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Alagoas: Capoeiristas protestam contra proibição de aulas no Cepa

Eles reclamam que aulas foram suspeitas sem justificativa. Grupo bloqueou avenida e afirma que está sendo vítima de discriminação.

Capoeiristas de Alagoas bloquearam um trecho da Avenida Fernandes Lima, em frente ao Centro Educacional de Pesquisas Aplicada (Cepa). Eles protestam contra a proibição das aulas de capoeira que eram ministradas gratuitamente na Escola Estadual Afrânio Lages, que fica nas dependências do Cepa.

A mobilização, denominada “Protesto do Berimbau Contra a Discriminação Institucional”, denuncia que a proibição é um preconceito à manifestação cultural. Segundo os capoeiristas, a atividade era oferecida de forma voluntária e foi proibida pela sem que houvesse uma justificativa para a medida.

O presidente da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas, José Carlos Pereira, disse que o trabalho com cerca de cem alunos estava sendo feito há dois anos pela Associação Cultural Capoeira Brasil, entidade legalmente constituída. No dia 19 deste mês, eles foram informados pela diretora da escola que as aulas teriam que ser suspensas.

“As aulas eram voluntárias e ministradas por um professor formado em Educação Física e em escola de capoeira. Esse trabalho estava sendo muito importante para os alunos que passavam parte do tempo ocioso aprendendo uma arte. Não podemos admitir que atos de discriminação como esse aconteçam”, reclamou Pereira.

O professor Rodrigo Pedrosa de Freitas, conhecido por “Arapuá”, disse que quer um pedido de desculpa por parte da direção da escola. “Iremos ao Ministério Público denunciar essa situação. Desde que a Capoeira começou a ser difundida no estado sofre preconceito. Não vemos isso com outras atividades”, disse.

A técnica auxiliar do Núcleo de Rede do Cepa, Vânia Marciglia, informou que os capoeirisas não tinham autorização para ministrar aulas na escola. Ela disse ainda que os alunos da escola não participavam das aulas. “Eles têm que fazer uma proposta para a Secretaria de Educação. As aulas estavam acontecendo sem autorização e isso e ruim porque qualquer coisa que acontecesse não havia quem respondesse por isso”, falou.

A assessoria da Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou que já está ciente do protesto e que vai encaminhar uma nota à imprensa.

Culto à memória: Xangô Rezado Alto celebra a Memória do conhecido “Quebra de 1912”

Na próxima quarta, 01 de fevereiro, uma importante página poderá está sendo escrita na história de Alagoas, enquanto outra será virada. Há 100 anos um dos episódios mais tristes do estado estava em curso, com a destruição de todas as casas de matriz africana de Maceió, o que causou feridas que até hoje estão abertas e com as quais convivemos e sofremos.

Da destruição e perseguição dos seguidores e admiradores da cultura afro-brasileira, muitos se sentiram obrigados a abandonar sua cidade e mudar-se para outros estados, ajudando a desenvolver sua cultura em novos ares em estados como Pernambuco e Bahia.

Para marcar esse centenário e trazer a discussão sobre a intolerância religiosa e cultural, a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) realiza neste ano o projeto Xangô Rezado Alto, uma referência antagônica do que ficou conhecida a prática de se celebrar seus ritos com os atabaques sendo tocados timidamente, ou simplesmente baixo, o que ficou conhecido por “xangô rezado baixo”.

A ideia surgiu de uma série de fatos e ações desenvolvidas por seguidores, populares, estudiosos e admiradores da cultura afro em Alagoas, como os professores universitários Edson Bezerra, Rachel Rocha, Clébio Araújo e do saudoso Marcial Lima, quando estava a frente da Fundação Municipal de Ação Cultural em meados dos anos 2000. Outros dois movimentos lembrando o episódio ocorreram em 2006 e 2007, sempre com a participação popular, mas ainda com pouca força.

O projeto “Xangô Rezado Alto – o centenário do Quebra” surgiu de uma inquietação da nova gestão da UNEAL, hoje representada pelo reitor Jairo Campos e do vice-reitor Clébio Araújo, que procurou à época (2010) o consultor para projetos culturais, Vinícius Palmeira, para formatação e tramitação do projeto no Ministério da Cultura, culminando, no fim de 2011, na aprovação e liberação de recursos federais oriundos do Fundo Nacional de Cultura.

Logo em seguida as Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas foram convidadas a participar do projeto, e assim uma forte aliança entre a academia e o popular foi formada, em prol de uma das maiores manifestações culturais que o estado já viu, não para protestar ou festejar, mas para celebrar a memória, com paz, de um fato determinante para a formação histórico-cultural do alagoano neste último século. Além de uma grande rede de parceiros que aderiram ao projeto como UFAL, Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas, CESMAC, Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, ITERAL, IHGAL, IPHAN, Secretaria de Estado da Educação, BRASKEN, Articulação da Cultura Popular e Afroalagoana e IZP.

