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Revelação e Zezé Motta – Aglomerado

O Aglomerado recebe o grupo Revelação, formado em rodas de pagode em Engenho de Dentro e Pilares, no subúrbio carioca durante a década de 90. Junto com MV Bill e Nega Gizza, abrem o programa com a canção Pai, que fala das transformações ambientais e políticas da nossa atualidade.

O personagem do quadro ‘Guerreiros e Guerreiras’ é o Mestre Garrincha, fundador do grupo Senzala, que, desde os anos 60, vem lutando e moldando a forma de ensinar Capoeira no Brasil.

Já Nega Gizza percorre alguns becos do bairro mais tradicional da boêmia carioca, a Lapa , e confere a ‘Boa da Noite’: o Beco do Rato . Lá, ela encontra um verdadeiro ‘aglomerado’, juntando muito samba de raiz, pastel de angu e animação.

MV Bill vai até as pistas de atletismo da Vila Olímpica de Santa Cruz , zona oeste do Rio de Janeiro, para conhecer as expectativas e perspectivas de um jovem atleta : Marcos Vinicius.

O Aglomerado faz uma singela homenagem a uma figura feminina que, com força e graça, luta para que os artistas negros tenham espaço, oportunidade e tratamento igual nas mídias e meios de comunicação: a atriz e cantora Zezé Motta.

No Centro da cidade do Rio de Janeiro , no Largo São Francisco , houve um encontro internacional de palhaços . O Aglomerado esteve lá para trazer em matéria a história e tentar entender a alma do que é ser Palhaço.

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Exposição: Origem da Capoeira

Cinco séculos de capoeira

“Capoeira é, acima de tudo, companheirismo, união e respeito. Ela sintetiza nossas origens e nossa cultura”, explica Mestre Arrepio, no centro da roda formada por crianças e adolescentes na galeria de arte Newton Navarro. Atentos, eles acompanham a destreza dos capoeiristas que exibem sincronia e gingado marcados pelo som do berimbau, do atabaque e do pandeiro. Em cartaz até o próximo dia 5 de outubro, na Fundação Capitania das Artes, a exposição “Origem da Capoeira” faz um retrospecto educativo, artístico e sociocultural sobre a origem desta arte marcial genuinamente brasileira.

Funcionando em horário estendido, das 9h às 21h de segunda à sexta-feira, a galeria abre as portas para visitantes interessados em manter contato com a capoeira não apenas através das performances esportivas do Grupo Cordão de Ouro, mas também a partir de maquetes, exibição de vídeos, aulas teóricas e pinturas especialmente produzidos para a ocasião pelos artistas plásticos Francisco Eduardo, Paixão, Carlos Sérgio Borges, Fernando Galvão, Roberto Medeiros e Guaraci Gabriel.

Ao todo são trinta obras, cinco de cada, que contam cronologicamente os vários momentos da capoeira, desde o século 16 até a expansão mundial nos dias atuais. “Para entender a origem da capoeira, que se espalhou por mais de 200 países, temos que conhecer a própria história do Brasil, desde o tempo da colônia. Só assim podemos compreender por que, desde 2008, ela é reconhecida pelo Iphan como patrimônio cultural brasileiro”, garante o pedagogo e arte-educador potiguar Nivaldo Freire, 34 anos, batizado na capoeira como Mestre Arrepio. Com 25 anos de experiência, ele diz que essa é a primeira vez que a capoeira é abordada sob vários aspectos em uma mesma exposição.

PINTURAS CRONOLÓGICAS

O desafio de retratar a trajetória da capoeira, desde sua origem nas senzalas, passando pela proibição de sua prática que durou até o início da década de trinta, desembocando no reconhecimento mundial como arte marcial, em telas, materializado pelos artistas, traça um panorama eclético com seis visões diferentes para o mesmo tema. 

A CRONOLOGIA ARTÍSTICA

Francisco Eduardo, por exemplo, ficou incumbido de retratar o período pré-escravidão. Seus trabalhos, em tons pastéis, a figura do negro ainda não está presente. Já Paixão destaca a chegada do escravo e Carlos Sérgio adentra as senzalas e retrata o período dos castigos nas fazendas coloniais. Fernando Galvão mostra o início do desenvolvimento da capoeira, enquanto Roberto Medeiros aborda a abolição da escravatura e difusão da capoeira no meio urbano. A última fase fica por conta do artistas Guaraci Gabriel. Conhecido por suas megaesculturas de metal, ele explora a pluralidade de povos “contaminados” pela arte da capoeira. Seus desenhos, com detalhes furta-cor, desembarcam no século 21 e apresentam a globalização da arte marcial tupiniquim.

“Estamos aqui para reforçar essa história. As pessoas precisam conhecer a origem da capoeira, saber que ela foi criada aqui no Brasil, tirar a ideia da cabeça que existem vários tipos (Angola e Regional): tudo é capoeira! O que define é o ritmo”, disse Mestre Arrepio. Ele comentou que a desmarginalização por completo da capoeira ainda está em andamento, mas acredita que “o processo está cada vez mais rápido. Quando imaginaríamos que a capoeira ocuparia uma galeria de arte?”, questiona.

ESPANHA

“Em março do próximo ano, essa exposição será exibida na Semana de Arte da Universidade de Barcelona, na Espanha. O evento reúne manifestações culturais de mais de 80 países, e nós seremos os únicos representantes brasileiros”, comemora Arrepio, que recebeu o apelido de Mestre Suassuna de São Paulo, um costume entre os adeptos da capoeira. Ele disse que a intenção, após retornar da Europa, é chegar no Recife (PE), Salvador (BA) e no Rio de Janeiro – cidades onde a arte marcial foi inicialmente desenvolvida. “Acertado mesmo, até agora, temos Mossoró e Pau dos Ferros em novembro”, informa.

A viagem para Barcelona foi acertada a partir de um aluno da universidade espanhola que conheceu Mestre Arrepio durante temporada de férias em Natal. “Temos hospedagem e alimentação garantida para uma equipe de 16 pessoas, incluindo os seis artistas que colaboraram doando os quadros”, disse. A única pendência para o grupo são as passagens aéreas, e ele espera receber apoio do poder público para representar o Brasil e o RN. “É o reconhecimento de um trabalho sério e comprometido”, garante.

ESCOLA CORDÃO DE OURO

A escola Cordão de Ouro mantida no bairro de Cidade Nova por Arrepio faz de uma rede homônima, que no RN é coordenado pelo Mestre Irani, sediada em São Paulo, com filiais filiais espalhadas por todo o Brasil e em outros 28 países. “Natal aparece com destaque por ser a sede do centro cultural e de pesquisa. Inclusive estou com a missão de criar o primeiro memorial da capoeira”, orgulha-se.

