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Mestre de Guarapuava produz filme sobre história da capoeira

Autor de vários projetos sociais no município, Ceará aparece entre capoeiristas do mundo todo contando a trajetória do esporte. Lançamento do festival cinematográfico acontece no Cine XV, neste domingo, mas a mostra será levada a vários Estados do país

O capoeirista Francisco Aloísio Teixeira Filho, conhecido como Mestre Ceará, deve colocar o município de Guarapuava, mais uma vez, no cenário internacional do esporte. Líder da Companhia Volta ao Mundo, ele ajudou a produzir um filme que vai contar a história da arte brasileira, além de relatar a trajetória dos nomes que atravessaram fronteiras para espalhar a modalidade a vários países.

O filme “Capoeira: a Arte que Encantou o Mundo” será exibido em primeira mão na cidade de Guarapuava, às 8h30 deste domingo, 9, no Cine XV. O festival cinematográfico, no entanto, será lançado já na sexta, 7, com batizados, troca de cordas e cursos na Escola Estadual Newton Felipe Albach, a partir das 15h. A organização é dos capoeiristas “Banin”, “Trilips”, Hait, Eddy e Bombom.

Durante o longa, são mostrados shows de capoeira em países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha e Japão, além de projetos desenvolvidos no mesmo local por mestres brasileiros. Como já ministrou aulas e cursos em várias partes da Europa (Polônia, Bielorrússia, Bélgica, França e Suíça, entre outras), Ceará também aparece mostrando a expansão do esporte e da arte.

Ceará é fundador da companhia Volta ao Mundo e vem ajudando crianças e adolescentes da região com projetos sociais. No ano passado, foi reconhecido por uma instituição nacional pelo trabalho realizado com pessoas com deficiências físicas e mentais. O mestre realiza aulas em escolas públicas e na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), entre outras instituições.

Em Guarapuava há quase uma década, Ceará já promoveu grandes eventos no município. O último deles, o Circuito Internacional e Jogos Abertos de Capoeira, aconteceu em junho.

O capoeirista iniciou a carreira aos nove anos de idade, em Fortaleza (CE) e, apesar dos problemas de saúde que teve na infância, se tornou um dos grandes nomes da arte no país. Ele cita como seus “formadores” os mestres Jair Correia (Grupo Marabaiano- Fortaleza), Antonio Carlos de Menezes (Muzenza-Curitiba) e Jamil Raimundo (Museu-Belo Horizonte).

 

Diário de Guarapuava

http://www.diariodeguarapuava.com.br

10º Batizado de Capoeira e Formatura Companhia Pernas Pro Ar

Na semana da Consciência Negra:

Nos dias 18 a 21 de novembro de 2010 a Associação Cultural Companhia Pernas Pro Ar (CPPA) realizará  nas cidades de Belo Horizonte e Pedro Leopoldo, o 10º Batizado e Troca de Cordas e Formatura.

O evento organizado pelo Contra-Mestre Boca de Peixe (Danny Lopes) tem como objetivo realizar um encontro esportivo-cultural, comemorar os dez anos da Associação e celebrar a semana da Consciência Negra. Além dos capoeiristas de Belo Horizonte, o evento receberá convidados de outras cidades e estados; e como convidado especial, o Contra Mestre Porquinho da Alemanha.

Participarão do 10º Batizado e Troca de Cordas cerca de 400 crianças e adolescentes de vários projetos sociais: Projeto Jabuti e Ação Social Paula Francinette de Belo Horizonte, Projeto Vem Ser e Educação com Arte de Pedro Leopoldo.

A programação conta com Festival de musicas, exposição de fotos dos 10 anos da CPPA, exibição de vídeos,

workshops de capoeira, Batizado, Troca de cordas e Formatura. O grande atrativo do evento é a formatura do Contra Mestre Boca de Peixe como Mestre e do Instrutor Jabuti como Professor.

Mais informações pelo site www.cppa.com.br ou twitter @Boletim_CPPA.

 

A Associação Cultural Companhia Pernas Pro Ar

A Associação Cultural Companhia Pernas pro Ar foi fundada em 24 de março de 2000, pelos Contra-Mestres Boca de Peixe (Danny Alexandro Lopes de Oliveira) – graduado em Educação Física pelo UNI-BH e pós-graduado em Ed. Física Escolar pela UGF, e Porquinho (Nayro Ângelo Lopes de Oliveira) – residente em Köln (Alemanha) desde 1997, onde desenvolve um importante papel na divulgação da cultura Brasileira.

No Brasil, está presente em Belo Horizonte, Pedro Leopoldo, Confins, Sete Lagoas, Mateus Leme, Matozinhos e São João Del Rei. No exterior, está presente na Alemanha, Polônia, Grécia, Síria e Bulgária.

