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Bauru – SP: Prefeitura inaugura a Praça Mestre Bimba

O Prefeito Rodrigo Agostinho e os Secretários de Obras, Eliseu Areco Neto e do Meio Ambiente, Valcirlei Silva, inauguraram domingo (28/08), às 10 horas, a Praça Mestre Bimba, no jardim Contorno.

A praça, construída pelas Secretarias de Obras e Meio Ambiente, conta com área total de 4.970m², sendo 2.207m² de jardim, 1.115m lineares de mini-guias, 285m lineares de guias e sarjetas, 116,90m² para playground, 275,80m² para a pista de bicicross. O espaço recebeu 20 bancos de concreto, 16 rampas de acessibilidade, 16 lixeiras, 05 bebedouros, áreas de descanso e de capoeira.

A proposta da praça é a composição de equipamentos em formato circular (roda de capoeira, play-ground e área de descanso), que convidam para o diálogo e convivência, forma bem característica das construções tribais africanas e indígenas. A responsabilidade do projeto é da Arquiteta Elaine Fernandes, que doou o trabalho para a municipalidade.

O projeto da praça foi idealizado pela comunidade do Jardim Contorno, sob a liderança da Fundação Casa da Capoeira de Bauru. O projeto de denominação da praça foi de iniciativa do vereador Roque Ferreira. Mestre Bimba é considerado o fundador da Capoeira Regional.

Em razão da inauguração da Praça, a Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Casa da Capoeira de Bauru realizam uma programação especial, que começa neste sábado, 27 de agosto, às 20 hs, com apresentação de filme sobre o Mestre Bimba e apresentações de capoeira com mais de 25 representantes de diversos estados brasileiros. As apresentações terão continuidade na manhã de domingo, às 9hs.

A praça fica no cruzamento das ruas Cristiano Pagani, Sebastião Pregnolato, Elias Murback e Dionísio de Aguiar, no Jardim Contorno.

O local tem espaço playground, pista de bicicross e área específica para jogar capoeira

 

Mestre Bimba

Manuel dos Reis Machado, mais conhecido como Mestre Bimba, nasceu em 23 de novembro de 1900, na cidade de Salvador, Bahia.

Com 12 anos de idade Mestre Bimba começou a aprender a capoeira com um africano chamado Bentinho. Mestre Bimba tornou-se um mestre na arte de tocar o Berimbau, um grande cantador e lutador, mesmo sendo a capoeira uma atividade ainda proibida naquela época. Após treinar por alguns anos com Bentinho, Mestre Bimba começou a dar aulas.

Frustrado com a forma limitada com que muitos capoeiristas percebiam e tratavam a capoeira, sua falta de respeito pela arte e seu valor enquanto cultura afro-brasileira, ele decidiu unir as habilidades de capoeirista e de lutador, aprendidas com seupai, para desenvolver a Capoeira Regional, um jogo mais rápido, onde técnica e estratégia eram elementos-chave. Junto com seu novo estilo, Mestre Bimba procurou também mudar a imagem ruim do capoeirista na sociedade da época e estabeleceu um novo padrão para a arte.

Ele foi o primeiro a realizar uma apresentação de capoeira, como uma forma de expressão da cultura brasileira, para empresários estrangeiros, a convite do então Governador do Estado da Bahia, General Juracy Magalhães.

O Ministério da Educação reconheceu a capoeira como esporte nacional nos anos 30. Em 1932, Mestre Bimba abriu sua primeira academia de capoeira, no Engenho de Brotas, em Salvador – Bahia. Em 1937, a capoeira sai do código penal e Mestre Bimba ganhou, da Secretaria de Educação, o título de professor de educação física e começou a ensinar capoeira para o exército e a polícia No Estado da Bahia.

O Centro de Cultura Física Regional, como era chamada a academia de Mestre Bimba, era conhecido não apenas como uma escola de capoeira Regional, mas também como um centro de cultura, onde a capoeira era ensinada como uma expressão cultural da herança africana e como uma possível profissão para muitos.

Após a morte de Mestre Bimba, seu filho, Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado) assumiu a academia do pai. Mestre Nenel é ainda o responsável pelo legado do pai e presidente da Escola de Capoeira Filhos de Bimba, em Salvador – Bahia.

