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UFBA lança livro sobre capoeira no Pará

O livro “A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906)”, de Luiz Augusto Pinheiro Leal e publicado pela Editora da UFBA (Edufba), será lançado no Hotel Sol Vitória Marina, no dia 19, às 19h.

A obra trata da capoeira no Brasil no início do século XX. O foco é a região do Pará, onde a capoeira tem peculiaridades diferentes da Bahia e do Rio de Janeiro. O livro é dividido em três capítulos e mostra a relação da capoeira com o Boi-bumbá e a capanagem. Revela, também, a participação da capoeiragem na implantação da República no Brasil e as campanhas repressivas à capoeira e à “vagabundagem” na cidade de Belém.

Fonte: Tarde on Line

http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=852674

Fernando Rabelo
Belém-PA

 

Capoeira Desportiva: Curso de Arbitragem em Belém Pará

Em face da proximidade do Campeonato Estadual 2007 e constatada a carência de árbitros formados diretamente pela Confederação Brasileira de Capoeira – CBC e/ou pela Federação Internacional de Capoeira – FICA, o Diretor Técnico da Federação Paraense, Mestre Docinho, ministrou Curso de Arbitragem em Belém Pará, nos dias 25 a 27.05.07.
 
O curso foi desenvolvido em duas etapas.  Nos dias 25 e 26 foram realizadas leitura do Regulamento bem como simulações e, como sempre, os intermináveis debates. Já no dia 27.05.07 realizou-se uma competição onde os novos árbitros estagiaram sob os cuidados dos mais antigos
 
O Presidente da Federação, Mestre Nazareno, supervisionou e apoiou diretamente os trabalhos em todos os momentos e até se disse surpreso e satisfeito com o
número e engajamento dos participantes:
 
Mestre Bimba – Grupo Quilombo dos Palmares
Contramestre Jailson – Pará Capoeira
Doteiro – Associação Rei
Instrutor Luiz Carlos – Associação Berimbau Brasil
Instrutor Nilo Moia – Academia Cambará
Ivan “Bareta” – Associação Rei
Mestre Chaguinha – Associação Luta Nossa
Mestre Jairo – Associação Ginga Pará
Mestre Laica e sua esposa – Centro Social Zambo
Mestre Silvério – Associação Aruã
Docente Paiva – Associação Pará Capoeira
Docente Pingo – Associação Semeando Capoeira
Docente Sonia –Associação Aruã
Docente Ita – Grupo Quilombo dos Palmares
Docente Mutante – Associação Rei
 
Capoeira Desportiva: Curso de Arbitragem em Belém Pará
Foi registrada a presença, como observador, de Mestre Fernando Rabelo. Sua avaliação é de que a Capoeira Desportiva paraense é, também, uma Escola de arbitragem que reflete a competência com que a Federação Paraense de Capoeira – FEPAC trata a difícil tarefa de aplicar padrões desportivos e ao mesmo tempo respeitar a diversidade do Jogo da Capoeira.

Aconteceu: 12 Horas de Capoeira no Pará

A Capoeira paraense organizada em termos desportivos tem superado todas as expectativas. São vários os campeões basileiros de Capoeira com títulos oficiais obtidos nas competições anuais da Confederação Brasileira de Capoeira – CBC;
A Federação Paraense de Capoeira – FEPAC realizou este mês, dia 07.04.07, sua 115ª reunião mensal aberta a participação do público, ou seja, há 10 anos todas as pessoas do Estado do Pará, capoeiristas ou não, podem participar, se quiserem, dos destinos da Capoeira local.
A necessidade de avançar, porém, levou diversos grupos e associações de Capoeira paraenses, filiados ou não,  à realização de um evento, hoje, 15.04.07, em Ananindeua – PA, o "12 Horas de Capoeira", sob coordenação do Mestre Ferro-do-Pé.
 
Assinaram o livro de presença:
 
1-Berimbau Brasil;
2-Cambará;
3-Escola Capoeira;
4-Gunga Capoeira;
5-Menino é Bom;
6-Quilombo dos Palmares;
7-Rei;
8-Semeando Capoeira;
9-Senzala Assocase;
10-Vitória Régia;
 
O "12 horas de Capoeira" contou, também, com a honorável presença, jogo e cantoria do Mestre Romão, um dos pioneiros da moderna Capoeira paraense e de Mestre Romildo, também já da velha guarda, pessoa cuja amabilidade o torna alvo de permanentes convites para festas e batizados de Capoeira – que ele vai evitando doce e diplomaticamente.
 
