Blog

corda

Vendo Artigos etiquetados em: corda

Acão Roda Mundo Promoverá Oficina de Caxixi na Vila Nenzim

Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda II

A comunidade da Vila Nenzim, em Barra do  Corda, nos dias 11, 12 e 13 de junho, será o   palco de  um importante evento da Capoeira   maranhense, o II Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda que este ano terá como tema:  “E o caxixi….??? …A gente faz!!!! E a Capoeira… ??? ..  .Dança guerreira da paz!!!!

O Encontro  faz parte das atividades do Trabalho Educacional da Secretaria Municipal de Educação,  AÇÃO   RODA  MUNDO    – CAPOEIRA ANGOLA”  , e   oferecerá aos participantes   do Projeto e aos demais capoeiras      cordinos,   oficinas     de   confecção de caxixi, ministrada pelo Professor Werti Silva, o Cabeludo  do Grupo Mandingueiros do Amanhã, e de Capoeira Angola, regida pelo Mestre Antonio da Conceição Ramos, o mestre Patinho.

O II Encontro, que conta a colaboração do Grupo Angoleiros da Barra, coordenado pelo Professo Irapuru Iru Pereira,  a colaboraç onta   Encontro rti Silva do Grupo Mandigueiros do Amanh  acontecerá  na Escola Nilva Silva de França e   contará também com a participação de capoeiras de outras cidades do Maranhão.

O II Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda, tem  como objetivo oferecer aos alunos beneficiados pelo  AÇÃO RODA MUNDO  da  Vila Nenzim, o contato com saberes práticos e teóricos com a Capoeira Angola, no caso específico a confecção do caxixi ( pequena cesta de vime, acessório do berimbau), como também dar  continuidade  ao intercâmbios dos capoeiras cordinos  com  os demais capoeiras maranhenses da Angola, iniciado em 2005 com a fundação do Grupo Angoleiros da Barra, o GABA Capoeira Angola.

A iniciativa  tem o  apoio de  órgãos públicos e privados de Barra do Corda e de São  Luis, e terá a seguinte programação;

Dia 11/06/2010 – Sexta-feira

☻Das 15 às 17 horas –  Papoeira  com  Mestre Patinho : “O velho no novo, sem molestar a raiz”; – Escola Nilva Silva de França;

☻17 horas – Capoeira Angola e Musicalidade – Regência de Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França;


Dia 12/06/2010 – Sábado

☻ Das 8  às 11  horas –  Oficina de caxixi com o Professor Cabeludo- Escola Nilva Silva de França

☻ Das 9 as 11  horas – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França

☻ Das 14  às 17  horas –  Oficina de caxixi com o Professor Cabeludo- Escola Nilva Silva de França
☻ Das 15 as 17  horas – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França;

☻20 Horas – Roda de Capoeira Angla –  Praça Melo Uchoa – Centro.

Dia 13/06/2010 – Domingo

☻ Das 11  horas às ?????? –  “Tambor rufô” –   vadiação dos participantes do evento , na Chácara Sapucaia, Av. Beira Rio, ao lado do Bar Taboca, Bairro Incra com a participação especial da Banda Irmandade;

As vagas para oficinas são limitadas.  Inscrições com o Professor Irapuru – (99) 9643-9989 ou (99) 8145-2852; e-mail  angoleirosdabarra@hotmail.com

Deram a maior força  nessa história:

– Açougue 3 Irmãos;
– Audiolar;
– Auto Escola Brandãos;
– Azevedo Transportes;
– Churrascaria Oliveira;
– Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barra do Corda;
– Deputado Rigo Teles;
– Deputado Tatá Milhomem;
– Dr. Carlos Moraes;
– Dr. David Feller;
– Dr. Weurik;
– Escola de Natação Aquabarra;
– Fazenda Chapada;
– Fernanda Milhomem;
– Funerária Santa Terezinha;
– Instituto José Orleans;
– Junho do Nenzim;
– Kumon;
– Loja Catu Biju;
– Olímpio e Sandra;
– Padaria Patrícia;
– Padaria Tocantins;
– Prazeres;
– Professor Inácio;
– Projeto;
– Raimundo Neto;
– Ritrama – Guindastes e Transportes;
– Roberto;
– Rudakof
– Ricardo Capoeira;
– Sacolão Brasil;
– Servidores da Apae;
– Vereadora Nilda Barbalho;
– Unilar
– Zeca do Juá;
– Todos os meios de comunicação de Barra do Corda e de outras cidades que estão divulgando o evento.

Fonte: http://www.barradocorda.ma.gov.br/secretarias/secretaria_educacao.php

Ilê de Bamba realiza batizado de capoeira e ritual de cordas neste domingo

O Centro Cultural Ilê de Bamba se prepara para um ‘batizado’ de capoeira entre os seus alunos. O ritual, que também inclui a ‘passagem de corda’, acontece anualmente entre os membros da entidade. No domingo, dia 13 de dezembro, mais de 40 alunos farão parte do evento. O 1º Festival de Capoeira – Batizado e Troca de Corda terá início às 13 horas e será aberto à comunidade.

Desde que o grupo existe, anualmente é realizado um ‘batizado’, ou ‘passagem de corda’ entre os integrantes do Ilê de Bamba. Na capoeira, esse ritual representa que o aluno ‘progrediu’, como passar de ano na escola, por exemplo.

“Eu acho que a corda não é o que faz o capoeirista, mas ela é um símbolo de que a gente evoluiu”, explica o capoeirista Ruly Lino Laurentino (foto), que pratica capoeira há quase dois anos.

A capoeira, assim como algumas artes marciais, possui o ritual da passagem de corda como uma ‘aprovação’ para seus alunos. Segundo o professor de capoeira do grupo Ilê de Bamba, Marcelo Aparecido de Barros, há um número oficial de cordas na capoeira, que muda de acordo com a capacidade do aluno.