Atualmente, Mestre Bimba é reconhecido como um revolucionário, por sua luta para legitimar a capoeira como um esporte e uma valiosa expressão da herança cultural africana no Brasil. Para capoeiristas em todo o mundo, Mestre Bimba é sinônimo de inovação, perseverança e determinação.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br e Fundação Casa da Capoeira de Bauru (Alberto Bauru)

Mato Grosso do Sul: 10º Festival de Artes Marciais e Lutas

Mestres e atletas de artes marciais repudiam associação do esporte com a violência

Durante o 10º Festival de Artes Marciais e Lutas de Mato Grosso do Sul, que acontece em Campo Grande neste fim de semana, estão reunidos no Ginásio Guanandizão 1.800 atletas, além de pais, treinadores e admiradores dos esportes.

Com as lutas em evidência no evento, o Midiamax foi conversar com pais, atletas e treinadores sobre a importância de ressaltar a prática esportiva e evitar as agressões físicas.

O professor Bento Vanildo Campos, de 52 anos, é proprietário de uma academia de boxe há dez anos em Ponta Porã e responsável por orientar vários atletas. Ele explica que nos treinamentos os alunos aprendem a não praticar violência e lutar por esporte, apenas.

“Quando um atleta se apresenta mais violento nós conversamos com ele e com os pais, dou exemplo de atletas renomados e fazemos treinamentos mais específicos com o aluno para ele gastar as energias dentro da academia”, destaca o professor.

Nauir Riods, de 14 anos, começou a treinar boxe com dois anos de idade, acompanhando sua irmã nas aulas. “Gosto de lutar, mas só dentro do ringue”, diz Nauir enquanto olha fixamente para o ringue, onde acontecia uma luta.

A mãe Marenil Fátima da Silva, de 45 anos, se enche de orgulho ao ver seu filho, atleta de karatê, Victor Hugo, de seis anos, ganhar uma luta no tatame. Marenil explica que seu filho começou a treinar no ano passado na escola e que adora o esporte.

Ela diz que Victor é um menino muito calmo e que o karatê ajuda em seu desempenho escolar e físico. “Não tenho medo dele se tornar violento, porque sei que o treinador ensina como ele deve agir”, destaca.

Já Lucas Ramos de Campos, de 23 anos, seis dos quais dedicados a capoeira e diz que aprendeu a modalidade em um projeto sócioeducativo da Capital. Para ele, pessoas que usam os golpes que aprendem nos esportes para brigar são covardes. “É uma covardia, porque a pessoa que luta sabe os pontos fracos do adversário e pode machucá-lo”, diz.

Lucas ainda ressalta que nunca se envolveu em brigas e nunca usou os golpes que aprende nas aulas de capoeira fora da academia, nem mesmo para defesa pessoal, além disso, explica que se alguém de seu grupo se envolver em brigas, é punido dentro da academia.

Atletas de 11 modalidades estão reunidas, sendo karatê oficial, kung-fu kuoshu, jiu-jitsu, taekwondo, muay-thai e judô, karatê tokay-kan, kung-fu wushu, lutas associadas e boxe.

 

Fonte: http://www.midiamax.com/

 

I SEMINÁRIO: NO VENTRE, A CAPOEIRA

Academia de João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola

A Proposta do Projeto “NO VENTRE, A CAPOEIRA” tem como finalidade potencializar a participação feminina no universo da Capoeira Angola, refletir sobre sua prática e filosofia. O evento terá início em 19 de fevereiro de 2011, estendendo-se no mês de março focalizando a participação da mulher. Seguindo em abril com essas mulheres e demais participantes do AJPP –CECA e toda a comunidade, homenageando Mestre  Pastinha. Encerrando com chave de ouro no dia 09 de abril de 2011.

Os encontros acontecerão sempre das 14:00 às 18:30. Totalizando sete encontros aos sábados, incorporando à proposta, a tradicional homenagem ao Mestre Pastinha no dia 05 de abril (terça feira), aberto ao público em geral. Encerramento  do Seminário: “NO VENTRE, A CAPOEIRA”, apenas para as participantes das oficinas e convidadas, acontecerá no dia 09 de abril a partir das 14:00.

