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6 ANUAL BATIZADO FORMATURA E 10 ANOS NO U.S.A.

Atencao todos os capoeiristas de todas as  partes do Mundo,
 
A Ginga Associaçao de Capoeira Regional esta celebrando 10 Ano de Capoeira nos Estados Unidos da America. A GINGA foi Fundada en 13 de Novenbro de 1972 pelo MESTRE ITAPOAN e hoje ten um nucleo en Nova York comadado sobre a direçao do professor Kiki da Bahia que e representante da A.B.P.C. Associaçao Brasileira dos Professores de Capoeira.
 
O Grupo Ginga Capeira Regional tamben esta celebrando 6 Anual Batizado de Capoeira  com Formatura e troca de cordas gostariamos de covida todos capoeiristas de toda pertis do mundo .
Nois vamos ter as presecias de varios Mestre especias de diferentis partis do mundo Brasil,Canada e Inglaterra U.S.A
 
Para mais informacois. telefone.1212-777-1378 uo
www.grupoginga.com
grupoginga@yahoo.com
 
Axé Capoeiristas do Mundo enteiro

Músicas pro CAPURAPAZ

O meu berimbau toca trazendo a Paz
 
 
Meu berimbau toca trazendo a paz, dizendo não às drogas, violência nunca mais..
 
Berimbau quando toca na roda, traz a paz e também a união, berimbau ele tem a mágia de tocar no seu coração….
 
O Meu berimbau toca trazendo a paz, dizendo não às drogas, violência nunca mais…
 
Berimbau quando é bem tocado ele chama a sua atenção, a cantiga quando é bem cantada ela manda mensagem e passa informação…
 
Meu berimbau toca trazendo a paz, dizendo não às drogas, violência nunca mais..
 
Menina escute o que eu digo, escute o que vou lhe dizer, venha jogar capoeira, venha seu corpo mexer…
 
Meu berimbau toca trazendo a paz, dizendo não às drogas, violência nunca mais…
 
Garoto escute o recado que agora eu vou lhe falar, venha pro CAPURAPAZ, vem capoeira jogar…
 
Meu berimbau toca trazendo a paz, dizendo não às drogas, violência nunca mais..
 
Ritmo: Benguela
Autoria: Lampanche e Thelminha
 


 
Respeito e Violência…
 
 
Capoeira não é violência, Capoeira não é pra matar, Capoeira é uma luta bem gostosa de jogar
 
Por isso aqui neste encontro, Capoeira vamos jogar, com o grupo Capuraginga que tem fundamento e agora vai mostrar
 
Vamos jogar capoeira, o lelê, vamos jogar capoeira o lalá, vamos jogar capoeira, com respeito e sem violência…
 
Numa roda tem que ter harmonia, amizade e muita paz, se assim é que você joga, vem jogar no CAPURAPAZ…
 
Pois aqui neste encontro, capoeira vai rolar, com o grupo Capuraginga que tem fundamento e agora vai mostrar…
 
Vamos jogar capoeira, o lelê, vamos jogar capoeira o lalá, vamos jogar capoeira, com respeito e sem violência…
 
Ritmo:São Bento Grande
Autoria: Márcio N. A. Moraes
 

Capoeira vem jogar 
 
 
Capoeira vem jogar, vem soltar sua mandiga… Vem esquecer essa besteira de partir sempre pra briga….capoeira vem jogar…
 
Capoeira vem jogar, vem soltar sua mandiga… Vem esquecer essa besteira de partir sempre pra briga….capoeira vem jogar…
 
Quero te ver na roda, com amor no coração, mostrando pra toda essa gente que violência não é solução….capoeira vem jogar 
 
Capoeira vem jogar, vem soltar sua mandiga… Vem esquecer essa besteira de partir sempre pra briga….capoeira vem jogar…
 
Capoeira é luta nossa e veio nos presentear, com sua magia que nasceu pra libertar…..capoeira vem jogar
 
Capoeira vem jogar, vem soltar sua mandiga… Vem esquecer essa besteira de partir sempre pra briga….capoeira vem jogar…
 
 
Ritmo: Benguela
 

Para mais informações sobre o evento visite:
 
 
 
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Capoeiragem: O Nosso Jogo!