“Nós não seguimos o modelo da federação. Preferi acrescentar um número maior de cordas, para dar mais tempo ao aluno”.

Conforme o tempo de aprendizagem, ou a melhora no desempenho do capoeirista, a corda, que é amarrada ao uniforme usado na luta, é trocada por uma corda de outra cor. Assim como existe o judoca “faixa preta”, na capoeira há a corda que representa a maior posição, que no caso, é a branca.

“A capoeira não é como o karatê, que você aprende os movimentos e troca de faixa. O ritual de trocar a corda é uma prova de que você adquiriu ali uma experiência de vida”, afirma o aluno Gilmar Henrique Rodrigues, que pratica capoeira há 10 anos, e trocará de corda este ano.

Este ano, cerca de 40 alunos participam do ritual do batizado. “Primeiro o aluno é batizado, o ritual da troca de cordas vem depois. Apenas os mestres têm direito de batizar os novatos”, diz Marcelo.

O evento será realizado no dia 13 de dezembro, no teatro PAX, a partir das 13 horas. Toda a comunidade está convidada a assistir.

Fonte: http://www.portalcomunitario.jor.br

Por: Camila Stuelp, Hortênsia Franco e Lígia Tesser

Copa Real Sport Clube – Massamá 2009

Como acontece todos os anos, nos próximos dias 4 e 5 de Dezembro iremos realizar a Copa Real Sport Clube – Massamá / 2009. O evento terá lugar na sede do Real Sport Clube, em Massamá, conforme a programação.

Programação:

4 de Dezembro – Sexta-feira

21h às 22h30 – Roda

5 de Dezembro – Sábado

10h às 12h – Aulas com os convidados (confirmar com o seu professor)

14h30 às 18h – Campeonato

18h – Entrega de prémios

 

Categorias Mistas: Iniciados (até 2ª graduação) e avançados (3ª a 5ª Graduação) Livre (atletas acima da 6ª graduação)

Infantil e adultos e livre:   –  as categorias serão mistas mas as premiações serão feitas separadas (feminino e masculino)

– serão 2 jogos (1 de Benguela, 1 S. B. G. Regional) e 1 Solo

– nas categorias INICIADO INFANTIL participarão alunos de “projectos”, e com “dificuldades de aprendizagem” sendo respeitadas as suas diferenças, podendo participar alunos com menos experiência nessa categoria mesmo tendo uma graduação superior (ex: aluno com corda crua-verde que tem aulas num projecto com crianças com dificuldades motoras…)

– poderão ser aceites inscrições de alunos com uma graduação menor numa categoria acima (ex: aluno com corda crua-amarela que participa em treinos superiores a 3 vezes por semana, com participações em campeonatos, rodas, apresentações…)


Observações

1-Ficará ao critério de cada professor as inscrições dos alunos nas categorias infantil, adulto e livre (qualquer dúvida contacte M. Sargento ou até mesmo na hora da inscrição)

2-O objectivo será valorizar o atleta que treina e estimular aqueles que não têm muita expriência ou não podem ter mais participação

Todos os participantes terão direito a fazer as aulas com os convidados e receberão um certificado de participação no evento.

Contamos com a presença de todos!

Nota: para participar nas actividades os alunos deverão usar o uniforme completo (calças e t-shirt oficiais). Para o campeonato todos as 14h para receber o número e confirmar participação

Aos professores e graduados: na oportunidade será realizado o treinamento, e reunião e informações (do Mestre Burguês) e dúvidas sobre:

1- Mundial,

2- Europeu,

3-Troca de graduação acima de corda verde,

4-Federação,

5-Calendário 2010 (traga sugestões)

Para mais informações contacte: Mestre Sargento – 96 354 82 83.

Sede do Real Sport Clube: R. Firmina Celestino Cardoso, 10. Massamá – atrás da telepizza

Supervisão Mestre Burguês

Maringá: Dinho Nascimento reinventa os sons

Dinho Nascimento, um dos maiores percussionistas do País e descobridor de novas sonoridades a partir do berimbau, faz show hoje na cidade de Maringá, no Centro Cultural Sucena, dentro de festival afro.

O copo de vidro desliza sobre a corda do berimbau e surge o som de banjo, o instrumento do blues. O resultado inesperado é obra de Dinho Nascimento, 58 anos, capoeirista, cantor, compositor e percussionista baiano radicado em São Paulo, no Morro do Querosene – um encrave de artistas nordestinos no bairro do Butantã, próximo à Universidade de São Paulo (USP).

O artista acrescenta novas sonoridades à música brasileira, como mostram os CDs “Berimbau Blues” (que venceu o Prêmio Sharp em 1997), “Gongolô” (2000) e Ser-Hum-Mano (2006), dirigido pelo filho Aluá Nascimento.

As canções de Mestre Dinho passeiam pelo afoxé, samba de roda, capoeira, maculelê, maracatu, tambor de crioula, salsa, rap e reggae. O percussionista mistura esses ritmos a instrumentos inusitados, como o berimbau viola, de sonoridade aguda; o gunga; o berra-boi, com som grave; o berimbaixo; e o berimbum, um berimbau supergrave com corda de contrabaixo e que é invenção do próprio artista.

Nos anos 80, Dinho saiu de Salvador para fixar residência em São Paulo, no Morro do Querosene, onde mora até hoje. Na capital paulista, conheceu a coreógrafa húngara Maria Duschenes, que estava no Brasil para dar aulas de dança.

“Ela pediu que fizesse uma música para uma coreografia, mas queria algo inovador com o berimbau”, lembra. Ele aceitou o pedido e foi para casa em busca da invenção. “Estava com um copo de água na mão, encostei o vidro na corda do berimbau e ouvi o som de banjo e disse: ‘Caramba, isso é blues no berimbau”, conta.

