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Transe de Orixás

 

O encéfalo humano ao entrar em sintonia ou ressonância com determinados ritmo-melodias tem o potencial de modificar o estado de consciência, manifestando então propriedades psicossomáticas ou padrões de comportamento  individuais ligados à estrutura e ao funcionamento do Sistema Nervoso  Central (SNC), vinculados sobretudo à constituição anatômica e funções do tronco cerebral.

A estes padrões de comportamento induzidos pelo efeito mântrico do ritmo-melodia do atabaque e cânticos, os antigos africanos denominaram de “orixás”, “inquices”, “vodus”, etc. de acordo com os diferentes dialetos e grupos lingüísticos.

As diversas categorias de comportamento foram agrupadas consoante paradigmas  comportamentais de personagens míticas, históricas ou ancestrais, cujas características pessoais aparentemente eram assumidas (manifestadas) pelo personagem atual.

Tudo se processava como se o ancestral retornasse do mundo oculto (imanifesto) e assumisse o controle do corpo do personagem atual, caracterizando-se então o arquétipo como uma divindade.

No Brasil os adeptos do candomblé e de umbanda denominaram de “estado de santo” ao estado modificado de consciência induzido pelo ritmo-melodia adequado.

De modo similar, o ritmo “ijexá” [1] conduz os capoeiristas a um estado similar, que denominamos de “estado transicional de capoeira” ou “estado de capoeira”, diferenciando-se este último por não obedecer a  padrões comportamentais padronizados e sim pela manifestação das características individuais de cada praticante.

O fenômeno aparentemente consiste na manifestação pelo ator de suas propriedades ou características humanas individuais, especificas ou particulares, ligadas à estrutura e funções do seu paleocórtex (cérebro interno, Innere Gehirne de Kleist) liberadas do controle das estruturas mais recentes do neocórtex, responsáveis pelas superestruturas psicossociais (Gemeinschaft-Ich e  Welt-Ich, Eu Moral e Eu Social, de Kleist).

Ø      Em outras palavras, o ritmo ijexá libera o cérebro emocional do controle das funções racionais e permite a manifestação do arquétipo humano (hominal) através a linguagem gestual da capoeira, pelo bloqueio do controle dos circuitos responsáveis pelos freios psicossociais.

o       Processo que abre a perspectiva de criação de circuitos vicariantes capazes de suprir deficiência ou ausência de outros lesados e/ou deficientes, que poderão posteriormente ser adicionados aos lobos frontais, tornando possível retomar os controles voluntários, tornando compreensíveis algumas melhoras clínicas inexplicáveis sem esta hipótese.

Observações finais:

Pesquisar e desenvolver a importância relativa de:

 

  • Infra-sons do atabaque

 

o       Existem?

o       Impressionam o tato?

 

  • De outros instrumentos musicais
  • Da palavra e solfejo
  • Sensibilidade individual
  • Influência carismática do líder
  • Influência interpessoal da comunidade (campo mental coletivo)
  • Papel do equalizador emocional

 

Transe de orixás

Transe de Orixás

 

[1] Um dos toques musicais de candomblé, raiz musical de várias manifestações populares áfrico-brasileiras (capoeira, batuque, samba de roda, afoxé)

Decanio Filho, A. A.

7/1/2001

Capoeira, Sincretismo, Santos e Orixás

A presença e a ligação dos Santos e Orixás com a Capoeira é sentida em diversas cantigas e ladainhas…

O Brasil sempre foi um país envolvido e mergulhado no sincretismo religioso, no misticismo… uma das maiores dadivas de nosso povo é a miscigenação… a misturas de raças, de culturas e religiões.

A capoeira nasceu em meio disso tudo, ela própria nasceu de misturas…

Existem diversas vertentes e estudos sobre isso… é sabido a influencia de lutas oriundas da África como o N´golo, a Dança da Zebra o Batuque…

A “camuflagem” da capoeira escrava em dança com intenção manhosa e maliciosa de iludir o feitor e o Senhor… foi o segredo da sua existência e permissão de prática no meio das Senzalas…

“A Capoeira, tem origens e raizes africanas…seu ventre, sua mãe… é conhecida como cultura negra… seu pai a liberdade… mais nasceu e foi criada no Brasil, algures no reconcavo Baiano… cercada de malandragem e brasilidade…”

