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Angra dos Reis: Abadá Capoeira faz apresentação temática

Grupo Abadá Capoeira faz apresentação temática

Vai chegando o Natal e dezenas de jovens e crianças da unidade local do Grupo Abadá Capoeira, com integrantes convidados de outros municípios, tomam conta da cidade, sempre em uma manhã de sábado, para fazer a tradicional roda de Natal e alegrar os corações de crianças de todas as idades. Dessa vez a concentração aconteceu na sede do grupo, na Rua João Gregório Galindo, às 10horas. De lá saíram  25 adultos vestidos de Noel  e  dezenas de capoeiristas mirins; todos com gorros vermelhos. Foram também integrantes do projeto Escolinha de Capoeira nas Comunidades, que atende a centenas de jovens e crianças.

Eles foram chegando e chamando a atenção, principalmente dos pequeninos, cantando e dançando pelas ruas da cidade. A turma parou nas principais praças do município e fizeram as rodas de capoeira, diferentes e muito bonitas, que atraíram um grande público.

A primeira parada do grupo foi na Praça Zumbi dos Palmares, depois das 10horas. Em seguida, o grupo foi para a Praça da Matriz .

A Capoeira Noel terminou com uma grande festa de confraternização entre os integrantes das escolinhas de diversos bairros, todos juntos, fazendo uma grande roda na Praça Codrato de Vilhena (Papão), com show de maculelê e entrega de brinquedos para as crianças.

O encontro é realizado há vários anos e tem também como um dos objetivos a integraçãodos alunos além demostrar que a solidariedade é fundamental para a prática de qualquer esporte.  As praças foram agraciadas com a festividade durante todo o dia.

“Um encontro para finalizar o ano da nossa capoeira com chave de ouro. É uma alegria poder contar com a participação de tanta gente. Os angrenses abraçam nosso eventoe isso nos enche de orgulho,” comentou emocionado o mestre Arisco.

Fonte: http://www.avozdacidade.com

Foto: Wagner Gusmão

1ª Semana de Integração Cultural Internacional de Capoeira

Grupo Abadá Capoeira e Fundação de Cultura contam a história do esporte

Até domingo, o grupo Abadá Capoeira seguem com a as atividades da 1ª Semana de Integração Cultural Internacional de Capoeira. O evento é em parceria com a Fundação de Cultura e acontece sempre na gare da Estação das Artes, que abriga diversas atividades culturais promovidas pelo grupo, entre elas aulas de rítmo e rodas de capoeiras com alunos de outras cidades da região e com integrantes da terceira idade.

A Estação das Artes também mantém aberta a visitação a exposição ‘E o negro chegou…’, que pode ser visitada até o dia 25 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 10 às 18 horas. Aos sábados de 9 às 15 horas.

Durante toda a semana serão contadas histórias de capoeiristas, projeto denominado ‘Livro Vivo’. “Muita gente entrou na capoeira para se livrar das drogas e do mau caminho. Temos histórias lindas de vida e o grupo Abadá leva a cultura brasileira para vários lugares do mundo. Temos projetos em 56 países”, contou Luíz Carlos Rocha, o professor Pretinho, um dos responsáveis pelo grupo Abadá Capoeira.

Segundo o prefeito Jonas Marins, a capoeira não é apenas diversão e começa a ser mais valorizada no município. “Estamos dando apoio a esse evento, mas queremos fazer muito mais. Já estamos montando um projeto, em parceria com o grupo Abadá, com o objetivo de fazer de Barra Mansa a Cidade da Capoeira e montar um centro cultural, com um ‘capoeiródromo’”, anunciou Jonas, que já jogou capoeira na adolescência.