Curitiba: Bonecos encantados

Premiada Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, apresenta hoje no Calil Haddad o espetáculo “Encanta Brasil”, que apresenta diversidade cultural brasileira através do teatro de bonecos

Hoje a noite será de capoeira no Calil Haddad. “Capoeira me mandou dizer que já chegou, chegou para lutar”, como cantava Vinícius. Não haverá, porém, capoeiristas no palco italiano do teatro, mas bonecos – os bonecos premiados da Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, que apresentam em Maringá o espetáculo “Encanta Brasil”.

A capoeira é uma das manifestações culturais que os bonecos retratam, ao lado do forró, do frevo, das músicas de ciranda, dos folguedos do boi,entre outras manifestações artísticas, para retratar a diversidade cultural brasileira.

O espetáculo da noite de hoje, é beneficente e terá arrecadação de alimentos destinada à Provopar. O grupo realizou outras cinco apresentações de “Encanta Brasil ”em Maringá ontem e hoje, voltadas exclusivamente para alunos do Colégio Positivo (o espetáculo, que está em turnê nacional, é patrocinado pela Editora Positivo”.

Em “Encanta Brasil”, a Cia. Manoel Kobachuk utiliza as técnicas de manipulação de bonecos de fios, de luva, projeção em sombra e manipulação aparente, em que os bonecos interagem com quatro atores . “A peça é um passeio musical pelo Brasil, que começa pela África, passa pelos indígenas, o Carnaval … enfim, é um recorte de várias regiões e músicas brasileiras”, explica a produtora Neiva Figueiredo, citando entre Luiz Gonzaga, Milton Nascimento e o fandango paranaense entre os autores e ritmos que serão apresentados no “Encanta Brasil”.

História e tradição

Com mais de 30 anos de estrada, a Cia. Manoel Kobachuk já produziu mais de 20 espetáculos de teatro de bonecos, dos quais 14 ainda permanecem no repertório da companhia, como “Pluft, o fantasminha”, “Respeitável Público” e “Tainahakã” – estes dois últimos, em 2000 e 2003, foram apresentados no Brasil, Portugal, Espanha e Itália.

A companhia trabalha com diversas técnicas de teatro de bonecos, realizando produções tanto para o público adulto quanto para o infantil. Com seus espetáculos, o grupo já conquistou prêmios como dois troféus Mambembe, oito Gralha Azul, troféu Talento do Paraná e três prêmios MEC.

A Cia. Manoel Kobachuk também realiza um trabalho de formação de bonequeiros e é um polo de pesquisa e produção, com criação de espetáculos, exposição de acervos, edição de boletins especializados, cursos, oficinas, desenvolvimento de literatura dirigida, admissão de estagiários de todo o território brasileiro e de países europeus.


Por quilo

“Encanta Brasil”, com a Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba.
Hoje, às 20h, no Teatro Calil Haddad.
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível.

Fábio Massalli – http://www.odiariomaringa.com.br
massalli@odiariomaringa.com.br

II Circuito Mineiro de Capoeira Companhia Pernas Pro Ar

As cidades de Belo Horizonte, Confins, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas recebem, entre 2 e 6 de dezembro o II Circuito Mineiro de Capoeira Companhia Pernas Pro Ar.

O evento organizado pelo Contra-Mestre Boca de Peixe (Danny Lopes) tem como objetivo realizar um encontro esportivo-cultural entre os capoeiristas de Belo Horizonte e região, além de promover a arte da capoeira, que recentemente foi tombada como Patrimônio Histórico-Cultural Brasileiro.

O evento compreenderá Batizado e Troca de Cordas, workshops e rodas de capoeira. Além dos mais de 300 alunos participantes, o evento contará com a participação de outros capoeiristas da região, de mestres e de professores convidados.

Serviço

Evento: II Circuito Mineiro de Capoeira Companhia Pernas Pro Ar

Data: 02 a 06 de Dezembro de 2009

Local: Belo Horizonte, Confins, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas.

 

A Associação Cultural Companhia Pernas pro Ar

A Associação Cultural Companhia Pernas pro Ar foi fundada em 24 de março de 2000, pelos Contra-Mestres Boca de Peixe (Danny Alexandro Lopes de Oliveira) – graduado em Educação Física pelo UNI-BH e pós-graduando em Ed. Física Escolar pela UGF, e Porquinho (Nayro Ângelo Lopes de Oliveira) – residente em Köln (Alemanha) desde 1997, onde desenvolve um importante papel na divulgação da cultura Brasileira.

Ambos, com mais de vinte anos de prática, possuem ampla vivência na capoeira. O grupo tem como filosofia de trabalho a formação de valores humanos e éticos baseados no respeito, na socialização e na liberdade, utilizando a capoeira como um poderoso meio artístico, cultural e pedagógico para a disseminação e a valorização da cultura afro-brasileira.

No Brasil, está presente em Belo Horizonte, Pedro Leopoldo, Confins, Sete Lagoas, Mateus Leme e São João Del Rey. No exterior, está presente na Alemanha, Polônia, Síria e Bulgária. Atualmente, seus integrantes totalizam cerca de 400 alunos no Brasil e 700 alunos no exterior.