Vale registrar que a mostra “Origem da Capoeira” foi viabilizada com investimento pessoal do Mestre Arrepio, mais apoio das Fundações Joaquim Nabuco (vídeo), Palmares, José Augusto (camisas e banners), Capitania das Artes (pauta da galeria, cartazes e contato com artistas pláticos ) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-Iphan.

Serviço:

“Origem da Capoeira”, de segunda a  sexta-feira, das 9h às 21h, até dia 5 de outubro, na galeria da Funcarte. Av. Câmara Cascudo – Centro.

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Cubatão: Projeto Ágora – Arte na Praça

Dezenas de pessoas participaram do Projeto na praça Princesa Isabel neste sábado (22/1)

Muita gente aproveitou o sábado de calor (22/1) sentado na praça e escutando boa música, lendo poemas em um varal de poesia e até acompanhando apresentações de hip hop ou capoeira Tudo isso, em plena praça Princesa Isabel, no centro de Cubatão. É o Projeto Ágora – Arte na Praça, que reuniu poetas, músicos, dançarinos, contadores de histórias, artistas plásticos, em uma miscelânea cultural pra lá de proveitosa. “Adorei a ideia, está aprovadíssima”, disse a aposentada Ivanir Carlos de Souza.

A programação teve início ainda no fim da manhã, com performances musicais em piano, violão e voz e até banda completa. Cantores e instrumentistas como Baeta, Dan Lisboa, Jackson e Pajé levaram muita Música Popular Brasileira ao público. O coreto da praça serviu de palco e inspiração para esses artistas. A Afrobanda também se apresentou com seus ritmos e swing inconfundíveis, fazendo muita gente dançar.

A Cia Pedro Paulo Academia de Hip Hop arrancou aplausos com as performances de hip hop e break. Dançando sobre um pequeno tapete de espuma, os jovens improvisavam passos, onde pareciam desafiar a gravidade, demonstrando bastante técnica e bom condicionamento físico. A Capoeira também foi representada através do Grupo Meninos Guerreiros, formado por pessoas de várias idades.

Além das apresentações no coreto, foram montadas pelo menos seis tendas, espalhadas pela praça. Em cada uma delas era oferecida uma atividade diferente. Havia espaço para a criançada ler histórias em quadrinhos, pintar e fazer bonecos de massinha. A Oficina de Origami – dobradura japonesa feita em papel, ministrada pela Tia Nalva Leal, ficou lotada de meninos e meninas que ao fim da atividade, saíram felizes da vida, com seus passarinhos confeccionados com papel.

Em outro espaço, os visitantes podiam ter seu rosto desenhado através da sensibilidade do artista plástico Coitim. Algumas tendas abrigaram lindas peças elaboradas com a fibra de bananeira, como os trabalhos do pessoal da Cooperativa “Mãos de Fibra”. Para as artesãs, o Projeto Ágora é uma ótima oportunidade de divulgarem seu ofício e comercializarem os produtos, que incluem bolsas, descansos e arranjos de mesa, objetos de decoração, porta-guardanapos e colares.

O artista plástico Giovane Nazareth também participou expondo as esculturas que faz, onde utiliza metal e refugo de peças de motocicleta. São peças bastante criativas. Um pedaço de corrente, aço e poucos parafusos se transformam em um abajur ou, quem sabe, um pássaro. “A praça ficou bastante movimentada o dia inteiro. É muito importante pra gente ter esse retorno da população”, afirmou o artista plástico.

Os escritores da Sociedade Amigos da Biblioteca, a SAB, emprestaram seu talento, montando um varal de poesias e declamando poemas durante toda a tarde. Dessa maneira, muita gente soube que em Cubatão há pessoas que gostam de escrever. O ator Tótila realizou performances como palhaço, para alegria da criançada.

De acordo com Welington Borges, secretário de Cultura, o objetivo é que Projeto Ágora percorra diferentes praças, em vários bairros da cidade, oferecendo um sábado de lazer e Cultura para adultos e crianças, valorizando os artistas cubatenses. O lançamento foi um sucesso, reafirmando o nome que recebeu – Ágora – inspirado na palavra grega de mesma grafia, que quer dizer: espaço em que povo se reúne para dialogar e trocar ideias.

 

Texto e fotos: Morgana Monteiro

Link para fotos:

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Carta Aberta – Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba

Encaminho abaixo a Carta Aberta elaborada por artistas e mestres da cultura popular tradicional, em parceria com pesquisadores, integrantes de ONGs e outros mediadores culturais, em defesa da cultura popular. A carta foi escrita de forma colaborativa, em sucessivas reuniões do Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba.

O documento é constituído por vários pontos, que podem ser sintetizados na busca de um tratamento digno e respeitoso aos artistas e mestres da cultura popular tradicional e a seus saberes, por parte dos responsáveis por eventos e pessoal de apoio. Além disso, reivindica-se a priorização da cultura popular nos eventos e, sobretudo, o apoio a suas formas de realização tradicional, nas comunidades, de forma permanente e que facilite sua continuidade.

Há na carta uma proposta de isenção de impostos ou definição de alíquota zero para os cachês de artistas e mestres da cultura popular tradicional, que propomos como campanha nacional.

Divulgue esta carta aberta. A cultura popular e os que a realizam agradecem.

Abraços,

Marcos Ayala

 

CARTA ABERTA

 

AO GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA

AOS DEPUTADOS ESTADUAIS

AOS PREFEITOS DOS MUNICÍPIOS PARAIBANOS

AOS VEREADORES PARAIBANOS

AOS PARTIDOS POLÍTICOS

AOS GESTORES E PARTICIPANTES DE FUNDAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE CULTURA

A PROFESSORES, PESQUISADORES E GESTORES DE INSTUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE ENSINO

AOS PROFISSIONAIS E ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO

À POPULAÇÃO DA PARAÍBA

 

Pontos de uma Política Cultural para as Expressões Culturais Populares Tradicionais da Paraíba.

O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba é uma entidade informal sem fins lucrativos, com a participação de mestras, mestres, brincantes, representantes de grupos tradicionais populares, produtores culturais, articuladores, pesquisadores de cultura popular e representantes de entidades dedicadas à cultura. Foi criado em 2006, como forma de garantir a participação da Paraíba no II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares e I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares. Constituído como movimento social em março de 2009, sob a forma de Fórum Metropolitano, atua desde então com reuniões regulares, promovendo o encontro, o debate e a organização política desse setor para a promoção das Culturas Populares Tradicionais, transformando-se em Fórum Estadual em abril de 2010.