PROGRAMAÇÃO

Hoje

8 horas – Aulão da melhor idade

9h30min – Treinamento de jogos

14 horas – Apresentação do Livro Vivo

15 horas – Palestra ‘Desenvolvimento da Capoeira no mundo’ com professor Pretinho

15h30min – Apresentação de Taekwondo – Professor José Luiz

16 horas – Roda de capoeira dos Super Heróis

17 horas – Sorteio de brindes

18 horas – Apresentação de cinema

Amanhã

8 horas – Roda de capoeira caipira

9h30min  às 11 horas – Exposição de capoeira

14 horas – Roda de capoeira

16 horas – Sorteio de brindes

18 horas – Sopão da capoeira

Sábado

8 horas – Espetáculo teatral ‘No tempo da escravidão’ – ao lado da biblioteca municipal

Domingo

10 horas – Aulão de capoeira – Parque Centenário (Parque das Preguiças)

 

http://www.avozdacidade.com

RJ: Festival Internacional da Arte Capoeira

A ABADÁ – Capoeira realiza entre os 19 e 25 de agosto o Festival Internacional da Arte da Capoeira e o IX Jogos Mundiais realizados pelo Mestre Camisa.

O evento comemora os 25 anos da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte – Capoeira (ABADÁ – Capoeira), um dos mais tracionais grupos de capoeira do Brasil. O Festival terá em sua programação; cursos, palestras, shows das Artes, os Jogos Mundiais de Capoeira, lançamentos de livros e CDs, troca de cordas, formaturas, reconhecimento de Mestres e finalizando com o tradicional Aulão em Copacabana, enfim, a maior festa da Arte Capoeira.

Um dos pontos altos do evento será o Show das Artes, na 5ª feira, dia 22 de agosto no palco da Fundição Progresso. Com assinatura do “poliartista” Mestre Camisa, capoeiristas da Abadá – Capoeira, farão toda a encenação apresentando as Artes que compõem a Arte Capoeira de uma forma nunca vista pelo público. Artesanato,canto, poesia, luta, jogo, acrobacia e outras surpresas, serão os um dos elementos desse show inédito.

Além do Show, o evento terá uma exposição de instrumentos, mostrando a riqueza do artesanato que envolve a Capoeira, apresentando a várias possibilidades de fabricar os instrumentos usados no cotidiano de um capoeirista. Outro momento marcante será a Formatura com o reconhecimento de três Mestres de Capoeira, entre eles, duas mulheres que ministram aulas de Capoeira há mais de 20 anos nos EUA.

Fonte: http://lanalapa.blogspot.pt

Nota de Falecimento: Mestre Camisa Roxa

Capoeira Chora com o Falecimento do Mestre Camisa Roxa…

Nossos mais profundos sentimentos a toda família Abada-Capoeira pela perda deste grande Mestre, Camisa Roxa Ao que Sabemos o Mestre Sofreu uma queda de uma Laje resultando em sua Morte, mais uma triste noticia para a Capoeira, assim que tenhamos mais noticias informaremos a todos.

Lembrando: Edvaldo Carneiro e Silva (Mestre CamisaRoxa)
Mestre Camisa Roxa foi considerado o melhor aluno de Mestre Bimba. Grão-Mestre é Abadá-capoeira, título vida para o qual foi escolhido por um conselho de notáveis Mestres do conhecimento. Sua função é mentor e consultor,e seu título o mais alto grau na Abadá-capoeira. É o mais relatado capoeira Capoeira pelo mundo, viajou para mais de 50 países, trazendo uma manifestação da arte Capoeira e da cultura brasileira. 

Camisa Roxa nasceu em 1944, na Fazenda Estiva, no interior da Bahia. Ele começou a praticar capoeira aos 10 anos de idade como forma de entretenimento, que mais tarde foi copiado por todos os seus outros irmãos. Na década de 60, foi para Salvador para fazer o grau científico e começou a treinar na Academia de Mestre Bimba, onde ele treinou e foi considerado o melhor aluno de Mestre. Seus irmãos Ermival, Pedrinho e uma camisa também formaram na Academia de Bimba.

O Grão Mestre apelido surgiu devido ao fato de que ele sempre frequentava rodas de Capoeira da Bahia vestindo uma camisa roxa (roxa em Português), que ele gostava. Ela também gostava de jogar no tradicional Capoeira rodas de Mestre Pastinha academia eo rhodes de Mestres Waldemar e Traíra Rua Pero Vaz, onde era muito respeitado pela sua postura e possuidor de grande conhecimento dos fundamentos da Capoeira.
Camisa Roxa Capoeira pensar como um todo, reunindo Regional e Angola. “Na verdade, poucas pessoas entendem a verdadeira intenção de Mestre Bimba”, diz o Grão Mestre. “Primeiro ele ensinou seu método de Capoeira novamente elevado, mas com o tempo a pessoa deve aprender a jogar em” completa.

