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SORRISO: Projeto de Polesello declara associação de capoeira de utilidade púbica

A Associação de Capoeira Volta ao Mundo, que atende gratuitamente cerca de 700 alunos de escolas públicas, foi declarada de utilidade pública. 

De autoria do vereador Hilton Polesello (PTB), presidente de Câmara de Sorriso, o projeto de lei foi aprovado por unanimidade. O prefeito Chicão Bedin já sancionou a lei.

Com a declaração, a entidade fundada pelo professor de capoeira, Jarbas Sokolowski, poderá usufruir de benefícios como repasses de recursos financeiros por entidades governamentais. “A Associação de Capoeira desenvolve projetos voluntários e de forma gratuita desde 2005, mas somente a partir de 2007 é que começou a receber apoio da Prefeitura Municipal”, explica Polesello.

Para freqüentar as aulas, o participante precisa ser um bom aluno. “Ter boas notas e apresentar um bom comportamento tanto na escola como fora dela, são os principais requisitos”, informa o professor.

Segundo Jarbas, o trabalho inicial é executado nas escolas municipais. Aos alunos que se destacam, são oferecidas bolsas de treinamento e aprendizado na Academia Central de Capoeira, de propriedade do professor. “Na academia, eles são preparados para os segmentos culturais da capoeira, como maculelê, samba de roda e puxada-de-rede, além de treinamento esportivo para as competições”, acrescenta.

Conforme Polesello, com dedicação e apoio, os capoeristas treinados pelo professor Jarbas, atual campeão brasileiro, já detém títulos nacionais. “Em 2008, a associação fez o primeiro e único bi-campeão brasileiro de capoeira de Mato Grosso e mais quatro campeões brasileiros”, informa o parlamentar, acrescentando que iniciativas como essa, devem ser apoiadas pelo poder público. “Uma pesquisa feita junto aos alunos capoeiristas aponta que entre eles, o índice de reprovação escolar é de 4%, enquanto que a média na comunidade escolar é superior a 18%”, finaliza.
 

Fonte: ExpressoMT/TVCA – http://www.expressomt.com.br

Alagoas sedia Encontro Internacional de Capoeira

De 31 de julho a 03 de agosto, acontece nos municípios de Maceió e União dos Palmares o I Muzenzumbi – "Capoeira na Terra de Zumbi"

Já faz uma semana do reconhecimento da capoeira como Patrimônio Nacional, mas a festa ainda continua. Alagoas sediará o I Muzenzumbi Capoeira Internacional – "Capoeira na Terra de Zumbi", nos dias 31 de julho a 03 de agosto, nas cidades de Maceió e União dos Palmares. A atividade é organizada pelo Grupo Muzenza.

Participam Mestres, professores e alunos de capoeira de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Israel. A estimativa é reunir 500 participantes, as inscrições são gratuitas e também estão disponíveis para simpatizantes.

A programação inicia com uma palestra sobre "Religião de Matriz Africana" ministrada pelo historiador e babalorixá Célio Rodrigues, às 20h, no Centro de Treinamento (sede) – localizado na Rua da Saudade, nº 60, Clima Bom 1. E na sexta-feira, acontecem rodas de capoeira às 17h no calçadão do comércio de Maceió, e às 20h, na sede do Muzenza.

Durante o final de semana, as atividades continuam em União dos Palmares. No sábado (02) às 18h, será inaugurado no bairro Jatobá o Centro de Treinamento do município. Os participantes terão a oportunidade de visitar à Serra da Barriga, local sagrado e palco da resistência negra, no domingo pela manhã. O encontro encerra às 15h, na Praça Basiliano Sarmento, com aulão de capoeira, batizado e trocas de cordas.

De acordo com Marcelo Cardoso (Mestre Girafa), coordenador do Grupo Muzenza em Alagoas, o encontro estimulará o intercâmbio sócio-desportivo e cultural. "Iremos mostrar um pouquinho da capoeira alagoana para o mundo". Afirmou ainda a importância do evento para o crescimento da capoeira local. "Esse evento tem grande importância porque fortalece a capoeira de Alagoas, ao trazer mestres e contra-mestres de vários Estados que possuem experiência nacional e internacional. A maioria dos mestres que estão vindo, ministram cursos em diversos países do mundo. O Mestre Burguês (coordenador nacional do grupo) chega no sábado, vem direto da Europa", declarou.

O evento conta o apoio da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura; Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió; e a Prefeitura de União dos Palmares.

Muzenza

A Associação Muzenza de Capoeira é um dos grupos mais conhecidos e tradicionais da modalidade. Fundado em 05 de maio de 1972, busca desenvolver o nível técnico, teórico e didático-pedagógico dos capoeiristas, além de valorizar os Mestres experientes.

Encontra-se em todo território nacional e 45 países (04 continentes), introduziu a capoeira em clubes, quartéis, escolas, academias, comunidades carentes e negras. Já realizou 03 campeonatos mundiais, 06 Opens de capoeira e diversos eventos no Brasil e no mundo.

