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GRÃO-MESTRE – “SER OU NÃO SER”

GRÃO-MESTRE – “SER OU NÃO SER”

Camisa Roxa, segundo me falaram, ao ser indagado num evento realizado em Siribinha – BA sobre o título de Grão-Mestre que recebera havia pouco tempo, respondeu: “existem tantos mestres de capoeira hoje em dia, que parece com a areia de um oceano! Eu sou apenas um grão desta areia”.

Muito interessante e sábia a resposta!

Conhecendo mestre Camisa Roxa, como o conheci, pois na década de 70 tive o prazer do primeiro contato com ele, quando precisou da ajuda para montar um show do seu grupo folclórico “Olodumaré”, aqui em Brasília, show do qual também participei e que depois fomos nos apresentar em Belo Horizonte. Entretanto, quando o grupo foi para o exterior, apesar do convite do Camisa, eu amarelei, fiquei no Brasil.

Interessante registrar um episódio que aconteceu, no momento em que fui recebê-lo na antiga rodoviária de Brasília, junto com mestre Adilson, quando numa daquelas coincidências ímpares, vem na nossa direção caminhando, o grande mestre Bimba, que também tive a oportunidade de ser apresentando pelo próprio Camisa, que em tempo, de maneira nervosa me disse: “não diga ao mestre qual o motivo da minha vinda aqui em Brasília”.

Naquele momento eu ainda não sabia das intenções do Camisa, uma vez que tinha acabado de conhecê-lo!

A preocupação do Camisa Roxa era a de que o mestre Bimba soubesse que ele estava montando um espetáculo de capoeira, perto do show que ele iria dar! Diga-se de passagem, que esse “perto” correspondia a 200 km de distância, que é a distância de Brasília à Goiânia, onde seria o seu show!

O que eu pude observar desse comportamento do Camisa Roxa, claro, foi o grande respeito e consideração que tinha para com o mestre Bimba!

Tenho certeza que se pudéssemos criar uma atmosfera desse encontro que já se passou o que hoje é impossível, uma vez que os dois estão no andar de cima, com toda certeza mestre Camisa Roxa, teria me pedido: “não fale nada ao mestre Bimba do título de Grão-Mestre que recebi”, pois como poderia ele explicar que seu título era superior ao do Mestre Bimba!

Por esta razão, achei interessante a resposta do mestre Camisa Roxa a respeito do grão de areia, que na verdade é um daqueles “bom rolê” do capoeira, visto que, no universo da capoeira, esse título ainda nem existe.  Portanto, a resposta em forma de brincadeira, faz sentido, tem sabedoria!

O fato de existirem muitos mestres de capoeira hoje em dia, não acho que deva ser um motivo de incomodo, como alguns mestres assim enxergam.   Isso porque, assim como existem “artistas” e artistas, “médicos” e médicos, “mestres” e mestres, assim como também existem “cachorros vira-lata” e cachorros vira-lata, quero dizer que em todos esses exemplos, sempre se sobressaem os que são “especiais”!

Mestre é um título de ofício, de trabalho, de um pescador que se destaca dentre todos na sua comunidade e é consagrado por todos! E assim acontece com todos: pintor, músico, capoeira, etc. É preciso que haja uma força maior a fim de que defina quem deva ter essa consagração dentro da comunidade que atua!

Grão-Mestre, para mim, é um título místico, dado principalmente pela maçonaria, entidade que existe há muito na nossa sociedade e que de forma secreta e fechada, tem uma normatização própria que confere esse título a alguém dos seus membros.

Recentemente um discípulo meu, que também é mestre, mestre Skysito,afirmou que o que está acontecendo na capoeira: é porque ela não tem dono!

Respondi ao “gafanhoto”, que era isso que eu achava interessante na capoeira, ela não precisa de dono, nós que vivenciamos dentro da sua energia, percebemos de maneira empírica, quando ela determina, adequa as normas, mesmo de maneira implícita, mas que sentimos que tem força de fato!

Percebo que não é preciso ser doutor na capoeira para entender isso, a grande maioria sabe diferenciar muito bem, por terem um olhar crítico natural, a capacidade de identificar o que é certo e desconfiar do que é errado!

Trago essa discussão à tona antes que algum aventureiro embarque neste navio, quando ainda há tempo de não cair nesta cilada.

Também chamo a atenção essa inversão de valores que está começando a aparecer no nosso meio! Quem está graduando o Grão-Mestre, são os próprios alunos daquele mestre e isso é no mínimo estranho, pois nesse momento, essa consagração é reconhecida somente por aqueles que estão envolvidos diretamente com o seu mestre, o universo da capoeira, não participa deste evento!

Vamos esperar meus camaradas, que como um capoeira de coração e atitude, sejamos algum “Capoeira Especial”!