Camisa Roxa é responsável pela coordenação Abadá-capoeira na Europa, e realiza regularmente oficinas de reciclagem para instrutores e professores que agem dessa forma. Ele também é o organizador do Encontro de Primavera Capoeira na Europa e Jogos Europeu Abadá-capoeira. Estes eventos têm como objetivo a integração e atualização dos capoeiristas na Europa através de aulas teóricas e práticas ministradas por professores convidados do Brasil.

Hoje o Grão Mestre dedica grande parte de seu tempo para pesquisar a capoeira, sempre à procura de novas maneiras e aumentar a sua visibilidade no mundo. Para ele, no Brasil deveria ser mais unidade entre os diferentes grupos, para que seja possível estabelecer uma ordem nas atividades e ensinamentos. “Talvez uma Capoeira mais disciplina e unidade entre os líderes, produzindo uma Capoeira com mais responsabilidade e profissionalismo”, diz ele. Camisa Roxa diz passar sua experiência procura recompensar tudo o que deu Capoeira hoje.

 

Fonte: Equipe Rabo de Arraia – http://www.rabodearraia.com

CAL organizou aula de capoeira na Escola Rainha D. Amélia

A Casa da América Latina organizou, no âmbito do seu programa educativo A Minha América Latina, uma aula de capoeira no dia 11 de março, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.

A demonstração ficou a cargo dos membros da academia Abadá Capoeira.

 

http://casadamericalatina.wordpress.com

Dia da Cultura será comemorado com atividades no Centro da cidade

Em comemoração ao Dia Nacional da Cultura (5 de novembro), a Fundação de Cultura de Barra Mansa promove amanhã (5) uma série de manifestações artísticas na Praça da Matriz de São Sebastião, no Centro. As atividades começam às 9h e seguem até 12h30.

A programação conta com mostras de folia de reis, com a Associação de Folias de Reis e São Sebastião de Barra Mansa; música sertaneja, coordenada pela Associação de Sertanejos de Barra Mansa e região; tae-kwon-do (Academia Dragões do Tae-Kwon-Do de Barra Mansa); roda de capoeira, com o grupo Abadá Capoeira; teatro, apresentando esquete com a Cia. de Teatro Vietra de Barra Mansa; e música, com a Banda Marcial do projeto “Música nas Escolas”.

– É uma programação intensa. A Associação de Sertanejos se apresentará da mesma maneira que fez durante o espetáculo “Nasce uma Cidade”. Foi uma apresentação muito bonita e por isso pedi que eles fizessem novamente. O Abadá Capoeira é sempre um show, não é só a capoeira, eles cantam, contam histórias e têm toda uma apresentação muito lúdica

– comentou o superintendente de Cultura, Luiz Augusto Mury, acrescentando que, além de comemorar a data, o evento visa dar visibilidade às manifestações artísticas que existem em Barra Mansa.

– O teatro, por exemplo, é algo que vem crescendo na cidade. Temos o grupo Sala Preta, a Cia. Vietra e outros que se manifestam pelo teatro. Tivemos no “Nasce uma cidade” mais de 300 pessoas ligadas à arte participando e todos são ligados à Fundação de Cultura. A capoeira e as artes marciais foram escolhidas por se encaixarem melhor em apresentações ao ar livre – disse.

O encerramento fica por conta da Banda Marcial de Barra Mansa, que iniciará sua apresentação na Avenida Domingos Mariano, na altura do Restaurante Cidadão, e seguirá pela via, passando pela Avenida Joaquim Leite, até a Praça da Matriz.

Não é a primeira vez que a data é comemorada com ações no município.

 

– Antes, essa comemoração acontecia com faixas e demonstrações na Feira da Preguiça. Este ano resolvemos incrementar. Teremos a manhã toda tomada por esses eventos culturais – falou Mury.

 

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br

Capoeira, qual é a sua, Angola, Regional ou contemporânea?

Certamente o leitor atento as questões da capoeira terá feito a si próprio ou aos outros o tipo de pergunta que compõe o título dessa crónica. A resposta, se bem pensada, poderá ser por vezes dúbia, impõe particularidades existenciais e requer alguma reflexão.