Também esteve Presente Mestre Nazareno, Presidente da Federação Paraense de Capoeira – FEPAC, que apoiou o evento, e várias outras personalidades da Capoeira local, jovens Mestres, campeões de Capoeira, atletas e familiares.
 
A inscrição consistiu em um kg de alimento não perecível por pessoa e toda a arrecadação será encaminhada a entidade beneficente da região.Aconteceu: 12 Horas de Capoeira no Pará
 
É de se concordar com Mestre Ferro-do-Pé – (de chapéu, iniciando jogo com Mestre Romão) – que o evento "12 Horas de Capoeira" é bastante ousado em comparação com o que até agora tem sido feito em Capoeira no Pará, pois, se de um lado constitui verdadeiro laboratório organizacional, de outro,
ultrapassa a nuance desportivo-cultural e aponta para uma Capoeira Desportiva inserida no contexto maior, o da cidadania.
 
Fotos: Me. Fernando Rabelo

Belém – Pará: Eleição na Federação Paraense – FEPAC

O Presidente da Federação Paraense de Capoeira – FEPAC, Mestre Nazareno, em cumprimento ao que reza o estatudo da Entidade, está colhendo candidaturas para eleição da Diretoria e Presidência, a se realizar em 03.02.07
 
A cada dois anos a FEPAC realiza suas eleições gerais.  Quando criada há 12 anos, ninguém ligava para isso.  Estes dias, porém, após anos de luta para implementar a padronização técnica, desportiva e administrativa ensinada pelo hoje Presidente da FICA, Mestre Sérgio Vieira,  e com o apoio que a FEPAC vem recebendo para realização de seus eventos, principalmente por parte da Secretaria Executiva de Esporte e Lazer do Governo do Pará, os dirigentes das entidades filiadas já mostram mais interesse no assunto.                               
 
Até o momento apresentaram-se dois candidatos presidente que são o próprio Mestre Nazareno, da Associação Rei de Capoeira, candidato à reeleição e Mestre Walcir, da Associação Senzala (de Belém, não a do Rio) concorrendo pela primeira vez.
 
Mestre Walcir seria candidato quase imbatível se não tivesse se ausentado sistematicamente das últimas reuniões  – por motivos pessoais, segundo ele mesmo informou em reunião.  Mestre Walcir tem tradição em Belém como realizador em Capoeira e diversos pólos formais e informais espalhados pelo imenso Estado do Pará.             
 
Já o Mestre Nazareno, atual Presidente – detentor da máquina – acabou de vir de Aracaju-SE, do Campeonato Brasileiro, como Chefe da Delegação Paraense, trazendo nove medalhas de ouro, 13 de prata e 11 de bronze e, ainda, segundo lugar na classificação geral das entidades participantes e terceiro lugar em conjunto. Este é o melhor resultado – em termos nominais – da FEPAC em toda sua historia de participação nos Campeonatos Brasileiros.
 
Como a FEPAC é um órgão eminentemente esportivo, Mestre Nazareno está a cavaleiro nessas questões de eleição.  Pesam contra ele apenas as prestações de contas mambembes, mas quem liga para isso na FEPAC? Nem o Mestre Walcir pode usar isto, pois, foi dito na última reunião da FEPAC (são públicas)  que sua entidade está inadimplente.  Quem não paga em dia não pode usar o argumento das contas mal ou nunca prestadas – mas, Mestre Walcir sempre quitou seus débitos financeiros junto à FEPAC, nunca deixou de pagar.  Já suas ausências, essas jamais serão pagas.

Cronica: Quando um “capoeira” não é da Capoeira

“Pára a roda, capoeira! Pára, vai ter que parar!”
 
