Blog

grupo

Vendo Artigos etiquetados em: grupo

PUC-Rio: Grupo Igualdade e Projeto “Atleta do Coração”

Vídeo: ‘Atleta do Coração’ ensina a salvar vidas

O SRZD acompanhou um treinamento do projeto “Atleta do Coração” durante uma aula de capoeira do Grupo Igualdade, na PUC-Rio, e presenciou de perto que, com o conhecimento adequado, todo cidadão é capaz de salvar uma vida.

A ação, idealizada pela empresa especializada em treinamento e simulação em saúde Simulatis, foi comandada pelo médico angiologista, Hugo Coelho Neves e compartilhada com os alunos de capoeira do Mestre Camurça.

“O Atleta do Coração é um projeto com linguagem fácil e simples para que qualquer leigo possa entender. Nosso objetivo não é explicar especificamente como um coração funciona, mas sim, levar o conhecimento dos primeiros socorros para atletas amadores e profissionais”, detalhou Dr. Hugo.

Na ocasião, com o auxílio de robôs de simulação, o médico ensinou aos capoeiristas como eles podem identificar uma parada cardiorrespiratória e, em seguida, as medidas que devem ser aplicadas baseadas nas técnicas da reanimação cardiopulmonar.

“Eu já faço capoeira há algum tempo, tive lesões e sei que é muito importante saber essas informações. Eu nunca tinha pensado em fazer um curso, mas agora fiquei interessado. A partir de hoje, me sinto capaz de tentar salvar uma vida”, afirmou Renato Mendonça, estudante de administração e capoeirista há 12 anos, após assistir ao treinamento passado pelo Dr. Hugo.

“Imagina a alegria que você sente ao poder salvar uma vida? Eu acho a ideia excepcional! Quando você tem a informação, você vai tentar fazer alguma coisa ao invés de se desesperar. É importante ter a informação correta” destacou Mestre Camurça, que tem 26 anos de prática na capoeira e 14 como Mestre.

 

Veja a entrevista na íntegra:

{youtube}REH9tWuCS0g{/youtube}

 

momentos do treinamento - Foto SRZD

Matéria sugerida por Nélia Azevedo

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/

Leiria: 4º Aniversário Academia Ginga Camará

4º Aniversário Academia Ginga Camará

O Grupo de Capoeira Ginga Camará, sob a responsabilidade do Contramestre Papagaio, comemora, em 2013, o 4º Aniversário da sua Academia.

Inaugurada em 2009, em Gândara – Leiria, este espaço conta com o trabalho de excelentes profissionais de Capoeira, Jiu-Jitsu, Muay-Thai e Ginástica Localizada.

Para comemorar esta data tão importante, contaremos com a presença de convidados de renome, entre eles Mestre Robson Bocão (Centro Cultural Alabê – Hambrugo, Alemanha) e Mestre Perna Longa (Grupo de Capoeira Arte Nossa – Porto, Portugal).

Os workshops realizar-se-ão nos dias 21 e 22 de Dezembro e terão um investimento de 25€, com tudo incluído (ver cartaz em anexo).

Calendário da Conexão Carioca de Rodas nas Ruas

Um evento local e global, uma proposta para o uso coletivo dos espaços públicos no Rio de Janeiro com rodas de Capoeira Angola. Venha participar, colaborar e motivar-se com novas idéias e diferentes perspectivas e propostas para a cidade e para a Capoeira.

A local and global event, a collective proposal for the use of public spaces in Rio de Janeiro with Rodas Capoeira Angola held on the streets. Come to participate, collaborate and motivate yourself with new insights and different perspectives on the city and Capoeira.

 

Calendário da Conexão Carioca de Rodas nas Ruas / Calendario da la Conexión Carioca Ruedas en las Calles / Conexão Carioca timetable / Calendrier de Connexion Carioca:

1a Roda – Grupo Aluandê – Mestre Célio, Treineis Fagnon e Érida . Roda da Feira da Rua do Lavradio no 1o sábado de cada mês . a partir das 10:30hs . contatos – email: aluande@gmail.com celio_lapa@hotmail.com / cel: (21) 7459-8757 e 21 8535-1960 / website: aluandecapoeiraangola.blogspot.com

2a Roda – Grupo Casarão Capoeira Angola . Mestre Athayde Parreiras. Roda da Praça da Cantareira, Niterói na 2ª sexta de cada mês . a partir das 20hs . contato – email: doiscruzeiros@yahoo.com.br / (21) 2185334905 / facebook: www.facebook.com/groups/300091610060067/?fref=ts