A Associação Cultural Companhia Pernas pro Ar tem como objetivos desenvolver, disseminar, estudar e jogar a capoeira. Para isto nos propusemos a desenvolver um exercício de cidadania culturalizadora, tendo como referência as diversas manifestações que constituem a cultura da capoeira. Está envolvida em projetos sociais, oportunizando a capoeira a crianças e adolescentes carentes.

Buscando a cada dia trabalhar baseado em alguns diferenciais dentro e fora da capoeira (tais como companheirismo, socialização, diversão e pesquisa), realizamos eventos voltados para a socialização e integração dos nossos componentes, além de termos implantado, em 2009, o Boletim Eletrônico CPPA, que oferece mensalmente à comunidade capoeirista, informações sobre o grupo e a capoeira em geral, e o Grupo de Estudos CPPA, que realiza encontros mensais para estudar e discutir trabalhos já publicados, e realizar pesquisas sobre a capoeira e todo o seu universo cultural.

Com isto, sempre guardando e recordando os nossos objetivos, vamos sustentando e aprofundando uma proposta de vida mais justa para nós e aqueles que convivem ao nosso lado.

Atenciosamente,
Contra-Mestre Boca de Peixe

Informações

Priscila Soares de Paiva C Moreira
pripaiva@gmail.com
(31) 8813-3352

Acesse o site: http://www.cppa.com.br/

Terreiro realiza Maratona de Capoeira em Guadalajara

Capoeiristas brasileiros e mexicanos participam de um importante intercâmbio cultural e esportivo, que acontece de 15 a 25 de novembro, no México. É a tradicional Maratona 13 Horas de Capoeira México, evento promovido pela Companhia Terreiro, com o apoio da Universidade de Guadalajara. A Terreiro foi fundada e é presidida por Reginaldo Silveira da Costa, Mestre Skysito, e há 13 anos atua no México.

Entre os convidados da Maratona estão o Mestre Tambor, de Tocantins e capoeiristas dos grupos Abadá e Raízes do Brasil. Como representante deste site, provavelmente estarei no evento, fazendo a cobertura on-line da programação, que inclui oficinas, curso de percussão e o tradicional batismo. E farei o lançamento dos meus livros “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira”.

A unidade mexicana da Terreiro é sediada em Guadalajara, cidade que ficou famosa no Brasil, por sediar a final da copa de 1970, quando a seleção Canarinho foi tricampeã. Hoje, é a ginga da capoeira que faz a terra vibrar na cidade que abriga o famoso Estádio Jalisco.

A coordenação do núcleo de capoeira do Terreiro no México está a cargo do professor Ganso, que deixou o seu Tocantins, para ensinar capoeira na terra de maias e astecas. A Companhia Terreiro tem núcleos de atuação, também, em vários estados brasileiros e em países como Angola, Alemanha e Irlanda.

Informações:

Mestre Skysito (Brasil)
e Instrutor Ganso gansocapoeira@hotmail.com (México)

INSTITUTO TERREIRO

Sede: SHGN 712 bloco L apt. 203, Brasília, Brasil

Telefone: 0055 (61) 9211 0147

Maranhão, terra Mandinga

Mandinga (ou mandinka) refere-se a uma língua, uma região e um legado cultural. Hoje, vários dialetos Mandinga são falados por quase um milhão de pessoas na Guiné-Bisssau, no Senegal e na Gâmbia. A herança cultural remonta ao Império do Mali, um dos mais antigos grandes Estados no Ocidente Africano, que existiu entre aproximadamente 1200 e 1465……
Universidade de Essex, na Inglaterra
 
A etnicidade dos escravos africanos e de seus descendentes nas Américas é um tema amplo, complexo e polêmico. Amplo devido ao volume do tráfico negreiro (ao redor de 14 a 15 milhões, segundo os cálculos mais recentes) e à multiplicidade dos grupos étnicos deportados para as Américas. Complexo porque a etnicidade dos escravos e de seus descendentes crioulos, longe de constituir identidades imutáveis e fixas, foi submetida a processos constantes de re-elaboração dos dois lados do Atlântico. Assunto polêmico, finalmente, porque essas identidades constituem, até hoje, referências importantes na vida dos afro-descendentes e nas culturas do "Atlântico Negro".
 
A intenção deste artigo é tentar contribuir com o debate em torno das etnicidades afro-maranhenses, procurando resgatar a importância da cultura Mandinga, que, ao meu ver, foi até agora bastante desdenhada tanto por estudiosos quanto pela comunidade afro-maranhense. Inicio com alguns comentários introdutórios a respeito das "nações" e do tráfico negreiro para, em seguida, apresentar as primeiras evidências que demostram que o Maranhão é, talvez, mais do que qualquer outro estado brasileiro, uma terra Mandinga.
 