No estado de Alagoas, o grupo encontra-se em Maceió (Clima Bom, Complexo do Benedito Bentes, Jacintinho, Chã da Jaqueira, Feitosa, Pestalozzi) e nos municípios de União dos Palmares, Delmiro Gouveia e Arapiraca. Há 13 anos utiliza a capoeira como ferramenta de inclusão social e educacional, realizando um amplo trabalho na periferia, em escolas das redes particulares e públicas; inclusive, com portadores de necessidades especiais.

Capoeira

A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira une dança, música e luta. Praticada em mais de 150 países, por capoeiristas das mais variadas classes sociais e faixas etárias, sem discriminação quanto à religião, raça e gênero. Divide-se em dois estilos angola e regional, além de ter outras manifestações como: Maculelê, Puxada de Rede, Samba Duro e de Roda.

No dia 15 de julho, a capoeira foi eleita Patrimônio Cultural, pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entrou na lista dos 14 patrimônios culturais do País, e o processo de registro inclui a roda de capoeira no Livro das Formas de Expressão e a criação de um plano de previdência especial para os "velhos mestres".

SERVIÇOS

Associação Muzenza de Capoeira – AL

Rua da Saudade, Nº 60, Clima Bom I. Tabuleiro Dos Martins. Cep: 57071-870 / Maceió-AL

Contatos: (82) 3033-3833 / 8814-4366 / 8816-6143 / 8808-9366

Texto: Helciane Angélica (Jornalista – 1102 MTE/AL)

Fotos: Grupo Muzenza (Divulgação)

Olímpia – SP: 43º Festival do Folclore

O tabuleiro de Olímpia tem…
Diferenças culturais do Brasil dão charme e alegria ao Festival do Folclore de Olímpia em sua 43ª edição
Tradição, oralidade, anonimato e aceitação coletiva são características que unificam as diferenças da cultura brasileira.
 
Não é exagero dizer que a pequena Olímpia, com 48 mil habitantes, comporta as peculiaridades de um país inteiro durante o Festival do Folclore. Realizado há 43 anos, o tradicional evento atrai lendas vivas e muitas histórias para “boi dormir”.
 
 

Confira o panorama do evento realizado pela reportagem do BOM DIA nesta terça-feira.

 

 
Boi maranhense

O Grupo Sociedade Junina Bumba Meu Boi da Liberdade nasceu em São Luiz, no Maranhão, em 1956 e atualmente envolve mais de 160 pessoas.
 
Os bricantes reúnem-se para celebrar a imagem de seu padroeiro: São João Batista. A vestimenta do brincante é uma atração à parte. Ricamente coloridas, apresentam belos desenhos feitos com canutilho e miçanga. As imagens de santos são os temas mais presentes nas roupas.
 
Misto de maracatu rural, boi e congo, a performance do Bumba Meu Boi da Liberdade é repleta de personagens do imaginário nordestino: as índias tapuias, os vaqueiros e os sertanejos.
 
Pela primeira vez no Festival do Folclore de Olímpia, o grupo do Maranhão foi representado por 54 integrantes. Outro destaque são os chápéus de tia – grande sombreiros revestidos de fitas coloridas que ampliam os movimentos do brincante.
 
Folia paulista

Os anfitriões também mostraram seu talento nos palcos. A cia. de Reis “Os Visitantes de Belém”, de Olímpia (SP), por exemplo, contagiou o público pela animação dos instrumentistas e dos palhaços.
 
De acordo com o mestre Geraldo dos Santos, 60 anos, o grupo foi formado há pouco mais de dois anos, mas todos têm a “Folia de Reis” no sangue.
 
Ele conta que os palhaços representam os soldados do rei Heródes.
 
“As fantasias e máscaras serviram para despistá-lo enquanto os reis magos visitavam o Menino Jesus, em Belém”, comenta.
 
Folguedo catarinense

Florianópolis (SC) é representada pelo Grupo Folclórico Boi de Mamão Frankolino, da “E.B.M. Luiz Cândido da Luz”. Esta é a primeira vez que saem do Estado de origem para se apresentar no Festival do Folclore de Olímpia e em unidades paulistas do Sesc.
 
O projeto foi criado há cerca de três anos com o objetivo de resgatar o folguedo do Boi de Mamão – dança com similares em outras regiões. Além do personagem central, compõem a história o cavalinho, a Bernúncia – imitação de dragão chinês – e a Maricota.
 
“Representamos a luta entre o bem e o mal”, afirma o produtor cultural Ari Nunes. Ele explica que o nome original da brincadeira era Boi de Pano e há duas versões para a mudança. Não se sabe se, por falta de tempo, as crianças usaram uma fruta para construir a cabeça do animal ou se os dançarinos bebiam demais.
 