…Bahia terra de todos os Santos… e Orixás…

É inegável a presença religiosa dentro da Capoeira… que em sua essência é um ritual… cheio de manifestaçãoes e referências a uma força maior… Iêêê viva meu Deus…

Este Deus representa a a força e a energia divina… que pode assumir diversos nomes, tão conhecidos por todos…

Ala… Buda… Deus… Brahma … e tantos outros…

Luciano Milani – Setembro de 2005

Segue o texto enviado pelo Mestre Decanio, sobre o tema:

Santos e Orixás o sincretismo na CapoeiraSantos e Orixás o sincretismo na Capoeira “Em “Falando em Capoeira” eu faço alusão a este fato e justifico: é conseqüência da capoeira ter sua raiz mística e musical no candomblé.

Os cânticos (oriki) louvam os atributos maravilhosos dos orixás. O sincretismo manhoso para evitar os preconceitos eclesiásticos leva ao uso de nomes de santos e trechos de orações, especialmente das ladainhas, em tentativas de lisonja dos censores.

São Bento é um santo a quem creditam uma vida mais próxima da Natureza e dos animais. Santo Amaro é o Protetor da área portuária onde surge a capoeira. Santo Antônio é associado a Ogum na Bahia e a Oxossi no Rio de Janeiro. São Lázaro é a Omolu (Obaluaê), (portador de varíola), na Bahia é representado por São Jerônimo no Rio .Oxalá é para fraseado pelo Senhor do Bonfim… São Jerônimo na Bahia é Xangô.

Tudo em busca de apaziguar a imagem do Diabo, Belzebu associada a Exu pelos cristãos. Santa Bárbara=Nhançã. Santa Maria pelo seu prestígio e interferência junto a Jesus Cristo (Oxalá) e Deus-Pai. De modo similar há referência a Lampião, Zumbi, Pedro Gordilho (Pedrito), Besouro Mangangá, Besouro e/ou mesmos personagens de lendas ou imaginários. Na verdade o importante é o efeito mântrico associado ao toque e sistema de rima poética tonal dos africanos, associado às modificações fonéticas das palavras e expressões para acoplamento à melopéa.”

 

Ser Capoerista é saber conviver… é saber respeitar… é ser acima de tudo um cidadão de espírito livre…
Combater as descriminações e as intolerâncias… dentro ou fora da roda. 

* Imagens enviadas pelo Mestre Decanio

Palmares recupera símbolo da religiosidade africana e reinagura Praça dos Orixás

Fundação investe R$ 550 mil na recuperação das peças e atenta para a responsabilidade da manutenção do patrimônio público

A Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, investiu R$ 730 mil reais na recuperação das estatuas dos Orixás do escultor baiano Tatti Moreno e no evento de reinauguração da Praça dos Orixás, em Brasília. O presidente da Fundação, Zulu Araújo, representará o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, no evento que começa a partir das 18h no dia 31 de dezembro. Antes da abertura religiosa com o cortejo a Yemanjá, terá apresentação dos grupos Filhos de Gandhy e Banda Ase Dudu.

As estátuas são réplicas das esculturas instaladas no Dique do Tororó, em Salvador, e foram decapitadas e queimadas em forte indicio de intolerância religiosa. A depredação começou ainda em 2005, mas em 2007, 12 das 16 estátuas foram destruídas.

“É um momento histórico para os adeptos das religiões de matriz áfrica, para os negros, para a Palmares, para o Ministério da Cultura e mais, é um momento histórico para o exercício da cidadania e da democracia em nosso País”, afirma Zulu Araújo.

Para Zulu a restauração das estatuas e a reinaguração da praça representa uma resposta ao ato de vandalismo de quem deveria manter a paz, a harmonia e o respeito ao próximo. “É uma clara manifestação de segmentos religiosos neopentecostais. “O direito ao culto religioso é uma garantia da Constituição Federal e destruir símbolos das religiões africanas não é um desrespeito apenas a fé das pessoas, mas sim a nossa Constituição”.