Mesmo constituindo consenso entre estudiosos, não é ainda bem divulgada entre o público mais amplo o fato que as "nações" africanas no Novo Mundo não derivaram necessariamente de "tribos" africanas de contornos bem definidos, mas, muitas vezes, das vicissitudes do tráfico, do interesse comercial dos negreiros e das necessidades dos cativos de reinventar uma identidade. As ‘nações’ podiam resultar, dessa maneira, do nome de uma entidade política (um reino), de uma língua comum a vários grupos étnicos ou simplesmente de um porto de embarque no litoral africano. A "nação" Angola, por exemplo, tem sua origem no porto e feitoria de Luanda, capital do reino de Angola, onde eram embarcados escravos procedentes das diferentes etnias e estados ao redor dessa colônia portuguesa. Como compartilhavam uma base cultural e lingüística comum, os Angolas, como os Cabinda e os Benguela, acabaram constituindo uma "nação" no Brasil. Mas trata-se de uma etnicidade nova, colonial.
 
Igualmente complicado e polissêmico é o significado do termo Mina. O termo deriva da feitoria e forte de El-Mina, no atual Ghana. Negros Minas eram todos os escravos embarcados nesse porto, independentemente de sua real origem étnica. Podia incluir negros oriundos de centenas de quilômetro mais ao Leste, do litoral da atual Nigéria e do Benin, como também de regiões situadas mais ao interior, incluindo a zona subsaariana do Sahel, residência dos fulas e peuls.
 
Não é de se estranhar, portanto, que estudiosos que trataram do assunto tenham incluído, debaixo do termo genérico Mina, grupos étnicos na circunferência do famigerado forte. Nina Rodrigues foi o primeiro a sugerir que muitos negros Mina fossem originários dos reinos Fanti e Ashanti, no atual Ghana, devido à sua proximidade geográfica.( Nina Rodrigues, Os africanos no Brasil, 5. ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977, p. 147.) Nisso foi seguido por Artur Ramos, que dedicou uma seção aos ‘Fanti-Ashanti’ na sua discussão das culturas negras no Brasil, apesar de constatar que da cultura espiritual e material dos Fanti-Ashanti "nada ficou entre nós", com a exceção do termo Bosum.( Artur Ramos, As culturas negras no Novo Mundo, 4. ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1979, p. 209. )
 
Pesquisas mais recentes, no entanto, têm questionado essa asserção. Segundo Maria Inês Cortes de Oliveira, os portugueses, quando senhores de El-Mina, decidiram não vender negros desse litoral nem 10 milhas para o interior:
 
"Como posteriormente a Costa de Ouro passou sucessivamente para o controle dos holandeses e ingleses, a importação de cativos de origem Fanti e Ashanti ficou fora do raio de ação do tráfico português e brasileiro, que continuava a ser feito nos portos da Costa a Sotavento da Mina. Esses fatos mostram que, pelo menos desde o início do século XVII e durante o século XVIII, havia razões de sobra para que as populações da Costa do Ouro não fizessem parte dos contingentes africanos transferidos para o Brasil. O que podemos concluir é que o embarque de cativos dessa procedência, nos portos da Costa do Leste, se existiu, foi em tão pequena quantidade que nesse fato residiria a explicação dos pequenos vestígios que ficaram de sua passagem".( Oliveira, M. Inês Cortes de, "Quem eram os ‘negros da Guiné’? A origem dos africanos na Bahia". Afro-Ásia, no. 19-20, 37-74, 1997, aqui p. 62-63.)
 
Essa pequena revisão de dois autores clássicos dos estudos afro-brasileiros poderia não ter maiores conseqüências. Acontece, porém, que essa idéia sugerida por estudiosos, ou seja, de que numerosos escravos de procedência Fanti e Ashanti teriam desembarcado nas praias brasileiras e trazido com eles suas crenças e culturas, encantou líderes de comunidades religiosas influentes e passou a integrar um processo poderoso de reinvenção das tradições no Maranhão. Em São Luís, o terreiro Fanti-Ashanti, do Pai Euclides, é uma referência fundamental no universo do Tambor de Mina e do Candomblé do Maranhão, de maneira que podemos considerar Fanti-Ashanti uma "nação" afro-maranhense. Esse exemplo mostra como a cultura popular e a pesquisa acadêmica entretêm relações de influência mútuas, que vão além da simples dicotomia objeto de estudo – pesquisador.
 