“Esse é um projeto fundamentado em diversas ações realizadas por nós e tantas outras pessoas, há pelo menos 07 anos junto ao movimento negro e manifestações culturais de matriz africana em Alagoas e isso só se concretizou graças à união de todos”, explicou o vice-reito da UNEAL, Clébio Araújo.

Segundo o Reitor Jairo de Campos, “A UNEAL vive um momento de maior aproximação com a comunidade e os movimentos sociais, e esse episódio é bastante emblemático, por isso pretendemos dar mais visibilidade às manifestações de cultura negra em Alagoas e buscamos no Ministério da Cultura o apoio financeiro para isso, com uma contrapartida nossa e juntamente com outros parceiros. Desta forma, assim, podermos demonstrar o poder de reação e resistência, elevando a auto-estima do povo alagoano, num trabalho que iniciou-se em outubro de 2010 e que agora colocamos em prática”.

O projeto inicia-se nesta próxima quarta (01), mas se estenderá até o mês de maio com ações como seminário, congressos, prêmio cultural etc… pondo em discussão tudo que cerca, não só o fato do “quebra” em si, mas também os anseios e necessidades de todo um movimento sócio-religioso e cultural.

 

O Cortejo

 

No dia 01 de fevereiro acontecerá um grande cortejo reunindo babalorixás, yalorixás, ogãs, artistas, grupos, admiradores e populares que juntos sairão, vestidos de branco, às 15h da Praça D. Pedro II (Praça da Assembleia), percorrendo a Rua do Sol, fazendo duas homenagens: uma à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que nasceu capela, e foi edificada por iniciativa dos negros em 1820; e outra homenagem ao prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) onde hoje está guardada a Coleção Perseverança, composta de peças que escaparam ao fogo à época e foram recolhidas pelos pesquisadores Abelardo Duarte e Théo Brandão junto à Sociedade Perseverança e Auxílio dos Empregados do Comércio de Maceió, onde ficaram guardadas durante décadas,compondo hoje o acervo do IHGAL.

Após essas homenagens o cortejo seguirá para a Praça Mal Floriano Peixoto (Praça dos Martírios) onde uma grande congregação cultural acontecerá, após a realização de um fato inédito na história do Brasil, quando o Governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, assinará um ato onde, oficialmente, o Governo de Alagoas pedirá perdão às comunidades terreiros e ao povo alagoano pela barbárie cometida em 1912. Não se tem registro de nada parecido. Um chefe do executivo estadual pedindo perdão por um ato de extrema crueldade e intolerância religiosa. “Não há dúvidas que este será um fato que ficará para a história, pois pela primeira vez o governo estará reconhecendo a violência praticada no passado, dando-lhe um caráter oficial, e ao mesmo tempo, pedindo perdão por isso”, constata o Antropólogo e Sociólogo Edson Bezerra, estudioso do assunto e um dos incentivadores e colaboradores de todo esse movimento.

Após esse ato oficial segue uma programação cultural que se estende também ao dia seguinte, conforme a programação abaixo:

 

Dia 01 de fevereiro

18h – Hip hop – Guerreiros Quilombolas

19h – Afoxé Oju Omim Omorewá

20h – Wilma Araújo “70 anos de Clara Nunes”

21h- Igbonan Rocha em “Coisa de Nêgo”, com participação especial da Escola de Samba Girassol

22h- Orquestra de Tambores

23h- Vibrações

 

Dia 02 de fevereiro

Praça Mal. Floriano Peixoto (Praça dos Martírios)

17h- Banda afro Gifá Lomin

17:30h– Malungos do Ilê

18h- Maracatu Raiz da Tradição

18:30h- Projeto INAÊ

19h – Guerreiro Vencedor Alagoano (Mestre Juvenal)

19:30h-Afoxé Odô Iyá

20:30h- Jurandir Bozo com o show “Pros pés”, com participação dos grupos de coco de roda “Xique-xique”, do Jacintinho e “Pau-de-arara”, da Pitanguinha

21:30h- Mariene de Castro (BA)

 

Segundo a organização, a ideia é que essa celebração aconteça anualmente, como lembra o Diretor Geral do projeto, Vinícius Palmeira: “O que queremos é que essa data se firme no calendário de eventos de Alagoas para que possamos dar mais visibilidade ao movimento, mas também contribuir para o aumento da auto-estima do alagoano… pois o que queremos é criar a Noite do Xangô Rezado Alto”, concluiu.

