especial para crianças de rua. A educação, em grande parte, será através dos ensinamentos da capoeira-gem – fundamentos, música e prática. Teremos, pois, um orfanato muito especial, idealizado e administrado por um capoeira nato, um verdadeiro capoeiranato (minha sugestão para batizar a nova casa-missão de Preguiça).
Para tanto, com toda razão, Mestre Preguiça vai procurar resgatar a verdadeira História da Capoeira, até agora, como todos sabem, muito mal contada, com muita fantasia, marketing desmedido, malversação de verbas públicas, fundamentos embranquecidos e aburguesados, falastrões e falsos valentões, ritmo e canto desembestados, vacilações éticas, regionalismos, corporativismos…
 
Não por acaso, esse quadro volta a ser o mote principal da nova Apresentação para a terceira edição do meu cordel, que sai agora em janeiro de 2007. Não por acaso, também, esse mote foi o pano de fundo permanente do Jornal da Capoeira, durante muito tempo editado pelo doutorando Milton César Ribeiro. Mais conhecido como Miltinho Astronauta, atualmente exclusivamente dedicado ao seu doutorado, mas, certamente para relaxar, desenvolvendo seu lado de pintor. Como prova recente foto que recebi, lembrando alguma coisa do Impressionismo, especialmente, salvo engano, Paul Cezánne. Confira você mesmo, leitor.
 
Mas, voltando ao mestre Preguiça, quem pagará essa conta, quem patrocinará o interessante projeto sócio-capoeirístico do sr. Wandenkolk que, além de capoeira, é professor de educação física, formado em Direito? Muito simples.
 
O caramanchão em Natal será um misto de orfanato e retiro do guerreiro solitário Preguiça, que, entretanto, não abrirá mãos de continuar percorrendo o mundo, supervisionando as dezenas de grupos que andou criando ao longo de sua vida de professor de educação física, advogado e mestre de capoeira. Começando certamente por San Francisco da Califórnia, Preguiça continuará pelos cinco continentes, visitando periodicamente seus alunos graduados que estão ensinando a fascinante Arte Afro-Brasileira da Capoeiragem pelo mundo afora.
 
Com toda razão Preguiça emocionou-se quando passei para ele alguns registros do passado (em DVD), especialmente a filmagem que mestre João Grande teve a gentileza de fazer documentando uma de minhas visitas a sua famosa academia em Manhattam, Nova Iorque. É que nesse filme jogo um pouco com João e, para compensar meu “jogo de turista”, tratei de inserir pequeno trecho de velhíssima filmagem feita de uma roda de Capoeira em plena rua do Rio de Janeiro. Nessa inserção é possível apreciar uma “vorta do mundo” de Preguiça, simplesmente, com André Lace. Uma raridade, portanto, que Preguiça levou, de presente, para seu apartamento também aqui no Leblon.
 
Durante a conversa, embora não esteja muito enfronhado, tratei de passar para mestre Preguiça algumas idéias e algumas sugestões para pleitear apoio financeiro dos governos brasileiros (municipais, estaduais e, sobretudo, federal). Apoio que alguns “mestres” de capoeira sabem explorar muito bem.
 
Entendo, por exemplo, que Preguiça poderia e deveria pleitear apoio para o lançamento de uma versão brasileira do livro que publicou nos Estados Unidos (foto).
 
Relembrando alguns nomes da capoeiragem, antigos e recentes, Preguiça demonstrou exemplar comportamento ético, elogiando quase todos e, mandingueiramente, silenciando sobre alguns. Sem citar nomes, e com razoável bom humor, comentamos sobre os “mestres-mercantis” (algum com problema de prestação de contas, aqui e no exterior), sobre os “mestres-plagiadores”, sobre os “mestres-falso-valentões” e sobre “os métodos confusos de ensinamentos” utilizado por parte desses mestres. Aproveitei para voltar a recomendar os dois projetos básicos que, há décadas, preparei e continuo a recomendar como de fundamental importância para a Capoeira e para os capoeiristas.
 
Comentamos, finalmente, fora do Mundo da capoeiragem, o mundo da burocracia, particularmente no que tange ao registro de filhos de brasileiros nascidos no exterior. Passei por essa roda kafkaniana, décadas atrás, por causa de minha filha Daniela, nascida em Nova Iorque, e Preguiça está sofrendo na carne agora, em função de esforço similar par registrar um de seus filhos.
 