Mas o que nos dizem as fontes históricas a respeito das etnias dos escravos maranhenses? Uma série de pesquisas monográficas, realizadas nas últimas décadas, contribuiu para um conhecimento mais preciso sobre o tráfico transatlântico de escravos.( Para uma síntese recente, ver Klein, Herbert S., The Transatlantic Slave Trade, Cambridge, Cambridge University Press, 1999. ) Esses estudos analisaram a organização do tráfico, as sociedades africanas, a viagem dos tumbeiros (o "middle passage") e o impacto do tráfico do lado americano. Tais estudos acabaram renovando a visão que tínhamos desse comércio. Mostram, por exemplo, que os traficantes europeus não eram todo-poderosos nas suas transações no litoral africano, mas tinham que negociar de maneira permanente com os reis e chefes africanos as condições do comércio e da aquisição de escravos. Estes não se contentavam com algumas bugigangas de pouco valor, mas exigiam produtos sofisticados como, por exemplo, armas, ferro produzido na Suécia ou tecidos da Índia.( Klein, Atlantic Slave Trade, p. 86-87; Thornton, John, Africa and Africans in the Making of the Atlantic World, 1400-1680, Cambridge, Cambridge University Press, 1992, p. 57-71.) Os europeus não estavam em condições de impor nem o sexo nem a idade dos cativos que adquiriram. Assim, a razão principal pela qual a maioria dos escravos deportados para as Américas era de sexo masculino reside não na procura do lado americano, como foi freqüentemente afirmado, mas na oferta do lado africano.
 
Infelizmente, o tráfico de escravos para o Maranhão não foi ainda objeto de maior atenção, com a exceção dos trabalhos de Manuel Dias e Antônio Carreira sobre o período da Companhia de Comércio.( Dias, Manuel Nunes, A Companhia Geral do Grão Pará e Maranhão, 1755-1778, Belém, Universidade Federal do Pará, 1970; Carreira, Antônio, As Companhias Pombalinas de Grão-Pará e Maranhão e Pernambuco e Paraíba. Porto, Editorial Presença, 1983. Ver também MacLachlan, Colin M., "African Slave Trade and Economic Development in Amazônia, 1700-1800", In: Toplin, R. B. (ed.), Slavery and Race Relations in Latin America. Westport, p. 112-145, 1974.) Destarte, apesar do Maranhão ser a quinta província escravista na época da Independência – depois da Bahia, Minas, Rio de Janeiro e Pernambuco -, onde residiam então 8,9 % de todos os escravos no Brasil, não foi realizado, ainda, nenhum estudo monográfico sobre o tráfico de escravos para essa região. Tampouco há estatísticas fidedignas para todo o período do tráfico.( É significativo a este respeito que a compilação recente de Eltis, David, et. al., The Transatlantic Slave Trade. A Database on CD-Rom (Cambridge University Press, 1999) não contém nenhum dado sobre o tráfico negreiro para o Maranhão do período 1779-1818.) Além dos referidos estudos sobre a Companhia, existem somente estatísticas contemporâneas para os anos 1812-1828, repetidas ad infinitum pelos historiadores subseqüentes. Juntando as estatísticas e estimativas disponíveis, cheguei ao número global de 114.000 africanos deportados para o Maranhão.( Ver Matthias Röhrig Assunção, Pflanzer, Sklaven und Kleinbauern in der brasilianischen Provinz Maranhão, 1800-1850, Frankfurt, Vervuert, 1993, pp. 78-80.) Como esses dados não levam em consideração o tráfico clandestino e o tráfico por terra vindo da Bahia, é possível que esse número tenha chegado a 140 mil.
 
Em relação às origens étnicas, as melhores informações são da época da Companhia de Comércio do Maranhão e Grão Pará, que gozava de um monopólio real de comércio não somente no Norte do Brasil, mas também nos rios da Guiné. Esse monopólio estava longe de ser absoluto, pois o título "Senhor de Guiné", que o rei português ostentava, não significava um domínio português de fato sobre a região.(Carreira, António, Os portugueses nos rios de Guiné, 1500-1900. Lisboa: Litografia Tejo, 1984, p. 61, 63. Ver também McLachlan, "African Slave Trade", p. 120.) A Companhia pagava um tributo no valor de um conto por ano aos soberanos de Cacheu e Bissau para que estes permitissem o funcionamento de feitorias na área.( Carreira, Os portuguêses, p. 30.)
 
Em Angola, pelo contrário, a Companhia era obrigada a competir com outros negreiros portugueses ou mesmo de outras nações. Miller estima que a Companhia não embarcou mais de 8.000 escravos angolanos durante o período inteiro de sua atividade nessa região, de 1756 a 1782.( Miller Joseph C., Way of Death. Merchant Capitalism and the Angolan Slave Trade, 1730-1830. London: J. Currey, 1988, p. 574.) Como resultado, a grande maioria dos escravos levados para o Maranhão nos porões dos navios da Companhia durante o período 1757-1777 provinham da Guiné: 44 % deles foram embarcados em Cacheu, 43% em Bissau, e apenas 12% em Angola.( Dias, Fomento, I, p. 468.) Nos anos subseqüentes ainda foi significativo o número de escravos vindos dos rios da Guiné para o Maranhão e Pará. Entre 1788 e 1801, ainda foram embarcados 17.691 escravos de Cacheu e Bissau para esses dois destinos.( Carreira, Os portuguêses, p. 37, 67.) Esses números referem-se aos escravos embarcados, não aos que chegaram vivos no Brasil. A mortalidade era significativa tanto nos barracões, onde os escravos esperavam seu embarque, na África, quanto na própria travessia. É provável que o número de escravos embarcados na Guiné tenha caído muito depois de 1815, devido à proibição inglesa de tráfico de escravos ao Norte do Equador, acatada por Portugal.
 