O processo demorou quase dois anos, explica Zulu. “Foi uma grande batalha a disponibilização de recursos para cumprir nosso papel de enfrentar a intolerância religiosa. Conseguimos o dinheiro, recuperamos os símbolos e agora é preciso que o Governo do Distrito Federal (GDF) cumpra também o seu papel, que é defender o patrimônio público e punir os atos de vandalismo como eles devem ser punidos. Queremos o mesmo tratamento que é dado aos outros espaços públicos, como a Igrejinha da asa Sul, por exemplo, quando ela pegou fogo o GDF deu um jeito de garantir sua recuperação e a praça dos Orixás deve ter o mesmo tratamento e ser qualificado urbanisticamente, com segurança, iluminação, limpeza”.

Além de Zulu Araújo, estarão presentes da solenidade de reinaugaração da Praça dos Orixás, o Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannchi e os presidente da FBEUC, mãe Marinalva, do Ilê Asé Ode, pai Ribamar e da Sociedade Religiosa Ilê Oxum Opó Afonjá Oni Xangô, pai Raimundo.

Local:

Ponte Costa e Silva (Prainha)

Programação:

18h – Solenidade de reinauguração da Praça

19h – Apresentação dos Filhos de Gandhy

20h – Apresentação cultural da Banda Ase Dudu

21h – Abertura religiosa – cortejo a Yemanjá

Valores:

Recuperação das peças – R$ 550 mil

Reinauguração da Praça dos Orixás – R$ 180 mil

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Palmares
Ministério da Cultura
(61) 3424 0166 / 0162
(61) 9773 6006
www.palmares.gov.br

IX Alaiandê Xirê – O FOGO QUE FICA

Do original, ioruba, Alaiandê, significa o Mestre Tocador.
 
Xirê, de siré, (idem) quer dizer festa, celebração; encontro festivo.
 
O ALAIANDÊ XIRÊ é a Festa dos Mestres Tocadores dos ritmos africanos, afro-brasileiros e afros-descendentes, ligados às religiões primordiais e de matrizes africanas.
 
O ALAIANDÊ XIRÊ permite o entrosamento de músicos especializados nas diversas nações culturais procedentes da África na diáspora brasileira, que vêm contribuindo na formação de nossa Música Popular, conforme conhecemos hoje.
 
Estes músicos denominam-se alabês, na tradição Ketu/nagô (ioruba); Xicarangomas, de origem Angola-Congo e os Runtós, procedentes do Jeje: Mahi e Mina.
 
Segundo a Mitologia da Religião dos Orixás, Xangô é o mestre tocador; o maior dentre todos os tocadores e dançarinos de batá: um toque ritual, em Sua homenagem.
 
Portanto, costuma-se dizer: ALAIANDÊ É XANGÔ.
 
Realizado há nove anos pela equipe ALAIANDÊ do Ilê Axé Opô Afonjá – uma das mais tradicionais Casas de Culto aos Orixás do Brasil, o ALAIANDÊ XIRÊ – Festival Internacional de Alabês, Xicarangomas e Runtós reúne os melhores músicos sacerdotes: cantores e tocadores de atabaques da Bahia, do Brasil e, também, de diferentes regiões do exterior.
 
As exibições de alguns virtuoses do universo cultural dos Orixás, Voduns e Inquices atraem centenas de pessoas de múltiplos interesses que vêm participar do ALAIANDÊ XIRÊ – já reconhecido e sedimentado nesta cidade do Salvador, no Brasil e alguns paises da diáspora africana.
 
A partir desta 9ª edição o ALAIANDÊ caminhará pelos diferentes terreiros de candomblé em prol da paz e união.
 
O ALAIANDÊ 2006 – O FOGO QUE FICA – será realizado de 01 a 03 de dezembro, no TERREIRO BATE FOLHA, na MATA ESCURA.
 
XANGÔ DOBRA OS COUROS PARA OS 90 ANOS DESTA MARAVILHOSA CASA DE ANGOLA.
 
AXÉ, AUETO!
 