“Lembro que fiquei assustado comigo mesmo e me perguntava se deveria ou não mostrar isso à Maria (a coreógrafa). Acabei mostrando e ela gostou.”

Dinho estará em Maringá hoje à noite para um show no Recanto Romano, a partir das 21 horas. O show faz parte do 9º Mega Evento Afro-brasileiro, promovido pelo Centro Cultura Sucena.

O percussionista estará acompanhado de mais dois músicos: Gabriel Nascimento (pandeiro e djemb — um tipo de tambor) e Cecília Peligrini (voz e percussão). A apresentação contará com berimbau blues, samba de roda, toque de mestre, ladainhas de capoeira, além de músicas do folclore. Antes do show, será servido um jantar afro-brasileiro, com cuscuz, feijão de corda e quibebe.

Doze anos após o lançamento de “Berimbau Blues”, Dinho conta que o som do banjo no instrumento africano ainda impressiona o público. “Antes de gravar o disco, alguns torciam o nariz para a novidade e diziam que eu estava mudando a cara da capoeira”, conta.

Hoje, a reação é de espanto, mas deixou de ser negativa. “O blues é um estado de espírito e o berimbau tem tudo a ver com o blues. O toque do berimbau é solene, é ele que dita o ritmo da roda de capoeira.”

O artista baiano acompanhou e participou de gravações com Tom Zé, João Donato, Pena Branca e Xavantinho, Renato Teixeira, Inezita Barroso, Zé Ketti, Clementina de Jesus, Osvaldinho da Cuíca, Batatinha, Alcione, Marcos Suzano, Walter Franco, Flávio Venturini, Tetê Spíndola e Renato Borghetti. No cenário internacional, tocou com Bill Close e Kewin Welch. Dinho já levou seu show para Portugal, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Cuba e Inglaterra.

Suas composições foram parar na trilha de espetáculos de dança de Maria Duschenes, Ioshi Morimoto, Clive Thompson, Klaus Viana, e Lia Robato, entre outros. No cinema, as músicas de “Berimbau Blues”, sonorizaram trecho do documentário “Cine Mambembe – o cinema descobre o Brasil”, de Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi.

Além do show de Dinho Nascimento, o Centro Cultural Sucena promove uma oficina de montagem de atabaques, hoje, das 9 horas às 17 horas. No sábado, haverá roda aberta e campeonato de capoeira. No domingo, serão realizadas oficina com Dinho Nascimento e a 9ª Mostra da Cultura Afro-brasileira.

Orquestra de 13 berimbaus

Treze crianças do Morro do Querosene, em São Paulo, e amigos de Dinho Nascimento formam a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene. Ao todo, são 13 berimbaus. Os instrumentistas interpretam toques de capoeira, samba de roda e canções da música popular.

A orquestra existe há 25 anos, mas somente há quatro passou a se apresentar formalmente ao público. A apresentação mais recente foi para uma plateia de 200 crianças na Universidade de São Paulo (USP), na última quarta-feira.

Dinho conta que a orquestra surgiu nos encontros que ele promovia em uma praça do Morro do Querosene. Lá, reunia amigos e crianças para tocar berimbau e jogar capoeira.

Nesta semana, a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene foi uma das 300 contempladas para serem Pontos de Cultura. O grupo deve receber R$ 180 mil, divididos em três anos, para aplicar no projeto. O investimento é do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Fonte: http://www.odiariomaringa.com.br/

Espanha: Projeto Reeducando a Capoeira

REEDUCANDO A CAPOEIRA
 

Este projeto nasce da colaboração do Mestre Madeira (Capoeira Movimento e Expressão) com a Fundação Ser, Esta Fundação dedica-se a ajudar a pessoas com incapacidade intelectual, e há vários meses o Mestre colabora com eles como voluntário.

 

Desde o princípio tanto os alunos como o Mestre conectaram de maneira muito especial e isso ajudou a que as classes sejam mais amenas e produtivas.

Os alunos conhecem e executam os movimentos básicos da capoeira e acompanham com as palmas e o coro as músicas que vão aprendendo, e inclusive os que podem, pesquisam sobre a capoeira e lhe trazem textos e desenhos para que o Mestre os veja.

 

 

Espanha: Projeto Reeducando a Capoeira

 

 

Eles mesmos reconhecem que a capoeira lhes ajudou a ser mais flexíveis, mais expressivos, mas, sobretudo, a confiar em sua própria capacidade de aprender e ter mais confiança em si mesmo.

 

Por todo isso, o Mestre, o Grupo Movimento e Expressão e a Fundação Ser quiseram lhes dar o reconhecimento que eles se merecem como alunos iniciantes, preparando um batizado onde receberão a sua 1º corda.

 

É por isso pelo que elegemos o titulo de Reeducando a Capoeira, porque através dela e tudo o que a envolve (esporte, música, cultura etc.) todos os que fazemos parte deste projeto aprendemos que na roda de capoeira todos somos iguais.

 

Todos os que vocês queiram estão convidados a participar neste evento do domingo 28 de Junho.

 

Muito obrigado

Edison Carneiro: BERIMBAU

Tão pouco se sabia do berimbau, fora da cidade do Salvador, que, no meu livro Religiões negras, 1936, achei conveniente dar uma descrição dele, em que o relacionava ao humbo e ao rucumbo de Angola, com a fotografia de um grupo de instrumentistas em ação numa roda de capoeira. Anotei, na ocasião, os sinônimos gunga e berimbau-de-barriga. Não preciso reproduzir agoraas palavras de há trinta anos. Quem, neste país, a esta altura do século, ainda não viu um berimbau?