Quem quiser mais informações, é só acessar o blog do projeto, que já se tornou em pouco tempo, uma ferramenta essencial de pesquisa sobre o tema: www.xangorezadoalto.blogpost.com

 

Para entender o Quebra

 

Por Rachel Rocha*

 

O episódio conhecido como Quebra de Xangô foi um ato de violência praticado em 1º de fevereiro de 1912 contra as casas de culto afrobrasileiras de Maceió e que se estendeu pelo interior de Alagoas. Naquele dia, babalorixás e yalorixás tiveram seus terreiros invadidos por uma milícia armada denominada Liga dos Republicanos Combatentes, seguida por uma multidão enfurecida, e assistiram à retirada à força dos templos de seus paramentos e objetos de culto sagrados, que foram expostos e queimados em praça pública, numa demonstração flagrante de preconceito e intolerância religiosa para com as nossas manifestações culturais de matriz africana.

Esse evento, que intimidou o povo de santo e suas práticas nas décadas subsequentes proporcionou o surgimento de uma manifestação religiosa intimidada, denominada Xangô Rezado Baixo, uma modalidade de culto praticada em segredo, alimentada pelo medo, sem o uso de atabaques, e animada apenas por palmas. Essa violenta ação contra o povo de santo tem repercussões contemporâneas e pode ser apontada como uma das fortes causas da invisibilidade de uma prática religiosa que é extremamente expressiva na capital e no interior de Alagoas, pois as pesquisas de estudiosos do tema apontam para a existência de cerca de 2 mil terreiros em todo o Estado.

O evento que hoje celebramos em memória ao episódio do Quebra dos terreiros, denominado Centenário do Quebra – Xangô Rezado Alto, recupera esse passado e reivindica da população alagoana e dos poderes públicos constituídos, atenção e compromisso para com as causa das populações afro-descendentes que não podem, não devem e não irão mais se intimidar frente às injustiças históricas praticadas no passado e que relegaram nossa população afrodescendente a situações de exclusão e de extrema dificuldade.

Por isso Xangô Rezado Alto, para que nunca mais em Alagoas, as comunidades afroreligiosas se sintam intimidadas ou envergonhadas de professar sua religião que é um grande e reconhecido contributo para a formação da cultura alagoana e que muito nos orgulha.

 

*Rachel Rocha (Jornalista, Antropóloga, professora e Vice-reitora da UFAL)

 

Serviço:

Xangô Rezado Alto

Dia 01/02

Cortejo a partir das 14h, da Praça da Assembleia

Praça dos Martírios

Assinatura do pedido oficial de perdão do Governo do Estado

Apresentações artísticas

Dia 02/02

Praça dos Martírios

17h- Apresentações artísticas locais

21:30h Show com Mariene de Castro

 

Informações: (82) 3315-7892

www.xangorezadoalto.blogpost.com

Serra da Barriga: Governo do Estado apoia homenagem a ativista negro Abdias Nascimento

Evento é realizado pelo projeto Raízes da África e tem o apoio do Governo de Alagoas e de lideranças do movimento negro

Já está em pleno andamento a preparação da homenagem à vida e à obra do ativista negro Abdias Nascimento, que acontece nos próximos dias 11, 12 e 13 de novembro, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, e também durante seminário em Maceió. Realizado pelo projeto Raízes da África, o evento tem o apoio do Governo de Alagoas, da Fundação Cultural Palmares e de lideranças do movimento negro. O evento integra as celebrações do Mês da Consciência Negra em Alagoas.

Um dos apoios já recebidos foi a melhoria do acesso de cerca de 6 km que leva ao topo da Serra, por onde as personalidades e autoridades convidadas seguirão para a homenagem. As obras foram realizadas pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER).

De acordo com a coordenadora do Raízes da África, Arísia Barros, dentro da programação, que trará várias personalidades internacionais ao evento, já está confirmada a participação de dois percussionistas americanos e de autoridades de países africanos à cerimônia em homenagem a Abdias, cujas cinzas serão depositadas em um platô na Serra da Barriga.

“O local onde serão depositadas as cinzas do Abdias será escolhido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan], já que a Serra da Barriga é um patrimônio tombado e só o Iphan pode fazer essa escolha”, explica Arísia.

Além disso, nove personalidades de países como Estados Unidos e Nigéria e uma delegação de 60 pessoas da Bahia já estão com presença confirmada. Com o apoio do Governo de Alagoas, da Prefeitura Municipal de União dos Palmares e da Fundação Palmares, a coordenadora está enviando esforços para que as caravanas sejam bem recepcionadas.

“Solicitamos aos estados que estão se organizando para as cerimônias dos dias 11 e 12 de novembro, realizadas em Maceió e União dos Palmares, que entrem em contato com a coordenação para que possamos, a partir dessas informações, adequar a infraestrutura à capacidade do público”, explica Arísia.

“Essas informações são imprescindíveis para que possamos possibilitar a oferta de serviços a preços mais populares”, completa a coordenadora do projeto Raízes da África.