Este Fórum vem a público expressar aos gestores públicos: governador, prefeitos, deputados, vereadores, entidades responsáveis pelas políticas públicas de cultura no estado da Paraíba e sociedade em geral sua convicção a respeito da necessidade de implementação de ações urgentes que demonstrem respeito para com as formas de expressão tradicionais e seus respectivos produtores, bem como salvaguarde o patrimônio vivo do povo paraibano.

A criação de oportunidades de apresentações públicas, com bastante visibilidade, para os grupos de Cultura Popular, é importante, mas é fundamental incentivar as expressões artísticas populares tradicionais nos bairros e nas comunidades onde vivem as mestras, os mestres, brincantes e artistas, de forma consistente e contínua. Em função disso indicamos que as apresentações nas comunidades e nos bairros devem contar com artistas e grupos de Cultura Popular Tradicional do próprio local, além de outros convidados.

As apresentações com caráter de espetáculo devem ser consideradas pelos poderes públicos e expressas em suas ações como sendo só uma parte da atividade dos mestres, mestras, brincantes e artistas. Mais importante do que elas é a atuação de artistas e grupos populares nas comunidades onde vivem. As Culturas Populares Tradicionais dependem dos laços comunitários e territoriais e esses só se fortalecem com a atuação continuada, permanente, dos artistas e grupos, nos locais de ensaio, sejam locais fechados ou nas ruas, próximo às casas dos mestres. É ali que essas têm sua base e suas principais condições de sustentabilidade. As crianças e os jovens, que serão os futuros responsáveis por essas manifestações, as aprendem nos bairros e nas comunidades, vendo os mestres e os mais velhos.

O fomento às Culturas Populares junto a suas comunidades também contribui para elevar a auto-estima de participantes dos grupos e dos moradores, ao perceberem que seu bairro e moradores de sua rua, de sua vizinhança, de sua comunidade, estão sendo valorizados. Para além disso, os órgãos públicos devem garantir que as comunidades tradicionais viverão em condições de sobrevivência digna em seu território, respeitando suas formas específicas de fazer, seus modos de vida, suas expressões culturais, seus ofícios tradicionais e demais relações construídas no e com o espaço em que vivem.

A valorização do artista popular tradicional passa por um pagamento de cachê digno, condições de tempo necessário de apresentação, estrutura, espaço físico e equipamentos adequados à realidade de cada grupo ou artista popular e, acima de tudo, tratamento respeitoso por parte de todos os envolvidos nos processos de contratação, produção, serviços técnicos, antes, durante e depois das apresentações.

Os valores propostos para pagamento pelas apresentações devem garantir o mínimo de dignidade aos artistas e grupos populares, sem, contudo, impedir que eles possam participar dos mesmos critérios que o mercado cultural permite a outros artistas, em que os cachês podem ser cobrados / pagos conforme a valorização dos mesmos, podendo aumentar de acordo com a demanda por suas apresentações.

Diante de um quadro histórico de ausência de ações governamentais consistentes e continuadas, no âmbito do Estado e dos Municípios da Paraíba, destinadas à preservação, manutenção e fomento das Culturas Populares Tradicionais, os participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba tornam público e apresentam as seguintes propostas de políticas públicas para serem adotadas pelos governos municipais, estadual, fundações e demais entidades dedicadas à cultura do nosso Estado:

1.     Promover eventos de cultura popular que valorizem a cultura viva nos bairros e nas comunidades, para permitir que a população tenha conhecimento e valorize a sua diversidade cultural.

2.     Criar espaços livres para apresentações de cultura popular tradicional em eventos realizados pelos poderes públicos.

3.     Estabelecer as praças, terrenos públicos vazios e congêneres em todo o Estado da Paraíba como territórios livres para a cultura, permitindo apresentações artísticas sem necessidade de autorizações prévias de órgãos públicos; caso haja algum conflito de interesses entre artistas ou grupos populares, a distribuição de tempo e espaço na praça deverá ser mediada pelo órgão de cultura do município em que ela se situar ou por seu Comitê Gestor.

4.     Criar um valor mínimo de cachê para apresentações de espetáculos de Cultura Popular, equivalente ao de outros artistas locais, corrigido anualmente nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, tendo como referência a quantidade de pessoas envolvidas na atividade contratada. O piso seria estabelecido nas seguintes bases:

 

a)      para apresentações de um (01) único artista ou uma dupla o valor mínimo seria de R$ 1.000,00 (um mil reais);

 

b)      para apresentações de 3 a 5 pessoas o valor mínimo seria de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais);

 

c)       para apresentações de grupos com mais de 5 participantes o valor mínimo seria de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais) ou R$ 60,00 (sessenta reais) por integrante até o limite de 80 integrantes por grupo, aquele cachê que fosse maior;

 

d)      para um grupo de 100 (cem) pessoas ou mais o valor mínimo seria de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);

 

e)      para artistas e grupos populares de fora do município, o valor mínimo seria acrescido em 40% em relação ao valor dos grupos locais como compensação pelo tempo de deslocamento, perda de dias de trabalho e despesas imprevistas. Para esses artistas e grupos se deve também fornecer antecipadamente uma ajuda de custo para cobrir as despesas de viagem (alimentação e outras), independentemente do valor do cachê já acrescido de 40%.

5.     O Estado e os municípios devem fornecer uma ajuda de custo, passagem ou transporte e outros meios necessários para que mestras, mestres, brincantes, artistas e grupos de Cultura Popular Tradicional viajem para outros municípios da Paraíba, para outros Estados e outros países, seja para se apresentarem, ministrarem oficinas, participarem de encontros representando a Cultura Popular Tradicional da Paraíba ou se capacitarem, criando normas legais para tanto, se necessário.

6.     Os artistas não devem ser obrigados a pagar o ISS antecipadamente como condição para receberem os cachês. Os órgãos públicos devem proceder como empresas ou ONGs, que, ao fazerem os pagamentos pelos serviços prestados, descontam os impostos e os recolhem. As prefeituras, aliás, já fazem isso com relação ao INSS e IRPF, e por isso é perfeitamente possível a elas recolherem os impostos a seus próprios cofres.

7.     Os órgãos públicos e privados, como forma de respeito, devem pagar os cachês aos grupos e artistas populares antecipadamente ou no momento das apresentações, dispensando o mesmo tratamento que é dado aos artistas de renome.

8.     Como forma de incentivar e priorizar a cultura popular tradicional, que historicamente tem sido pouco contemplada, quando não excluída, pelas ações governamentais na área da cultura, deve haver a isenção de impostos ou estabelecimento de alíquota zero para os artistas e grupos de cultura popular tradicionais, até um limite de valor de cachê. A isenção ou redução de alíquotas deve começar pelo ISS e Empreender, que devem constituir o início de uma campanha para conseguir o mesmo com relação aos demais impostos municipais, estaduais e federais. O Fórum recomenda que o município de João Pessoa, por ser a capital do Estado, seja o primeiro a adotar a isenção ou a redução de alíquotas como forma de dar o exemplo para os demais municípios da Paraíba.