Nota:
Alguns mestres estão tendendo a esquecer o passado mais remoto da Capoeira.
O que interessa, segundo esses, é o presente e o futuro, quando muito recuam apenas algumas décadas. 
Felizmente a maioria dos mestres e pesquisadores, inclusive estrangeiros, está pensando, cada vez mais, no sentido oposto. Ou seja, o Brasil tem a obrigação de passar para o resto do mundo, toda a história da Capoeira, e não apenas uma parte. Pois, se assim não fizer, os outros farão.
Assim considerando, começamos neste número a publicar o que o Mundo da Capoeira considera como literatura clássica da Capoeiragem.  Por falta de espaço, obviamente, não transcreveremos os livros que já estão sendo  consagrados como básicos para o bom entendimento da Capoeiragem. Vamos nos limitar a transcrever velhos artigos, crônicas e reportagens.  Boa parte do que for transcrito, certamente, já será do conhecimento de muitos, mas, mesmo assim, acreditamos que é hora também de reler toda esta magnífica literatura capoeirística.
Vamos começar com a extraordinária crônica NOSSO JOGO, de Coelho Netto, publicada em 1922, no livro BAZAR.  Antes, porém, umas palavras sobre o autor:
 Henrique Maximiano COELHO NETTO – Escritor brasileiro, nasceu em Caxias, Maranhão no dia 20 de fevereiro de 1864 faleceu no Rio de Janeiro no dia 28 de novembro de 1934. Foi para o Rio de Janeiro com dois anos de idade; estudou Medicina e Direito mas não concluiu nenhum dos cursos. Em 1885 relacionou-se com José do Patrocínio, que o introduziu na relação da Gazeta da Tarde; nesse jornal deu início à sua Lista Abolicionista e Republicana. Em 1891, foi publicada sua primeira obra "Rapsódias", um livro de contos. Dedicou-se a literatura com entusiasmo, publicando obras atrás de obras. Escreveu algumas peças teatrais, mais de cem livros e cerca de 650 contos. Foi também um orador de grandes recursos; em 1909 foi catedrático da mesma matéria. Foi deputado na Legislatura da 1909 a 1911; esteve em Buenos Aires como Ministro Plenipotenciário, em Missão Especial. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Em 1928, foi consagrado como "Príncipe dos Prosadores Brasileiros". De sua extensa obra literária, destacam-se: "A Capital Federal", "Fruto Proibido", "O Rei Fantasma", "Contos Pátrios", "O Paraíso", "Mano", "As Estações", "Sertão", "Mistério do Natal", "Fogo Fátuo" e "A Cidade Maravilhosa". Também poeta, escreveu um soneto que se tornaria famoso: "Ser Mãe"; Coelho Neto é o exemplo de fidelidade e dedicação às letras.

Capoeiragem: O Nosso Jogo!

Coelho Netto,  O BAZAR " 1922
 
"Transcrevendo-o do Correio do Povo, de Porto Alegre, publicou O Paiz em seu número de 22 do corrente, um artigo com o título: "Cultivemos o jogo de capoeira e tenhamos asco pelo do Box", firmado pelo correspondente do jornal gaúcho nesta cidade, Dr. Gomes Carmo.
 
Concordamos in limini com o que diz o articulista, valho-me da oportunidade que me abre tal escrito para tornar a um assunto sobre o qual já me manifestei e que também já teve por ele a pena diamantina de Luiz Murat.
 
A capoeiragem devia ser ensinada em todos os colégios, quartéis e navios, não só porque é excelente ginástica, na qual se desenvolve, harmoniosamente, todo o corpo e ainda se apuram os sentidos, como também porque constitui um meio de defesa pessoal superior a todos quantos são preconizados pelo estrangeiro e que nós, por tal motivo apenas, não nos envergonhamos de praticar. (negrito do Editor)
 
Todos os povos orgulham-se dos seus esportes nacionais, procurando, cada qual dar primazia ao que cultiva. O francês tem a savate, tem o inglês o boxe; o português desafia valentes com o sarilho do varapau; o espanhol maneja com orgulho a navalha catalã, também usada pelo "fadista" português; o japonês julga-se invencível com o seu jiu-jitsu e não falo de outros esportes clássicos em que se treinam, indistintamente, todos os povos, como a luta, o pugilato a mão livre, a funda e os jogos d`armas.
 
Nós, que possuímos os segredos de um dos exercícios mais ágeis e elegantes, vexamo-nos de o exibir e, o que mais é, deixamo-nos esmurraçar em ringues por machacazes balordos que,  com uma quebra de corpo e um passe baixo, de um "ciscador" dos nossos, iriam mais longe das cordas do que foi Dempsey  à repulsa do punho de Firpo.
 