Teremos  a honra de receber ilustres convidadas, mulheres de grande relevância no contexto político -sócio cultural da Bahia. Essas mulheres nos felicitarão com intervenções nas rodas de prosas, oficinas e performances artísticas. São profissionais de diversas áreas de conhecimentos e contextos sociais ao qual estamos inseridas.

Ficha técnica:

Realização: Academia de João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola (AJPP _ CECA).

Coordenação do evento: Cristiane Miranda e Nildes Sena

Concepção e elaboração do projeto: Ivanildes Teixeira de Sena (Nildes Sena)

Produção: Cristiane Miranda (Nani )

Apóio e orientação: Prof. Drª Vanda Machado.

Colaboração: Todas as convidadas.

Criação da Marca: Nildes Sena


I SEMINÁRIO:

“NO VENTRE, A CAPOEIRA.”
“Dando ênfase à participação feminina na roda da vida e da capoeiragem.”
Data: de 19 de fevereiro a 09 de abril de 2011
Obs. (encontros sempre aos sábados)
Exceção: 05 de abril de 2011 (terça-feira). Homenagem ao MESTRE PASTINHA- 18:00 ÀS 21:00
HORÁRIO: das 14:00 AS 18:30
LOCAL: Forte Santo Antonio – Santo Antonio Além do Carmo.

 

CONTATOS PARA MAIS IMFORMAÇÕES:

 

(Nildes )71-  99255830 / 71 -83125830

(Nani) 71- 96355433 / 71-88331469

 

 

nanidejoaopequeno@gmail.com

nildesena@yahoo.com.br

 

Taxa única de inscrição : R$ 50,00

Taxa de inscrição por oficina:  R$ 15,00

 

Obs.  Participação no evento Confirmada com antecedência, enviando a ficha  para o email indicado paga apenas R$ 45,00 – (valor taxa única)

Validação da inscrição após pagamento do valor na hora do cadastramento.

 

Salvador – BA

 

ACADEMIA DE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA – CENTRO ESPORTIVO DE CAPOEIRA ANGOLA

Mestre Amaro: 30 anos da Academia Marinheiro em Suzano

Mestre Amaro, comemora este mes, 30 anos de atividades da Academia Marinheiro, fundada por ele em 1980.

“Na verdade é uma conjunção de duas celebrações. São três décadas de trabalho na capoeira no Alto Tietê, mais especificamente em Suzano, e muito mais de prática desta modalidade que tem me ajudado no aspecto disciplinar, físico, mental e social”, afirmou Mestre Amaro.
Sua história na verdade se confunde com o advento da capoeira em Suzano. Vim para São Paulo entre 1974 e 1976. Visitei uma série de academias de capoeira. Depois fui para Mogi onde passei a trabalhar com o mestre José Pereira, mais conhecido como mestre Pantera Negra, que teve formação com o mestre Canjiquinha da Bahia. Aprendi muito neste período”.

 

História:

Amaro Caetano de Souza, “MESTRE AMARO” de família baiana, em função de uma viagem de emergência à São Paulo, acabou por nascer prematuro de sete meses em São Paulo, em 1962. Voltou à Bahia, onde morou até os 12 anos. Em meados de 1967, tendo familiares capoeiristas, passou a tomar gosto pela arte, e assim sendo, nunca mais parou sua trajetória, no mundo da capoeira.

Por volta de 1974, volta à São Paulo, com a família, e conhece inúmeros capoeiristas, mais em particular o Mestre José Pereira, mais conhecido no mundo da capoeira como “Mestre Pantera Negra”, formado pelo famoso capoeirista Mestre Canjiquinha da Bahia. Com o qual passou a treinar até o ano de 1980, quando se formou. Passou a monitorar um trabalho paralelo ao do seu Mestre, por um período de seis meses, como filial da academia do mesmo. Mas ainda no ano 1980, em comum acordo com seu Mestre, funda a ACADEMIA MARINHEIRO, na cidade de Suzano/SP, com metodologia de ensino, totalmente voltada em não formar simplesmente um lutador, mas um cidadão de bem, para com a vida, e seus semelhantes.