Que 2007 seja o ano de mestre Preguiça realizar esse seu elogiável projeto Capoeiranato, sem dúvida, um retrato social amadurecido de sua própria vida.
 
Ponte Leblon & Jarinu
 
O artigo já estava pronto quando decidimos realizar  meteórica, mas extremamente importante e lucrativa viagem a São Paulo. O que nos permitiu pernoitar em São José dos Campos e conversar com o doutorando Miltinho Astronauta, um dos maiores pesquisadores de  capoeira da atualidade, já mencionado acima.  Sempre acompanhado de sua simpática e inteligente Keila Brilhante, Milton teve por bem interromper seus estudos por um tempo. Vamos ao breve relato da viagem.
 
Finalmente foi reconstruída a Ponte Leblon & Jarinú, cidade paulista que, segundo dados da Unesco, é dona de um dos melhores climas da terra, além de possuir um hotel cinematográfico – Paradies – que recomendo.
 
Em Pontexistencial histórica (utilizando expressão de André Freire) estamos chegando de lá. Viagem curta, mas intensa, que relatarei oportunamente. Mas posso e devo adiantar que meus livros e artigos sobre capoeiragem já estão em mãos competentes e correndo o mundo. Menciono essa viagem, então, mais pelo pernoite que fizemos em São José dos Campos, onde, mais uma vez, tivemos o casal Miltinho & Keila como cicerone na cidade.
 
Para desespero das respectivas esposas, como sempre a conversa girou sobre capoeiragem, valendo destacar para os leitores, os pontos nucleares que foram abordados e que merecem aprofundamento de todos nós:
 
1. Discussão sobre o Livro “O Selvagem”;
2. O Retrato Falado de Juca Reis – finalmente! – público em Jornal da época;
3.  O texto de Carmem Lemoine sobre a prisão de Juca Reis;
4. Carta do Conde Matosinho revelando que o verdadeiro motivo da prisão de Juca Reis pelo Delegado Sampaio Ferraz, foi uma namorada que aquele tirou desse;
5. Ao visitar o Museu Espacial da Aeronáutica, considerando que Santos Dumont viveu na mesma época de Cyriaco, especulou-se sobre a possibilidade do golpe “Vôo do Morcego” ter nascido de uma conversa entre os dois. Concluiu-se que, brevemente, a famosa “máfia”  explicará o que realmente aconteceu.
 
Enquanto conversávamos, aqui no Rio de Janeiro estava ocorrendo – espero eu – marcante mobilização da capoeirada carioca e fluminense, tendo como objetivo principal tomada de posição em relação ao Pan Americano de 2007. Assunto da próxima crônica.
 

Nota de Falecimento: “Mestre Martim da Pemba”

José Martim dos Santos, conhecido pelos antigos da capoeira baiana como "Mestre Martim da Pemba" ou "Mestre Pena Dourada", faleceu em Salvador, Bahia, aos 106 anos de vida. 
 
Martim da Pemba, além de mestre de capoeira, é pai do senhor Jaime Martim dos Santos – Mestre Curió.
 
Não foi possivel ilustrar esta matéria, devido a ausencia de fotos do mestre na Internet.
 
Contudo o camarada Miltinho Astronauta, do Jornal Capoeira, esta disponibilizando duas matérias, retiradas do Correio da Bahia, em homenagem ao Mestre.
 
Agradeco em nome do Mestre Curio
 
Mestra Jararaca
Discipula  de Mestre Curio
 

Miltinho Astronauta na Europa

O grande camarada e capoeirista Milton Cezar Ribeiro, conhecido na capoeiragem por Miltinho Astronauta, embarca para uma temporada na Europa, onde deve ficar aproximadamente 30 dias.
 
 
Em seu itinerário está previsto uma rápida passagem por Portugal onde será recebido e hospedado por Luciano Milani.
 
Este encontro nasceu de uma rica e próspera sintonia de ideias e projetos que tem a capoeira como pano de fundo e o envolvimento no processo de informação e democratização da Capoeira Virtual
 
Miltinho é o responsável, o maestro do excelente e dinâmico Jornal do Capoeira (
www.capoeira.jex.com.br ) e desenvolve este trabalho com competência e seriedade.
Luciano Milani é o responsável pelo Portal Capoeira (
www.portalcapoeira.com ), pelo Capoeirista.com.br ( www.capoeirista.com.br ) e pelo Luciano Milani – Capoeira ( www.lmilani.com )
 
Vamos esperar que no próximo dias 14, 15 e 16 de Setembro, estes dois trabalhadores da capoeira possam conversar muito, jogar capoeira, discutir e trocar experiências para continuarem com o excelente trabalho de informação e democratização no universo capoeirístico. 
 