     O verso acima pode ser citado como típico exemplo do que ocorre na maioria das rodas de capoeira, espalhadas por todo o nosso território tupiniquim e que também atravessa oceanos… 
 
     Jogar Capoeira numa roda “estranha” mais parece um desafio do que um prazer condicionado pela própria ginga. Em teoria, tudo parece sincronizado: vou para uma roda de um grupo diferente seja para me divertir, saber “como estou” numa roda alheia, conhecer novos camaradas ou – o q é mais comum – simplesmente fazer baderna.  
 
     Sabe-se que o ser humano possui em sua essência o fator de competir, isso nos faz melhores pessoas e elenca nossas capacidades de superação, concretizando, assim, nossas ambições nos mais variados campos da vida. Quando filtramos para a capoeira, algo parece incoerente.  
 
     Camarada que é camarada sabe que jogar capoeira é atividade que nunca se esgota e cada roda é uma estória nova para se viver. 
 
     Quando chegamos numa “roda alheia”, um misto de medo e desconfiança paira sobre nossos pensamentos… Mas já que “capoeira que tem sangue na veia não pode escutar um berimbau…” logo trata de ir “estudando” os movimentos e comportamentos de todos os presentes na roda, na espreita de entrar na roda. Começa a observar quem permite a entrada no jogo… os supostos “destaques” ( ou potenciais rivais, como queira ), com quem pode encontrar mais um floreio ou um jogo mais “de contato”.  
 
     O fato é que já estar jogando. O espírito capoeira não consegue se desviar do som do berimbau. O som entra diretamente no cérebro sem passar por tímpano algum. Não adianta resistir.  
 
     Jogando, tudo parece ser diferente. Afinal, está em meio “aos camaradas que não são do meu grupo” ( fique livre para interpretar esta frase ). 
 
     Num repente, em meio às negativas, rolês e aús, já buscando algum fôlego em meio ao floreio bonito e cadente, observa um “zum-zum-zum” e movimentos estranhos na roda…. 
 
     Parece que um jogo bonito e diferente não consegue agradar todos. Desperta as mais vis sensações de inveja e incapacidade de alguns naquela roda. 
 
     O jogo, até certo ponto cadente e tranqüilo, se transforma em um show de pontapés e socos. Pára a roda, Capoeira! Pois isso não é mais roda. É ringue! 
 
     O Mestre ( “Menino quem foi teu Mestre?” ) parece reger as ações dos mais “graduados’ com um olhar conivente e parcial. Lamentável se não fosse tão deprimente. O “Mestre” comandante da roda está com a sensação do dever cumprido, e depois de muita “não-capoeira”, declara: “Aqui na minha roda quem comanda sou eu! Ninguém vem cantar de galo aqui!”. 
 
     O camarada, que queria apenas uma diversão nutrida com muito axé num ambiente de outro grupo, sai com a mão na coxa dormente de tanta pancada, arrastando um pé e com uma marca de um “martelo” maldoso bem direcionado no lado esquerdo do rosto… 
 
     Esta parece ser a tônica: Competição entre grupos. E não condeno tal realidade. Mas que esta competição seja para alimentar o espírito da capoeira como um todo. Mostrando – aos grupos “rivais” – eventos bem realizados, divulgados e participativos.  
 
     E grupos com essas ações e propósitos existem muitos por todo o globo e é por essas e outras que acredito na total dissolução dos poucos grupos que remam contra a maré do desenvolvimento da capoeira. E que infelizmente, ainda mancham a imagem de uma capoeira como ferramenta de modificação social.  
 
     Pancadarias ao receber um convidado de outro grupo ou em rodas de apresentação, onde estão presentes setores sociais que já olham de forma atravessada para nossa  arte-ginga, definitivamente, não irão contribuir.  
 
 
“Pára a roda, Capoeira! Pára, vai ter que parar!” 
 
     E que o verso acima, apesar desses contratempos, venha sempre acompanhado deste outro verso:
 
“A roda não pára de jeito nenhum porque sou filho de Ogum e de meu Pai Oxalá, vamos lá!”
 
Axé, camaradas!
 
Shion
Parnaíba – Piauí

Cortejo na abertura dos Jogos Quilombolas

Uma apresentação de capoeira da angola feita por integrantes do Projeto Raízes, da Secretaria de Justiça do Pará, abriu a programação do III Jogos Quilombolas, na Praça da Cultura, em Cametá, no final da tarde de domingo (20). Logo em seguida duas lideranças deram boas vindas aos  600 representantes de 170 comunidades quilombolas, de 22 municípios, que participam até a próxima sexta-feira do evento.