Várias conclusões provisórias podem ser tiradas desses dados tão incompletos. Primeiro, que a contribuição dos escravos da Guiné à população escrava do Maranhão deve ter sido importante. Esse tema tem sido pouco explorado, apesar da origem étnica aparecer em vários tipos de fontes, como inventários e livros de óbitos. Octávio da Costa Eduardo levantou informação a esse respeito em 100 inventários de São Luís e Codó, contendo informação sobre a origem de 1.011 escravos, agrupados por quatro regiões.( Eduardo, Octávio da Costa. The Negro in Northern Brazil. A Study in Acculturation. Seattle and London: University of Washington Press, 1966, p. 7. Do total de 457 escravos nascidos na África, 70 foram registrados apenas como africanos e não foram considerados nessas percentagens.) O grupo mais importante dos 387 africanos com procedência indicada provinha da região de Angola/Congo (48 %). O segundo grupo maior provinha dos rios de Guiné (36 %). Apenas 13 % eram originários da Baia do Benin (Mina, Nagô e Calabar). Os Moçambique e Camunda representavam os 3 % restantes. Quais eram as procedências específicas mais importantes? 30 % dos africanos foram registrados como Angola, 14 % como Mandinga, 11 % como Mina, 10 % como Cacheu e 7 % Bijagó.
 
Instrumentos Ancestrais de MandinkaEssa preponderância dos escravos Angola e a significativa presença dos Mandinga são confirmadas pelo livro de óbitos da freguesia do Itapecuru-mirim, uma das principais áreas de plantation. O livro cobre a primeira metade do século XIX e menciona uma quinzena de "nações" de escravos negros falecidos. Ao lado dos escravos Mina, Angola, Benguela, Congo e Cabinda, aparecem especificamente sete etnias da Guiné: Mandinga, Papel, Bijagó, Fula, Balanta, Cassange e Nalu. Os Mandinga são, de longe, os mais freqüentemente mencionados (20), junto com os escravos denominados Angola (21).( "Livro de Óbitos da Freguesia de Nossa Senhora das Dores do Itapecuru-mirim, 1807-1849", Arquivo da Arquidiocese, São Luís, Maranhão. Infelizmente um grande número de entradas não especifica a "nação" do falecido, contentando-se em assinalar que se tratava de um "preto" ou de uma "preta" escrava.)
 
Apesar da diminuição do tráfico proveniente da Guiné depois de 1810, os Mandinga continuaram a constituir um dos grupos étnicos mais significativos ao largo do século XIX. Numa partilha de bens de um fazendeiro de Guimarães, proprietário de 112 escravos, em 1844, os Angola constituem o grupo mais importante com 19, seguidos dos Mandinga, com sete escravos.( Ver a partilha amigável dos bens do Tenente Coronel Manoel Coelho de Souza, do 1.4.1844, in: Projeto Vida de Negro. Frechal, Terra de Preto. Quilombo reconhecido como reserva extrativista. São Luís: Sociedade Maranhense de Defesa dos Direitos Humanos, Centro de Cultura Negra do Maranhão, Associação de Moradores do Quilombo Frechal, 1996, p. 165-174.) Essas três fontes apontam para importância dos Mandinga, ao lado dos escravos Angola, na escravatura maranhense.
Mandinga (ou mandinka) refere-se a uma língua, uma região e um legado cultural. Hoje, vários dialetos Mandinga são falados por quase um milhão de pessoas na Guiné-Bisssau, no Senegal e na Gâmbia. A herança cultural remonta ao Império do Mali, um dos mais antigos grandes Estados no Ocidente Africano, que existiu entre aproximadamente 1200 e 1465. O Império do Mali controlava as rotas comerciais que atravessavam o Saara ocidental, negociando com ouro, cobre, escravos, sal e tecidos de algodão. Os seus soberanos, chamados "mansas", eram reputados por sua opulência e acabaram adotando o islã. O mais famoso, Mansa Musa, fez até uma peregrinação a Meca, em 1324, levando uma caravana de escravos e ouro. Os Mandinga são reputados por sua rica tradição musical e sobretudo por seus contadores de história e guardiões das tradições, os "griots". A contribuição desse grupo étnico e, mais geralmente, dos escravos provenientes dos rios da Guiné à cultura popular maranhense ainda não foi objeto de estudo, mas os dados apresentados aqui sugerem que deve ter sido muito mais importante do que geralmente se tem admitido. Seria importante levantar um léxico das palavras de origem africana usadas, ainda hoje, no Maranhão, para apurar a importância dos empréstimos de cada língua africana. Outra área onde existe um possível legado Mandinga é a culinária. O prato regional maranhense conhecido como arroz de cuxá é, provavelmente, de origem Mandinga, como sugeriu Antônio Carreira. Kutxá designa, nesse idioma, o quiabo-de-Angola ou vinagreira (Hibiscus sabdariffa, Lin.), cujas folhas verdes são usadas para um prato "de sabor acidulado, muito apreciado por quase todos os povos da Guiné".( Carreira, As Companhias Pombalinas, p. 103. Segundo Cascudo, Luís da Câmara, História da Alimentação no Brasil, Belo Horizonte, Itatiaia, 1983, II, p. 856 e 871, usavam-se duas variedades de quiabo no Brasil, ambos de origem africana: o hibiscus esculentus (chamado okra, na Nigéria, e quingombó, em Angola e algumas regiões da América) e o hibiscus sabdariffa, chamada vinagreira ou quiabo-de-Angola no Brasil. ) Isso contrasta com a etimologia dada pelo Aurélio, que deriva cuxá da língua Tupi, dos vocábulos ku (o que conserva) e xai (azedo). Atualmente, esse prato típico do Maranhão, ainda preparado à base de vinagreira, tornou-se o "carro chefe de sua opulenta cozinha".( Castro e Lima, Zelinda Machado de, Pecados da Gula, Comeres e beberes das gentes do Maranhão. Receitas, São Luís, Centro Brasileiro de Produção Cultural, 1998, p. 22.) Ou seja, o prato que veio a ser símbolo do Estado é possivelmente de origem Mandinga sem que essa procedência seja reconhecida. Por essa razão, me parece importante resgatar o Maranhão como terra Mandinga.
COMISSÃO MARANHENSE DE FOLCLORE – CMF
 