Programação

Previsto para ocorrer no dia 12 de novembro, das 8 às 18 horas, na Faculdade Integrada Tiradentes, o I Ìgbà Ábídi Seminário Afro-Brasileiro – Celebração da Vida e Obra de Abdias Nascimento abre as solenidades de homenagem ao  estadista, um dos brasileiros mais importantes do século XX na luta pela  afirmação do povo negro. “O Ìgbà Ábídi tem como objetivo refletir sobre a vida e o legado do grande estadista negro”, diz Arísia Barros.

Diversas autoridades e personalidades já confirmaram presença, dentre elas a maior autoridade mundial em Ifá – oráculo africano -, o professor Wande Abimbola. Outro palestrante é o professor de línguas e de estudos culturais e literários na Obafemi Awolowo University, na Nigéria, Félix Ayoh’Omidire, nascido em Ile-Ife, cidade sagrada do povo yorubano.

Quem foi o homenageado

Abdias Nascimento nasceu em 1914, no município de Franca, interior de São Paulo. Sua trajetória é marcada pelo ativismo na luta pela inclusão dos direitos dos afrodescendentes brasileiros, principalmente por meio de políticas públicas. Foi deputado federal e senador e entre suas conquistas, está o fato de ser responsável pela instituição da Comissão do Centenário da Abolição e por seu desdobramento na Fundação Palmares.

O I Igbà Ábídi Seminário Afro-Brasileiro – Celebração da Vida e Obra de Abdias Nascimento – é uma ação do projeto Raízes da África, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas; o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro); as Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) e da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMDH); a Editora Ética e a Faculdade Integrada Tiradentes, entre outros.

As inscrições estão sendo feitas pelo e-mail celebrandoabdias@gmail.com. Mais informações pelos telefones: (82) 8827-3656/3231-4201.

Fonte: http://www.agenciaalagoas.al.gov.br

Cenarte abre vagas para o 2º semestre

O Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte), equipamento da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) vai iniciar na próxima segunda-feira (04), as matrículas para preencher 390 vagas nos cursos oferecidos pela escola no 2º semestre do ano.

As vagas disponíveis são para os cursos de atabaque, pandeiro, artesanato criativo, sopro, teatro, teoria musical, dança afro, violino, artes plásticas e história da arte. “Nosso objetivo é preencher todas as vagas desses cursos que são gratuitos e ofertados à população alagoana”, destacou o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas.

Para o curso de atabaque estarão disponíveis 50 vagas, já para o de pandeiro serão 40 vagas. Serão 50 vagas para o curso de história da arte, mas os alunos deverão ser maiores que 18 anos. Os maiores de 10 anos poderão aprender sopro ou violino. Para as aulas de sopro estarão disponíveis 25 vagas e 60 vagas para as de violino.

Serão 80 vagas para as aulas de artesanato criativo e 20 para as aulas de artes plásticas, nessas duas turmas os alunos deverão ser maiores de 15 anos. Os maiores de 17 anos poderão participar das aulas de teatro para preencher as 30 vagas disponíveis. As 15 vagas para o curso de teoria musical poderão ser preenchidas com crianças maiores de 12 anos e as 20 vagas do curso de dança afro pelos maiores de 13 anos.

Criado há 27 anos, o Cenarte tem como objetivo promover o acesso aos bens culturais e a prestação de serviços em artes, dança, música e teatro. O secretário Osvaldo Viégas, destaca que como as vagas são limitadas os interessados devem fazer a matrícula com a maior brevidade.

Para se inscrever, os interessados deverão procurar a secretaria do Cenarte, na Rua Pedro Monteiro, no Centro de Maceió, com a cópia e original da carteira de identidade, do CPF, comprovante de residência, certidão de nascimento e uma fotografia 3×4.

Os alunos menores de idade devem estar acompanhados pelos pais ou responsáveis e munidos de cópia da certidão de nascimento e dos documentos de identificação dos adultos. As matriculas serão realizadas na secretaria do Centro até o dia 23 de julho, das 8h às 17h.

Mirella Costa

Secretaria de Estado da Cultura
Assessoria de Comunicação
(82) 8833-9056

Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA
Rua Ladislau Neto, 367, Centro 57.020-010
Maceió-Alagoas Fone/Fax: (82) 3315. 1739 Cel. (82) 8883.7564
cedca_alagoas@hotmail.com/ www.conselhodacrianca.al.gov.br
21º. Ano de aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente

Nota de Falecimento: Mestrando Provolone

 

A Federação Alagoana de Capoeira – FALC – Vem por meio desta, informar o Falecimento de Jorge Lourenço dos Santos, 32 anos- Mestrando Provolone – Da Associação de Capoeira Guerreiros de Aruanda, residente na cidade de Luziápolis – Alagoas.