O vocábulo era conhecido, mas prestava-se a confusões, pois designa, em geral, um instrumento aerofone, presente em todos os continentes, trazido para o Brasil pelos portugueses. Mário de Andrade se ocupou largamente dele. Os dicionários o registravam, e registram, nesta acepção. Por exemplo, o Pequeno dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, reimpressão de 1968, ensina: "Pequeno instrumento sonoro de ferro, que se toca segurando-o nos dentes e acionando a lingueta com o dedo indicador." Trata-se do berimbau-de-boca, variedade portuguesa, o mesmo com que, segundo Fernão Cardim, o irmão Barnabé alegrou o Natal dos jesuítas em fins do século XVI. Esse berimbau vivia, e vive, numa quadra jocosa:

Sua mãe é uma coruja
Que mora no oco do pau
Seu pai é um nego véio
Tocador de berimbau

e numa réplica popular da Bahia — Está pensando que berimbau é gaita? É difícil dizer exatamente como, quando e por que o apelativo de um instrumento aerofone acabou designando também um instrumento cordofone, tão diverso na sua estrutura e na sua função.

Chamando-o berimbau-de-barriga, os capoeiras o diferençavam e distinguiam do outro, de boca, e o descreviam melhor. Entretanto, a alternativa preferida parecia ser gunga, forma assumida no Brasil pela palavra angolana hungu, em que o h aspirado, como no exemplo clássico Dahomé / Dagomé, se transformou em g. É como gunga que ao berimbau se referem, como já acontecia na ocasião, muitas chulas de capoeira.

Eram escassas, antes de 1936, as menções ao berimbau.

1 – Em A Bahia de outrora, 1916, Manuel Querino o descreveu como "instrumento composto de um arco de madeira flexível, preso às extremidades por uma corda de arame fino", a que estaria ligada "uma cabacinha" ou uma moeda de cobre; o tocador o segurava com a mão esquerda e tinha, na direita, "pequena cesta contendo calhaus", chamada gongo, e um cipó fino, com que "feria a corda, produzindo o som". É possível que gongo, em vez de aplicar-se à cesta que agora chamamos caxxi e outrora era mucaxixi, fosse na verdade uma alternativa de berimbau.
2 – Leonardo Mota (Cantadores, 1921) viu, no morro do Moinho, Fortaleza, um negro octogenário, natural de Itapipoca, fazendo música com o seu berimbau-de-barriga.

3 – Luís da Câmara Cascudo, no ano seguinte, contou, num jornalzinho natalense, haver encontrado na feira do Alecrim "um negro gordo, papudo, velho", tocando um berimbau-de-barriga, descreveu o instrumento e intuiu a sua procedência africana.

4 – Não parece que Nina Rodrigues o tenha visto na Bahia, pelo que se depreende deste trecho de Os africanos no Brasil, publicação póstuma de 1932:

"No Maranhão ouvi em criança dar este nome [marimba] ao rucumbo, instrumentos dos negros angola, consistindo num arco de madeira flexível curvado por um fio grosso que fazem vibrar com os dedos ou com uma vareta. Na parte inferior do arco prendem uma cuia ou cuité que funciona como aparelho de ressonância e, aplicada contra o ventre nu, permite graduar a intensidade das vibrações."
Também Artur Ramos fizera mençãoao berimbau (O folclore negro do Brasil, 1935), mas de modo extremamente confuso. Como Nina Rodrigues, ainda não tivera oportunidade de vê-lo. Terminando a parte referente a instrumentos, escreveu (p.156):

"Restou-me falar no urucungo, também chamado gobo, bucumbumba e berimbau-de-barriga, que é o mesmo rucumbo (…) Hoje está quase desaparecido no Brasil…"

Há, no livro, uma longa citação de Luciano Gallet (Estudos de folclore, 1934) em que se incluem o birimbau (sic), sem qualquer explicação, e com base em Afonso Cláudio, o uricungo (sic), que também teria os nomes de gobo ou bucumbumba, mas este instrumento seria um arco de madeira "retesado por dois ou três fios", com "uma cuia oval" pendurada do centro. Na segunda edição de O negro brasileiro, 1940, Artur Ramos, após citar Religiões negras, reconheceu, novamente, que o berimbau "é o mesmo gobo ou bucumbunga (sic), é o urucungo dos tempos da escravidão, os mesmos rucumbo e humbo…" (p.243, nota). Na mesma página, porém, deixou ficar esta afirmativa da edição anterior, desmentida pelo berimbau:

"Os instrumentos cordofones pertencem a ciclos culturais mais adiantados; por isso os existentes primitivamente no Brasil não parecem ter origem negra, à exceção, talvez, da viola de arame."

Não há como classifcar o berimbau senão como instrumento cordofone. E, se podemos identificá-lo como o humbo e o rucumbo, não há razões válidas para negar sua origem africana.

Falta dizer que a viola de arame (que talvez fosse mesmo, como veremos, o berimbau) foi citada, igualmente sem qualquer explicação, por Luciano Gallet, como instrumento que os negros já usavam no Brasil — ou seja, como instrumento estranho às culturas africanas. Assim, Artur Ramos, não obstante o tenha citado em 1935, não tinha conhecimento direto do berimbau, nem o teve pelo menos até 1940. A área antiga do berimbau (que ainda não tinha este nome) compreendia a Bahia, o Maranhão, Pernambuco e o Rio de Janeiro — cobria exatamente os quatro grandes centros nacionais de distribuição de escravos.

Koster o registrou em Pernambuco, 1816, segundo a tradução de Luís da Câmara Cascudo, como

"um grande arco com uma corda tendo uma meia quenga de coco no meio, ou uma pequena cabaça amarrada. Colocam-na contra o abdômen e tocam a corda com o dedo ou com um pedacinho de pau."

O instrumento, com a cabeça "pendurada" da ponta superior do arco, ainda foi coletado em algum lugar ao norte da Guanabara, em 1937 ou 1938 (Oneida Alvarenga, Música popular brasileira, 1950, fig.1 — urucungo), mas, na forma afinal predominante no Brasil, mantém-se a cabaça amarrada ao arco.

