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Fundação de Cultura abre Oficina de Capoeira Ilê Camaleão no Centro Cultural

A Fundação de Cultura do governo de Mato Grosso do Sul dá início a Oficina de Capoeira Ilê Camaleão, do Mestre Liminha (Antonio Lima). As aulas acontecem de terça a sexta-feira, das 19h às 21 horas na sala Ateliê do Centro Cultural José Octávio Guizzo.

A Oficina de Capoeira Ilê Camaleão faz parte das atividades do Programa Educativo do Centro Cultural José Octávio Guizzo A primeira aula é gratuita e o valor da mensalidade é de R$ 60,00. O curso vai até dezembro e as vagas são limitadas.

A capoeira, com o decorrer dos anos, deixou de ser apenas uma luta e se transformou em um conceito cultural que empolga tanto brasileiros quanto turistas estrangeiros.

O grupo Ilê-Camaleão existe desde 1990 e é um dos representantes de Mato Grosso do Sul nos encontros nacionais de capoeira, apresentando sempre sua arte de gingar e cantar ladainhas.

 

Serviço: O Centro Cultural José Octávio Guizzo está localizado na Rua 26 de agosto, 453. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3317-1795 ou com o Mestre Liminha, através do telefone 9233-4249.

 

Fonte: http://www.midiamax.com

Evento Cultural: Paranauê

Objetivo do evento: Nosso objetivo é unir amigos, adeptos e admiradores da cultura, promover um lazer e diversão as crianças, jovens e adolescentes; mostrar nosso trabalho que fizemos com os alunos durante todo o ano; incentivar, passar informações através das apresentações; que a capoeira pode ser o futuro dos alunos integrantes, buscar parceiras, apoio e patrocínios; que o povo brasileiro apesar de esquecido e sofrido não desiste nunca e a transformação que um projeto faz dentro da comunidade; que as crianças, jovens e adolescentes de famílias menos favorecidas tem a mesma capacidade, potencial, ideal, sonhos, igualdade, cidadania como qualquer outro, que a capoeira também é saúde, disciplina, ética, etc…

Da importância, do fundamento, da diferença que um Zelador ou Ministro de Culto Religioso pode fazer para a sua comunidade elaborando projetos.

Abertura com: O que é cidadania, Lei Loas, Lei Rouanet e História da Capoeira ( Pedagoga Solange Passy Orama )

 

Programações do Evento Paranauê

 

  1. Fala do Presidente da Instituição Religiosa do Ilê Asé Osun e Oxumarê
  2. Fala do Vice-Presidente do Ilê Asé Osún e Oxumarê- Vitor Hugo
  3. Fala do tesoureiro da Instituição: Levi Pedro da Silva
  4. Fala do Presidente da Associação de Moradores- Raimundo Nascimento
  5. Fala da Casa de Caridade Seara de Boiadeiro- Mãe Fátima D’Omolú
  6. Fala ao Órgão Público caso compareçam
  7. Fala do Estagiário Pantera ( responsável pelos treinos na comunidade )
  8. Apresentação dos integrantes do Grupo ACUCA e convidados

 

Atrações do Evento Paranauê:

 

  • Percussão: Atabaque , Pandeiro e Berimbau
  • ( intervalo ) – com o Grupo Estrela Azul
  • Individual: cada aluno mostrando seus movimentos
  • Dupla: dois alunos mostrando golpes de capoeira
  • ( intervalo ) com o Grupo Batuque na Lata
  • Grupo: será feita uma roda de capoeira, com todos os integrantes e amigos
  • Jogo de Iúna, Angola, Regional e Contemporânea
  • Maculelê
  • Tambor de Crioula, Jongo e Samba de Roda
  • Retorna o Grupo de dança Estrela Azul e o Batuque na Lata

 

Serviremos uma deliciosa feijoada.