Em verdade o Mestre Amaro, costuma dizer: “A Academia Marinheiro, não é somente uma academia, e sim uma extensão dos familiares dos alunos, que fazem parte do corpo presente da mesma. Hoje em nossa academia,procuro passar para os alunos conhecimento de vida, e até como se portar no seu dia-a-dia, e como se sair em uma possível entrevista de trabalho, pois haja visto que trabalhei na área de recursos humanos, comércio exterior, custos e controle empresarial, por mais de 12 anos. Assim procuro estar na melhor forma possível, ao lado de meus alunos. A Academia Marinheiro, hoje conta com inúmeros capoeiristas, com competência substâncial, para correr o mundo, e assim sendo temos projetos para se instalar em outros continentes. Do qual estaremos exportando toda nossa experiência capoeirista”.

Hoje após uma constante batalha, a Academia Marinheiro é destaque, e é considerada uma das melhores academias

de capoeira do Brasil. Em função de constantes pesquisas, realizadas pelas autoridades competentes e meios jornalísticos, o Mestre Amaro, constantemente é convidado a ministrar inúmeras palestras motivacionais, em empresas, universidades, escolas estaduais e municipais, além de ministrar cursos para outras academias, em todo o Brasil.

Está preparando-se para expor também seu trabalho por todo o mundo, como já ocorrido na década de 90, onde esteve na Argentina representando o Brasil, em um encontro mundial de artes marciais, do qual foi reconhecidamente aplaudido pelos presentes, durante sua apresentação.

O Mestre Amaro tem como meta, estar viajando por todos os continentes, onde estará fazendo contatos comerciais, para as instalações de franquias, pelo mundo.

e-mails: mestreamaro.marinheiro@gmail.com
e-mails:amaro@academiamarinheiro.com.br

A Academia Marinheiro, localizada na rua General Francisco Glicério, 354, 3º andar, sala 342, no centro de Suzano.

Jundiaí: História de vida em roda de capoeira

Um dos capoeiristas mais respeitados da cidade, que fez história nos EUA, mestre Rã demonstra paixão e envolvimento com o esporte

A correria da rua do Retiro esconde um recanto de paz e espiritualidade. O ritmo agitado de pessoas pela rua é bem marcado pelo berimbau e pandeiro da Academia de Capoeira do Mestre Rã, um dos maiores nomes do esporte na cidade.

O jundiaiense  é referência na capoeira nacional e internacional, sendo professor nos Estados Unidos.

A história de Cássio Martinho, o nome de batismo do mestre, com a capoeira começou logo cedo. Aos 14 anos, quando ele e mais dois amigos, um deles capoeirista, resolveram fugir de casa.

“O objetivo era ir para o Acre para virar índio. Nós éramos contra o sistema”, conta o mestre, que não chegou ao estado do Norte – o seu máximo foi morar na Bahia.

A ‘loucura’ durou poucos meses, depois voltou para Jundiaí, mas o amor pela capoeira já tinha tomado conta do jovem. “Gostava muito de assistir as rodas de capoeira.”

De volta à terrinha jundiaiense, mestre Rã conheceu o seu mentor e um dos ícones do esporte na cidade, o mestre Galo, fundador da primeira academia de capoeira de Jundiaí.

“Ele me atraiu pelas suas atitudes”, afirma.

Entretanto, mestre Rã não apreciava a prática da capoeria dentro das academias. “Eu achava que era coisa de homens frouxos”, lembra.

Com o passar dos anos, mestre Rã foi crescendo no esporte e foi dar aulas junto com o seu mentor. “Ele era um cara das ruas, como eu. Me ensinou várias coisas”, recorda.

APELIDO/ Se falarmos Cássio Martinho, pouca gente deve conhecer, no entanto mestre Rã tem muita história para contar. Esse apelido ele ganhou de mestre Galo no dia em foi batizado em uma cerimônia no Grêmio. Ele lembra que naquela noite estava muito nervoso e ansioso para sua luta.

“Minha estreia foi bem marcante. Eu entrei na roda pulando e dando piruetas. E o pessoal na hora começou a tirar sarro falando que eu parecia uma rã. Aí o apelido pegou”, brinca.