Numa das suas Notas dominicais, datada do Recife, 1817, Tollenare dá, como instrumento musical dos negros, "uma corda de tripa distendida sobre um arco e colocada sobre um cavalete formado por uma cabaça". Não lhe anotou o nome, mas não parece que se chamasse berimbau, pois o parágrafo termina do seguinte modo:
"… não observei se a sua música servia para fazer dançar, e o mesmo digo do berimbau." Este último era o de boca.

Maria Graham (1822) refere, entre os instrumentos que examinou numa fazenda fluminense, do outro lado da baía de Guanabara (Diário de uma viagem ao Brasil, 1824):

"Um é simplesmente composto de um pau torto, uma pequena cabaça vazia e uma só corda de fio de cobre. A boca da cabaça deve ser colocada na pele nua do peito, de modo que as costelas do tocador formam a caixa de ressonância, e a corda é percurtida com um pauzinho."

Designando-o como urucungo, Debret, Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, 1834-1839, fixou-o numa das suas gravuras (prancha 41, negro trovador) com a seguinte explicação:
"Este instrumento se compõe da metade de uma cabaça aderente a um arco formado por uma varinha curva com um fio de latão sobre o qual se bate ligeiramente. Pode-se ao mesmo tempo estudar o instinto musical do tocador que apoia a mão sobre a frente descoberta da cabaça, a fim de obter pela vibração um som mais grave e harmonioso. Este efeito, quando feliz, só pode ser comparado ao som de uma corda de tímpano, pois é obtido batendo-se ligeiramente sobre a corda com uma pequena vareta que se segura entre o indicador e o dedo médio da mão direita."

(Por descuido do tradutor, ligeiramente está por levemente.)

É impossível, por enquanto, estabelecer os motivos pelos quais a área do berimbau se restringiu, finalmente, à Bahia.

Não há a menor dúvida — trata-se de um instrumento originário de Angola. Em outros pontos da África Ocidental, encontram-se instrumentos musicais com a mesma estrutura básica do berimbau — corda, cabaça, arco — mas provém diretamente do humbo e do rucumbo de Angola aquele que agora acompanha o jogo da capoeira.

Sobre o humbo há duas referências do cronista português Ladislau Batalha. Em Angola, Lisboa, 1889, escreveu ele:

"O humbo é o tipo dos instrumentos de corda. Consta geralmente da metade de uma cabaça, oca e bem seca. Furam-na no centro em dois pontos próximos; à parte fazem um arco como de flecha, com a competente corda. Amarram a extremidade do arco, com uma cordinha do mato, à cabaça, por via dos dois orifícios; então, encostando o instrumento à pele do peito, que serve neste caso de caixa sonora, fazem vibrar a corda do arco, por meio de uma palhinha."

Em Costumes angolenses (Lisboa, 1890), há uma menção incidental:

"…um negralhão toca no seu humbo, espécie de guitarra de uma só corda a que o corpo nu do artista serve de caixa sonora."

Os exploradores Capelo e Ivens (De Benguela às terras de Iaca, Lisboa, 1881) fizeram o desenho do berimbau dos bangalas de Angola (I, p.294), enquantoo major Dias de Carvalho (Etnografia e história tradicional dos povos da Lunda, Lisboa, 1890) o desenhou sozinho e com outros instrumentos registrados na sua área de pesquisa (p.370, 379). O major, ao contrário de Capelo e Ivens, que não dizem uma palavra sobre o instrumento, dedicou meia página ao rucumbo, que em nada difere do humbo de Ladislau Batalha, descrevendo a corda como "um fio grosso que [os povos da Lunda] já fazem do seu algodão", de que obtinham sons que "lembram os de uma viola".

Nina Rodrigues, no Maranhão ("um fio grosso"), e Tollenare, em Pernambuco ("uma corda de tripa"), tê-lo-ão visto, portanto, na sua forma orginal.

Segundo informação de Albano de Neves e Souza, de Angola, consultado por Luís da Câmara Cascudo (Folclore do Brasil, 1967), o instrumento, considerado "tipicamente pastoril", continua em uso, com uma área de incidência que atravessa o continente até a costa oriental, recebendo, de acordo com a região, os nomes de hungu e de m’bolumbumba.

E, do Álbum etnográfico de José Redinha (Luanda, sd, p.85), consta, em desenho, "um monocórdio, lucungo, com caixa de ressonância, constituída por um copo de cabaça".

Observe-se que, antes de Manuel Querino, ninguém se referia à moeda de cobre usada pelos capoeiras.

Humbo, rucumbo, hungu e lucungo, nas várias línguas que se falam em Angola, são os étimos de dois sinônimos de berimbau em uso no Brasil — gunga, na Bahia, e urucungo, na região centro-sul. Desde quando o berimbau está associado à capoeira?

Há notícia da capoeira desde a transferência da capital do país da Bahia para o Rio de Janeiro (1763), mas, tratando-se de uma forma de luta pela liberdade, não seria de esperar a presença de instrumento musicais. Estes só apareceriam mais tarde, quando os negros passaram a exercitar-se para embates futuros. Pertence certamente a essa fase a gravura Jogo de capoeira, de Rugendas, Viagem pitoresca através do Brasil, 1835, devendo-se notar, porém, que o único instrumento musical à vista é um tambor, que um negro toca com as mãos, cavalgando-o.

Tudo faz crer que o berimbau, primitivamente, era um instrumento solista — ou, para ser mais exato, uma viola africana, talvez a viola de arame notada por Luciano Gallet. Ladislau Batalha viu nele algo como uma "guitarra" monocórdia, enquanto o major Dias de Carvalho, para quem os sons do berimbau lembravam os de uma viola, escreveu, decisivamente:

"Os luandas chamam-lhe violán. Tocam-no quando passeiam e também quando estão deitados nas cubatas

" Era, então, "muito cômodo e portátil". Debret o pôs nas mãos de um negro cego, que esmolava cantando a sua desdita. Com "um fio grosso" ou "uma corda de tripa", e por vezes dedilhado, que mais poderia ser?