3a Roda – Grupo Reconca Rio . Contramestre Fábio e Japa. Roda do Arco do Teles (praça xv) no 2o sábado de cada mês . a partir das 14hs . contatos – email: reconca-rio@hotmail.com / tel res: (21) 24258542 / facebook: https://www.facebook.com/reconca.rio?fref=ts

4a Roda – Grupo Kabula Rio . Mestre Carlão, Contramestre Leandro e Treinel Fátima . Roda do Cais do Valongo no 3o sábado de cada mês . a partir das 10:30hs . contatos – email: carloalex@kabula.org / cel: (21) 79487969 / website: www.kabula.orgwww.kabula-rio.blogspot.com.br

5a Roda – Escola de Capoeira Angola . Contramestre B2 . Roda no 3o domingo dos meses de março, jun, set. e dezembro (roda trimestral) . Lagoa Rodrigo de Freitas/Corte do Cantagalo . a partir das 10hs . contato – e-mail:escoladecapoeiraangola@gmail.com / cel (21) 8705-7555 / site: www.escoladecapoeiraangola.com

6a Roda – Grupo Volta ao Mundo . Mestre Cláudio, Treineis Ludmila e Guilherme . Roda da Praça São Salvador no 4o sábado de cada mês . a partir das 15hs . contatos – email: claudiochamine@hotmail.com / cel: (21) 9973-5685 / facebook: www.facebook.com/claudio.chamine

7a Roda – Grupo Ypiranga de Pastinha . Mestre Manoel, Treineis Leandro e Cliff . Roda a Cinelândia na última sexta-feira de cada mês . a partir das 19hs . contatos – email: mestre-manoel@hotmail.fr / cel: (21) 68349642 / facebook: www.facebook.com/mestre.manoelwww.facebook.com/YpirangaDePastinhaMexico?fref=ts

8a Roda – Grupo Angolinha . Mestre Angolinha e Contramestre Japa . Roda do Museu a República no 5o sábado dos meses de março, jun, ago. e nov . a partir das 18hs . contatos – email: grupodecapoeiraangolinha@hotmail.com / cel: (21) 9565-5586 (CM. Japa) / facebook: www.facebook.com/groups/120033824796149/?fref=ts

9a Roda – Conexão Caxias . Peixe de Caxias . Roda em Caxias no último domingo de cada mês . a partir 10hs . contatos – email: mestrepeixecaxias@yahoo.com.br / cel: (21) 9453-0260 M.Peixe e (21) 76457158 CM Grafitt / facebook: www.facebook.com/mestre.caxias?fref=ts

Durante o período do Conexão Carioca Internacional, os 9 grupos estarão de portas abertas para os visitantes internacionais e brasileiros. Todos serão bem-vindos as aulas e demais atividades nos espaços de cada grupo, durante os meses de Janeiro/Fevereiro (antes do carnaval 2014) e Junho/Julho (temporada da Copa 2014), quando estaremos realizando o Conexão Internacional.

During the Conexão Carioca Internacional, the 9 groups will open it doors to international visitors and Brazilians. All will be welcomed to come to our classes and other activities in the spaces of each group during the months of January / February (before Carnival 2014) and June / July (2014 World Cup season) when we will be holding the International Conexão Carioca Internacional.

Grupo Cativeiro entrega alimentos arrecadados em Charqueada

O Grupo de Capoeira “Cativeiro” que iniciou suas atividades em Charqueada em Maio deste ano, realizou um importante trabalho social no município.

Por intermédio  de seu instrutor Reginaldo “Marrom” e sob a coordenação do contramestre Rodrigo “Fofão” o grupo de capoeira, reuniu seus alunos e arrecadou alimentos para serem doados  à  famílias carentes do município.

O resultado foi mais de 100 kg de alimentos de diversos tipos arrecadados e entregues para as representantes e assistentes sociais do CRAS de Charqueada, que irão distribuir os produtos para famílias necessitadas e cadastradas na entidade. Já a prefeitura, por meio  do próprio CRAS, doou nove uniformes para capoeiristas carentes do grupo, ou seja, uma grande parceria.

Para os interessados em fazer parte do Grupo de Capoeira “Cativeiro”, as aulas são gratuitas e ministradas às Terças e Quintas -feiras das 19:00h as 21:30h no NAPE do Jd. Bandeirantes, situado a Rua João Baptista Calegaro, n° 225.