Brasília, DF, 1 de janeiro de 2014

HÉLIO TABOSA DE MORAES- Mestre Tabosa

Fonte: http://mestretabosa.blogspot.com.br/

A IMPORTÂNCIA DO TRANSE CAPOEIRANO NO JOGO DE CAPOEIRA DA BAHIA

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Há muitos anos, cerca de 40, venho comparando o comportamento dos capoeiristas durante o jogo de capoeira da Bahia e suas atividades habituais.
O convívio com os praticantes das artes marciais orientais, do espiritismo, do candomblé; o estudo do hipnotismo, do ioga, da parapsicologia, da fisiopatologia do sono, dos estados modificados de consciência e a prática da meditação nos permitiram analisar o comportamento e o potencial do ser humano em diversas estágios de consciência.
Os registros históricos, científicos e religiosos de condições de bilocação, teletransporte, telecinesia, materializações e desmaterializações, bem como os estudos de física subatômica, nos vem atraindo a atenção para o efeito dos sons e dos ritmos sonoros sobre os níveis e estados de consciência, bem como a correspondência entre os mesmos e as manifestações motora e comportamentais daqueles sob a sua influência.
É notória a influência da música sobre o estado de humor das pessoas, basta lembrar a tristeza do toque de silêncio, a ternura da Ave-Maria, a agitação do Olodum e dos trios elétricos, os movimentos suaves do balé no “Lago do Cisne”.
É evidente que os movimentos induzido pelo “reagge” são diferentes daqueles do samba, da valsa, do cancã ou do foxblue. Sem falar da marcha forçada sob o rufar dos tambores; da tranqüilidade do silêncio; da irritação pelos ruídos; do pânico ao bramir dos elefantes, do rugir do tigre, do estrondo das trovoadas; da sensação de bem estar e conforto trazida pelo ruflar da brisa suave na folhas…
A cultura africana encontramos o uso de música, ritmo e cânticos como gerenciadores, coordenadores, estimuladores de atividades comunitárias como pesca, caça, plantio, etc.
O candomblé oferece-nos uma variedade de toques de atabaques, com diversos ritmos e andamentos, capazes de desencadearem manifestações motoras padronizadas sob categorias de orixás.
É conveniente estudar as associações de toques, ritmos e andamentos com os padrões de comportamentos dos orixás e personalidades dos “filhos de santo” para melhor entendermos a influência dos toques, ritmos e andamentos nos desenvolvimento do jogo de capoeira, consoante a variedade de temperamentos e personalidades dos capoeiristas.
O exame das fotografias de Pierre Fatumbi Verger, de cenas de candomblé colhidas na África, documenta a identidade daqueles movimentos durante o transe dos orixás, que manifestam a atividade gerada pelos toques e ritmos musicais do candomblé e destes da capoeira.
É conveniente lembrar a associação dos estados de humor com as expressões faciais e posturas do corpo para compreendermos melhor as repercussões das modificações de estado de consciência e as manifestações motoras conseqüentes.
Todos reconhecemos os ombros caídos do desânimo, o olhar de tristeza, a vivacidade dos movimentos de alegria, a expressão corporal do animal prestes a atacar, etc.
Quantos outros quadros poderíamos citar?
Portanto, se a música pode alterar o estado de ânimo e as suas manifestações motoras estáticas e dinâmicas, forçosamente teremos que concluir que o andamento, ritmo, palmas e cantos também modificam o comportamento dos capoeiristas durante o jogo.

INFLUÊNCIA DO ARQUÉTIPO COMPORTAMENTAL

Ante um mesmo toque, ritmo e andamento, os diversos arquétipos manifestam sua identidade de modo particular, especifico para cada entidade comportamental (com nuanças especiais, intrínsecas a cada ser e cada momento histórico) de modo que o comportamento é praticamente imprevisível a cada instante, porém com um fluxo natural, espontâneo, ingênito, inato… instintivo como dizia Bimba.
Assim é o próprio Bimba conhecia o fato e afirmava “é o jeitcho dêle“, permitindo que cada um jogasse capoeira com suas características pessoais.
Fato muito notório em certos capoeiristas de movimentos muito lentos, porém dotados de grande mobilidade articular e elasticidade, como Prof. Hélio Ramos, “Cascavel,” Eziquiel “Jiquié”, “Caveirinha”, entre tantos. Assim é que “Atenilo” (jocosamente conhecido como “Relâmpago”) um dos mais antigos dos alunos do Mestre, jamais modificou seu estilo tardo, lerdo, ingênuo, de praticar a capoeira.


Entretanto, ainda hoje não consigo reconhecer ou identificar os vários arquétipos de capoeiristas, mas posso perceber de modo vago, as semelhanças que se repetem independentemente de mestres, momento histórico e localização geográfica.
Assim é que venho detectando similitude do que chamamos de “jogo” (estilo pessoal, jeito particular de jogar) em alunos de diferentes mestres e em regiões diferentes, i.e., encontrando “jogos” parecidos com alguns dos companheiros de meus tempos antigos em locais diversos, como em Natal/RN, Goiânia/GO, etc.
Fato mais surpreendente foi ver, recentemente, na Academia de Mestre João Pequeno de Pastinha, aparecer um rapaz, cujo nome e mestre não consegui identificar, cerca de 17 anos, negro, alto, longilíneo; pescoço fino, elástico e forte; com um jogo incrivelmente semelhante ao do meu Mestre (Bimba), a ponto de me sugerir a sua reincarnação.