Para ficar por dentro do Alaiandê Xirê visite: Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17802621
 
Onde: Terreiro Mansu Banduquenqué – Bate Folha – Rua São Jorge, 65 – Mata Escura Salvador/BA
Fone: 0 xx 71 3376-2163
 
Quando ir: 01/12/2006 a 03/12/2006
 
Quanto custa: Grátis
 
Contatos/Informações: Rita do Rio – email: rita.virginia4@terra.com.br
Cléo Martins – email: agbeni@terra.com.br
Alaiandê Xirê – Fone: 0 xx 71 3321-2633
 
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Crença disfarçada

 
Apenas 0,49% da população de Salvador, considerada a cidade mais negra do país, se declara adepta das religiões afros
 

Adriana Jacob
 
Mãe Carmen do Gantois diz que muitos filhos do candomblé não se assumem como tal

Pouca gente sabe, mas a cidade gaúcha de Rio Grande é o município brasileiro onde mais pessoas afirmam ser adeptas de religiões afro-brasileiras. O dado consta no estudo Retrato das religiões do Brasil, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na pesquisa, Salvador, que costuma ser considerada uma espécie de Meca quando o assunto são as religiões de matriz africana, aparece numa modesta 172a posição.

É isso mesmo. Menos de 1% dos soteropolitanos se declaram adeptos de religiões afro-brasileiras. No percentual exato, 0,49% da população da cidade mais negra do Brasil afirma crer na religião dos orixás, inquices e voduns. Entre os 5.507 municípios pesquisados, a capital baiana perde no item em questão para 171 localidades. No ranking das "dez mais", aparecem lugares de muito menos visibilidade, como Dezesseis de Novembro (RS), Carnaubeira da Penha (PE) e Divino de São Lourenço (ES).

O estudo, feito através do processamento dos microdados do Censo Demográfico 2000, causou polêmica entre babalorixás, ialorixás, e pesquisadores baianos. "Isso para mim não é surpresa nenhuma. Nossos ancestrais mascararam a religião, colocaram santos de igreja no lugar dos orixás, tiveram que negar sua origem. Isso se infiltrou no sangue e na mente de seus descendentes até hoje. Os próprios filhos do candomblé não se assumem como tal. Eu não condeno ninguém, são os resquícios da escravidão", afirma mãe Carmen Oliveira da Silva, ialorixá do Terreiros do Gantois, casa fundada em 1849.

Ela conta a história de uma adolescente que teve a foto publicada no jornal, associada a um terreiro. "Quando perguntaram na escola, ela disse que não era ela, negou. Muita gente não assume que é do candomblé, mas você vai numa festa para orixás e a casa está cheia", diz a sacerdotisa.

"Como o negro e sua cultura foram por demais desvalorizados, o que ocorre é que muitas pessoas preferem dizer que são da Igreja Católica. No fundo, é o racismo, a vergonha de sua condição de afro-brasileiro. Ainda existem aquelas pessoas que querem disfarçar", analisa a escritora, advogada e agbeni Xangô do também tradicional terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, Cléo Martins. "Já no Rio Grande do Sul, onde mais pessoas afirmam ser adeptas, a maioria é branca, então eles não têm essa crise de identidade".

O presidente da Fundação Palmares do Ministério da Cultura e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ubiratan Castro de Araújo, questiona a metodologia da pesquisa. "Se você perguntar qual a religião de uma pessoa na Bahia, a maioria ou não sabe, porque tem uma religião muito aberta, composta por várias coisas – ela vai no candomblé, na igreja, no centro espírita e na messiânica – ou diz que é católica porque foi batizada. A pesquisa em si é algo discutível, eu questiono essa metodologia porque ela não consegue perceber esse fenômeno sentido na Bahia", analisa o historiador.

Ele cita a si próprio como exemplo: "Eu integro a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, no Pelourinho, e vou me tornar ogã de Obaluaê de um terreiro. A minha religião é de dupla pertença, ligada aos negros católicos e à tradição afro. O ideal então seria perguntar quais são suas religiões, no plural", afirma.

Cléo Martins considera que, entre algumas pessoas existe uma síntese entre o candomblé e o catolicismo. "O coração da gente é livre, mas essas pessoas que são realmente praticantes das duas religiões jamais vão declarar que são adeptas das religiões afro-brasileiras", opina a agbeni Xangô, que é responsável pelo Alaiandê Xirê do Afonjá.

Em algumas situações, a discriminação chega a se concretizar. O babalorixá Balbino Daniel de Paula conta que uma das suas filhas-de-santo perdeu o emprego depois que a fotografia dela, vestida com roupas do candomblé, apareceu em um jornal. "Ela tinha um bom emprego num escritório, mas depois disso foi demitida", conta Balbino, que pe responsável por outro respeitado terreiro, o Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas.