 

Endereço do local do Evento: Rua Professor Marcos Margulies s/ nº

Associação de Moradores do Conjunto dos Correios- Estrada do Campinho, próximo ao Ciep 336 Octávio Malta e o antigo Colégio Hebrom- Campo Grande ( zona oeste) Rio de Janeiro.

 

tel: (21) 9787-0211 / 6856-6266 Pai Marcelo D’Osun Kare

e-mail: igualdadeatodos@yahoo.com.br

 

Apoios: Ilê Asé Osún e Oxumarê / Casa de Caridade Seara de Boiadeiro / Loja Família Parafuso ( Realengo) / Mestres: Mauricio, Preguiça, Lael e Marcão( Estrela Azul e Batuque na Lata, Loja de Artigos Religiosos Rosas Douradas( Fabiene Santiago ) e Estagiário Pantera ( Josiel Garcia ).

 

O evento será realizado no dia 22/01/2012 ás 15h.

 

Contamos com a presença de vocês!

 

obs: teremos um grupo dançando frevo,afoxé entre outras mais!

Afoxé Asè Omo Odé abre caminho para o Carnaval dos Tambores

Criado na década de 1990 por Pai João de Abuque (o mais antigo babalorixá e o primeiro ancestral do candomblé goiano), o Afoxé Asè Omo Odé trouxe ao carnaval dos anos de 1990 a 1993 a riqueza das expressões artísticas da tradição afro-brasileira, para a construção da tradição afro-goiana.

No ano de 2008, por iniciativa da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba e do terreiro Ilè Ibá Ibó Mim, o Afoxé sob direção do ogã Mestre Luizinho, herdeiro de Mestre Bimba; retomou suas atividades festivas nas ruas de Goiânia, em rememoração ao dia 13 de maio.

Desde então, realiza anualmente cortejos pelas ruas do Setor Pedro Ludovico em homenagem a importantes mestres da tradição afro-brasileira como: Pai João de Abuque; Mestre Bimba – criador da capoeira regional; Mestre Pastinha – ícone da capoeira angola; e em 2010 reverenciou os mestres da Congada de Goiânia.

Em 2009 e 2010, o Afoxé abriu o carnaval de rua de Goiânia na Avenida Araguaia, e em 2011 abre os caminhos para “O CARNAVAL DOS TAMBORES” no Setor Pedro Ludovico com o som percussivo dos atabaques, agogôs e xequerês, a beleza dos cantos e das danças, a força das cores e dos ritos do Candomblé em um grande cortejo que destaca a riqueza rítmica e estética de Ogum, orixá dono dos caminhos e da tecnologia; de Oxóssi (patrono desse afoxé), protetor dos caçadores e das matas, e a exuberância de Oxum com o seu ritmo ijexá.

 

Serviço

Atabaque, cavaco, tamborim: o Carnaval dos Tambores”

Data: 05 de março

Horário: a partir das 17 horas

Local: Alameda João Elias da Silva Caldas – Setor Pedro Ludovico

Concentração: Rua 1059, n.1059, qd.134, lote 03 (em frente ao Ilè Ibá Ibó Mim, Casa do Pai João de Abuque), em direção a Alameda João Elias da Silva Caldas

Mais Informações: Ceiça Ferreira (62) 8191-2122 / Clécia Santana (62) 9310-6395 / Janaína Soldera (62) 9975-7363

Produção Executiva: Canela di Ema Produções. Fone: 3645-6138

Acompanhe também pelo blog: colofe.blogspot.com

Ponta Grossa: Festival Capoeira Contra as Drogas

Ilê de Bamba realiza palestra em parceria com Conselho Anti Drogras

O Centro Cultural Ilê de Bamba, desde o início de sua criação há sete anos, teve a iniciativa de aliar cultura à formação cidadã. As aulas de capoeira conquistaram o Jardim Ouro Verde e as regiões vizinhas, na Colônia Dona Luíza.

A cada encontro para as rodas de capoeira, mais crianças chegavam interessadas em aprender a ginga do movimento.