 

Fonte: http://www.folhadesaopedro.com.br

Bahia – Histórias de Resistência: Mestre de capoeira enfrenta desafios para preservar herança africana

João Carlos Lopes Almeida é o cordão branco do grupo Kilombolas, nome que faz referência a outro tipo de resistência do povo negro

João Carlos Lopes Almeida, 47 anos, funcionário público, ou simplesmente João do Morro, mestre de capoeira. O cordão branco do grupo Kilombolas abriu as portas de um dos seus núcleos, na escola Madre Judite, no Alto da Bola, no bairro da Federação, para o iBahia e contou as dificuldades que enfrenta todos os dias para manter o projeto social e fazer com que uma das maiores heranças africanas no Brasil resista ao tempo.

“Nasci no bairro da Fazenda Garcia e tive pais linha dura. Só pude praticar capoeira quando tive meu primeiro emprego, já que, enquanto eu era dependente deles, era regulado para onde eu iria. Minha liberdade eu só conquistei quando passei a trabalhar”, apresentou-se.

Para a capoeira, ele se apresentou aos 18 anos e, desde então, não se vê sem a roupa branca. O agente de fiscalização de meio ambiente já está à frente do projeto Kilombolas há 23 anos, mas tornou-se mestre apenas em 2013. Segundo João do Morro, o trabalho é árduo e por vezes já pensou em desistir, mas a consciência e a necessidade de resistir sempre falou mais alto. “Eu fui convidado por alguns amigos para participar de uma lavagem aqui no Alto da Bola, que existia na época. Dessa lavagem, o pessoal gostou e quis colocar a capoeira em um patamar mais sério dentro da comunidade, por não existir nenhum tipo de cultura do gênero. Eu aceitei e fui ficando, ficando. Não vivo da capoeira, o que é até bom para mim. Se eu vivesse talvez não desse para fazer isso com o amor que eu faço. Saio da minha casa todos os dias para dar aula às crianças às 18h e só retorno às 22h, então é cansativo, mas é gratificante”, diz.

Para João, o tempo no projeto foi importante para ele entender a importância da sua presença na vida dos seus alunos. O mestre do Morro viu de tudo em seu centro cultural — nome dado por ele mesmo —, mas graças a sua persistência e resistência, pôde participar ativamente da formação de jovens que hoje já cursam o nível superior. 

“A estrada foi longa e encontrei muitas pedras. Comecei novo com esse trabalho e foi muito difícil porque a área aqui é muito violenta. Perdi alunos por causa das drogas, com os policiais agindo, às vezes, até de forma truculenta. Isso me fez pensar por vezes em desistir. Muitas vezes, eles se envolvem [com o crime] porque dá o que a capoeira não dá, que é a parte financeira, aí o aluno cai no erro. Isso me deixava muito triste, então foi difícil segurar isso. Hoje, sou feliz porque tenho alunos que estão em faculdade federal, estadual. Para mim, isso é gratificante porque quer dizer que mudei um pouco a visão da comunidade aqui”, revelou.

Consciência x Preconceito

Para João, o Dia da Consciência Negra representa mais um dia de reflexão e resistência aos preconceitos e dificuldades enfrentados pelo povo negro até aqui. “A consciência está na cabeça de cada um. Temos que ter consciência do que é certo e do que é errado, mas no geral, só é certo quando não afeta negativamente uma outra pessoa. É uma data simbólica, que está aí para a gente lembrar e está cada vez mais alerta. A gente precisa refletir. Não é só esse momento de euforia, de festa, como muitos estão vivendo a data. É o ano todo, todos os dias, temos que ter consciência e buscar fazer sempre o melhor. Se todos buscarem o seu objetivo, como eu tive o da capoeira, não tem preconceito que derrube”, analisa.

“A capoeira me fortaleceu muito em relação ao preconceito, pois é o local onde eu sinto que tenho mais valor. Onde eu chego sou respeitado. Ganhei um título através da capoeira e me sinto potente por causa dela. Sempre que presencio uma atitude racista eu penso: ‘poxa, sou um mestre de capoeira’. Isso tem valor para mim, então preconceito nenhum me abate”, acrescentou. A luta do Mestre João do Morro não acontece dentro da roda de capoeira. Na opinião dele, uma das grandes brigas que ele tem é com o preconceito de outras classes sociais à prática: “eles gostam do esporte, da luta, da dança, mas tem medo da origem. O que gera medo ou receio é de onde a capoeira vem”, opina.