Saltando de lá para cá, Mestre Rã chegou até aos Estados Unidos, onde coordena cursos e participa de eventos de batismo de outros capoeiristas. A princípio ele iria ficar só três semanas no exterior, mas fez seu nome em 17 anos lá fora.

Quem é e o que faz:
Nome_ Cássio Martinho
Idade_ 51 anos
Profissão_ mestre de capoeira
Clubes_ Academia de Capoeira do Mestre Rã

Capoeira toma conta  dos Estados Unidos
A vida do mestre Rã começou a tomar rumos diferentes em 1988, quando o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro o chamou para ministrar um curso sobre o esporte nos Estados Unidos.

A princípio, Mestre Rã iria ficar fora do país somente por três semanas. “Esse era o meu pensamento. Dar as aulas e voltar”, lembra.

Mas não foi bem assim que aconteceu. “No final fiquei mais de 17 anos.”

Nos Estados Unidos, Mestre Rã – antes de se tornar um famoso capoeirista -, fez de tudo um pouco. Trabalhou em diversos setores muito diferentes do esporte. “Fiz trabalhos de turista mesmo”, lembra.

Como em uma roda de capoeira em que se cai e levanta, mestre Rã conheceu um outro capoeirista, o mestre Arcodeon, com quem fez grande parceria e difundiu o esporte em solo americano.

“Nós fazíamos um espetáculo legal, com danças tipicamente brasileiras”, diz.

E nos arcordes do berimbau a capoeira se espalhava pelos Estados Unidos e mestre Rã, acostumado a formar professores, estava jogando a capoeira com um pouco mais de sotaque, mas sem perder a ginga de um bom brasileiro.

“Os americanos têm ginga, isso é mito. Só falta um pouco da malandragem”, afirma.

O sucesso do esporte africano foi enorme. Mestre Rã ajudou a fundar várias academias de capoeira pelo país, em diversos estados e  cidades importantes.

“Eu vou umas cinco vezes por ano para os Estados Unidos, para os batizados”, diz o mestre que já tem passagem comprada para dezembro deste ano.

“Vou ver o pessoal de Miami, eles têm uma academia linda”, diz o professor, que também promoveu o intercâmbio entre as culturas. “Uma vez eu trouxe para cá 78 capoeiristas americanos”, conta.

 

Projeto Social

De volta ao Brasil em 2005, mestre Rã também usa a sua academia na rua do Retiro para promover ações sociais com crianças carentes de Jundiaí.

“Eu uso a capoeira como formação do caráter da pessoa. Esse é um dos objetivos do esporte”, afirma.

Ao todo, ele auxilia mais de 60 crianças de vários bairros da periferia  e percebe o desenvolvimento dos jovens.

“Dá para ver que a criança se esforça e consegue fazer os movimentos. Isso é muito legal”, afirma. Para o trabalho, o mestre conta com a ajuda de voluntários.

Mestre Rã aproveita também para cobrar uma ajuda da prefeitura nesse projeto social. “A prefeitura poderia ao menos dar o transporte. Isso já ajudaria muito”, afirma.

Mestre Rã está dividido entre os seus alunos e sua filha Joana Idalina, de seis meses. Segundo ele, a filha já tem a capoeira no sangue. “Trago ela em todas as aulas, ela gosta muito do clima”, afirma. A pequena Joana, desde cedo, está se acostumando com os instrumentos típicos da capoeira, como o berimbau e o pandeiro.

“Quando o berimbau para de tocar ela chora”, comemora o pai.

Salvador e Subúrbio Ferroviário aclamam o seu Campeão

O Subúrbio sempre evidenciou para o mundo seus aspectos históricos, culturais e ambientais como o Quilombo do Urubú, a Batalha de Pirajá, a passagem de Jorge Amado onde escreveu em Periperi seus famosos livros – “Velhos Marinheiros” e “Baía de Todos os Santos”, a descoberta do primeiro poço de petróleo do Brasil no Lobato que originou a Petrobrás.

Revelado no Subúrbio Ferroviário, no Rio Sena a 40 minutos do centro de Salvador, sem planejamento e com poucas oportunidades, Marcelo Ferreira conseguiu esquivar-se dos problemas lá existentes e se superou.