 

O falecimento ocorreu após acidente de moto na cidade de Luziápolis – Alagoas.

 

 

O Mestrando Provolone iniciou a prática da Capoeira em 1996 com o Mestre Metralha em Santa Barbara do Oeste – São Paulo. Em Alagoas, começou a ensinar capoeira em 2002 na cidade de seu nascimento, dividindo a responsabilidade do grupo, aqui em Alagoas, com o Contra-Mestre Ceará e Instrutor Alemão.

 

 

Aos seus familiares, alunos, professores e Mestre da Associação Guerreiros de Aruanda o nosso pesar e profundos sentimentos.

 

A Capoeira de Alagoas perde um excelente capoeirista, ser humano e cidadão.

 

 

Marco Baiano

Presidente da Federação Alagoana de Capoeira – FALC

Fundação Palmares inaugura sede em Alagoas

A Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, inaugura nesta sexta-feira (26) a sede de sua representação em Alagoas. Ela será instalada em União do Palmares e ficará sob a coordenação de Severino Cláudio de Figueiredo Leite, o capoeirista mestre Cláudio. O presidente da Fundação Zulu Araújo participa da solenidade que começará às 19h.

O anúncio da inauguração da sede alagoana foi feito por Zulu Araújo na abertura do Projeto Parabólica, que aconteceu nos dias 18 e 19 em Maceió. “Quero trazer boas notícias”, disse Zulu no momento. “Depois de 21 anos, a Fundação terá um escritório aqui no Estado e escolhemos mestre Cláudio para assumir essa responsabilidade, porque é uma maneira concreta de reconhecer a importância que a capoeira tem para a cultura brasileira e para o mundo”. Para mestre Cláudio esse momento representa um sonho de muitos anos e que foi sonhado junto com muitos capoeiristas, não só em Alagoas, mas no Brasil.

A Fundação – A Fundação Cultural Palmares fará, em agosto de 2010, 22 anos de existência e o Ministério da Cultura, também em 2010, 25 anos. Fruto da demanda do movimento negro, o objetivo da Fundação é promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra visando à inclusão e ao desenvolvimento da população negra no Brasil.

A Fundação Cultural Palmares atualmente tem representações no Rio de Janeiro e na Bahia e um decreto de maio de 2009 (Decreto nº 6.853) autorizou a criação de mais cinco representações nos estados de Alagoas, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Rio Grande do Sul.

Coordenação – Mestre Cláudio é servidor da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) e foi sedido pelo Governo de Alagoas para coordenar os trabalhos da Fundação no Estado. Trabalha com capoeira há mais de 42 anos, destes, 28 em Alagoas. Frequentador da Serra da Barriga – administrada pela Fundação Palmares – desde 1985, em 2006 iniciou trabalho de capoeira com as crianças da Serra. O projeto Caa-puêra na Terra de Zumbi lhe rendeu um prêmio no Projeto Capoeira Viva, do Ministério da Cultura.

Entre outras coisas, é diretor-técnico da Federação Alagoana de Capoeira, mestre de capoeira terapia do Núcleo de Terapia William Reich e coordena a orquestra de berimbaus dos mestres de capoeiras de Alagoas.

por Agência Alagoas – http://www.alemtemporeal.com.br/

Alagoas: 1º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira

A comunidade feminina capoeirista sabedor que o povo alagoano vem demonstrando cada vez mais um interesse por nossa cultura e tradição, sempre mantendo viva a chama do folclore brasileiro, vem pensando há tempos em realizar algo inédito no Estado de Alagoas: 1º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (1º ENAFEC).

Muitos eventos femininos já form realizados mas em Grupos de Capoeira e com presença dos homens. Este não tem Grupo e não terá participação masculina (exceto na roda mista). Nossa capoeiristas mostrarão neste evento que a mulher também tem um papel importante na capoeira.

Elas estarão se integrando e se conhecendo para que juntas possam mostrar sua força. Este evento será realizado no SESC Poço, nos dias 31/10 e 01/11/2009 e será uma forma de divulgar e conscientizar a população feminina como é importante a arte da capoeira.

Alagoanos ressaltam importância da participação no FSM e Conneb

A participação de homens e mulheres de Alagoas no Fórum Social Mundial (FSM) e no Congresso de Negros e Negras do Brasil (Conneb), entre os dias 27 de janeiro e 1° de fevereiro foi marcada por discussões que fortaleceram os movimentos sociais do Estado. O ônibus que levou a comitiva alagoana para Belém do Pará reuniu representantes da ONG Anajô, da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), do Movimento dos sem terra (MST), da Comissão de jornalistas pela igualdade racial (Cojira/AL), do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, sindicalistas, entre outros, que vieram de vários municípios.
 
