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Vendo Artigos de: Capoeira (categoria)

Entrevista Mestre Canjiquinha 1960

Entrevista Mestre Canjiquinha 1960, gravada por Janice Marie Smith.

Compilação de videos e imagens, com audio incidental da entrevista de 1960 de Washington Bruno da Silva -Mestre Canjiquinha.

 

(entrevista começa +- 1:30 mins)

 

Nascido em setembro de 1925, filho de alfaiate José Bruno da Silva e de lavadeira Amália Maria da Conceição, em Salvador Bahia.

Aprendeu a arte da capoeiragem com Mestre Raimundo “Aberrê” em Matatu Pequeno, na Baixa de Tubo, Brotas – BA.

Era contra-mestre de Mestre Pastinha, goleiro do Ipiranga e participou no filmes: O Pagador de Promessas e Barravento. Gravou CDs e escreveu o livro “A Alegria da Capoeira”, publicado em 1989.

Em 1988 criou a “Academia de Canjiquinha e Seus Amigos”, no bairro Colina do Mar – Bahia.

Entrevista Mestre Canjiquinha 1960 Capoeira Portal Capoeira

Imagem por: Velhos Mestres

Ver Mais:

Portal Capoeira: Notícias, Artigos, Crônicas e Downloads “MOVIDOS POR UMA INCONDICIONAL PAIXÃO PELA CAPOEIRAGEM…”

 

Agradecimentos:

Teimosia e alexlilico pelos videos. (youtube)

Mestre Cobra mansa pelo audio da entrevista.

Violência policial: Policia Militar de São Paulo agride mestre de capoeira com filho no colo

Violência policial: Policia Militar de São Paulo agride mestre de capoeira com filho no colo

Com o filho no colo, Valdenir Alves dos Santos, conhecido como mestre Nenê, teve sua casa na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo (SP), invadida na noite da última quinta-feira (19) por policiais militares da 2ª Cia do 23ª Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Pinheiros. Ele foi arrastado e agredido pelos agentes e levado até a delegacia – sem máscara -, mantido algemado e trancado na viatura por 4 horas.

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Mestre Nenê, 45 anos, referência da capoeira de São Paulo, um dos pilares da Roda da Praça da Republica, sofreu um violento e injustificado ataque por parte da Policia Militar. O ataque covarde e desproporcional, teve como justificativa a suspeita de um “roubo”. Mestre Nenê estava sentado em frente a sua casa com seu filho no colo e conversando com amigos. Sem nenhum motivo aparente os Policiais abordaram o Mestre e agiram de forma violenta, ultrapassando todos os limites conforme relata o próprio mestre Nenê (ver video depoimento de Mestre). A cena foi assistida por vizinhos e alunos do capoeirista, que reclamaram com os agentes pelo uso excessivo da força.

 

 

“Naquele momento, por ter um filho no colo, o Nenê desceu a viela para deixar a criança em casa, mas os policiais foram atrás dele e tudo começou”, lembra Stefania Faro Barbosa Lima, companheira do capoeirista.

“Não esperaram ele nem entregar o menino, começaram a bater enquanto o filho ainda estava em seu colo, depois arrancaram nosso filho dos braços dele”, conta.

Segundo a companheira do mestre Nenê, os policias não informaram o motivo de deter o marido e nem para onde o levariam.

 

“Meu filho, cadê meu filho?”, grita o capoeirista no vídeo que o mostra sendo imobilizado e contido pelos policiais militares armados dentro da casa de um dos seus amigos. Enquanto isso, as pessoas perguntam por qual motivo o mestre estava sendo preso, mas os PMs não respondem.

Segundo mestre Nenê, os agentes usaram o ‘mata-leão’, golpe de imobilização aplicado no pescoço, que a PM proibiu seus comandados usarem no estado desde o dia 31 de julho, em razão da série de casos anteriores de violência policial durante abordagens.

A prisão do Mestre Nenê foi gravada por testemunhas, vizinhos e seus discípulos na Rua Fidalga, na comunidade do Mangue

 

O que diz a Secretaria da Segurança Pública:

A Secretaria da Segurança Pública se posicionou por meio de nota, informando que a abordagem da Polícia Militar foi realizada na Rua Fidalga porque havia a suspeita de que o ladrão estivesse no local.

“Durante diligências, os agentes encontraram quatro homens parados próximos ao local indicado pelo sinal de localização do celular. Ao iniciar a abordagem, um dos indivíduos desobedeceu a determinação legal e tentou deixar o local, resistindo à ação dos policiais que precisaram contê-lo. Enquanto ele era detido, outra equipe da PM, na mesma rua, prendeu o autor do crime recuperando todos os objetos roubados, o que reforça a suspeita fundamentada dos agentes para a realização de abordagem naquele local”, informa o comunicado da SSP.