TOQUES PACÍFICOS E TOQUES DE GUERRA

Os vários toques, ritmos, andamentos e cânticos de candomblé associam-se a modificações de estados de consciência (transe de orixás) específicos de cada arquétipo. Sendo o estado de transe provocado pela adequação, sinergia, sintonia, harmonia, da música com o arquétipo (sensibilidade do ente sob seu campo energético ou vibratório).
Assim é que uma pessoa, sujeita aos diversos tipos de vibrações orfeônicas em campo sonoro desta natureza, poderá permanecer indiferente a vários padrões orfeônicos ou exteriorizar sua sensibilidade por manifestações motoras ou psicológicas em algum momento ou padrão, com o qual seu arquétipo se harmonize.
Consoante o tipo sonoro, pacífico, belicoso, calmo, agitado, lento, vivo, moderado, rápido, a entidade em sinergia manifestará sua sintonia por movimentos calmos, majestosos, vivos, violentos, guerreiros, etc.
Dentre os toques calmos destaca-se o ijexá, pela paz, alegria, felicidade e requebro a que se associa, razão pela qual permite os movimentos do samba de roda, do afoxé, batuque e capoeira.
A importância atribuída pelo nosso Mestre ao toque era tal que o compelia a usar apenas a musica do berimbau (tocado pelo próprio), sem pandeiro, para que os aprendizes fixassem o ritmo-melodia em toda sua plenitude. A exclusão de todo e qualquer outro instrumento que não berimbau e pandeiro da orquestra também decorria desta premissa.
Freqüentemente, quando os alunos jogavam com muito açodamento e velocidade durante um toque de “banguela” o Mestre resmungava:

“Tô disperdiçandu minha banguela!
“Só merecem mesmu a cavalaria!”
E…
“virava” para o toque mais duro e bruto da “regional”…
impiedosamente mais adequado para os embrutecidos…
insensíveis e afobados.

O CAMPO ENERGÉTICO
DA ORQUESTRA, CANTO, PALMAS E JOGO

O capoeirista, como todos os demais participantes duma roda de capoeira, está encerrado num campo energético, com o qual interage e portanto sujeito a todos os seus fatores em atividade
Reflete, portanto, não só seu estado pessoal, porém aquele do complexo energético da roda, sofrendo a influência de todo o conjunto.
Toda a excitação ambiental envolve os jogadores e transtorna a condução do espetáculo, o qual poderá evoluir para um circo romano em toda sua barbárie.
Razão pela qual, a assistência do jogo da capoeira, antigamente, nas festas de largo, assistia silenciosa e respeitadora, como numa cerimonia religiosa, o desenrolar do jogo de capoeira, procurando guardar os detalhes de cada um dos lances à procura da descoberta do mais habilidoso, elegante, malicioso, inteligente, destro dentre os participantes.
O silêncio e a paz ambiental propiciam a melhor percepção da mensagem orfeônica, o desenvolvimento do transe capoeirano e portanto, o desenrolar do jogo.
As palmas, introduzidas pelo Mestre Bimba para enfatizar a participação da assistência e esquentar o ritmo, alcançam atualmente intensidade tal, que não mais permitem ouvir o toque do berimbau e muitas vezes, sequer os cânticos, desnaturando a capoeira no seu ponto mais nobre, a musicalidade, fonte do transe, ponto capital do jogo.
O atabaque, formalmente condenado pelo Mestre Bimba, durante todo o tempo em que acompanhei a sua rota, foi introduzido pelo Mestre Pastinha e ulteriormente usado pelos grupos folclóricos, a partir de Camisa Roxa, Acordeom, Itapoan, etc. para enfatizar a “africanidade” original. Tocado por quem de direito, suave e discretamente, como pelas orquestras de Mestre Pastinha e seus descendentes; conhecedores dos arcanos, fundamentos, segredos musicais africanos, marca o andamento e acompanha o toque do berimbau, instrumento-rei da capoeira, ao qual deve acompanhar e jamais suplantar, obscurecer.
Em mão desabilitadas, como ocorre na rodas da chamada regional atual, torna-se arauto de ritmo guerreiro e acarretam um transe violento, que vem matando, ferindo, lesando impiedosamente os seus praticantes, desde que provoca um transe agressivo, belicosos, guerreiro, desenfreado e deve portanto ser proscrito em nome da legitimidade da capoeira e da segurança dos seus praticantes.
O agogô e o , são excelentes marcadores de compasso, indispensáveis nas orquestras de candomblé, embora não aceitos pelo Bimba, talvez por terem sido introduzidos por Pastinha, enriquecem as charangas dos seguidores do estilo de Mestre Pastinha e ajudam (e muito!) a manter a constância do andamento do toque.
O reco-reco, também introduzido pelo Mestre Pastinha, nos parece inócuo, sem maior expressão musical, dispensável, salvo para manter a tradição do estilo.
Aviola, hoje em desuso, de ausência lamentada pelo Mestre Pastinha em seus manuscritos, também encontrada no samba de roda, nos indica a origem comum da capoeira e do samba, como indicamos em nossos escritos sobre a família musical áfrico-brasileira.
Opandeiro, com redução dos guizos com recomendado pelo Mestre Bimba, marca o compasso e mantém a constância do andamento quando em mãos habilitadas. É comum no entanto que os mais afoitos (ou despreparados?) acelerem o ritmo ou se afastem do toque do berimbau, desde que não havendo treinamento adequado (ensaio) como fazem os descendentes de Mestre Pastinha ou responsável pela direção da orquestra ou charanga (fiscal no dizer de Mestre Pastinha) é comum alguém se apropriar indevidamente do manuseio deste instrumento.
Mestre Bimba dizia que “O pandeiro é o atabaque do capoeirista“.
Oberimbau é o instrumento-rei da capoeira, vez que somente o seu aparecimento na rodas de capoeira (antigamente citadas apenas como “ capoeira” pelo próprio Mestre Pastinha, algumas vezes referidas como “capoeira de Fulano de Tal“) é que marca o surgimento da capoeira como a reconhecemos atualmente, a capoeira da Bahia, seja o estilo “angola” seja o “regional”.
Torna-se portanto, indispensável ao bom desenvolvimento do jogo que seu toque predomine no ambiente, mantendo a uniformidade do ritmo e o entrosamento entre os parceiros duma “volta” ou “jogo”, sem o qual fatalmente existirão os desencontros e a violência.