9.     Os órgãos públicos ou privados contratantes devem:

a)      cobrir todas as despesas de transporte dos artistas ou grupos populares, de seus figurinos, adereços, cenários, instrumentos e equipamentos;

b)      garantir espaços adequados e seguros (camarim) com energia elétrica, ventilação, água potável, pias, sanitários, cadeiras e mesas para que mestras, mestres, brincantes e artistas possam se preparar e concentrar para realizar as suas atividades culturais e guardar seus instrumentos e outros materiais necessários a suas apresentações; estes locais deverão ter espaços separados por paredes ou divisórias que garantam a privacidade necessária aos artistas para a troca de roupas;

c)       fornecer sempre aos artistas e grupos, água mineral no momento das apresentações e, antes ou depois delas, um lanche, de acordo com a quantidade dos integrantes dos grupos;

d)      garantir hospedagem e alimentação digna para artistas e grupos de cultura popular de outras localidades e/ou municípios convidado; se for de interesse dos artistas, garantir o seu retorno imediato;

e)      garantir aos artistas e grupos populares o tempo mínimo de uma hora de apresentação; além disso, do mesmo modo que deve haver equidade de cachê, também deve haver equilíbrio com relação ao tempo disponível para apresentações de artistas locais e de artistas populares tradicionais; não se pode admitir o ato extremamente desrespeitoso de desligar os microfones ou a iluminação enquanto os artistas estão se apresentando;

f)        disponibilizar antes do início das apresentações equipamentos de som e luz com qualidade suficiente para permitir a valorização do trabalho dos artistas e grupos populares; uma quantidade adequada de microfones sem fio, especialmente para grupos de dança, é indispensável; deve haver equipamentos de reserva, para suprir aqueles que eventualmente venham a apresentar defeito; os responsáveis pela organização dos eventos devem também dar assistência aos artistas populares para garantir que tenham boas condições técnicas de apresentação;

g)      os locutores e técnicos de som que atuem em todo e qualquer evento com participação de artistas e grupos da cultura popular tradicional devem ser orientados a não interferir com falas, conversas ou sons paralelos às apresentações desses artistas. Devem proceder do mesmo modo que o fazem em apresentações de artistas reconhecidos e veiculados pela mídia, sejam de âmbito local, nacional ou internacional, ou seja, deixar que atuem sem interferências externas à atuação desses artistas;

h)      os responsáveis pelos eventos devem fazer uma apresentação que forneça ao público informações pertinentes sobre os grupos e as atividades que realizam, fornecidas de uma forma que valorize seu trabalho e sua arte; isso deve ser feito antes das apresentações, para evitar interferências indevidas no momento em que elas ocorrem;

i)         cumprir e respeitar integralmente os termos acordados com o artista popular tradicional, quanto ao pagamento, às condições de transporte e de apresentação; não se deve reduzir o tempo de apresentação estipulado e é simplesmente inaceitável convidar um artista popular e não permitir que se apresente; o pagamento do cachê combinado, nesses casos, é obrigatório, mas não autoriza o desrespeito que consiste em convidar o artista e depois não lhe permitir a apresentação;

j)         não se deve isolar os grupos e artistas populares do público através de grades ou cordões de isolamento, a não ser que isso seja solicitado por eles.

10.     Estabelecer o valor mínimo de R$ 50,00 por hora/aula, corrigidos anualmente, nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, para as oficinas, cursos e/ou palestras que os mestres venham a dar, além de garantir o fornecimento de todo o material e condições necessárias para a implementação das atividades.

11.     Quando necessário, garantir a presença de um mediador para a realização das oficinas, sendo os organizadores responsáveis pelo cachê dos mesmos.

12.     Privilegiar as formas de expressão tradicionais nas programações de cultura popular nos eventos promovidos pelos órgãos públicos municipais, estadual e federal, oferecendo a elas maior tempo e melhores horários nas programações, bem como identificar claramente os grupos parafolclóricos que ocasionalmente tenham sido incluídos nos eventos.

13.     Na concessão de espaço para barracas, quiosques e ambulantes nos eventos públicos, privilegiar as expressões culturais tradicionais como comidas típicas, brinquedos e artesanato tradicionais, folhetos de cordel, entre outros, dando-lhes prioridade na concessão de espaços e isenção de pagamento de quaisquer tipos de tributos ou outros custos.

14.     Os organizadores dos eventos em que se apresentem artistas ou grupos da cultura popular tradicional devem disponibilizar um espaço adequado e de grande visibilidade, como quiosque, barraca ou tenda, para a exposição e venda de CDs, DVDs e outros produtos desses artistas. Também deverá ser responsabilidade dos organizadores disponibilizar pessoas encarregadas das vendas e do atendimento nesses locais.

15.     As campanhas institucionais dos poderes públicos devem ser vinculadas às identidades culturais locais, ressaltando as culturas populares tradicionais. Sendo assim, as expressões culturais locais devem ser assumidas como marcas de identidade do estado da Paraíba e de cada município.

16.     Criar campanhas publicitárias, para a valorização da Cultura Popular em toda a sua diversidade, pelos poderes públicos do Estado e dos municípios.

17.     Dar o mesmo espaço de participação, destaque e valorização aos artistas de cultura popular na mesma medida dos demais (música, teatro, artes visuais, cinema, etc.) na publicidade de eventos que tenham a participação da Cultura Popular Tradicional.

18.     Os grupos de Cultura Popular Tradicional deverão ter tratamento privilegiado em relação aos grupos parafolclóricos, seja nas campanhas publicitárias ou nas apresentações culturais.

19.     Criar cargo específico nas instâncias dos executivos municipal e estadual para o desenvolvimento das políticas públicas para as culturas populares e garantir a presença de uma pessoa com comprovada atuação nesse campo e que seja reconhecida como tal por artistas e grupos de cultura popular tradicional.

20.     Garantir verbas específicas para a execução de políticas públicas voltadas às Culturas Populares Tradicionais, no âmbito do Estado e dos municípios.

21.     Criar instâncias de assessoria técnica, contábil e jurídica nos órgãos municipais e estaduais para a elaboração de projetos e inscrição de artistas, produtores culturais e mestres de cultura popular em editais públicos e para a prestação de contas de projetos financiados por organizações públicas e/ou privadas.