Como sabemos o que convencionou-se chamar de capoeira Angola e Regional formou-se na década de 30 durante o Governo de Getúlio Vargas a partir das figuras eminentes dos Mestres Pastinha e Bimba. Estas fórmulas marcaram uma divisão clara na maneira de ver e praticar a capoeira até por que nasceram em oposição a outra. Se as divergências e as diferenças tendiam a ser mais óbvias no passado, bem menos são no presente se observarmos os processos de hibridação e novas formatações que ocorreram com a capoeira produzida pelos dois mestres.

Alguns autores chamam a atenção que para além de Bimba e Pastinha, destaca-se também a figura de um terceiro mestre no panteão dos importantes fundadores da capoeira que hoje jogamos. Trata-se de Washington Bruno da Silva, o Mestre Canjiquinha. Apesar de nunca ter criado um estilo propriamente, recordamos que o mestre criou dois toques, Samango e Muzenza e foi um importante divulgador da capoeira no sul do Brasil. A relevância do seu trabalho reside sobretudo na capacidade de síntese que realizou com o legado dos mestres Bimba e Pastinha, estabelecendo assim uma terceira posição que é hoje a postura da maioria dos grupos. Para além dos seus shows e excursões para o sul do Brasil o mestre participou de dois filmes importantes na década de sessenta como O pagador de Promessas e Barravento de Glauber Rocha, que ajudaram a popularizar a capoeira.

Destacamos a importância de alguns grupos na produção de uma nova atitude que envolve as duas formas basilares de fazer a capoeira, entre eles certamente o grupo Cordão de Ouro em São Paulo cuja simbiose de diferentes jogos produziu o miudinho. Contudo, arriscaria dizer que foi com o grupo Senzala que estas colagens ganharam maior proeminência e popularidade. O uso corrente do São Bento Grande de Angola e a mesma bateria utilizada na Capoeira Angola, contrasta com o jogo rápido, quase sempre em cima, a utilização de uma distinção hierárquica, as cordas, e uma atitude que em grande parte se aproxima da capoeira Regional. Mas afinal que formato é esse, é Angola ou Regional? A parte da resposta polémica, a verdade é que essa maneira de fazer capoeira, que alguns chamam simplesmente de Capoeira, nem Angola nem Regional, generalizou-se a partir da influência do Grupo Senzala principalmente. As fusões podem ainda se tornar mais complexas quando alguns grupos podem fazer uso da bateria da Capoeira Angola, tocar São Bento Grande de Bimba, numa atitude que de alguma forma mais se aproxima da Regional, contendo algo da Angola, ainda que de maneira discreta.

Na ausência de um termo mais adequada, convencionamos chamar de “capoeira contemporânea” toda prática da capoeira que de alguma maneira não se enquadra nem na Regional, tão pouco na Angola. Mestre Nestor Capoeira, a respeito da capoeira feita pelo grupo Senzala, batizou-a de estilo regional-senzala, nome que nunca chegou a propagar-se nos jargões correntes dos capoeiristas, penso que por força da sua pouca consistência. Embora o termo “capoeira contemporânea” tenha-se generalizado, tão pouco tornou-se consensual, pois alega-se, em argumento válido, que contemporânea pode ser também toda e qualquer capoeira que se pratica em nosso tempo, seja ela qual for. O argumento tem pertinência, mas não resolve o problema de uma nomenclatura clara que nos permita situar as diversas formas de fazer e ver a capoeira hoje. Apesar das respostas estéreis e inconclusivas a esse debate, tenho de admitir que classificar faz parte da liturgia das nossas sociedades e os nossos atores sociais, os capoeiras, também fazem-no, como forma de categorizar a capoeira que praticam ou atribuir autenticidade e legitimidade aos coletivos em que se encontram.