Dificuldades

Sem muitos recursos para melhorar o projeto, João conta que a união sempre fez a força no grupo. “O projeto é de graça para todos os alunos. O pessoal não paga nada, mas muitas vezes arrumei um parceiro que arrumava as calças, as camisas. Hoje em dia, treinam filhos de ex-alunos meus e eles têm uma consciência. Eles viraram homens aqui, começaram a trabalhar. Não vou dizer que eles pagam, mas colaboram sempre para manter a escola. O que a escola nos oferece é apenas o espaço físico. Tudo o que temos é com o nosso próprio custo. Tem a manutenção no banheiro, água para os meninos beberem, instrumento para eles aprenderem a tocar e tudo isso é com o nosso próprio bolso. Eu, quando posso, compro, mas geralmente chamo os meus alunos mais antigos, fazemos uma vaquinha e compramos os materiais”, revelou.

O mestre acredita que o esporte pode tirar as pessoas da criminalidade e das drogas, mas finalizou a conversa com o iBahia fazendo uma crítica à falta de apoio do poder público aos projetos sociais. “A capoeira já está no mundo todo. Fiz um evento que a Bahia toda estava lá, mas isso ainda não foi visto pelos órgãos públicos. Acho que está faltando um apoio. O povo criou uma consciência aqui de que eu estou contribuindo para a formação desses jovens, mas eu não sei até quando eu vou aguentar isso. Tenho a minha vida particular, que às vezes fica até à parte. Posso até não chegar em casa porque, infelizmente, a violência está aí, mas sinto que se eu não estivesse aqui seria pior. Então queria que existisse um apoio dos órgãos públicos, para que isso se torne maior e melhor ainda”, pediu.

Mestre João do Morro segue em frente com duas certezas: o trabalho desenvolvido por ele é de fundamental importância para os jovens da comunidade e tem papel fundamental na preservação da cultura negra ao resistir a qualquer tipo de dificuldade financeira e ao mais perverso preconceito. Mais um exemplo de resistência e consciência a ser aplaudido.

*Sob a orientação de Diego Mascarenhas e Rafaele Rego.

Fonte: http://www.ibahia.com/

Grupo “Capoeira Vip” convida cuiabanos para evento no colégio Presidente Médici

Fim de tarde. Pessoas saindo do trabalho, trânsito frenético, pontos de ônibus lotados, a cidade iluminada apenas pelos postes de luz. E em frente ao Colégio Presidente Médici, um tipo de rotina peculiar se desenvolve por volta deste horário.

Jovens, adultos, senhores, todos em frente à construção histórica andam de um lado para o outro ou ficam em rodas e grupos, seja esperando o transporte público, indo para casa, matando o tempo até uma apresentação ou participando do que podemos chamar de festa particular no posto do outro lado da rua. Mas no espaço redondo próximo a estrutura metálica precária que usamos como ponto de ônibus, um grupo com calças brancas, tocando berimbau, faz um tipo de dança, um tipo de luta, uma confraternização.

É o grupo “Capoeira Vip”, que em roda e cantando, praticam os movimentos harmônicos e sincronizados da capoeira. O que começou como uma arte própria dos descendentes de escravo agora convida a todos, independente de cor, classe ou ascendência para a sétima edição do “Fest Capoeira Vip”.

Neste sábado (23), com a presença de mestres que alcançaram a fama internacional, como Moreno e Juju, o grupo fará apresentações durante o dia todo, começando às 8h, no mesmo colégio onde praticam a capoeira. O evento também inclui oficinas sobre movimento e musicalidade da capoeira.

No período da tarde, com início às 15 horas, haverá show de maculelê, dança afro, dobradinha de berimbau com viola de cocho, roda de apresentações dos mestres de capoeira, formaturas e batizados.

O organizador do festival, professor Visk, acredita que a capoeira é uma arte que forma cidadãos e que hoje alcança todas as classes sociais. “Os festivais proporcionam maior credibilidade aos participantes da arte capoeira, mostrando ao público o passado, o presente e o futuro”, destaca.

A origem da capoeira

No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação das jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n’golo (que significa “zebra” nalíngua quimbunda). 

Dentro da cerimônia, os homens disputavam uma competição de luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. 