Das fontes citadas, apenas Manuel Querino o dá como acompanhamento musical da capoeira — e não do treinamento, digamos, de profissionais, mas de amadores. Fazia o ritmo para o brinquedo, antecessor da vadiação atual. É de supor que somente neste século, e na Bahia, o berimbau se tenha incorporado ao jogo de Angola, de maneira insubstituível, dominante e caracterizadora.

Foi a partir de então, provavelmente, que o instrumento se fez mais comprido, que o arame substituiu de vez a corda de fio ou de tripa e que o berimbau se enriqueceu com o caxixi e a moeda de cobre, dobrão, 40 réis ou dois vinténs do tempo do império, com que o conhecemos agora

(Carneiro, Edison. Folguedos Tradicionais. 2ª ed. Rio de Janeiro, Funarte, 1982, p.121-125)

Fonte: www.capoeira-infos.org

 

 

Edison Carneiro (1912-1972)

Advogado de formação, folclorista, historiador, jornalista, professor, etnólogo e escritor, Edison Carneiro teve a sua vida pautada pela defesa da cultura negra que à sua época era por demais perseguida pelas autoridades policiais e políticas, e discriminada pela sociedade que exaltava os valores eurocêntricos. Negro e carente de recursos materiais, como os valores que defendia, Carneiro teve muita dificuldade para ter o seu trabalho reconhecido pela sociedade em virtude do preconceito racial de que foi vítima. Criou a Comissão Nacional do Folclore e o Museu do Folclore dentre outras ações que visavam a preservação do nosso patrimônio imaterial (folclore), em particular da Capoeira Angola, que atinge esta condição especial por ser uma manifestação popular muito cara ao povo brasileiro.

Juntamente com intelectuais do quilate de Jorge Amado e Carybé, freqüentadores da academia de Mestre Pastinha e ainda o folclorista Manuel Querino, representou o esteio acadêmico sobre o qual a Angola se sustentou da rasteira social que a Regional de Bimba lhe aplicou, quando, como um rolo compressor, arrebatou a preferência popular em detrimento da arte de Pastinha. Fato este que quase a levou ao desaparecimento ao fim da primeira metade do século XX, tal como aconteceu de novo ao fim da década de 70. Vem deste apoio elitizado a condição de “capoeira mãe”, expressão muito usada ainda hoje que, em tese, lhe empresta uma superioridade cultural em relação à Regional.

Uberlândia – Capoeira: Arte – Esporte – Dança

Crianças e adolescentes defendem a capoeira como um esporte que, além de saúde, traz muitos conhecimentos culturais 
 
Ele tem apenas 8 anos, faz a 2ª série e freqüenta assiduamente as rodas de capoeira. Mateus Rodrigues Gonzaga iniciou a prática do esporte neste ano e já se descreve como um apaixonado pela arte. Espera um dia se tornar ?mestre?.

Mateus pertence a uma turma de centenas de crianças e adolescentes beneficiadas pelo trabalho voluntário de Geilson da Silva, monitor Simbad, que oferece aulas de capoeira gratuitamente a qualquer interessado nas escolas municipais Gladsen Guerra, no bairro Canaã, e Professor Leôncio do Carmo Chaves, no bairro Planalto.

Simbad, como prefere ser chamado, explicou que enfrenta grandes dificuldades para realizar seu projeto. No entanto, as recompensas valem o sacrifício. Ele contou que começou na capoeira quando tinha 12 anos e também teve a oportunidade na escola. Por isso ele faz questão de transmitir seus conhecimentos nestes espaços. O monitor ressaltou que até agora obteve total apoio das direções das instituições para colocar seu projeto em prática. Ele conseguiu autorização para ministrar suas aulas e abre a oportunidade para qualquer interessado, seja este aluno da escola ou não. É o caso de Rayldo Rodrigues Silva, de 13 anos. Ele faz a 5ª série na Escola Estadual Teotônio Vilela e freqüenta as aulas de capoeira na EM Professor Leôncio do Carmo Chaves.

Os alunos de Simbad foram unânimes ao falar da oportunidade, todos consideram esse aprendizado muito positivo. "Não tenho palavras para descrever o quanto foi bom participar deste projeto. Aprendi muita coisa da nossa cultura, a capoeira está presente na história do Brasil, já sei tocar berimbau, pandeiro, atabaque e agogô e isso sem falar na saúde, que melhorou", resumiu Thiago Antônio Pereira Bernardes, 14 anos, que é aluno de Simbad desde o ano passado.

O garoto garantiu que não há o que ele não goste na capoeira e foi apoiado pelos colegas. Já Mateus Gonzaga, ou Sombrinha, afirmou que o melhor nas aulas é treinar os saltos. "Eu gosto muito de saltar", disse.

Identificação de capoeirista

Você sabia que ao ingressar em um grupo de capoeira as pessoas recebem apelidos que se tornam suas identificações? É isso mesmo. Percebeu que Geilson é Simbad, Mateus é Sombrinha? Aliás, o pequeno lembrou que sua real identificação é Sombra. Os colegas o chamam de Sombrinha porque ele é o menor da turma, mas quando crescer será simplesmente o Sombra; e ele não vê a hora de isso acontecer.

Essas identificações são sempre bastante inusitadas. Dener Fernandes Oliveira Souza, 14 anos, é Gnomo; Thaislene Gonçalves Ribeiro, 14, é Pitanga; Rayldo Rodrigues, 13, é Morceguinho; e, Thiago Bernardes,

14, é Pé de Pato. Na roda, eles costumam se comunicar apenas pelo nome de guerra.