Crianças e adolescentes transformaram a sede do Ilê de Bamba em um local de interação familiar e aprendizado. Marcelo de Barros, o mestre Careca, percebeu a importância de conscientizar socialmente os participantes da roda de capoeira. São preceitos máximos do grupo não se envolver em  violência  das ruas, não fazer uso de drogas e frequentar a escola.

Hoje o Ilê de Bamba levanta muitas bandeiras de conscientização, que vão da valorização da cultura negra ao combate às drogas entre crianças e jovens da cidade. No dia 11 de novembro, o mestre Careca, em Parceria com o Conselho Municipal Anti Drogas, organizou uma palestra na sede do grupo, para a prevenção e combate do uso  de drogas e tráfico na cidade.

O grupo realizará ainda neste novembro o Festival Capoeira Contra as Drogas, que ocorrerá dia 20, no Centro de Cultura,  e 21, no Teatro Ópera, com a seguinte programação: http://www.portalcomunitario.jor.br/page.php?161.

Ponta Grossa é a segunda cidade no ranking do tráfico de drogas no Paraná, perdendo apenas para a capital Curitiba. O número 181 de Narcodenúncia registrou, em seis anos, 12 mil e 100 denúncias na cidade. Quanto às prisões de adultos envolvidos com o tráfico, Ponta Grossa aparece na terceira posição das cidades do Estado. Em seis anos,  o Sistema de Narcodenúncia registrou ainda a apreensão de 165 mil pedras de crack e 140 quilos de cocaína. Partindo desses dados, o Conselho Municipal Anti Drogas percebe a importância de realizar essas palestras.

“É preciso prevenir a sociedade sobre os malefícios das drogas. Para isso, procuramos falar sempre sobre a autoestima e a importância do esporte como um outro caminho”, explica a Sargento Maria de Lourdes que também é Diretora do Conselho  Municipal Anti Drogas.

Pesquisa do Programa Pró Egresso, projeto de extensão universitária  do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa,  constatou-se que,  em 2005, 100% dos envolvidos com as drogas eram do sexo masculino, sendo 63,4% solteiros. Constatou-se ainda que 43% estavam trabalhando com carteira assinada, dos quais 71,6% recebiam entre 1 e 3 salários mínimos. De acordo com a pesquisa, pessoas entre 18 e 30 anos são as que mais se envolvem com o consumo de drogas.

Quando levantou a bandeira de formação cidadã, o principal objetivo do Centro Cultural Ilê de Bamba era afastar as crianças  da  violência nas ruas, como o contato com o tráfico e consumo de drogas. A palestra é mais uma das conquistas do grupo e contou com a presença da policial civil Isabel Regina do Nascimento, que conscientizou os presentes sobre a importância da informação e prevenção às drogas.

Fonte:
http://www.portalcomunitario.jor.br/
http://iledebambapg.blogspot.com/

Um novo líder para um novo lugar

Tal como o Ouro Verde emergiu do meio do mato em 2002, muitas lideranças surgiram com a vila. Uma das figuras mais influentes é Marcelo Barros, mais conhecido na comunidade como Careca (que apesar do apelido tem muitos cabelos). Além de presidente da Associação de Moradores do Ouro Verde, ele coordena o Centro Cultural Ilê de Bamba.

Andar nas ruas do Ouro Verde ao lado de Careca significa parar várias vezes para cumprimentos. Muitas são as formas de reconhecimento de Marcelo, desde “bate-bolas” com crianças que jogam futebol na rua até a saudação de senhoras idosas que passam pelas ruas de terra do bairro. Todo este respeito é consequência das lutas que Marcelo trava para trazer melhores condições de vida ao local.

Apesar de esquerdista convicto, Marcelo diz que os interesses do bairro estão à frente de qualquer bandeira política. “Tanto que, quando eu levei a água do bairro para os vereadores beberem, distribui para todos mesmo”, conta Marcelo. Nesta oportunidade, ele cobrava melhores condições de tratamento de água no Ouro Verde.