Congo capixaba

A banda de congo Panela de Barro, do distrito de Goiabeiras Velha, em Vitória (ES), é exemplo de que as tradições continuam vivas. O grupo existe há mais de 70 anos e faz questão de passar seus conhecimentos a crianças da comunidade com uma cia. mirim.
 
Com casacas, tambores, triângulos, chocalhos e cuicas, os folcloristas fazem referências a São Benedito e Nossa Senhora da Conceição por todo o Brasil.
 
A maioria das pessoas pertence a famílias de paneleiros. Esta, aliás, é a marca registrada da região. Segundo o chaveiro e tocador de casaca Lauro de Lima Silva, 45 anos, a legítima panela de barro é feita de uma argila especial, encontrada somente no Vale de Mulembá, no bairro de Joana D’Arc, zona oeste de Vitória. As peças são tingidas com tanino – produto obtido da casca da árvore do mangue – e utilizadas para o preparo de pratos como a moqueca e a torta capixaba.
 
Reisado sergipano

A companhia de reisado do vilarejo de Marimbondo, em Pirambu, Sergipe, é retrato da genealogia da família de Antonio dos Santos, 60 anos, o mestre Sabá.
 
A tradição vem de 1805, quando seus bisavós começaram a reunir familiares no Natal para celebrar a chegada do Menino Jesus. “Da minha bisavó passou para o meu avô, que passou para minha mãe, que passou para mim”, conta mestre Sabá, cujo o riso revela a persistência e a força do povo do sertão nordestino.
 
Hoje o reisado envolve cerca de 30 pessoas, todas elas ligadas à família Santos. Oito são filhos de mestre Sabá. “Se duvida, eu mostro o documento”, brinca. Genros, noras, sobrinhos e netos completam a lista.
 

A manifestação do reisado de mestre Sabá é uma profusão de ritmos que dominam a musicalidade nordestina. O mestre se arma de roupa colorida, relembrando o palhaço da típica Folia de Reis do sertão paulista. O coro feminino que o acompanha se reveste de verde e fitas coloridas para cantar a adoração ao Deus Menino.

 

 
Festival do Folclore viaja pelo artesanato de Minas

A força do artesanato de Minas Gerais é evidenciada no 43º Festival do Folclore de Olímpia. O pavilhão principal da Praça de Atividades Folclóricas reúne trabalhos de diversas regiões do Estado homenageado, que podem ser conferidos pelo público até sábado.
 
No vilarejo de Planalto de Minas, em Diamantina, a palha de milho dá vida a bonecas de todas as formas, inspiradas na personagem de Xica da Silva.
 
Conforme a artesã Maria Luzia de Paula, a confecção das bonecas é feita há 13 anos por 33 artesãos, que receberam apoio de vários órgãos técnicos como Embrapa para aprimoramento da produção. “Hoje usamos uma espécie de milho selecionado pela Embrapa cuja palha é mais resistente e permite fazer o corpo e a saia rodada da boneca”, conta.
 
Flor típica do serrado mineiro, a “sempre-viva” é matéria-prima dos artesãos de Galheiros, outro distrito de Diamantina. Seca e com longos cabos, é ideal para a confecção de arranjos e luminárias. Cerca de 30 famílias sobrevivem deste tipo de artesanato.
 
“Todos colhiam as flores para vender, mas, com o risco de extinção, recebemos apoio de várias entidades para iniciar a produção do artesanato de forma sustentável”, explica José Borges, integrante da comunidade de Galheiros.
 
Quem não dispensa bom gosto na escolha de esculturas vai se deliciar com os bustos feitos de barro pelo artista Paulo Avelar, de Sete Lagoas. Inspirado nas senhoras com lenços na cabeça e vestidos de chita que habitaram sua infância, ele recria figuras humanas e situações tipicamente caipiras como o vendedor de frangos e o fogão à lenha.
 
Também encantam os olhos de crianças e adultos as rosas criadas a partir de folhas naturais desidratadas, feitas pela artista Maria Tarraga, de Lambari.
 
“Colhemos a planta, cozinhamos para tirar a clorofila, tingimos e montamos a flor”, diz.
 
 
 
Fonte: Harlen Félix e Daniela Fenti – Bom Dia Rio Preto – http://www.bomdiariopreto.com.br

Bauru: Com ginga e votos, Casa da Capoeira é destaque

Prestes a completar 1 ano, ONG ganha arrancada em eleição do BOM DIA

Arte, jogo, esporte, dança, luta, festa. A capoeira é um pouco de tudo. E seus adeptos são rápidos no gatilho: prestes a completar um ano, a Casa da Capoeira aparece em terceiro lugar na lista das maravilhas de Bauru em eleição promovida pelo BOM DIA desde domingo.