Uma boa Viagem Miltinho, do lado de cá estamos lhe esperando de braços abertos, no pé do berimbau…

 

Iêêê… dá volta ao mundo….

Dia 12 de Julho “Sete meses no ar” + de 207.000 Visitas

Nosso site esta comemorando o seu sétimo mes no ar…

E é com muito orgulho que estamos trabalhando para manter o melhor nível das matérias… uma interatividade constante e uma dinâmica de informações bastante considerável.
Em sete meses conseguimos alcançar uma média de visitações fantástica!!! Batemos as
207.000 visitas
 

Muito obrigado a todos os membros do site, muito obrigado a todos os visitantes e a todos que direta ou indiretamente ajudaram este site a crescer e se solidificar… e que entraram nesta roda!!!
 
Obrigado: Mestre Squisito – Mestre Pinatti –  Piter Bedoian, N`Zinga – Marcelo Lampanche, Capuraginga – Maira Hora, Capoeira mulheres, pela colaboração, conversas e amizade.

Agradecimento especial:
  • Angelo Augusto Decanio Filho, Mestre Decanio ( www.capoeiradabahia.lmilani.com ), por tudo o que fez… por toda a sua obra… e pela sua amizade e parceria…
     
  • Milton Cezar, Miltinho Astronauta do Jornal do Capoeira ( www.capoeira.jex.com.br ), por todo o trabalho em prol da capoeira, por sua parceria… e pelo jogo de informações…
     
  • Wellington Fernandes, C.Mestre Furkilha do Grupo Berim Brasil, pelo projeto inédito na internet que em parceria estamos desenvolvendo ( www.capoeirista.com.br ), pelo trabalho em conjunto e pela confiança em meu trabalho.

Axé e muito obrigado a todos!!!

Capoeira, Dinâmica e Informação

Crônica sobre a dinâmica da Capoeira e das informações nos veículos de comunicações virtuais
 
 
Mestre Edson Carneiro, respeitável folclorista e estudioso da cultura do Negro-Banto, e especialmente de Capoeira Angola, deixou diversas lições para todo bom Capoeira-Pesquisador.
 
O próprio título de um de seus livros – Dinâmica do Folclore – já é uma lição, onde o autor demonstra que não adianta tentar congelar as manifestações culturais como se fossem estáticas, e pior ainda, como se fossem Regionais.
 
Edson Carneiro tratou de descrever a Capoeira de sua época, mas dando a deixa de que a mesma poderia – e está – se modificando ou se adequando com o passar dos tempos. E é bem o temos visto ultimamente. Até mesmo como reflexo deste processo quase que inevitável da globalização.
 
Um bom exemplo disto é a apaixonante Capoeira Angola, que outrora estava por desaparecer, quando os Mestres Moraes e Cobrinha Mansa, ainda no Rio de Janeiro, entraram em campo – ou deveria dizer na Roda – e viraram o jogo. Coisas da angola… Para certificarem-se do que estou falando, basta ler o livro "Capoeira: pequeno manual do jogador", de autoria de Nestor Capoeira, edição de 1998.
 
Hoje, felizmente, podemos ter acesso a um número infinito de informações, seja em livros especializados sobre o tema Capoeira ou teses doutorais, também sobre o assunto. Algumas negando a Capoeira como Patrimônio Cultural Brasileiro. Outras, por outro lado, valorizando exatamente esta face de nossa arte. Alguns trabalhos vêem o componente Negritude como um dos pilares da Capoeira, outros, ao contrário, passam por cima disto e correm para uma Academia de Ginástica.
 
Além dos livros, teses e revistas, basta entrar em alguma ferramenta de busca na internet e digitarmos combinações de palavras-chave com os assuntos correlatos à Capoeira, e Chazan… aparece centenas e milhares de endereços para pesquisa. O problema, geralmente, é a qualidade das informações, ou seja, a maioria das páginas tem conteúdo repetitivo, buscando sempre fortalecer uma versão comercial unificada do que vem a ser, realmente, Capoeira. É claro, é jogada de marketing de uns e outros. Mas quem paga o preço, que aliás tem sito cada vez mais caro – vejam os preços dos workshops pelo mundo afora – é o próprio Capoeirista.
 
Read More