A programação continuou com chegada do grupo cametaense Bambaê do Rosário, um dos mais tradicionais da comunidade negra na região do Baixo-Tocantins. Eles mostraram a dança ritual, típica das comunidades Mola, Itapocu e Juaba, em Cametá, onde acontece a coroação do rei e da rainha nas festas de louvor à Nossa Senhora do Rosário. Os integrantes seguiram em cortejo pelas ruas da cidade, cantando e dançando ao som de maracás, em músicas que lembram lamento e adoração.

Os moradores foram para as janelas das casas acompanhar a passagem do cortejo que seguiu em direção à praça São João Batista, na orla da cidade. No meio do caminho foi inaugurada pelo Secretário Especial de Promoção Social Gerson Peres, um monumento comemorativo aos III Jogos Quilombolas de Cametá.

Lá foram entregues, três títulos definitivos de posse da terra para as comunidades quilombolas de São Manoel, Conceição do Mirindeua e Santa Maria de Tracateua, no município de Moju. O Programa Raízes, também repassou recursos no valor de R$ 450 mil para desenvolvimento de atividades de geração de emprego e renda nas comunidades quilombolas, como produção de farinha, apicultura e avicultura. O dinheiro também servirá para compra de equipamentos, barcos e máquinas agrícolas.Ainda no palco montado na praça, onze lideranças de comunidades negras foram homenageadas com placas comemorativas, pelo trabalho desenvolvido em prol da comunidade. Todos os homenageados fazem parte da velha guarda. Um deles fez o rito de passagem, entregando um colar para um jovem quilombola, que assumiu o compromisso de continuar a luta das comunidades remanescentes.

A cerimônia de abertura dos jogos encerrou com uma missa afro em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado ontem. Participam dos jogos, comunidades quilombolas de Abaetetuba, Acará,Alenquer, Ananindeua, Augusto Corrêa, Baião, Colares, Cachoeira do Piriá, Cametá, Capitão-Poço, Irituia, Mocajuba, Mojú, Óbidos, Oeiras do Pará, Oriximiná, Santa Isabel, Salvaterra, Santarém, São Miguel do Guamá, Tracateua e Viseu.

Fotografia – Paralelo a toda essa programação, foi aberta ontem a Exposição Fotográfica “Quilombos do Pará”, dos fotógrafos Paulo Sampaio e Carlos Penteado. Ela está funcionando no Salão da Paróquia São João Batista. As fotos mostram o cotidiano de diversas comunidades quilombolas do Pará. A exposição atraiu centenas de moradores na noite de ontem.

A programação dos III Jogos Quilombolas do Pará só encerra na sexta-feira (25). Até lá o publico cametaense vai poder assistir, durante o dia, disputas esportivas de capoeira da angola, futebol de campo, futebol de salão, vôlei de quadra, canoagem, futebol de areia, corrida, salto a distância, cabo de guerra e natação. A noite, na praça matriz da cidade, vão acontecer apresentações culturais de Ópera Cabloca (Cametá), Samba de Cacete ( Belém), Tambor de Crioula(Cachoeira do Piriá), Aiué (Oriximiná, Banguê Cinco de Ouro(Abaetetuba), Marambiré (Alenquer), Danças Afro (Acará), Boi de Porto Alegre (Cametá) e Dança do Gambá (Gurupá).

Durante toda esta semana, a Fundação Curro Velho estará oferecendo oficinas de Trança Afro, Confecção de Bijuterias com Beneficiamento de Sementes e Argila, Ritmo Afro, Brincadeiras de Jogos Infantis, Danças Nativas e Confecção de Estandartes. Ainda dentro da programação dos jogos quilombolas, vai acontecer o Circuito de Capoeira Angola na Cidade, Mostra de Gastronomia e Artesanato de Comunidades Quilombolas, lançamento do CD “Bumbarqueira- Cantigas de Quilombos de Cametá” e lançamento do Vídeo “ Terra de Negro 3”, sobre comunidades do Acará e Abaetetuba.