“É até uma surpresa para nós”, diz o responsável pela casa, Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, 42 anos. “O trabalho é recente, mas muito promissor.”
Todos os dias, parte dos 50 associados-praticantes vão até o local para treinar. Seis deles estarão competindo nos Jogos Regionais de São Manuel, abertos ontem à noite.
“Agora queremos ter sócios-mantenedores, com participação direta de empresas e instituições”, acrescenta Sobrinho.
Ex-bancário, nascido em Pernambuco, ele deixou para trás uma carreira bancária em São Paulo e chegou a Bauru há 14 anos.
A poupança dos tempos de banco foi empregada na casa, hoje uma ONG (Organização Não-Governamental) fundada em 1º de Agosto, dia do aniversário de Bauru. Também professor de educação física, Sobrinho joga capoeira desde os 12 anos e é enfático: “A capoeira só vai sair da minha vida no dia em que a vida sair de mim.”
 
Projeto pioneiro
 
Advogado prestes a prestar concurso para delegado no Paraná, o professor de capoeira Danilo Zarlenga Crispim votou na casa.
 
“É, sim, uma maravilha porque se tornou um espaço pioneiro no Estado”, explica. “É difícil achar um espaço que concentre treino e difusão da cultura afro-brasileira ao mesmo tempo.” Crispim se refere ao acervo de livros do local, com 50 títulos específicos sobre capoeira. Um deles é raro, de 1933. Medalhista em jogos regionais, Crispim lembra que começou a gostar de capoeira influenciado por amigos. “Hoje, também ajudo a levantar essa bandeira. Até porque a capoeira só pode fazer bem, inclusive para manter a forma.”
 
Pelo celular
 
Não há telefone na Casa da Capoeira, mas informações sobre como participar dos treinos podem ser obtidas pessoalmente à rua Sebastião Pregnolatto, 4-86, Jardim do Contorno. Ou pelo telefone celular: (14) 9711 8798.
 
‘Batista é a rua do progresso’
 
Um dos pontos destacados por José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão, é a Batista de Carvalho, que para ele deve ser considerada a “rua do progresso”. “Ela começa na Praça Machado de Melo e desemboca na Praça da Matriz. No passado, o seu coreto, o lago, as árvores com suas belezas naturais e até animais, como bicho preguiça, encantavam as famílias”, diz. Já Ana Maria Pinho diz que Bauru tem coisas boas que muitas vezes não são lembradas. “A oportunidade de eleger as maravilhas de Bauru é uma forma de pensarmos nisso.”
 
Top 20
As mais votadas
 
* Vitória Régia – 13,01%
* Zoológico – 9,09%
* Casa da Capoeira – 8,84%
* USC – 8,21%
* Estação Ferroviária – 6,94%
* Centrinho – 6,57%
* Automóvel Clube – 4,55%
* Templo Tenrikyo – 4,29%
* Jardim Botânico – 3,54%
* Confiança Max – 3,41%
* Praça da Paz – 3,03%
* Aeroclube – 2,78%
* Noroeste – 2,78%
* Bauru Shopping – 2,65%
* Bosque Comunid. – 2,40%
* Calçadão – 2,40%
* Av. Nações Unidas – 2,40%
* Praça Portugal – 2,02%
* Teatro Municipal – 1,77%
* Bar do Dito – 1,39%
 
Classificação atualizada às 18h de ontem. Até agora, 105 maravilhas receberam indicações.
Já estão computados 792 votos.
 

CAPOEIRAGEM, A VERDADE DE CADA UM

Fórum Virtual, março, 2007
 
A terceira edição, em português, do meu “cordel” Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo será lançada em Abril. Com nova capa (que logo será plagiada como as anteriores) e várias outras alterações.
Acrescento nova Apresentação que, tenho certeza, reacenderá boas e saudáveis polêmicas. Acrescento, também, mais dois extraordinários mestres – Camaleão e Pedrinho de Caxias. No primeiro caso, reparo grave injustiça, pois, Seu Camaleão deveria estar presente desde primeira edição, vez que acompanho o seu bom trabalho há muito tempo, e tenho respeitável acervo fotográfico comprobatório.
Tanto assim que, na revisão final, tratei de substituir a foto tirada no Museu do Louvre, junto ao intrigante trabalho de Borghese (foto que poderia ter entrado no Código da Vinci…) por uma outra, onde Papai Camaleão (Marselha, França!) aparece com sua linda recém-nascida filhinha, Mademoiselle Yara Marisa. Que Deus abençoe especialmente essa família!
Quanto ao Pedrinho, atualmente brilhando na Espanha, deixa sempre, em suas andanças pelo mundo,
as portas abertas para voltar. Como constatei recentemente, em Buenos Aires, conversando com duas lindas ex-alunas do jovem Mestre.
 
Mestre  CamaleãoComo não poderia deixar de ser, dei mais relevância ao espaço de Mestre Marujo que tão prematuramente resolveu nos deixar. Para tanto tive que sacrificar o espaço de Mestre Chaminé, excelente figura, meu vizinho, o que lamento muito. Corte que me dá oportunidade de reafirmar a limitação do meu “Cordel”, que não pode, em hipótese alguma, ser avaliado como se fosse um Atlas da Capoeiragem no Rio de Janeiro. Projeto que idealizei e elaborei há mais de quatro décadas e que, finalmente, em vários estados, começa a sair do papel. Esses ATLAS ESTADUAIS, sim, poderão e deverão contemplar todos os mestres que estão ou passaram por cada estado.
 