TEXTOS CORRELATOS

ESTADO DE CONSCIÊNCIA MODIFICADO (TRANSE CAPOEIRANO)

 Sob a influência do campo energético desenvolvido pelo ritmo-melodia ijexá e pelo ritual da capoeira, o seu praticante alcança um estado modificado de consciência em que o SER se comporta como parte integrante do conjunto harmonioso em se encontra inserido naquele momento.
 O capoeirista deixando de perceber a si mesmo como individualidade consciente, fusionando-se ao ambiente em que se desenvolve o jogo de capoeira. Passando a agir como parte integrante do quadro ambiental em desenvolvimento. Procedendo como se conhecesse ou apercebesse simultaneamente passado, presente e futuro (tudo que ocorreu, ocorre e ocorrerá a seguir) e se ajustando natural, insensível e instantaneamente ao processo atual.
Decanio Filho, A. A. – in Fundamentos da capoeira (texto publicado em Capoeira da Bahia Online para download). 

BERIMBAU – A LIGAÇÏ ENTRE O MANIFESTO E O INVISÍVEL

O capoeirista para jogar capoeira não precisa de conhecer a história e a técnica da capoeira, por que o ritmo/melodia põe o ouvinte diretamente em sintonia com a “capoeira” abstrata, que abrange a fonte etérea dos movimentos, os paradigmas de jogos, os arquétipos de capoeiristas e talvez com a própria “tradição”. Por este motivo, poderemos aprender por ver, ouvir e dançar… como “Totônio de Maré” o fez no cais do porto de Salvador/BA.
“Itapoan” perguntou a “Maré” como aprendera capoeira e este respondeu:

“Vendo os outros jogarem. Gostei, entrei na roda e joguei!”

Conforme assisti em gravação VHS do acervo do Mestre Itapoan, em casa do mesmo.
E “Vovô Capoeira” fez o mesmo, aos 84 anos de idade, na roda de Mestre Canelão em Natal/RN.
Assim é que, aos poucos a conjugação da música com os movimentos relaxados vai orientando o capoeirista no caminho do transe que o conduzirá diretamente à fonte da capoeira, na face invisível da realidade, que não depende dos sentidos corpóreos.

COMPORTAMENTO HUMANO, VIBRAÇÃO SONORA E RITMO.

Em Ioga percebemos a importância dos mantras…
os gregos antigos atribuíram ao Logos o poder de organizar o Caos…
no Gênesis aprendemos a força do Verbo capaz de criar o Universo e a Vida…
… na África Antiga não foi diferente!

Os africanos ao divinizarem os seus ancestrais e cultua-los com ritmos e toques diferentes vinculados ou representativos de seus comportamentos, descobriram categorias fundamentais subjacentes ao nível de consciência, independentes de culturas e religiões, os arquétipos humanos, que denominaram de orixás.