A pasta comentou ainda que todas as denúncias sobre o caso serão apuradas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar.

Fontes:

  • https://g1.globo.com/
  • https://www.brasildefato.com.br/
  • https://revistaforum.com.br/

Nota de Falecimento: Mestre Jair Moura

Nota de Falecimento: Mestre Jair Moura

Nossos mais sinceros pêsames a toda a família e amigos do Grande Mestre Jair Moura.

Jair Fernandes Moura, um dos principais pesquisadores da capoeiragem, escritor e produtor de filmes sobre Capoeira.
Discípulo de Mestre Bimba, dedicou sua vida a estudar Capoeira e divulgar a sua história através de filmes, livros e estudos… sempre disponível a ajudar e divulgar o seu conhecimento.

Tive o prazer de participar, juntamente com Mestre Jair Moura e Fred Abreu, da banca de avaliações de projetos do Capoeira Viva em 2007, boas lembranças na troca de informações e bate papo sobre nossa capoeiragem… Um Mestre com enorme conhecimento que deixa uma enorme contribuição cultural.

 

 

Reportagem de Mestre Jair Moura – “Um Herói chamado Bimba”

 

Nota de Falecimento: Mestre Cordeiro

Nota de Falecimento: Mestre Cordeiro

Homenagem respeitosa a todos aqueles “heróis”… aqueles que nos mostraram o caminho… aqueles que mesmo sem o “holofote mediático”… continuam sendo verdadeiros guerreiros e divulgadores da nossa arte-luta… A todos os Mestres e Mestras que dedicam e compartilham seu tempo, conhecimento e amor para com seus alunos…

Nós do Portal Capoeira desejamos os mais sinceros pêsames a família e aos alunos do Manoel Cordeiro Divino (Mestre Dero ou Cordeiro).

Deixamos aqui 2 depoimentos de dois amigos e alunos de Mestre Cordeiro

 

Mestre Bene – Grupo Lenço Branco

Meu primeiro contato com a Capoeira se deu no ano de 1974, mas precisamente no Centro 04- Qd. 15. Onde tive a oportunidade de conhecer e praticar a Capoeira. Manoel Cordeiro Divino (Mestre Dero) para os discípulos. Homem de conhecimento, firmeza no falar técnica apurada e estava sempre com a indumentária impecável: Calça branca de brim e tênis bamba branco. Sua postura era de um líder exigente, contudo,. exemplo para todos, por vezes mostrava um martelo com uma potência descomunal. Disciplina era o carro chefe. Pontualidade, assiduidade idem. Momentos dos quais me serviram de modelo e expiração para o trabalho que venho desenvolvendo até os dias de hoje no Grupo Lenço Branco . Sua partida me deixou saudades e a certeza de que sua missão foi cumprinda com êxito. Deixo aqui meus pesares a comunidade Capoeirista, a família e amigos. Salve Mestre Cordeiro.

Mestre Umoi – Grupo União Capoeira

Manoel Cordeiro Divino, meu primeiro Mestre. Me iniciou na capoeira em 1974 e através do meu caminho seu nome nunca será esquecido. 16/08/2020 meu mestre partiu para o descanso. Lutou bravamente por 10 anos contra um câncer. Sabendo que o jogo chegava ao fim, chamou sua família e, como Mestre, falou sobre a vida e a a naturalidade que é partir. Acalmou a todos e o Berimbau silenciou. Mestre Cordeiro, vai em paz e obrigado por ter sido o herói do Umoi de 10 anos de idade.

 

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Mestre Cordeiro e Mestre Bene

Projeto: Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara

Projeto: Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara

Roma – Itália: Nosso grande Amigo Angelo “Capacete”, responsável pela Escola de Capoeira Matumbé em Roma e discípulo do mestre e amigo K.K. Bonates, iniciou um grande desafio e uma difícil jornada para realizar um sonho… Criar um Centro Cultural no coração de ROMA que tem como objetivo a preservação da história da cultura popular, afro-indígena brasileira além de implementar diversos projetos sócio-culturais e de ajuda humanitária através da arte-capoeira, musica, dança e cultura… O Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara será, na concepção do contramestre Capacete um espaço de paz e harmonia que irá atender os mais carenciados, crianças em situação de vulnerabilidade e refugiados…

Desejamos a toda a família Matumbé, sucesso nesta árdua jornada no caminho para um mundo melhor… desejando sempre paz e muita capoeiragem… e que seu objetivo seja alcançado!!!