Meu cordel, que nem chega a ser um cordel de verdade, como tão bem fazem os paraibanos (tanto assim que vários deles inspiraram e inspiram cantigas de capoeira), apenas cita uns poucos mestres. Utilizei, sobretudo, critérios jornalísticos, procurando ao mesmo tempo dar espaço para alguns extraordinários capoeiras que desconhecem ou não podem usar esquemas marqueteiros quase diabólicos (como alguns fazem).
O que aumenta a Torre de Babel dentro da Capoeira, as versões e as polêmicas excessivamente apaixonadas, onde o fanatismo e mercantilismo se unem para vencer a corrida a qualquer preço.
É “a verdade de cada um”, que só pode ser combatida, pacientemente, utilizando-se o genial entendimento de Pirandelo (“Assim é, se assim lhe parece”) e, de modo firme e sereno, continuando a luta pela verdade verdadeira. Mostrando as incongruências de certas versões e, sobretudo, mostrando provas irrefutáveis sobre a verdadeira História da Capoeiragem no Brasil.
 
Mestre  CamaleãoPerco, aqui e ali, uma batalha, mais ao final, não tenho dúvida, sobreviverá apenas a história verdadeira. Aonde, aliás, todos ficam muito bem.
Praticamente todos novos livros e trabalhos a universitários já estão dedicando espaços, cada vez maiores, à Capoeira Utilitária de Sinhozinho, e à importância da capoeiragem do Rio Antigo na formação da capoeira contemporânea etc.
Começa-se a discutir, também, agora com seriedade, o que será, final, “eficácia na capoeira”?
Tais temas, fundamentais, já podem ser encontrados, como adiantei, em trabalhos acadêmicos recentes, como é bom exemplo a monografia “Capoeira: Jogo Atlético Brasileiro (EEFD/UFRJ)”, do Professor Joel Pires Marques, Diretor Cultural da Federação Fluminense de Capoeira, bacharel em Direito e contramestre de capoeira.
Quem estiver interessado em ler o trabalho bastará acessar http://www.capoeirajogoatletico.com/.
 
Mestre  CamaleãoOutro bom exemplo, embora ainda embrionário, é o trabalho de pesquisa que o Professor Ricardo Lussac, Mestre Teco, está fazendo para a cadeira História do Esporte (Professor Doutor e Orientador Professor Doutor Manoel José Gomes TUBINO). Dentro do tema geral da pesquisa – “Aspectos Filosóficos e Sociais do Esporte” – Ricardo Teco escolheu o mote: Irradiação & Atração Sócio-Cultural, Esportiva e Econômica das Cidades Maiores – Mestre Sinhozinho no Rio de janeiro”.
 
Em suma, a preocupante mesmice na qual os livros e artigos estavam se atolando, começa a ser eliminada. Isso será extremamente benéfico para a Capoeiragem e para os capoeiras.
 
Em seguida ao Cordel, estarei lançando meu primeiro livro de literatura pura, no Iate Clube do Rio de Janeiro, mas isso, concordo com vocês, não tem nada a ver com a nossa querida Capoeiragem.
Ou tem?

Entrevista Especial: Mestre Ananias

O Portal Capoeira, através do camarada Minhoca, Uirapuru Assessoria Cultural e a Associação Cultural Cachuera , tem o enorme prazer de trazer esta entrevista especial com o Mestre Ananias, e convida-lo para a gravação de seu CD vol II com seu grupo de Samba de Roda "Garoa do Recôncavo". A gravação será realizada ao vivo, em duas apresentações e com venda de ingressos limitados, uma vez que se trata de um registro. Pretende-se manter a autenticidade do samba de roda portanto a participação da comunidade é fundamental. Todos são convidados especiais para esse momento importante da cultura afro-baiana na capital paulistana.

Para maiores detalhes sobre o Projeto Documental de Mestre Ananias, clique aqui.

Mestre Ananias é um dos icones da Capoeira em São Paulo, com seus 81 anos, Mestre Ananias é a síntese da herança africana do povo brasileiro. Vive a Capoeira, o Samba e o Candomblé sem dissociá-los, esclarecendo no seu comportamento questões sobre a ancestralidade do nosso povo. Nascido no ano de 1924, em São Félix, região do Recôncavo Baiano cuja fertilidade cultural merece estudo aprofundado. Absorve o contexto no qual está imerso e na metade do século XX vem para São Paulo a convite de produtores do teatro paulistano. Trabalha com Plínio Marcos, Solano Trindade e outras personalidades, em todos os teatros da cidade. Em 1953, ano de sua chegada, Mestre Ananias funda a roda de capoeira mais tradicional de São Paulo, a Roda da Praça da República. Essa ganha força com a chegada de seus conterrâneos e nesse ínterim a capoeira exerce de fato um dos seus principais fundamentos, integrar à sociedade, classes desfavorecidas frente às imposições e preconceitos raciais e sociais.