Muita são as bandeiras levantadas por Marcelo para melhoria do bairro. Uma das prioridades no momento é a regulamentação dos lotes. Ele considera esta luta como ganha. “Até o meio do ano tudo estará regularizado por aqui”, afirma Marcelo.

Dona Telma Malaquias, moradora do bairro desde a ocupação, reconhece o trabalho do líder comunitário “A luta dele aqui é incessante. Muito do que temos é por causa dele”, diz a moradora.

Marcelo concilia a rotina de presidente da associação com as aulas de capoeira que passa para crianças e adultos no Ilê de Bamba. Nos sábados é o dia do show.

Tal como um maestro, ele dá o ritmo da roda de capoeira. Seja com o berimbau ou pandeiro na mão, ou mesmo cantando, Careca decide quando se faz silêncio e quando se canta no local. E os membros do Ilê de Bamba simplesmente reverenciam o seu maior líder no momento.

 

Fonte: http://www.portalcomunitario.jor.br/

4º ENCONTRO ADÃO, ADÃO, CADÊ SALOMÉ, ADÃO?

Relações de Gênero, Identidade Negra e Saúde na Capoeira Angola

 

De 15 a 21 de Março de 2010 – PORTO ALEGRE – RS – BRASIL

 

Evento que ao longo dos seus quatro anos vem visibilizando e refletindo sobre as relações de gênero na Capoeira Angola.
Cada edição traz um tema para levantar a poeira dos bate papos e das vivências no universo da Capoeira Angola: Relações de gênero, Identidade Negra e Saúde serão os assuntos abordados este ano, durante os sete dias do encontro, que contará com as presenças de: Mestra Janja (BA) e da Contra-mestra Dana (RJ).

Programação do Evento:

 

 

Segunda 15

ABERTURA DO EVENTO – Palestra e Roda de Capoeira angola com a Mestra Janja

19h-  Roda de Capoeira Angola

Coordenação: Mestra Janja (Instituto Nzinga de Capoeira Angola/BA)

20h –  Roda de Conversa “Relações de Gênero, Identidade Negra e Saúde na Capoeira Angola”

Palestrante: Mestra Janja

Debatedoras:

Prof. Dr Sandra Vial (Diretora da Escola de Saúde Publica / RS)

Psicóloga Sanitarista Eliana Xavier (Maria Mulher / RS)

Elaine Oliveira Soares(Coord. Da política de Saúde da População Negra SMS-POA/RS)

Reginete Bispo(Comissão Cidadania e Direitos humanos da Assembléia Legislativa/RS)

Local: Memorial do Roi Grande do Sul

Praça da Alfandega, s/nº – centro – Porto Alegre – RS

 

 

Terça 16

18h Aula de Capoeira Angola

Coordenação: Professora Giane (Grupo de Capoeira Angola Nascente Palmares / RS)

 

19h Oficina de dança dos Orixás

Coordenação: Babalorixá Diba de Iyemonjá ( Ilê Axé Iyemonjá Omi Olodô )

Convidada: Temilayo de Oxalá ( Ilê Axé Iyemonjá Omi Olodô )

 

20h Roda de Conversa “Tradições de Matriz Africana e Saúde”

Convidados/as:

Doutoranda Miriam Alves / Oloriobá ( PUCRS)

Babalorixá Diba de Iyemonjá (Ilê Axé Iyemonjá Omi Olodô )

Local: Africanamete Escola de Capoeira Angola

 

Quarta 17

18h Aula de Capoeira Angola

Coordenação: Mariposa ( Aluna do Prof. Teu – Angoleiro Sim Sinhô / SC )

19h Roda de Capoeira Angola “Vem vadiar com as Salomés”

20h Roda de Conversa “Mulher na Capoeira Angola, Diversidade de Gênero e Identidade Étnico-Cultural”

Convidadas:

Doutoranda Heloísa Gravina ( URFGS )

Prof.Dr. Paula S. Machado (URFGS )