Desta vez, evidencia também o seu lado desportivo, como um dos maiores atletas de Capoeira e Boxe, aqui pouco divulgado na mídia, mas reconhecido pelos seus amigos e em suas modalidades.

Com uma vida difícil e com poucos recursos na família, como muitos, Marcelo Ferreira disse: “que nunca desistiria de seus sonhos”. Foi assim que começou a praticar a capoeira na Academia Topázio, do Mestre Dinho e em paralelo, o então garoto conhecido pelos amigos como Mestre Trovoada, enveredou pelo boxe, preparado pelo atual treinador e procurador Marcos Ninja, da Federação Baiana de Boxe e pela Academia União de Boxe. “Percebi que o garoto tinha futuro, que era dedicado. Só fiz ensiná-lo as técnicas. O cuidado com o preparo físico, além das conversas que tínhamos a respeito da vida. Hoje me orgulho pelos títulos que defende, e por ele me reconhecer e sempre voltar para estar com sua família e amigos”.

Marcelo Ferreira é o atual Campeão Baiano, Campeão Brasileiro e Campeão europeu de kick Boxer, ranqueado pelo Conselho Nacional e Federação Baiana de Boxe, categoria Meio Pesado – 79,379Kg \ 175Lbs. Basta entrar na internet e verificar seus títulos e lutas ganhas no Brasil e na Espanha, onde mora atualmente.

O Campeão com sete vitórias e um empate está em Salvador para realizar mais um luta importante para sua carreira, tendo como desafiante Luiz Santos, da Academia Coutinho uma das a mais antiga no subúrbio, desde 1970.

Essa luta acontecerá no Clube Recreativo de Periperi, no dia 1º de outubro de 2010, ás 18h. Vale á pena ir lá ver e encontrar outros campeões que também tiveram seus dias de glória, como Holifield, o “Pantera Negra”.

 

Por: Silvio Ribeiro – Coordenador do Projeto ACERVIVO- História, Cultura e Ambiente do Subúrbio Ferroviário de Salvador \ Diretor de Marketing e Comunicação da Federação Baiana de Boxe.

 

Contatos: 87437976 / 99496492 (Silvio Ribeiro) / 81860144 (Marcos)

 

Crédito de foto: Manoel Filho – 30146870

Taubaté: Programação Especial e Comemoração aos 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna

Em comemoração aos 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna, o Sesc Taubaté, junto com a Academia Ginga Vale, tem programação especial para este encontro que vai unir capoeiristas de Taubaté e Vale do Paraíba, com participações importantes de mestres do esporte no Brasil.

Sesc Taubaté promove programação especial sobre capoeira

O SESC Taubaté tem em sua programação uma homenagem especial ao mais brasileiro dos gingados: a capoeira. Com a presença da Academia Ginga Vale, será comemorado os 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna.

O evento visa reunir os capoeiristas de Taubaté e região e contará com importantes mestres do esporte no Brasil.  A capoeira será apresentada nos seus três estilos: Angola, Regional e Contemporânea. A de Angola é mais antiga, tem um bailado lento e é mais de chão, na rasteira, enquanto a Regional é mais no alto, usa-se muito as mãos; a Contemporânea une os dois estilos.

Antes dos anos 30, um ‘capoeira’ era visto com marginal, porque praticava essa luta tida como violenta. Foi Mestre Bimba quem a apresentou ao presidente Getúlio Vargas, e desde então, passou a ser considerada uma arte marcial.

O homenageado chama-se Reinaldo Ramos Suassuna, é nascido em Ilhéus e criado em Itabuna. Veio pra São Paulo na década de 50 e, em 1967, fundou na capital paulista a Academia Cordão de Ouro. Cinco anos depois, recebeu Cerificado de mestre Bimba, um reconhecimento por todo o trabalho desenvolvido na grande metrópole, em nome da cultura brasileira.