Com a chegada dos invasores portugueses e a escravização dos povos africanos, esta modalidade de luta foi trazida, através do porto de Benguela, para a América, especialmente para o Brasil, onde se fixou a maior parte dos escravos africanos trazidos à América.
No Brasil, assim como no restante da América, os escravos africanos eram submetidos a um regime de trabalho forçado. Eram também forçados à adoção da língua portuguesa e da religião católica.

Como expressão da revolta contra o tratamento violento a que eram submetidos, os escravos passaram a praticar a luta tradicional do sul de Angola nos terrenos de mata mais rala conhecidos como “capoeiras” (termo que vem do tupi kapu’era, que significa “mata que foi”, se referindo aos trechos de mata que eram queimados ou cortados para abrir terreno para as plantações dos índios).

A capoeira ainda é motivo de controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento e o início do século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis com descrições sobre sua prática.

Serviço

Fest Capoeira Vip
Local: Colégio Presidente Médici
Horário: A partir das 8h
Data: Sábado (23)
Entrada: 3Kg de alimentos não perecíveis.

 

http://www.olhardireto.com.br

A Capoeira Angola segundo Mestre Pastinha

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, conhecido como Mestre Pastinha, nasceu em 1889, em Salvador, aprendeu a lutar com um negro de nome Benedito, que, ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe os golpes, guardas e malícias da Angola.

Mestre Pastinha começou a ensinar capoeira em 1910, depois de um período de oito anos na Marinha de Guerra do Brasil. Seu primeiro discípulo foi Raimundo Aberê, que, por sua vez, se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda a Bahia.

{youtube}aowrcvjJ5uE{/youtube}

Vídeo de 1991, comemorativo dos Dez Anos de Atividades do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho do Rio de Janeiro, realizado por Antonio Carlos Muricy. 
Editado a partir de uma seleção de vídeos VHS dos arquivos do grupo, reúne grandes bambas, grandes angoleiros, cariocas ou não, como os Mestres Moraes, Neco Pelourinho, Zé Carlos, Braga, Marco Aurélio, Armandinho, Angolinha, Lumumba, Rogério, Valmir, Brinco, Manoel, entre outros.

Apesar da precária qualidade técnica, retrata momentos extraordinários da Capoeira Angola carioca, e inclusive jogos raros, como o “Jogo do Dinheiro”, aqui registrado em dois grandes momentos, um o jogo de Mestre Neco Pelourinho com Mestre Braga, e o outro um jogo entre o Mestre Armandinho e Mestre Zé Carlos.

Traz também um momento raro de violência em uma roda de Angola, quando Mestre Rogério aplica um rabo de arraia em Mestre Lumumba e o atinge em cheio. É extraordinária a calma e serenidade de Lumumba, em se recuperar e responder no jogo, na Capoeira, a Rogério.

Traz reflexões de Mestre Pastinha, o Guardião da Capoeira Angola, e uma pequena história da Capoeira, narrados por Mestre Brinco e Mestre Neco Pelourinho.
Memória da Capoeira Angola carioca, ouro puro.

Portugal: 4º Aniversário Academia Ginga Camará

O Grupo de Capoeira Ginga Camará comemora, em 2013, o 4º Aniversário da sua Academia.

Inaugurada em 2009, em Gândara – Leiria, este espaço conta com o trabalho de excelentes profissionais de Capoeira, Jiu-Jitsu, Muay-Thai e Ginástica Localizada.

Para comemorar esta data tão importante, contaremos com a presença de convidados de renome, entre eles Mestre Robson Bocão (Centro Cultural Alabê – Hambrugo, Alemanha) e Mestre Perna Longa (Grupo de Capoeira Arte Nossa – Porto, Portugal).

Os workshops realizar-se-ão nos dias 21 e 22 de Dezembro e terão um investimento de 25€, com tudo incluído (ver cartaz em anexo).

Berlin: Malandragem da Capoeira 2013

Prezados Capoeiras,

Nos dias 11 a 13 de Outubro terá lugar o Malandragem da Capoeira 2013 em Berlim, no qual todos são bem-vindos.

O Malandragem da Capoeira é um encontro internacional de capoeira, organisado pelo Professor Ganso e alun@s do grupo Preservação da Mandinga em Berlim.

O Grupo de Capoeira Preservação da Mandinga está este ano celebrando os seus 10 anos de existência, e a edição deste ano do Malandragem da Capoeira insere-se nestas celebrações.