A coordenadora da MMM no Estado, Andréia Malta Brandão destacou a representação feminina no FSM, dizendo que todos os movimentos sociais que estiveram presentes buscam alternativas para construir um mundo melhor e que a Marcha não luta apenas pelo feminismo e sim, apóia outras causas, como o fim do neoliberalismo e do patriarcalismo, que segundo ela são bases do capitalismo, que exclui as pessoas.
 
“Reunimos cerca de 300 mulheres neste FSM e promovemos passeatas a favor da Palestina e do aborto, além de trocarmos experiências com companheiras de outros países, como Congo, França, Canadá, Argentina e Equador. Enquanto existir uma divisão sexual do trabalho não teremos liberdade e buscamos também apóio para as mulheres do Congo, que vivem submissas, são estupradas e mortas, durante a exploração dos recursos naturais daquele país. Vamos fortalecer as discussões em Alagoas, porque em 2010 a MMM vai realizar uma grande caminhada por São Paulo e Rio de Janeiro”, contou Andréia.
Segundo Maria Madalena da Silva – que foi delegada no Conneb e que faz parte da direção da ong Anajô – existe a necessidade do movimento negro alagoano realizar mais encontros, fortalecendo uma representação nacional, apesar de existir o Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal). “Foram indicados 10 delegados para o congresso em Belém, mas apenas 4 participaram. No Estado existem cerca de 50 entidades negras, mas em eventos nacionais sentimos um isolamento e precisamos sair dos guetos, principalmente porque representamos o berço dos quilombolas. Temos que realizar uma reunião com o Fenal para expor a situação”, lamentou.
O professor Jorge Luís Riscado, que coordena o projeto Afroatitude, da Universidade Federal de Alagoas disse que sua experiência nas comunidades quilombolas serviu para entender a importância do congresso. “Nas comunidades de Palmeira dos Índios e Batalha as pessoas moram em casas de taipa afastadas da cidade, por isso falta educação e saúde. É preciso disseminar e fortalecer essa discussão e no Conneb isso foi possível”.
Delegados alagoanos no Conneb: Maria Madalena (Anajô), Jorge Riscado (Afroatitude/Ufal) e Noelma Sandra (Unegro)
Já o Conneb, realizado simultaneamente ao fórum, contou com a participação de 250 delegados de entidades negras de todo o país, como a União dos Negros pela Igualdade (Unegro), o Movimento Negro Unificado (MNU), os Agentes de Pastoral Negros (Apns), o Conselho Nacional de Entidades Negras (Conen), entre outras. O próximo encontro será no Rio Grande do Sul, entre os meses de junho e julho deste ano.
FSM – dados gerais
A 8° edição do Fórum Social Mundial (FSM) reuniu 133 mil participantes de 142 países, entre eles 4.500 comunicadores credenciados, dos quais dois mil eram jornalistas, os mil artistas que se apresentaram em atos culturais e mais de 10 mil que trabalharam na organização, alimentação e em outros serviços, contando ainda com a presença de 1.900 indígenas de 190 etnias e 1.400 quilombolas (afrodescendentes de comunidades tradicionais), que levaram para o evento discussões e celebrações próprias. A próxima edição será em 2011, no continente africano.
 