O que matou a capoeiragem entre nós foi…a navalha. Essa arma, entretanto, sutil e covarde, raramente aparecia na mão de um chefe de malta, de um verdadeiro capoeira, que se teria por desonrado se, para derrotar um adversário, se houvesse de servir do ferro.
 
Os grandes condutores de malta " guaymús e nagôs, orgulhavam-se dos seus golpes rápidos e decisivos e eram eles, na gíria do tempo: a cocada, que desmandibulava o camarada ou, quando atirada ao estomago, o deixava em síncope, estabelecido no meio da rua, de boca aberta e olhos em alvo; o grampeamento, lanço de mão aos olhos, com o indicador e o anular em forquilha, que fazia o mano ver estrelas; o cotovelo em ariete ao peito ou ao flanco; a joelhada; o rabo de raia,  risco com que Cyriaco derrotou em dois tempos, deixando-o sem sentidos, ao famoso campeão japonês de jiu-jitsu; e eram as rasteiras, desde a de arranque, ou tesoura, até a baixa, ou bahiana; as caneladas, e os pontapés em que alguns eram tão ágeis que chegavam com o bico quadrado das botinas ao queixo do antagonista; e, ainda, as bolachas, desde o tapa-olho, que fulminava, até a de beiço arriba, que esborcinava a boca ao puaia.  E os ademanes de engano, os refugos de corpo, as negaças, os saltos de banda, à maneira felina, toda uma ginástica em que o atleta parecia elástico, fugindo ao contrário como a evitá-lo para, a súbitas, cair-lhe em cima, desarmando-o fazendo-o mergulhar num "banho de fumaça".
 
Era tal a valentia desses homens que, se fechava o tempo, como então se dizia, e no tumulto alguém bradava um nome conhecido como:Boca-queimada, Manduca da Praia, Trinca-espinha ou Trindade, a debandada começava por parte da polícia e viam-se urbanos e permanentes valendo-se das pernas para não entregarem o chanfalho e os queixos aos famanazes que andavam com eles sempre de candeias às avessas.
 
"Dessa geração celebérrima fizeram parte vultos eminentes na política, no professorado, no exército, na marinha como " Duque Estrada Teixeira, cabeça cutuba tanto na tribuna da oposição como no mastigante de algum paróla que se atrevesse a enfrentá-lo à beira da urna: capitão Ataliba Nogueira; os tenentes Lapa e Leite Ribeiro, dois barras; Antonico Sampaio, então aspirante da marinha e por que não citar também Juca Paranhos, que engrandeceu o título de Rio Branco na grande obra patriótica realizada no Itamaraty, que, na mocidade, foi bonzão e disso se orgulhava nas palestras íntimas em que era tão pitoresco.
 
A tais heróis sucederam outros: Augusto Mello, o cabeça de ferro; Zé Caetano, Braga Doutor, Caixeirinho, Ali Babá e, sobre todos o mais valente, Plácido de Abreu, poeta comediógrafo e jornalista, amigo de Lopes Trovão, companheiro de Pardal Mallet e Bilac no O COMBATE, que morreu, com heroicidade de amouco, fuzilado no túnel de Copacabana, e só não dispersou a treda escolta, apesar de enfraquecido, como se achava , com os longos tratos na prisão, porque recebeu a descarga pelas costas quando caminhava na treva, fiado na palavra de um oficial de nome romano.
 
Caindo de encontro às arestas da parede áspera ainda soergue-se, rilhando os dentes, para despedir-se com uma vilta dos que o haviam covardemente atraiçoado. Eram assim os capoeiras de então.
 
Como os leões são sempre acompanhados de chacais, nas maltas de tais valentes imiscuíam-se assassinos cujo prazer sanguinário consistia em experimentar sardinhas em barrigas do próximo, deventrando-as.
 
O capoeira digno não usava navalha: timbrava em mostrar as mãos limpas quando saia de um turumbamba.
 
Generoso, se trambolhava o adversário, esperava que ele se levantasse para continuar a luta porque: "Não batia em homem deitado"; outros diziam com mais desprezo: "em defunto".
 
Nos terríveis recontros de guaiamus e nagôs, se os chefes decidiam que uma questão fosse resolvida em combate singular, enquanto os dois representantes da cores vermelha e branca se batiam as duas maltas conservam-se à distância e, fosse qual fosse o resultado do duelo, de ambos os lados rompiam aclamações ao triunfador.
 