Claudete Costa ( Liga Brasileira de Lésbicas )

Local: Africanamente Escola de Capoeira Angola

Quinta 18

18h Vivência de Capoeira Angola

Coordenação: Alessandra Carvalho ( Africanamente / RS )

19h Oficina de Ritmos e Produção Textual – “O poder da musicalidade da Capoeira Angola”

Coordenação: Viviane Malheiro e Karine Menez

20:30h Intervenção artística “Boneca Viva Africana”

Coordenação: Maripoza (Aluna do Prof. Téu – Angoleiro Sim Sinhô/SC)

Sexta 19

19h Roda de Capoeira Angola “O Corpo Fala”

Coordenação: Contra-Mestra Dana (Associação de Capoeira Angola Mestre Marrom e alunos / RJ)

21h Samba de Roda

 

OFICINA DE DE CAPOEIRA ANGOLA COM CONTRA-MESTRA DANA (RJ)

Investimento: R$ 40,00 e vagas limitadas

Sábado 20

10h Oficina de Capoeira Angola “A movimentação de luta e arte com a manha feminina”

Coordenação: CM Dana

14h Oficina de Capoeira Angola

Coordenação: CM Dana

16h Roda de Capoeira Angola

Coordenação: CM Dana

Domingo 21

9h Oficina de Ritmo “A musicalidade na Capoeira Angola”

Coordenação: CM Dana

10:30h Roda de Conversa “Capoeira Angola: Ancestralidade e Afrodescendência”

Coordenação: CM Dana

14h Roda de Rua

Local: Bric da Redenção

Importante:
A nossa escola oferece hospedagem gratuitamente, para até 10 pessoas inscritas no evento, basta trazer seus utensilios de cama e banho.

Inscrições e maiores informações:
africanamente.poa@hotmail.com
Fones: (51) 9965-9335 ou 8100-3564
www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com

Saiba mais sobre nossas convidadas:

Mestra Janja
Co-fundadora e coordenadora do Instituto N’Zinga de Capoeira Angola, aravés da qual desenvolve importante trabalho de resgate e preservação das tradições educativas de matriz banto no Brasil. É doutora em Educação pela USP. Tem forte atuação nas interfaces entre raça, gênero e educação, tanto no âmbito acadêmico quanto no universo da Capoeira Angola.

Contra-Mestra Dana
Começou a trabalhar com capoeira, ensinando crianças em 1999. Em 2006 viajou com Mesre Marrom para a Europa ministrando workshops na Inglaterra, Alemanha, França e Escócia. Anualmente visita Israel dando cursos de capoeira angola pelo País. Em novembro de 1999, foi surpreendida com a formatura de Contra-Mestra, título recebido pelas mão de Mestre Brandão, com a presença de Mestre Boca Rica.

PARA ASSISTIR AOS VÍDEOS DAS OUTRAS EDIÇÕES E TAMBÉM OBTER MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO, BASTA ACESSAR:
www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com

Ilê de Bamba realiza batizado de capoeira e ritual de cordas neste domingo

O Centro Cultural Ilê de Bamba se prepara para um ‘batizado’ de capoeira entre os seus alunos. O ritual, que também inclui a ‘passagem de corda’, acontece anualmente entre os membros da entidade. No domingo, dia 13 de dezembro, mais de 40 alunos farão parte do evento. O 1º Festival de Capoeira – Batizado e Troca de Corda terá início às 13 horas e será aberto à comunidade.

Desde que o grupo existe, anualmente é realizado um ‘batizado’, ou ‘passagem de corda’ entre os integrantes do Ilê de Bamba. Na capoeira, esse ritual representa que o aluno ‘progrediu’, como passar de ano na escola, por exemplo.

“Eu acho que a corda não é o que faz o capoeirista, mas ela é um símbolo de que a gente evoluiu”, explica o capoeirista Ruly Lino Laurentino (foto), que pratica capoeira há quase dois anos.