22.     Criar editais específicos para as Culturas Populares Tradicionais e quotas para elas nos demais editais.

23.     Não contratar nem promover artistas, estudiosos, articuladores e produtores culturais que desrespeitem os direitos de mestras, mestres, artistas e grupos da Cultura Popular Tradicional, fazendo apropriação indébita, deixando de recolher direitos autorais devidos, ou não informando adequada e detalhadamente em suas produções (CDs, DVDs, músicas disponíveis na Internet, shows etc.) a autoria e região de origem de poemas, músicas e outras expressões culturais que estejam interpretando ou tenham inserido naquelas produções.

24.     Criar instrumentos que possibilitem a denúncia das práticas relacionadas no tópico anterior e de outras que sejam anti-éticas ou prejudiquem os grupos e artistas populares tradicionais, seja disponibilizando números de telefone ou canais através da Internet para isso, criando ouvidorias ou acrescentando esta atribuição às ouvidorias já existentes em órgãos públicos e outras instituições.

25.     Nos julgamentos de editais, atribuição de prêmios em concurso e outras formas de premiação ou seleção para recebimento de apoio e verbas, formar os comitês e comissões com pessoas que tenham capacitação para avaliar as expressões culturais populares, convocando, se necessário, especialistas para realizar estas tarefas ou assessorar os encarregados de realizá-las.

26.     Garantir a instalação do Centro de Referência de Cultura Popular da Paraíba, conforme projeto original desenvolvido pela Comissão de Elaboração do Projeto junto à Subsecretaria de Cultura do Estado da Paraíba, seguindo os princípios de transparência das ações e das contas, da moralidade pública e da democracia na disponibilização do acesso e circulação dos bens culturais.

27.     Criar a Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba com dotação orçamentária própria, a ser incluída imediatamente na LDO de 2010, sem a qual qualquer proposta torna-se vazia, para articular as ações dos órgãos públicos de cultura já existentes ou realizadas por outras secretarias.

28.     Criar Secretarias exclusivamente de Cultura no âmbito dos municípios da Paraíba, com dotação orçamentária específica.

29.     Garantir, ns Conselhos Estadual e Municipais de Cultura, bem como outros órgãos consultivos ou deliberativos relacionados à cultura, representação paritária da sociedade civil e do governo. com uma participação significativa de representantes das culturas populares tradicionais; os representantes da sociedade civil devem ser escolhidos por suas instâncias de representação e não pelos governantes.

30.     Modificar a Lei Canhoto da Paraíba, com ampliação do número de vagas, priorizando os mestres da Cultura Popular Tradicional ou criar lei específica para eles, a exemplo das leis de patrimônio vivo existentes em outros estados da federação. O processo de revisão e/ou criação de nova lei deve incluir audiências públicas com ampla divulgação, inclusive nas instâncias onde se manifestam as formas de Cultura Popular Tradicional, que garantam um debate público e democrático.

31.     As ações relacionadas à cultura, por mais bem intencionadas e mesmo mais bem formuladas e executadas que sejam, são insuficientes se forem pontuais, esporádicas, descontínuas, como tem ocorrido na Paraíba, em âmbito estadual e também municipal. O Estado e os municípios paraibanos devem estabelecer políticas culturais, discutidas com a participação dos artistas populares e outros interessados, voltadas para a população. Definidas as diretrizes destas políticas, elas devem ser formalizadas em documento e tornadas normativas, com caráter de política estatal, coerente, duradoura e de observância obrigatória pelos agentes públicos.

32.     O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba conclama outros movimentos sociais e culturais, bem como todos os demais interessados, a apoiar este documento, o que não impede que venham também a elaborar suas próprias propostas de política cultural.

 

Participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba

João Pessoa, 03 de julho de 2010

Capoeira, mosaico e estrelas africanas agitarão abertura da Copa

Os sul-africanos prometem organizar uma grande festa para a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, na próxima sexta-feira, no Estádio Soccer City, em Johannesburgo. Segundo o jornal sul-africano Sunday Times, a cerimônia contará com mais de 1.500 pessoas, além de diversos artistas famosos do continente africano e culturas típicas do continente, como a capoeira. Mais de 50 chefes de Estado são aguardados para o evento.

O diário afirma que o cantor de R&B americano R. Kelly cantará o hino oficial da Copa do Mundo, ao lado de um coral do bairro de Soweto. Estrelas africanas, como os grupos locais HHP e TKZee, além do cantor pop argelino Khaled, o jazzista nigeriano Femi Kuti e Timothy Moloi, artista sul-africano de R&B que substituirá o tenor Siphiwo Ntshebe, que iria se apresentar no show de abertura, mas morreu no último dia 26 de maio, vítima de meningite.

O presidente do Comitê Organizador da Copa, Danny Jordaan, prometeu que a cerimônia mostrará aos milhares de telespectadores do mundo o talento, tecnologia e o espírito de hospitalidade do continente africano. Artistas locais ameaçaram boicotar a abertura, por conta da ausência de artistas do continente – o que foi revertido, já que R. Kelly é o único artista não-africano confirmado para o evento, analisa o periódico.

Capoeiristas e percussionistas do estilo afro-brasileiro, de 10 a 59 anos, também demonstrarão suas habilidades, além de um mosaico humano no Soccer City, que mostrará ao público a direção das outras oito sedes do Mundial. As seis equipes africanas que participarão do torneio – África do Sul, Camarões, Costa do Marfim, Argélia, Gana e Nigéria – também serão lembradas durante a performance.

A cerimônia antecederá a partida de abertura da Copa, entre África do Sul e México, válida pelo Grupo A da Copa, às 11h desta sexta-feira. A outra partida da chave terá Uruguai e França, às 15h30, no Cape Town Stadium, na Cidade do Cabo.

Copa 2010 no celular

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Fonte: http://esportes.terra.com.br/

Vivendo do Escambo

Da terra quente e seca, os artistas viram colorir com suas fitas imaginárias uma cidade em calamidade. Era em 1991 em Janduís-RN, quando um grupo de atores, bailarinos e músicos tiveram a ideia de trocar água por arte. E trocaram mais. Além das gotas que encheram baldes e esperanças, os artistas criaram o Escambo. O movimento artístico que virou referência Brasil afora, acontece esta semana, de 15 a 18, em São Miguel do Gostoso, município do litoral norte potiguar, a 90 km de Natal.

“O movimento é a troca de experiências, de arte, de oficinas. É quando podemos apresentar nossos trabalhos e ter acesso a outros. Estamos aguardando 300 artistas vindos de diferentes partes do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão”, contou Filippe Rodrigo, ator e organizador do Escambo. Filippe já nasceu no Escambo. Filho de Santos, fundador do grupo Alegria Alegria, o artista não lembra de outra forma de trabalhar com arte que não seja através da troca.