De volta ao termo “capoeira contemporânea”, constatamos que formalmente esse “estilo”, se assim o podemos chamar, nunca foi criado ou instituído por nenhum mestre ou grupo, nem tão pouco exista um toque ou uma liturgia do jogo que o singularize. É do meu entendimento, sem grande margens para dúvidas, que em grande parte o Grupo Abada capoeira, quer goste-se ou não, na figura do mestre Camisa, também ele herdeiro de um certo legado do Grupo Senzala, popularizou uma estética que muitos caracterizam como contemporânea. Infelizmente, talvez por força das ferramentas do mercado e da indústria cultural com o qual o grupo Abada soube sempre trabalhar bem, está estética tornou-se uma imposição na qual muitos praticantes embarcaram de forma acrítica. Tudo que estava fora desse formato dominante passou a ser qualificado de coicero, saroba, e outros tantos adjetivos de tom pejorativo. Sabemos entretanto que a “capoeira contemporânea” jogada pelo grupo Abada nada tem de inovador, e nada mais é do que uma estetização uniformizada da capoeira no seu formato corporal e musical com base na capoeira de Bimba e Pastinha.

Se por um lado as práticas habituais da capoeira Angola e Regional foram formalmente instituídas e legalmente sancionadas pelo estado com a abertura das suas academias, “outras capoeiras” podem ser também criadas e inventadas pela pujança da sua vivência, pelo cariz de sua ideologia, pela força da sua estética ou pela forma generalizada da sua prática e é, a meu ver, o que ocorre com a “capoeira contemporânea” que singulariza o grupo Abada capoeira. Nada impede que, após o falecimento do Mestre Camisa – a quem espero que viva por muitos anos – que ele possa ser visto como criador da capoeira contemporânea, muito embora nunca a tenha instituído formalmente. Não podemos subestimar a força dos atores sociais e a sua capacidade de apropriarem-se, inventarem ou recriarem as coisas que os rodeiam.

No que toca a Capoeira Regional sabemos que poucos reivindicam essa ascendência, e os que fazem andam envoltos em polémicas, por não tomarem parte direta dos grupos que descendem dos discípulos de Bimba ou por não estarem ligados ao mestre Bimba por laços familiares e consanguíneos. Apesar da figura imponente do criador da Regional a verdade é que a Regional, no formato estrito concebido pelo mestre, nunca vingou, mesmo entre alguns dos seus mais conhecidos discípulos. Raros são os grupos em que se usa um berimbau e dois pandeiros, as sequencias, os balões e quase tudo que o mestre instituiu.

O mesmo não se passa com a capoeira Angola, cujo crescimento conheceu maior impulso com a sua internacionalização, como quase tudo no Brasil que só ganha visibilidade ao cruzar as fronteiras nacionais. Constata-se que há entre os praticantes da capoeira Angola um senso de pertença mais apurado que os caracteriza, muito embora, não se possa dizer que a capoeira Angola que hoje se pratica seja verdadeiramente unânime nas suas características e mesmo precisas na realização dos rituais tal como Mestre Pastinha os concebeu. Os uniformes são de cores diversas, existem diferenças nos alinhamentos das baterias, nos rituais de compra do jogo, na nomenclatura dos golpes e até o uso de cordas, que não é comum, serve de complemento aos paramentos utilizados em alguns coletivos para diferenciar as graduações. Vendida como a “capoeira mãe”, a verdadeira e autêntica, o que é certamente uma boa estratégia de mercado, a capoeira Angola é tão crioula e híbrida quantas as outras, carente de legitimidade e autenticidade que se busca nos discursos de pureza e originalidade.

A verdade é que a diferentes bricolagens e experimentações feitas com a capoeira permitem nos dizer que há muito mais o que nos une, capoeiristas, do que o que nos separa, ainda que muitos prefiram dividir e categorizar. E se dúvidas restarem sobre as classificações de que falamos, resta ainda perguntar: qual é mesmo a capoeira que praticas ?

 

* Ricardo Nascimento

Geógrafo
Mestre em Sociologia da Cultura
Doutorando em Antropologia
Professor de Capoeira

Aconteceu: Festival Infantil Abadá-Capoeira 2011

Ocorreu no final de maio, 28/05/2011 (Dia Internacional do Brincar), o Festival Infantil Abadá-Capoeira. O evento foi realizado nas dependências da Câmara Municipal de Paulínia e contou com a presença de diversos capoeiristas do estado de São Paulo. Cerca de 60 crianças receberam nova graduação, representada pela corda a ser amarrada na cintura e cujas cores são baseadas em elementos da natureza e com significados relativos ao estágio de aprendizado.

