VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ
07 Jun 2005

VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ

O Acervo Cultural de Capoeira "Artur Emídio de Oliveira" – EEFD/UFRJ convida para o VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ   Data:   

07 Jun 2005
O Acervo Cultural de Capoeira "Artur Emídio de Oliveira" – EEFD/UFRJ convida para o VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ
 
Data:    16 de junho de 2005
Hora:     11:00 h
Local:    Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro
 
Ginásio de Lutas "Almerídio Brandão Pinheiro de Barros"
Av. Pau Brasil 540 – Cidade Universitária – Ilha do Fundão – Rio de Janeiro/RJ
 
 
Saudações acadêmicas,
 
Professor Gilberto Alves de Andrade Oscaranha – EEFD/UFRJ
Tel.: (21) 3346-7065 e (21) 9628-8212

O QUE É O FESTIVAL?
 
Com o intuito cultural, acadêmico e social, apresenta a Capoeira, reavivando e valorizando, através dela, os interesses nos aspectos de nossa cultura que estão, de certa forma, adormecidos em função da dinâmica globalizante, que estabelece verdades inquestionáveis, relegando, para um segundo plano, parte importante da estrutura da sociedade brasileira capaz de produzir, através de suas camadas menos favorecidas, exuberantes manifestações culturais. E aqui se encaixa a Capoeira, que desde a sua criação, representa a luta de parcela expressiva de nossa sociedade para manter vivas as raízes de sua origem.
 
O VII Festival de Capoeira da UFRJ contará com a presença de artistas da nossa cultura, que farão exibições e explicarão os rituais utilizados no folclore brasileiro, além de professores e intelectuais que proferirão palestras e realizarão exposições acerca da importância da Capoeira como elemento de ligação entre as diferentes formas de expressão da sociedade brasileira.
 
Em especial, objetivando-se a notoriedade dentro da Universidade do Brasil, será homenageado Artur Emídio de Oliveira, um cidadão brasileiro reconhecido pelo Legislativo estadual do Rio de Janeiro, que, intimorata e intemeratamente, não desiste nunca em divulgar a sua cultura para o Brasil e para o mundo, para, quiçá, o velho mestre consiga, ainda em vida, a dignidade acadêmica coerente com a sua importância cultural para o mundo em que vivemos. Brasileiro este que aos setenta e cinco anos de idade, baluarte e mito vivo da cultura capoeira, atualmente morador em Guapimirim/RJ, continua sua nobre missão que aos sete anos começou em Itabuna na Bahia e desde 1953, no Rio de Janeiro, continuou.
 
Com seu mais conceituado aluno, o mestre Djalma Bandeira, levou a capoeira para o exterior, brilhando nos palcos de Buenos Aires, Acapulco, Nova Iorque, Paris, cidades da Península Ibérica e tantos outros lugares do mundo.
 
Com sua capoeira aprendida em Itabuna, na Bahia, sem sobrenome, sem definição conceitual e sem estigma, mas muito consistente – nem Angola, nem Regional " Artur notabilizou-se, tornando-se o primeiro "cordel branco" da capoeira, em 1973, pela então CBP (Confederação Brasileira de Pugilismo) e completou sua "volta do mundo", que continua nas voltas que o mundo dá, até hoje, com muito axé.
 
Artur Emídio formou muitos alunos, entre eles os mestres: Djalma Bandeira, Celso (Engenho da Rainha), Damionor Ribeiro de Mendonça (criador dos cordéis), Paulo Gomes (falecido, fundador da ABRACAP), Leopoldina, Henriques, Clementino e Vilela.
 
O grupo orquestral de Artur tinha a composição básica: No pandeiro: Genaro Raymundo Coelho " mestre Genaro ", nos berimbaus: Oswaldo Lisboa dos Santos " mestre Paraná – e Robson.
 
 Mestre André Luiz Lacé Lopes, oriundo da escola de Sinhozinho, declara que "a velha guarda da capoeira, no Rio de Janeiro e na Bahia, sabe muito bem que Artur foi um dos maiores talentos de todos os tempos. Fez pela capoeira o que, até hoje, todos nós, reunidos, ainda não fizemos".
 
 
Professor Gilberto Oscaranha
Coordenador
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