Programação:

Ginga Vale – “ 50 anos de Capoeira do Mestre Suassuna”
Encontro de capoeiristas de Taubaté e do Vale do Paraíba com a participação de grandes mestres de capoeira do Brasil.
Realização: SESC Taubaté e Academia Ginga Brasil

Mesa Redonda
Capoeira: Passado, presente e futuro.
Com os Mestres: Suassuna, Esdras, Tarzan e Delmar
Mediação: Beto Kavalcante
Dia 21, 19h
Circo

Roda de Conscientização
Debate sobre as perspectivas do futuro da Capoeira o Brasil.
Com os Mestres: Suassuna, Quebrinha, Tarzan, Claúdio, Esdras, Lobão, Delmar e participantes do encontro
Dia 22, às 18h

Aulas abertas
Dia 21
Com Mestre Lobão e Tarzan
Às 20h30

Dia 22
Com Mestre Delmar e Claúdio
Às 19h

Dia 24
Com Mestre Claúdio – Capoeira Angola
Às 9h30
Com Mestre Suassuna
Às 10h30

Dia 25
Com Mestre Claúdio – Capoeira Angola
Às 9h30

Rodas Abertas
Com os Mestres: Suassuna, Claúdio, Tarzan, Esdras, Lobão, Delmar e Quebrinha.
Dia 22, às 20h30
Dia 25, às 10h30.

Formatura do CAF – Curso de aluno formado da Academia Ginga Brasil
Dia 23, às 19h.

XLIX Batismo de Capoeira da Academia Ginga Brasil
Dia 24, às 14h.

Realização: SESC Taubaté e Academia Ginga Brasil

Inscrições antecipadas na central de atendimento e na Academia Ginga Brasil.
Vagas limitadas. Grátis.

Grupo Coquinho Baiano lança CD

Foi lançado nesta quinta-feira o CD Produção de Saberes – Cantigas de Capoeira, do Grupo de Capoeira Coquinho Baiano.

O grupo de Campinas, interior paulista, produziu o CD com apoio do Fundo de Investimentos Culturais da cidade e da Prefeitura de Municipal.

A partir da segunda-feira, dia 12 os interessados poderão adquiri o CD por R$ 7 pelos telefones (19) 9227-2948, 9212-4824 e 3521-7147, pelos e-mails macacocoquinho@gmail.com, stu@stu.org.br ou pessoalmente no STU.

Fonte: http://capoeiradevenus.blogspot.com

 

Grupo de Capoeira Coquinho Baiano – Historia

Ao longo da década de 60 vieram para São Paulo muitos capoeiristas baianos, que chegando aqui, na dura batalha pela sobrevivência estabeleceram-se nos mais diversos ofícios. Por volta de 1967, os mestres Suassuna e Brasília abriram juntos uma academia de capoeira, a Cordão de Ouro. Na medida em que foram conseguindo alguma estabilidade, os migrantes baianos incentivaram parentes e amigos a fazerem o mesmo.
Suassuna, baiano de Itabuna, pretendendo, no início dos anos 70, abrir uma frente de expansão do ensino da capoeira em Campinas, enviou para essa cidade o capoeirista Tarzan que tinha acabado de migrar da Bahia para São Paulo.

Era 1974 quando os mestres Godoy e Maya iniciaram o aprendizado de capoeira. Ambos treinaram durante um tempo relativamente curto com o mestre Tarzan, pois este se desentendeu com a proprietária da academia e resolveu desenvolver trabalho autônomo com o nome de “Academia Beira-Mar”. O Jurema, que era professor formado pelo mestre Suassuna, ficou no lugar, com o nome de “Academia Senhor do Bonfim”. Quando o Professor Jurema parou com a prática de capoeira, em 1975, Godoy, Maya e Wilton assumiram a função de professores no mesmo espaço físico, ainda sob o nome de “Academia Senhor do Bonfim”. O trabalho cresceu e, em 1976, Godoy e Maya decidiram fundar a “Academia de Capoeira Coquinho Baiano”.

Desde então, passaram inúmeros capoeiristas, dentre os quais muitos se formaram a mestres, contramestre e instrutores. A Academia de Capoeira Coquinho Baiano tornou-se referência de capoeira e palco para encontros e discussões das mais variadas manifestações culturais brasileiras.
Desde 2005, o Grupo de Capoeira Coquinho Baiano passou a ser representado pelos Mestres Paulão, Tozinho e os contramestres Dito, Tuim, Macaco, Marcelo, preservando sua própria história como uma das poucas Associações formadas na década de 70 que resistiram ao tempo.