Embalado pelo tema “Resgatando brincadeiras antigas”, o festival foi decorado com pipas, bexigas, bambolês e outros brinquedos. Além da tradicional troca de corda, teve uma encenação de um teatro cujo tema era a diferença entre as brincadeiras antigas e os jogos modernos. Também houve participação do público presente, em que muitos adultos tiveram a oportunidade de relembrar suas infâncias. Foi uma verdadeira interação entre pais e filhos e no final eram notórias a alegria e a satisfação de todos os que assistiam ao evento.

O trabalho é ministrado pelo professor Rato no salão da Igreja do Belo Ramo – Jardim Monte Alegre. As aulas para crianças acontecem às segundas e quartas das 19:00 às 20:00. Os adultos podem treinar às segundas, quartas e sextas das 20:00 às 21:00. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 8145-8570.

A Equipe Abadá Paulínia agradece  às pessoas que compareceram ao Festival e àqueles que ajudaram a realizá-lo. “A todos, nosso sincero muito obrigado”

 

Fonte: http://www.paulinianews.com.br

Associação Abadá Capoeira Ações Sociais e Cidadania

Não é de hoje que diversos grupos tem utilizado o enorme poder e penetração social da nossa arte-luta como uma poderosa ferramenta de cidadania. Por diversas vezes nosso portal publicou iniciativas louváveis e sempre bem-vindas dentro deste contexto…

Fica aqui mais duas exelentes iniciativas sob a tutela do ABADÁ CAPOEIRA, que há muito vem investindo nesta faceta da responsabilidade social, inestimável da nossa capoeira, sigam o exemplo e extrapolem o ambiente da academia… Sinta e viva a capoeira de forma mais ampla…
  • Rio Claro: Mobilização contra a dengue no Jardim Público

A iniciativa é realização conjunta do grupo Abada Capoeira, Centro de Controle de Zoonoses e Fundo Social de Solidariedade.

Mobilização contra a dengue marca a manhã deste sábado no Jardim Público de Rio Claro. Das 10 horas ao meio dia acontece apresentação que reúne capoeira, conscientização e dicas contra o mosquito transmissor da doença.

A iniciativa é realização conjunta do grupo Abada Capoeira, Centro de Controle de Zoonoses e Fundo Social de Solidariedade.

O instrutor Baiano e os alunos do Abada Capoeira, grupo que associa a capoeira à ações de cidadania, fazem apresentação desse sábado especialmente para promover as atividades anti-dengue no Jardim.

O Centro de Controle de Zoonoses estará no local com o boneco “Agente Cabeção” distribuindo folhetos informativos, exibindo amostras do ciclo do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, e fazendo esclarecimentos gerais sobre a doença.

O Fundo Social de Solidariedade também exibirá trabalhos relacionados ao tema.

Com o aumento dos casos de dengue em várias regiões do país, Rio Claro está intensificando a mobilização contra a doença, e precisa da colaboração contínua da comunidade.

Ações como colocar o lixo em locais corretos para não aumentar criadouros e eliminar os pontos de água parada, são fundamentais para a dengue não se alastrar.

 

  • Angra dos Reis: campanha “Doe Sangue, Doe Vida”

A Associação Abadá Capoeira, de Angra dos Reis, e a Federação Abadá, do Estado do Rio, com o apoio da prefeitura de Angra lançaram ontem (14), a 12ª Campanha de Sangue, “Doe Sangue, Doe Vida”. A entidade realiza o evento sempre antes do Carnaval, em razão do grande fluxo de turistas que chega à cidade para o feriado prolongado.

Os interessados devem se dirigir até o dia 25 de fevereiro, à sede do Hemocentro Municipal Costa Verde, na Rua Manoel do Rosário, 67, atrás do Hospital Codrato de Vilhena. O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os doadores devem ter entre 18 e 65 anos e pesar mais de 50 quilos. No ano passado mais de 300 pessoas participaram da iniciativa.

O encerramento da campanha será no dia 25, a partir das 17h, com roda de capoeira e corte de bolo.