Na opinião do antropólogo e ogã de um dos mais antigos terreiro de Salvador, a Casa Branca, Ordep Serra, muita gente ainda é hostilizada pelo preconceito e pela intolerância religiosa. "Em Salvador e região metropolitana, a gente tem mais de dois mil terreiros, não é possível que o número de adeptos seja tão pequeno. Essas estatísticas não trazem a realidade. Acho que muita gente não se declara como praticante do candomblé até por influência africana, onde não existe essa coisa excludente de ser apenas de uma religião".

DOWNLOADS

  • Envelhecimento e capoeira – Decanio Filho, A. A. (12/05/2003)
     
  • Evolução histórica da capoeira – Decanio Filho, A. A. (12/05/2003)
     
  • Falando de capoeira – Decanio Filho, A. A. (07/01/2003)
     
  • O Transe Capoeirano – Decanio Filho, A. A. (06/01/2003)
     
  • A Herança de Mestre Bimba – Decanio Filho, A. A.
     
  • A Herança de Mestre Pastinha – Decanio Filho, A. A.
     
  • Os Orixás – Ronilda Iakemi Ribeiro     

    ASSESSORIA LITEROFILOSÓFICO

    Títulos que formam o fundo cultural musicoliterofilosófico da capoeira

    JUSTIFICATIVA

    Não se pode compreender a  cultura dum povo sem conhecer a sua história
    Para conhecer a história dum povo
    É preciso conhecer a historia dos  seus grandes homens
    Aqueles que fizeram a história do seu povo e determinaram seu destino
    Nós somos apenas seguidores
    Eternos copiadores
    O Brasil tem o "Cruzeriro do Sul" como guia
    Segue a trilha dos Orixás…
    A "Via Láctea" do nosso Destino!
    Chêêê Babá!

     
     Como disseram Carybé e Fatumbi

    Um balalaô me contou:
    "Antigamente, os orixás eram homens.
    Homens que se tomaram orixás por causa de seus poderes.
    Homens que se tomaram orixás por causa de sua sabedoria.
    Eles eram respeitados por causa da sua força.
    Eles eram venerados por causa de suas virtudes.
    Nós adoramos sua memória e os altos feitos que realizaram.
    Foi assim que estes homens se tomaram orixás.
    Os homens eram numerosos sobre a terra.
    Antigamente, como hoje,
    muitos deles não eram valentes nem sábios.
    A memória destes não se perpetuou.
    Eles foram completamente esquecidos.
    Não se tomaram orixás.
    Em cada vila um culto se estabeleceu
    sobre a lembrança de um ancestral de prestígio
    e lendas foram transmitidas de geração em geração
    para render-lhes homenagem."
    (in "As  lendas africanas dos orixás" )