Texto e fotos: Emanuelle Oliveira
Jornalista e integrante da Cojira-AL 

NADEC- NÚCLEO DE APOIO E DESENVOLVIMENTO DA CAPOEIRA- ALAGOAS

Ao longo dos anos, a capoeira tem se mostrado uma grande aliada da escola no tocante ao possiblitar  a interação social entre os educandos, mas, mesmo assim ela ainda não conseguiu entrar de  fato na escola como parte dela. a partir de 1960, no Brasil, a capoeira vem sendo aprensentada no contexto educacional, do ensino fundamental às universidades.
A partir de 1996 com a lei 9394/96 LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, com a inclusão dos temas tranversais, a capoeira consegue adentrar em alguns espaços escolares simplesmente como atividade extra-classe. O que podemos considerar uma grande avanço dentro de uma siciedade preconceituosa e discriminatória com as culturas periféricas. A capoeira entra como atividade prática, rompendo barreiras de forma significativa. Mesmo assim, é nas universidades, onde ela encontra um ambiente fértil para se disseminar e tem sido bastante utilizada como objeto de pesquisa pelas mais diversas áreas do conhecimento. Ademais, já se encontra presente, na condição de componente curricular, em  várias universidades brasileiras, com profissionais de várias áreas praticando-a e pesquisando sobre sua origem, importancia e valências.
Outro ponto importante nesse caminho da capoeira para a escola foi a sanção  da lei federal 10.639/2003 que altera a lei 9394/1996, e dispõe sobre ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas e privadas do país, e  da lei estadual 6.814/2007 que trata do mesmo tema a nível do Estado de Alagoas.
Dentro desse contexto, o NADEC- NÚCLEO DE APOIO E DESENVOLVIMENTO DA CAPOEIRA EM  ALAGOAS promove no dia 07/02/2009, o PRIMEIRO SEMINÁRIO MACEIOENSE DE CAPOEIRA, que tem o objetivo de preparar e qualificar cada vez mais os professores e mestres de capoeira para que os mesmos possam desenvolver  suas atividades capoeiristicas na escolas dentro da proposta pedagógica que cada escola  desenvolva. Bem como despertar os capoeirista para a importância  da formação continuada para o bom desempenho profissional.
Neste seminário que terá como tema principal o planejamento de aula, por entendermos que, pedagogicamente,  é apartir do planejamento,  que podemos ter uma aula de qualidade, com a capoeira não  seria diferente. Até mesmo que o planejamento tenha que ser feito para a parte fisica e para a parte técnica da aula que são os movimentos e sequencias de movimentos.
PRIMEIRO SEMINÁRIO ALAGOANO DE CAPOEIRA
PROGRAMAÇÃO
TEMA CENTRAL:
“ A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARA UMA AULA COM BONS RESULTADOS”
PROFESSORA: MARIA BETÂNIA DE OLIVEIRA (PEDAGOGA),  professora das redes municipal e estadual de educação, ex-coordenadora do projeto Saber (Educação de Jovens e Adultos) da Secretaria Estadual de Educação, diretora de escola municipal de maceió.
SUB-TEMA 1:
“O PLANEJAMENTO E A PRÁTICA NAS AULAS DE CAPOEIRA”
CLAUDIO SEVERO. ( Mestre Claudio dos Palmares), Mestre de capoeira titular do GRUPO QUILOMBO PÔR DO SOL DOS PALMARES, Professor de Educação Física, Massoterapeuta e membro do Conselho de Mestres do Estado de Alagoas
SUB-TEMA 2:“JOGOS RECREATIVOS COMO INSTRUMENTO DE ALONGAMENTO E AQUECIMENTO PARA AULA DE CAPOEIRA”
PROFESSORA: KÁTIA MARIA DO NASCIMENTO BARROS,  Professora de educação fisica da rede estadual de educação.
LOCAL: ESCOLA PROFESSOR JAYME DE ALTAVILA
AVENIDA PRINCIPAL DA SANTA LÚCIA, PRÓXIMO AO POSTO DE GASOLINA 
 
PRIMEIRO SEMINÁRIO ALAGOANO DE CAPOEIRA
PROGRAMAÇÃO
DIA 07/03/2009
8:00 hs- credenciamento e acolhimento dos participantes.
9:00hs
TEMA CENTRAL:
“ A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARA UMA AULA COM BONS RESULTADOS”
PROFESSORA:  MARIA BETÂNIA DE OLIVEIRA (PEDAGOGA)
10:00hs-
SUB-TEMA 1: “O PLANEJAMENTO E A PRÁTICA NAS AULAS DE CAPOEIRA”
CLAUDIO SEVERO. ( Mestre Claudio dos Palmares) Mestre de capoeira titular do GRUPO QUILOMBO PÔR DO SOL DOS PALMARES, Professor de Educação Física, Massoterapeuta e membro do Conselho de Mestres do Estado de Alagoas.
12:00 almoço
14:00hs. RETORNO
SUB-TEMA 2:“JOGOS RECREATIVOS COMO INSTRUMENTO DE ALONGAMENTO E AQUECIMENTO PARA AULA DE CAPOEIRA”
PROFESSORA: KÁTIA MARIA DO NASCIMENTO BARROS.
16:00hs- ENTREGA DE CERTIFICADOS E GRANDE RODA DE CONFRATENIZAÇÃO.
Inscrições até dia 04/03/2009.
VALOR:  R$: 15,00  com almoço e certificado  
 
PRIMEIRO SEMINÁRIO ALAGOANO DE CAPOEIRA
FICHA DE INSCRIÇÃO
VALOR:  R$: 15,00  com almoço e certificado
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TEL.___________ E-MAIL:____________________________
INSTITUIÇÂO QUE FAZ PARTE:_______________________
MESTRE (   ) C. MESTRE (   ) PROFESSOR (   ) OUTROS (   )
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TEMPO DE CAPOEIRA: ________________
OBESERVAÇÃO:
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A taxa de inscrição pode ser paga com depósito bancário no BANCO DO BRASIL, agência: 3057-0,  conta correte nº 10.529-5 em nome  de josé Carlos Pereira da Silva.
Trazer o comprovante de depósito ou tranferência bancária e apresentar no credenciamento.