 

Fontes:

http://diariodovale.uol.com.br/

http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/

Angra dos Reis: Grupo promove Festival da Arte-Capoeira

Mais uma vez promovendo cultura, a cidade de Angra dos Reis realiza hoje, o Festival da Arte-Capoeira, do Grupo Abadá Capoeira, na quadra esportiva do Colégio Arthur Vargas (Ceav), a partir das 14 horas. O evento conta com a participação de diversos grupos de vários estados do Brasil, com rodas de capoeira e apresentações de maculelê, além da presença do Grupo de Ciranda de Paraty, convidado especial.  O evento é, na verdade, um batizado de troca de corda – quando os alunos avançam de nível, uma espécie de formatura. Mais de 200 alunos, com idades entre três e 60 anos, vão participar. Uma cerimônia que acontece todo ano, transformada em Festival, com a apresentação de grupos de outras cidades (Barra Mansa e Volta Redonda já confirmaram presença), professores e mestres, além das outras manifestações culturais.

Para começar, os capoeiristas, professores e mestres vão realizar um grande aulão, como um aquecimento. Depois serão montadas rodas onde, de dois em dois, os alunos vão jogar capoeira para apresentar o aprendizado do ano todo, para parentes, amigos e outros presentes. Para a cerimônia de troca de corda será feita uma grande roda e, de acordo com a graduação, cada aluno será chamado para receber sua nova corda. Por fim, os grupos de capoeira convidados, o grupo Ciranda de Paraty e maculelê realizam suas apresentações.

O projeto e o evento têm o apoio da Fundação Cultural de Angra dos Reis (Cultuar), que acredita nos resultados dessa união entre entretenimento, educação e cultura.

– É uma proposta muito interessante. Despertar o gosto por essas atividades que têm tanto o folclore, da cultura negra e do passado do Brasil, é muito importante. É uma grande ideia – explica Stela BLABLA, diretora executiva da Cultuar.

O Grupo Abadá Capoeira atende gratuitamente cerca de 800 alunos em várias comunidades da cidade, através do Projeto Escolinha de Capoeira. São alunos de diversas idades, classes sociais e origem, e até crianças com necessidades especiais, que aprendem juntos mais sobre essa manifestação tão brasileira.

– Capoeira não tem idade, cor, classe. Além da prática do esporte, promovemos durante as aulas, uma integração. Todo mundo aprende junto. No começo, com as crianças especiais, houve um pouco de estranhamento, mas acabou rápido – lembra o mestre e professor, Robson Francisco Leite, o Arisco.

Tanto o Mestre Arisco, quanto a Cultuar valorizam o trabalho realizado como uma forma de ensinar uma atividade, ocupar crianças que poderiam estar nas ruas.

– Com esse projeto mostramos a importância da prática de esportes, aliado à formação dos jovens. Prevenir contra as drogas, ensinando. E convidamos todos a irem conhecer para que os capoeiristas se sintam prestigiados, dá mais ânimo – explica Arisco.

– É um trabalho reconhecidamente cultural. Desejamos em nome da Cultuar que esse evento funcione da melhor maneira e atraia cada vez mais gente – completa Stella.

Entretenimento social

O evento é gratuito e, tanto o Grupo Abadá Capoeira quanto a Cultuar, convidam a todos para conhecer e prestigiar. Mas como uma forma de contribuir para o belo trabalho social realizado pelo Grupo, em Angra, é solicitado, a todas as pessoas que comparecerem, um brinquedo para ser doado às crianças durante a campanha beneficente de Natal.

– Esse é um trabalho que realizamos todos os anos, o Capoeira Noel. Seguimos em passeata pela cidade com cerca de 30 capoeiristas vestidos como o “bom velhinho”. Depois abrimos uma grande roda para jogar capoeira, pedir brinquedos pelo comércio, que depois são entregues a crianças carentes. Com as doações, não precisaremos pedir tanto, e poderemos presentear mais crianças – aponta Arisco.

Do passado

O Grupo Abadá Capoeira é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira. Surgiu há mais de 20 anos, no Rio, e chegou à cidade de Angra dos Reis por volta de 1989. O projeto na cidade é apoiado pela Cultuar e já atende em torno de 800 pessoas, das mais variadas idade e comunidades de Angra.

Tirando crianças das ruas e ensinando um esporte e lições de integração, a ideia é bastante aceita pela população e vem crescendo a cada ano.

 

http://www.diariodovale.com.br