    • Darcy Ribeiro
      • O Povo Brasileiro – A formação e o sentido do Brasil. Editora Companhia das Letras,1995.
    • Décio Freitas
      • Palmares: A guerra dos escravos. Biblioteca de História, Vol. n?? 2, Edições Graal Ltda, Rio de Janeiro/RJ, 5a. ed., 1990
    • Elyiette Guimarães de Magalhães
      • Orixás da Bahia (5a ed.).  S. A. Artes Gráficas, Salvador, 1977.
    • Francisco Pereira da Silva
      • Itinerários da capoeira
    • Gilberto Freire
      • Casa Grande e Senzala. Editora Nova Fronteira S.A, Rio de Janeiro/RJ.
    • José Jorge de Morais Zacharias
      • Ori Axé – A dimensão arquetípica dos orixás. Vector, S.Paulo/SP, 1998.
    • José Ramos Tinhorão
      • Os sons dos negros no Brasil (cantos – danças – folguedos: origens). Arte Editora, S. Paulo, 1988.
      • Os negros em Portugal – uma presença silenciosa. Editorial Caminho, Lisboa,1988.
    • José Rodrigues da Costa
      • Candomblé de Angola – Nação Kassanje (2a. ed.). PALLAS Ed. e Distrib. Ltda, Rio de Janeiro/RJ, 1991
    • Katia M. de Queiroz Mattoso
      • Bahia seculo XIX – Uma província do Império. Editora Nova Fronteira S.A. Rio de Janeiro/R,1992.J
    • Luís da Câmara Cascudo
      • Lendas Brasileiras. Edições de Ouro (Edit. Technoprint Ltda), Rio de Janeiro/RJ
      • Dicionário do Folclore Brasileiro. Ediouro S.A.,Rio de Janeiro/RJ
    • Marco Aurélio Luz
      • Agdá – dinâmica da Civilização Afro-Brasileira. Centro Editorial e Didático da UFBa – Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil -SECNEB, Salvador,/BA, 1955
    • Michael Ademola Adesoji
      • Nigéria – História e Costumes (Cultura do Povo Yorubá Origens dos seus Orixás). Livraria Editora Cátedra, Rio de Janeiro/RJ,1990
      • Oriki (Evocação dos Orixás ) Livraria Editora Cátedra, Rio de Janeiro/RJ
      • IFÁ – A testemunha do Destino e o Antigo Oráculo da Terra de Yorubá. Livraria Editora Cátedra, Rio de Janeiro/RJ
    • Monique Augras
      • O duplo e a metamorfose, a identidade mítica em comunicades nagô. 1983, Editora Vozes Ltda. Petropólis/RJ
    • Paulo Coêlho de Araújo
      • Abordagens sócio-antropológicas da luta/jogo da capoeira. Instituto Superior da Maia (série "Estudos e Monografias"), Maia, 1997.
    • Pierre Fatumbi Verger
      • Orixás – Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo. Corrupio Edições e Promoções Culturais Ltda, Salvador, 1981
      • Os libertos – sete caminhos na liberdade dos escravos da Bahia no século XIX. Corrupio Edições e Promoções Culturais Ltda, Salvador, 1989.
      • Artigos Tomo I – Esplendor e decadencia do culto de Iyami Osoronga "Minha mãe a Feiticeira" entre os iorubas – Contribuição especial das mulheres ao candomblé do Brasil – Contribuição estudo dos mercados nagôs do Baixo Benin (parceria com R. Bastide). Corrupio Edições e Promoções Culturais Ltda, Salvador, 1992.
      • Dieux d’Afrique. Editions Paul Hartmann, Paris,1954.
      • Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o golfo do Golfo do Benin e a Bahia de Todos os Santos dos séculos XVII a XIX (3a ed.).Corrupio, S. Paulo, 1987.
    • Perre Fatumbi Verger e Caribé
      • Lendas africanas dos Orixás. Corrupio Edições e Promoções Culturais Ltda, Salvador, 1985
    • Robert Jourdain
      • Música, cérebro e extase. Editora Objetiva, Rio de Janeiro/RJ, 1998.
    • Roberto Moura
      • Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro, 2a ed., 1955. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/scretaria Municipal de Cultura/departamento Geral de Documentação e Informação Cultural/Divisão de Editoração.
    • Ronilda Iyakemi Ribeiro
      • Alma africana no Brasil – os iorubás. Editora Oduduwa, S. Paulo, 1996.
    • Stewart,R.J. 
      • Música e Pisiquê. Ed. Cultrix, São Paulo/SP, 1988.
    • Tame, D.
      • O poder oculto da música. Ed. Cultrix, São Paulo/SP, 1984.

    ORIXÁS

     Deus, Divindades e Poder Ancestral
     

    onde se discorre a respeito da concepção de Deus e da etimologia da palavra orixá; apresentam-se dados sobre algumas das principais divindades do panteão iorubá e sobre o Poder Ancestral….

     

     

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    A LENDA DOS ORIXÁS

     "As lendas africanas dos orixás"

    Um balalaô me contou:
    "Antigamente, os orixás eram homens.
    Homens que se tomaram orixás por causa de seus poderes.
    Homens que se tomaram orixás por causa de sua sabedoria.
    Eles eram respeitados por causa da sua força
    Eles eram venerados por causa de suas virtudes.
    Nós adoramos sua memória e os altos feitos que realizaram.
    Foi assim que estes homens se tomaram orixás.
    Os homens eram numerosos sobre a terra.
    Antigamente, como hoje,
    muitos deles não eram valentes nem sábios.
    A memória destes não se perpetuou.
    Eles foram completamente esquecidos.
    Não se tomaram orixás.
    Em cada vila um culto se estabeleceu
    sobre a lembrança de um ancestral de prestígio
    e lendas foram transmitidas de geração em geração
    para render-lhes homenagem."

     

    Pierre Fatumbi Verger e Carybé