Luciano Milani

 

Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara

Nós da Escola Matumbé Capoeira da cidade de Roma, Itália, temos o prazer e a honra de compartilhar com [email protected] o mais novo e ambicioso projeto da nossa escola: a criação do primeiro Centro de Cultura Brasileira em Roma, no bairro de Testaccio, centro histórico da cidade eterna, que ajudará na preservação da história da cultura popular, afro-indígena brasileira (estudos e práticas) e colaborará com diferentes projetos socio-culturais.

Ilê Odara – Significado
Ilê Odara são duas palavras do idioma africano Iorubá/Yorubá.

Ilê – Casa, residência, moradia.
Odara – Belo, eficiente, paz, tranquilidade.

 

 

A escolha do nome Ilê Odara para o centro cultural advém de um conjunto de princípios, valores humanos e visão de mundo, que são transmitidos pela Escola Matumbé Capoeira. Em um momento em que o mundo está cada vez mais doente e precisando de mais amor, educação e solidariedade, o Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara se tornará uma casa, um lar, um refúgio, onde [email protected] (independentemente de género, etnia, crença ou religião) serão [email protected] Para promover este movimento, nós, da escola Matumbé Capoeira Roma, temos o sonho de criar um novo espaço cultural no bairro de Testaccio, no centro histórico da cidade eterna, para ajudar a preservar e aumentar a história da Capoeira e da cultura afro-brasileira.

No ano de 2020, a Escola Matumbé Capoeira – Europa (Itália e Espanha) completou 10 anos de atividade. Desde 2013 que a Escola Matumbé Capoeira em Roma, sob a direção e coordernação de Angelo dos A. Oliveira (Contramestre Capacete), vem desenvolvendo um trabalho focado na preservação e manutenção da cultura afro-indígena brasileira, promovendo aulas, cursos, workshops e outros eventos culturais para a comunidade, agregando múltiplas manifestações artísticas e educacionais.

Infelizmente, o Covid-19 e o consequente confinamento interromperam bruscamente a maioria das atividades de produção da nossa escola, assim como os nossos projetos. Estamos enfrentando grandes dificuldades para obter o fundo necessário para a reestruturação do espaço. Mas não pretendemos desistir e por isso pedimos a ajuda de todos aqueles que acreditam no poder construtivo e na beleza desta arte ancestral.

Projeto: Centro de Cultura Brasileira Ilê Odara Cidadania Portal Capoeira

 A nossa proposta é tornar este movimento cultural cada vez mais forte, criar comunidades na área e reunir várias gerações em uma atmosfera de troca de energias positivas, de culto do conhecimento e compartilhamento. Se conseguirmos inaugurar este centro de cultura brasileira, todos aqueles que deram a sua contribuição poderão receber a nossa hospitalidade e apoio em seus projetos, por isso contamos com todos e todas!

Ajudem-nos a escrever uma nova página na história da cultura afro-indígena brasileira em Roma! Muito obrigado!


Para maiores informações: [email protected] / [email protected]

Nota de Falecimento: Mestre Joel

Nota de Falecimento: Mestre Joel

MESTRE JOEL DE MENEZES FALECEU EM SALVADOR – 03/06/2020

Diagnosticado com covid-19, esteve internado em Salvador; sogros também tiveram doença

Um dos responsáveis por levar a capoeira para São Paulo, o mestre Joel de Menezes, 76 anos, faleceu após ter testado positivo para o novo coronavírus. O mestre esteve internado em estado grave no Hospital Ernesto Simões, em Salvador desde o dia 12/05/2020.

Pioneirismo

Nascido em Santo Amaro e criado em Feira de Santana, Mestre Joel residiu em Salvador, mas sempre fazia viagens para São Paulo, onde formou grupos de capoeira.

Segundo Mestre Dadá, Joel aprendeu a arte com o Mestre Arara, que era aluno do Mestre Bimba, e sempre tentou preservar as raízes e tradições da capoeira.

Em 1972, Joel foi reconhecido como mestre de capoeira por Mestre Bimba. O baiano é presidente do grupo Organização Onças de São Paulo e da Associação de Capoeira Ilha de Itapuã.

Além de expandir o alcance da capoeira, Mestre Joel foi um dos primeiros a gravar discos com músicas de capoeira. “Ele gravou discos nos chamados bolachões. Ele foi um dos pioneiros nessa gravação, com músicas que sempre falam da Bahia”, explicou Dadá.

Em 1979, o mestre lançou Capoeira, que foi seguido de Capoeira Raiz, de 1993. Por fim, foi lançado o disco Capoeira Volume 1, datado de 1994.

Desejemos os mais siceros pêsames, muita força e luz à família, amigos e a comunidade capoeira…

EVENTOS FEMININOS EM CAPOEIRA: Concorda ou (SEM)corda?