O “SER” exposto às vibrações sonoras ritmadas oriundas dos atabaques entra em harmonia com as mesmas e passa a manifestar em movimentos rituais a sua consonância.
Tudo se passa como se o conteúdo musical dos toques de candomblé fosse aprofundando o nível vibracional do sistema nervoso central, especialmente do cérebro (tido como sede da consciência) e alcançando os níveis correspondentes ao arquétipo individual. Chegando a toldar a consciência e levando a um estado transicional em que o “SER” passa a manifestar, em movimentos rituais involuntários, atributos do arquétipo, através circuitos de reverberação medulo-espinhais como que gravados geneticamente na estrutura do seu sistema nervoso central.
Não é indispensável o conhecimento da doutrina e ritual do candomblé, bem como de componente genético africano para a sintonia com o ritmo do orixá correspondente, vez que já assistimos à chamada “incorporação” de entidades africanas em europeus em primeiro contacto com “exibição” de música de candomblé, portanto, fora do contexto religioso. Durante o tempo em que funcionei como “apresentador” do “show folclórico” de Mestre Bimba observei que alguns assistentes entravam em consonância ou harmonia com um determinado toque, não se deixando influenciar por outros, o que atribuí à correspondência orgânica ao arquétipo daquela pessoa, ao modo de categoria de comportamento em nível subconsciente.
Na capoeira, o ritmo ijexá, especialmente tocado pelo berimbau, conduz o ser humano a um nível vibratório, dos sistemas neuro-endócrino e motor, capaz de manifestar, de modo espontâneo e natural, padrões de comportamento representativos da personalidade de cada Ser em toda sua plenitude neuro-psico-cultural, integrando componentes genéticos, anatômicos, fisiológicos, culturais e experiências vivenciadas anteriormente, quiçá inclusive no momento.


Todos os capoeiristas conhecem o transe capoeirano, embora nem todos disto se apercebam, um estado de extrema euforia, e de integração ou acoplamento a outra ou outras personalidades participantes do mesmo evento, conduzindo a execução de atos acima da capacidade considerada como ‘normal”.

Trata-se dum estado transitório, em que não há perda total de consciência, porém existe uma liberação de movimentos reflexos, exaltação do potencial e ampliação do campo de influência vital de cada “SER”.
É interessante registrar que em outros membros da “família cultural da capoeira” (samba de roda, maculelê, afoxé, frevo, entre outros) encontramos estados transicionais assemelhados, em que os personagens ultrapassam suas limitações “normais”. De outro modo não assistiríamos a idosos desfilando em “escola de samba” ou saracoteando em frevo…
Assim cada capoeirista desenvolve um estilo pessoal, representativo do seu “EU”, manifestado de maneira imprevisível a cada jogo e a cada instante de cada jogo.

Consoante o arquétipo de cada praticante ou mestre, o momento histórico vivenciado, o contexto em que está se desenvolvendo, a capoeira pode assumir aspectos multifários, lúdicos, coreográficos, esportivos, competitivos, belicosos, educativos, corretivos, terapêuticos, etc.
Do mesmo modo e pelos mesmos motivos, cada tocador de berimbau manifesta a sua personalidade na afinação do instrumento, ritmo, andamento musical, impostação vocal e conteúdo do cântico.
Razões semelhantes criam a identidade de cada roda, a multiplicidade de estilos e impõe a alegria e a liberdade de criação como fundamentos da capoeira.

Por ser a própria Liberdade e a Felicidade de cada “SER” a capoeira não cabe, não pode ser enclausurada, em regulamentos e conceitos estanques, nem prisioneira de interesses mesquinhos, comerciais ou de outra natureza.
A capoeira oferece um gama infinito de representações motoras , comportamentais e musicais; de aplicações terapêuticas, pedagógicas, marciais e esportivas; além do aperfeiçoamento físico, mental e comportamental de cada praticante.
Cada um de nós cria uma capoeira pessoal, transitória e mutável, evolutiva, processual, como todos os valores humanos e poderá ser imitada, jamais reproduzida em clones, como produto industrial de fôrma, idêntico em todos detalhes.

É interessante o estudo do simbolismo dos constituintes da personalidade humana na arte iorubana que indica no mínimo a noção de níveis de consciência, pois entre os povos iorubanos a consciência (personalidade exterior) é representada pela coroa (ile ori), enquanto a personalidade íntima (ori inu) correspondente ao (subconsciente+inconsciente) é simbolizado pelo ibori, uma pequenasaliência no ponto mais alto da coroa.
Angelo A. Decanio Filhoo – Falando em capoeira, Coleção S. Salomão, CEPAC, Salvador/BA, pg: 51

https://portalcapoeira.com/downloads/transe-capoeirano

Nota de Falecimento: Mestre Chita

Luto na capoeira: vítima de Covid-19, morre Mestre Chita

Morreu na noite do último domingo (13-12-2020) Itamar da Conceição Magalhães, conhecido como mestre Chita, um dos mestres de capoeira mais antigos de São Gonçalo – Rio de Janeiro. Ele foi mais uma vítima da Covid-19.