Contatos:  nadec_al@hotmail.com

Professor Carlos : (82) 8844-4838; krlos_kpoeira@hotmail.com

Monitor  Carlinhos: (82) 8824-6859; carlocepec@yahoo.com.br

Contra mestre Leto: (82)  9381-7765 letopombo@hotmail.com 

LOCAL: ESCOLA PROFESSOR JAYME DE ALTAVILA

AVENIDA PRINCIPAL DA SANTA LÚCIA, PRÓXIMO AO POSTO DE GASOLINA

Alagoas sedia Encontro Internacional de Capoeira

De 31 de julho a 03 de agosto, acontece nos municípios de Maceió e União dos Palmares o I Muzenzumbi – "Capoeira na Terra de Zumbi"

Já faz uma semana do reconhecimento da capoeira como Patrimônio Nacional, mas a festa ainda continua. Alagoas sediará o I Muzenzumbi Capoeira Internacional – "Capoeira na Terra de Zumbi", nos dias 31 de julho a 03 de agosto, nas cidades de Maceió e União dos Palmares. A atividade é organizada pelo Grupo Muzenza.

Participam Mestres, professores e alunos de capoeira de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Israel. A estimativa é reunir 500 participantes, as inscrições são gratuitas e também estão disponíveis para simpatizantes.

A programação inicia com uma palestra sobre "Religião de Matriz Africana" ministrada pelo historiador e babalorixá Célio Rodrigues, às 20h, no Centro de Treinamento (sede) – localizado na Rua da Saudade, nº 60, Clima Bom 1. E na sexta-feira, acontecem rodas de capoeira às 17h no calçadão do comércio de Maceió, e às 20h, na sede do Muzenza.

Durante o final de semana, as atividades continuam em União dos Palmares. No sábado (02) às 18h, será inaugurado no bairro Jatobá o Centro de Treinamento do município. Os participantes terão a oportunidade de visitar à Serra da Barriga, local sagrado e palco da resistência negra, no domingo pela manhã. O encontro encerra às 15h, na Praça Basiliano Sarmento, com aulão de capoeira, batizado e trocas de cordas.

De acordo com Marcelo Cardoso (Mestre Girafa), coordenador do Grupo Muzenza em Alagoas, o encontro estimulará o intercâmbio sócio-desportivo e cultural. "Iremos mostrar um pouquinho da capoeira alagoana para o mundo". Afirmou ainda a importância do evento para o crescimento da capoeira local. "Esse evento tem grande importância porque fortalece a capoeira de Alagoas, ao trazer mestres e contra-mestres de vários Estados que possuem experiência nacional e internacional. A maioria dos mestres que estão vindo, ministram cursos em diversos países do mundo. O Mestre Burguês (coordenador nacional do grupo) chega no sábado, vem direto da Europa", declarou.

O evento conta o apoio da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura; Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió; e a Prefeitura de União dos Palmares.

Muzenza

A Associação Muzenza de Capoeira é um dos grupos mais conhecidos e tradicionais da modalidade. Fundado em 05 de maio de 1972, busca desenvolver o nível técnico, teórico e didático-pedagógico dos capoeiristas, além de valorizar os Mestres experientes.

Encontra-se em todo território nacional e 45 países (04 continentes), introduziu a capoeira em clubes, quartéis, escolas, academias, comunidades carentes e negras. Já realizou 03 campeonatos mundiais, 06 Opens de capoeira e diversos eventos no Brasil e no mundo.

No estado de Alagoas, o grupo encontra-se em Maceió (Clima Bom, Complexo do Benedito Bentes, Jacintinho, Chã da Jaqueira, Feitosa, Pestalozzi) e nos municípios de União dos Palmares, Delmiro Gouveia e Arapiraca. Há 13 anos utiliza a capoeira como ferramenta de inclusão social e educacional, realizando um amplo trabalho na periferia, em escolas das redes particulares e públicas; inclusive, com portadores de necessidades especiais.

Capoeira

A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira une dança, música e luta. Praticada em mais de 150 países, por capoeiristas das mais variadas classes sociais e faixas etárias, sem discriminação quanto à religião, raça e gênero. Divide-se em dois estilos angola e regional, além de ter outras manifestações como: Maculelê, Puxada de Rede, Samba Duro e de Roda.

No dia 15 de julho, a capoeira foi eleita Patrimônio Cultural, pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entrou na lista dos 14 patrimônios culturais do País, e o processo de registro inclui a roda de capoeira no Livro das Formas de Expressão e a criação de um plano de previdência especial para os "velhos mestres".

SERVIÇOS

Associação Muzenza de Capoeira – AL

Rua da Saudade, Nº 60, Clima Bom I. Tabuleiro Dos Martins. Cep: 57071-870 / Maceió-AL

Contatos: (82) 3033-3833 / 8814-4366 / 8816-6143 / 8808-9366

Texto: Helciane Angélica (Jornalista – 1102 MTE/AL)

Fotos: Grupo Muzenza (Divulgação)