Atualmente a Coquinho Baiano mantém vários núcleos principalmente no Estado de São Paulo e em alguns paises da Europa, contribuindo para a valorização e o reconhecimento social, cultural e educacional da Capoeira, cultivando a relação Mestre-discípulo, vivenciando a complexidade da Capoeira luta, jogo, dança, música, esporte, expressão corporal, filosofia de vida.


“Não diga o que a Coquinho Baiano pode fazer por você e sim o que você pode fazer por ela”

Sucesso
Mestre Carlos Macaco
Fone: 19 92124824 – 92272948

http://www.coquinhobaiano.org.br/

Rampa do Mercado e Recôncavo são destaques no Forte de Santo Antônio

Salvador – A Academia de João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola – promove nesta sexta-feira (30), às 19h, mais uma sessão do projeto Cinema, Capoeira e Samba, com entrada gratuita.

A academia é uma das sete residentes no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), autarquia da Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

O projeto, que acontece todas as últimas sextas-feiras do mês, exibe filmes e documentários em DVD sobre a capoeira e aspectos culturais e históricos da Bahia. Nesta sexta serão exibidos Um Dia na Rampa, de Luiz Paulino, e Cantador de Chula, de Marcelo Rabelo, sobre os antigos cantadores de chula do Recôncavo. Depois das exibições acontece a tradicional roda de samba com o Grupo Botequim, que co-realiza o projeto.

Portugal: Capoeira Angola a semente começa a germinar

Capoeira Angola inaugura Academia Alabê em Santarém.

A Capoeira Angola “Grande Pequeno Sou Eu” inaugura dia 8 de Maio, às 14h00, em Santarém a 1ª Academia de Capoeira Angola, em Portugal. Do programa de inauguração consta às 14h00 uma aula com o Mestre Robson Bocão e às 18h00 uma Roda com o capoeiristas presentes.

A nova academia de capoeira, vai ficar instalada no terceiro andar do prédio número 16 da Avenida 5 de Outubro (Av. Das Portas do Sol), em Santarém. O acto de inauguração é aberto a toda a população.

O Mirante – http://semanal.omirante.pt

 

Nota do Editor:

Gostaria que o conceituado meio de comunicação on-line (O Mirante – http://semanal.omirante.pt), verificasse de forma mais responsável a reportagem pois como parece muito óbvio a academia do Mestre Bocão não é e nunca foi a 1ª Academia de Capoeira Angola, em Portugal.

Este tipo de posicionamento acontece com frequência e por vezes jovens ou inexperientes jornalistas comentem este tipo de descuido…

É certo de que não existe uma grande tradição de Capoeira Angola em Portugal e nos últimos anos, felizmente, temos tido a honra e a alegria deste estilo, largamente praticado em outros países da europa, estar finalmente sendo finalmente “plantado” em solo Portugues.

Conheço pessoalmente o Mestre Bocão e sou um admirador da sua capoeira, e de forma alguma venho fazer este comentário para desmerecer ou diminuir seu excelente trabalho…

Apenas me coloco como parceiro e também responsável por um dos principais meios de comunicação direcionada ao capoeiragem, com o respeito e a coerência necessária para escrever e publicar artigos.

  • Fica a reflexão e também algumas referências importantes:

Mestre Pé de Chumbo (CECA) já mantém em Portugal trabalho com capoeira angola a alguns anos em Aveiro, sendo responsável por um dos mais belos momentos da capoeira portuguesa quando nos brindou com a visita do Grande Mestre João Pequeno de Pastinha.
Contra-mestre Pernalonga (Irmãos Guerreiros – Cazuá) também mantém um excelente trabalho na linha da capoeira de “Pastinha” no Porto.

Sucesso ao camarada Angolinha, responsável Academia Alabê em Santarém.

Seja bem vindo Mestre Robson Bocão, é certo que Portugal está carente de grandes profissionais da Capoeira Angola como o senhor para disseminar esta antiga arte, repleta de misticismos, códigos e malandragem…

Assim outros como eu que adoram a capoeira, poderam ter mais opções para “vadiar”…

Um forte abraço

Luciano Milani
www.portalcapoeira.com