EVENTOS FEMININOS EM CAPOEIRA: Concorda ou (SEM)corda?

Diversas são as situações que nos convocam a aprofundarmos na reflexão sobre a atuação de homens e mulheres no âmbito da capoeira, considerando toda a lógica patriarcal que, invariavelmente, sufoca a atuação social de todas as pessoas em seu fazer cotidiano, enquadrando todos os padrões pré-estabelecidos para os mais variados comportamentos. Desta forma, tentaremos discorrer sobre algumas situações que tem emergido da realização de eventos femininos em Capoeira.

Ao longo dos anos, mulheres vem sofrendo com o cerceamento ou a subvalorização de seu potencial, sejam eles, na prática cotidiana, quando dos espaços em que ela é privada de exercício de sua cidadania, ou no microcenário da capoeira, sendo seu fazer condicionado a uma concessão do homem ou como estratégia de marketing… como por exemplo quando ofertam tempo no evento somente para mulheres jogarem entre si; quando sempre convidam alunos mais novos para ministrarem aulas, tendo uma mulher mais antiga e capacitada no mesmo espaço; quando revistas de capoeira expõem um símbolo sexual nacional da época “vestida” de capoeira (Tiazinha); ou quando, antigamente, alguns homens faziam rodas só com mulheres para atrair o público masculino.

Como entender estas ações? o que as motiva? Nos casos apresentados acredito que ao fazê-lo, o homem, que historicamente estrutura as ações em capoeira, pode estar tentando produzir um espaço de mediação para que mulheres “tomem coragem” e vão se empoderando, ou seja, uma estratégia positiva para a equidade, mas também, possivelmente, por trás destas ações, pode haver um exercício de “poder ou olhar patriarcal” em que o mesmo diz o “como será feito!” porque a mulher sozinha não conseguiria, sem contar os diversos processos de expressão da objetificação da mulher, entendida como produto de marketing.

Bibinha e Gugu Quilombola, conquistam título do Red Bull Paranauê Capoeira 2

Bibinha e Gugu Quilombola, conquistam título do Red Bull Paranauê Capoeira

Analisando esta realidade, com o tempo percebemos que a mesma estratégia de “mediação” passa a produzir um efeito contrário ou difuso, ainda que a intenção não me pareça a mesma, pois se antes uma pequena parte do evento era destinada ao desfrute exclusivo de mulheres, agora os eventos passam a ser somente produzido pelas/para as mesmas… Neste sentido, são perceptíveis os efeitos de propagação destes encontros exclusivos, que nascem talvez, por uma demanda reprimida de lugares de protagonismo feminino na capoeira.

É problema? Eventos femininos são negativos? Não… Absolutamente!… Desde que sejam entendidos como processos de mediação para a construção da tão sonhada equidade entre homens e mulheres, ou seja, SE estes processos promoverem ou forem defensores de espaços de exclusão do homem, não servirão ao propósito de garantir a mulher a tão desejada condição de estar em rodas de capoeira em paridade social… Sempre entendi estes eventos como preparatórios para que mulheres e homens pudessem, por exemplo, compor uma charanga da regional ou uma bateria de angola, tocando com a firmeza e respeitabilidade que a cultura popular merece.

É preciso refletir sobre os (des)caminhos que, porventura, os eventos possam estar tomando, considerando “SE” estes eventos estão de fato construindo um caminho de conhecimento, que harmonize as relações e o trato com os homens em nossas rodas de capoeira…? Se não está a serviço da construção de lugares APENAS para trato com dores, rancores e mazelas do machismo estrutural que nos assola?… Fato concreto é que precisamos observar que é importante o trato destas questões femininas e sociais, sem no entanto, deixar de trazer o foco para o elemento comum que nos une, a capoeira!

A negação das reflexões acima poderá nos levar há um lugar perigoso, chamado de sexismo ou discriminação de gênero, que segundo sua definição é um juízo de valor pré-estabelecido ou discriminação baseada na condição de gênero ou sexo de uma pessoa, no qual mulheres são mais prejudicadas, portanto, mais do que a realização dos eventos em si, é preciso pensar a serviço “de quem e de que” o mesmo se estrutura?

Então? Uma sugestão… Que tal valorizar mais ainda a transição de eventos femininos de capoeira por EVENTOS DE CAPOEIRA COM PROTAGONISMO DO FEMININO? Assim, acredito ser possível redimensionar a estrutura social desigual para mulheres a partir do exemplo VIVO que brota das mãos de tantas Dandaras, Márcias, Nzingas, Paulas, Marias, Estelas da nossa arte…

 

Axé!

 

Por: Mestra Brisa e Mestre Jean Pangolin