DIRETORIA:
Presidente: Sérgio Figueiredo Ferretti
Vice-presidente: Carlos Orlando de Lima
Secretária: Izaurina Maria de Azevedo Nunes
Tesoureira: Maria Michol Pinho de Carvalho
 
CORRESPONDÊNCIA:
CENTRO DE CULTURA POPULAR DOMINGOS VIEIRA FILHO
Rua do Giz (28 de Julho), 205/221 – Praia Grande.
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As opiniões publicadas em artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não comprometendo a CMF.
 
CONSELHO EDITORIAL:
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Portugal: Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro

Um dos grandes eventos da capoeira em Portugal irá acontecer na primavera, início de Abril, em Faro. A organização é da Companhia de Capoeira Contemporânea sob a batuta do carismático e ímpar Mestre Alexandre Batata, figura única, complexa e um dos grandes cantadores da capoeira.
O bom humor, a alegria e o prazer do encontro e da camaradagem estão garantidos, pois para este ano o Meeting tem uma extensa lista de convidados especiais.
 
Uma excelente oportunidade para aumentar a bagagem, papoeirar e capoeirar muito!!!
Não perca este encontro, eu estarei lá e voce?
Luciano Milani
O Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro, organizado pela C.M Faro e a Associação Companhia de Capoeira Contemporânea, tem como objectivo reunir os capoeiras para um convívio de três dias, onde todos os presentes, desde os mais inexperientes aos mais vividos no mundo da capoeiragem tenham oportunidade de jogarem muita capoeira, trocarem experiências e serem felizes.
 
Levar à sociedade não capoeirista a sensação de alegria do povo brasileiro, além de informações sobre a grande “Embaixadora da Língua  Portuguesa” a Capoeira .
 
Este ano, o Meeting acontecerá no Sporting Clube Farense, Cidade de Faro, Portugal. Onde acontecerão exposições, apresentações de Capoeira e Danças folclóricas brasileiras (Maculelê, Samba de roda ,puxada de rede e outras mais)pelos grupos  presentes (fotos, vídeos, história de sua formação, livros etc…),tudo aquilo que possa ilustrar os caminhos já percorridos e a percorrer.
Faremos também, uma feira com venda dos mais diversos materiais utilizados na capoeira (o lucro das vendas será todo revertido para o expositor do material) para que isto ocorra, é necessário, a colaboração e empenho do maior número de participantes possível., lembrando, que a região do Algarve nesta época do ano tem um fluxo muito grande de turistas.
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em FaroAs rodas de capoeiras acontecerão ininterruptamente durante todo o evento, sendo que este ano, serão rodas dirigidas por Mestres que as conduzirão de acordo com as suas “verdades de fundamentos”( formação da bateria ,formas de canto, palmas ,estruturas de jogos) resultando  assim num intercâmbio de informações.
Contamos mais uma vez com a presença de Suas Exªs. o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Faro, o Sr. Embaixador do Brasil e o Sr. Governador Civil de Faro , Realizaremos, na Sexta dia 06 as 20.00hs , uma passeata pela cidade com todos os capoeiras tocando seus instrumentos .
TRAGA O SEU BERIMBAU!
 