O Escambo segue a filosofia de troca de serviços. Por exemplo, quando o grupo faz uso de uma escola pública para se instalar, no lugar eles consertam os encanamentos, a parte elétrica e o que puderem fazer para aquele espaço melhorar. “Tudo é possível no Escambo. E a troca é o grande trunfo. É quando podemos experimentar a arte e recebê-la”, contou Rodrigo.

Ele lembra que até hoje já foram realizados 14 escambos, desde 1991, inclusive fora do Rio Grande do Norte quando aconteceram escambos no Ceará.

Como em São Miguel do Gostoso, o escambo acontece geralmente em quatro dias, período em que os artistas participam de oficinas, cortejos, apresentações e discussões sobre a arte e suas perspectivas. “Eles estarão aqui durante quatro dias realizando vivências, rodas de filmes, música, dança. Mesmo o movimento tendo começado com teatro, o que mais reúne gente nas praças é o cinema”, disse o organizador.

O VIVER conversou com Rodrigo uma semana antes do início do Escambo e constatou que mesmo com um aparente “deixe acontecer”, o Escambo é um movimento organizado e planejado. “Sempre seguimos um esquema de chegar antes na cidade e conhecer a comunidade e os possíveis lugares para instalações. Aqui em São Miguel estamos em parceria com a prefeitura que nos cedeu as escolas. E além da estrutura, esse primeiro contato é importante para conhecermos melhor as atividades culturais da cidade”, conta o artista.

Em São Miguel, a capoeira é um dos pontos fortes da comunidade, por isso o Escambo dará atenção especial ao grupo já formado. “É quando poderemos levar um outro grupo de capoeira com linguagem diferente para discutir sobre a atividade”.

Toda preocupação do Escambo vai além da arte. Junto às oficinas, as discussões e as aulas teóricas e práticas fazem parte da programação. Além dos grupos e mestres de folguedos, o convidado do Escambo desta temporada é o ator Ami Haddad, do grupo “Tá na Rua” do Rio de Janeiro. “Ele fará rodas de conversa com a comunidade e com os artistas e ficará em São Miguel até o dia 20 de janeiro.

Depois de tanta troca e de ecoar pelo Brasil inteiro, o movimento foi homenageado recentemente em São Paulo e tem em seu cadastro mais de 1.500 artistas de rua. Na visão de Rodrigo, o movimento é transformador de mundos e lembra muito a chegada do circo nas cidades. “É uma mudança interior”.

Ele lembra que muitas pessoas das comunidades visitadas ensaiam em fugir com os grupos de teatro. “Até hoje ninguém teve coragem, mas o interessante é quando a gente volta aos lugares e percebe que aquelas pessoas que desejavam sair, hoje transformam suas cidades com arte. Por isso é um movimento infinito”, finalizou Rodrigo.

Programação

15/01 sexta-feira
12h Chegada do grupo
14h grande reunião que é a chamada saudação e o fechamento de algumas comissões, organização e segurança;
16h30 – cortejo
17h20 – espetáculos que são três por noite
20h00 – mostra de filmes
Escambar – movimento da chegada nos bares com leitura de poesia,
música, até 2 da manhã

Dia 16/01 sábado
8h até 12h – vivências até
tarde: reunião de avaliação
16h – deslocamento dos grupos para comunidades vizinhas e assentamentos
Centro: espetáculos, mostra de filmes.

Dia 17/01 domingo:
8h30 até 12h – Vivência com Amir Haddad
13h30 – Vivência
16h40 – cortejo, espetáculos
20h00 – mostra de filmes

Dia 18/01 – segunda-feira
08h00 – Feira com espetáculo de teatro, música e bonecos
Roda de avaliação
Finalização dos Escambos

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Cultura para Todos

Ministro Juca Ferreria, parlamentares e artistas se unem em Ato Cultural na Câmara dos Deputados

2009 Ano da Cultura no Congresso Nacional. A opinião, fruto da quantidade de projetos que tramitam nas duas casas do Legislativo brasileiro, foi tema do pronunciamento do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e de todos os parlamentares e artistas que participaram do Ato Cultural em prol da mobilização Vota Cultura que foi realizado na tarde dessa quarta-feira, 4 de novembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Além do ministro, o evento reuniu vários parlamentares como a deputada e presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Maria do Rosário (PT-RS), o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, a secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Jandira Feghali, o presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Daniel Sant’Ana, além de artistas como Chico César, Nando Cordel e Falcão.

“Hoje é um dia de muita felicidade para todos nós pois vemos que o parlamento brasileiro resolveu ficar à frente do processo de institucionalização da Cultura brasileira”, afirmou o ministro que considera importante o diálogo com o Legislativo para que a Cultura seja alçada ao lugar que lhe é de direito.

Ferreira lembrou ainda que a participação do Congresso Nacional é fundamental para o trabalho do Ministério da Cultura de fomento à toda diversidade cultural do Brasil. “Quando chegamos, em 2003, o ministério funcionava como um balcão de distribuição de recurso e isso precisa mudar, para tanto, contamos com o trabalho dos deputados e senadores”. Segundo o ministro, o projeto de Reforma da Lei Rouanet, irá reparar as deformações provocadas pelo fato de o mecanismo de renúncia ser a principal forma de fomento cultural.

Jandira Feghali disse que o Ato Cultural significou uma comunhão de esforços importante para as ações empreendidas até hoje mas é preciso avançar ainda mais. “Esse encontro marca o reconhecimento que o aspecto cultural tem na vida das pessoas, mas é preciso que todos os projetos que tramitam no Congresso sejam aprovados, não basta que essas aprovações se dêem apenas nas comissões”, afirmou.

Entre os presentes à cerimônia era visível a espectativa da inclusão da Cultura no fundo financeiro do Pré-Sal. Sobre o assunto o secretário de Cultura de João Pessoa, o músico Chico César, afirmou que o Fundo do Pré-Sal “veio para adocicar a vida cultural brasileira e dos artistas nacionais”.

Audiovisual

Durante a solenidade na Câmara dos Deputados houve o lançamento do projeto Cinema da Cidade, para criação de salas de cinema em cidades com população entre 20 e 100 mil. A deputada Maria do Rosário destacou a importância da ação. “Na minha infância o cinema era a porta de entrada para o mundo, como uma janela. Precisamos resgatar esse aspecto nas pequenas cidades e dar essa oportunidade a seus moradores”.

“Estamos muito bem no que diz respeito a investimentos na produção cinematográfica. O Brasil produz em média cem filmes por ano, mas é preciso mostrar essa produção, continuamos reféns das grandes distribuidoras internacionais, isso precisa mudar. É preciso que o público veja toda nossa diversidade nas telas e para isso o aumento das salas de cinema é fundamental”, ressaltou o ministro Juca Ferreira sobre o projeto que ajudará o cinema nacional.

