Blog

tão

Vendo Artigos etiquetados em: tão

Livro: Carybé & Verger – Gente da Bahia

Carybé & Verger juntos!

O livro Carybé & Verger – Gente da Bahia, o primeiro livro da trilogia Entre Amigos, lançado pela fundação Pierre Verger, apresenta uma interessante justaposição sobre o trabalho destes dois eminentes baianos de adoção.

Sensualidade e poesia em fotos e pinturas/gravuras que representam o melhor e mais idiossicrásico da baianidade.
A obra de um foi paralelizada com a do outro mostrando como, apesar de tão diferentes, eles eram tão parecidos.

Entre Amigos – Carybé & Verger – Gente da Bahia, Pode ser comprado na loja da fundação Pierre Verger (visite o site).

Pierre Verger e Carybé são artistas consagrados. O trabalho artístico dos dois, separadamente, já os coloca entre os grandes nomes da cultura brasileira. No entanto, poucos sabem que eles foram muito além dos limites das artes brasileiras e criaram uma amizade de 50 anos – parceria que resultou em preciosa contribuição para a preservação e divulgação da memória cultural afro-baiana. A trajetória dessa célebre parceria é contada em Carybé & Verger – Gente da Bahia, idealizado e organizado por Enéas Guerra, que também foi colaborador de Pierre Verger e tem  textos de José de Jesus Barreto. É o primeiro livro da trilogia Entre Amigos e que marca a comemoração dos 20 anos da Fundação Pierre Verger.

Muita coisa boa para ver e para meditar. Um livro imperdível e que também merece ser dado de presente a todos que se sentem baianos.
Integrando o livro, na foto abaixo, um exemplo do que foi a Bahia em termos intelectuais neste 1966 em foto de Flávio Damm.

Entre os “Intelectuais” presentes na foto, vale ressaltar a presença de vários nomes ligados direta e indiretamente a capoeira, entre eles Mestre Pastinha e Camafeu de Oxossi

Foto do Livro: Carybé & Verger - Gente da Bahia - Intelectuais no Solar do Unhão

Sentados no pátio do Solar do Unhão estão, da esquerda para a direita:

  • 1. Floriano Teixeira
  • 2. Antonio Celestino
  • 3. Mário Cravo
  • 4. Mário Proença
  • 5. Odorico Tavares
  • 6. Dom Clemente Nigra
  • 7. Mestre Pastinha
  • 8. Juarez Paraíso
  • 9. Genaro de Carvalho
  • 10. Camafeu de Oxossi
  • 11. Lucídio Lopes
  • 12. João Alves
  • 13. Emanuel Araújo
  • 14. João Rescala
  • 15. Carlos Bastos
  • 16. Lev Smarcevsky
  • 17. Gilbert Chaves
  • 18. Thales Porto-Willys
  • 19. Carvalho Filho
  • 20. Carybé
  • 21. Manuel da Conceição
  • 22. Walter da Silveira
  • 23. Godofredo Filho
  • 24. Zitelmann Oliva
  • 25. Mirabeau Sampaio
  • 26. Waldemar Nascimento
  • 27. Bina Fonyat
  • 28. Jorge Amado
  • 29. Jenner Augusto
  • 30. Calazans Neto
  • 31. Ariovaldo Matos
  • 32. Cardoso e Silva
  • 33. Robato Filho

Capoeira sitiada: consulado mexicano nega visto a mestres brasileiros

 

A capoeira cruzou o Pacífico, o Atlântico e o Índico. A beleza dessa luta-dança-arte brasileira cruzou os quatro cantos do planeta e hoje é praticada por todos os povos, raças, credos e etnias. Mas talvez alguns circuitos diplomáticos se esqueçam de que ela é afro-brasileira e que a sua internacionalização só foi possível devido ao trabalho perseverante de milhares de capoeiristas que deixaram o Brasil para ensiná-la no exterior. É o que parece estar ocorrendo com o consulado do México em São Paulo.

Convidado pelos instrutores de capoeira mexicanos do grupo que coordeno, programei uma viagem para o México, a fim de participar de evento de intercâmbio em janeiro de 2008. Assim o fiz nos últimos anos, uma vez que temos núcleos no Brasil, México, Estados Unidos e França. No México, em particular, já estive quatro vezes anteriormente. Desta feita, integraria uma comitiva formada pelos camaradas Mestre Plínio (Angoleiro Sim Sinhô), Mestre Cigano (Liberdade dos Palmares, EUA), Contramestre Monise (Capoeira Berim Brasil) e Professor Busca Longe (Muzenza, SP).