Convidados:
 
MESTRES
Umoi, Nininho, Nilson(Nilsão), Chapão, Pantera, Maclau, Cota,Bailarino, Tucas, Nino Alves, Jerusa, Sanhaço, Barão,Bolão(mestrando),Birrila, Chocolate, Saulo, Gege, Will, Sombracelha, Canhoto, Ulisses, Leonan, Pitbull, etc …
 
CONTRAMESTRES
Marco Antonio, Betão, Zé Gotinha, Pernalonga(Alemanha), Nagô, Leozinho, Pernalonga (Portugal), ET, Coruja.Nilso
 
ESPECIAIS
Professora Fada, Meline e Ariranha (Alexandre também)
 
PROFESSORES
Macaúba, Mussum, Arroz-doce, Papagaio, Bokazul, Tito, Bola, Conde, Kojak, Tico-Tico, Birita, Cogumelo, Guerreiro, Fada, xié, Skank, Brancão, Luciano Milani e Pacheco.
 
Monitores,estágiarios e profissionais de capoeira:São todos bem vindos.
 
Equipe de DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRA DO GRUPO ALTO ASTRAL.
 
OS MESTRES CONTRAMESTRES E PROFESSORES DA LISTA DE CONVIDADOS SÃO AQUELES QUE JUNTOS JÁ FIZERAM OS OUTROS MEETING,SENDO QUE 80% JÁ CONFIRMOU PRESENÇA.
 
"QUEM NÃO GOSTA DE ALGUÉM,NÃO PRECISA AGREDI-LO,BASTA IGNORAR O ÓDIO E CONVIVER COM QUEM GOSTA"
 
Se por acaso me esqueci de alguem me digam.
E todos os Capoeiras que quiserem participar.
 
CONVIDADOS ESPECIAIS MAIS DO QUE ESPETACULARES
SPECIAL GUEST:
OS ALUNOS,OS ALUNOS,OS ALUNOS,OS CAPOEIRAS E VC!
 
Mestre Alexandre Batata
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em Faro 
 
Meeting Internacional de Capoeira Primavera em FaroASSOCIAÇÃO COMPANHIA DE CAPOEIRA CONTEMPORÂNEA
 
e-mail: ciacapoeiracontemporanea@gmail.com  
 
Mestre Batata – Telf.00351 91 682 85 88
 
 
Programação e Inscrição: Acesse o link para maiores informações:
 
http://meetingcapoeirafaro2007.pt.vc/
 

Acúrsio Esteves: Sobre a “Semana Decanio”

O Mestre Decânio na verdade significa um grande elo entre o passado e o presente da capoeira. Como representante do passado é um dos mestres mais antigos que desfrutou e muito da companhia do Mestre Bimba e é, conforme o depoimento apresentado por Luciano Milani "um dos principais responsáveis pela criação e documentação da Luta Regional Bahiana".

Como representante da atualidade é uma das personalidades da capoeira que tem contribuído de forma significativa e abundante com excelentes publicações sobre diversos aspectos da capoeira, se configurando assim como um dos mestres mais antigos e atuantes do Brasil e do mundo. E o melhor de tudo isso, é que tenho o privilégio de gozar da sua companhia, oportunidade em que partilha comigo os seus vastos conhecimentos sem reservas nem pulo-do-gato.

Na foto estamos Decânio e eu, em momento de "papoeiragem". Este comentário refere-se à "Semana Decânio: Uma Homenagem ao Mestre"


O professor e pesquisador Acúrsio Esteves, é formado em Educação Física pela UCSal, com mestrado em Gestão de Organizações UNIBAHIA/UNEB e é professor da Secretaria Municipal de Educação de Salvador. Leciona também nas Faculdades Jorge Amado e Fundação Visconde de Cairu.
Contactos: (71) 3233-9255 / 9946-4743 – acursio@oi.com.br, acursio1@terra.com.br

Capoeira como ponte para o português

Aula de capoeira não é mais novidade na Europa.
Junto com a prática do esporte, alunos europeus se interessam em estudar a língua portuguesa.
Hoje em dia, já é muito comum encontrar academias de capoeira em diversos lugares da Europa, inclusive em pequenas cidades.
Um dos países onde a capoeira vem se expandindo é a Alemanha. Porém, os alunos vêm se interessando também em aprender a língua-mãe da "dança".
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Hardware quase de graça!!!

Hardware será quase gratuito em 10 anos, diz Gates
Os custos com hardware cairão acentuadamente dentro de uma década, até o ponto em que a disseminação da computação acionada por voz ou por comandos manuscritos deixará de ser limitada pelo preço da tecnologia, disse o presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates.
"Dentro de dez anos, em termos de custos reais de hardware, será possível pensar no hardware como praticamente gratuito. Não estou afirmando que será completamente gratuito, mas em termos de potência dos servidores, o poder da rede será um fator de limitação", disse Gates, em referência às redes de computadores e aos ganhos de velocidade da Internet.
 
 
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