Ludicidade, Pedagogia, Cidadania & Capoeira
10 Out 2006

Ludicidade, Pedagogia, Cidadania & Capoeira

SEE leva discussão étnico-racial a jovens de favela  Utilizar o lúdico como proposta pedagógica, a fim de levantar a auto-estima, promover a

10 Out 2006
SEE leva discussão étnico-racial a jovens de favela
 
Utilizar o lúdico como proposta pedagógica, a fim de levantar a auto-estima, promover a cidadania e o intercâmbio entre crianças e professores da Favela Sururu de Capote. É com este objetivo que a Secretaria Executiva de Educação, através do Núcleo Temático Identidade Negra na Escola, em parceria com a Editora Paulinas, realiza nesta terça-feira, das 9h às 11h e das 14h às 16h; e na sexta-feira, das 9h às 11h, uma série de oficinas temáticas na sede da Editora Paulinas, localizada no Centro de Maceió.
 
A iniciativa faz parte do Projeto Vim para que Todos Tenham Vida, por meio da oficina temática “Outubro é Mês de Xirê”. Xirê, na língua iorubá, quer dizer festa, brincadeira e propõe, por meio da brincadeira entre professores e alunos, transmitir os valores da tradição e cultura negras.
 
No mês em que se comemora o dia das crianças e o dia do professor, nada mais propício do que promover o intercâmbio entre a comunidade acerca dos valores da diversidade, com a utilização da capoeira e jogos no aprendizado e respeito às diferenças.
 
“A proposta de realizar essa experiência brincante de aula passeio é uma estratégia pedagógica dinâmica e divertida de envolver crianças no aprendizado e respeito do outro e das diferenças étnico-raciais, contribuindo para a promoção dos valores sociais, étnicos e culturais”, explica Arísia Barros, coordenadora do Núcleo Temático.
 
Oficinas – A primeira oficina temática “Jogando o Jogo da Capoeira” será voltada para 40 crianças entre sete e 11 anos da favela Sururu de Capote, das 9h às 11h e será coordenada pelo mestre em Capoeira e presidente do Centro de Capoeira Quilombo dos Palmares e professor de educação física da rede, Cláudio Figueiredo.
 
À tarde, a partir das 14h, acontece a segunda oficina, “Dançando a Dança Afro”, ministrada por Nane Moreno, coordenadora do Grupo de Dança Afro Oju Omin Omorewá. Será trabalhada com os 40 alunos, também entre sete e 11 anos, a dança africana, uma das tradições mais antigas das sociedades africanas.
 
Na sexta-feira, a partir das 9h, será realizada a oficina “Omowalê” – a filha que volta para casa. A palestrante Ana Márcia Ferreira de Farias, pedagoga, coordenadora do Projeto Laboratório Pedagógico da SEE e mestranda em Educação, fará uma reflexão sobre educação e diversidade étnico-racial para 80 professores da rede estadual de ensino.
 
“A oficina de encerramento fornecerá um elemento de manutenção da identidade étnica de meninos e meninas negras, através da Lei 10.639/03 e da temática afro-brasileira”, comenta Arísia. O encerramento das atividades está previsto para as 11h. Todo o transporte e alimentação dos participantes estão sendo providenciados pela SEE e pela Editora Paulinas.
 
(Agência Alagoas)  
 
 
Fonte: WWW.GAZETAWEB.COM  – Maceió, AL, Brasil

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