Mestre Chita era referência para muitos capoeiristas no estado. Ele fez parte da primeira geração de atletas que trouxe a capoeira para São Gonçalo. Em suas redes sociais Lúcia Magalhães, sua esposa, publicou uma mensagem de amor para Itamar.

“VENHO AGRADECER A CADA UM DE VOCÊS PELAS PALAVRAS DE CARINHO E CONFORTO … MEU CHÃO SE ABRIU, MEU MELHOR AMIGO, MEU FILHO E MEU COMPANHEIRO DE 48 ANOS DE CASADOS AGORA NÃO ESTÃO MAIS AQUI… SEGUIREI FIRME ATÉ ONDE DEUS E OSUN ME PERMITIREM … MAGALHÃES ITAMAR AMOR DE MINHA VIDA FORAM ANOS AO SEU LADO… SOU GRATA ETERNAMENTE A VOCÊ MEU AMOR POR TER ME DADO NOSSOS FILHOS… CUIDE DO MEU BEM MAIOR AÍ EM CIMA, CUIDE DO MEU FILHO FABYANNO MAGALHÃES QUE DAQUI DE BAIXO VOU DANDO CONTINUIDADE JUNTO AO NOSSO FABRICIO MAGALHÃES …
OBRIGADA POR TUDO … VÁ EM PAZ MEU AMOR”

Sobre o Mestre:

Itamar começou na capoeira aos 12 anos de idade após conhecer Baleardo, que trabalhava como guardador de carros e tinha ao seu lado um instrumento um pouco diferente, assim começou a caminhada do mestre na roda de capoeira.

Após começar a passar seus ensinamentos, que havia apreendido com Baleardo, aos seus amigos, Chita foi convidado para desfilar na Escola de Samba Acadêmicos da Carioca representando a capoeira.

Foi a partir daí que Chita ficou ainda mais conhecido e começou a ensinar aos moradores de São Gonçalo e Niterói a arte de gingar. No ano 1966, a capoeira de São Gonçalo recebeu apoio de outros capoeirista ligados à Polícia Militar. Entre eles estavam; Manoel dos Santos Francisco (Mestre Manoel Gato Preto – já falecido); Victor Vida Wisk Travassos (Mestre Travassos); Valdir Vasconcelos, entre outros.

Fonte: https://ladodeca.com.br/

Coronavírus (COVID-19) – Google Notícias

“Enquanto houver capoeira, meu nome será lembrado”

“Enquanto houver capoeira, meu nome será lembrado” Mestre João Pequeno de Pastinha.

Hoje dia 09 de dezembro completam-se 9 anos da passagem do nosso querido mestre João Pequeno de Pastinha, que nos deixou prestes a completar 94 anos no ano de 2011.

Esse grande homem deixou sua marca não somente na história da capoeira, mas também para toda cultura afro-brasileira em geral.

João Pereira dos Santos é uma referência de homem negro que soube valorizar e elevar a cultura de seu povo para patamares de reconhecimento e valorização no Brasil e no mundo, foi uma importante referência para um processo de educação inclusiva que respeita a diversidade e a individualidade dos educandos, foi um exemplo de generosidade, de sabedoria, de humildade, assim como todo grande mestre.

Nós do CECA – Centro Esportivo de Capoeira Angola Mestre João Pequeno de Pastinha assumimos o desafio de dar continuidade ao seu legado e à sua obra mantendo ativo o seu espaço localizado no Forte da Capoeira no Centro Histórico de Salvador, com aulas e rodas de capoeira coordenadas pelos seus discípulos, onde funciona também o Memorial Mestre João Pequeno de Pastinha, aberto à visitação pública, com informações, fotografias e objetos que dizem respeito à sua trajetória.

Mestre João Pequeno se foi, mas sua memória continua viva, cada vez que um toque de berimbau inicia uma ladainha numa roda de capoeira em qualquer parte do mundo, continua tatuada no corpo de cada capoeirista que respeita e valoriza sua ancestralidade e suas tradições.

“Enquanto houver capoeira, meu nome será lembrado”

dizia mestre João Pequeno.

Axé !

Fonte: Nani de João Pequeno

Violência policial: Policia Militar de São Paulo agride mestre de capoeira com filho no colo

Violência policial: Policia Militar de São Paulo agride mestre de capoeira com filho no colo

Com o filho no colo, Valdenir Alves dos Santos, conhecido como mestre Nenê, teve sua casa na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo (SP), invadida na noite da última quinta-feira (19) por policiais militares da 2ª Cia do 23ª Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Pinheiros. Ele foi arrastado e agredido pelos agentes e levado até a delegacia – sem máscara -, mantido algemado e trancado na viatura por 4 horas.