No entanto, muitos de nós estamos impedidos de entrar no território mexicano, pois não dispomos de cartão de crédito internacional com limite alto e imóvel registrado em nome próprio, como exigem as autoridades de imigração daquela nação latino-americana. Somos arte-educadores de Capoeira, que no Brasil ainda não tem, infelizmente, o reconhecimento devido. Por isso, a maioria de nossos mestres, proletarizados, não têm propriedades em Cancun, onde possam gozar as férias, tampouco reservas cambiais para entrarem em outros países como cobiçados turistas.

Embora sejamos profissionais com ampla experiência internacional, isso não foi suficiente para obtermos o visto de entrada neste país, mesmo que na condição de convidados de cidadãos mexicanos. Episódio estranho esse, pois a capoeira foi tão bem acolhida por “nuestros hermanos”. Embora respeitemos o soberano direito das nações controlarem a imigração ilegal, lamentamos a inflexibilidade destes procedimentos de obtenção de visto que ora nos impede de exercer o tão saudável e importante intercâmbio cultural entre duas nações que nutrem relações políticas, comerciais e culturais de larga envergadura.

Resta, a nós, evocar a sensibilidade das autoridades mexicanas em nosso país para rever procedimento tão ortodoxo. E ao Itamaraty para que convença seus pares no mundo diplomático, de que a Volta do Mundo da Capoeira é irreversível.

Saludos cordiales!

 

 

 

Wellington Nelson Fernandes

Cidadão Brasileiro, nascido em 1969, mestre de Capoeira e arte-educador
Presidente do grupo de capoeira Berim Brasil Internacional

Capoeira “encanta” Bailarinos Indianos

Bahia: Festival de música e dança terá participação de Margareth Menezes

A cantora Margareth Menezes se apresenta no Teatro Castro Alves, nesta sexta-feira (26), no 1 º Festival de Música e Dança IBAS, que integra artistas do Brasil, África do Sul e Índia. O evento, que é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores para aproximar os três países em desenvolvimento, terá a cantora no palco com integrantes dos seis blocos afros que formam o Movimento Afropopbrasileiro.

Na mesma noite ainda se apresentam o grupo de dança indiano Sadhya e a banda de percussão sul-africana Phambili Marimba.“Estou muito feliz com a oportunidade desta abertura de comunicação entre os três países, que tem uma história forte pela luta e sobrevivência dos povos”, comenta Margareth Menezes.

A cantora ainda não visitou os dois países, mas pretende fazer isso em 2008.

“Nossas culturas são tão próximas e ao mesmo tempo tão desconhecidas. Adoro a dança e a culinária indiana, e da África do Sul sempre lembro da luta de Nelson Mandela contra o racismo”, completa a cantora.

Pela segunda vez no Brasil e a primeira vez na Bahia, os dançarinos do Sadhya trazem para Salvador a coreografia “Jogos de Dados” criada por Santosh Nair, coreógrafo e primeiro bailarino da companhia. “Misturo movimentos que são semelhantes à capoeira, que conheci quando estive no Brasil há nove anos”, explica Santosh. “Fiquei tão encantado com o som do berimbau, que levei gravações para a Índia e tento ensinar aos bailarinos passos da capoeira”.

 

Fonte: Jornal da Mídia – Salvador – http://www.jornaldamidia.com.br

A MORTE DA FIGURA PÚBLICA MESTRE LEOPOLDINA

Faleceu o Mestre de capoeira Leopoldina ás 16:30h do dia 17/10/2007, na cidade de São José dos Campos/SP, Brasil[1].
 
Abro a caixa de e-mails e lá está a notícia encaminhada por meu amigo Pedro[2].
Morreu o Mestre Leopoldina.