Simbad explicou que essa é uma tradição que se mantém desde a época dos escravos. Para dificultar a identificação dos envolvidos, os negros utilizavam então os apelidos.

ILUSTRAÇÃO: NÚBIA MOTA Um longo caminho

A turma de capoeiristas mirins compartilha um sonho: chegar o mais longe que puderem no esporte. Todos querem se tornar ?mestres? e pretendem ainda multiplicar o trabalho começado por Geilson. Todos eles garantiram que, se puderem, no futuro também vão transmitir os conhecimentos a outras crianças. Para o monitor Simbad, essa energia e essa força de vontade perceptíveis em crianças e adolescentes constituem o combustível que o faz persistir no trabalho voluntário. Porém, o professor enfrenta sérias dificuldades. "Não conseguimos patrocínio facilmente. Para levar um atleta para participar de qualquer campeonato, o investimento sai do bolso do aluno e do professor. Aconteceu um evento em Jataí e não tive condições de levar ninguém. Essa é uma realidade que desestimula bastante essas crianças. Gostaria que fosse diferente", desabafou.

As dificuldades existem, mas os alunos não deixam o professor desistir. Estão preparando um encontro de capoeira para acontecer em dezembro aqui, em Uberlândia. Será em nível nacional. Esperam conseguir todos os recursos necessários para que ele realmente aconteça e mais, pretendem se esforçar ao máximo para a realização do sonho de se tornar mestres.

Curiosidades

Assim como em algumas artes marciais, em que a cor da faixa determina o nível de conhecimento do atleta, na capoeira há essa distinção entre as cores de cordas. E essas cores são repletas de simbolismos.

A primeira corda é a crua, representa uma criança engatinhando e significa que o atleta dá os primeiros passos na capoeira. Em seguida vem a crua/amarela, é o período de preparação para a corda apenas amarela, que simboliza o ouro. Na seqüência, a próxima corda é a amarela/laranja, que também é usada como intermediária para a corda só laranja, que simboliza o pôr-do-sol. Após a corda laranja, vem a laranja/azul. Esta é a última corda de duas cores e também a última para quem está no nível de aluno. Assim que o capoeirista conquista a corda azul, que simboliza os oceanos, ele já pode ser monitor. Em seguida vem a corda verde, que representa as florestas. A corda seguinte é a roxa, que simboliza misticismo e diz que o capoeirista pode ser instrutor. A marrom representa a terra e que o atleta é professor. A corda seguinte é a vermelha, simboliza a pedra rubi e que seu usuário é mestrando. A última corda é a branca, simboliza o diamante e que, finalmente, o capoeirista se tornou mestre.

História

 
A história da capoeira, essa expressão cultural que mistura esporte, luta, dança, cultura popular, música e brincadeira, desenvolveu-se com a história da escravidão no Brasil, uma violência sem limites contra os negros. Ela é fruto da cultura dos povos africanos e foi desenvolvida para ser uma defesa. É caracterizada por movimentos ágeis, feitos com freqüência junto ao chão ou de cabeça para baixo. Essa arte era praticada e ensinada nos engenhos da cana-de-açúcar pelos escravos que fugiam e eram novamente capturados. Para não levantar suspeitas, os movimentos da luta foram adaptados às cantorias e músicas africanas para que parecessem uma dança. A capoeira se desenvolveu, cercada de segredos, como forma de resistência. Do campo para a cidade a capoeira foi incorporando outros elementos típicos. Em Salvador, capoeiristas organizados em bandos provocavam arruaças nas festas populares e reforçavam o caráter marginal da luta. Por este motivo, durante décadas a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da sua prática deu-se apenas na década de 30, quando uma variação da capoeira, a chamada regional, foi apresentada ao então presidente Getúlio Vargas.

A capoeira regional foi criada por Manuel dos Reis Machado, o Bimba, que não se caracterizou, exclusivamente, como uma nova forma de jogar capoeira, mas sim pela modificação dos modos de relacionamento do esporte com a sociedade que a reprimia. Ganhou proteção jurídica, estendeu as possibilidades para a sua prática e penetrou em espaços sociais, como, por exemplo, as escolas e academias.

Hoje em dia, a capoeira está dividida nessas duas correntes: a angola, o estilo mais antigo, e a regional, cujo jogo é um pouco mais rápido, acrobático e atlético.

 

Jornal Correio – http://www.correiodeuberlandia.com.br

PRISCILLA MELO – revistinha@correiodeuberlandia.com.br – FOTOS: PRISCILLA MELO – ILUSTRAÇÃO: NÚBIA MOTA

Campo Mourão: Encontro Interno de Capoeira

O grupo de capoeira Maculelê, de Campo Mourão estará realizando hoje o 2º Encontro Interno de Capoeira, na praça central da cidade. O evento terá início às 16 horas e vai reunir cerca de 100 capoeiristas de toda a região, além de mestres renomados na modalidade. Entre os mestres presentes estará Valmir Fernandes de Lima, o mestre "Azulão", de Foz do Iguaçu.
Ele já chegou na quinta-feira em Campo Mourão para fazer uma espécie de atualização da capoeira. "Estou sempre visitando as cidades de todo o País, para fazer uma atualização e um resgate dos movimentos mais antigos da capoeira para aquelas pessoas que estão pegando corda (iniciando na modalidade)", diz o mestre Azulão.
 
Mestre Azulão está de viagem agendada para os Estados Unidos, onde vai ministrar cursos e divulgar as novidades do grupo Maculelê. "A mensagem que deixo é que as pessoas tenham um pouco mais de consciência quando fizerem o batizado. Pensem mais no futuro da capoeira e tenham humildade. Sempre digo que com humildade, malícia e razão, a gente entra e sai em todos os locais do mundo", completa.
 