Também falou da compra de toda produção das extintas produtoras nacionais Atlântida e Vera Cruz pelo Ministério da Cultura. Segundo ele, essas aquisições proporcionará a disponibilização de uma parte rica da história do cinema nacional contribuindo com a preservação da memória do país.

Cinema da Cidade – O projeto faz parte do Programa de Expansão do Parque Exibidor de Cinema articulado pela Agência Nacional do Cinema do Ministério da Cultura, para estimular a instalação de salas em cidades e zonas urbanas desprovidas ou mal atendidas por esse serviço, com o objetivo de diversificar, descentralizar e expandir a possibilidade de acesso ao cinema. O programa abrange ações de financiamento, investimento e desoneração tributária. A meta é financiar, por meio de emenda parlamentar e através de convênio com as prefeituras, a construção ou recuperação de complexos de exibição em cidades de pequeno e médio porte que não contam com esse serviço. Saiba mais.

(Texto: Marcos Agostinho)
(Fotos: Rafael de Oliveira)

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Editais do MinC: Seleções Públicas

Seleções Públicas
Confira os Editais do MinC que encerram os prazos para inscrições neste mês de agosto

 

O Ministério da Cultura e suas instituições vinculadas apoiam, por meio de editais de seleção pública, projetos e iniciativas culturais. Até o final deste mês de agosto estão abertas as inscrições para diversos processos seletivos. Confira os concursos e premiações, conforme o segmento cultural:

Diversidade Cultural

  • Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade – Edição Austregésilo Carrano – Voltado para destacar iniciativas que relacionam Cultura à Saúde Mental. Inscrições prorrogadas até 27 de agosto. Saiba mais.
  • Prêmio Culturas Populares 2009 – Mestra Dona Izabel – Premia a atuação exemplar de mestres e de grupos/comunidades praticantes de expressões da cultura popular brasileira em duas categorias: Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres; e Grupos e Comunidades Tradicionais. Inscrições até 28 de agosto. Saiba mais.

Artes Integradas

  • Microprojetos Mais Cultura Minas Gerais – Tem como finalidade fomentar e incentivar artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais por meio de financiamento não reembolsável de microprojetos culturais na região do semiárido brasileiro. Inscrições até o dia 7. Saiba mais.
  • Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2009 – A Funarte, em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani, viabiliza projetos de grupos, companhias, trupes e artistas independentes que busquem, em apresentações de rua, um novo significado para o espaço público.  Inscrições até 7 de agosto. Saiba mais.
  • Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre Conteúdos Artísticos em Mídias Digitais /Internet – Cria condições materiais para que pesquisadores, teóricos, artistas e estudantes possam se dedicar à produção de conhecimento crítico sobre a atual arte brasileira e sua relação com as tecnologias digitais. Inscrições até 13 de agosto. Saiba mais.
  • Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural – Apoio financeiro para custeio de transporte para viagens em novembro. Inscrições até o dia 31. Saiba mais.

Audiovisual

  • DOCTV América Latina – Visa estimular e fortalecer o intercâmbio cultural e econômico entre os povos latino-americanos, implantar políticas públicas integradas de fomento à produção e teledifusão de documentários nos países da região e difundir a produção cultural desses países no mercado mundial. Inscrições até 7 de agosto. Saiba mais.
  • 2º Edital de Co-produção Brasil-Galícia – ANCINE – Concede apoio financeiro a um projeto de produção de obra cinematográfica independente de longa-metragem, no gênero ficção e/ou animação, cujas filmagens não tenham sido iniciadas. O projeto deve ser realizado conjuntamente por empresa produtora brasileira e empresa produtora galega, sendo possível a participação de um coprodutor de um terceiro país que não o Brasil ou a Espanha. Inscrições até 17 de agosto. Saiba mais.

Educação e Cidadania

  • Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2009 – Oferece a artistas de diversos segmentos a possibilidade de desenvolver projetos integrados a ações de Pontos de Cultura de todo o país. Inscrições até o dia 13. Saiba mais.
  • Edital de Seleção para Pontos de Cultura do Estado de São Paulo – Concessão de apoio na forma de prêmio, por meio de repasse de recursos financeiros do Programa Mais Cultura – Pontos de Cultura, para projetos culturais que desenvolvam ações continuadas em pelo menos uma das áreas de Culturas Populares, Grupos Étnico-Culturais, Patrimônio Material, Audiovisual e Radiodifusão, Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural, Pensamento e Memória, Expressões Artísticas, e/ou Ações Transversais. Inscrição até 24 de agosto. Saiba mais.
  • Edital de Seleção para Pontos de Cultura de Curitiba – Apoio projetos de instituições da sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter cultural ou com histórico de atividades culturais, cujo trabalho contribua para a inclusão social e a construção da cidadania. Inscrições até o dia 28. Saiba mais.
  • Bolsa Agente Escola Viva 2009 – Iniciativa para apoiar projetos pedagógicos que integrem Cultura e Educação e visem contribuir para um sistema de ensino com melhor qualidade. Inscrições até 28 de agosto. Saiba mais.

Literatura

  • Bolsa Funarte de Criação Literária – Objetiva fomentar a produção de textos literários inéditos nos gêneros lírico e narrativo. Serão contemplados 10 autores brasileiros, dois de cada região do país. Inscrições até 13 de agosto. Saiba mais.

(Comunicação Social/MinC)

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Olodum é atração na Serra da Barriga

Banda baiana se apresenta domingo, 19 de abril

Dando sequência ao projeto sociocultural Parque Memorial Zumbi dos Palmares, a banda Olodum, de Salvador (BA), será a grande atração de domingo, 19, na Serra da Barriga. Várias atrações de renome nacional já se apresentaram no palco armado no topo da Serra, a exemplo de Jorge Aragão, Luiz Melodia, Tribo de Jah, AfroReggae, Rappin Hood, entre outros. O projeto é realizado por meio de uma parceria da Fundação Sônia Ivar com a Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de União dos Palmares e contribuição do Comitê Gestor do Parque Memorial. O show tem previsão para começar às 15 horas, mas antes acontecem apresentações de grupos de capoeira e de bandas locais. A apresentação da banda Olodum encerra a primeira fase do projeto na parte de shows, que deverá ser retomado em novembro, em função das chuvas que castigam a região nesse período.

O público-alvo do projeto são estudantes de escolas públicas municipais e estaduais de Alagoas; profissionais da área da educação formal e não-formal, diretores e coordenadores da rede estadual e municipal de ensino; representantes da sociedade civil, artistas e movimento negro; comunidade de União dos Palmares e sociedade em geral. Além da parte de shows, diversos projetos socioeducativos estão sendo desenvolvidos pela parceria da Fundação Sônia Ivar e Fundação Cultural Palmares em União dos Palmares.
 