Dado, porém, que, em tais momentos, estrilassem apitos e surgissem policiais, as duas maltas confraternizavam solidárias na defesa da classe e era uma vez a Força Pública, que deixava em campo, além do prestigio, bonés em banda e chanfalhos à ufa.
 
O capoeira que se prezava tinha oficio ou emprego, vestia com apuro e. se defendia uma causa, como aconteceu com do abolicionismo, não o fazia como mercenário.
 
O capanga, em geral, era um perrengue, nem carrapeta, ao menos , porque os carrapetas, que formavam a linha avançada, com função de escoteiros, eram rapazolas de coragem e destreza provadas e sempre da confiança dos chefes.
 
Nos morros do Vintém e do Néco reuniam-se, às vezes, conselhos nos quais eram severamente julgados crimes e culpas imputados a algum dos das farandulas.  Ladrões confessos eram logo excluídos e assassinos que não justificassem com a legitima defesa o crime de que fossem denunciados eram expulsos e às vezes, até, entregues a policias pelos seus próprios chefes.
 
Havia disciplina em tais pandilhas.
 
Quanto às provas de superioridade da capoeiragem sobre os demais esportes de agilidade e força são tantas que seria prolixa a enumeração.
 
Além dos feitos dos contemporâneos de Boca queimada e Manduca da Praia, heróis do período áureo do nosso desestimado esporte, citarei, entre outros, a derrota de famosos jogador de pau, guapo rapagão minhoto, que Augusto Mello duas vezes atirou de catrambias no pomar da sua chacarinha em Vila Isabel onde, depois da luta e dos abraços de cordialidade, foi servida vasta feijoada. Outro: a tunda infligida um grupo de marinheiros franceses de uma corveta Pallas, por Zé Caetano e dois cabras destorcidos. A maruja não esteve com muita delonga e, vendo que a coisa não lhe cheirava bem em terra, atirou-se ao mar salvando-se, a nado, da agilidade dos três turunas, que a não deixavam tomar pé.
 
A última demonstração da superioridade da capoeiragem sobre um dos mais celebrados jogos de destreza deu-nos o negro Cyriaco no antigo Pavilhão Paschoal Segreto fazendo afocinhar, com toda a sua ciência, o jactancioso japonês, campeão do jiu-jitsu.
 
Em 1910, Germano Haslocjer, Luiz Murat e quem escreve estas linhas pensaram em mandar um projeto a Mesa da Câmara dos Deputados tornando obrigatório o ensino da capoeiragem nos institutos oficias e nos quartéis. Desistiram, porém, da idéia porque houve quem a achasse ridícula, simplesmente, por tal jogo era…brasileiro.
 
Viesse-nos ele com rótulo estrangeiro e tê-lo-íamos aqui, impando importância em todos os clubes esportivos, ensinado por mestres de fama mundial que, talvez, não valessem um dos nossos pés rapados de outrora que, em dois tempos, mandariam um Firpo ou um Dempsey ver vovó, com alguns dentes a menos algumas bossas de mais.
 
Enfim…Vamos aprender a dar murros " é esporte elegante, porque a gente o pratica de luvas, rende dólares e chama-se Box, nome inglês. Capoeira é coisa de galinha, que o digam os que dele saem com galos empoleirados no alto da sinagoga.
 
É pena que não haja um brasileiro patriota que leva a capoeiragem a Paris, batisando-a, com outro nome, nas águas do Sena, como fez o Duque com o Maxixe.
 
Estou certo de que, se o nosso patriotismo lograsse tal vitória até as senhoras haviam de querer fazer letras, E que linda seriam as escritas!  Mas, se tal acontecesse, sei lá !  muitas cabeçadas dariam os homens ao verem o jogo gracioso das mulheres".
 

Livros


É luta, é dança, é Capoeira


Mestre João Pequeno – Uma vida de Capoeira


Capoeira Angola na Bahia


A balada do noivo-da-vida e veneno da madrugada

Roberto Freire
Revista Liberdade

Luiz Augusto Normanha Lima
2000

Mestre Bola Sete
2001

Nestor Capoeira
1997


Bimba, Pastinha, Besouro de Manganga…


O barracão do mestre Waldemar


Bimba o perfil do mestre


Feijoada no Paraíso: a Saga de Besouro, o Capoeira

A.Liberac
2002

Fred Abreu
2003

Mestre Itapoan
Raimundo A. de Almeida
1982

Marco Carvalho
2002

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