A capoeira, assim como algumas artes marciais, possui o ritual da passagem de corda como uma ‘aprovação’ para seus alunos. Segundo o professor de capoeira do grupo Ilê de Bamba, Marcelo Aparecido de Barros, há um número oficial de cordas na capoeira, que muda de acordo com a capacidade do aluno.

“Nós não seguimos o modelo da federação. Preferi acrescentar um número maior de cordas, para dar mais tempo ao aluno”.

Conforme o tempo de aprendizagem, ou a melhora no desempenho do capoeirista, a corda, que é amarrada ao uniforme usado na luta, é trocada por uma corda de outra cor. Assim como existe o judoca “faixa preta”, na capoeira há a corda que representa a maior posição, que no caso, é a branca.

“A capoeira não é como o karatê, que você aprende os movimentos e troca de faixa. O ritual de trocar a corda é uma prova de que você adquiriu ali uma experiência de vida”, afirma o aluno Gilmar Henrique Rodrigues, que pratica capoeira há 10 anos, e trocará de corda este ano.

Este ano, cerca de 40 alunos participam do ritual do batizado. “Primeiro o aluno é batizado, o ritual da troca de cordas vem depois. Apenas os mestres têm direito de batizar os novatos”, diz Marcelo.

O evento será realizado no dia 13 de dezembro, no teatro PAX, a partir das 13 horas. Toda a comunidade está convidada a assistir.

Fonte: http://www.portalcomunitario.jor.br

Por: Camila Stuelp, Hortênsia Franco e Lígia Tesser

Cultura: Mestre Moraes & 25 anos do Ilê Asipá

Mestre Moraes, um dos principais expoentes da Capoeira Angola, que ao longo dos anos vem se destacando de forma ímpar na preservação da essência da "capoeira mãe" e na preocupação com a ancestralidade do ritual que envolve a Capoeira de Angola, foi o convidado especial da festa cultural e religiosa em homenagem aos 25 anos do Ilê Asipá, onde afirmou que "Enquanto manifestação de matriz africana, a capoeira é regida pelo princípio ancestral. É nos antigos mestres que nos espelhamos para manter viva essa tradição”.
Mestre Moraes é O coordenador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP)
Luciano Milani


DVD registra história dos  25 anos do Ilê Asipá
Salvador – Os 25 anos de trajetória da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá serão registrados em um DVD que teve projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. A gravação das imagens foi feita durante o evento que comemorou o aniversário da casa, entre os dias 19 e 21 de maio. A programação incluiu uma exposição de 300 fotografias – com curadoria de Denisson de Oliveira – que são um registro histórico das mais de duas décadas do espaço, localizado no bairro de Piatã, em Salvador, e fundado pelo Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi.
 
Outros destaques foram o concerto da cantora soprano dramática Inaycira Falcão dos Santos e o seminário sobre Ancestralidade Existencial – coordenado pela antropóloga Juana Elbein dos Santos – e com a participação de pesquisadores da Bahia e de outros estados, além do artista plástico Emanuel Araújo. Todas as palestras foram transcritas e serão editadas para posterior divulgação.
 
Capoeira – Uma roda de capoeira comandada pelo Mestre Moraes deu a largada para o último dia do evento que comemorou os 25 anos da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá. O coordenador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho destacou a ligação da capoeira com a ancestralidade.
 
“Enquanto manifestação de matriz africana, a capoeira é regida pelo princípio ancestral. É nos antigos mestres que nos espelhamos para manter viva essa tradição”, afirmou Pedro Moraes Trindade, o Mestre Moraes.
 
A noite teve ainda a exibição dos filmes Panteão da Terra e O Emocional Lúcido, ambos produzidos pela Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, a SECNEB, e dirigidos pela antropóloga Juana Elbein dos Santos. “Essas obras tentam suprir a falta de um material que substitua com dignidade e profundidade a tradição de matriz africana no Brasil”, destacou o pesquisador Marco Aurélio Luz, mediador do debate realizado após a exibição do material audiovisual.