Origem da banda

Em 1979, um grupo de amigos do Maciel-Pelourinho – Centro Histórico de Salvador – criou o Bloco Olodum, que mais tarde se tornaria uma das mais importantes expressões da música mundial. Eles não sabiam, mas aquele bloco daria origem à maior banda de percussão do planeta. Quem desejar que se arrisque a citar outra. Graças a mestre Neguinho do Samba foi criado um novo ritmo, o samba-reggae. A música Faraó: “Ê Faraó, ê Faraó/ Que Mara mara mara, maravilha ê/ Egito Egito ê” transformou os foliões de Salvador em profundos conhecedores da cultura egípcia, que era cantada em verso e prosa, nas ruas e becos da cidade.
 
Atualmente, com 22 anos de carreira (o grupo Olodum tem 30 anos), a banda Olodum é composta por 18 músicos (dois cantores, dez percussionistas, três metais, um guitarrista, um tecladista e um baixista). À frente dessa turma estão Lucas Di Fiori e Nadjane Souza, que dividem os vocais. A banda Olodum já gravou 15 CD, dois DVD e quatro coletâneas. Gravou especialmente com artistas nacionais e internacionais, como Simone, Gal Costa, Ney Matogrosso, Jimmy Cliff, Sadao Watanabbe, Paul Simon e Michael Jackson, entre outros. Já excursionou por mais de 35 países no mundo e há 20 anos excursiona religiosamente pela Europa. Na opinião da critica especializada internacional, a banda Olodum é quem melhor representa o Brasil no exterior.
 
A Banda está finalizando os acertos com o seu agente na Europa, para a partir de julho, excursionar mais uma vez pelo velho continente. Provavelmente por isso, a Banda já se apresentou oficialmente na programação musical das três últimas copas do mundo e está convidada para participar da programação de abertura da próxima, na África do Sul.

Assistir ao show da banda Olodum é uma experiência singular, sentir a vibração do samba-reggae e receber o axé dos tambores afro-baianos de inspiração pan-africana é a receita ideal perfeita para um grande evento. A banda Olodum inspirou a formação de vários grupos em Maceió e em União dos Palmares, onde se apresenta, mas também no Rio de Janeiro, como é o caso do AfroReggae, e em outros estados e países.

A Banda promete realizar um show inesquecível e preparou uma grande surpresa para os alagoanos.

* Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
Jacqueline Freitas – jacqueline.freitas@palmares.gov.br
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Artistas de Cuiabá realizam troca de conhecimentos através do Intercâmbio

Ao completar 290 anos de história, Cuiabá continua sendo celeiro de grandes artistas. Pensando na valorização de cada um deles, as ações da Secretaria de Cultura buscam dar apoio nas mais diferentes áreas e locais de atuação. Um exemplo é o Programa de Intercâmbio Cultural, que já firmou parceria com artistas renomados ou aqueles que ainda são desconhecidos do grande público. A SEC busca através do programa, expandir o número de artistas atendidos através da parceria, agregando artistas da capital e do interior do estado, fomentando dessa fora a troca de conhecimentos.

A professora de dança Afro Célia da Silva Santos, de Cuiabá, ministrou a Caravana Cultural do Gueto, no município de Matupá e Peixoto de Azevedo, em Fevereiro de 2009. Seu projeto foi aprovado pelo edital do Programa de Intercâmbio Cultural em 2008. Sua caravana ministrou várias oficinas, como a Capoeira, apresentação de dança Afro. A Caravana também apresentou uma explanação sobre a cultura afro-brasileira. “Antes o artista não tinha o acesso ao incentivo cultural, temos nossos trabalhos, mas para expandi-los para outras regiões era difícil. Hoje com o Edital de Intercâmbio, os artistas têm a possibilidade de iniciar seus projetos. O bom é que podemos levar para outros municípios a intensidade e o prestígio de poder participar em oficinas de qualidade e de forma gratuita. Para nós artistas é mais fácil quando alguém nos apoia. É uma forma de acreditar em nosso potencial com o incentivo.”, relata Célia da Silva.

O Fotógrafo Wieslaw Jan Syposa ministrou em 2008 duas oficinas na área de fotografia, uma de Photo Shop e outra de fotografia. O fotógrafo teve sua proposta aprovada e recebeu o incentivo do Programa de Intercâmbio Cultural. “A oportunidade que o artista tem ao ter sua proposta aprovada é de suma importância para o desenvolvimento de seu trabalho. Até serem reconhecidos profissionalmente os artistas encontram pelos caminhos várias barreiras, nem sempre é fácil. Às vezes precisamos de apoio e o edital de intercambio da SEC oportuniza a todos a chance de iniciar e repassar os nossos conhecimentos para as outras pessoas”, disse o fotógrafo.

Outro artista que também recebeu o apoio do Intercâmbio Cultural foi o ator, professor e escritor Luiz Carlos Ribeiro. Luiz Carlos, filho da capital mato-grossense, ministrou uma oficina de dramaturgia e palestra no município de Tangará da Serra. De acordo com Luiz Carlos, o primeiro módulo aconteceu em junho de 2008 e o segundo módulo aconteceu em janeiro de 2009. Durante a oficina de Dramaturgia e palestra foram repassadas informações sobre direção, produção, e interpretação em peças teatrais.

Nas palestras foram abordados vários temas sobre dramaturgia, como a obtenção de uma respiração equilibrada durante a encenação. “É fantástica a oportunidade que todos os artistas têm ao se inscreverem em um edital completo como ao do Intercâmbio Cultural. Além de aproximar a classe dos artistas da sociedade desfavorecida de cultura, ainda nos ajuda com o incentivo”, disse Luiz Carlos.

De acordo com Luiz Carlos, trabalhar com o interior é muito contagiante. “Percebo que as pessoas que moram longe da capital, sentem a necessidade do incentivo cultural em seus municípios. Percebo a valorização do meu trabalho, nos olhares brilhantes das pessoas que participam”. Ele salienta que a intenção de sua oficina é preparar as pessoas para estarem aptas no palco, desde a direção à apresentação.“Como artista, analiso que a Cultura do Estado hoje valoriza seus artistas de maneira igual e justa com todos, disponibilizando os editais. Com tudo isso, a valorização cultural cresce com o apoio que recebemos, basta apenas nos inscrever e participar”, reforça.

Em 2008 foram aprovados 182 projetos. A Coordenadoria de ações artístico-culturais de SEC atendeu desde 2008 a 2009, um percentual de 80% dos municípios do Estado. Dentre as grandes ações que a SEC viabilizou em 2008, os artistas tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos em ações como a 4º Diversidade Cultural, Leitura na Praça e na realização de oficinas no ateliê livre localizado no Palácio da Instrução em Cuiabá.
 
http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=294636