É de sentir o falecimento de uma figura dessas… Leopoldina, embora não tenha qualquer ligação direta com a "nossa" capoeira da Bahia, é seguramente dos últimos representantes (no Rio, acho que o mais emblemático) de um certo "ser" capoeirístico, de uma certa maneira de tocar a vida típica da "fina flor" da malandragem dos tempos de outrora (na Bahia ou no Rio). E é uma pena que a conveniência política me impeça de arrolar outros exemplos vivos na Bahia, que é meu território… [3]

Leopoldina era o símbolo acabado de uma "delicadeza já perdida"[4] ou de uma "malandragem provinciana", poética; malandragem vaidosa, elegante e criativa. Um conceito, portanto, contingencial de "malandro". E é por essa via que posso compreender o quanto orgânicas, intuitivas e legítimas tinham de ser as tão propaladas "negaças", "mandingas", "manhas" e “malícias”[5] que, pela capoeira, nossos ancestrais (categoricamente representados por figuras como Leopoldina) legaram uma perspectiva de mundo, uma maneira de driblar – com elegância e originalidade – carências materiais tão aparentes para nós, míopes repetidores dos inócuos, sabidos e ressabidos discursos sociais.
 
Trata-se, pois, de atentar para aquilo que subjaz, que está por trás, porque no que toca a miséria e abandono sofridos por Cartola, Pastinha ou Waldemar, muito já sabemos e pouco agimos[6]. É quando jogar capoeira, levar um samba, vestir-se de branco impecável ou cumprir suas obrigações transcendentes engendra dignidade na pessoa humana. É disso que não nos apercebemos e é isso que morre, não tão lentamente quanto possa parecer, quando morre um Leopoldina. Dignificar-se pelo seu modo de ser e proceder é tão importante quanto a dignidade humana de que nos falam os jornais e revistas, dignidade enfaticamente material. São direitos humanos que “dignificam” com padrões pré-moldados e classificam por índices econômicos, mas excluem o único sustentáculo efetivo daquilo que faz dos Leopoldinas da vida Mestres de verdade: a capacidade de aplicar a sabedoria de um povo a um instrumental artístico-cultural que se renova criativa e ludicamente com riqueza intrínseca inabalada[7]. Leopoldina não era mestre de capoeira porque tinha muitos alunos. Também não o era porque dominou as técnicas[8] sofisticadas. Era mestre porque fez capoeira como extensão do seu modelo de viver e ver as coisas, matriz de uma cultura que não busquei quando me matriculei na academia; mas com a qual, a partir das primeiras experiências naquela coletividade, pude me identificar e inebriar. O olhar mágico de capoeirista que estava me tornando levou-me a rever preconceitos e aprender com aqueles que infelizmente não compreenderão estas linhas, mas que insisto em chamar de Mestres e assisti-los com atenção. Mas não por humildade e sim em razão da esperteza malandra que eles mesmos me ensinam. Malandragem “que já não é normal”[9], que já se esvai antes mesmo de contagiar, deixando-nos carentes de certas sutilezas não apenas romanticamente bonitas, mas talvez enormemente relevantes para a chance de nos fazer melhor. E quando perdemos isso declinamos também de uma maneira historicamente capoeirística de sermos felizes. Felizes na simplicidade digna que nos leva a repensar a importância[10] dos mega-batizados, dos grupos colossais ou das aparições na TV. É isso que representa a morte do Mestre Leopoldina: a perda de algo que parece afixado ao tempo passado, estéreo, sem continuidade ou proliferação, mas desesperadamente essencial.
 
MALANDRAGEM[11]
 

Antigamente,
Tudo era diferente,
No Rio a gente era gente,
Que beleza de lugar,
Ali na Lapa ,
Tinha toda a malandragem,
Do Samba e da capoeira,
Vale a pena recordar,
A malandragem,
Não era como hoje em dia,
Havia mais poesia,
No jeito de malandrar,
O bom malandro,
De branco era boa praça,
Cantava e fazia graça,
Era um tipo popular,
Mas respeitado,
Porque bom da capoeira,
Derrubava de rasteira,
Sem nem mesmo se sujar,
E de noitinha,
Embaixo dos lampiões,
Lindas moças ruquiões
Olhavam onde passar,
Lá pelos arcos,
Desenhando de beleza,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
Ê viva meu Deus
Iê viva meu Deus camará
Iê que me ajudou
Iê quem me ajudou camará
Iê viva meu Mestre
Iê viva meu Mestre camará

 

 
 

Esforço-me para acreditar naquilo que, certa ocasião, na Gamboa de Baixo[12], depois de ter “mordido uma cachaçinha”[13] com o M. Bola Sete, disse-me o mesmo amigo Pedro (do e-mail) – que curiosamente é professor, doutor, documentarista, intelectual e sei lá mais o quê: “Sempre haverá uma resistência. Por mais que a aculturação dominadora se apresente com toda a sua força, toda sua sedução, setores continuarão desenvolvendo maneiras e maneiras originais e ricas, de preservar sua identidade, de ser (existir)”. Esforço-me… muito esforço.