O encontro deste ano contará com muitos treinos de movimentação e roda, aulas de música e samba de roda, muitas rodas de capoeira e uma oficina de construção de berimbau ministrada pelo próprio Mestre Ulisses. Devido ao elevado número de Instrutores participantes no evento, este ano haverá um treino avançado dirigido aos instrutores.

Como passo importante no trabalho do grupo em Berlim decorrerá também o batizado das crianças, e o batizado e troca de graduação d@s adult@s.

A não perder será a inevitável Malandragem Party, este ano com Roda de Samba ao vivo e projecção de vídeos de Capoeira.

Os Professores, Contra-Mestres e Mestres de outros grupos que queiram nos visitar e contribuir para o evento serão nossos convidados e bem-vindos em nossa humilde casa.

Informação para os participantes:
– A oficina de construção de berimbaus tem vagas limitadas, restrita aos participantes com inscrição completa, por ordem de inscrição.
– Se possível trazer instrumento para a aula de música.

Até breve, Axé!

Professor Ganso
Preservação da Mandinga

CONVIDADOS (em actualização):
Mestre Ulisses (Preservação da Mandinga, Portugal)
Mestre Maclau (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Mestre Bailarino (International Capoeira Raíz, Alemanha)
Mestre Saulo (Capoeira IUNA, Alemanha)
Professor Dacor (Grupo de Capoeira União, Inglaterra)
Professor Bruno Baião (Capoeira Gerais, Alemanha)
Professor Cacheado (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professora Boneca (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professor Curinga (Preservação da Mandinga, Portugal)
e mais…

PROGRAMA (em actualização):
Sexta-feira
16:30 – 17:00 Boas-vindas e inscrições
17:00 – 19:00 Treino
19:00 – 22:00 Batizado e troca de graduação d@s adult@s e Rodas

Sábado
10:00 – 12:00 Treinos
12:00 – 13:00 Rodas
14:30 – 15:30 Aula de música / Samba-de-roda
15:30 – 17:30 Treinos
18:00 – 19:30 Rodas

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

22:00 – 03:00 MALANDRAGEM PARTY

Domingo
12:00 – 14:00 Treinos
14:00 – 15:00 Rodas
16:00 – 17:00 Batizado das crianças
17:00 – 18:30 Roda de despedida

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

CONTRIBUIÇÕES:
3 dias 70 €
1 dia 35 €
Roda de 6a-feira 15 €
Construção de berimbaus +30 € (material incluído)

LOCAL (em actualização):
GymWelt
Ohlauer Strasse 24
10999 Berlin-Kreuzberg

CONTACTOS:
gansocapoeira @preservacaodamandinga.org
+49 – (0)176 – 67346900 (Professor Ganso)
+49 – (0)176 – 76077684 (Instrutora Girassol)

Jovens pacientes superam limites em aulas de capoeira inclusiva na AACD

Inclusão através do esporte para a superação de muitos limites. Essa é a fórmula para um grupo de 35 jovens pacientes da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), na Ilha Joana Bezerra, Zona Central do Recife. Todas as segundas, das 14h às 15h, eles têm encontro marcado com o mestre de capoeira voluntário Severino Santos de Almeida Júnior, o Mestre Júnior, responsável por levar ao universo das crianças a adaptação, do jogo, da luta, da tradição da Capoeira, criada pelos escravos africanos e trazida ao Brasil na época em que o País era uma colônia portuguesa.

O projeto, chamado de capoeira inclusiva, foi levado à entidade em Pernambuco pelo mestre em 2006, após um evento sobre a prática da capoeira na AACD de São Paulo, focada em pacientes amputados. “O que começou meio suspeito é, hoje, uma verdade”, comemora Mestre Júnior, de 44 anos, também professor de educação física e história, com 35 anos voltados à prática desse esporte e sua história, onde ele cita a seguinte máxima dita pelo Mestre Pastinha: “Capoeira é tudo que a boca come”. Confira videorreportagem do NE10:

A dinâmica da aula é desenvolvida após análise da ficha médica de cada aluno, assim como as atividades fisioterapêuticas desenvolvidas com a equipe da AACD. A partir dessa avaliação, o professor trabalha o lado lúdico do esporte e o enriquecimento muscular, já que a Capoeira trabalha o sistema Cardiovascular, Sistema auditivo que por sua vez aguça os reflexos do paciente e o Sistema Neurológico, através da música com os instrumentos da Capoeira (berimbau, pandeiro, atabaque e etc.) e ao som mecânico com CDS de Capoeira, associado aos valores desenvolvidos nos atletas: disciplina, superação e motivação. Apesar das diferentes especificidades, mestre Júnior garante: “A aula de um é para todos”. Para um dos alunos, Pedro Lucas, de 9 anos, conseguir entrar nas aulas, há três anos, foi a realização de um desejo. Entre risos envergonhados, o jovem afirma: “Eu queria muito entrar nesse grupo e minha mãe conseguiu”, conta. Quando questionado sobre de qual parte gosta mais, é taxativo: “Gosto mais de cantar”.

A capoeira inclusiva, além de desenvolver a habilidade social, auxilia na fisioterapia recomendada para cada aluno e contribui com a reabilitação do paciente. É o caso de Brenda Carlla, uma das mais velhas do grupo. “Eu percebi que desenvolvo mais. Antes da capoeira, eu caía muito quando pegava carona em bicicleta, agora não caio mais”, conta a jovem de 17 anos, que desde os dois anos de idade faz tratamentos na AACD e começou as aulas com o mestre Junior há seis anos. As aulas semanais são aguardadas ansiosamente não apenas pelos alunos, mas também por suas mães. Para Jacira Muniz, 45 anos, mãe de Thiago, de 14 anos, os resultados são gratificantes. “A gente que é mãe vê a evolução. A questão que ele faz de vir. Ele até mostra os movimentos que aprendeu. A capoeira faz a diferença”, comemora Jacira, que se dedica exclusivamente aos cuidados com o filho.

Marília Lima, 31 anos, mãe de José Ricardo, 7 anos, chegou a pensar em desistir de acompanhar os filhos na aula. O pequeno é portador da Síndrome de Lesch-Nyan, uma doença hereditária e metabólica rara que causa disfunção neurológica, cognitiva e alterações de comportamento. “Eu queria desistir, mas o mestre não deixou. Com a continuidade, ele melhorou bastante. Antes de entrar na capoeira, quase não tinha contato com outras pessoas. Agora, ele até pede para vir”, conta.

“Para mim foi muito importante. O pouco que eu consegui é muita coisa”

O outro filho, Matheus Guilherme, de apenas um ano e nove meses, também é portador de Lesch-Nyan. Se depender da mãe, será o mais novo paciente a ser apresentado ao poder de reabilitação da capoeira inclusiva.

Pedro Lucas já participa da capoeira inclusiva há três anos. O que mais gosta nas aulas é de cantar

AULAS – Para participar das aulas, o aluno precisa ser paciente AACD e enfrentar uma fila de espera com cerca de 70 pessoas. O requisito para começar o tratamento na entidade é a apresentação de um laudo médico que comprove a necessidade do paciente em realizar procedimentos de reabilitação física.

 

Além das aulas semanais, a instituição promove o Encontro de Capoeira Inclusiva. O evento marca o batismo e a troca de cordas das crianças e adolescentes que formam o grupo de capoeira da AACD. “Temos desde a graduação infantil especial, que são seis cordas, até a graduação adulta, com nove cordas”, explica Severino Júnior.
A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) é uma instituição sem fins lucrativos que atende crianças e jovens de 0 a 16 anos com deficiência física e adultos amputados e lesionados.

Inaugurada em 1999, a AACD Pernambuco já ultrapassou 149 mil consultas clínicas e 833 mil terapias realizadas para crianças de todo o Norte e Nordeste. Atualmente, é mantida através de parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e realização de projetos com venda revertida à instituição.  Para marcar a triagem específica para cada patologia na AACD, o paciente ou seu responsável deve apresentar ao setor de Serviço de Atendimento Médico e Estatístico (Same) um relatório médico que descreva o diagnóstico e tratamento realizado na fase aguda ou inicial da doença, além das condições atuais em que o paciente se encontra. Após avaliação de uma equipe multidisciplinar, será elaborado o tratamento de reabilitação na AACD. Se por acaso a patologia não for tratada na associação, o paciente e família são orientados a realizarem o tratamento em instituições especializadas na deficiência relatada.

 

AACD Pernambuco
Endereço: Avenida Advogado José Paulo Cavalcanti, 155, Ilha Joana Bezerra Recife  Telefone: 3419.4000

Mestre Junior: (81)977018889/86192109

Foto: Malu Silveira / NE10