 
Nome (completo): Ananias Ferreira
Data de nascimento: 01/12/1924
– O que é capoeira, mestre?
 
Capoeira pra mim é saúde, um esporte pra home, no modo de fala!! tem que ter coragem, se comportar, aceitá um beliscão, não é só bate, porque hoje é assim… Nós temos saúde de ferro, tem nego que fala que é dança, pra mim é a dança da morte, a capoeira mata sorrindo, um cumprimento é gorpe, rapaz!!! É tudo na minha vida, se não fosse a capoeira eu não estava com a idade que estou.
 
– Como o senhor começou (e quando) com capoeira (sua história)?

Desde os 14 anos, é a idade pra sentir a capoeira na pele, antes disso não tem noção de nada, não entende “patavida”, essa é a idade que dá pra começar contar história, que comecei a ficar esperto. To no meio disso desde pequenininho, sou de São Félix / Cachoeira
 
– O que o senhor pode dizer sobre quem que te ensinou?

Juvêncio estivador, ele era o mestre, fazia capoeira na beira do cais de São Félix, no Varre Estrada, nas festas da Igreja de São Deus Menino e Senhor São Félix. A roda era formada com João de Zazá, os irmãos Toy e Roxinho, Alvelino e Santos dois irmãos também de Muritiba, Caial, Estevão capoeira perversa, esse era vigia da fábrica de charuto (“Letialvi”) e tanta gente que… Traíra e Café de Cachoeira… Ninguém ensinava, mas o mestre mesmo era o Juvêncio, todo mundo se reunia e pronto, não tinha esse negócio de procurar um mestre. Depois, quando fui pra Salvador, lá sim, cheguei na roda do Pastinha em 1940 mais ou menos. Eu morava na Liberdade, na rua XIII e nos domingos ia assistir a roda do Mestre Waldemar e comecei a freqüentar. Nas 4ª feiras tinha treino e domingo era a roda para apresentar para o povo, os americanos que iam lá ver nosso trabalho. Formava com o Dorival (irmão do Mestre Waldemar) Maré, Caiçara, Zacaria, Bom Cabelo, Nagé, Onça Preta, Bugalho e Mucunge tocador de berimbau. Na capital comecei melhorar meu berimbau e jogo com o falecido Waldemar, com o tempo recebi o posto de Contra Mestre do Waldemar, um teste rigoroso com os mestres.
Canjica foi grande capoeirista, sambista, cantador, ritmista, o home era completo, fiz show com ele aqui em São Paulo, conheci ele na Bahia e depois aqui, joguei capoeira junto dele sempre fora, fazendo show, não na academia não, e peguei meu diploma com ele, na época antiga não tinha esse negócio de diploma não.
 
– Quem eram seus exemplos quando o senhor começou praticar capoeira?

Nagé e Onça Preta era bonito, jogo bailado, dando risada, fazendo macaquice, muito bonito… já os outros era mais duro. Maré e Traíra também tinha jogo muito bonito, Bom Cabelo e Zacarias, agora o Waldemar era o Mestre né, bom demais, era bom em tudo. Caiçara, Caiçara era endiabrado e Dorival, quando se encontravam, hum!! Eram inimigos dentro da roda, o jogo era brabo, já fora não sei…
 
– O que o senhor acha mais importante para ser um bom capoeirista?

Tem que se dedicar para saber de tudo na capoeira, dos instrumentos ao jogo e sabe ensina também, tem muita coisa pra frente, não é só também bate um instrumento não, tem muita coisa…
 
– O que e o diferença entre o capoeira antigamente e a capoeira agora?

Muita diferença… quer comparar a capoeira da antiga com a descarada de hoje em dia…hum! Hoje nessa vagareza, vamu por um pouco mais de lenha, sentando no chão… por isso desclassificam a capoeira de angola, tem que ser em cima e em baixo, jogo vivo. E mais viu… Tão inventando moda, a capoeira é do mundo, ela é do mundo não tem dono não, querem ganhar dinheiro em cima dos trouxas. O ritmo era vivo, as notas explicadinhas, hoje em dia é uma tristeza, não dá pra entende viu.
 
– E o samba Mestre, com quem o senhor aprendeu!?

Lá com os velhos na Bahia, nos candomblés, nas rodas de samba, fazia a capoeira e depois o samba particularmente. Meu pai principalmente, fazia qualquer negócio, era o home do samba junto dos seus cumpadres violeiros, com pandeiro junto, e eu tava no meio aí aprendi.
 
– E o grupo “Garoa do Recôncavo”, onde surgiu!?