Benício Golfinho tem 24 anos, é branquelo, flácido, católico, não conheceu Leopoldina pessoalmente, não tem nenhum compromisso científico, trabalha com roupa social e nunca morou no subúrbio (nem dos ricos nem dos pobres). Mas agradece ao mundo descortinado pela capoeira e capoeiristas por cada segundo que joga nas rodas de rua, por ter aprendido a respeitar o samba como algo musicalmente fantástico, por cada ida ao terreiro (sem exotismo racista no olhar), por andar gingando, por não ver a “nega do balaio grande” como depósito de esperma, por negacear com o cotidiano e por todos os momentos de pura felicidade que desfrutou longe dos seus colegas e perto de seus amigos, malandramente.

 

[1] http://www.capoeirajogoatletico.com/blog/?p=627

[2] Decididamente a coincidência é só no nome, porque ele não parece com o amigo de Raulzito.

[3] Sim, porque a vontade é de dizer “Vão! Corram e procurem, façam documentários, escrevam livros sobre essa gente, ‘o tempo urge’!”

[4] Expressão aproveitada do vídeo “O País da Delicadeza Perdida” (Chico Buarque)

[5] “A capoeira é mandinga, é manha, é malícia (…)” (Pastinha)

[6] Ajamos, portanto.

[7] É evidente que louvar nostalgicamente a representavidade de tal cultura – personificada na figura pública do Mestre – não significa rejeitar os avanços da atualidade. Significa alertar que tais avanços não devem implicar na extinção absoluta daquilo que nos é mais sagrado: nossa tradição. Treinemos nas academias, mas não pensemos que para aprender capoeira só levantar bem as pernas basta.

[8] Aliás, o conceito de “técnica” na capoeira deveria ser mais estudado pelos pesquisadores, porque foi indubitavelmente com esteio nela e em suas mutações que toda a estética capoeirística foi se desenvolvendo, enquanto a capoeiragem fazia suas migrações (da clandestinidade para o Mercado Modelo dos gringos, do cais para a rua, do preto para o branco, da rua para os Balés Folclóricos, da rua para a academia, do Brasil para o mundo, do mundo para o Brasil, do Brasil multicultural para a africanidade resgatada etc).

[9] Trecho da música “Homenagem ao Malandro”, de Chico Buarque: “Eu fui a Lapa e perdi a viagem / que aquela malandragem não existe mais / Agora já não é normal o que dá de malandro regular, profissional / (…) Mas o malandro para valer, não espalha / aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal / Dizem as más línguas que ele até trabalha / Mora lá longe chacoalha, no trem da central”

[10] “Importância” no sentido de imprescindibilidade, não de rejeição com algo em si negativo, mas apenas desnecessário.

[11] Ladainha cantada por M. Peixinho no dicos do Centro Cultural Senzala.

[12] Bairro (ou pequena comunidade) de Salvador-BA.

[13] Expressão por ele cunhada no mesmo dia.

Diretor do Mestre Bimba fala sobre o Filme no Canal Brasil e na TVE

Em entrevista gravada nos estúdios do programa REVISTA DO CINEMA BRASILEIRO o diretor do filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA, Luiz Fernando Goulart, falou durante quase meia hora, sobre o filme e sobre a importância da capoeira hoje no Brasil e no mundo.

Editado com imagens do filme, o programa irá ao ar nos seguintes canais, dias e horários:

 
CANAL BRASIL (NET) – (inédito) 15/08 (4ª feira) às 18h30 / reprise 5ª às 11h30.
 
TVE BRASIL – (inédito) 20/08 (2ª feira) às 21h30 / reprise aos sábados (25/08) às 18h30
 

Não percam e divulguem.