O capoeirista mourãoense Ronaldo Aparecido Ramos, um dos organizadores do evento em Campo Mourão disse espera a participação também de pessoas que ainda não conheceram a capoeira. "Deixo o convite a todos, inclusive para aquelas pessoas que já fizeram capoeira mas que por um motivo de força maior tiveram que desistir. Esse encontro tem por objetivo também divulgar capoeira, pois muitas pessoas nem sabem que existe essa modalidade em Campo Mourão", finaliza. O evento marcará a troca de corda de alguns capoeiristas e o batismo de outros.
 
http://www.tribunadointerior.com.br

Aconteceu: “INTERATIVO CULTURAL 2006” em Pirassununga/SP

O Evento realizado pela Associação dos Praticantes da Arte Capoeira (APACAP), aconteceu neste sabado dia 02 pp. teve início as 10:00 hs na Praça Central com Show de Capoeira nos ritimos de Angola, Benguela e São Bento Grande e tambem contou com a participação de capoeiristas de varias cidades Paulista e do Sul de Minas.
 
Na parte da tarde, o palco das apresentações foi no Centro Cultural de Eventos Dona Belila (FEPASA) onde as 15:00 horas deu-se início ao "36° Batismo, Troca de Cordas e Formatura" dos alunos e graduados da APACAP.
 
Participaram os seguintes capoeiristas:
 
De Pirassununga:
Contra Mestres Fumaça e Xenho, Instrutor Tubarão, Monitores Cesão e Camarão e o estagiário Jabá (APACAP);
Instrutores Da Silva e Caetano (Grupo Mandinga Baiana); Monitor Tatuagem (Grupo Angolinha)
 
Da Região:
Monitor Diego e Formado Íca (APACAP – Mococa/SP); Formado Jaguar (APACAP – Caconde/SP); Prof. Xexéu e Graduado Cana Verde (Academia João Pequeno de Pastinha – São José do Rio Pardo/SP); Contra Mestre Dú e Estagiários Tropeço e Calça Curta (Grupo Filhos do Bonfim – Poços de Caldas/MG); Instrutor Luizão, Formados Henrique, Ziltom e Messias, Estagiários Sanguinho, Débora, Paula e Daniel (Grupo Palmares – Araras/SP); Mestrando Gato Preto e Graduado Edilsom (Grupo Africa – Leme/SP); Graduado Bicudo (Grupo Onarerê – Araras/SP); Prof. Pantera ( Capoeira Angola – Uberaba/MG); Mestre Taroba (Jangadeiros de Ouro – São Carlos/SP); Mestre Boy (Grupo União Regional – Vargem Grande do Sul) e Prof. Samurai (Grupo Guerreiros de Aruanda – Araras/SP).
 
Relação dos alunos que foram diplomados e receberam graduções:
 
1) CATEGORIA ALUNOS:
 
CORDA VERDE:
Amanda Luiza Bernardo
Paulo Henrique Bahia Alves
Mariane Marton
Anderson Clayton Candido
CORDA VERDE/VERMELHA:
Alan Alves Madalena
CORDA AMARELA:
Gustavo Belmonte
Rafael Antonio Oliva
CORDA AZUL:
Rodrigo Lemos Meirelles
Luiz Antonio de Campos Jr.
CORDA VERDE/AMARELA:
Clayton Pereira Magalhães
Fabiano Machado
CORDA VERDE/AZUL:
Marina Ferigatto
Renato Ap. Francisco
CORDA AMARELA/AZUL:
Adenilsom Martins de Souza
 
2) CATEGORIA GRADUADOS:
 
CORDA VERDE/AMAR/AZUL:
Luiz Henrique da Silva
CORDA BRANCA/VERDE:
Diego Britto Fiorini
Roberto Gomes Barbosa
Cesar Augusto Mendes
CORDA BRANCA/AMARELA:
Julio Cesar Fabiano
CORDA BRANCA/AZUL
Marcelo Andrade de Oliveira
 
Realização: Apacap "Associação dos Praticantes da Arte Capoeira"
 
Apôio: Secretaria Municipal de Cultura E Turismo
Patrocinadores:
Madri Magazine
Compro Ouro
Super Mercado Andreeta
Vista Brasil Confecções
 
Coordenadores: Graduados: Xenho, Tubarão, Camarão e Cesão
Supervisão: Mestre Luizão
luizdesideri@hotmail.com
 

Alunos Nonhenses São Batizados na Capoeira

Para quem acha que Fernando de Noronha, é apenas uma ilha paradisíaca…. repleta de belezas naturais, lindas prais, tartarugas e golfinhos… Olha ai a "grata surpresa" que o camarada Miltinho Astronauta publicou no Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
 
Destacamos esta nota devido ao caracter importante da existência de um trabalho sério voltado para a capoeira na Ilha de Fernando de Noronha.

 Fernando de Noronha foi cenário do primeiro batizado de capoeira da história da Ilha. A cerimônia foi realizada no dia 26 de maio, sexta-feira, na quadra da Escola Arquipélago e contou com a participação de cerca de 50 alunos do grupo Meia Lua Inteira.
 
        O ritual contou com a participação do mestre Birilo, fundador do grupo, e do contramestre Mula, ambos do Recife. O professor noronhense Cueca completou a equipe que entregou à garotada, com média de 12 anos, a corda azul. Dois alunos adultos também foram homenageados. Jefferson Cachorrinho e Paulinho Canário receberam a corda marrom e com ela a permissão para ensinar.
 
        O grupo Meia Lua Inteira é uma entidade sem fins lucrativos que desenvolve esse trabalho social em Fernando de Noronha há cerca de quatro anos. Além do Brasil, ele possui representações na Áustria, Alemanha e Dinamarca.
 
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 78 – de 18 a 24 de Junho de 2006
 

Fonte: Sistema Golfinho de Comunicação – www.noronha.pe.gov.br
Matéria enviada pela Profa. Marieta Borges Lins e Silva em 29 de Maio de 2006