Ta muito bom, formei entre eu e meus alunos, primeiro veio a capoeira, depois juntei com os meninos aí pegou no breu, todo mundo ta aplaudindo e daqui pra melhor, tem que melhorar né e agente chega lá. Esse samba que agente faz é antigo, eu era menino quando aprendi, é o samba duro lá do Recôncavo… E o Cd, com as graças de Deus vai ser bom, ta ficando bom

 
– O que o senhor quer ensinar aos seus discípulos?

Tudo o que está dentro de mim, para ensinar aos meus alunos, depende da boa vontade deles né, mas ninguém quer nada com nada e eu quero meu cantinho de volta, é a casa de todos nós, onde todo mundo vem e gosta, mas até agora… tá todo mundo cobrando nosso espaço de volta
 
– Onde estará a capoeira em 20 anos?

Depende dos mestres né, por que do jeito que vai, essa anarquia, principalmente em praça pública, só pensam em valentia, vamu pensar melhor, ó o futuro aí…
 
– O senhor tem uma cantiga da Capoeira que o senhor prefere ou gosto muito de cantar?

Todas elas, são iguais, todas boas

 
– O que o senhor gosta de fazer fora da capoeira?

Candomblé, como ogâ das entidades, so pintado, raspado e catulado, à disposição dos orixás, mas… também ta tudo modificado, até as entidades estão modificadas, os cantos…
 
-Talvez o senhor possa nos contar mais sobre o seu grupo

Nosso grupo tá ótimo, o que falta é um espaço né, mas dependo de vocês, uma andorinha só não faz verão, vamos se junta, muita ciumera em cima de mim, um diz isso, outro aquilo, é um “disse-me disse miseravi”.

Mais informações no fone 11 5072 65 79

 

Outras Matérias relacionadas ao Mestre:
 

Abril: Férias no Brasil e “Jornada Capoeirística”

 Enfim o merecido descanso…. será ???
 
Como já havia dito algumas semanas atrás, eu e minha família estamos saindo de férias, com destino ao Brasil.
 
Irei ficar em São Paulo na maior parte do tempo, mais também tenho viagens marcadas para Salvador, Litoral Paulista e Interior de São Paulo.
Esta viagem, que carinhosamente já estou apelidando de "Jornada Capoeirística" tem como principal objetivo recolher o maior numero de informações possíveis dentro do universo da capoeiragem… O Tempo será escasso e os compromissos serão muitos… é claro preciso gerir o tempo para poder "papoeirar" e "vadiar"… afinal ninguém é de ferro…
 
Minha meta é estar em contato direto com os principais Mestres de Capoeira, visitar o maior número de academias e grupos de capoeira, mantendo é claro uma dose de bom senso para evitar  o abuso e desta forma a falta de qualidade… Em cada uma das visitas iremos buscar recolher informações importantes como por exemplo entrevistas com os grandes Mestres… material fotográfico, matérias e publicações… e em alguns casos gravações de imagens… Tudo isso pra garimpar e poder oferecer aos leitores e visitantes do Portal Capoeira um material de primeira !!!
 
Estou viajando munido e armado até os dentes…. Maquina fotográfica, gravador digital, filmadora, muita vontade e respeito pela arte e cultura e não esqueçendo o principal, papel e lápis… (segundo meu grande camarada e companheiro nesta jornada: Miltinho Astronauta)
Bom vamos a esta volta ao mundo… a esta volta à casa… após 3 anos em Portugal.

  

Compromissos já confirmados:
 
São Paulo:
 
Mestre Cavaco – Grupo Negaça – 01//04
Mestre Jaime de Mar Grande – 01/04
Mestre Wellington – Berim Brasil – 03/04
Professor Montanha – Canto e magia – 06/04
Mestre Chumbinho – data a confirmar 1ª Semana
Irmãos Guerreiros – data a confirmar
Capuraginga – data a confirmar
Mestre Pernalonga – GNGA – data a confirmar
Caco Véio e Sargento – AAC – 20/04
Mestre Pinatti – 21/04
Miltinho Astronauta – 22/04 e 23/04
Mestra Janja – N`Zinga – data a confirmar
 
Pendentes de confirmação ou dependendo de acompanhamento ou agenda:
 
Mestre Brasilia
Mestre Esdras
Mestre Ananias
Mestre Suassuna
Mestre Flavinho Tucano – CDO
Mestre Careca
Mestre Baiano – Malungos
Peixe Crú
Mestre Dinho Nascimento
Mestre Zambi
Angoleiro Sim Sinhô
 
Bahia:
 
Professor Acúrsio Esteves – 10/04
Mestre Jean Pangolin
Mestre Decanio
Mestre Itapoan
Mestre Gajé
Mestre Bola Sete
 
Pendentes de confirmação ou dependendo de acompanhamento ou agenda:
 