Precisamos aproveitar mais esta chance da capoeira começar a marcar presença constante na mídia brasileira.

Read More

Dança do Quilombo dos Palmares

Esta é a mais antiga canção conhecida no Brasil. Data de fins do século XVII (décadas de 1680, 1690) e é atribuída a membros do Quilombo dos Palmares. A letra foi extraída de um antigo disco 78 rpm da violeira nordestina Stefana de Macedo, gravado em Outubro de 1929.
Quilombos eram locais onde os escravos africanos refugiavam-se. Eram espécie de vilas formadas de escravos fugidos, aos quais mais tarde somaram-se vários tipos de personagens marginalizados pela sociedade da época. Várias cidades no Brasil são originárias de quilombos formados no período colonial e imperial.
Palmares é uma região localizada no interior do estado de Alagoas. O quilombo aqui mencionado foi arrasado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1696. Mais tarde, surgiu a vila, depois atual cidade de Palmares no mesmo local.
 
Dança do Quilombo dos Palmares
 
Refrão:
 
Folga nego, branco não vem cá
Se vié, pau há de levá
 
I
Sinhô já tá drumindo
Nego qué é batucá
Nego tá se divertindo
De minhã vai trabaiá (2x)
 
II
Nego geme todo dia,
Nego panha de sangrá
Dando quase seis da noite
Panha nego a batucá (2x)
 
III
As corrente tão batendo,
As brieta chocaiando
Sangue vivo tá corando,
E nego tá batucando (2x)
 
IV
Nego rachou o pé,
De tanto sapatiá
Tão cantando, tão gemendo,
Nego qué é batucá (2x)
 
V
Quando rompe a madrugada
Geme tudo nos açoite
Nego pega nas enxada
E o batuque é só de noite (2x)
 
http://cifrantiga2.blogspot.com/2006/11/dana-do-quilombo-dos-palmares.html

TURISMO, MERCANTILISMO E CAPOEIRA

O Furto da Ludicidade nas “Rodas de Vadiar”
 
O reconhecimento da importância do turismo como negócio, tem despertado nas comunidades, em nível global, o interesse pela atividade na busca e na apropriação dos resultados através da captação de fluxos de visitantes e das receitas que eles geram. Enquanto atividade econômica do 3º setor, o de serviços, o turismo permeia os campos sócio-econômico e político-social exercendo sobre estas áreas decisivamente, importância ímpar. 
 
 A referida atividade pressupõe movimento, deslocamento de pessoas. Esse fluxo é gerado por motivações diversas de viagem, a saber: negócios, lazer, religião, fuga do cotidiano, saúde, contacto com a natureza, dentre outras. O processo de forma abrangente envolve conhecimento, trocas culturais e relações sociais. É possível observar que um dos princípios básicos que norteiam o interesse do turista pelos atrativos de uma localidade, independentemente da motivação direta da viagem, é a busca de novas experiências que lhes propiciem momentos de prazer e satisfaçam suas necessidades imediatas.
O Turismo na Bahia, particularmente na Cidade do Salvador, mantém uma íntima relação com as manifestações populares, notadamente as de origem afro-brasileiras. A exploração de tais elementos extrapola os aspectos culturais, lúdicos, artesanais e gastronômicos e avança em direção ao consumo da imagem e da própria identidade negra.
 
Read More

CAPOTERAPIA 400 vagas gratuitas

 Capoeira adaptada para a 3ª idade, nos Centros de Saúde de Ceilândia e Taguatinga
 
 O QUE É CAPOTERAPIA C A P O T E R A P I A

n a 3ª I d a d e  A  CAPOTERAPIA é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira, idealizado pelo Mestre Gilvan.
Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a
artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos. A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática
socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio
familiar lhes impõe um certo isolamento natural.

A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas
próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania. […]

Americano (Muniz Sodré), aluno de Bimba

Americano (Muniz Sodré),  aluno de Bimba, no filme “MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA”
 
Sobre as prisões de capoeiristas na Bahia do século passado :

“Do que eu sei, do que eu ouvi Bimba contar, negro que era capoeirista na rua era amarrado no rabo do cavalo e era levado até o quartel de modo  que se dizia que era melhor brigar perto do quartel porque aí a distância que lhe amarravam no cavalo não era tão grande.”