Violência policial: Policia Militar de São Paulo agride mestre de capoeira com filho no colo Notícias - Atualidades Cidadania Portal Capoeira

Mestre Nenê, 45 anos, referência da capoeira de São Paulo, um dos pilares da Roda da Praça da Republica, sofreu um violento e injustificado ataque por parte da Policia Militar. O ataque covarde e desproporcional, teve como justificativa a suspeita de um “roubo”. Mestre Nenê estava sentado em frente a sua casa com seu filho no colo e conversando com amigos. Sem nenhum motivo aparente os Policiais abordaram o Mestre e agiram de forma violenta, ultrapassando todos os limites conforme relata o próprio mestre Nenê (ver video depoimento de Mestre). A cena foi assistida por vizinhos e alunos do capoeirista, que reclamaram com os agentes pelo uso excessivo da força.

 

 

“Naquele momento, por ter um filho no colo, o Nenê desceu a viela para deixar a criança em casa, mas os policiais foram atrás dele e tudo começou”, lembra Stefania Faro Barbosa Lima, companheira do capoeirista.

“Não esperaram ele nem entregar o menino, começaram a bater enquanto o filho ainda estava em seu colo, depois arrancaram nosso filho dos braços dele”, conta.

Segundo a companheira do mestre Nenê, os policias não informaram o motivo de deter o marido e nem para onde o levariam.

 

“Meu filho, cadê meu filho?”, grita o capoeirista no vídeo que o mostra sendo imobilizado e contido pelos policiais militares armados dentro da casa de um dos seus amigos. Enquanto isso, as pessoas perguntam por qual motivo o mestre estava sendo preso, mas os PMs não respondem.

Segundo mestre Nenê, os agentes usaram o ‘mata-leão’, golpe de imobilização aplicado no pescoço, que a PM proibiu seus comandados usarem no estado desde o dia 31 de julho, em razão da série de casos anteriores de violência policial durante abordagens.

A prisão do Mestre Nenê foi gravada por testemunhas, vizinhos e seus discípulos na Rua Fidalga, na comunidade do Mangue

 

O que diz a Secretaria da Segurança Pública:

A Secretaria da Segurança Pública se posicionou por meio de nota, informando que a abordagem da Polícia Militar foi realizada na Rua Fidalga porque havia a suspeita de que o ladrão estivesse no local.

“Durante diligências, os agentes encontraram quatro homens parados próximos ao local indicado pelo sinal de localização do celular. Ao iniciar a abordagem, um dos indivíduos desobedeceu a determinação legal e tentou deixar o local, resistindo à ação dos policiais que precisaram contê-lo. Enquanto ele era detido, outra equipe da PM, na mesma rua, prendeu o autor do crime recuperando todos os objetos roubados, o que reforça a suspeita fundamentada dos agentes para a realização de abordagem naquele local”, informa o comunicado da SSP.

A pasta comentou ainda que todas as denúncias sobre o caso serão apuradas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar.

Fontes:

  • https://g1.globo.com/
  • https://www.brasildefato.com.br/
  • https://revistaforum.com.br/

Nota de Falecimento: Mestre Jair Moura

Nota de Falecimento: Mestre Jair Moura

Nossos mais sinceros pêsames a toda a família e amigos do Grande Mestre Jair Moura.

Jair Fernandes Moura, um dos principais pesquisadores da capoeiragem, escritor e produtor de filmes sobre Capoeira.
Discípulo de Mestre Bimba, dedicou sua vida a estudar Capoeira e divulgar a sua história através de filmes, livros e estudos… sempre disponível a ajudar e divulgar o seu conhecimento.

Tive o prazer de participar, juntamente com Mestre Jair Moura e Fred Abreu, da banca de avaliações de projetos do Capoeira Viva em 2007, boas lembranças na troca de informações e bate papo sobre nossa capoeiragem… Um Mestre com enorme conhecimento que deixa uma enorme contribuição cultural.

 

 

Reportagem de Mestre Jair Moura – “Um Herói chamado Bimba”

 

Nota de Falecimento: Mestre Cordeiro

Nota de Falecimento: Mestre Cordeiro

Homenagem respeitosa a todos aqueles “heróis”… aqueles que nos mostraram o caminho… aqueles que mesmo sem o “holofote mediático”… continuam sendo verdadeiros guerreiros e divulgadores da nossa arte-luta… A todos os Mestres e Mestras que dedicam e compartilham seu tempo, conhecimento e amor para com seus alunos…

Nós do Portal Capoeira desejamos os mais sinceros pêsames a família e aos alunos do Manoel Cordeiro Divino (Mestre Dero ou Cordeiro).