Mestre Joâo Pequeno
Mestre Curió
Mestre Lua Rasta
Mestre Boa Gente
FUMEB
* Roda de despedida, organizada pelo grande amigo e parceiro Wellingtom Fernandes
   Data a confirmar: 27/04 ou 28/04 na sede da Berim Brasil – Mooca – SP

Barra Mansa – RJ: “Campanha Abada-Capoeira Sangue Bom”

A Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte da Capoeira está promovendo, desde o dia 15, a campanha Abada-Capoeira Sangue Bom, para aumentar as doações de sangue no Hemonúcleo, através da conscientização das pessoas.
O coordenador do Hemonúcleo, Sergio Murilo Conti, que esteve na praça da Matriz na tarde de ontem, acompanhando a apresentação do grupo, diz que essa iniciativa partiu do próprio grupo e que é de suma importância. “O grupo de capoeira nos ajuda muito com essa ação. Eles mostram que qualquer segmento social pode doar. O que vale é a solidariedade”, agradece.
 
O professor Luiz Carlos Rocha, mais conhecido como professor Pretinho, diz que a campanha tem como objetivo mostrar que a capoeira também é um movimento social. “Há três anos aconteceu uma campanha internacional no Rio de Janeiro, onde pessoas do mundo inteiro doaram sangue. Queremos mostrar que qualquer um pode doar. Queremos conscientizar as pessoas a esse respeito”, explica, acrescentando que essa campanha já acontece há dois anos na cidade e que todos capoeiristas fazem a doação.
 
Quem estiver interessado em ajudar o Hemonúcleo, que fica anexo ao Hospital da Santa Casa, precisa ter entre 18 e 65 anos, pesar mais que 50 quilos, boa saúde e estar portando a carteira de identidade. Os horários de funcionamento são de segunda a sexta-feira, das 7 às 12 horas, e sábado, das 7 às 11 horas.
 
 
Doe Sangue, um ato de cidadania!!!
 

CAMPANHA "Sangue Bom"
Doação de sangue
Evento acontece há dois anos na cidade
 

QUE É A CAPOEIRA?

A capoeira é uma luta…
ensinada e praticada como dança!
… pode ser usada como defesa…
e como ataque…
numa hora de "percisão"!
nas palavras dos Mestres Bimba e Pastinha!
A capoeira é uma arte…
a arte de bem viver…
DISPUTADA COMO LUTA…
"mata até sem querer!"
… dizia Mestres Bimba…
"e o bom da vida é não morrer!"
… completava Mestre Pastinha!

 

Texto indicapo por: Jean Adriano – Mestre Pangolin – Semana Decanio

Encontro Europeu de Angoleiras

O primeiro "Encontro Europeu de Angoleiras" será realizado na pasco de 2006, na Cidade de Colônia, a Alemanha 
 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 52 – de 4/dez a 10/dez de 2005


Cresce no mundo todo, dia a dia,  o fascínio pela Capoeira, especialmente pela chamada Capoeira Angola, cada vez mais entendida e admirada, em grande parte pelo  excelente trabalho que as "angoleiras" vem realizando pelo mundo afora.
 
Não por coincidência, portanto, vem crescendo também os movimentos e as organizações comandadas por mulheres  capoeirísticas. Mais uma comprovação que a Capoeira, embora fascinante, está dentro da sociedade, pois, não apenas dentro da capoeira a mulher, pouco a pouco, vai assumindo posições de comando.
 
A história registra a presença de mulheres guerreiras na capoeira. Sem muita precisão mais registra. Mas, o que mais registra é a presença da mulher em posições subalternas, por exemplo, ajudando no coro das cantorias. Na maioria das vezes, entretanto, imperando apenas na cozinha…
 
A situação atual, como todos podem facilmente verificar, está bem diferente, com a mulher assumindo postos de comando, dentro e fora da capoeiragem. Na maioria dos casos com grande eficiência, como já se pode comprovar dentro do Mundo da Capoeira.
 
Isto é muito bom, não fazendo nenhum sentido negar esta nova realidade do mundo.
 
Ombreada ao homem, a mulher capoeira passou a militar também, impondo-se no cenário, nas rodas e nas discussões dos  temas nucleares dessa Arte Afro-Brasileira.
 
Até bem pouco tempo isto era inconcebível.
 
Aliás, a bem da verdade, esta inclusão feminina em si, tornou-se um dos principais temas nucleares das discussões capoeirísticas. Especialmente fora do Brasil,  onde as discussões são mais livres, menos preconceituosas, menos dogmáticas, bairristas  ou mercantis.
 
Um bom exemplo de organização da mulher capoeirista é o trabalho heróico do Grupo Nzinga que tem à frente as jovens mestras Janja & Paulinha, bem assessoradas pelo também jovem mestre Poloca. Fruto da participação totalmente ativista destas mestras foi criada há algum tempo a Rede Angoleira de Mulheres-RAM. Volto a ressaltar, mulheres são de RAM – read access memory – e homens são de ROM – read only memory –  assim aprendi em minha pós-graduação em Ciência da Computação!