Deixamos aqui 2 depoimentos de dois amigos e alunos de Mestre Cordeiro

 

Mestre Bene – Grupo Lenço Branco

Meu primeiro contato com a Capoeira se deu no ano de 1974, mas precisamente no Centro 04- Qd. 15. Onde tive a oportunidade de conhecer e praticar a Capoeira. Manoel Cordeiro Divino (Mestre Dero) para os discípulos. Homem de conhecimento, firmeza no falar técnica apurada e estava sempre com a indumentária impecável: Calça branca de brim e tênis bamba branco. Sua postura era de um líder exigente, contudo,. exemplo para todos, por vezes mostrava um martelo com uma potência descomunal. Disciplina era o carro chefe. Pontualidade, assiduidade idem. Momentos dos quais me serviram de modelo e expiração para o trabalho que venho desenvolvendo até os dias de hoje no Grupo Lenço Branco . Sua partida me deixou saudades e a certeza de que sua missão foi cumprinda com êxito. Deixo aqui meus pesares a comunidade Capoeirista, a família e amigos. Salve Mestre Cordeiro.

Mestre Umoi – Grupo União Capoeira

Manoel Cordeiro Divino, meu primeiro Mestre. Me iniciou na capoeira em 1974 e através do meu caminho seu nome nunca será esquecido. 16/08/2020 meu mestre partiu para o descanso. Lutou bravamente por 10 anos contra um câncer. Sabendo que o jogo chegava ao fim, chamou sua família e, como Mestre, falou sobre a vida e a a naturalidade que é partir. Acalmou a todos e o Berimbau silenciou. Mestre Cordeiro, vai em paz e obrigado por ter sido o herói do Umoi de 10 anos de idade.

 

Nota de Falecimento: Mestre Cordeiro Notícias - Atualidades Portal Capoeira

Mestre Cordeiro e Mestre Bene

Nota de Falecimento: Mestre Joel

Nota de Falecimento: Mestre Joel

MESTRE JOEL DE MENEZES FALECEU EM SALVADOR – 03/06/2020

Diagnosticado com covid-19, esteve internado em Salvador; sogros também tiveram doença

Um dos responsáveis por levar a capoeira para São Paulo, o mestre Joel de Menezes, 76 anos, faleceu após ter testado positivo para o novo coronavírus. O mestre esteve internado em estado grave no Hospital Ernesto Simões, em Salvador desde o dia 12/05/2020.

Pioneirismo

Nascido em Santo Amaro e criado em Feira de Santana, Mestre Joel residiu em Salvador, mas sempre fazia viagens para São Paulo, onde formou grupos de capoeira.

Segundo Mestre Dadá, Joel aprendeu a arte com o Mestre Arara, que era aluno do Mestre Bimba, e sempre tentou preservar as raízes e tradições da capoeira.

Em 1972, Joel foi reconhecido como mestre de capoeira por Mestre Bimba. O baiano é presidente do grupo Organização Onças de São Paulo e da Associação de Capoeira Ilha de Itapuã.

Além de expandir o alcance da capoeira, Mestre Joel foi um dos primeiros a gravar discos com músicas de capoeira. “Ele gravou discos nos chamados bolachões. Ele foi um dos pioneiros nessa gravação, com músicas que sempre falam da Bahia”, explicou Dadá.

Em 1979, o mestre lançou Capoeira, que foi seguido de Capoeira Raiz, de 1993. Por fim, foi lançado o disco Capoeira Volume 1, datado de 1994.

Desejemos os mais siceros pêsames, muita força e luz à família, amigos e a comunidade capoeira…

MESTRE com “M” Maiúsculo!

MESTRE com “M” Maiúsculo!

Pela primeira vez, Mestre Nô estará ao vivo no Facebook Live, dando uma entrevista sobre sua vida e obra!

Esta live será seguida de uma aula de berimbau!

Venha conhecer um dos maiores mestres da história, responsável por grande parte da expansão da Capoeira no Sul, no Nordeste e nos Estados Unidos!

IMPORTANTE: Faço um pedido pessoal para que todos os mestres, mestras, alunos, amantes, líderes e simpatizantes que virem este post o compartilhem!

 

As contribuições voluntárias serão feitas no Paypal do mestre: [email protected]

Vamos fortalecer os mestres em vida! Depois de morto, não adianta fazer ladainha homenageando.

 

Axé.
Ferradura

 

Coletivo Capoeiragem São Paulo

Coletivo Capoeiragem – São Paulo – Zona Oeste

“Era eu era meu mano… Era meu mano era eu

MALUNGOS

O importante é estar juntos… Mesmo que distantes…

Coletivo Capoeiragem, unindo ideias e ideais…

 

Dinho Nascimento, Letícia Vidor, Milani, Peixe Crú, Lelo e Mestre Kenura juntos em um um bate papo informal e descontraído sobre capoeiragem de São Paulo… Não percam!

 

Coletivo Capoeiragem Bahia Capoeira Portal Capoeira

 

Nesta Quinta-feira, 21/05 no canal do Portal Capoeira no Facebook:

https://facebook.com/portalcapoeira/videos

16:00hs Brasil – (Brasília)

21:00hs Alemanha-Itália-Espanha

22:00hs Russia- 20:00hs Portugal

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